Apocalipse
12: 7 revela que a grande controvérsia entre o bem e o mal se originou no céu.
Vejamos este ponto até ao verso 9:
“Houve peleja no céu. Miguel e seus anjos
pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia não
prevaleceram, nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande
dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o
mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele os seus anjos”.
Esta foi
a primeira etapa.
Miguel ou Mika’El no hebraico significa uma pergunta: quem é como Deus? E a resposta, evidentemente é Jesus, o Vencedor desta peleja. Ele aparece novamente em Judas 9, como o Arcanjo Miguel ou chefe dos anjos, ressuscitando Moisés, quando, então, foi contestado pelo diabo.
Miguel ou Mika’El no hebraico significa uma pergunta: quem é como Deus? E a resposta, evidentemente é Jesus, o Vencedor desta peleja. Ele aparece novamente em Judas 9, como o Arcanjo Miguel ou chefe dos anjos, ressuscitando Moisés, quando, então, foi contestado pelo diabo.
O arcanjo Miguel está, também, relacionado com a ressurreição de todos os justos,
conforme lemos em I Tessalonicenses 4: 16:
“Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de
ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e
ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo
ressuscitarão primeiro”.
Ora, esta voz
do Arcanjo só pode ser a mesma de Jesus, senão vejamos:
“E lhe deu autoridade para julgar, porque é o
Filho do Homem. Não vos maravilheis disto, porque vem à hora em que todos os
que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que tiverem
feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal,
para a ressurreição do juízo” - João 5: 27-28.
Apocalipse 12: 3-4 descreve o momento em que João viu Satanás sendo
expulso do céu com um terço dos anjos:
“Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete
cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrasta a terça
parte das estrelas do céu as quais lançou para a Terra”.
A segunda etapa da luta entre a luz e as
trevas aconteceu na Terra, quando Cristo homem nasceu. Foi então que João identificou o primeiro sinal no céu como sendo uma mulher grávida (símbolo da Igreja) a ponto de dar à
luz a um Filho varão (Jesus), diante de um enorme dragão vermelho (o outro sinal), que ali estava para
se Lhe opor.
Vejamos
a relação de conflito entre estes dois sinais dos tempos proféticos:
“... e o dragão se deteve em frente da mulher que
estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o Filho quando nascesse.
Nasceu-lhe, pois, um Filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de
ferro. E o seu Filho foi arrebatado para Deus até ao Seu trono”. Apocalipse
12: 4-5.
Neste tempo Roma pagã já havia surgido na sucessão dos três primeiros impérios mundiais:
Babilônia, Medo Persa e Grécia que haviam constituído as três primeiras coroas
do dragão de Apocalipse 12: 3. O quarto Império mundial perseguidor do povo de
Deus, representado pela quarta cabeça coroada do dragão, usou Herodes, um tentáculo
humano de Satanás, para desforrar-se da derrota sofrida no céu. Foi, contudo,
derrotado pela segunda vez, pois Cristo voltou para junto do Pai como Vencedor.
A terceira etapa foi quando Cristo venceu
Satanás na cruz, conforme Apocalipse 12: 10:
“Então ouvi grande voz do céu, proclamando:
agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu
Cristo, pois foi expulso do céu o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os
acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”.
Analisando esta
passagem em conexão com João 12: 30-33, percebemos que esse
segundo lançamento fora do céu, foi quando Jesus morreu:
“Então, explicou Jesus: não foi por Mim que
veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este
mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da
Terra, atrairei todos a Mim mesmo. Isso dizia, significando de que gênero de
morte estava para morrer”.
Graças ao sacrifício do Cordeiro, Apocalipse
12: 11-12 conclui o verso 10, dizendo:
“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do
Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da
morte, não amaram a própria vida. Por isto, festejai, ó céus, e vós, os que
neles habitais. Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de
grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”.
Quando
Cristo exclamou na cruz: está consumado, o reino da Terra já não mais pertencia
a Satanás; Cristo arrebatou-o de suas mãos, após a ressurreição, dizendo:
“Toda a autoridade Me foi dada no céu e na
Terra”. Mateus 28: 18.
Assim,
ferido mortalmente na cabeça, o diabo deixou de ser o representante deste
mundo, perdendo, por isso, o acesso que tinha ao céu, nesta segunda expulsão, a
definitiva.
Compreendendo
que perdera a luta decisiva e a representação deste mundo, encolerizado por ter
falhado em destruir a Cristo, o descendente da mulher (Gênese 3: 15), o Maligno
pensou em destruir a Sua Igreja, que estava destinada a ser coberta de glória e transladada para o céu.
Esta
nova estratégia satânica vai definir a quarta
etapa que se encontra em Apocalipse 12: 13:
“Quando, pois, o dragão se viu atirado para a
Terra (pela segunda vez), perseguiu a
mulher que dera à luz o Filho varão”. Parêntese acrescentado.
Destacamos deste contexto a exclamação do verso 12:
“Ai da Terra”!
Em face da ira satânica, contudo, o escape da mulher foi logo providenciado, no verso 14:
“E foram dadas à mulher as duas asas da grande
águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada
durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.
Deus
levou Sua Igreja para um lugar seguro, a exemplo do que fez com o povo de
Israel ao removê-lo do Egito, conforme Êxodo 19: 4:
“Tendes visto o que fiz aos egípcios, como
vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a Mim”.
Quanto
ao período simbólico de “um tempo, tempos
e metade de um tempo”, anunciado no verso 14, ele pode ser melhor compreendido por meio da passagem paralela em Apocalipse 12: 6 que diz:
“A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde
lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem por mil duzentos e
sessenta dias”.
