terça-feira, 2 de julho de 2019

O JUÍZO DOS VIVOS - PARTE 3


O JUÍZO DOS VIVOS -  PARTE 3
P.R.F. Franz
A MEDIÇÃO DO ALTAR 

Introdução

Em função da altura profética correspondente ao juízo dos vivos, a medição do altar só pode significar a medição da instituição Igreja, no caso, de Laodiceia, na forma como ela é abordada na concepção dos sete selos. 
Como na versão bíblica dos sete selos transparece, à primeira vista, um futuro diferente do almejado para qualquer instituição religiosa da atualidade, os comentaristas existentes geralmente pecam pela superficialidade de suas abordagens ou por não ficarem de acordo com o conjunto dos livros sagrados. Buscaremos cobrir esta lacuna, oferecendo uma compreensão mais exata dos textos, sem nos perder em detalhes desnecessários, nem deslocá-los de seus contextos.
Nesta terceira parte da análise do juízo celestial, abordaremos a forma como Deus julga o último segmento do Seu povo na Terra: a Sua Igreja militante. Veremos que Ele não passa por alto o Novo Estado Judeu, também erguido maravilhosamente pelo Senhor.
Como a inspiração revela sete fases pelas quais o povo de Deus deve passar a partir da abertura do tribunal celeste até a vitória final, vamos examiná-las para saber onde nos encontramos e o que podemos esperar destas instituições eclesiásticas, até o momento em que Cristo venha buscar seus escolhidos, quando o céu ficará vazio, conforme Apocalipse 8: 1:

“Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve “silêncio no céu cerca de meia hora”
Segundo a escala de Ezequiel 4: 7, uma hora profética corresponde a 15 dias literais. Basta dividir 360d/24hs. Meia hora corresponde a 7,5 dias, e quase meia hora, a uma semana literal. Obs.: o mês bíblico tem 30 dias. 
        Este período obtido para o sétimo selo é igual ao da festa das colheitas do antigo Israel que, apesar de ser realizada para lembrança de sua libertação do cativeiro egípcio, não passava de uma sombra que apontava para a colheita final da Terra, após o cativeiro do pecado.
Assim é que, por uma semana o céu ficará vazio por conta do resgate de todos os santos da História da Humanidade, os quais serão levados para lá, conforme a promessa de João 14: 1-3:
“... Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e, vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também”.

De acordo com Apocalipse 20: 4 os justos permanecerão no céu por mil anos, após a primeira ressurreição, participando de outro tribunal, no qual serão estabelecidas as sentenças para os ímpios. 
Mil anos é o tempo previsto para a regeneração do potencial produtivo da Terra, danificado por seis mil anos de pecaminosa ocupação.
        
Quanto ao sexto selo, ninguém duvida que o mesmo revele eventos extraordinários ligados com as vésperas da Segunda Vinda de Jesus, pois que nele “o céu recolheu-se como um pergaminho, quando se enrola...” - Apocalipse 6: 14.

E, também porque este selo inclui o derradeiro desespero dos ímpios, nesta hora fatal:
“Os reis da Terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo o livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro” - Apocalipse 6: 15-16.

Finalmente uma inquietante pergunta encerra o sexto selo: “Quem subsistirá”? Apocalipse 6: 17
Antes de examinarmos a resposta para essa interrogação, que se encontra em Apocalipse 7, vamos discutir, rapidamente, o conteúdo das revelações contidas na abertura dos cinco primeiros selos, descritos em Apocalipse 6: 1-11. 
      
