O JUÍZO DOS VIVOS - PARTE 2
P.R.F. Franz
INTRODUÇÃO
Dando Continuação ao tema registrado entre a 6ª e 7ª trombetas, faremos agora uma exposição atualizada de Apocalipse 11: 1-14.
Atentemos, inicialmente, ao grande desafio que foi proposto à última Igreja cristã, no final de Apocalipse 10:
“Importa que profetizes outra vez (agora sobre o juízo dos vivos) a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” - Apocalipse 10: 11.
A palavra importa confere grande responsabilidade à Igreja cristã remanescente, que não pode deixar de dar o sonido certo na sua trombeta: Desvendar e proclamar o juízo de Deus assim como ele se encontra no livro do Apocalipse. Pela desobediência ela corre o risco de ficar sem azeite ao soar o grito de Mateus 25: 6:
“Eis o noivo; saí ao seu encontro”!
Apocalipse 14: 6-7 repete a mensagem de Apocalipse 10: 11 devido a sua grande importância:
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e a fonte das águas”.
O contexto interno destes versos indica que a mensagem a ser dada às nações já se encontra no tempo do juízo dos vivos, porque os mortos não adoram. Não é sem razão que a mensagem deste anjo vem na sequência imediata do selamento das primícias, em Israel, referido nos primeiros versos deste capítulo:
“Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião e com Ele os 144.000… são estes os que não se macularam com mulheres (igrejas), porque são castos; São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” - Apocalipse 14: 1-5.
A castidade aqui referida refere-se a não contaminação com as igrejas cristãs (consideradas politeístas devido a doutrina católica da Trindade) que, maculadas diante de Deus, não apresentam condição para cumprirem com eficiência esta urgente orientação divina para o nosso tempo. Essa é a razão pela qual foi reativado o concerto com Israel, o qual, também, precisará ser depurado das suas impurezas, para poder ser usado como uma vara de medir os justos entre as nações.
CAPÍTULO 1 - O SELAMENTO DAS PRIMÍCIAS
Apocalipse 11 dá sequência à pregação do evangelho eterno, destacando o juízo dos vivos nos seguintes termos:
“Foi-me dado um caniço de medir semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que nele adoram” - Apocalipse 11: 1.
Medir o santuário, no presente, significa julgar os seus adoradores vivos, considerados pelo apóstolo Pedro como pedras vivas na construção do edifício espiritual de Deus.
“... também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” - I Pedro 2: 5
Pedro foi muito feliz em sintetizar a situação requerida para o povo escolhido constituir um sacerdócio santo. O seu santuário é invisível, constituído por pessoas justas e comprometidas com Deus até à morte.
Quanto ao julgamento das igrejas, referido como sendo a medição do altar, será discutido no Juízo dos vivos – Parte 3.
No que concerne ao julgamento destes adoradores, este será feito com base em Tiago 2: 10-12:
“Pois qualquer que guarda toda a Lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Portanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas, vens a ser transgressor da Lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade”.
Esta mensagem que visa preparar o povo de Deus para o seu juízo com base nos Dez Mandamentos, não está mais sendo pregada na atualidade com a seriedade necessária. Pelo contrário, muitos defendem a hipótese de que Deus não é justo, dando uma lei que é impossível de ser observada em todos os pontos.
Assim, os que estão em Babilônia e nas igrejas a ela vinculadas, conhecem a mensagem dos Dez Mandamentos da Torá, mas com sérias distorções e, ainda não creem na sua exigibilidade porque foram enganados e precisam ser alertados, antes que caiam as sete últimas pragas.
E para isso, para que possam tomar uma decisão consciente, no quadro da mornidão atual das igrejas cristãs, faz-se necessário dois quesitos, que trataremos a seguir:
A definição das primícias, em Israel.
A imposição dos dogmas da Igreja oficial da NOM.