Logo a
expressão profética de “um tempo, tempos
e metade de um tempo” corresponde a mil duzentos e sessenta dias. E, como a linguagem utilizada no verso 6 também não é usual para indicar longos períodos de tempo, devemos
considerar os dias em pauta como simbólicos, sendo lícito transformá-los em
anos, nos moldes de Ezequiel 4: 7.
A
História Universal confirma esse raciocínio, situando este período entre 538 d.
C. quando o papado (a quinta cabeça coroada do dragão) assume a liderança
mundial da cristandade, e 1798 d. C. quando, nas guerras napoleônicas, o papado
deixou oficialmente de existir. Esta é apenas a voz da História, revelando que
Deus não estava ausente durante este período crítico para a Sua Igreja.
Próximo
ao final deste longo período de 1260 anos, nos quais foram mortos mais de
cinquenta milhões de cristãos pela ‘santa’ inquisição, havia ainda muitos justos que
resistiam ao persistente esforço do dragão, escondidos nas grotas das montanhas
e nos desertos da Europa.
Foi
então que a serpente usou as multidões europeias como um tsunami para afogar o
remanescente da Igreja de Deus, conforme descreve Apocalipse 12: 15:
“Então a serpente arrojou da sua boca, atrás
da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo
rio”.
As
águas, na linguagem profética, significam povos, conforme Apocalipse 17: 15:
“Falou-me, ainda: as águas que viste, onde a
meretriz está assentada são povos, multidões, nações e línguas”.
Detalhes
da atuação desta meretriz, em nosso tempo, foram acrescentados na análise de
Apocalipse 17, na Verdades Presente nº 1, principalmente.
E quando
parecia que os filhos de Deus iriam perder a luta desigual, algo maravilhoso
aconteceu:
“A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra
abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca”. Apocalipse
12: 16.
A terra,
neste contexto, representa o lugar para onde fugiram os perseguidos que estavam
para entrar em colapso na Europa. Eles fugiram para os Estados Unidos da
América (EUA), uma nação justa estabelecida providencialmente por Deus, para
dar refúgio aos perseguidos do Velho Continente.
Sim, os
EUA vieram a representar a terra da liberdade para eles, um lugar no Novo Mundo
onde a Igreja fora separada do Estado para proteger não só os peregrinos
europeus como os de todo o resto do mundo que para lá migrassem em busca de
viver de acordo com os ditames de suas próprias consciências.
Finalmente
a Bíblia segue dizendo, em Apocalipse 12: 17:
"Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar".
Satanás ficou muito irado porque o remanescente fiel a Deus escapou de sua perseguição, contando ainda com um dom especial: o espírito de profecias, conforme Apocalipse 19: 10, que lhe confere conhecimento sobre toda a verdade referente aos eventos futuros pelos quais terão de passar.
"Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar".
Satanás ficou muito irado porque o remanescente fiel a Deus escapou de sua perseguição, contando ainda com um dom especial: o espírito de profecias, conforme Apocalipse 19: 10, que lhe confere conhecimento sobre toda a verdade referente aos eventos futuros pelos quais terão de passar.
Esta é,
portanto, a quinta etapa da
perseguição satânica que vamos examinar. O dom profético foi proporcionado para que o remanescente adquirisse, nesta fase decisiva, a
sabedoria contra as falsas interpretações da Bíblia, as quais têm sido
denunciadas por meio de estudos mais aprofundados, especialmente orientados por Deus.
Apesar
de fortemente atacado pelas hostes do Maligno, o espírito da profecia se
constitui numa torre de proteção para o remanescente fiel que, ao ver o estrito
cumprimento da Palavra, se maravilha na certeza de sua divina origem.
No caso
dos perseguidores, ao contrário, “não
havendo profecia, o povo se corrompe”, como já dizia o sábio, em Provérbios
29: 18, primeira parte.
Finalmente, "o
dragão se pôs em pé sobre a areia do mar”.
O diabo,
ao testemunhar o fracasso religioso da besta medieval, a sua quinta cabeça, e o fracasso político da Revolução Francesa e de seus segmentos
comunistas, que constituíram a sua sexta etapa de perseguição do povo de Deus,
passou a desenvolver, pacientemente, um plano mais elaborado para colocá-lo em
prática por meio de um poder religioso ecumênico, ligando o Protestantismo
apostatado com o Espiritismo e com o Catolicismo, isto é, a besta moderna que se encontra em vias de emergir do mar quando estiver devidamente credenciada pelo poder político mundial das Nações Unidas.
Com
metas de longo prazo, portanto, o dragão vem gerenciando a formação de sua
última cabeça, a fim de usá-la contra os restantes dos filhos de Deus que,
neste ínterim, como João Batista na primeira vinda, se encontram empenhados na
pavimentação do caminho para a volta de Jesus em glória e majestade.
Vamos
agora concentrar a atenção nesta frenética perseguição que está sendo
programada e que virá contra a Igreja invisível dos filhos de Deus, como uma
esmagadora surpresa.
A Igreja
de Deus deste tempo será invisível porque nenhuma igreja constituída irá assumir como membros, aqueles que se posicionarem contra a Nova Ordem Mundial,
coordenada pelo dragão. E assim, visando se resguardar de perseguições, as igrejas
denunciarão os legítimos filhos de Deus como independentes. Antes da exposição
deste lamentável equívoco, a Bíblia apresenta alguns antecedentes deste último
combate.
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