sábado, 3 de fevereiro de 2018

Os antecedentes da última etapa da luta entre o bem e o mal

Os primeiros dez versos de Apocalipse 13 conduzem ao nosso futuro, onde haverá um combate de morte nos aguardando.
Os dois primeiros versos apresentam aquele que ainda será o principal protagonista deste período. Sua simbologia lembra de perto a do dragão vermelho citado no capítulo anterior:
Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres dez diademas e sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade”. Apocalipse 13: 1-2.
Esta besta composta que emerge do mar representa Roma eclesiástica, a quinta cabeça do dragão citado em Apocalipse 12: 3. O leopardo, o urso e o leão constituem uma referência às bestas ou impérios pagãos anteriores, citados em Daniel 7: Babilônia, Medo-Persa e Grécia que lograram imprimir nos quarto e quinto impérios mundiais perseguidores do povo de Deus, suas características culturais e religiosas. Estas características foram mais marcantes com relação à cultura grega, aludida no corpo do leopardo e vista de forma mais expressiva em Roma pagã ou imperial, que representou a quarta cabeça do dragão e marcante, também, em relação à cultura religiosa babilônica, representada pela boca de leão, que acabou se impondo bem mais tarde na Roma eclesiástica. A sua transferência para Roma começou após a derrota de Babilônia pelos medos e persas, simbolizados pelas patas do urso.
Apesar destas sete cabeças e dez chifres lembrarem o dragão vermelho elas apresentam uma diferença marcante, para definir especificamente o papado: em vez de diademas nas cabeças que representam os impérios políticos mundiais de Apocalipse 12: 3, elas apresentam agora nomes de blasfêmias, um termo especificamente religioso.
O final do verso 2, como também o verso 4 tratam de diferenciar o dragão da besta, citando, contudo, o íntimo relacionamento entre eles: "Deu-lhe o dragão o seu poder..."
Esta figura da besta, poderosamente energizada se identifica precisamente com a besta de Apocalipse 17: 3, cuja interpretação de cada cabeça foi apresentada no âmbito da Verdade Presente nº 1. Lá foi visto, inclusive, como o dragão deu seu poder a esta besta por meio dos dez chifres coroados referidos em Apocalipse 17: 12.
Apocalipse 13: 3 menciona o incidente ocorrido com Roma papal, no tempo em que ela representava a quinta cabeça do dragão vermelho de Apocalipse 12: 3.
Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas esta ferida mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou seguindo a besta”.
A primeira parte desta profecia cumpriu-se cabalmente em 1798. Roma papal foi ferida mortalmente pelo ateísmo da Revolução Francesa, dando início ao tempo do fim.
A Revolução Francesa acabou evoluindo para o Comunismo, o qual veio a ocupar, a partir de então, o papel da sexta cabeça perseguidora do dragão, pelo simples fato de ter derrubado a sua quinta cabeça.
Como a ferida mortal sofrida pelo papado ainda se encontra em processo de cicatrização, a sequência desta profecia se projeta para o futuro de nossos dias.
O Comunismo já foi detido na sua escalada para ocupar o trono do mundo pela revanche do papado, que se deu quando João Paulo II se associou com o Protestantismo capitalista Norte americano. 
O sucesso desta associação político-religiosa vem favorecendo o resgate do posto perdido pelo papado no âmbito das nações, transformando-o numa peça fundamental para a concretização da sétima cabeça do dragão que o aguarda, de pé, sobre as areias do mar, para energizá-lo contra os filhos de Deus.
Este enredo político/religioso transnacional provém de um estratagema mediúnico concebido a partir de 1875 apoiado em livros espíritas que começaram a ser publicados a partir desta data, para orientar a última luta contra os cristãos verdadeiros.
Esta estratégia vem conduzindo a um envolvimento cada vez mais íntimo do papado com a parte do Protestantismo que passou a lhe ser simpatizante. 
O Espiritismo monitora tudo, atualmente, abrigado sob a complexa estrutura política das Nações Unidas.
O plano do dragão é oficializar uma Nova Ordem Mundial que já se encontra em curso oficioso de ação, conforme foi proposto na inauguração do túnel de São Gotardo, na Suíça. O fantástico ritual de abertura desta obra prima da engenharia moderna começou a revelar a estrutura complexa e anticristã que será imposta brevemente à humanidade..                Tudo indica que muito em breve a Nova Ordem Mundial logrará impor decretos religiosos procedentes do papado, quando essa besta rediviva ficará curada, isto é, quando a Terra inteira se maravilhar seguindo à sétima cabeça do dragão, comandada pela besta que reviveu, conforme o enunciado de Apocalipse 13: 4:
E adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela”? 
As blasfêmias mencionadas nos versos 1, 5 e 6 de Apocalipse 13 e repetidas no Apocalipse 17: 3 estão em parte relacionadas com o VICARIVS FILII DEI, um título que revela a pretensão papal de ser o substituto de Deus na Terra. Este título foi removido da mitra dos papas quando os reformadores começaram a relacioná-lo com o número da besta, o 666, explicitado no final de Apocalipse 13. É possível que esse título ainda retorne para a mitra papal, demonstrando, publicamente, esta antiga reivindicação dos papas.
            Em João 10: 33 o nome blasfêmia está ligado a uma pessoa que se faz passar a si mesma por Deus.
            O apóstolo Paulo é, também, da mesma opinião, dizendo em II Tessalonicenses 2: 3-4:
            “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isso (a Segunda Vinda de Jesus) não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de sentar-se no Santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus”.   Parêntese suprido.
            Estes versos já estão em fase de cumprimento porque o papado começa a se revelar como o anticristo. Este governo eclesiástico revela ainda a sua blasfema arrogância defendendo o seu poder de perdoar pecados, por meio dos seus sacerdotes no confessionário. Vejamos as palavras de Marcos 2: 7 que vão neste sentido:
            “Porque fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus”?
            Apocalipse 13: 7 acrescenta que esta besta chegará a ter autoridade universal e um relativo sucesso em perseguir o remanescente. Os versos 8 e 9 informam que, devido à sedução satânica, o papa será adorado por todos os gentios e previne, no verso 10, para que não nos deixemos seduzir pelos seus encantamentos. Afinal, quem com ele matar com a espada, com a espada também morrerá, da forma como aconteceu na Revolução Francesa.
Apocalipse 13 prossegue na identificação deste derradeiro poder gentio, que vem sendo estruturado, sigilosamente, por meio de uma associação dos poderes pagãos, políticos e religiosos com o objetivo de formar uma verdadeira Torre de Babel, que ainda será dirigida pela besta, pelo falso profeta e pelo Espiritismo, mas com um chefe supremo: o último papa, que será energizado diretamente pelo dragão.
Este plano global será implantado conforme as descrições que encontramos a partir do versículo 11, como veremos. Antes, porém, examinemos algumas informações referentes a origem mediúnica da Nova Ordem Mundial.









           

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