CAPÍTULO 1 - O primeiro selo

Para nos situarmos, historicamente, no contexto do primeiro selo (Apocalipse 6: 1-2), precisamos nos reportar à abertura do tribunal, no Santíssimo, onde a cena foi introduzida por uma voz que disse a João:
      “Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer ‘depois destas coisas’”. Apocalipse 4: 1.
       Fica claro que o ponto de vista de João é o do céu, onde se encontra o tribunal do Altíssimo. Mas, o que significaria a expressão: “depois destas coisas”? Para sabê-lo, precisamente, basta voltarmos ao Apocalipse 1: 19 que divide o primeiro alinhamento do livro das Revelações em apenas três partes, como segue:
       “Escreve, pois, as coisas que viste (o verbo, no passado, aponta para a visão de Cristo glorificado que João acabara de ver, no primeiro capítulo); e as que são (O verbo, no presente, está falando das sete igrejas que já estavam estabelecidas na Ásia Menor, citadas nos capítulos dois e três, visando resumir as sete fases pelas quais se dividiu a Igreja primitiva, ao longo dos séculos), e as que hão de acontecer depois destas” (o verbo no futuro se reporta ao juízo de Deus, iniciado a partir do capítulo 4. Esse capítulo trata basicamente da instalação deste tribunal. Parênteses acrescentados.
O capítulo 5 do Apocalipse revela aspectos do juízo individual iniciado pelos mortos e que ainda se encontra em andamento. Este será o tema tratado na próxima exposição. O capítulo 6 refere-se ao julgamento do povo de Deus, coletivamente, partindo da última igreja, indo até a volta de Jesus. 
Como não temos outras fases neste primeiro alinhamento, o tempo focado na abertura dos sete selos deve iniciar a partir das seis primeiras igrejas porque a última, deve também ser incluída nas “coisas que hão de acontecer depois destas”, devido ao significado do seu nome: povo do juízo ou povo julgado, sendo ela, portanto, a igreja ‘sub judice’ a partir da abertura do primeiro selo. Isto posto, vamos a abertura do primeiro selo.

“Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer” - Apocalipse 6: 1-2.

Os seres viventes, conforme Ezequiel 10: 15 são querubins que atuam junto ao trono de Deus. Zacarias 10: 3 nos ajuda a entender o significado de um cavalo, na profecia. Tratando de assuntos específicos para este tempo profético, ele diz:

“O Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará desta o Seu cavalo de glória na batalha”.
Esta mudança de estratégia se dará na abertura do segundo selo, como veremos; neste momento, porém, ele nos ajuda a entender o significado do cavalo branco.
Assim como no texto de Zacarias a casa de Judá é comparada a um cavalo de glória na batalha, entendemos que para Deus, a primeira fase da Igreja de Laodiceia seja como um cavalo branco, onde a cor branca representa o caráter sem mancha do povo de Deus no tempo dos seus pioneiros.

O cavaleiro do primeiro selo, isto é, o administrador da Igreja de Laodiceia se manifestou equipado para dar início ao último movimento de evangelização do mundo, recebendo a coroa da salvação das mãos do Cordeiro que se encontra no céu abrindo os selos, visando compartilhar a coroa da vitória entre as nações. Ora, se o Cordeiro está dando uma coroa de glória para o cavaleiro do cavalo branco, Ele não pode ser esse cavaleiro, como muitos pensam, mesmo porque no tempo em que esteve na Terra Ele recebeu uma coroa de espinhos e não de glória.
A declaração de que ele saiu vencendo e para vencer nos ensina que esta obra envolve uma grande e vitoriosa campanha missionária e que Deus fará de sua última igreja também um cavalo de glória na batalha.

Podemos, assim, imaginar o sólido começo da Igreja remanescente, quando começou a ser julgada, e que ainda se encontra militando em seu esforço mundial de pregação do Evangelho eterno, conforme é requerido em Apocalipse 10: 11:

