sábado, 3 de fevereiro de 2018

A luta do último governo mundial contra Cristo e Sua igreja

Apocalipse 12: 7 revela que a grande controvérsia entre o bem e o mal se originou no céu. Vejamos este ponto até ao verso 9:
Houve peleja no céu. Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia não prevaleceram, nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele os seus anjos”.
Esta foi a primeira etapa
Miguel ou Mika’El no hebraico significa uma pergunta: quem é como Deus? E a resposta, evidentemente é Jesus, o Vencedor desta peleja. Ele aparece novamente em Judas 9, como o Arcanjo Miguel ou chefe dos anjos, ressuscitando Moisés, quando, então, foi contestado pelo diabo.
O arcanjo Miguel está, também, relacionado com a ressurreição de todos os justos, conforme lemos em I Tessalonicenses 4: 16:
“Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”.
Ora, esta voz do Arcanjo só pode ser a mesma de Jesus, senão vejamos:
“E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. Não vos maravilheis disto, porque vem à hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” - João 5: 27-28.
Apocalipse 12: 3-4 descreve o momento em que João viu Satanás sendo expulso do céu com um terço dos anjos:
“Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrasta a terça parte das estrelas do céu as quais lançou para a Terra”.
A segunda etapa da luta entre a luz e as trevas aconteceu na Terra, quando Cristo homem nasceu. Foi então que João identificou o primeiro sinal no céu como sendo uma mulher grávida (símbolo da Igreja) a ponto de dar à luz a um Filho varão (Jesus), diante de um enorme dragão vermelho (o outro sinal), que ali estava para se Lhe opor.
Vejamos a relação de conflito entre estes dois sinais dos tempos proféticos:
“... e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o Filho quando nascesse. Nasceu-lhe, pois, um Filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu Filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono”. Apocalipse 12: 4-5.
Neste tempo Roma pagã já havia surgido na sucessão dos três primeiros impérios mundiais: Babilônia, Medo Persa e Grécia que haviam constituído as três primeiras coroas do dragão de Apocalipse 12: 3. O quarto Império mundial perseguidor do povo de Deus, representado pela quarta cabeça coroada do dragão, usou Herodes, um tentáculo humano de Satanás, para desforrar-se da derrota sofrida no céu. Foi, contudo, derrotado pela segunda vez, pois Cristo voltou para junto do Pai como Vencedor.
A terceira etapa foi quando Cristo venceu Satanás na cruz, conforme Apocalipse 12: 10:
“Então ouvi grande voz do céu, proclamando: agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso do céu o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”.
Analisando esta passagem em conexão com João 12: 30-33, percebemos que esse segundo lançamento fora do céu, foi quando Jesus morreu:
Então, explicou Jesus: não foi por Mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim mesmo. Isso dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer”.
Graças ao sacrifício do Cordeiro, Apocalipse 12: 11-12 conclui o verso 10, dizendo:
“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isto, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”.
Quando Cristo exclamou na cruz: está consumado, o reino da Terra já não mais pertencia a Satanás; Cristo arrebatou-o de suas mãos, após a ressurreição, dizendo:
“Toda a autoridade Me foi dada no céu e na Terra”. Mateus 28: 18.
Assim, ferido mortalmente na cabeça, o diabo deixou de ser o representante deste mundo, perdendo, por isso, o acesso que tinha ao céu, nesta segunda expulsão, a definitiva.
Compreendendo que perdera a luta decisiva e a representação deste mundo, encolerizado por ter falhado em destruir a Cristo, o descendente da mulher (Gênese 3: 15), o Maligno pensou em destruir a Sua Igreja, que estava destinada a ser coberta de glória e transladada para o céu.
Esta nova estratégia satânica vai definir a quarta etapa que se encontra em Apocalipse 12: 13:
Quando, pois, o dragão se viu atirado para a Terra (pela segunda vez), perseguiu a mulher que dera à luz o Filho varão”. Parêntese acrescentado.
Destacamos deste contexto a exclamação do verso 12:
“Ai da Terra”!
Em face da ira satânica, contudo, o escape da mulher foi logo providenciado, no verso 14:
“E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.
Deus levou Sua Igreja para um lugar seguro, a exemplo do que fez com o povo de Israel ao removê-lo do Egito, conforme Êxodo 19: 4:
Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a Mim”.
Quanto ao período simbólico de “um tempo, tempos e metade de um tempo”, anunciado no verso 14, ele pode ser melhor compreendido por meio da passagem paralela em Apocalipse 12: 6 que diz:
A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem por mil duzentos e sessenta dias”.