O primeiro ponto é importante porque ao as nações assistirem online as fantásticas manifestações divinas em favor de Israel, mais precisamente em favor dos que guardam os mandamentos da Torá, escritos pelo dedo de Deus (Êxodo 31: 18), e creem com determinação em Jesus, e no Seu poder santificador, perceberão ser este o caminho certo para a vitória. Por outro lado, ficará muito claro que os decretos do papado não procedem do Altíssimo.
No que concerne aos dogmas papais, os que os rejeitarem, mesmo com risco de morte para se manter fiéis aos mandamentos da Torá (Êxodo 20), se constituirão em uma lajota na casa espiritual de Deus.
Desta forma a luz do anjo de Apocalipse 18: 1-3 entrará em milhões de residências, esclarecendo as pessoas que de outra maneira não saberiam como distinguir a verdade do erro. Vamos ao seu texto:
“Depois disto (do julgamento da grande meretriz, desmascarada por meio dos acontecimentos na Terra Santa, que certamente será assistido online), vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade e a Terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu, a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da Terra. Também os mercadores da Terra se enriqueceram à custa de sua luxúria”.
Desta forma, quando as primícias aparecerem dos escombros das guerras contra Israel, exercerão naturalmente a função que lhes é designada, de manifestar ao mundo a verdadeira Lei de Deus e comprovar a possibilidade da sua observância, em todos os pontos. Será então que os fiéis a Cristo se libertarão das mentiras que vêm sendo pregadas pelas igrejas atuais, cada vez mais atreladas à Igreja mãe.
Isto posto e entendido, os gentios que aceitarem uma ordenança humana em lugar da divina estarão optando livremente pela perdição, enquanto que o Israel espiritual estará recebendo o selo divino (Êxodo 31: 13) que os distinguirá para a redenção eterna.
Devemos nos conscientizar de que estamos sendo medidos com incrível precisão em todos os momentos de nossas vidas. Nossas palavras e ações estão sendo registradas nos livros do céu, como se fossem fotografias de alta resolução. Mas ninguém poderá ser julgado para a vida ou para a morte eterna, antes de que as condições para o seu julgamento sejam explicitadas de maneira muito clara. Estes dois quesitos, portanto, são necessária para identificar aqueles que subsistirão no último dia, que se aproxima.
Esse é o marco irrefutável para o início de Apocalipse 11: a revelação de que o juízo dos justos vivos começa pela casa de Israel, de onde sairão as primícias dos salvos como uma vara de medir os justos das demais nações, antes que venham as imposições do clero romano.
CAPÍTULO 2 - O JUÍZO DAS NAÇÕES
Apocalipse 11: 2 confirma a discussão de Apocalipse 11: 1, destacando o tempo do julgamento das primícias de Israel em relação ao julgamento das outras nações:
“... mas deixa de parte o átrio exterior do Santuário e não o meças, porque ele foi dado aos gentios; estes, por 42 meses calcarão aos pés a cidade santa”.
Esta questão do pátio exterior do santuário, dado aos gentios, ficar fora do juízo, sugere um julgamento posterior para eles. Isto porque os gentios só poderão ser julgados mais tarde, após o primeiro decreto religioso da Igreja mãe. Será a obediência a este decreto que os provará no juízo das nações assim como para as primícias, em Israel, terá sido a sua aceitação de Jesus como Messias e Salvador. Será a fé em Jesus que determinará quem naquele dia entrará na bênção do reino, conforme Ezequiel 20: 36-38:
“Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o Senhor Deus. Far-vos-ei passar debaixo do Meu cajado, e vos sujeitarei à disciplina da aliança; separarei dentre vós os rebeldes e os que transgrediram contra Mim…”
O fato de aceitar o Novo Testamento pelos sobreviventes das guerras contra Jerusalém se constituirá numa ressurreição da alma para eles e numa luz extraordinária para o mundo. Assim começará o novo tempo dos judeus, na sua plenitude, trazendo uma enorme chance de salvação para os gentios, conforme lemos em Romanos 11: 15:
“Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados (os judeus) trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento senão vida dentre os mortos?”
