domingo, 4 de fevereiro de 2018

As conclusões do livro de Daniel

Este esclarecimento sobre o futuro de Israel foi longo, mas ainda encontra sequência nas conclusões do livro de Daniel. Vamos considerar o que a Bíblia apresenta a partir da ressalva que ela faz em Daniel 11: 41, dizendo que seriam poupados neste conflito de proporções extraordinárias, Edom, Moabe e Amom, que ficam além do Jordão, constituindo, atualmente, parte da Jordânia. Porque eles escapariam do rei do Norte? Por que apresentam interesses comuns. Muitos deles habitavam na velha Jerusalém até 1967 (guerra dos seis dias) e hoje postulam a recuperação deste território perdido para Israel, e que pelo Tratado de Belfour, se encontra incluso no reclamado Novo Estado Palestino. A luta do rei do Norte, do papado, por trás dos bastidores, continuará sendo em benefício deles, porque na divisão do Estado de Israel, a cidade histórica de Jerusalém passaria para o controle árabe, ficando mais fácil para o rei do Norte instalar suas tendas palacianas, talvez uma Embaixada do Vaticano, que viria a ser a sede de seu governo mundial, conforme Daniel 11: 45, na cidade do Príncipe da Paz, por séculos disputada pelo papado, mas sem sucesso. 
Após estas considerações, vamos concluir o capítulo onze de Daniel que se encaminha, vertiginosamente, para a Segunda Vinda de Jesus. Sigamos, pois, na trilha do rei do Norte, como esta foi revelada ao profeta Daniel:
            “Estenderá a sua mão também contra as terras, e a terra do Egito não escapará”. Daniel 11: 42:
            O rei do Norte continua avançando, em parceria com os países do Ocidente. A citação nominal do Egito como alvo seu, não deve confundir-se com o rei do Sul simbólico, ou seja, com o Comunismo, como visto anteriormente.
            A deposição do presidente Osni Mubarak, depois de 40 anos no poder, sem que houvesse nenhuma reação em seu socorro por parte de seus ‘aliados’ ocidentais, revela a conivência destes para com a sua deposição. O movimento de libertação chamado de Primavera Árabe vem se encarregando de abrir o país à democracia, passo preparativo à invasão ideológica do rei do Norte. A dissolução do Parlamento do Egito por uma junta militar que restringiu em muito a autoridade do presidente eleito, da corrente muçulmana, foi o estopim para a sua deposição, justamente porque ele não era cristão.
            A instalação de um governo provisório pelos militares egípcios não causou grande reação aos países ‘democráticos’ do Ocidente, caracterizando o seu paradoxal pleno acordo, porque agora ficaram abertas as portas para a intervenção ocidental neste país.
As “terras” alvo do rei do Norte continuam sendo aquelas onde prevalecem as ideologias muçulmana e/ou ateísta, ou seja, aquelas nas quais os seus habitantes ainda não aceitaram a ‘Jesus’ como seu Deus, nem o papa como seu líder, terras estas já citadas no verso 40. Estas “terras” a serem dominadas pelo rei do Norte em sua aliança com os Estados Unidos da América do Norte se encontram atualmente num processo incrível de democratização, que é a bandeira da Nova Ordem Mundial, em plena fase de expansão. Desta forma vão se abrindo as portas para a ‘invasão’ ocidental e para a ‘cristianização’ do mundo. Primeiro, dos países oriundos da derrubada da cortina de ferro e, agora, dos países muçulmanos do Oriente Médio. Parece que Osama Bin Laden tinha razão quando advertia que os ‘cristãos’ queriam conquistar os muçulmanos.
Segue Daniel 11: 43: “Apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata, e de todas as coisas preciosas do Egito; os líbios e os etíopes o seguirão”.
A citação nominal destes países, como vimos, sugere a aplicação literal. Temos acompanhado pela televisão, os movimentos sociais que já ocorreram também na Líbia. Não faz muito tempo que o Coronel Kadafi, presidente líbio há mais de quarenta anos e seu filho mais velho foram mortos pelas tropas da OTAN que representa as forças ocidentais nesta região. O restante da família evadiu-se para escapar da morte.
Estes fatos são de extrema relevância para passarem despercebidos no contexto da profecia, pois que a Líbia, após os últimos acontecimentos, de inimiga mortal passa a seguir o Ocidente, exatamente como reza a profecia. Michel Suleiman, o atual presidente da Líbia é o único chefe de Estado cristão no Oriente Médio e prestigiou com sua presença a missa campal celebrada pelo papa Bento XVI, em Beirute, onde compareceram 350.000 fiéis. Correio Braziliense, 17/09/12, p. 13.