“É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.
A igreja do povo julgado, portanto, goza ainda de liberdade para pregar e continua “vencendo e para vencer”, ganhando almas para o reino de Deus através do rádio, da internet, da TV, do púlpito e da página impressa, exatamente como diz a mensagem do primeiro anjo, em Apocalipse 14: 6 que vê essa mensagem ‘voando pelo meio do céu’, distribuindo o evangelho eterno em todo o mundo, conforme profetizado em Mateus 24: 14:       “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”
Dado a amplitude desta obra que parte do juízo dos mortos, iniciado em 1844, conforme Daniel 8: 14, com a incumbência de levar o evangelho a todo o mundo, a duração deste selo é muito maior do que o somatório de todos os demais, que são dedicados ao juízo dos vivos. Daí dizer-se que os últimos eventos serão muito rápidos.
Dentro deste período correspondente ao primeiro selo ocorreu a providencial independência do Estado de Israel, em 1947/48, que rebrotou, como uma figueira nova, para marcar o início da última geração da Terra, conforme Mateus 24: 32-35 e para, no devido tempo, iluminá-la, como diz Isaías 60: 1-3, o que somente será possível após a abertura do segundo selo.
O Novo Estado Judeu, porém, desviando-se para o secularismo, se transformou numa potência mundial, sem contribuir para a conclusão da obra de Deus, como o esperado. Jesus Cristo, o autor do milagre do seu renascimento em 1948, não é nem mesmo reconhecido pela maioria, e vem sendo desprestigiado pela liderança política e religiosa da nação. Tal situação trouxe a seguinte questão para o Filho de Deus, registrada em Isaías 66: 9: “Eu que fiz nascer, fecharei a madre?” A resposta é não, porque o Senhor Jesus não patrocina fracassos! A solução será substituir a atual liderança político-religiosa por um Governo teocrático, o que somente será possível mediante a destruição parcial da nação para permitir o surgimento da nova administração, já existente mas sem poder cumprir com os desígnios de Deus.
Esta problemática, exposta em Isaías 66 é a que vamos abordar no âmbito do segundo selo.
CAPÍTULO 2 -- O SEGUNDO SELO
“Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem! E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada” - Apocalipse 6: 3-4.
A paz, gozada por tanto tempo pela igreja cristã, em quase todo o Ocidente, facilitou o desenvolvimento da Igreja de Laodiceia na escala mundial. No entanto, com o transcorrer do tempo, os novos líderes se afastaram tanto do que foi programado pelos fundadores sob evidente orientação divina, que exigiu a implantação de uma nova estratégia.
Vejamos a razão alegada pelo profeta Zacarias para introduzir a casa de Judá nas profecias do tempo do fim. Após considerar em Zacarias 10: 1 sobre a falta do Espírito Santo em Laodiceia, ele conclui: 
         “Não adianta vocês consultarem os ídolos ou os médiuns pois eles só dizem bobagens e mentiras. Os que explicam sonhos são falsos e as suas palavras de consolo não ajudam nada. Por isso o povo vive aflito e anda sem direção como ovelhas que não têm pastor” - Zacarias 10: 2 - NTLH.
Devido a este fracasso da maioria dos pastores atuais em conduzir as Suas ovelhas Deus resolve preparar Judá para realizar Sua última e gloriosa missão, a de ajudar no preparo das nações para o juízo da terceira fase. Ouçamos a Sua voz, através de Zacarias:
        “Contra os pastores se acendeu a Minha ira, e castigarei os bodes guias; mas o Senhor dos Exércitos tomará ao Seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará dela o Seu cavalo de glória na batalha” - Zacarias 10: 3.
Antes, porém, de ser usada como um povo santo ao serviço do Senhor, a casa de Judá deverá passar por um duro processo de purificação espiritual anunciado na dramática experiência do segundo selo, quando Deus usará Sua grande espada (Isaías 66: 15-16), “e serão muitos os mortos da parte do Senhor”.
Zacarias 13: 8-9 confirma estes trágicos resultados que serão obtidos nas sangrentas batalhas que se aproximam da nação eleita, como dignas de um filme de ação:
    “Em toda a terra (de Israel), diz o Senhor, dois terços dela serão eliminados e perecerão (nas primeiras guerras, ainda futuras, de Israel contra os seus vizinhos islâmicos por conta da progressão de Israel em terras palestinas); mas a terceira parte restará nela. Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro, (quando Israel, vitorioso, mas praticamente sem exército, deverá ainda confrontar uma tropa de duzentos milhões de combatentes, na guerra física do Armagedom, referida em Apocalipse 9: 13-16).
Será então que, sob as fortes pressões de seus insuperáveis inimigos “ela (a semente santa referida em Isaías 6: 13) invocará o Meu nome (diz Jesus), e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus”. Parênteses meus.
Este será, portanto, o processo de provação e purificação final dos 144.000 e de suas respectivas famílias que, contados dentre os sobreviventes de Israel, serão considerados como os primeiros salvos vivos, passando a ser defendidos diretamente por Deus.
“Naquele tempo, Eu vos farei voltar, e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da Terra, quando Eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor” - Sofonias 3: 20.
Este é o destino final de Israel, conforme declarado em Deuteronômio 26:19: 
“Para assim te exaltar em louvor, renome e glória, sobre todas as nações que fez, e para que sejas povo santo ao Senhor teu Deus, como tem dito”
Esta experiência, porém, somente se concretizará no coração daqueles que, diante do confronto inevitável com os exércitos de Gogue, se arrependem de todos os seus pecados, guardam todos os seus mandamentos (Deuteronômio 26: 18) e clamam a Cristo por socorro.
Os tremendos efeitos psicológicos promovidos pela abertura extraordinária deste selo, os quais se propagam online entre as nações, serão como a voz do Senhor pregando um sermão de Sião para sacudir os alicerces da Igreja de Laodiceia no tempo do cavalo preto, cuja terrível missão será a de separar o trigo do joio e a palha do grão.
O remanescente fiel, situado predominantemente no âmbito das igrejas evangélicas em geral, ao compreenderem a gravidade dos tempos proféticos, movidos pelo Espírito Santo arriscam tudo e a própria vida para pregar a mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14. Por seu turno o joio, na sua mornidão crônica, se alinha, discretamente, com a besta (o papado) e o falso profeta (as igrejas desviadas da fé verdadeira, nos EUA), visando não incorrer em sérios prejuízos.