Logo a expressão profética de “um tempo, tempos e metade de um tempo” corresponde a mil duzentos e sessenta dias. E, como a linguagem utilizada no verso 6 também não é usual para indicar longos períodos de tempo, devemos considerar os dias em pauta como simbólicos, sendo lícito transformá-los em anos, nos moldes de Ezequiel 4: 7.
A História Universal confirma esse raciocínio, situando este período entre 538 d. C. quando o papado (a quinta cabeça coroada do dragão) assume a liderança mundial da cristandade, e 1798 d. C. quando, nas guerras napoleônicas, o papado deixou oficialmente de existir. Esta é apenas a voz da História, revelando que Deus não estava ausente durante este período crítico para a Sua Igreja.
Próximo ao final deste longo período de 1260 anos, nos quais foram mortos mais de cinquenta milhões de cristãos pela ‘santa’ inquisição, havia ainda muitos justos que resistiam ao persistente esforço do dragão, escondidos nas grotas das montanhas e nos desertos da Europa.
Foi então que a serpente usou as multidões europeias como um tsunami para afogar o remanescente da Igreja de Deus, conforme descreve Apocalipse 12: 15:
Então a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio”.
As águas, na linguagem profética, significam povos, conforme Apocalipse 17: 15:
“Falou-me, ainda: as águas que viste, onde a meretriz está assentada são povos, multidões, nações e línguas”.
Detalhes da atuação desta meretriz, em nosso tempo, foram acrescentados na análise de Apocalipse 17, na Verdades Presente nº 1, principalmente.
E quando parecia que os filhos de Deus iriam perder a luta desigual, algo maravilhoso aconteceu:
A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca”. Apocalipse 12: 16.
A terra, neste contexto, representa o lugar para onde fugiram os perseguidos que estavam para entrar em colapso na Europa. Eles fugiram para os Estados Unidos da América (EUA), uma nação justa estabelecida providencialmente por Deus, para dar refúgio aos perseguidos do Velho Continente.
Sim, os EUA vieram a representar a terra da liberdade para eles, um lugar no Novo Mundo onde a Igreja fora separada do Estado para proteger não só os peregrinos europeus como os de todo o resto do mundo que para lá migrassem em busca de viver de acordo com os ditames de suas próprias consciências.
Finalmente a Bíblia segue dizendo, em Apocalipse 12: 17:
"Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar".
 Satanás ficou muito irado porque o remanescente fiel a Deus escapou de sua perseguição, contando ainda com um dom especial: o espírito de profecias, conforme Apocalipse 19: 10, que lhe confere conhecimento sobre toda a verdade referente aos eventos futuros pelos quais terão de passar.
Esta é, portanto, a quinta etapa da perseguição satânica que vamos examinar. O dom profético foi proporcionado para que o remanescente adquirisse, nesta fase decisiva, a sabedoria contra as falsas interpretações da Bíblia, as quais têm sido denunciadas por meio de estudos mais aprofundados, especialmente orientados por Deus.
Apesar de fortemente atacado pelas hostes do Maligno, o espírito da profecia se constitui numa torre de proteção para o remanescente fiel que, ao ver o estrito cumprimento da Palavra, se maravilha na certeza de sua divina origem.
No caso dos perseguidores, ao contrário, “não havendo profecia, o povo se corrompe”, como já dizia o sábio, em Provérbios 29: 18, primeira parte.
Finalmente, "o dragão se pôs em pé sobre a areia do mar”.
O diabo, ao testemunhar o fracasso religioso da besta medieval, a sua quinta cabeça, e o fracasso político da Revolução Francesa e de seus segmentos comunistas, que constituíram a sua sexta etapa de perseguição do povo de Deus, passou a desenvolver, pacientemente, um plano mais elaborado para colocá-lo em prática por meio de um poder religioso ecumênico, ligando o Protestantismo apostatado com o Espiritismo e com o Catolicismo, isto é, a besta moderna que se encontra em vias de emergir do mar quando estiver devidamente credenciada pelo poder político mundial das Nações Unidas.
Com metas de longo prazo, portanto, o dragão vem gerenciando a formação de sua última cabeça, a fim de usá-la contra os restantes dos filhos de Deus que, neste ínterim, como João Batista na primeira vinda, se encontram empenhados na pavimentação do caminho para a volta de Jesus em glória e majestade.
Vamos agora concentrar a atenção nesta frenética perseguição que está sendo programada e que virá contra a Igreja invisível dos filhos de Deus, como uma esmagadora surpresa.
A Igreja de Deus deste tempo será invisível porque nenhuma igreja constituída irá assumir como membros, aqueles que se posicionarem contra a Nova Ordem Mundial, coordenada pelo dragão. E assim, visando se resguardar de perseguições, as igrejas denunciarão os legítimos filhos de Deus como independentes. Antes da exposição deste lamentável equívoco, a Bíblia apresenta alguns antecedentes deste último combate. 

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