sábado, 27 de janeiro de 2018

Uma retrospectiva do quadro político de Israel

            Apresentaremos, a seguir, algumas curiosidades referentes ao movimentado quadro político relacionado com a presença de Israel na Palestina:
            Logo após o seu nascimento em 1947/48, seis nações da Liga Árabe fizeram guerra contra o ‘frágil menino’ recém-nascido, mas, contra toda a expectativa, foram vencidas, dando, apenas, oportunidade para os judeus recém-instalados ampliarem os seus domínios na Terra Santa.
            Os árabes, além de derrotados, perderam parte importante do seu território previsto na Declaração de Balfour, passando a uma longa e infrutífera luta para reconquistá-la.
            Em 1964 eles criaram a Organização para a Libertação da Palestina - OLP, com o objetivo de libertar a Palestina através da luta armada. Esta organização política e paramilitar adotou a tática de guerrilha para atacar Israel, a partir de suas bases na Jordânia, Líbano e Síria, assim como de dentro da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.
            Considerada como grupo terrorista pelos EUA e por vários países ocidentais, a OLP nunca conseguiu obter os resultados procurados.
            Em 1967 os árabes fizeram uma nova guerra contra Israel, mas obtiveram uma derrota fulminante, em apenas seis dias de combate. Chegou mesmo a alarmar a facilidade com que foram derrotados.
            Em 1969 foi designado Yasser Arafat como presidente da OLP, o qual, junto com o atual presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, seu sucessor, criou em 1987 o grupo revolucionário Hamas, que significa ‘Movimento de Resistência Islâmica’, para atuar na Palestina, com um único objetivo: destruir o Estado de Israel para a consolidação do Estado Palestino.
            Arafat se manteve no cargo até sua morte por envenenamento, em 2004, num hospital de Paris, sem realizar as suas sonhadas esperanças.
            O último combate do Hamas contra Israel se deu na Faixa de Gaza, em 2014, o que lhe rendeu um saldo de mais de dois mil e cem mortos e grandes perdas materiais, em pouco mais de um mês de combates.
            Atualmente, sem condições de medir forças com Israel, o grupo Hamas assumiu o controle político de Gaza, derrotando o partido do grupo Fatah, liderado por Mahmoud Abbas, que se encontra estabelecido na Cisjordânia.
            O grupo Fatah também, sem possibilidades de vitória na luta armada, se resignou a buscar melhores resultados para a implantação do Novo Estado Palestino pela via diplomática.
            Enquanto Mahmoud Abbas busca alcançar seus objetivos pelos bastidores das Nações Unidas - ONU, que incluem, na parte dos árabes, o controle da antiga cidade de Jerusalém, o grupo Hamas negocia unilateralmente com Israel a criação do Estado soberano de Gaza, o que não é do interesse da Autoridade Palestina, por enfraquecer a causa árabe de maior importância.
            Mais recentemente surgiu outro grupo terrorista postulando a criação de um Estado Islâmico entre o Iraque e a Síria.
            Trata-se de uma ramificação Sunita do Iraque que vem se desenvolvendo rapidamente com apoio financeiro proveniente de ações terroristas, de assaltos a bancos e cidades, conquistas de poços de petróleo, resgates de sequestros e patrocínios diversos.
            Este grupo postula promover, a partir da implantação de um califado, uma guerra santa contra os não islâmicos, e contra Israel, em particular.
            Abbas busca convencer Israel que a libertação da Palestina tiraria a força dos grupos terroristas, mas Netanyaho, reeleito primeiro ministro israelense, em 2015, não quer nem mesmo discutir esta questão, e continua implantando novas colônias nos territórios árabes ocupados por Israel, dando cabal cumprimento às antigas profecias.

            Enquanto isso, cerca de seis milhões de refugiados palestinos se encontram em extrema miséria, acampados em tendas, por toda a região do Oriente Médio, clamando por um espaço geográfico para viver.
            Americanos, europeus, a África do Sul e até mesmo o Brasil, entre outros, fingem não ignorar a crise instalada no Oriente Médio, boicotando a compra de produtos israelenses produzidos nos assentamentos ilegais de judeus em terras palestinas.
            Sócrates Nolasco, professor da Escola de Comunicação da UFRJ, comentando este boicote dos países, diz:
            “Eles tentam mostrar ao mundo, alguma dignidade, como se isso pudesse absolvê-los do que fizeram em suas terras para erguer seus estados”. Jornal O Globo, 28/05/2015, p. 19.
            Enquanto isso Israel continua consolidando a sua herança por meio da implantação de uma economia de ponta, a qual já representa o quadragésimo PIB mundial e o segundo PIB per capta do planeta; e, também busca firmar-se pela constituição de um exército reconhecido como um dos mais poderosos do mundo, contando com um contingente efetivo de 168.000 soldados na ativa, 408.000 reservistas preparados para a luta e com um arsenal militar ultramoderno, incluindo pelo menos dez ogivas nucleares.

            Seu desconhecimento do Novo Testamento, no entanto, não lhe permite ver que as suas dores de parto estão chegando e que serão muito mais fortes do que imaginam, e abençoando apenas uma minoria de sobreviventes. Segundo Daniel 11: 41, “muitos sucumbirão” nas guerras que se avizinham.
            Finalmente destacaremos dentre os sinais referidos por Jesus, em Mateus 24, aquele que mais justifica o espaço espiritual futuro reservado para o moderno Estado Judeu, servindo, também, para confirmar as previsões do sinal cronológico. 

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