CAPÍTULO 3 - O TERCEIRO SELO

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um denário (esta medida representava um quilo do produto pelo salário de um dia de trabalho); três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” - Apocalipse 6: 5-6. Parêntese meu.  

Enquanto o primeiro selo revela a primeira fase da igreja de Laodiceia na sua arrancada missionária e que ainda se encontra gozando de total liberdade para a conquista de almas e o cavalo vermelho, indicando guerras futuras no Oriente Médio, se prepara para entrar em cena, visando a purificação das primícias dos salvos, em Israel, o cavalo preto configura uma apostasia crescente entre o povo de Deus no Ocidente.
E para erguer o seu povo no Ocidente, Deus promove o selamento dos 144.000 em Israel por meio de uma maravilhosa vitória contra os exércitos de Gogue, para que o segredo dessa vitória seja relacionado com a nova situação de Israel, que continua observando os mandamentos originais de Deus, mas que agora tem a fé de Jesus. Assim, ao mesmo tempo que Deus é glorificado em Israel, os dogmas romanos são responsabilizados pela fraqueza das igrejas.
Neste momento Jesus será vislumbrado junto com as primícias no monte Sião (Apocalipse 14: 1), quando todos compreenderão a condição necessária para a aprovação do justo, explicitamente declarada em Apocalipse 14: 12: 

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”

As razões da vitória será entendida em todos os cantos do planeta como uma promessa de salvação aos que se decidirem seguir o exemplo das primícias, promovendo assim milhões de conversões verdadeiras. Esta virada do jogo já considerado por ganho pelo clero romano o levará a tomar providências radicais para estancar a sangria em suas fileiras. 
E será por meio da mais cruel perseguição, mas sob o estímulo da vitória das primícias em Israel que o mundo será preparado para receber a mensagem da Igreja invisível, porém triunfante com um maior grau de consciência, no grande julgamento dos vivos, durante o período do cavalo preto.
Se a cor branca do primeiro cavalo sugere a pureza da fé, conforme Isaías 1: 18, um cavalo preto, pelo contrário, significa uma corrupção que se generaliza. A balança na mão do cavaleiro é um símbolo evidente do juízo de Deus, o qual estará pesando inclusive os pensamentos humanos, agora com maior justiça.

Atualmente, antes do processo de agravamento da crise futura das igrejas em geral, é difícil determinar quem é fiel e quem tem caído. O ‘trigo’ e o ‘joio’ continuam crescendo juntos, em todas as igrejas. Não será conveniente arrancar o joio porque poderá arrancar-se com ele o trigo.
Nem mesmo será necessário que o povo de Deus execute essa tarefa. O Senhor mesmo a fará por meio dos acontecimentos vindouros.

O joio será ‘peneirado’ no juízo dos vivos, no momento em que a sua sacudidura seja caracterizada pela perseguição do trigo, devido a sua pregação da terceira mensagem angélica que denuncia a Nova Ordem Mundial. Os mornos farão de tudo para evitar que o texto de Apocalipse 14: 9-11 seja propagado, temendo a perseguição.
Eis o conteúdo desta mensagem que, ao ser pregada sob grandes riscos, irá separar o joio do trigo:
“... Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro...”

Neste momento o céu vai considerar como trigo aqueles que, pela fé, se erguerem para denunciar os pecados de Babilônia.

E por interferir no direito à liberdade de consciência, obrigando as pessoas a seguirem orientações confusas e sem a comprovação das Escrituras, toda a NOM será identificada como joio, sendo denunciada pelas agências levantadas por Deus para proclamar a última advertência ao mundo, nos termos de Apocalipse 14.
Será, portanto, esta denúncia contra os poderes das trevas e suas falsas doutrinas, que levará à traumática separação, dividindo o mundo cristão em dois grupos apenas: o das igrejas do joio, que será representada no quarto selo, e o da invisível igreja do trigo, correspondente à parte triunfante da Igreja de Laodiceia, que seguirá operando na forma de pequenos grupos, nas casas de família, como era praticado no tempo da Igreja primitiva.

