Apocalipse
17: 3-6 apresenta a visão propriamente dita:
“Transportou-me o anjo, em espírito, e vi uma
mulher montada numa besta escarlate,
besta repleta de nomes de blasfêmias, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se
a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras
preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de
abominações e com as imundícias de sua prostituição. Na sua fronte, achava-se
escrito um nome, mistério: Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das
abominações da Terra. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e
com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande
espanto”.
Esta
besta escarlate, a ser cavalgada pela mulher, num paralelismo com o texto de
Apocalipse 17: 1, já mencionado, representa as muitas águas que, em Apocalipse
17: 15, são definidas como segue:
“Falou-me, ainda: as águas que viste, onde a
meretriz está assentada são povos, multidões, nações e línguas”.
Apesar
da meretriz, no sentido mais amplo, representar a igreja oficial da Nova Ordem
Mundial, a visão de Apocalipse 17 destaca o seu líder maior que se encontra
individualmente empenhado em dirigir as populações da Terra, por meio de sua
união com a política.
Ele
almeja, desta forma, assegurar o apoio dos governantes, visando transformar as
populações da Terra numa tremenda besta perseguidora – a besta escarlate, e
montar sobre ela como um ginete monta num cavalo, com a intenção final de
dominar o mundo.
Apocalipse
13 diz que essa besta fala blasfêmias e persegue os santos. O capítulo 17
acrescenta que ela está vestida de púrpura e de escarlate, com ouro e com
pedras preciosas, estampando a opulência da sua imagem e do seu patrimônio. E
coloca, ainda, um cálice de ouro na sua mão, contendo o vinho das falsas
doutrinas, com as quais ela vem embriagando as nações e prostituindo os reis.
Os reis
vêm sendo iludidos com falsas promessas de um novo tempo de paz, prosperidade e
unidade entre os povos, só que para isso se concretizar será necessário
eliminar os dissidentes, que já vêm sendo chamados de fundamentalistas!
A besta
já enquadrou, abertamente, os que seguem literalmente a Bíblia, neste grupo de
dissidentes. Desta forma aqueles que
reconhecem as Escrituras como sua única regra de fé já estão sendo taxados de
terroristas religiosos, os quais, não obstante estarem desarmados, deverão ser
erradicados da mesma forma que os fundamentalistas políticos, para o bem da
humanidade. Isto porque para assegurar o monopólio da besta será necessário
destruir todos os oposicionistas.
Um fato
notório da profecia é que a autodenominada Igreja mãe atribui às igrejas
protestantes o título de filhas separadas, apesar delas, hoje, não estarem tão
separadas assim. Afinal, elas estão ligadas pelos mesmos pontos falsos de
doutrina.
Outra
característica comum é a busca de um processo de salvação próprio, sem
abandonar os pecados, pois todas elas pregam a impossibilidade de se viver sem
pecar.
Assim,
no contexto da grande Babilônia são explicitadas as três partes fundamentais da
confederação político-religiosa que será amalgamada na altura da sexta praga: a
meretriz (a mãe), as filhas (que no passado dela se separaram), e os reis da
Terra, (que se unem sob a inspiração do Espiritismo o qual vem publicando
livros sobre a Nova Ordem Mundial, desde 1875). O plano trata de uma tentativa
para ressuscitar a Igreja de Tiatira, que assassinou mais de cinquenta milhões
de cristãos na Idade Média.
Mesmo se
encaminhando para a morte súbita, infelizmente, esta besta colossal virá à luz
e ainda se embriagará com o sangue de muitos inocentes, conforme foi exposto em
Apocalipse 17: 6.
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