Vivemos
nas cenas finais da História terrestre. As últimas profecias estão se cumprindo
e as horas de graça, se esgotando. Não temos tempo a perder, dormindo no posto
do dever. As palavras de Marcos 16: 15 nunca foram tão atuais:
“Ide
por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.
Esta é uma ordem de
Jesus. Não somos ministros nem missionários, no sentido tradicional da palavra,
mas devemos ser cooperadores de Cristo, dando as boas novas de salvação a um
mundo que perece. A todos, grandes ou pequenos, doutores ou ignorantes, velhos
ou jovens é-lhes ordenado: “Fazei discípulos”!
Se praticarmos estas palavras, sentiremos
a Sua presença em nosso meio, conforme Mateus 28: 20: “... e eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação do
século”.
O último século, segundo a
cronologia bíblica desenvolvida na Verdade Presente nº 2, desta série sobre o
juízo de Deus, será concluído por volta do ano 2027, quando o império da morte
estará completando seis mil anos de existência.
E para sermos bem sucedidos em nossa
derradeira missão, duas mensagens deverão ser particularmente importantes: a
dos Dez Mandamentos, como a norma do juízo de Deus, e a da Reforma da Saúde, para
dar aptidão para captarmos a mensagem do céu, sem distorções. A fim de
cumprirmos os desígnios de Deus, haverá, portanto, uma obra preparatória a ser
feita. O nosso preparo para dar a mensagem ao mundo envolve o texto de I
Tessalonicenses 5: 23:
“O
mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo,
sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus
Cristo”.
A integridade da alma e do espírito
passa pela reforma da saúde, incluindo o abandono da alimentação com carne, a
qual deverá exercer um papel importante tanto na parte física, como na mental e
na espiritual.
O princípio de negar a carne como
alimento parece novo, mas não é. Já o encontramos no Santíssimo do santuário
terrestre, representado por aquele pequeno pote de maná que foi posto no
interior da Arca da Aliança. Com que finalidade foi ele posto ali? Certamente
para lembrar-nos, até aos últimos dias, de que o maná foi dado ao povo de
Israel, em sua peregrinação pelo deserto, em substituição ao regime cárneo que
prevalecia no Egito.
E agora
que estamos no fim da jornada, devemos tirar o máximo proveito
de toda habilidade que nos foi confiada e de todo o meio que proporcione ajuda
para realizarmos a obra de Deus. O apetite e a paixão devem ser restringidos e
postos em sujeição ao domínio de uma consciência esclarecida, para que o
intelecto seja equilibrado e claras as faculdades da percepção.
Estes conselhos são mais sábios do
que imaginamos, porque “Deus se comunica
conosco por meio do Espírito e imprime suas verdades em nossa mente. Caso o
corpo esteja debilitado, a apreensão e a compreensão destas verdades certamente
serão dificultadas”. Bíblia Sagrada Missionária, estudo nº 18.
Os que estão de uma forma ou de outra,
em dificuldade para levar à prática estes conhecimentos teóricos, pondo em
risco não só a sua vida eterna, como a daqueles que estão sob a sua influência,
encontrarão ajuda na famosa ‘escadinha da santificação’ que encontramos no
início de segunda carta de Pedro. Nela identificamos princípios de grande
alcance para nossa necessária superação.
O apóstolo se dirige a um público
que já obteve uma fé preciosa igual à dele, que apresenta as vidas mornas de Laodiceia,
mas sentem a necessidade de uma vida mais piedosa que os leve à necessária transformação
do caráter e a uma percepção mais prática de Deus.
Pedro estabelece os passos para sairmos
dos aspectos meramente teóricos de nossa morna profissão de fé, para o gozo e a
alegria da graça salvadora, resgatando a paz de uma vida cristã por excelência.
O
desejo deste servo fiel, cuja obediência incondicional ao seu Mestre já é uma
inspiração para nós, é o de que nós também nos tornemos coparticipantes da
natureza divina, livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo. Examinemos,
pois, os primeiros versos de sua carta:
“Simão
Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé
igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, graça e
gozo vos sejam multiplicados, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, Nosso
Senhor. Visto como, pelo Seu divino
poder nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade,
pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a Sua própria glória e
virtude, pelas quais nos têm sido doadas as Suas preciosas e mui grandes promessas,
para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos
da corrupção das paixões que há no mundo”. II Pedro 1: 1-4.
A seguir Pedro nos informa que a
relativa decepção que sofremos, por causa da nossa fraqueza espiritual, só
poderá ser superada por um processo
interior que permita a entrada do poder de Jesus em nossa vida para que nos
use poderosamente, restaurando a imagem de Deus em nós. E, para isso, devemos
começar este processo de desenvolvimento harmonioso, a partir de nossa fé, da
forma como nos recomenda II Pedro I: 5:
“Por
isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a
virtude; com a virtude o conhecimento” ...