Quando as igrejas rebeldes aos Dez Mandamentos perseguirem abertamente os filhos de Deus, serão vomitadas, apesar de continuarem com o seu ritual no templo, todavia sem esperança de salvação. Em contrapartida, a igreja invisível será formada pelos grãos bons que, finalmente, serão recolhidos para o celeiro do céu.

Como o ‘cavalo’ simbólico representa um grupo religioso bem definido, tudo indica que as instituições atuais continuarão organizadas, operando normalmente, como aconteceu com o Israel do primeiro século, após a morte de Jesus.

Devemos apenas aguardar o andamento dos acontecimentos. Certamente tudo continuará igual como sempre foi para aqueles que estiverem prontos para defender os interesses da besta, mesmo que de forma dissimulada.

A grande questão será como permanecer fiel a Deus? Ser fiel, neste tempo, irá muito além dos compromissos nas igrejas. Representará o exemplo de uma vida totalmente transformada disposta a se submeter ao teste previsto em Mateus 10: 22:
“Sereis odiados por todos por causa do Meu nome (disse Jesus); aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”.

Os preços do pão da vida, neste momento dramático da História, estarão bem mais caros do que o normal. Quem hoje vacila em pagar o preço da verdade, em todos os seus fundamentos, certamente não o fará quando este estiver dez vezes mais caro.
E assim, a balança que está na mão do cavaleiro do cavalo preto estará pesando consciência por consciência dos que se acham justos entre as nações, sem definir, necessariamente, os contornos físicos de uma igreja legalmente constituída.
Neste tempo, muito próximo ao fechamento da porta da graça, segundo a profecia, as igrejas se unem com o Estado, primeiro nos EUA e depois, pelo resto do mundo cristão, para dificultar a obra final da pregação do evangelho eterno.
Quando, pois, a livre América legislar sobre assuntos de fé, estará dando início à contagem regressiva para este cenário de conclusão do tempo, indicado na profecia de Apocalipse 13: 11 que prenuncia a besta criada semelhante ao cordeiro, falando como dragão.
Quando, pois, os princípios da besta escarlate forem obrigados por lei, a maior parte dos cuidados das igrejas militantes, então sob o juízo divino, será com relação aos assuntos seculares, seguindo-se a crescente escassez de espiritualidade, representada pelos elevados preços dos cereais, conforme mencionado por João.
A voz de Deus, que anuncia o alto custo do trigo e da cevada, também ordena que o azeite e o vinho não sejam danificados. Estes eram os dois líquidos mais preciosos comumente usados como alimento no mundo antigo e que por isso alguns os têm interpretado como os símbolos da fé e do amor.

Tratam-se dos atributos que deverão ser preservados sob a influência do Espírito Santo, pelos chamados, escolhidos e fiéis (Apocalipse 17: 14), em contradição com o materialismo que deverá predominar nas igrejas militantes deste período de provação.       Estes atributos acompanharão aqueles que darão ouvidos ao conselho da Testemunha Fiel e Verdadeira à Igreja de Laodiceia, que encontramos em Apocalipse 3: 18:
“Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres (desenvolvimento da fé e do amor), vestiduras brancas para te vestires (obtenção do caráter e da fé de Jesus), a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos (azeite do Espírito para a compreensão exata de toda a verdade, isenta dos erros infiltrados principalmente pelo papado medieval), a fim de que vejas”.