Sim, porque a experiência deles transmitirá coragem para a pregação da terceira mensagem angélica, que precisa ser exaltada nesta hora terminal, nos seguintes termos:
“Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro” - Apocalipse 14: 9-10.
O texto de Apocalipse 11: 2, portanto, indica este desdobramento no juízo dos vivos. Enquanto que em Israel, as primícias dos salvos serão julgadas antes da união da Igreja com o Estado, os gentios cristãos serão julgados depois, entre o decreto dominical e o fechamento da porta da graça, sob a glória do anjo de Apocalipse 18: 1-3 e com base no alto clamor do terceiro anjo.
Graças à essa grande promoção do verdadeiro Cristianismo na escala mundial, baseada na reverência ao sábado da Torá, haverá uma conversão em massa de gentios, mesmo nas ilhas mais distantes. O papado, pressionado pelas circunstâncias, romperá com Israel, proclamando judicialmente a observância do domingo. Neste momento ele será reconhecido por todos como o homem da iniquidade, o filho da perdição, dando cumprimento à profecia de II Tessalonicenses 2: 3-4:
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá (a Segunda Vinda de Jesus) sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição”.
A imposição de decretos religiosos para abafar a voz do Senhor vinda de Sião será seguida pela última invasão à Terra Santa, a fim de eliminar a raça rebelde. Essa será o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel 12: 11. Quem lê, entenda, reitera Jesus em Mateus 24: 15, após ter citado a pregação do Evangelho a todo o mundo em Mateus 24: 14.
Esta prepotência papal durará apenas 42 meses, conforme Apocalipse 13: 5, trazendo consigo a queda das últimas sete pragas sobre os cristãos nominais, após o fechamento da porta da graça.
Muitos tentam forçar o evangelho, considerando os gentios da passagem de Apocalipse 11: 2 como sendo os ímpios do mundo inteiro que serão julgados e receberão a sentença durante o milênio, e que eles pisarão os filhos de Deus (Israel espiritual) por 42 meses, após a união da Igreja com o Estado. Esta tentativa de remover o papado da vergonhosa cena, no entanto, não têm como explicar a clara referência à cidade santa, que desvia o foco para Jerusalém, elevada à capital de Israel, em 1980.
O argumento da literalidade da cidade santa vem da profecia de Daniel 9: 24 que aponta para a conversão dos judeus ao verdadeiro Cristianismo, como foi dito ao profeta Daniel:
“70 semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão…”, Esta profecia nunca se cumpriu, deslocando por isso a septuagésima semana para os dias atuais, o que é legitimado pelas palavras de Zacarias 13: 1:
“Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza”.
Esta é a condição estabelecida para o selamento dos que restarem em Israel, o que é colocado em evidência em Sofonias 3: 11-13 que, dirigindo-se às primícias, diz:
“Naquele dia, não te envergonharás de nenhuma das tuas obras, com que te rebelaste contra Mim; então, tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no Meu santo monte. Mas deixarei no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor. Os restantes de Israel não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa…”
O fato de Jerusalém ser pisada pelos gentios durante o juízo dos vivos (Apocalipse 11: 2) e pisada por eles até que o tempo das nações se complete, de acordo com Lucas 21: 24b permite concluir que o tempo de graça para os gentios irá até o fechamento da porta da graça, mas a sua plenitude, no entanto, mencionada em Romanos 11: 25 será alcançada com o surgimento da Igreja triunfante a qual será perseguida pelo papado, mormente após a fusão da Igreja com o Estado; mas a sua obra será potencializada por meio da plenitude dos judeus, isto é, das primícias, em Israel.
Estes testemunhos das primícias vêm sendo ignorado pelos intérpretes das Escrituras porque desmascara os falsos ensinamentos das igrejas, principalmente a falácia de que ninguém pode ser santo, como Cristo, as primícias dos que dormem, foi.