Devemos
associar com a nossa fé a virtude, com urgência e fervor. Para este apóstolo
que leva as credenciais e a autoridade do Mestre, a fé é apenas um dom
estratégico que funciona como uma chave mágica para abrir o nosso coração para
a obtenção de outros dons divinos, igualmente preciosos para a consolidação do
‘novo nascimento’.
Pedro diz que este núcleo do
conhecimento cristão, que recebemos em nossa conversão, não é suficiente. Ele
espera que cresçamos em compreensão espiritual obtendo mais claro discernimento
da moral cristã. Esta virtude só poderá ser obtida através de uma reforma
espiritual profunda com mudanças em nossas teorias e abandono de velhos hábitos.
Isto certamente não será coisa fácil, mas se permitirmos, Jesus entrará em
nossa mente, por meio do Seu Santo Espírito, e nos tornará pessoas de Deus,
capazes de crescer “até que todos
cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita
varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais
sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por
todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”. Efésios 4: 13-14.
Porém a virtude resultante de nossa entrega
ao Senhor Jesus e que nos outorga poder espiritual por meio dos agentes
designados, mesmo que associada a uma vibrante fé, e ainda que seja de grande relevância, não é suficiente para que
alcancemos a estatura espiritual que nos está proposta, em Cristo Jesus.
Mesmo que as nossas boas obras não sejam
o resultado natural de nossa consagração a Deus e nem um meio para alcançá-la,
elas, contudo, devem estar associadas ao conhecimento
de toda a vontade do céu para nós. Neste caso, o estudo da Bíblia deve ser
individual e com fervorosa oração, rogando, individualmente a Deus pela luz que
precisamos.
Não obstante, porém, termos nos valido
muito destas recomendações, elas não têm sido suficientes. Para nós, que
buscamos a necessária medida da plenitude de Cristo, o apóstolo Pedro
acrescenta no verso seis que devemos ainda prosseguir em nosso objetivo, associando “com o conhecimento, o domínio próprio; com
o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade”.
Segundo o antigo pescador, se quisermos
seguir vencendo, importa associarmos com o conhecimento já adquirido, o domínio próprio, o qual será
fundamental para realizarmos as reformas que precisamos para vivermos com a
devida temperança. Se não confiarmos a Deus o domínio de nossa vontade,
corremos um risco muito sério de termos corrido em vão. E, para que isto não
aconteça devemos voltar, mesmo que aos poucos, ao regime alimentar original,
estabelecido em Gênesis 1: 29:
“Eis
que vos tenho dado todas as ervas que dão sementes e se acham na superfície de
toda a Terra e em todas as árvores que há fruto que dê semente, isso vos será
para mantimento”.
Este texto orienta aqueles que estão no
final da obra de Deus a se alimentar da mesma forma como era no princípio,
exclusivamente com os produtos naturais da terra para, finalmente, alcançarem
uma consciência esclarecida e preparada para o encontro com Jesus.
Preocupados com as influências
inexoráveis que o mundo exerce sobre nós, temos tentado o impossível para
evitá-las, por meio dos sentidos: vigílias, semanas de oração seguidas de santa
ceia e jejuns. Estes recursos são importantes, mas não devemos esquecer,
entretanto, que as nossas mudanças de hábitos não dependem somente de nossa
consciente necessidade de mudança, mas, principalmente, da ação do Espírito
Santo em nossa mente, exercendo em nós tanto o querer como o realizar.
Precisamos, muito além dos esforços
mencionados, permitir que os sete Espíritos de Deus, citados em Apocalipse 4: 5
e discriminados em Isaías 11: 2 (o
Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de
conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor)
sejam recebidos por nós, por meio de Seus ministros credenciados em Hebreus 1:
14. Para isso precisamos reconhecer esses ministros comissionados pelo
Altíssimo, para que eles possam desenvolver em nós o domínio próprio. Caso
contrário, continuaremos bloqueando, inadvertidamente, o processo de nossa
salvação.
Devemos, também, evitar o consumo de
substâncias com potencial de prejudicar o nosso discernimento mental e
espiritual, o qual será vital para as nossas mudanças não só de apetite como
também de atitudes. O consumo de carne, por exemplo, inibe as faculdades
mentais, de forma imperceptível aos que estão sem as lentes do Espírito, impedindo
de alcançar um padrão de vida espiritual mais aperfeiçoado.
Como não conseguimos persistir naquilo
que não depende exclusivamente de nossa vontade meramente humana, devemos
atentar aos apelos de Jesus que nos são encaminhados por meio da Palavra
inspirada, para que não venhamos a nos afastar do verdadeiro Deus.
