sábado, 3 de fevereiro de 2018

A união da política com a religião

     Apocalipse 13: 11 nos revela a controvérsia da luta do dragão vermelho contra o remanescente, quando a antiga serpente alada de sete cabeças e dez chifres, citada em Apocalipse 12: 3, dará forma e energia ao último poder mundial gentio, programado para destruir, definitivamente, o restante dos filhos de Deus.
A continuidade deste capítulo 13, portanto, nos permitirá configurar o último império  mundial, pagão, que levará o oitavo rei do Apocalipse 17, ao seu efêmero comando. Como o oitavo rei não tem uma cabeça específica, ele usará a cabeça do papa emérito Bento XVI, o sétimo rei, uma vez que vem formando uma unidade com ele, como vimos na Verdade Presente nº 1.
Vamos, pois, ao já anunciado versículo 11:
“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão”.
Enquanto que a primeira besta citada em Apocalipse 13: 1 sobe do mar, em meio às multidões da Europa Ocidental, a segunda besta de Apocalipse 13 emerge da terra, significando, por contraste, um lugar ainda pouco povoado, como era o Continente americano, na época de sua ocupação.
Com efeito, sem grandes ruídos, se levantou a nação Norte-americana, em um lugar fracamente habitado, sem significativas lutas de conquistas.
Esta segunda besta foi introduzida na História com características cristãs, pois que foi apresentada com chifres como de cordeiro. Estes dois chifres devem certamente significar dois aspectos fundamentais defendidos por Cristo, o Cordeiro de Deus. 
Examinando o ministério do Senhor Jesus em relação à história americana, descobrimos que há realmente dois princípios que distinguem os EUA dos impérios gentílicos anteriores e que também foram defendidos por Jesus Cristo: o Republicanismo e o Protestantismo.
Com efeito, os peregrinos europeus que aportaram na nova terra, fizeram questão de estabelecer um Estado sem rei, onde é o povo que governa; e sem papa, onde cada um escolhe livremente a religião que deseja professar.
Esta ideia de que o Governo e a Igreja devam ficar radicalmente separados, presente na Constituição americana, também foi defendido por Cristo, quando disse:
“... Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
Esta sentença foi confirmada por Cristo em outra ocasião, quando Ele disse:
“O Meu reino não é deste mundo”.
De acordo com a profecia, esta segunda besta deveria apresentar, portanto, liberdade civil e religiosa. Separação entre as duas e com ampla liberdade. Seus habitantes deveriam ter livre arbítrio para pensar por si mesmo, escolher ou rejeitar a salvação e o direito de fazer decisões pessoais.
 A relação da terra de onde surgiu a segunda besta de Apocalipse 13 com a terra de Apocalipse 12: 16, que socorre a mulher, é muito clara. Trata-se daquele momento em que a terra de Apocalipse 12 abriu a sua boca e tragou as águas da perseguição, porque os Estados Unidos neutralizaram a perseguição, quando vieram os peregrinos, os imigrantes europeus que o fundaram. 
Esta nação interrompeu a perseguição que os filhos de Deus haviam sofrido, por séculos, na Europa.
Repentinamente, porém, esse poder que foi levantado providencialmente por Deus para socorrer a Sua Igreja, cortando a perseguição contra ela, começa a ser influenciado para falar como dragão. Será que há também uma ligação deste, com o dragão de Apocalipse 12: 17? Com certeza, pois temos a referência de um único dragão!
Os Estados Unidos da América representam um governo que em pouco tempo transformou-se em uma destacada potência mundial, capaz de cumprir os desígnios que a profecia lhe confere, dando suporte aos destinos do mundo. Mas, não obstante seus dois princípios divinos de liberdade de culto e de consciência civil, este poder ainda falará como dragão, conforme Apocalipse 13: 11.
Notemos bem que no Apocalipse 12 a terra ajudou à mulher, por ocasião da perseguição das águas, indicando que por algum tempo não haveria perseguição, justamente no tempo em que a terra americana ajudaria a mulher. Porém, logo, como resultado da terra ajudar a mulher surge, no cenário, as manobras de longo prazo do dragão, articulando o seu esquema para, finalmente, atacar novamente e destruir os filhos de Deus.
O diabo não se conforma com o fato do remanescente viver tranquilo em uma nação que não só ensina e exporta a democracia como também defende a ideia da separação da Igreja do Estado.
Malachi Martin, um padre jesuíta, escreveu um livro intitulado The Keys of this Blood (As Chaves deste Sangue), publicado em 1990, no qual defende a ideia de que Cristo deu ao papado duas chaves: a do poder político e a do poder religioso, chaves estas que aparecem no brasão do Vaticano. Diz ele:
