domingo, 4 de fevereiro de 2018

Breve histórico sobre os judeus

Antes de entrarmos em Daniel 11: 41, relembremos o que diz Daniel 10: 14:
“Vim para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos últimos dias”. Grifo meu.
Daniel 11: 41 traz para o contexto atual o último protagonista do final da História: o povo de Israel. Mas a profecia diz respeito apenas ao seu remanescente, quando estiver aliado ao Senhor dos Exércitos. Será somente então reconhecido como aquele que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus, como vimos em Apocalipse 14: 12.
Sim, caberá ao que restar do Israel atual, finalmente, preencher o espaço profético que lhe foi designado pelos antigos profetas, devendo cumprir na última milha, os desígnios divinos quanto ao revigoramento do Israel espiritual, que vem estiolando nas diferentes partes do mundo. Este reforço proveniente da Palestina foi profetizado em Apocalipse 18:1:
“Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória”.
Habacuque 2: 14 refere-se à universalidade da obra deste ‘anjo’ (mensageiro divino) como segue:
“A Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”.
Este reforço missionário, que, finalmente, visará dar força à Laodiceia, não será decorrente de argumentos humanos, cabendo ao profeta Isaías, debruçado sobre a mesma questão, sugerir como será:
“... Porque a Terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar. Naquele dia recorrerão às nações à raiz de Jessé que está posta como estandarte dos povos... Levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da Terra” - Isaías 11: 9 – 13.
O grande estadista David Ben Gurion, patriarca da independência israelense, em entrevista concedida à Revista Veja, em 1973, por ocasião do 25º aniversário de Israel, quando relatou que precisava de mais cérebros e braços para edificar uma nova civilização, foi interrogado pelo repórter: que civilização? Ao que respondeu: Aquela da definição de Isaías há 2800 anos, que nunca foi tão atual: “Eu vos transformarei numa bênção para os povos e numa luz para as nações”. A entrevista completa encontra-se no seguinte endereço: veja.abril.com.br/especiais/35anos/ent_Gurion.html.
Esta declaração pode parecer estranha, mas tem forte conotação com a realidade profética e deverá se concretizar, só que de uma forma diferente da que certamente pensava Ben Gurion. O agente ativo na promessa é Jesus Cristo e não a liderança política de Israel.
Atualmente já percebemos a mão de Deus atuando forte na arregimentação das nações para o conflito final. Independente do Israel político e do espiritual, grandes reformas políticas, culturais, religiosas e econômicas vêm ocorrendo nos países muçulmanos vizinhos de Israel. A mídia cunhou este assunto de Primavera Árabe. Devemos atentar para este título, na Internet, pois ele trata de grandes movimentos reformatórios em todos os países citados por Daniel no final do capítulo onze: Líbia, Egito e Etiópia/Sudão.
Outros países como a Síria, o Irã, a Rússia e a China, são também citados nominalmente como Verdade Presente para o nosso tempo. Contudo, o passo imediato do qual devemos aguardar cumprimento envolve diretamente o novo Estado de Israel, conforme Daniel 11: 41:
“Entrará também (o rei do Norte, ou a besta) na terra gloriosa e muitos sucumbirão, mas de seu poder escaparão estes: Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom”. Parêntese meu.
A palavra ‘também’, deste verso, dá sequência ao versículo quarenta, que mostrou o papado associado ao Capitalismo ocidental dando um passo significativo para a derrubada do muro de Berlim. A queda deste muro que simbolizava a separação entre o Capitalismo e o Comunismo, entre os cristãos e os ateus, desde o fim da II Guerra Mundial, abriu as cortinas de ferro dos países comunistas e muçulmanos para a entrada da democracia.
As ‘tropas’ do rei do Norte, ancoradas na Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN, já se encontram, há décadas, avançando nas terras comunistas.
Os países democráticos cristãos do Ocidente, copiando os mesmos processos da antiga escalada comunista, vêm patrocinando revoluções sociais apoiadas em guerrilhas a fim de democratizar, por um lado, e ‘cristianizar’, por outro, os países orientais.