CAPÍTULO 3 - AS DUAS TESTEMUNHAS
Segue Apocalipse 11: 3-4:
“Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por 1260 dias (42 meses), vestidas de pano de saco. São estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra”.
Estas duas testemunhas da verdade são os judeus convertidos, relacionados com a oliveira verdadeira e a Igreja triunfante dos gentios, chamada de oliveira brava, ambos citados em Romanos 11: 24:
“Pois se fostes cortado da que, por natureza, era oliveira brava, e contra a natureza enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!”
E, agora, em uníssono, proclamam a perpetuidade da Lei, dada no Sinai, e a fé de Jesus.
A referência aos dois candeeiros também aponta para o povo judeu israelense, espargindo a sua luz como se fosse uma igreja cristã, após sua conversão ao Cristianismo, e para a Igreja triunfante, iluminando as nações após a união da Igreja com o Estado, uma vez que em Apocalipse 1: 20 o termo candeeiro é referido como sinônimo de igreja, como segue: “... Os sete candeeiros são as sete igrejas”.
As duas testemunhas representam, originalmente, os dois Testamentos da Bíblia, conforme João 5: 39:
“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de mim”.
Vestidas em pano de saco significa que terão sua difusão prejudicada principalmente com relação a verdade de Jesus como o Filho de Deus e a perpetuidade de Sua Lei.
As Escrituras, no entanto, para dar seu testemunho nesta hora de provação precisam tanto das primícias, como da Igreja triunfante, que por isso serão perseguidas pela Igreja oficial da NOM.
Continuando em Apocalipse 11: 5, temos:
”... se alguém pretende causar-lhe dano, sai fogo de sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretende causar-lhes dano, certamente deve morrer”.
A Palavra de Deus está cheia de advertências contra os seus atacantes, como em Apocalipse 22: 18-19:
“Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhe fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”.
Mas aqui a referência é direcionada às duas representantes de Deus na Terra nesta hora terminal: a Igreja triunfante, formada pelos cristãos gentios e as primícias, formada pelos cristãos judeus remanescentes em Israel. Todos os seus atacantes estarão com os dias contados.
O castigo previsto em Apocalipse 11: 5 se aplica de uma forma geral a todos aqueles que por sua influência levam os homens a considerar levianamente as Escrituras e a santa Lei de Deus, em particular. As testemunhas de Deus, neste momento, serão revestidas do poder de Deus (o Espírito Santo) como aconteceu nos dias do profeta Elias e de Moisés, como diz o verso 6:
“Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a Terra com toda a sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem” - Apocalipse 11: 6.
Mesmo testemunhando vestidas de pano de saco, o seu poder não será menor do que o exercido por Moisés e Elias.
Mas depois de testemunharem sob severa perseguição pelos 42 meses de Apocalipse 13: 5, após a união da Igreja com o Estado, o encerramento da pregação da Palavra de Deus se dará por ocasião do fechamento da porta da graça, quando será concluído o testemunho que devem dar, e serão consideradas ‘mortas’ por ocasião do decreto de morte para os filhos de Deus, segundo Apocalipse 11: 7-8:
“ Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá e as matará. O seu cadáver ficará estendido na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado”.
Como neste período não haverá mais vítimas fatais, as palavras “as matará” se referem as testemunhas originais, traduzindo o fato da Lei de Deus deixar de fazer qualquer sentido para o ímpio, nesta hora profética. Com certeza muitas Bíblias serão queimadas em praça pública, como aconteceu na Revolução Francesa.
CAPÍTULO 4 - O PROTÓTIPO
A França e a Revolução Francesa foram identificadas como a besta que surge do abismo devido à maneira como fizeram guerra contra a religião e à Bíblia, no passado, quando ficaram espiritualmente como Sodoma e como o Egito. Aquela experiência, porém, não será mais do que uma tênue sombra da situação do mundo no final de sua história.
Assim como a corrupção de Sodoma e a incredulidade do Egito havia se estendido por toda a sociedade francesa, uma sociedade ímpia e incrédula atual permitirá a Satanás declarar guerra aos justos, à Bíblia e à santa Lei de Deus.
Quanto à besta que surge do abismo, ou seja, o papado unido com a política, esta surgirá sob a tutela caótica da NOM, para lutar contra as Escrituras, como revela a Palavra de Deus:
“Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso” - Apocalipse 16: 13-14.
Será desta forma que o papado, aliado com o Protestantismo americano apostatado e sob a égide do Espiritismo que se encontra entrincheirado dentro das Nações Unidas, buscará convencer os reis do mundo inteiro a se unirem com Satanás nesta obra de anulação completa das Escrituras e do extermínio dos justos, a exemplo do que ocorreu durante o período da Revolução Francesa.
Como os justos ficarão sem a menor condição de defesa, o Cordeiro lutará por eles. Assim como Miguel lutou ao lado das primícias, defenderá também seus escolhidos entre as nações, conforme é mencionado em Apocalipse 17: 14.
“Pelejarão eles contra o Cordeiro e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele”.
Capítulo 5 - A MORTE E RESSURREIÇÃO DA VERDADE
Em João 14: 6 Jesus testifica: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida”. Em João 1: 1 Jesus é apresentado como o verbo porque nEle estão incorporados todos os tesouros da Palavra de Deus.
A supressão das Escrituras, neste caso, pode ser entendida como comparável com a crucifixão do Senhor, na Sua forma escrita, conforme Apocalipse 11: 9:
“Então, muitos dentre os povos, tribos, língua e nações contemplarão o cadáver das duas testemunhas, por três dias e meio, e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados”.
E, assim, o mundo observará esta guerra contra a Palavra de Deus, contra a Sua Lei, em particular e não falará de outra coisa, por três dias e meio literais.
Sim, os seguidores da besta se alegram com a supressão das Escrituras e comemoram o fato fazendo festas e enviando presentes uns aos outros. Defendem sua posição, dizendo que as questões de fé só trouxeram tormento à humanidade, conforme Apocalipse 11: 10:
“Os que habitam sobre a Terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas (Novo e Antigo Testamentos) atormentaram os que moram sobre a Terra”
Assim os ímpios buscam aliviar as suas consciências, entregando-se à folia. Pensam que estão no controle com suficiente poder para mudar os tempos e as leis de Deus. A história, contudo, ainda não terminou, pois Apocalipse 11: 11-12 acrescenta solenemente que:
“Depois dos três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos os contemplaram”.
Saltando para Apocalipse 11:19, podemos observar de onde saíram as tábuas da Lei que serão vistas no céu e o clima gerado pelas mesmas:
“Abriu-se, então, o Santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no Seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”.
As tábuas da Lei serão abertas nesta ocasião para mostrar os dez preceitos de forma tão clara que todos poderão ler, varrendo-se de todas as mentes as trevas da superstição e heresia.
Os inimigos da Lei de Deus, desde o ministro até ao menor dentre eles terão nova concepção da verdade e do dever.
Tarde demais eles verão a verdadeira natureza dos dogmas papais e o fundamento arenoso sobre o qual estiveram a construir, em segui-los. E, para completar, diz Apocalipse 11: 13:
“Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, nesse terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu”.
Esta cidade, segundo Apocalipse 17: 18 é Roma. A décima parte deve envolver o Vaticano, sede do papado. E, para confirmar, a sua queda abrupta foi profetizada em Apocalipse 18: 21, da forma como segue:
“Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada”.
Apocalipse 11: 14 encerra a sexta trombeta, dizendo: Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai”.
Sim, assim chega a conclusão do drama do pecado, na Segunda Vinda de Jesus, anunciada na sétima trombeta.
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