“Eu me aborreço com o princípio da separação da Igreja do Estado. Não deveria existir”.
E diz mais:
“As pessoas não têm o direito de crer na verdade ou no erro. Só têm o direito de crer na verdade tal qual a ensina a Igreja verdadeira”, referindo-se, logicamente, à Igreja Católica.
Assim a profecia indica que depois de certo tempo em que a nação americana (a ‘terra’) garantir a liberdade, repentinamente abandonará este princípio, fomentando uma perseguição de índole demoníaca.
Essa nação democrática onde todos têm a liberdade de pensar como quiser, de aceitar ou desprezar a Deus, ir ao culto que quiser, não importando se é uma denominação cristã ou não, agirá como dragão quando começar a perseguir o remanescente dos que guardam os mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus.
Notemos, a seguir, o que fará este protagonista político, no verso doze:
Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”.
A segunda besta, que emergiu na terra americana, já passou a exercer toda a sua autoridade na presença da primeira, que ainda emergirá das águas quando receber plenos poderes para perseguir os cristãos, por meio da criação de uma Embaixada no Vaticano, em 1984, no final do primeiro mandato de Ronald Reagan, eleito em 1980. E, de lá para cá só tem aumentado a cooperação entre estes dois governos, principalmente depois daquela que resultou na queda do Império Soviético, o principal representante da sexta cabeça do dragão, em 1989.
Este fato fantástico que culminou com a derrubada do muro de Berlim, e que foi pré-anunciado na profecia, solidificou a união destas duas bestas, pavimentando o caminho para a ascensão do papado, o qual deverá situar-se, no futuro próximo, em um ponto top da Organização das Nações Unidas.
Os versículos seguintes apontam para a manutenção da estreita relação entre a besta papal e a sua futura imagem: os Estados Unidos da América. Não poderão separar-se porque, ao que tudo indica, dependerão, circunstancialmente, um do outro. Um tem a força e o outro, a sagacidade do dragão.
E o que significa a palavra faz, referida no texto? Os EUA abandonarão seus princípios democráticos para apoiar a besta medieval em fase de recuperação conforme foi examinado em Apocalipse 13: 1-10.
E para avaliar os resultados futuros desta cooperação, basta lembrar o que fazia esta besta na Idade Média, quando deteve o apoio dos poderes políticos da época: se alguém não acreditasse no que dizia a ‘santa igreja’, seria colocado na fogueira, torturado até à morte. Era obrigado a crer no que dizia a igreja, mesmo que não fosse a verdade! E que poder ela usava? A força do Estado! Unia-se com os imperadores, com os reis, e dessa forma, a igreja, unida com a política, com os governantes, se prostituía com eles, abandonando o seu esposo Jesus Cristo, e obrigando as pessoas a fazer o que ela ordenava.
Da mesma forma, os EUA, segundo Apocalipse 13: 12, deverão obrigar os moradores da terra americana a adorar a primeira besta, o que logo será copiado pelas demais nações filiadas à ONU, o que será concretizado em um período de apenas dois meses, conforme visto na Verdade Presente nº 1.
Esta situação, alavancada em 1984 com a presença americana no Vaticano, abriu as portas para o atual Ecumenismo, envolvendo, principalmente, os protestantes da linha carismática os quais apresentam vínculos com o espiritismo e já se encontram francamente unidos com o papado.
Tudo começou com a instalação inesperada da Embaixada dos Estados Unidos no Vaticano, abrindo as portas para uma ação conjunta entre estes dois poderes mundiais para que, de um lado, crescesse a influência americana na Europa Oriental, visando fins políticos universais e, por outro, fosse promovido o avanço do Catolicismo nos Estados Unidos, estreitando o abismo que se havia formado entre protestantes e católicos naquele país. 
Um aspecto interessante é que a íntima ligação entre essas portentosas bestas era considerada impossível, há poucas décadas, mas acabou se concretizando, oficialmente, para dar cumprimento cabal a essa extraordinária profecia.
           A queda das nações ocidentais nas mãos do papado, a partir dos EUA e da ONU está, portanto, muito próxima de acontecer porque Apocalipse 13: 12 diz que a segunda besta citada no Apocalipse 13, os EUA, exerce toda a autoridade da primeira besta ou do papado, na sua presença.
          



 

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