Pelo tabernáculo de Israel era transmitida uma
lição objetiva sobre o resgate da humanidade, transportando-a da perdição
eterna para as mansões celestiais. A etapa do sacrifício dos animais que apontava
para uma realidade futura, a ser cabalmente executada pelo Cordeiro de Deus, na
cruz do calvário, foi concluída e perdeu o sentido prático.
Havia, porém, a última parte do
cerimonial levítico, designada à purificação do santuário, que apontava para um
processo de verificação sobre quem teria aceitado, de fato, a graça pretendida.
Esta etapa tem muito a nos ensinar pois que aponta para um tribunal ainda em execução,
o qual serviu de base para a construção do santuário hebreu. Portanto, o estudo
do santuário terrestre revela importantes detalhes sobre o plano da salvação, extremamente
úteis para nos levar à vitória, quando tivermos que passar pelo tribunal
celestial.
Segundo Salomão a suma de toda a
nossa vida espiritual é que temos um juízo pela frente no qual todas as nossas
obras serão examinadas e cujos resultados nos destinarão para a felicidade
eterna ou para a morte no fogo.
Como essa investigação da vida de cada
crente ainda se encontra em processamento, fora do alcance de nossos olhos, as
lições decorrentes do santuário construído por Moisés – o único que nos foi
dado como referência, ainda não perdeu sua validade, sendo, ao contrário, mais
atuais do que nunca.
Asafe,
o salmista, temia invejar a prosperidade dos soberbos, que muitas vezes morriam
sem pagar por seus pecados. Ele não entendia o plano de Deus, até
que entrou no santuário e atinou
com o fim deles - Salmo 73: 17.
A experiência de Asafe deveria nos
sensibilizar pois que, segundo Hebreus 9: 27, prestaremos conta neste mesmo
tribunal, o que poderá se dar mesmo depois da nossa morte, para que cada um
receba a sua recompensa final, após a primeira ou após a segunda ressurreição,
de acordo com o bem ou o mal que tivermos feito por meio do corpo.
A passagem de Apocalipse 20: 12 nos
ajuda a entender melhor como se dará este processo judicial depois da morte do
crente:
“Então
se abriram os livros. Ainda outro livro, o livro da vida foi aberto. E os
mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito
nos livros”.
Os filhos de Coré nos advertem que não haverá
escape para o ímpio porque Deus é justo e “conhece
os segredos dos corações” - Salmo 44: 21.
A Lei dos Dez Mandamentos (Êxodo 20
e Deuteronômio 5), escrita pelo dedo de Deus - Êxodo 31: 18, será a norma do
juízo, conforme pode ser devidamente comprovado em Tiago 2: 10-12.
Sob
este prisma o mundo cristão será dividido em apenas dois grupos: o das virgens
prudentes que certamente acompanham pela fé, o que se passa no tribunal do céu
e que, por isso, tomam as providências necessárias para sua inclusão na eternidade,
credenciando-se para adentrar às bodas do Cordeiro.
E
o grupo das néscias que, sem o azeite do Espírito, não poderão entrar, de
acordo com a parábola educativa de Mateus 25, porque ficaram sem a luz
procedente do Santíssimo. Elas certamente
não entendem a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs de Daniel 8:
14, complementada em Daniel 9: 24-27, ficando, desta feita, despreparadas para
vencer as provas que as levariam para a eternidade.
Outros
temas relevantes como o do milênio, ilustrado pelo bode Azazel, e tão
claramente exposto no Apocalipse 20; como o da imortalidade condicional da
alma, tipificada pela vara de Arão que florescera e explicitado em Hebreus 9:
27 e Ezequiel 18: 4 e 20, bem como o da reforma alimentar, que fora ilustrado
pelo pote de maná colocado dentro da Arca da Aliança, são pontos não
compreendidos pelas igrejas que permanecem sem o dom profético provenientes do santuário
hebreu.
Se
estas igrejas não forem alertadas a tempo de que a reforma da saúde está na
base do processo da santificação, sendo um teste importante para o nosso
caráter, não poderão corrigir suas falhas, e acabarão sendo incluídas na grande
meretriz de Apocalipse 17, a qual se encontra em contradição com a esposa do
Cordeiro - a nova Jerusalém, que guarda os mandamentos de Deus e têm a fé de
Jesus.
Hoje, o único santuário reconhecido
por Deus é o celestial. É certo que Jesus desempenha as funções de Juiz, com
base no sangue que derramou por nós. Mas, se bem que Ele pleiteie em nosso
favor junto ao Ancião de Dias, não deixará de examinar, criteriosamente, todas
as nossas obras e de ser justo, em termos absolutos, quanto ao julgamento de
nossas ações.