Se nos conscientizarmos da importância
fundamental destas iniciativas celestiais poderemos facilitar nossa vitória
quanto ao abandono do consumo não só da carne, como do álcool, do fumo e demais
produtos tóxicos, passando a sermos bem mais enérgicos com o nosso domínio
próprio, cuja fraqueza vem nos impedindo de um posicionamento mais vigoroso em
defesa da salvação de nossa alma.
Essa já não é uma questão puramente de
fé. Atualmente a medicina tem demonstrado que produtos tóxicos e alimentos
cozidos causam reações de oxidação que produzem radicais livres. Estes radicais
dão início a reações em cadeia ao nível das células, podendo danificá-las ou
causar-lhes a morte, gerando doenças e o envelhecimento precoce. Os alimentos
naturais da terra, por outro lado, são capazes de produzir substâncias
antioxidantes, que são moléculas capazes de interromper essas reações em
cadeia, eliminando os radicais livres e proporcionando uma atitude mental
positiva.
Podemos fazer muitas vigílias e exultar
com elevados louvores, mas em findo estes, de natureza externa, se as nossas
mentes estiverem inebriadas com as toxinas do regime cárneo e de outros
alimentos tóxicos, não alcançaremos apreender este clima maravilhoso para as
nossas vidas, devido à falta de perseverança.
A perseverança, neste contexto, é mais que paciência; é a capacidade para
superar as influências desfavoráveis ao nosso desenvolvimento cristão, com
otimismo. Resiliência seria o termo mais indicado para defender a vontade
humana, enfraquecida pelas sutilezas da gula que nos deixa impotentes, a lutar
sozinhos contra as fraquezas da carne. Infelizmente muitos ainda se encontram
em um estágio semelhante ao dos discípulos sonolentos a quem Cristo disse, no
Getsêmani: “o espírito está preparado,
mas a carne é fraca”.
Precisamos de resiliência para atentar à
seguinte lógica de Jesus:
“Se
alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por
Minha causa achá-la-á. Pois que ganhará o homem se ganhar o mundo inteiro e
perder a sua alma”? Mateus 16: 24-26.
O Espírito de humildade demonstrado por Jesus
deve ser desenvolvido em nós para efetuarmos a renúncia de nós mesmos. É por
meio de contínuo esforço que haveremos de vencer como Cristo venceu.
A perseverança, muito dependente do
domínio próprio é crucial para a nossa vitória em Cristo e foi destacada como a
primeira das características do grupo de transladação para o céu, como lemos em
Apocalipse 14: 12:
“Aqui
está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de
Jesus”.
Mas, mesmo com este
dom, totalmente indispensável, por essencial que ele seja, ainda não nos situamos
no ápice do crescimento cristão. Estes degraus, diga-se de passagem, não
representam salvação pelos próprios méritos. Eles se baseiam exclusivamente nos
atributos de Cristo que nos são comunicados pelo Seu Espírito; E servem para colocar
em evidência a nossa necessária cooperação para com o que Deus já realizou e
ainda deseja realizar em nós; temos, portanto, uma parte ativa no processo de
nossa salvação e, com muito zelo e entusiasmo devemos associar com a
perseverança a piedade, que é a
excelência da vida que deve ser experimentada por aqueles que adoram
verdadeiramente ao Seu Criador.
Estes dons divinos, recebidos com
resiliência, nos habilitarão a fazer, com muita alegria, tudo o que Deus requer.
A nossa parte é a de não dificultarmos ou impedirmos que o Espírito de Cristo
faça por nós aquilo que não podemos fazer por nós mesmos.
Todavia, para alcançarmos tudo o que
Deus espera de nós, e que é indispensável para fazermos parte da Igreja
Triunfante, devemos finalmente associar “...
com a piedade, a fraternidade e com a fraternidade, o amor” - II Pedro 1: 7.
Estes últimos degraus envolvem
seguramente eliminar as dissensões provenientes da crítica e do orgulho;
relevar, com amor todas as nossas diferenças; não nos conduzir
inconvenientemente, removendo o fardo das insignificâncias; agir com fraternidade, submissão e respeito
mútuo, conforme nos ensina Paulo em I Coríntios 13: 4-7:
“O
amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se
ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses,
não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas
regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Feliz é a igreja na qual reina a bondade
e o amor fraternal. Nela estaremos aptos a desenvolver um caminho sobremodo
excelente: o do amor princípio, semelhante
ao de Jesus, que não depende das ações dos outros. Nos versos de 8 a 11, Pedro
conclui sua mensagem redentora:
“Porque
estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais
nem inativos (deixando de ocupar o espaço que Deus reservou para nós no Seu
plano de salvação), nem infrutuosos no
pleno conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele a quem estas
coisas não estão presentes é cego (nossa condição laodiceana: batizados,
mas deixando de cultivar as virtudes mencionadas), vendo só o que está perto, esquecido da purificação dos seus pecados
de outrora. Por isso, irmãos, procurai com diligência cada vez maior, confirmar
a vossa vocação e eleição, porquanto, procedendo assim não tropeçareis em tempo
algum. Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino
eterno de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. Parênteses meus.