CAPÍTULO 4 - O QUARTO SELO

“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente, dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado morte; e o inferno o estava seguindo, e foi-lhe dado autoridade sobre a quarta parte da Terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da Terra” - Apocalipse 6: 7-8.
O quarto selo descreve o breve período de angústia que precede ao fechamento da porta da graça e à queda das últimas sete pragas. O recrudescimento das perseguições pela NOM produzirá fome, que resultará na ruína da saúde, trazendo pestilência e morte, com maior exposição dos justos fugitivos ao ataque de animais ferozes, como acontecia na Era Medieval.
Não deve nos Impressionar a rapidez como essas coisas todas acontecerão, uma vez que esta máquina mortífera já vem operando de forma camuflada e está quase no ponto de funcionar plena e abertamente. Este tempo, contudo, será tão breve (Apocalipse 10: 6) quanto necessário para apartar a escória da prata e a palha do grão, por toda a extensão do arraial de Deus. 
Neste período as igrejas militantes continuarão na apostasia voluntária ou na apostasia induzida pela NOM, buscando se harmonizar com a Igreja mãe para garantir a sua autopreservação. Nesta altura dos acontecimentos, já não poderão mais exercer a tarefa que lhes foi designada, o que é indicado pela cor pálida do medo e da morte, estampada no cavalo que, neste caso, estará totalmente incapacitado.
O cavalo com seu cavaleiro representam, portanto, as igrejas desviadas da verdade com os seus líderes comprometidos com Babilônia, e o inferno, ou seja, a sepultura como seu futuro certo. Os seguidores do cavalo amarelo correspondem aos mornos das igrejas que, rejeitando os conselhos de Jesus, se envolvem abertamente na perseguição dos filhos de Deus, seguindo nas pegadas da Igreja mãe.
Estas igrejas continuarão sua obra na mornidão de sempre, mas sem balança (sem a missão de alertar para o juízo), apenas conduzindo seus rebanhos à morte espiritual e eterna.
Em Apocalipse 3: 16-17 na Bíblia na Linguagem de Hoje lemos a mensagem de Jesus para seus líderes:
“Mas porque são apenas mornos, nem frios nem quentes, vou logo vomitá-los. Vocês dizem: ‘somos ricos, estamos muito bem e temos tudo o que precisamos’. Mas não sabem que são miseráveis e desgraçados! Vocês são pobres, nus e ‘cegos’”. Veja a que ponto chega a Igreja de Laodiceia no conceito de Jesus!
É provável que os fiéis sejam expulsos de suas igrejas, mas não tendo um lugar seguro para ir, deverão sofrer e gemer por causa das abominações que serão praticadas no interior dos templos, conforme podemos inferir da experiência ocorrida em Jerusalém, por ocasião do selamento dos 144.000, conforme foi registrado em Ezequiel 9: 4-5:
“E lhe disse: passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela. Aos outros, disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele; e, sem que os vossos olhos poupem e sem que vos compadeceis, matai… até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; começai pelo meu santuário”.
Comparando Jerusalém com a Igreja, como fizemos no princípio, ao que tudo indica chegará o tempo em que o joio dominará o barco da igreja, ao mesmo tempo em que os justos marginalizados estarão sendo selados, apesar de entregues à deriva, como visto em Mateus 10: 16-22.
Neste tempo, situado em um futuro não muito distante e já facilmente previsível, a pregação do verdadeiro evangelho será realizada com sério risco de morte e poucos serão os heróis da fé. Contudo, a comissão dada ao povo remanescente, para transmitir a terceira mensagem angélica será ouvida na forma de um alto clamor por todo o mundo, onde, como diz Mateus 24: 13:
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”


CAPÍTULO 5 - O QUINTO SELO

“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue, dos que habitam sobre a Terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda ‘por pouco tempo’, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que ‘iam ser mortos’ como igualmente eles foram” - Apocalipse 6: 9-11.
O tempo da Igreja representada pelo cavalo amarelo será compartilhado com o tempo da Igreja triunfante, que estará disposta a pagar o preço que for necessário para defender a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel entre as nações, em uma notável extensão à obra das primícias, conforme argumentado em Isaías 11: 11-12:
“Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo... levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da Terra”.

Informações fidedignas informam haver mais de um milhão de judeus messiânicos espalhados pelo mundo em diferentes condições sociais. Eles ainda serão chamados para habitar em Israel, mas não farão parte dos 144.000, os quais tiveram uma experiência exclusiva com o seu Deus e habitarão para sempre com Ele em Jerusalém.
Para os Seus filhos que restam no âmbito das nações, Jesus faz os seguintes alertas e recomendações:
“Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos: sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens, porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por Minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. E, quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho. Filhos haverá que se levantarão contra os progenitores, e os matarão -  Mateus 10: 16-21.
Com relação aos mortos deste período, há um clamor por vingança. Deste ponto de vista, o altar apresentado neste quadro profético refere-se ao altar de sacrifícios do Santuário construído por Moisés onde Jesus Cristo e, por extensão, os mártires de todos os tempos foram ali representados.

Como o sangue daqueles animais inocentes era derramado na base do altar (Levítico 4: 7) e, considerando que a vida da carne está no sangue (Levítico 17: 11), as almas ou vidas daqueles que se oferecem em martírio podem ser consideradas como estando debaixo do altar.