Precisamos, portanto, nos
familiarizar com o ritual do juízo, como este se processava em Israel, clamando
a Deus para que aceite a intercessão de nosso Sumo Sacerdote, Jesus, visando obter
o perdão de nossas faltas e, sobretudo, clamar pelo poder para realizar as
reformas necessárias.
Ao final de todo o processo, certamente
compreenderemos que a falta de compromisso para com as coisas santas não
servirá de desculpa para a transgressão da Lei de Jeová, conforme Romanos 7: 12 e 2: 13 e 3: 31.
Pelo estudo das últimas
profecias chegamos à conclusão de que Jesus já se encontra no lugar Santíssimo
há 171 anos, consultando livros, arguindo testemunhas angélicas e aferindo os
resultados de Sua aliança eterna com a humanidade. Enquanto faz o papel de
Juiz, com relação aos mortos, intercede, em relação aos vivos, e concluirá, em
breve, a sua obra, julgando a humanidade viva, na qual estaremos incluídos.
Neste contexto a grande pergunta
continua sendo: “quem poderá subsistir”
no juízo de Deus, como indaga Malaquias 3: 2? Ou quem subsistirá no último dia,
que se aproxima rapidamente, conforme Apocalipse 6: 17? A resposta para esta questão
terá consequências eternas e dependerá muito das regras divinas que
foram estabelecidas para serem levadas em consideração no dia do nosso julgamento.
O fato de o nosso caso estar ainda em fase de
definição deveria nos levar, seriamente, à revisão deste tema, pois não
podemos ignorar o que vem acontecendo longe de nossos olhos, e nem
desconsiderar as instrumentalidades satânicas que vêm agindo para obstruir a nossa
percepção sobre o que vem se processando agora, no Santíssimo, com relação ao
nosso destino eterno.
Rogamos a Deus que este estudo seja
útil para conscientizar os mornos de Laodiceia sobre o juízo de Deus, e dos
riscos que estão correndo no encerramento do grande conflito entre o bem e o
mal.
O preço da redenção já foi pago, de
uma vez por todas, na cruz, e disto ninguém tem dúvida. Mas resta, contudo, a
importante questão sobre o nosso comparecimento diante do tribunal de Deus, conforme
foi colocado por Paulo em II Coríntios 5: 10.
Centenas de passagens da Bíblia nos asseguram que o
tribunal de Deus é uma realidade, não havendo a anistia ampla e irrestrita do
pecado, como defendido por alguns. Se isso fosse verdade, porque, então, o
julgamento divino, onde até nossas palavras serão levadas em conta? O Senhor
Jeová abriu a porta do Santíssimo para nós - Apocalipse 3: 8, como também para
o Universo, a fim de esclarecer, diante de todos, quem foi ou está sendo
sincero na sua prática religiosa, dando total transparência ao galardão que
cada um receberá, segundo as suas obras.
Se
nesta época em que sopra “todo vento de
doutrina”, pudermos nos apropriar do dom profético e de um positivo “Assim diz o Senhor”, “então, veremos outra
vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que
não O serve”, conforme Malaquias
3: 18, fazendo em tempo uma escolha feliz.
Concluímos
nossas considerações com as palavras de Paulo aos Coríntios:
“Nem a pregação nem o conteúdo da
minha mensagem baseavam-se em palavras persuasivas ‘de sabedoria’, mas na
demonstração do poder do Espírito, para que a confiança de vocês não fosse
depositada na sabedoria humana, mas no poder de Deus... Nós, porém, não
recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus, para podermos entender
as coisas que Deus nos deu de forma gratuita. Essas são as coisas das quais
falamos ao evitarmos as formas de expressão ditada pela sabedoria humana, e, em
seu lugar, usamos um modo de falar ensinado pelo Espírito, mediante o qual
explicamos as coisas do Espírito a quem tem o Espírito”
I Cor 2: 4-5, 12-13. Novo Testamento Judaico, Editora Vida.
Ordem das Verdades Presentes para os últimos dias:
nº 1 – O tempo
previsto para a segunda vinda de Jesus – 10 anos.
nº 2 – Início do
juízo dos vivos: individual e coletivo (daqui há 3 anos) – últimos 7 anos
nº 3 – Início do
último governo mundial (daqui a 6,5 anos) – últimos 3,5 anos
nº 4 – Início do último
ano da humanidade (daqui há 9 ano) – último ano
nº 5 - Os sinais do fim do mundo
nº 6 – A terceira
pessoa da trindade: um fato?
nº 7 – O mundo atual
à luz do profeta Daniel
nº 8 – O tribunal de
Deus
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