Os interesses do Ocidente por estes países, também são revelados: ouro, prata e hoje, o petróleo – o ouro preto do Oriente Médio. As citadas coisas preciosas do Egito incluem, certamente, o grande mercado consumidor e o restante das relíquias históricas deste país.
Em Daniel 11: 44 o profeta traz o rei do Norte, o papa, diretamente para o front do combate:
“Mas pelos rumores do Oriente e do Norte será perturbado, e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos”.
Este verso indica que a perturbação do papado decorrerá do que irá acontecer com a confederação de países do Oriente e do Norte, citada em Ezequiel 38 e 39, uma vez que, nesta altura dos acontecimentos tal confederação de nações, com seus duzentos milhões de combatentes, já terão sido dizimados na guerra contra o exíguo remanescente de Israel.
A estratégia do rei do Norte, à frente da Nova Ordem Mundial, será silenciar a significativa influência judaico-cristã proveniente de Israel que, renovado pela chuva serôdia do Espírito Santo, testemunhará para o mundo inteiro a respeito do seu sábado, de Jesus Cristo e de Sua Segunda Vinda. O papa se verá obrigado a avançar e, então “Armará as suas tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. Daniel 11: 45.
Aqui deveríamos atentar mais uma vez para as adiantadas negociações para que o papado possa ter as suas tendas palacianas – Embaixada do Vaticano em Jerusalém, a cidade da paz.
Daniel 11: 45 revela o efêmero triunfo da segunda supremacia papal quando estará, finalmente, reinando na cidade santa, como se fosse o Príncipe da paz. Esta aspiração papal é reconhecida como o “ato culminante” de seu domínio, por séculos.
As Cruzadas foram o esforço mantido por quase 200 anos pelos papas de Roma, para assegurar seu reinado em Jerusalém. Porém o cumprimento desta profecia não foi profetizado para aquela época; este ato do drama, mesmo que por curtíssima duração, foi reservado para ser visto apenas no final da última geração da Terra, que testemunhará o trágico e merecido fim do rei do norte.
Daniel 12: 1-2 leva o drama do pecado ao seu clímax:
 “Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia qual nunca houve desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eternos”.
Miguel, outro nome de Jesus, interromperá aqui a sua intercessão pelos justos, incluindo de forma particular os filhos de Israel que estarão sendo o alvo mais concentrado da fúria papal. Este é o tempo da última invasão à Jerusalém, após a guerra do Armagedom; começará, então, uma perseguição generalizada aos cristãos alinhados com os princípios defendidos por Israel, os quais denunciarão, com força total, os erros do papado, até findar o tempo de graça.
Tais circunstâncias trarão, na continuação, a queda das sete últimas pragas sobre os ímpios remanescentes. Estes, enraivecidos pelas pragas, programarão um decreto de morte para todos os guardadores do sábado, conforme Apocalipse 13: 15, mas os justos serão salvos dele e verão a ressurreição especial e a primeira ressurreição.
Os versos de 5 a 13 de Daniel 12 apresentam o retorno do profeta às margens do rio Tigre (Daniel 10: 4), onde tudo começou. Trata-se de um epílogo esclarecedor de todo o final profético. Ele começa com Daniel vendo dois anjos em pé, um em cada lado do rio e Jesus, majestosamente sobre as águas:
“Então eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um duma banda do rio e outro da outra. Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas”? Daniel 12: 5-6.
Jesus responde logo ao anjo, conforme o verso sete:
 “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda para o céu, e jurou por aquele que vive eternamente, que isto seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E quando se acabar a destruição do poder do povo santo estas coisas todas se cumprirão”.
Jesus dá aqui duas informações importantes, por meio de um juramento:
a)      A salvação do povo de Deus e a ressurreição especial só teriam lugar depois de iniciar o tempo do fim, em 1798, após a primeira supremacia papal.

