sábado, 27 de janeiro de 2018

A Visão de Apocalipse 17

Apocalipse 17: 3-6 apresenta a visão propriamente dita:
Transportou-me o anjo, em espírito, e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmias, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias de sua prostituição. Na sua fronte, achava-se escrito um nome, mistério: Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da Terra. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto”.
Esta besta escarlate, a ser cavalgada pela mulher, num paralelismo com o texto de Apocalipse 17: 1, já mencionado, representa as muitas águas que, em Apocalipse 17: 15, são definidas como segue:
“Falou-me, ainda: as águas que viste, onde a meretriz está assentada são povos, multidões, nações e línguas”.
Apesar da meretriz, no sentido mais amplo, representar a igreja oficial da Nova Ordem Mundial, a visão de Apocalipse 17 destaca o seu líder maior que se encontra individualmente empenhado em dirigir as populações da Terra, por meio de sua união com a política.
Ele almeja, desta forma, assegurar o apoio dos governantes, visando transformar as populações da Terra numa tremenda besta perseguidora – a besta escarlate, e montar sobre ela como um ginete monta num cavalo, com a intenção final de dominar o mundo.
Apocalipse 13 diz que essa besta fala blasfêmias e persegue os santos. O capítulo 17 acrescenta que ela está vestida de púrpura e de escarlate, com ouro e com pedras preciosas, estampando a opulência da sua imagem e do seu patrimônio. E coloca, ainda, um cálice de ouro na sua mão, contendo o vinho das falsas doutrinas, com as quais ela vem embriagando as nações e prostituindo os reis.
Os reis vêm sendo iludidos com falsas promessas de um novo tempo de paz, prosperidade e unidade entre os povos, só que para isso se concretizar será necessário eliminar os dissidentes, que já vêm sendo chamados de fundamentalistas!
A besta já enquadrou, abertamente, os que seguem literalmente a Bíblia, neste grupo de dissidentes.  Desta forma aqueles que reconhecem as Escrituras como sua única regra de fé já estão sendo taxados de terroristas religiosos, os quais, não obstante estarem desarmados, deverão ser erradicados da mesma forma que os fundamentalistas políticos, para o bem da humanidade. Isto porque para assegurar o monopólio da besta será necessário destruir todos os oposicionistas.
Um fato notório da profecia é que a autodenominada Igreja mãe atribui às igrejas protestantes o título de filhas separadas, apesar delas, hoje, não estarem tão separadas assim. Afinal, elas estão ligadas pelos mesmos pontos falsos de doutrina.
Outra característica comum é a busca de um processo de salvação próprio, sem abandonar os pecados, pois todas elas pregam a impossibilidade de se viver sem pecar.
Assim, no contexto da grande Babilônia são explicitadas as três partes fundamentais da confederação político-religiosa que será amalgamada na altura da sexta praga: a meretriz (a mãe), as filhas (que no passado dela se separaram), e os reis da Terra, (que se unem sob a inspiração do Espiritismo  o qual vem publicando livros sobre a Nova Ordem Mundial, desde 1875). O plano trata de uma tentativa para ressuscitar a Igreja de Tiatira, que assassinou mais de cinquenta milhões de cristãos na Idade Média.

Mesmo se encaminhando para a morte súbita, infelizmente, esta besta colossal virá à luz e ainda se embriagará com o sangue de muitos inocentes, conforme foi exposto em Apocalipse 17: 6.

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