Muitos cristãos sinceros não acreditam na Trindade divina e nós, particularmente, ainda suspeitamos que a mornidão de Laodiceia esteja diretamente relacionada com a aceitação deste dogma católico.
A partir desta hipótese julgamos que seria bom analisarmos os riscos que corremos pelo simples fato de pertencermos à última igreja cristã, de quem Jesus diz:
A partir desta hipótese julgamos que seria bom analisarmos os riscos que corremos pelo simples fato de pertencermos à última igreja cristã, de quem Jesus diz:
“Conheço as tuas obras, que nem és
frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente. Assim, porque és morno, e nem
és quente nem frio, vomitar-te-ei da
minha boca; pois dizes: estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e
nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” - Apocalipse 3: 15 -17.
Esta é uma profecia contundente que se cumpre no alarmante desleixo espiritual vivido pelos laodicenses. Trata-se de uma instituição cumpridora de seus deveres, mas de quem
Jesus diz estar sem as vestes de salvação por não enxergar sua verdadeira
condição. E o pior de tudo é que não podemos questionar Seu testemunho.
Com relação a essa cegueira o Senhor aconselha a compra de um colírio
especial para que possa voltar a ver, conforme Apocalipse 3: 18:
“Aconselho-te
que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras
brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua
nudez, e colírio para ungires os teus
olhos, a fim de que vejas”.
Ora, dentre as recomendações preconizadas neste texto fica claro que a cegueira em pauta está diretamente relacionada com
a ausência de colírio, um símbolo evidente do Espírito Santo, e que a Igreja
só voltaria a ver sua real condição, mediante o emprego deste
produto de origem celestial.
A partir desta informação dada por Aquele que não pode errar decidimos iniciar a nossa pesquisa sobre esta questão pela tradução literal do Espírito Santo, que se encontra em Atos 1: 8
“Mas recebereis poder, o Espírito Santo vindo
sobre vós”.
Essa tradução de Atos 1: 8 não é usual. Foi
realizada por Louis Segond, Docteur em Théologie, do texto original grego vertido
para o Francês pela Sociedade Bíblica de Genebra. E a autenticidade desta tradução pode
ser confirmada junto por qualquer professor de grego.
Uma maneira mais fácil de comprovar esta
afirmação, no entanto, é verificá-la nas notas de rodapé do Dr. Scofield,
renomado intérprete das Escrituras. O seu depoimento se encontra na Bíblia
Revista e Atualizada prefaciada por ele, página 1127, edição de 27 de maio de
1966.
No seu comentário de Atos 19: 2 ele critica o
tradutor João Ferreira de Almeida por ter considerado o dom do Espírito Santo
como sendo recebido “quando crestes”,
quando, na verdade, a tradução correta seria, segundo Scofield, “tendo crido”.
Traduzido da maneira correta, o dom do
Espírito Santo só seria outorgado sob a condição de crer em Jesus, deixando
claro que se tratava realmente de um poder adicional concedido pelo céu para fazer prosperar
o plano da redenção humana.
Por outro lado, em ambas as passagens: Atos 1:
8 e 19: 2, que tratam do mesmo assunto, os particípios gregos foram traduzidos
pelo padre João de maneira a ocultar que o dom do Espírito Santo fosse
concedido apenas aos que cressem. Sua interferência no texto foi sutil, mas
passou a indicar que o dom poderia ser outorgado algum tempo depois do
exercício da fé, o que, segundo Scofield, não está de acordo com o texto
original grego. O interessante é que a sua observação confirma, perfeitamente, a
posição do tradutor francês.
Se desejarmos uma comprovação bíblica para a
tradução de Louis Segond, confirmada por Scofield de que o Espírito Santo é simplesmente o poder de Deus, disponível somente aos crentes em Jesus, vejamos uma passagem do apóstolo Paulo, em Efésios 3: 14-21. Disse ele:
“Por
esta causa me ponho de joelhos diante do Pai... para que segundo a riqueza de
Sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o Seu Espírito no homem interior; e, assim, habite
Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em
amor... Ora, Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo
quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder
que opera em nós, a Ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas
as gerações, para todo o sempre. Amém!”. Negritos acrescentados.
Apesar destas comprovações irrefutáveis, a grande maioria
das versões atuais se baseiam no viés endossado pelo padre medieval, pois que adotam
a tradução criticada por Scofield, que estamos acostumados a encontrar em Atos
1: 8, transcrita como segue:
“Mas
recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo...”.
Esta versão, removendo a ação do Espírito
Santo do momento da conversão dos convertidos a Cristo, induz o leitor à uma
falsa compreensão deste dom que, de acordo com a tradução do padre João,
poderia ser considerado proveniente da Divindade em qualquer tempo e para
qualquer um, deixando de ser apenas aquele recurso poderoso que foi concedido à
Igreja Primitiva para facilitar o seu processo inicial de evangelização do mundo
e que também foi prometido, ainda com maior abundância, para o encerramento da
obra de Deus na Terra.
Como esta adulteração dos textos de
Atos 1: 8 e 19: 2 tem prevalecido até aos dias de hoje, precisamos examiná-la em profundidade ainda maior por crermos na sua relação íntima com o pecado que não tem perdão.
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