Daniel 12: 8-9 revela a apreensão do profeta:
“Eu ouvi, porém não entendi; então, eu disse: meu Senhor, quando será o fim destas coisas? Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim”.
               Para nós que vivemos neste tempo terminal será mais fácil de entender do que foi para Daniel. Devemos, contudo, nos lembrar da conclusão do verso de Daniel 7: 25 que diz:
                 “... e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo”.
            Este período profético pode ser interpretado, de maneira segura, a partir das duas passagens paralelas que encontramos em Apocalipse 12: 6 e 14, onde os 1260 dias, por serem apresentados na forma de símbolos, correspondem 1260 anos:
            “A mulher (Igreja verdadeira), porém, fugiu para o deserto, onde havia Deus lhe preparado lugar para que nela a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias... e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”. Parêntese acrescentado.
              A História confirma esse período entre 538 d. C. e 1798 d. C, quando começa, segundo a Bíblia, o tempo de fim, dando início a um movimento mundial de evangelização que deverá ir até ao fechamento da porta da graça.
b) Quando acabar a destruição do poder do povo santo, isto é, quando os dogmas da Igreja católica começar a ser exigidos novamente, tornando inclusive o domingo como um dia oficial de adoração, imposto por lei, o que significará a volta da assolação desoladora (da opressão do papado quando este estiver oficialmente aliado à política), “estas coisas todas se cumprirão”.
Em Daniel 12: 11-12, a seguir, Jesus completa a sua revelação, por séculos anunciada:
“Depois do tempo em que o costumado sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora (cura da ferida mortal citada em Apocalipse 13: 3) haverá ainda 1290 dias. Bem aventurado o que espera e chega até 1335 dias”.
Sua colocação é clara: Esta será a duração literal da segunda supremacia papal que iniciará a partir da oficialização da união da política com a religião. Será então implantada, por lei, como sinal de sua autoridade, a observância do domingo como dia oficial de guarda, a nível mundial e acabará na ressurreição especial, isto é, na véspera da grande consumação, conforme Daniel 12: 2.
Todo este processo, portanto, começará com a proclamação do decreto dominical nos Estados Unidos, o qual dará início aos 1335 dias referidos em Daniel 12: 12, que prosseguirão até a libertação do decreto de morte (Ap. 13: 15), quando a voz de Deus será ouvida, dizendo: Feito está!
No período compreendido entre o decreto dominical mundial e a legislação do decreto de morte, a besta reinará sozinha pelo período de 42 meses literais, conforme Apocalipse 13: 5:
“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses”
 Nos 15 dias seguintes, que corresponderá à duração do decreto de morte, chamado de tempo de angústia de Jacó, a besta reinará com os reis da Terra, conforme Apocalipse 17: 12:
“Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora” (ou quinze dias literais). Parêntese meu.
Os próximos quinze dias, os últimos da História, tratarão do período no qual Babilônia estará caindo, conforme Apocalipse 18: 10, 17 e 19:
“... e, conservando-se de longe, pelo medo de seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo... Porque em uma só hora ficou devastada tamanha riqueza! ... Em um só hora foi devastada!”
Daniel 12: 13 esclarece o tempo do epílogo: “Tu, porém, Daniel, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança”.
A Tabela 2 apresenta um resumo dos últimos dias, a partir do decreto dominical nos Estados Unidos, o qual dará início ao processo do fim deste mundo.
Tabela nº 2 – Períodos de 1260, 1290 e 1335 dias de Daniel 12 e Ap. 13

      60 dias                     1260 dias               15 dias                              15 dias                                              
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Decreto dom. americano.  Dec. dom. mundial        Legislação dec. morte.      ESTÁ FEITO!                         Véspera da
        Início dos 1335 dias        Início dos 1260/1290 dias   Fim dos 1260 dias         Fim dos 1335 dias.                  2ª  Vinda; fim
                                                  2ª supremacia papal                                    Libertação do decreto de morte            dos 1290 dias


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