 A terra gloriosa, na interpretação literal que vem caracterizando Daniel 11, diz respeito a Israel. Em Daniel 11: 16, por exemplo, quando o Império Romano anexou à Palestina, esta interpretação é de consenso. Vejamos este verso, outra vez:
“O que, pois, vier contra ele, fará o que bem quiser, e ninguém poderá resistir a ele; estará na terra gloriosa, e tudo estará em suas mãos”.
Assim, o texto de Daniel 11: 41 anuncia a movimentação da besta no Oriente Médio, na ‘tentativa de solucionar o conflito árabe israelense’ em curso.
Na recente visita do Papa Francisco a Israel e ao restante da Palestina, quando perguntado sobre o destino de Jerusalém, ele deixou claro o seu particular interesse de transformar esta antiga cidade no centro das religiões cristã, muçulmana e judaica. Não devemos ignorar o intuito papal de dominar o mundo a partir desta região estratégica. Os pensamentos dele, pró-árabes, são revelados no final do verso 41:
“... mas do seu poder escaparão estes: Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom”.
 Estes, juntamente com os árabes da Faixa de Gaza, postulam a ocupação do Novo Estado Palestino que deverá conter a cidade de Jerusalém, a qual é o foco do interesse do papado.
Essa hipótese deverá aguardar as guerras de grandes proporções que envolverão Israel no Oriente Médio, para poder ser demonstrada. Destas guerras, cujo estopim já está em vias de ser aceso, deverá sobreviver um pequeno remanescente judeu que, conscientizando-se do fundamental papel de Jesus Cristo em toda a História, aceitará a luz do Novo Testamento e, a partir de então poderá ser usado por Deus para a conclusão de Sua obra. Com certeza este remanescente judaico-cristão já vem sendo cinzelado em Israel. Se isso lhe parece improvável, repare na seguinte pergunta de Deus:
“Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil”? Gênese 18: 14.
Fácil é verificarmos que o rei do Norte (o papado, à frente da Nova Ordem Mundial, que vem sendo coordenada pelo Ocidente), já investiu, por meio de pressões políticas, para a aprovação do desmembramento do Novo Estado Palestino do território israelense. Este fato já foi sacramentado oficialmente pela UNESCO/ONU e poderá ser um dos indutores à guerra contra Israel pelas nações vizinhas, “quando muitos sucumbirão”.
A votação mais recente, de 29 de novembro de 2012, amplamente divulgada pela mídia, ampliou o número dos países a favor dos árabes palestinos para 138, com apenas nove nações votando contra e 41 abstenções. Esta decisão elevou o status do Novo Estado Palestino de ‘Entidade observadora’ para ‘Estado observador’, garantindo o acesso do mesmo à Assembleia Geral da ONU, mas como Estado não membro, isto é, sem direito a voto.
Esta mobilização das nações do mundo (tanto ocidental como oriental) contra Israel, o povo de Daniel do passado e foco das profecias no presente, está em pleno curso e se encaminha para o cumprimento de outra antiga profecia, citada em Números 23: 9 que diz:
Pois do cume das penhas vejo a Israel e dos outeiros o contemplo; eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações”.
Esta movimentação das nações por meio da Providência divina, visando os últimos conflitos, ao passo que revela a grande misericórdia de Deus, vem deixando o remanescente do seu Israel espiritual sem argumentos de defesa por não seguir o alinhamento profético. Deveríamos hoje estar vivendo a expectativa do próximo ato, da mesma forma como deverá estar ocorrendo com o Israel literal cristão, que se encontra crescendo, mas em aparente anonimato, no Oriente Médio.
A reeleição do presidente Obama, que já se declarou muçulmano, foi outra questão facilitadora da degradação futura da situação de Israel no contexto das nações. Reflexo disto foi a nova postura política do Ocidente com relação ao Irã, restabelecendo vínculos comerciais e mesmo militares com este arqui-inimigo do judeu.
