domingo, 4 de fevereiro de 2018

As guerras do Sul contra o Norte

Daniel 11: 5 “O rei do Sul será forte, como também um de seus príncipes; este será mais forte do que ele, e reinará e será grande o seu domínio”.
Embora o rei do Egito fosse inicialmente mais forte e procurasse conservar o seu domínio, que incluía a Palestina, o príncipe Celeuco, da Síria, estendeu o seu domínio até a fronteira com a Índia, sobrepujando-o.
Daniel 11: 6: “Mas, ao cabo de anos, eles se aliarão um com o outro; a filha do rei do Sul casará com o rei do Norte, para restabelecer a concórdia; ela, porém, não conservará a força do seu braço, ele não permanecerá, porque ela será entregue e bem assim os que a trouxeram, e seu pai, e o que a tomou por sua naqueles tempos”.
Depois de trinta e cinco anos da morte de Celeuco, foi tentada uma aliança entre os reinos do Norte e o do Sul. A filha do rei do Sul, Berenice, casou-se com o neto do rei do Norte, Antíoco. O fundamento político desse casamento era que Berenice, descendente de Ptolomeu, esperava a concórdia entre os dois reinos, fazendo do filho dela com Antíoco o legítimo herdeiro de tudo, voltando a ser a Grécia como no tempo de Alexandre. Entretanto, a mulher legítima de Antíoco, Laodice, envenenou-o e assassinou o filho de Berenice, fazendo com que a aliança desaparecesse e os dois reinos continuassem separados.
Daniel 11: 7 “Mas, de um renovo da linhagem dela um se levantará em seu lugar, e avançará contra o exército do rei do Norte e entrará na sua fortaleza, agirá contra eles e prevalecerá”.
Da linhagem de Berenice, um filho de Ptolomeu II, irmão dela, em 246 a. C., invadiu a Síria, avançando do Sul contra o rei do Norte, vencendo-o.
Daniel 11: 8: “Também aos seus deuses com a multidão de suas imagens fundidas, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará como despojo para o Egito; por alguns anos ele deixará em paz o rei do Norte”.

O descendente de Ptolomeu, que ficou com o reino do Egito, (e aqui fica claro que o Egito é o reino do Sul), era idólatra, e quando voltou do Norte, trouxe consigo os ídolos da Síria, restabelecendo a idolatria no Egito, esquecendo-se, por alguns anos, do rei vencido.

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