sábado, 3 de fevereiro de 2018

Um drama que se repete

               “O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou” – Diz o sábio Salomão em Eclesiastes 3: 15.
                Vamos procurar reter este enunciado ao entrar no espírito desta sessão onde nos propomos relembrar, inicialmente, o episódio relacionado com um daqueles líderes que julgaram Jesus, no Sinédrio, para imaginar qual seria a sua reação se ele fosse chamado de cego por não enxergar a realidade sobre o Messias; Será que ele acreditaria? Certamente que não, porque hoje sabemos que ele era orgulhoso demais para reconhecer que cometia muitos erros de interpretação das Escrituras, por considerar como princípio divino as tradições que foram acumuladas por séculos. Apesar de muitos estudos e grande reconhecimento público, ele retinha apenas vislumbres da luz existente no Primeiro Testamento a respeito das profecias sobre o Messias. O que ele defendia com capa e espada era o que havia aprendido sobre a realidade de um só Deus, conforme Deuteronômio 6: 4:
                 “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”.
                 Jesus nunca negou este fato. Pelo contrário, o afirmou várias vezes, mas provou, também, e incontestavelmente, ser um com o Pai, por meio dos milagres que realizou e, essencialmente, pela série de profecias que se cumpriram a Seu respeito.
                 Mesmo assim foi rejeitado como Filho de Deus porque Suas palavras não coincidiam com a mofada tradição judaica e, principalmente, pelo descaso ou ignorância de passagens com fortes indicações de Sua presença com Deus, o Pai, como no texto de Gênesis 1: 26:
                 Façamos o homem à nossa imagem...”.
                  Ora, este pronunciamento divino atesta a legitimidade das palavras de Jesus citadas em João 17: 21:
                  “A fim de que todos sejam um; e como és Tu ó Pai, em Mim e Eu em Ti...”.
                  Com base nas evidências da Divindade de Jesus ocorridas naqueles dias, bastava apenas um pouco de humildade para relacionar estes dois textos, poupando mais de um milhão de vidas preciosas que acabaram perecendo em Jerusalém, no massacre do ano 70 a. D.
                  Por causa do preconceito e do orgulho, o fariseu ignorou as profecias que apontavam para o Messias sofredor e, nem mesmo os sobrenaturais e irrefutáveis eventos protagonizados por Ele foram suficientes para atestar a Sua Divindade. O líder simplesmente acreditava que não lhes faltava nada, que suas opiniões não deviam ser questionadas e assim, com arraigada convicção, ajudou a contaminar a grande maioria dos seus seguidores.
                 Por causa desta impressionante cegueira, decorrente de uma consideração incompleta das Escrituras, milhões de inocentes judeus sofreram perseguição e martírio ao longo de quase dois mil anos e ainda se encontram dispostos a sofrer novo holocausto em nome da mesma fé. Tudo porque eles aprenderam, de forma insofismável, sobre a realidade de um só Deus em Israel, uma verdade incontestável porém incompleta, que o orgulho e a teimosia dele não permitiu de ser revisada.
                    Será que o orgulho, a tradição e as barreiras culturais e o preconceito de nosso tempo poderiam, também, estar impedindo de vermos, em curso, a repetição da mesma realidade, tomando como absoluto divino, imutável, uma luz da qual temos apenas um vislumbre, como cita EW em ME I, 401:
                     “Tem-me sido feita a pergunta: ‘Pensa que o Senhor tem qualquer NOVA LUZ para nós como povo? Respondo que Ele tem luz que para nós é nova, e, todavia é preciosa luz antiga que há de brilhar da Palavra da verdade. Possuímos apenas o vislumbre dos raios da luz que nos há de vir ainda”.
                  Para Tomé foi preciso colocar suas mãos nas marcas da cruz para cair de joelhos dizendo: Senhor meu e Deus meu!
                  Para Paulo foi necessário uma visão celestial às portas de Damasco para transformá-lo no grande bandeirante do evangelho.
                  E, para nós, do século XXI, a situação seria diferente? Ou será que nós também acumulamos preconceitos capazes de nos afastar das verdades bíblicas a ponto de enfraquecer a fé, justamente nos dias do retorno do Filho de Deus? Ao contrário dos judeus que negaram a Divindade de Cristo, não estaríamos hoje dispostos a reverenciar uma terceira pessoa divina?
                  Estas questões precisam ser debatidas e respondidas antes de passarmos pelo juízo dos vivos, uma vez que Jesus afirma que a possibilidade do sequestro da fé de seus derradeiros seguidores seria tão forte como a que se deu com os judeus do primeiro século da Era Cristã.

                  Devemos considerar que, apesar de haver galardão para todos, apenas um punhado de remanescentes deverão fazer parte da Igreja Triunfante, porque muitos são os chamados mas poucos estarão dispostos a viver sob uma luz mais avançada. Estes, após receberem a última chuva do Espírito Santo, realizarão a colheita final.
                        Após estas considerações gerais e ainda introdutórias, precisamos agora avançar em direção ao tema central de nossa exposição, o qual merece ser examinado com espírito de oração; se for comprovada a nossa hipótese, o novo discernimento poderá revelar como receber o dom do Espírito Santo, o qual será decisivo para o nosso reavivamento e proclamada vitória contra a nossa mornidão espiritual                         

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