A Síria, aliada do Irã, da China e da Rússia, também é citada na Bíblia com relação ao Israel moderno. Vejamos, por exemplo, o que ainda está reservado para ela, segundo uma profecia não cumprida, de Isaías 17: 1 e 3:
“Eis que Damasco deixará de ser cidade e será um montão de ruínas... A fortaleza de Efraim desaparecerá como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o Senhor dos Exércitos”.
O cenário para estas últimas guerras já está montado. A Síria já está vivendo uma cruenta guerra civil, com mais de trezentos mil mortos e milhões de refugiados. Esta nação vem também hostilizando Israel que já tem revidado alguns ataques sírios. Segundo noticiários da TV, a liderança muçulmana da Síria, apoiada pela Rússia enfrenta os rebeldes que estão sendo apoiados pelo Ocidente e por Israel. A guerra fria já foi reestabelecida. Mas, agora, os quatro anjos de Apocalipse sete acabarão soltando os ventos que conduzirão ao selamento dos filhos de Israel (Apocalipse 7: 4) sobreviventes dos graves conflitos profetizados por Daniel.
Note-se, também, nos versos mencionados, uma das razões pela qual Efraim não aparece na lista das tribos de Israel, citada em Apocalipse 7.  
A estratégia do rei do Norte, neste jogo de Xadrez, é evidente: fomentar, veladamente, a destruição de Israel para consolidar sua posição no Oriente Médio. Isto se verifica pela indução à oficialização do Novo Estado Palestino, virtualmente já estabelecido pela Assembleia Geral da ONU. 
Estejamos certos de que Deus está procurando atrair nossa atenção para estes registros históricos, uma vez que já estamos vendo restabelecida a antiga tensão entre o rei do Norte (papado na liderança dos cristãos apostatados ocidentais) e o rei do Sul (comunistas ateus e muçulmanos orientais), ficando os judeus modernos do Oriente Médio novamente entre o martelo e a bigorna.
O Primeiro Ministro Israelense Joseph Netanyaho, que já esteve com o papa Francisco, em Roma, foi novamente convidado a estar com o pontífice no mês de junho/14 quando, juntamente com Mahmoud Abbas, presidente da autoridade Palestina, discutiram essa delicada questão. Nós, contudo, à luz da profecia bíblica, já sabemos do desenlace final.
A reeleição de Netanyaho, em 2015, deu-se com base nas suas promessas de não ceder território para o Novo Estado Palestino. A única forma que resta para os árabes é o ataque armado a Israel. Em face do poderio bélico judeu, faz-se necessária a coligação dos países muçulmanos para alcançar os seus objetivos. Esta estratégia já vem sendo alinhavada pelos grupos terroristas, e deslancha, seguramente, para o desfecho das profecias do AT.
Podemos imaginar, por trás de todas as negociações de paz em curso, o mesmo dragão vermelho tentando, por meio dos poderosíssimos inimigos de Israel, desestabilizá-lo novamente para evitar o cumprimento profético designado por Deus. Mas o Senhor afirma, categoricamente, que nos últimos dias Ele plantaria Israel em sua própria terra e que não seria dali jamais arrancado, como nos informa o texto abaixo.
Naquele dia procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém, diz o Senhor” em Zacarias 12: 9.
A vitória final de Israel, no entanto, não se dará sem as pesadas baixas profetizadas em Daniel 11: 41, onde “muitos sucumbirão”. Estas perdas são dramaticamente quantificadas em Isaías 17: 4-7 que vincula as consequências destes conflitos à reabilitação espiritual do remanescente judeu, da forma como segue:
“Naquele dia a glória de Jacó será apoucada, e a gordura de sua carne desaparecerá. Será, quando o segador ajunta a cana do trigo e com o braço sega as espigas, como quem colhe espigas no vale de Refaim. Mas ainda ficarão alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira; duas ou três azeitonas na ponta do ramo mais alto, e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore frutífera, diz o Senhor Deus de Israel. Naquele dia olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel”.
Temos aqui a razão para o acompanhamento desta sucessão de guerras futuras no Oriente Médio. Essencialmente porque trará a reabilitação espiritual do remanescente judeu, cuja restauração está indexada à restauração da humanidade e à Segunda Vinda do Senhor, que é, evidentemente, o foco das profecias.
Assim é que, não obstante passar por terríveis provações, Israel, após perder dois terços do seu contingente efetivo atual, reconhecerá a estratégica presença de Jesus com eles:
“Em toda a terra (de Israel), diz o Senhor, dois terços dela serão eliminados, e perecerão; mas a terceira parte restará nela. Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus”. Zacarias 13: 8-9. Parêntese suprido.
O profeta Amós consegue colocar no ponto certo os detalhes envolvidos com este desbaratamento das forças de Israel. Narrando o mesmo episódio, na Bíblia de estudo PLENITUDE para jovens [Nova Tradução na Linguagem de Hoje], páginas 1108/1109, ele consegue tornar audível os pensamentos de Deus com relação ao moderno Israel:
“Estou olhando para Israel, este país de pecadores, e vou fazê-lo desaparecer da terra; mas não acabarei com todos os israelitas. Sou Eu, o Senhor, quem está falando. Vou dar a ordem e vou separar os bons dos maus em Israel, como quem separa o trigo da casca, sem perder um só grão. Vão morrer na guerra todos os pecadores do Meu povo, isto é, todos os que dizem: ‘Deus não deixará que qualquer desastre chegue perto de nós’. O Senhor Deus diz: Naquele dia, Eu construirei de novo o reino de Davi, que é como uma casa que caiu. Taparei as rachaduras das paredes e levantarei a casa que estava em ruínas, e ela ficará como era antes. Então o Meu povo conquistará o que restar do país de Edom e de todas as outras nações que eram minhas. Eu farei com que tudo isso aconteça. Sou Eu, o Senhor, quem está falando”. Amós 9: 8-12.
O teor gramatical destas profecias não revela nada de condicional, como muitos acreditam. Mas a terceira parte restante de Israel deverá ainda ser purificada pelo fogo, desta feita, procedente de tropas mais distantes: de Gogue e Magogue, referidas em Ezequiel 38 e 39.
Estas hostes, reunindo o maior e mais poderoso exército de todos os tempos (duzentos milhões de combatentes, conforme dimensionado por João, na sexta trombeta, em Apocalipse 9: 16) virão atrás dos despojos, citados em Ezequiel 38: 12. Eles certamente não permitirão que os riquíssimos recursos naturais dos seus aliados que foram vencidos por Israel, acabem caindo nas mãos do Ocidente, já que o exército israelense estará terrivelmente debilitado. Israel também será alvo da mesma cobiça. Mas, o que se passará, em uma análise mais aprofundada, será uma reação considerada definitiva inspirada por Satanás contra a reabilitação espiritual do remanescente judeu.
 Estando já completamente arrasados pelos seus históricos inimigos situados no território da antiga Babilônia, os judeus terão de buscar recurso no Deus de Abraão, o que somente será possível por meio de Jesus Cristo, o Messias por eles ignorado.
E será assim que, sob a pressão de seus insuperáveis inimigos, Israel finalmente se converterá e será selado para a sua libertação miraculosa dos incríveis exércitos invasores. Com o Senhor dos Exércitos ao seu lado, os judeus remanescentes serão maioria!
Depois de tantas lutas, certo de seu selamento para a eternidade, Israel proporá um acordo unilateral de paz para o mundo ocidental, nos termos de Ezequiel 39: 9:
“Os habitante das cidades de Israel sairão, e queimarão de todo as armas, os escudos e os paveses, os arcos, as flechas, os bastões de mão e as lanças; farão fogo com tudo isto por sete anos”.
Nestes sete anos, que serão os últimos, já como as primícias dos salvos, Israel passará a ser um instrumento especial nas mãos de Deus para a conversão das nações cristãs, conforme Zacarias 10: 3:
“Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes guias; Mas o Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará desta o Seu cavalo de glória na batalha”.
A glória deste esforço final e inusitado da pregação do evangelho, a qual se dará mais pelas manifestações do Onipotente na guerra do Armagedom do que pela eloquência dos sermões em Laodiceia, fará com que se veja em Israel o que o Senhor considera como o grão cheio na espiga. Amós nos apresenta os reflexos altamente positivos dessa conversão, na escala mundial:
“Está chegando o dia em que o trigo crescerá mais depressa do que poderá ser colhido, as parreiras produzirão uvas mais depressa do que se poderá fazer vinho. As parreiras produzirão tantas uvas, que o vinho vai correr à vontade, como um rio”. Amós 9: 13.
Este verso é muito solene e deverá se encaixar no novo tempo dos judeus, profetizado pelo apóstolo Paulo em Romanos 11: 25:
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais presumidos em vós mesmos; que veio o endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”.  
O termo plenitude dos gentios aponta justamente para este novo tempo dos judeus na disseminação da luz do evangelho eterno entre as nações. Os judeus serão chamados quando a apostasia cristã será quase universal, para soerguer a Igreja cristã triunfante “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” Efésios 4: 13-14.
 Vejamos outro testemunho de Paulo, em Romanos 11: 26-27, a respeito deste maravilhoso plano de Deus:
“E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e Ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a Minha aliança com eles, quando Eu tirar os seus pecados”.
O retorno glorioso dos judeus como instrumento de Deus, depois de sua conversão ao Cristianismo, também foi referido por Jesus em Mateus 23: 38-39, quando, referindo-se ao templo, disse:
“Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor”!
As palavras ‘até que’ restabelecem os laços de união dos judeus com Cristo e a missão de Israel, neste seu novo momento, será dar o seu testemunho a respeito do poder do Deus verdadeiro, da mesma forma de quando ouvia Seus apelos no alvorecer de sua história:
“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” - Deuteronômio 6: 4-9.
Sua gloriosa reforma e renovação espiritual se transformará com o tempo numa denúncia muda contra os pecados de Babilônia, conforme evidenciado em Apocalipse 18: 2-3, dando vigor à difusão da mensagem do terceiro anjo, citada em Apocalipse 14: 9-11, a qual será conduzida entre as nações pela Igreja triunfante, formada por todos os sinceros filhos de Deus.
O respaldo para esta obra virá de Sião. De lá serão transmitidos sem rodeios e com autoridade os oráculos de Deus, como nenhuma outra instituição poderá fazer, como diz Paulo em Romanos 3: 1-2:
“Qual é, pois, a vantagem do judeu? Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus”.
E será assim que a nação de Israel passará ainda a integrar a comitiva de salvos que recepcionará o Messias tão aguardado por eles desde os tempos da antiguidade. 
Neste tempo de grande efervescência política, de aflição e glória nas terras do Oriente Médio, seguirão sem muitas baixas, os outros dois poderes presentes desde o início do tempo do fim e definidos para protagonizar os derradeiros eventos: a besta (o papado ou o rei do Norte) e o falso profeta (Protestantismo capitalista apostatado), como parceiros indissociáveis no seio da ONU. 
Em face dos prodígios que serão verificados na legendária guerra do Armagedom, de Israel contra as nações do Norte da Europa confederadas com as do Oriente, descritas na sexta trombeta, as nações do Ocidente certamente ratificarão o acordo de paz a ser proposto unilateralmente por Israel. Mas, de alguma maneira o rei do Norte continuará com seus planos de reinar sobre o mundo a partir da instalação de suas tendas palacianas, em Jerusalém.
 Por isso este tempo de paz durará apenas três anos e meio. O concerto será logo quebrado pela imposição legal dos mandamentos dos homens em substituição aos mandamentos que foram escritos pelo dedo de Deus, como se diz em Êxodo 31: 18:
“E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.

A defesa dos mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus, que ainda será dado pelo povo judeu, serão os dois estandartes do último conflito! 

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