A simbolização do quinto selo visa encorajar aqueles que enfrentarão martírio e morte, no futuro, para que possam contar com a certeza de que, a despeito do aparente triunfo do inimigo, a justiça divina será feita, e o sacrifício deles, logo recompensado, como assegura Apocalipse 14: 13:
“Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”.
Estas ‘almas’ certamente não são espíritos desencarnados de mártires falecidos, pois que isso não seria compatível com as demais Escrituras. E, também, não existem almas jazendo debaixo de um altar no céu. Trata-se apenas de uma representação simbólica destinada a ensinar a lição espiritual que acabamos de receber.
Em síntese, o quinto selo se refere a dois grupos de mártires: os mártires do passados, que clamam no verso 10, e o dos que ainda serão martirizados sob a influência da grande Babilônia (Apocalipse 6: 11 e 17: 6), representada pela união das igrejas corruptas com a política. Os últimos mártires tombarão no bom combate, pregando a advertência do terceiro anjo contra a besta e o seu sinal, como vimos no terceiro selo.
Não devemos confundir a ocorrência de mortes neste período com o decreto universal de morte que ocorrerá sob a sexta praga, pois que lá os justos serão libertados das consequências daquele decreto, pela voz de Deus (Feito está!) que será ouvida no início da sétima praga.
O sangue dos últimos mártires só será derramado antes do fechamento da porta da graça como estímulo aos que se encontram no vale da decisão. Porque só assim poderá ser preparado o caminho para a remoção dos filhos de Deus que ainda se encontram em Babilônia.
De acordo com o exposto, os primeiros cinco selos proporcionarão uma visão panorâmica do juízo de Deus, a partir de 1844 até ao fim do tempo da graça.

A relação do quinto selo com as pragas conecta os mártires deste período com a justiça divina. A sua súplica: “Até quando Senhor não julgas e nem vingas o nosso sangue”? (Ap. 6: 10) é respondida quando Cristo veste Suas ‘vestiduras de vingança’ no fim do tempo da graça, conforme dizem as segunda e terceira pragas.
Após a revelação de que as águas do mar e dos rios se tornam em sangue, disse o anjo das águas:
“Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; Porquanto derramaram sangue de santos e de profetas também sangue Lhes tens dado a beber; são dignos disso”.  Apocalipse 16: 3-6.

Esta é uma clara indicação de que as sete últimas pragas se encaixam após o quinto selo e antes do sexto.
 
      CAPÍTULO 6 – QUEM PODERÁ SUSTER-SE?

O sexto selo faz alusão a um grande terremoto, mas não é o referido na sétima praga como sendo o maior de todos os tempos e que descreve o início da queda fulminante da grande Babilônia. O sexto selo marca a véspera do retorno de nosso Senhor, quando, entre relâmpagos e trovões todos os montes e ilhas serão movidos de seus lugares. Jesus em Mateus 24: 29 relacionou estes mesmos sinais com a Sua Segunda Vinda: 
“Os poderes do céu serão abalados, isto é, o sol se torna negro como saco de crina, a lua toda como sangue, e as estrelas do céu caem pela terra”, pouco antes que o céu se recolha como um pergaminho que se enrola.
Isaías 13: 6-11 pinta o quadro que caracteriza o futuro juízo de Deus sobre as nações gentias e explica as razões de Deus para os flagelos:
“Uivai, pois está perto o dia do Senhor; vem do Todo-poderoso como assolação. Pelo que todos os braços se tornarão frouxos, e o coração de todos os homens se derreterá. Assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e terão contorções como a mulher parturiente; olharão atônitos uns para os outros; os seus rostos se tornarão rostos flamejantes. Eis que vem o dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a Terra em assolação, e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol logo ao nascer se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz. Castigarei o mundo por causa da sua maldade, e os perversos por causa da sua iniquidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos”.
É neste clima de total apavoramento dos ímpios habitantes da Terra que o sexto selo termina, dizendo:
“Quem poderá subsistir aos flagelos do último dia?” - Apocalipse 6: 12-17.
João abre um parêntese em Apocalipse 7 para dizer quem sobreviverá nestas condições. A sua resposta para esta inquietante pergunta descreve dois grupos de sobreviventes pertencentes à Igreja vitoriosa:
• Um grupo menor, constituído pelos 144.000 de todas as tribos de Israel, 12.000 de cada tribo, que passaram pelo tempo de angústia como nunca houve – Daniel 12: 1, e
• Uma multidão inumerável de todas as nações, que também passa por uma grande tribulação, só que por um período bem menor.
Apesar da existência destes dois grupos ser bem definida em Apocalipse 7, tem havido dúvidas sobre esta questão, talvez porque a nação de Israel só tenha renascido em 1948, e até lá ninguém valorizava o retorno de Israel para o cenário mundial e, de lá para cá, ninguém se interessou em desfazer esse engano e muitos, pelo contrário, surgiram para mistificá-lo.
Atualmente, se não houvesse a possibilidade de uma aplicação direta, poderíamos continuar ‘interpretando’ os fatos contidos no parêntese explicativo de Apocalipse 7 como se tratando de símbolos, o que evidentemente contraria todas as regras de hermenêutica ou seja, de interpretação da Bíblia, as quais asseguram que só devemos considerar como simbólico aquilo que não tem nenhum sentido literal. E neste caso do que é simbólico deve-se interpretá-lo com base nas Escrituras e não por meio de meras conjecturas.
Este capítulo está tratando de diferenciar dois grupos: um de judeus e outro de gentios, não fazendo sentido juntá-los dizendo que os 144.000 sejam também gentios, ou judeus espirituais.
E como prova de que eles constituem um grupo diferente, são apresentadas as características geográficas peculiares deste pequeno grupo:

“Olhei e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele os 144.000, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai”. Apocalipse 14: 1.
O fato dos 144.000 apresentar na fronte o nome do Cordeiro tem dificultado relacioná-los com o atual Israel, que reconhece apenas o Pai como Deus. Quando, porém, consideramos que este pequeno grupo se refere aos que escaparão das guerras futuras contra Israel, e que permanecerão em Jerusalém agradecidos pela intervenção de Jesus, esta dificuldade é removida e o texto passa a fazer sentido.
Segundo os textos sagrados, será somente sob a pressão de seus terríveis inimigos que virão da vizinhança, e depois do Oriente e do Norte, que a parte ainda não convertida deste pequeno remanescente da nação judaica se converterá às Escrituras do Novo Testamento. Em Isaías 6: 11-13, o profeta questiona a Deus: até quando Israel ficaria sem entendimento? “Ele respondeu: até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra fique de toda assolada e o Senhor afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo. Mas se ainda ficar a décima parte dela tornará a ser destruída. Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derrubados, ainda fica o toco, assim a semente santa é o seu toco”.
Não estamos, portanto, tratando da nação israelita atual, mas de um remanescente do remanescente dela, inscrito ou selado entre os que permanecerão vivos em Jerusalém e que nela sobrevivem somente pelo poder de Deus.
O profeta Zacarias, falando desta restauração espiritual dos filhos de Israel, condição indispensável para o seu selamento, apresenta uma série de fatos encadeados. No capítulo doze diz, primeiramente, que Jerusalém será sitiada e que contra ela se ajuntarão todas as nações da Terra. Todas as nações ficarão contra mas inicialmente apenas as da vizinhança lhe farão guerra, como nos acrescenta o verso 4:
“Naquele dia Deus porá os chefes de Judá como braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor” Zacarias 12: 4.
Será sob a pressão extraordinária desta circunstância peculiar que os poucos sobreviventes destas lutas se converterão a Jesus, experimentando um segundo Pentecostes, o da chuva serôdia, descrita em Zacarias 12: 10:
“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a quem traspassaram; pranteá-Lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora pelo primogênito. ”
E Zacarias 13:1 conclui:
“Naquele Dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza”.
Aqui Israel alcança cumprir a profecia de Daniel 9: 24 que diz:
“70 semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados...”.
Este é o pré-requisito para o selamento das primícias. E na metade da semana citada em Daniel 9: 27, que trata de uma interrupção violenta no ritual do culto judeu pelo papado, que introduz abominações (observância do domingo) que tornam o santuário desolado, “até que a destruição que está determinada se derrame sobre ele”.
Esta passagem está em harmonia com a que foi profetizado em Daniel 12: 11 que, tratando da mesma abominação desoladora, se articulada com Apocalipse 7: 1-8.
Apocalipse 7: 9-10, seguindo este raciocínio, dizendo: “Depois destas coisas, (do selamento das primícias) vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” Parêntese e negrito acrescentados.
Os versos 13 e 14 identifica o segundo grupo:
“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: são estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”.
Esta grande multidão portanto não pode representar os salvos de todos os tempos pois que Apocalipse 7: 14 diz que ela “... Vêm da grande tribulação…”, subsistindo ao drama da última crise. 
Se considerarmos a hipótese de que os seis últimos selos ainda estão no futuro e que concernem ao final da última geração dar-nos-emos conta de que estamos vivendo ainda sob o primeiro selo até que chegue a guerra física do Armagedom, no Oriente Médio, destinada a tirar a paz da terra de Israel, prevista no segundo selo. E que, depois dela, os últimos acontecimentos serão realmente muito rápidos.

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