Se esta maravilhosa condição ainda
não está presente em nossa vida, não desanimemos diante de nossa intemperança!
Estas características do verdadeiro cristão são progressivas e devem agora
absorver nossa atenção. Não podemos dar-nos ao luxo de conceder às coisas
celestiais o segundo plano.
Façamos também nossas, as palavras
registradas no Salmo 101: 3-4:
“Não
porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se
desviam. Nada disso se me pegará. Longe de mim o coração perverso; não quero
conhecer o mal”.
Assim, ao contrário do primeiro
Adão, devemos evitar o conhecimento do mal e, também, persuadir homens e mulheres,
em toda a parte, a se arrependerem e a fugirem da ira vindoura. Incentivemo-los
à preparação imediata, por meio de nosso exemplo. O Senhor virá em breve e
precisamos estar preparados para nos encontrar com Ele, em paz. Tomemos a
resolução de fazermos tudo o que está ao nosso alcance para comunicar luz aos
que se acham ao nosso redor.
Agora, agora mesmo, é o tempo de
estarmos vigiando, trabalhando e esperando. A Palavra de Deus revela o fato de
que está próximo o fim de todas as coisas. O tempo oportuno para trabalharmos é
agora, exatamente agora, enquanto durar o dia. “Ide”!
Como diz Josué 24: 15:
“Escolhei
hoje a quem sirvais”.
Todo aquele que pretende ser um servo de
Deus é convidado a fazer o Seu serviço, como se cada dia fosse o último.
A Terra inteira deve ser iluminada com a
glória da verdade divina. A luz deve fulgir para todas as terras, em direção a todos
os povos. E é dos que receberam a luz que ela deve difundir-se. A Estrela da
Alva raiou sobre nós, e devemos lançar Sua luz sobre o caminho dos que andam em
trevas. A última crise econômica mundial já se encontra estabelecida há anos; a
última geração da humanidade já envelheceu, devemos agora, pelo poder do
Espírito Santo, proclamar as grandes verdades para estes últimos dias. Já não
levará muito tempo para que todos tenham ouvido a advertência e feito a decisão,
para que então venha o fim.
Todo o poder a nós emprestado pelo céu
deve ser empregado para fazer a obra que nos foi consignada em benefício dos
que estão a perecer na ignorância. O exíguo
período de tempo, em rápida diminuição, entre nós e a eternidade, deverá nos
impressionar mais profundamente. Cada dia que passa deixa-nos um dia a menos
para completar nossa obra de aperfeiçoamento do caráter.
Há um só refúgio: a Rocha dos séculos.
Com fúria inexorável aproxima-se a tormenta. Estamos nos preparando para
enfrentá-la? Somos um com Cristo como Ele é um com o Pai? O caráter de Cristo
deve ser o nosso caráter. Devemos ser transformados pela renovação de nossas
mentes. Esta é a nossa única segurança!
A parábola da figueira estéril, em Lucas
3: 6-9, nos indica que a paciência de Deus, felizmente, ainda continua:
“Certo homem tinha uma figueira plantada na
sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao
viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não acho; pode
cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a Terra? Ele, porém,
respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe
ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la”.
O que significam as palavras: deixe-a
ainda este ano? Elas dão a entender, no tempo presente, que a paciência e a
misericórdia de Deus são quase ilimitadas. Quase, porque sabemos que virá o
tempo em que a misericórdia deixará de pleitear e a justiça será posta em
execução.
E que fruto é este? Alguns estatísticos
dizem que são almas salvas pelo esforço pessoal. Mas isso não é fruto! O fruto
que Jesus está falando aqui é o fruto composto produzido pelo Seu Espírito,
citado em Gálatas 5: 22-23:
“Amor,
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e
domínio próprio”.
Você
não gostaria de pertencer a este grupo que dá fruto e nunca será cortado? Então
descubra o que significa prostrar-se diante da cruz e comungar com o seu
Salvador, Senhor e eterno Amigo.
Deus,
na Sua misericórdia não nos cortou, nem nos contempla friamente. Ao
reconhecermos que Ele nos aceita assim como estamos e ao contemplarmos
diariamente o Seu grande amor e misericórdia, o fruto surgirá espontaneamente.
O segredo está na viva relação com o grande coração de amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário