sábado, 27 de janeiro de 2018

A parábola da figueira

             “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a Terra, porém as Minhas palavras não passarão” -  Mateus 24: 32-35.
            A parabólica renovação dos ramos de Israel foi revelada por Jesus como referência para definir o começo, o meio e o fim da última geração da humanidade. Será a partir do discernimento desta placa profética, já solidamente estabelecida, que os demais sinais apresentados por Jesus, em Mateus 24, deverão encontrar a sua fundamentação.
            Ao proferir a parábola da figueira, Jesus certamente reportava-Se aos detalhes proféticos transmitidos pelo profeta Oseias, há 800 anos antes do Seu nascimento. Atentemos aos detalhes desta profecia de Oseias:
            “Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram. Quanto a Efraim... ainda que venham a criar seus filhos, Eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem. Ai deles quando deles me apartar” - Oseias 9: 10-12.
            O fato do profeta Oseias considerar os organizadores da nova nação israelita como as primícias da figueira nova é muito revelador. Esta profecia começou a ter seu cumprimento apenas em 1948, quando Israel tomou posse de seu território, conforme é apresentado no tratado de Belford. Poucos têm dúvidas de que os fundadores dessa nova nação, miraculosamente ressuscitada, foram honrados por Deus, por meio das vitórias militares que obtiveram desde o primeiro momento da ocupação de seu território, até ao seu estabelecimento definitivo.
            O mundo inteiro teve a oportunidade de comprovar a fantástica renovação do antigo concerto de El Shadai com o pai Abraão, celebrado nos primórdios da humanidade, quando Deus disse a Abraão em Gênesis 17: 7-8 (NTLH): 
            “Darei a você e a eles (seus descendentes) a terra onde você está morando como estrangeiro. Toda a terra de Canaã será para sempre dos seus descendentes, e eu serei o Deus deles” - 
            O objetivo divino certamente vai muito além desta série de vitórias miraculosas. O sonho de Deus é que o rebrotar de Sua figueira alcance a nova vida espiritual para a qual foi estabelecida, para que, por meio dela, possa abençoar a todas as nações da Terra, pela última vez.
            Apenas a primeira parte do plano divino, entretanto, foi cumprida, quando os judeus voltaram para a sua terra, recebendo uma geração inteira para testemunhar do impressionante cumprimento profético que tiveram a felicidade de vivenciar.
            Contudo, dando efetiva comprovação ao texto de Oseias, os judeus que retornaram para a Palestina foram capazes de constituir uma economia pujante e um poderoso exército, mas não glorificaram a Deus, pois, como nação, continuaram a viver como se o Messias não tivesse existido, passando, por isso, a depender apenas de sua própria força para manter a posição que lhe foi graciosamente conferida.
            Esqueceram-se logo daquele que verdadeiramente os retirou das sepulturas dos povos onde haviam permanecido por quase 2000 anos como verdadeiros ossos secos. Não O honraram por meio do seu testemunho, apesar do milagre da ressurreição coletiva pela qual passaram.
            E, ainda pior, foram incontestavelmente para Baal-Peor, um símbolo da apostasia do Israel antigo, conforme Números 25, que foi usado como referência para caracterizar o presente, uma vez que para a grande maioria dos judeus que habitam na Palestina, a fé religiosa não é mais determinante em suas vidas. 83% deles estão cada vez mais secularizados. As estatísticas informam que apenas 17% se identificam como sionistas religiosos. E, destes, a parcela de cristãos certamente não chega a ser significativa. Mas foi por causa desta insignificante minoria que Deus ainda não mandou fechar a madre, como relata Isaías 66: 9:
            “Acaso farei Eu abrir a madre, e não farei nascer (espiritualmente)? Diz o Senhor; acaso Eu que faço nascer (politicamente), fecharei a madre? Diz o teu Deus”. Parênteses meus.
            O profeta Isaías está indicando que Deus não permitirá que a situação retorne ao que era antes de 1948, devendo Israel cumprir, finalmente, os santos desígnios para os quais foi restabelecido.
            Pelo profeta Zacarias o Senhor afirmou como via a última geração em seu curso, o que se pode comprovar, perfeitamente, nos dias de hoje:
            “Assim Diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo (cajado), por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão”. Zacarias 8: 4-5. Parêntese suprido.
            Quem visita hoje Jerusalém pode comprovar estes versículos de Zacarias, ao ver uma juventude pujante e, aparentemente, despreocupada e uma velhice em paz, não obstante as guerras e os sinais de guerras que pressionam a nação.
            Israel vai comemorar seu septuagésimo aniversário em 14/05/2018, estando, segundo o Antigo Testamento, na idade dos cabelos brancos. Mas, ainda sem reconhecer as profecias do Novo Testamento, ignora que esteja no declínio de sua última geração, pesando, ainda, sobre eles as palavras de Deus referidas em Oseias 7: 8-9 que, referindo-se a Efraim, diz:
            “... também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe”.
            “Ai deles quando deles me afastar”.
            Apesar da transformação espiritual da nação ainda não ter se concretizado, a sua idade e o seu desconhecimento quanto às profecias de Jesus se constituem numa variável de grande significação para quem acompanha os sinais dos tempos.
            Considerando que, segundo o Salmo 90: 10 “os dias de nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado”, imaginamos que algo em torno de dez anos seja o quinhão máximo de tempo reservado para Israel, estando, portanto, a sua pior fase logo à frente, conforme indicam as profecias.
             A recente decisão do governo americano de transferir a sua embaixada de Tel Aviv para Jerusalém pode antecipar o início dos conflitos que, seguramente colocarão a Segunda Vinda de Jesus em um horizonte ainda mais próximo.  
            Não podemos esquecer que o que é válido para Israel, é também válido para o restante da humanidade.
            Lamentamos que as dores de parto sejam o único meio que reste para Deus levar a nação escolhida ao seu parto espiritual. Infelizmente será como foi profetizado em Mateus 24: 9-13:
            “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que permanecer até o fim, esse será salvo”.
            A nação, como um todo, compreenderá, apenas tarde demais o resultado de seu trágico desvio para Baal-Peor. Porém nem tudo estará perdido, pois graças a um remanescente fiel que ainda se arrependerá, Israel cumprirá seu desígnio de pivô das profecias, levando ao despertamento das virgens de Laodiceia e, finalmente, ao encontro glorioso com Messias. Os remanescentes farão em poucos meses o que a nação deixou de fazer em uma geração para imortalizar o nome de Jerusalém.

            Vamos analisar agora a brevidade do tempo que nos resta por meio de um sinal religioso que se encontra no capítulo 17 do Apocalipse. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário