terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A Luta do Dragão Contra o Remanescente






“NINGUÉM DEVE PRETENDER TER TODA A LUZ QUE HÁ PARA OS FILHOS DE DEUS. O SENHOR NÃO TOLERARÁ ISTO. ELE DISSE: ‘EIS QUE DIANTE DE TI PUS UMA PORTA ABERTA E NINGUÉM A PODE FECHAR’. MESMO QUE TODOS OS NOSSOS DIRIGENTES RECUSEM A LUZ E A VERDADE, ESSA PORTA AINDA CONTINUARÁ ABERTA. O SENHOR SUSCITARÁ HOMENS QUE DARÃO AO POVO A MENSAGEM”. (1)


TESTEMUNHOS PARA MINISTROS E OBREIROS EVANGÉLICOS, P. 107.


                                           INTRODUÇÃO
É com alegria e preocupação que apresentamos nossa versão, pessoal e independente, sobre a luta mortal a ser travada entre as forças do dragão (de Satanás – Apocalipse 12: 9) e as do Israel espiritual – Apocalipse 12: 17 – mormente após a guerra do Armagedom.

     Com alegria porque estamos já no final do caminho, e bem impressionados com o alinhamento dos  fatos proféticos, desenvolvidos no TEMA I.

E preocupados porque apesar destes fatos terem sido registrados na Bíblia há muito tempo, a maioria dos professos seguidores de Jesus “não possuem maior compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido reveladas”. (2).

Em face desta censura, extraída do Espírito de Profecia, buscaremos explicitar nossa apreensão dos fatos proféticos no sentido de facilitar a pesquisa daqueles remanescentes que, embora interessados na verdade presente, enquadram-se na reprimenda mencionada. Não pretendemos a certeza absoluta, mesmo porque a verdade é surpreendentemente crescente como a luz da aurora e nem que aceitem nossas anotações. Apenas que, motivados a partir delas, busquem enxergar ainda mais além.

Temos convicção de que uma das razões do enfraquecimento de nossa fé, em grande parte, seja motivada pela dificuldade que temos de acompanhar o desencadeamento das últimas profecias, por meio da comprovação Online das mesmas. Como acreditamos nas palavras de Salomão de que “não havendo profecia o povo se corrompe” – Provérbios 29: 19, no intuito de ajudar, nos encorajamos em dar prosseguimento neste trabalho.

Esperamos dois tipos de reações: de agradecimento, pelo provimento de uma base sustentada pelo Espírito de Profecia e pela Bíblia, motivadora de um estudo pessoal mais proveitoso das Escrituras, ou aquela motivada pela desconfiança gerada pelo fato do mensageiro não apresentar as credenciais de um curso formal de teologia.

Em ambos os casos agradeceríamos pelas críticas sinceras. Teremos prazer em corrigir todas as interpretações erradas ou fora de contexto e, mesmo, remover as duvidosas. Também julgamos natural que os fatos ainda futuros possam trazer surpresas e exigir ajustes. O mais importante, acredito, será ver a fé crescer pelo testemunho vivo do cumprimento profético. Creio que apesar de precisarmos ter muito cuidado para não criar falsas expectativas, o Senhor nos deu as profecias para que pudéssemos crescer correndo este risco com responsabilidade.

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            1.      A luta do dragão contra o remanescente
     1.1 – As cinco primeiras etapas
O capítulo doze do Apocalipse relata seis etapas do combate entre o bem e o mal. Vamos apenas referir de passagem as cinco primeiras para nos concentrar na sexta que é anunciada no verso dezessete: a luta do dragão contra o remanescente da Igreja, que, por seu turno, acha-se detalhada no capítulo treze, a partir do verso onze. Esta etapa nos interessa de forma particular porque, como cristãos remanescentes, deveremos viver esta experiência.
O Apocalipse doze revela, a partir do verso sete, que a grande controvérsia se originou no céu. Leiamos até ao verso nove:
Houve peleja no céu. Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia não prevaleceram, nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele os seus anjos”. Esta é a primeira etapa. Miguel é Jesus, o vencedor.
Apocalipse 12: 4-5 apresenta a segunda etapa: quando Cristo homem nasceu. Havia uma mulher que estava grávida e ia dar à luz a um filho varão:
“... e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar a luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono”.
Quem tratou de matar a Cristo quando este nasceu? Foi o dragão (Apocalipse 12: 9), por meio de sua quarta cabeça perseguidora (Apocalipse 12: 3): Roma Pagã, que surgiu na sucessão de Babilônia, Medo Persa e Grécia. Este quarto Império mundial perseguidor do povo de Deus usou, por sua vez, Herodes. Satanás quis desforrar-se, mas foi derrotado pela segunda vez. Cristo volta para o céu, diz o texto sagrado.
A terceira etapa foi quando Cristo venceu Satanás na cruz, conforme Apocalipse 12: 10: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso do céu o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”.
White explica essa passagem em conexão com João 12: 30-33 onde diz claramente que esse segundo lançamento fora do céu, foi quando Jesus morreu:
Então, explicou Jesus: não foi por Mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim mesmo. Isso dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer”.
Os versículos onze e doze de Apocalipse 12 confirmam o discernimento de White:
“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isto, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”. (Grifos acrescentados).
Deveras, quando Cristo exclamou na cruz: está consumado, o reino da Terra já não mais pertencia a Satanás; Cristo arrebatou-o de suas mãos, após a ressurreição, dizendo:
“Toda a autoridade me foi dada no céu e na Terra”. Mateus 28: 18.
Assim, ferido mortalmente na cabeça, o diabo deixou de ser o representante deste mundo, perdendo, por isso, o acesso que tinha ao céu, nesta segunda expulsão, a definitiva.
Compreendendo, o diabo, que perdera a luta decisiva e a representação deste mundo, insatisfeito por ter falhado em destruir a Cristo, o descendente da mulher (Gênese 3: 15), pensou em destruir a Igreja por Ele constituída, vestida de sol (ver Salmos 104: 1-2). Esta nova estratégia satânica vai definir a quarta etapa que se encontra em Apocalipse 12: 13:
Quando, pois, o dragão se viu atirado para a Terra (pela segunda vez), perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão”. Encaixa-se aqui o versículo 12: Ai da Terra! Parênteses acrescentados.
Notemos, entretanto, que o escape da mulher, foi logo providenciado, no verso 14:
“E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.
Deus levou Sua igreja, para um lugar seguro, da mesma forma como fez com o povo de Israel em Êxodo 19: 4: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a Mim”.
Este período simbólico anunciado no verso quatorze pode ser definido por meio de uma passagem paralela em Apocalipse 12: 6 que diz:
A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem por mil duzentos e sessenta dias”.
Logo, um tempo, tempos e metade de um tempo corresponde aos mil duzentos e sessenta dias. Esta linguagem simbólica utilizada no verso quatorze, no entanto, nos permite considerar os dias em pauta como proféticos, e neste caso transformá-los em anos, conforme Ezequiel 4: 7: “Quarenta dias te dei, cada dia por um ano...” (Grifo acrescentado). A História Universal confirma o raciocínio, situando este período entre 538 AD quando a Igreja Católica (a quinta cabeça do dragão) assumiu oficialmente a liderança mundial da cristandade e 1798 AD quando, nas guerras napoleônicas, o papado deixou oficialmente de existir.
 Próximo ao final deste longo período de 1260 anos havia ainda muitos que resistiam ao persistente esforço do dragão, escondidos nas grotas das montanhas e nos desertos da Europa. A serpente usou então as multidões como um dilúvio para afogá-los para sempre, o que vem a constituir a quinta etapa, descrita em Apocalipse 12: 15:
Então a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio”. As águas, na linguagem profética, significam as multidões europeias, conforme Apocalipse 17: 15:
“Falou-me, ainda: as águas que viste, onde a meretriz está assentada são povos, multidões, nações e línguas”.
E quando parecia que os filhos de Deus iriam perder a luta desigual, algo maravilhoso aconteceu:
A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca”. Apocalipse 12: 16.
A terra, neste contexto, representa o lugar para onde fugiram os remanescentes que estavam por entrar em extinção na Europa. Eles fugiram para os Estados Unidos da América (EUA), uma nação justa estabelecida providencialmente por Deus, para dar refúgio aos perseguidos do Velho Continente. Os EUA vieram a representar a terra da liberdade para eles, um lugar no Novo Mundo onde a Igreja fora separada do Estado para proteger não só os peregrinos europeus como os de todo o resto do mundo que para lá migrassem em busca de viver de acordo com os ditames de suas próprias consciências.
Finalmente a Bíblia segue dizendo, no verso dezessete que Satanás ficou muito irado porque o remanescente fiel a Deus conseguiu escapar de sua perseguição:
“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. (Grifo acrescentado).
Esta é, portanto, a Sexta etapa, que nos concerne de forma peculiar porque somos justamente os que guardam os mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus que, segundo Apocalipse 19: 10 é o Espírito de Profecia. Note-se que o dom profético, outorgado à White, falecida em 1915, adquire proeminência nesta fase decisiva, por nos prevenir das falsas interpretações da Bíblia que têm surgido em nosso tempo, por conta da sagacidade do dragão. E segue dizendo o verso dezessete:
E o dragão se pôs em pé sobre a areia do mar”.
O diabo, vendo o fracasso do ateísmo da Revolução Francesa (que derrotou o papado em 1798 e teve continuidade no Comunismo ateu, sua sexta cabeça), em alcançar seus objetivos de destruir o remanescente de Deus e dominar o mundo, passou a desenvolver um plano mais elaborado, aguardando pacientemente pela oportunidade de colocá-lo em prática por meio de um poder religioso complexo (catolicismo, protestantismo e espiritismo), apoiado no poder político.  À longo prazo ele começou a gerenciar a formação de sua última cabeça, a fim de energizá-la contra os restantes dos filhos de Deus que, neste ínterim, como João Batista na primeira vinda, se encontram empenhados no preparo do caminho para a segunda vinda de Jesus. Após ter apresentado, na Parte I, um relatório condensado das profecias, com enfoque maior sobre o Israel literal, vamos agora concentrar nossa atenção sobre o que virá sobre o Israel espiritual, como uma esmagadora surpresa.
                              1.2 – A sexta etapa
                              1.2.1 – Antecedentes do último plano     
O capítulo treze do Apocalipse, a partir do verso onze, amplia a controvérsia da luta do dragão contra o remanescente, quando a antiga serpente alada buscará dar forma e energia ao último poder mundial gentio, programado para destruir definitivamente todos os filhos de Israel. Abordaremos rapidamente os primeiros dez versos deste capítulo que apresentam os antecedentes desta luta mortal.
Em Apocalipse 13: 1-2 temos, em retrospectiva, as três primeiras bestas gentílicas mundiais perseguidoras que antecederam ao Império Romano, a quarta cabeça:
Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres dez diademas e sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade”.
Esta besta composta que emerge do mar representa, na verdade Roma em suas duas fases: a imperial e a papal: a quarta e a quinta cabeças do dragão. O leopardo, o urso e o leão constituem uma reminiscência compacta das bestas de Daniel sete (três primeiros impérios pagãos perseguidores do povo de Deus), que imprimiram nos quarto e quinto impérios, suas características tanto culturais como religiosas. Estas características são mais marcantes com relação à cultura grega, aludida no leopardo, a qual foi introduzida na Roma pagã e, a seguir, a religião babilônica, copiada quase que integralmente pela Roma eclesiástica e que foi representada pela boca de leão.
Apesar das sete cabeças e dez chifres lembrarem o dragão vermelho de Apocalipse 12: 3, elas revelam significativas diferenças. Trata-se aqui especificamente do papado e as cabeças, neste caso, em vez de diademas apresentam nomes de blasfêmias. Esta figura se alinha com precisão com aquela de Apocalipse 17: 3, cuja explicação será discutida no capítulo três, sessão 3.2.2.
A seguir, o capítulo treze, verso três menciona o incidente ocorrido com Roma papal, no tempo em que ocupava a quinta cabeça do dragão de Apocalipse 12: 3 (o Chifre Pequeno, aludido em Daniel 7: 8 e 25; e 8: 9):
Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas esta ferida mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou seguindo a besta. (Grifo acrescentado).
A primeira parte desta profecia cumpriu-se cabalmente em 1798, dando origem ao tempo do fim;  Roma papal foi ferida mortalmente pelo ateísmo da Revolução Francesa. Este movimento ateu evoluiu para o Comunismo o qual veio a ocupar, a partir de então, o papel da sexta cabeça perseguidora do dragão, por ter derrubado a quinta.
O Comunismo, no entanto, foi travado na sua tarefa de ocupar o trono do mundo, pela associação do Catolicismo com o Protestantismo norte americano. Essa associação político-religiosa ajudará, segundo a profecia bíblica, a resgatar o posto perdido pelo Catolicismo no contexto das nações, transformando-o numa peça chave para concretizar a sétima cabeça do dragão que a aguarda, de pé, sobre as areias do mar, para energizá-la satanicamente. Este enredo político/religioso é todo ele proveniente de um estratagema mediúnico concebido em 1875 que será detalhado no quarto capítulo. Este pacote, envolvendo o Catolicismo, o Protestantismo e o Espiritismo apoiado pela complexa estrutura política das Nações Unidas deverá em breve oficializar a Nova Ordem Mundial, já em curso oficioso de ação. O Decreto Dominical será então implantado quando a Terra inteira se maravilhará seguindo a sétima cabeça do dragão, comandada pela besta, conforme o enunciado do verso quatro:
E adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta (rediviva); também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela”?
Percebemos assim que o capítulo treze vai se encaminhando para o desvendamento da estruturação do último poder gentio concebido sigilosamente, para lutar contra o verdadeiro Cristianismo.
A escalada do sumo pontífice (construtor de pontes para formar o último império mundial) tem-se intensificado para lograr o sucesso profetizado: uma monarquia mundial, dirigida pela besta, pelo falso profeta e pelo espiritismo, mas com um chefe supremo: o papa, energizado diretamente pelo dragão. Este é  o plano geral, explicitado a partir do verso onze.
Em novembro de 2011 o papa Bento XVI, o qual será, segundo anuncia a profecia, o futuro líder da sétima cabeça do dragão, já propôs a criação de um Governo Mundial, com um governante mundial, para coordenar tanto os assuntos econômicos como os sociais e os religiosos. Ele não se apresentou como sendo este homem, mas, certamente, assim o pensa e assim o será, conforme Apocalipse 13: 5-10:
 “Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias, e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu se lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à  espada, necessário é que seja morto à espada. Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos”.
Este histórico de glória futura para o papado, que trará de volta o coroamento do seu prestígio Medieval, será de apenas 42 meses, a partir da implantação do Decreto Dominical. O Espírito de Profecia (3), assim se refere a este fato ainda futuro:
Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender. Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem, quando sair o decreto, terão de estar decididos a dizer agora: não, não mostraremos estima pela instituição da besta.” (Grifos acrescentados).
Em Daniel 12: 11 temos uma referência a um período de 1290 dias ou de 43 meses. Este período  acrescenta um mês aos 42 meses de Apocalipse 13: 5. É que neste último, a besta reinará sozinha. No período considerado por Daniel, a besta reinará com os reis da Terra (futuros dez países representados pelos dez chifres de Apocalipse 17: 12). Estes reis representarão as Nações Unidas, que deverá ser reestruturada para administrar a Nova Ordem Mundial, pelo período profético de uma hora que representa quinze dias literais. Os outros quinze dias corresponderão ao período também de uma hora profética (Apocalipse 18: 10, 17 e 19), no qual se dará a derrocada de todo o sistema pela intervenção divina. A Nova Ordem Mundial, ao que parece, não passará muito deste tempo atual em que se encontra em curso oficioso de ação. Esta confederação político-religiosa, já profetizada em Daniel 2: 28, 34, 35, 41 e 42 (união do ferro com o barro),  trará a queda definitiva de Babilônia, na segunda quinzena do último mês da Terra, conforme a conclusão da profecia de Daniel 2: 44-45:
“Mas, nos dias destes reis (unidos com a religião), o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre. Como vistes que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”.
As blasfêmias mencionadas nos versos um, cinco e seis de Apocalipse 13 estão em parte relacionadas com o VICARIVS FILII DEI, ou seja, com o título papal que revela a sua blasfema pretensão de ser o substituto de Deus na Terra. Em João 10: 33 o nome blasfêmia está ligado a uma pessoa que se faz passar a si mesma por Deus. Este título foi removido da mitra papal quando os reformadores começaram a relacioná-lo com o número da besta, referido no final do capítulo treze do Apocalipse, o seiscentos e sessenta e seis.
O resurgimento histórico do papado também foi profetizado por Paulo: 
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isso (a segunda vinda de Jesus) não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus”. II Tessalonicenses 2: 3-4.
Este Governo é blasfemo também porque postula o poder de perdoar pecados, por meio dos seus sacerdotes no confessionário, conforme inferimos das palavras de Marcos 2: 7:
“Porque fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus”?
O texto apocalíptico segue dizendo, no versículo sete, que esta besta terá autoridade universal e um relativo sucesso em perseguir o remanescente. Os versos oito e nove acrescentam que, devido à sedução satânica, a besta que surgiu do mar, isto é, das populações europeias (Apocalipse 17: 1 e 15) será adorada por todos os gentios e previne o verso dez para ninguém se deixar seduzir pelos encantamentos da mesma, pois, afinal, quem com ela matar com a espada, com a espada deverá morrer, pois não haverá quem a socorra, conforme vimos em Daniel 11: 45, discutido na Parte I.    
Resta, finalmente, saber como esta besta romana logrará restabelecer, no século XXI, o poder de fogo que detinha na Idade Medieval. Este é o conteúdo que será discutido na próxima sessão.

1.2.2 – A segunda supremacia papal
Os versos finais de Apocalipse treze falam da concretização do último império pagão mundial, com a besta rediviva no comando. Vamos, pois, ao já anunciado versículo onze:
“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão”. (Grifos acrescentados)
 Enquanto a primeira besta subiu do mar (verso um), em meio às multidões da Europa, essa segunda besta de Apocalipse treze emerge da terra, em um lugar ainda pouco povoado, no Continente americano. Este parece ser o contraste entre as duas bestas. Sem fazer grandes ruídos, se levantou a nação Norte-Americana, num lugar fracamente habitado, sem grandes lutas de conquistas. Esta besta tem características cristãs, pois que apresenta chifres como de cordeiro. Estes dois chifres devem certamente significar duas características defendidas por Cristo, o Cordeiro de Deus. Examinando o ministério do Senhor Jesus, comparado à história americana, descobrimos que há realmente dois princípios que distinguem os EUA dos impérios gentílicos e que também foram defendidos por Jesus Cristo. Esses dois princípios se chamam Republicanismo e Protestantismo, isto é, um Estado sem rei, onde é o povo que governa; e sem papa, onde cada um escolhe livremente a sua religião. Esta ideia de que o Governo e a Igreja devam ficar radicalmente separados, também presente na Constituição americana, se indica pelas palavras de Cristo:
Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
Estes dois princípios desta nova nação, semelhantes aos de Cristo são, portanto, os de que cada indivíduo tenha o direito de pensar por si mesmo, de escolher ou rejeitar a salvação; tenha o direito de fazer decisões pessoais, havendo uma separação entre a Igreja e o Estado. Disse Jesus: “O meu reino não é deste mundo”. Haja, portanto, liberdade civil e religiosa. Separação entre as duas e com ampla liberdade.
Estes dois princípios são, segundo o Espírito de Profecia (4), o segredo do poder dos Estados Unidos:
Não é todo o dinheiro que tem os Estados Unidos nem tampouco a sua tecnologia; não é a grandeza que tem os EUA, em termos geográficos nem a diversidade que há neste país. O grande segredo do poder dos EUA se encontra na separação da Igreja do Estado. Na liberdade civil e religiosa. O direito de se pensar como cidadão do país e o direito de pensar como cidadão do reino de Jesus Cristo, da Igreja. Esses são os dois princípios como cordeiro”. (Grifo acrescentado).
E qual é a conexão da terra da qual surge a segunda besta de Apocalipse 13 com a terra de Apocalipse 12: 16, que socorre a mulher? É o momento em que a terra abre a sua boca e traga as águas da perseguição, porque os Estados Unidos neutralizaram a perseguição, quando vieram os peregrinos, os imigrantes europeus. Esta nação interrompeu a perseguição, que haviam sofrido os filhos de Deus na Europa.
Mas, atenção! De repente, esse poder que foi levantado providencialmente por Deus para socorrer a mulher, para cortar a perseguição contra a mulher, de repente esse poder começa a ser influenciado e a falar como dragão. Será que há também uma ligação deste com o dragão de Apocalipse 12: 17? Com certeza! É o mesmo dragão! Vê-se, claramente, na sequência dos fatos em que a terra representa um País, um Governo que se levanta pouco antes de 1798 e que vem a ser, providencialmente, em relativamente pouco tempo, uma destacada potência mundial, capaz de cumprir a profecia, dando suporte aos destinos do mundo. E, repentinamente, esta nação com dois princípios divinos: de liberdade de culto e de consciência civil, sofrerá uma incrível transformação. Inicialmente, apresenta características semelhantes às de Cristo, porém, segue dizendo o Apocalipse 13: 11 que começará a falar como dragão.
Notemos que em Apocalipse 12 diz que a terra ajudou à mulher, por ocasião da perseguição das águas. E que por algum tempo não haveria perseguição - durante o tempo em que a terra ajuda a mulher. Porém, logo, como resultado da terra ajudar a mulher surge, no cenário, as manobras do dragão, articulando o seu esquema para atacar de novo o remanescente. O diabo não se conforma com o fato de o remanescente viver tranquilo em uma nação que não só ensina e exporta a democracia como a ideia da separação da Igreja do Estado.
Não é coincidência que Malachi Martin (5), um ex padre jesuíta, em seu Best seller intitulado The Keys of this Blod (As Chaves Deste Sangue, defenda a ideia de que Cristo deu ao papado duas chaves: a do poder político e a do poder religioso), as quais aparecem no brasão do Vaticano. Diz ele: “Eu me aborreço com o princípio da separação da Igreja do Estado. Não deveria existir”. E diz mais: “As pessoas não têm o direito de crer na verdade ou no erro. Só têm o direito de crer na verdade tal qual a ensina a igreja verdadeira”, referindo-se, logicamente, à Igreja Católica.
  Assim a profecia indica que depois de certo tempo em que a ‘terra’ garante a liberdade, repentinamente abandonará este princípio, fomentando uma perseguição de índole demoníaca. Essa nação democrática onde todos têm a liberdade de pensar como quiser, de aceitar ou rechaçar a Deus, ir ao culto que quiser, não importando se é uma denominação cristã ou não, começará a agir como dragão e a aborrecer o remanescente que guarda os mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus.
Notemos, a seguir, o que fará este poder, no verso doze:
Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a Terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”.
A segunda besta (que emergiu da terra) passou a exercer toda a sua autoridade na presença da primeira (do papado), por meio da criação da Embaixada Americana, no Vaticano, em 1984, por Ronald Reagan, eleito presidente dos Estados Unidos em 1980. E, de lá para cá só tem aumentado a cooperação entre estes dois Governos, principalmente depois daquela que resultou na queda do Império Soviético, o representante máximo da sexta cabeça do dragão, em 1989.
Este fato fantástico que culminou com a derrubada do muro de Berlim, pré-anunciado na profecia, solidificou a união destas duas bestas e pavimentou o caminho para a ascensão da primeira, a qual deverá situar-se, no futuro próximo, em um ponto acima da Organização das Nações Unidas e a ela estritamente associada.
Os versículos seguintes apontam para a manutenção da estreita relação entre a besta papal e a sua futura imagem, os Estados Unidos da América. Não se poderão separar, porque, ao que tudo indica, dependerão, circunstancialmente, um do outro.
E o que significa a palavra faz, referida no texto? Obriga! Os EUA abandonarão seus princípios democráticos para apoiar a besta medieval recuperada, nos termos de Apocalipse 13: 1-10. E para avaliar os resultados futuros desta cooperação, devemos lembrar o que fazia esta besta, na Idade Média, quando apoiada pelos poderes políticos de então: se alguém não acreditasse no que dizia a ‘santa igreja’, esse alguém era incendiado, triturado, afogado aos poucos ou decapitado. Era obrigado a crer no que dizia a igreja. E que poder ela usava? A força do Estado! Unia-se com os imperadores, com os reis, e dessa forma, a igreja, unida com a política, com os governantes, se prostituía com relação ao esposo, Jesus Cristo, obrigando as pessoas a fazerem o que ela dizia. E agora, os EUA, segundo Apocalipse 13: 12 obrigam os moradores da Terra a adorar a primeira besta. Lemos em (6):
“Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência desta tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo”. E mais:
“Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido, que as nações encheram a medida de sua iniquidade, e o anjo da graça está a ponto de dobrar as asas e partir desta Terra para não mais tornar”. Id.
Esta situação foi alcançada em 1980, revelando a queda das nações. Em contrapartida, neste mesmo ano Jerusalém passou a ser a capital integrada de Israel, deixando definitivamente de ser pisada pelos gentios, conforme vimos na Parte I. Notemos o verso de Apocalipse 13: 13:
Também opera grandes sinais de maneira que até fogo do céu faz descer à Terra, diante dos homens”.
O que significa esse fogo? O que representa o fogo, na Bíblia? O fogo, na Bíblia, representa o Espírito Santo. O que dizia João Batista? O que vem após mim os batizará com o Espírito e com fogo. (Atos 1: 5).  E o que foi que caiu no dia de Pentecostes? Línguas de fogo! E caíram de onde? Do céu. Diz aqui que nos EUA vão fazer descer fogo dos céus como no dia de Pentecostes, ou seja, que as igrejas protestantes dos EUA passarão por uma renovação religiosa sem precedentes, no qual as pessoas dirão que o Espírito Santo estará obrando poderosamente nas igrejas. Porém vai ser uma contrafação do verdadeiro, porque nestas igrejas é dito que a lei de Deus foi cravada na cruz. Notemos o que diz White:
“Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito”. (7).
 O que o protestantismo apostatado fará descer do céu? Fogo do céu! Mas isso, diz o Espírito de Profecia, provirá de outro espírito sob um disfarce religioso. White continua:
“Apesar do generalizado declínio da fé e da piedade (falando das igrejas, não do remanescente) há verdadeiros seguidores de Cristo nestas igrejas”. (8).
Por isso, em Apocalipse 18: 4 temos a última mensagem a ser dada ao mundo: “Retirai-vos dela povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados”. Devemos preveni-los para que não transgridam a santa lei de Deus, conforme se encontra no seu engaste original - Êxodo 20, incluindo a observância do sábado, e para que não recebam as sete últimas pragas. Segue dizendo o espírito de profecia:
Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos”. (9).
Estes são os dias que a igreja espera. Esses são os dias que virão. E sabem por que virão logo? Porque primeiro sempre vem a contrafação. E quando se vê a contrafação, como já estamos vendo é porque o verdadeiro está próximo. O inimigo das almas deseja confundir essa obra e antes que ela chegue ele trata de introduzir uma grosseira imitação. Assim é que está havendo um grande despertamento religioso. As pessoas dizem: Deus está conosco! E batem palmas, e cantam com pandeiros e diem glória ao Senhor! Aleluia! Fazem milagres, muitas curas, exorcismos; grandes auditórios ficam repletos e há muita luz, muito poder, mas, no fundo, nenhuma transformação de caráter, nem paz. Porque se não estiverem em harmonia com o assim diz o Senhor e, em particular com os seus mandamentos; se estiverem dizendo ser impossível alcançar a perfeição antes que Cristo venha; que temos uma natureza carnal como a que tinha Adão depois de sua transgressão e que Cristo tinha uma natureza diferente, igual à de Adão antes de sua transgressão, sendo impossível vencer como Cristo venceu, estarão sob o efeito de outro espírito. Mas vai-se acreditar que estas igrejas, mesmo algumas de remanescentes, estarão passando por um grande despertamento religioso. Esta será a sedutora manobra do dragão. Notemos o verso 14:
“Seduz os que habitam sobre a Terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a Terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu”.
A Bíblia está dizendo que o Protestantismo americano dirá à besta: siga em frente e nós vamos obrigar as pessoas a ouvir e a fazer o que você quer que as pessoas ouçam e façam. E, assim, enganarão os moradores da Terra com os sinais que lhe serão permitidos fazer na presença da besta, obrigando os moradores da Terra que façam uma imagem da besta que foi ferida à espada e reviveu. Os EUA serão eles mesmos a própria imagem da besta medieval. E, assim como a Igreja Católica usou seu poder perseguidor na Idade Média, quando estava unida com o Estado, o fará novamente sob o patrocínio Norte Americano e das Nações Unidas.
Verso 15: “E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
Ora, se estamos falando dos EUA, como é que fala um país? Qual é a voz do povo? Como fala uma nação? Por meio de seus representantes políticos, mediante ações de Governo, da legislatura. Quem proclama as leis? Quem faz os decretos? Os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Estes são os poderes que falam. Isto significa que os EUA manipulados pela primeira besta, vão falar a favor dela. Em que corpos? Nos corpos em que uma nação fala, por meio de leis emitidas pelo Congresso, em prol do poder papal. Desta forma se levantará a perseguição novamente, iniciando pelos EUA. E novamente serão mortos os filhos de Deus, porque o dragão se irou contra a mulher, contra os remanescentes da igreja verdadeira. E, porque é que o mundo hoje não aborrece a igreja? White responde em (10):
“Há outra questão mais importante que deveria ocupar a atenção das igrejas de hoje. O apóstolo São Paulo declara quetodos os que querem viver piamente em Cristo Jesus, padecerão perseguições’ II Timóteo 3: 12. Por que é, pois, que a perseguição, em grande parte, parece adormecida? A única razão é que a igreja se conformou com a norma do mundo e, portanto não suscita oposição. A religião que em nosso tempo prevalece não é do caráter puro e santo que assinalou a fé cristã nos dias de Cristo e seus apóstolos. É unicamente por causa do espírito de transigência com o pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus tão indiferentemente consideradas, por haver tão pouca piedade vital na igreja, que o Cristianismo é aparentemente tão popular no mundo. Haja um reavivamento da fé e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as fogueiras da perseguição”.
Quando a igreja é perseguida, isto é sinal de que ela está andando bem. A exceção foi quando a terra ajudou a mulher, porque este foi um período diferente, providencial e necessário para preparar o retorno de Jesus; porém agora é tempo para que o mundo se desperte! E para que o mundo seja despertado, faz-se necessário despertar a Igreja para participar do forte clamor do quarto anjo de Apocalipse 18: 1.     
Se você não pertence à Igreja Remanescente, se não guarda o sábado, se você pertence a uma igreja onde se diz para não se preocupar com os mandamentos porque eles já foram cravados na cruz, que estamos no período da graça, não no período da lei, saiba que é a boca do dragão que está dizendo estas coisas. E não dizemos isso para ofender. Isto é o que dizem as Escrituras Sagradas. Satanás não está irado contra os que crucificam a lei de Deus. Ele está irado contra os que a guardam! Assim revela o livro do Apocalipse. E se você pertence a uma dessas igrejas, saiba que você está, segundo a Bíblia, em Babilônia! E a advertência que o Apocalipse tem para você é: “Sai dela povo Meu”, e una-se ao Meu remanescente, que guarda os Dez Mandamentos e dá crédito às advertências do Espírito de Profecia.  
Assim é que a livre América, muito cedo, vai passar por circunstâncias que a levará a abandonar a liberdade de consciência e a unir a Igreja com o Estado, conforme estamos estudando aqui. E, por assim dizer, o Capitalismo americano cairá nas mãos do papado, da primeira besta, da mesma forma que o Comunismo já caiu, conforme nos comprova a História de nosso tempo.
Tem razão, até certo ponto, o livro de Malachi Martin, que garante ser o papa o futuro líder mundial. O único problema é que ele ignorou a Pedra de Daniel 2, que atinge os pés da estátua, justamente por ocasião dessa união do ferro com o barro, dessa união da Igreja com o Estado, para estabelecer uma Nova Ordem Mundial que controle tudo, tendo o papa como líder supremo. O problema é que ele não contou com um pequeno detalhe: que estaremos nos pés da imagem do sonho de Nabucodonosor e que depois da mistura do ferro com o barro, virá a Pedra do céu que golpeará os pés da estátua, bem onde querem os homens estabelecer uma NOM. Esqueceu Malachi Martin de incluir um quarto poder. Ele fala de três poderes em luta: o Capitalismo (falso profeta), o Comunismo (o dragão) e o papado (a besta), mas se esqueceu de um detalhe muito importante. É verdade que o papado já dominou o Comunismo e vai dominar o Capitalismo americano, porém há um quarto poder que dominará os três: o poder de Deus, que está no controle, o poder de Cristo Jesus, a Pedra angular que os construtores da Nova Ordem Mundial estão rejeitando, a exemplo do que já aconteceu no passado. E se eu me deixar controlar por Cristo, vou pertencer a este reino onde Cristo, pela eternidade, permanecerá no controle. Segue dizendo o Apocalipse 13: 16-17:
A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte. Para que ninguém possa comprar nem vender, senão aqueles que têm a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”. Apocalipse 13: 17.
Como poderemos viver sem comprar nem vender? Talvez seja estabelecido um sistema monetário mundial com base nos cartões de crédito que, segundo fontes oficiosas, são garantidos com recursos do Banco Ambrosio, de propriedade do Vaticano. O básico é que a Babilônia mística procurará controlar o comprar e o vender. Este é o ponto crucial. De alguma forma os que não guardarem o domingo serão impedidos de comprar e vender. Neste sentido, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) já vem sendo solicitado até nas compras de supermercados. E como fará o Remanescente fiel, quando o cerco apertar? Certamente acontecerá com ele o mesmo que aconteceu com o povo de Israel, por quarenta anos no deserto: receberão o maná. O mesmo que aconteceu com Elias: foi alimentado por um corvo. Isto porque é Deus quem está no controle, não a besta! Será que precisamos temer o cárcere? Acaso não pode Deus libertar Pedro da prisão? Quem é que estava no controle naquela ocasião? Acaso não pode Deus fazer chover alimento do céu? Acaso ele não faz isto constantemente com relação às plantas? E se nos matarem, acaso não é Deus, o Senhor da vida, para nos ressuscitar? E no tempo de angústia o povo de Deus não vai ter medo porque sabe que serve a um Deus que está no controle. Não temerá o que poderá lhe fazer o homem.
Porém quando é que vamos aprender a confiar? Quando chegarmos lá, de forma rápida? Não! Devemos aprender a ter essa confiança agora mesmo, começando pelas coisas pequenas. Se não podemos competir com homens, como poderemos competir com cavalos? E se te fadigas em tempo de paz, que pensas fazer na enchente do Jordão, quando estiver a transbordar e a perseguir?
Estamos vivendo no fim do tempo. A Bíblia tem-se cumprido ao pé da letra. O Comunismo já caiu. O Capitalismo está destruindo as paredes de separação entre a Igreja e o Estado, estando, portando, segundo o Espírito de Profecia, muito próximo de cair nas mãos do papado, que ocupará, virtualmente, o trono do mundo. Porém o livro do Apocalipse diz que isto será por um curto tempo, porque muito em breve o Senhor Jesus regressará a este mundo que está sob Seu controle, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Deus quer que estejamos prontos para resistir às provas que virão e que façamos uma frente sólida à besta, à sua imagem, à sua marca e ao número de seu nome, que em breve terão de cair. Finalmente, o Apocalipse 13: 18 revela o último ponto: “... Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis”.
Além dos tradicionais títulos papais: VICARIVS FILII DEI, DUX CLERIS e LUDOVICUS que, dando seiscentos e sessenta e seis, ligam a primeira besta ao papado, IOANNES PAULUS SECUNDO e CARDEAL PAPA BENTO XVI ligam a besta aos dois últimos papas. O primeiro, que assinou a carta apostólica DIES DOMINI, que proclama o domingo como dia do Senhor e o último, que a redigiu para ser publicada em 1998 quando era, ainda, um Cardeal. Observação: As letras U e V bem como J e I são iguais no latim, a língua dos algarismos romanos.
2 – As contrafações do dragão
                                              2.1 - Introdução
As profecias do final do capítulo onze de Daniel nos indicam que o fim se aproximou furtivamente de nós, como diz o texto de II Pedro 3: 10 e 13:
“Virá, entretanto, como ladrão, o dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a Terra e as obras que nela existem serão atingidas. Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça”.
Esta mensagem vem sendo pregada há longa data e a roda do tempo continua. Por não sabermos, porém, quanto tempo nos resta, dormimos despreocupados. Sabemos apenas que, se quisermos permanecer firmes em face dos perigos dos últimos dias e vitoriosos, devemos conhecer, por nós mesmos, as certezas e os fundamentos de nossa fé, como diz o Salmo 48: 12-14:
“Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres; notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre. Ele será nosso guia até a morte”.
Chegado é o tempo quando cada crente na tríplice mensagem angélica (Apocalipse 14) deverá andar em redor de Sião, examinando bem seus Testemunhos, revendo constantemente se suas convicções religiosas, suas crenças e as doutrinas que constituem sua fortaleza espiritual para ver se resistirão à força do grande temporal que se avizinha.
Um caráter deve ser constituído, tijolo a tijolo, cada dia crescendo em proporção ao esforço feito. A tempestade que já vem se erguendo, sacudindo e provando o fundamento espiritual de cada um de nós, vai sacudi-lo e prová-lo até ao último.
Imaginemos só ficarmos sob o ataque intensivo de Satanás, conforme Apocalipse 12: 12:
“Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”.
É certo que neste mau tempo de provação muitos perderão a fé e abandonarão sua confiança. E uma das razões nós encontramos em Lucas 6: 49:
“O que ouve e não pratica edifica sem alicerces e será grande a sua ruína”.
Por essa razão, Paulo nos exorta:
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará”. Hebreus 10: 35-37.
Para nós que vemos o Armagedom se aproximando e devemos nos preparar para os acontecimentos subsequentes, Paulo acrescenta em Hebreus 10: 38:
Todavia o Meu justo viverá pela fé”.
Trata-se de um estilo de vida que deverá ser experimentado em tempo de paz, para que possamos resistir em tempos de fortes provações, pois não nos será permitido retroceder, conforme prosseguem os versos 38 e 39:
“Se retroceder, nele não se compraz a Minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”.
Sim, se retrocedermos, na luta contra o dragão, será para a perdição eterna!
A situação é ainda mais séria por que não conhecemos a hora de nossa visitação, conforme lemos em I Tessalonicenses 5: 1-3:
“Relativamente aos tempos e às épocas não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão”.
Mais uma vez nos é dito que a vinda de Jesus virá como uma grande surpresa. A paz, neste texto, é uma palavra chave para liberar os ventos da destruição. Já tivemos duas guerras mundiais. Depois veio a guerra fria, caracterizada pelos rumores de guerra; e agora, após a queda do Império Soviético, passamos por um período de relativa paz. Esta, entretanto, não é ainda a paz referida por Paulo. A paz que trará repentina destruição é aquela que virá após a guerra do Armagedom, como vimos na Parte I.
E, assim como os filhos de Israel foram selados, os filhos de Deus situados em todas as nações também o serão. Estes, agora, após o decreto dominical. O selo que porá os justos fora do alcance dos efeitos das últimas sete pragas, segundo Isaías 8: 16 é a legítima Lei de Deus:
Resguarda o testemunho e sela a lei no coração de Meus discípulos”.
A lei de Deus é a última mensagem a ser pregada no mundo e a ser selada, definitivamente, no coração. E o Testemunho a ser resguardado pelos selados é o Espírito de Profecia – Apocalipse 19: 10. Não banalizemos o fato de Deus ter suscitado um profeta para o nosso tempo! Dediquemo-nos ao estudo de suas mensagens, pelo amor que temos às nossas próprias almas. O dragão está irado contra os que guardam os mandamentos e têm o conhecimento das profecias. Uma de suas estratégias, bem sucedida, vem sendo a multiplicação de livros de outra ordem dentro do arraial do remanescente. Os Testemunhos passam a ser apenas uma das muitas opções que se erguem como cortina de fumaça, dentro da Igreja Remanescente.
           2.2 – As profecias de Fátima
Há muito que a antiga serpente alada usa uma contrafação para os mandamentos de Deus e, nesta hora prévia à última batalha, quando o Testemunho de Jesus se identifica com o Espírito de Profecia, destacando o mesmo como uma torre de defesa, como um baluarte a ser bem notado, o inimigo de Jesus usa novamente a estratégia da contrafação para confundir e enganar. É o que poderíamos chamar de o outro lado da mesma moeda. Assim como contemporaneamente à proclamação da mensagem criacionista de Apocalipse 14: 7, Darwin lançou o seu livro: ‘A Origem das Espécies’ contendo o embrião da diabólica doutrina do Evolucionismo; em contrafação ao reavivamento espiritual do povo de Deus, profetizado para os últimos dias, temos o extraordinário desenvolvimento do movimento carismático e pentecostal; agora para o Espírito de Profecia, centralizado nos escritos da senhora White, o maligno tem sua contrafação: as profecias de Fátima.
Muitos conhecem estas profecias e poucos têm revisado seu conteúdo. Três crianças viram sinais luminosos no norte de Portugal, o que hoje se reconhece como a virgem de Fátima. Estes sinais foram testemunhados por cerca de cinquenta mil pessoas. Estas profecias vêm sendo publicadas, discutidas e, apesar de vazias em si mesmas, merecem ser apreciadas pelo respeito que gozam nos arraiais do dragão. Sempre é conveniente conhecer-se as estratégias do inimigo para melhor combatê-las. Traduzida da revista francesa “Encore Fatime au Jour Le Jour”, Número 406, de dezembro de 1985, páginas 27 e 28 (11) diz-nos a profecia de Fátima, apontando dramaticamente para os nossos dias:
Será então que Deus punirá os homens mais duramente e mais severamente do que o fez pelo dilúvio. Os grandes e os poderosos perecerão então juntos com os pequenos e os fracos. Esta imensa guerra sobrevirá na segunda metade do século XX”.
Apesar do dragão não ter conseguido o seu intento no tempo previsto por ele, sua profecia já carece de ajustamentos com relação ao tempo. Ela, porém, tem o seu sentido, pois que a respeito desse tempo já profetizou Isaias 24: 1:
Eis que o Senhor devasta e desola a Terra. Transtorna a sua superfície, e lhe dispersa os moradores”.
Diz o Espírito de Profecia (12), no Grande Conflito, página 19:
“Jesus, olhando através dos séculos futuros via o povo do concerto, (judeus), espalhados em todos os países semelhantes aos destroços de um naufrágio em praia deserta”.
No livro História dos Judeus de Milman, que trata da destruição de Jerusalém – colocado por White como um tipo da destruição final do mundo, está escrito:
“Os legionários tiveram de trepar sobre os montes de cadáveres para prosseguirem na obra de extermínio”.
Mais de um milhão de judeus mortos foi o saldo final. No livro ‘Preparação para a Crise Final’, página 112, temos uma revelação complementar de White (13) que diz:
Quando cessarem os anjos de Deus de conterem os ventos impetuosos das paixões humanas, nos últimos dias, ficarão à solta todos os elementos da contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade”.
Vejamos o que nos acrescenta o profeta messiânico, com respeito a esta condição prévia ao fechamento da porta graça:
A Terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o Senhor é quem proferiu esta palavra. A Terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da Terra. Na verdade, a Terra está contaminada por causa de seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso, a maldição consome a Terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso serão queimados os moradores da Terra, e poucos homens restarão”. Isaías 24: 3-6.
A profecia de Fátima continua:
Eis que o tempo se aproxima cada vez mais. O abismo se aprofunda cada vez mais e não há mais saída. Os bons morrerão com os maus. Os grandes com os pequenos. Os príncipes da igreja com os seus fiéis. Os soberanos do mundo com os seus povos. Por toda a parte reinará a morte elevada a seu triunfo pelos homens desgarrados e pelos servidores de Satanás que serão então os soberanos sobre a Terra. Este será um tempo em que nenhum rei nem imperador, nenhum cardeal ou bispo espera, mas este tempo virá assim mesmo segundo o desígnio de meu pai para punir e vingar”.
Extraído ainda da revista Encore Fatime, com referência a uma visão que alguém teve num lugar chamado Salette, em 1846, Maria descreve este tempo jamais visto:
Os justos sofrerão muito, suas orações, suas penitências e suas lágrimas subirão até ao céu e todo o ‘povo de Deus’ pedirá perdão e misericórdia e pedirá minha ajuda e minha intercessão. Então Jesus Cristo, por um ato de sua justiça e de sua misericórdia pelos ‘justos’ comandará a seus anjos que todos os seus inimigos sejam condenados à morte”.
E ainda acrescenta:
De repente os perseguidores da igreja de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra se tornará como um deserto. Então se fará a paz, a reconciliação com Deus e com os homens”. (Grifos acrescentados)
Vemos aqui que Satanás, misturando palavras que lembram as da Bíblia, formula seu plano fatídico para justificar na devida oportunidade, o decreto de morte contra o remanescente, previsto em Apocalipse 13: 15.
“E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
O detalhe digno de registro, além da grande antecedência com que foi previsto o seu decreto de morte é o de que a profecia de Fátima está torcendo os fatos da Bíblia em favor dos planos maquiavélicos do dragão. Vejamos como ela explora I Tessalonicense 5: 3 usando as mesmas palavras chave: paz e de repente. Só que esta paz é condicionada a destruição dos que não guardam os mandamentos de Deus. Evidentemente que não se trata aqui dos verdadeiros, mas dos mandamentos instituídos segundo as tradições humanas e a fé católica.
A senhora White nos adverte que será assim que o grande enganador (Satanás) persuadirá os homens de que os que servem a Deus devem ser eliminados... Declarar-se-á que os remanescentes do Altíssimo estarão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical e que este pecado acarretará calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta e observada. E que os que guardam o sábado bíblico, destruindo a reverência pelo domingo, além de perturbar o povo, estarão impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal.
A verdade é que, por estes argumentos, o verdadeiro povo de Deus será imerso naquelas cenas de aflição e angústia descritas pelo profeta Jeremias 30: 5-7:
Ouvimos uma voz de tremor e de temor e não de paz... Ah que é grande aquele dia e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela”!
Que voz de tremor e temor será esta? A pena inspirada nos informa em Primeiros Escritos (14) que esta foi uma hora de angústia medonha, terrível para os santos. Dia e noite clamavam a Deus pedindo livramento, conforme Isaías 33: 2:
Senhor, tem misericórdia de nós; em ti temos esperado; sê Tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da angústia”.
Ela viu algo escrito cujos exemplares foram espalhados nas diferentes partes da Terra, dando ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matar os santos, a menos que estes renunciassem sua fé peculiar, abandonassem o sábado e guardassem o primeiro dia da semana. Mas Jeremias 30: 7 diz que o povo de Deus será livrado da angústia. E, no Grande Conflito (14), página 680, encontramos a promessa:
anjos protegerão os justos suprindo-lhes as necessidades. O seu pão lhes será dado e a suas águas lhes serão certas”.
Esses sinais, apesar de solenes e consternadores, constituirão, no entanto, indícios seguros de uma era melhor na qual os mais elevados anelos do ser humano serão satisfeitos. Isto ocorrerá, contudo, depois destas sérias provações que se avizinham, destinadas à purificação final dos filhos de Deus.
Vejamos agora a última parte da versão do falso espírito de profecia, que Maria teria revelado à Fátima, em 13 de outubro de 1917:
Mais tarde, entretanto, quando aqueles que sobreviverem a tudo estiverem ainda vivos, se invocará de novo a Deus e a sua magnificência e se servirá de novo a Deus como na época em que o mundo não estava assim corrompido”. 
E, em Salette, em 1846, segundo a mesma fonte, Maria teria dito:
“Jesus Cristo será adorado, servido e glorificado; a caridade florescerá por toda a parte. Os novos reis serão o braço direito da santa igreja que será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das virtudes de Jesus Cristo! O evangelho será pregado por toda a parte e os homens farão grandes progressos na fé porque haverá unidade entre os seguidores de Jesus e porque os homens viverão no temor de Deus. Esta paz entre os homens não será longa: vinte e cinco anos de abundantes colheitas os farão esquecer que os pecados dos homens são a causa de todos os flagelos que caem sobre a Terra”.
Na grande reunião ecumênica de Assis, em 1986, onde se buscava a unidade entre os seguidores de Jesus Cristo, contando com a presença até de pagãos, o papa João Paulo II disse que a igreja necessitava do apoio e poder do Estado para assegurar a paz. Esta reivindicação antiga continua a ser feita através do tempo e hoje, tudo indica que vem chegando o momento para o atendimento desta antiga reivindicação. E nós sabemos muito bem que a união da Igreja com o Estado representará o ressurgimento da intolerância religiosa da Idade Média e o retorno do ‘espírito’ da ‘santa’ inquisição.
Só que desta vez o tempo de exposição do remanescente será curtíssimo (conforme juramento de Jesus em Apocalipse 10: 6) e, após o fechamento da porta da graça (fim do juízo dos vivos), não haverá mais vítimas fatais, a não ser dos que guerrearem contra os escolhidos de Deus.
Mateus nos fala que graves fomes também viriam nos últimos dias. A fome é uma coisa terrível; come-se qualquer coisa. No cerco de Jerusalém, no ano 70, cumpriu-se a profecia de Deuteronômio 28: 53:
Comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der o Senhor, teu Deus, na angústia e no aperto com que teus inimigos te apertarão”.
Dizem, também, que a sede é algo ainda pior. Lemos dos que morreram de sede no deserto: língua inchada e estertores apavorantes antes de morrer. Mas a fome de ouvir as palavras de Jeová será pior do que tudo e virá no bojo destes conflitos iminentes, como diz Amós 8: 11-12:
Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até o Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão”.
Hoje é o dia da pregação do evangelho, na sua plenitude. De nada valerá a sua proclamação após o fim do tempo de graça, quando a misericórdia estendida à humanidade será substituída pelo decreto de Apocalipse 22: 11:
“Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”.
Começará, a partir de então, a fome proferida por Amós e a queda das últimas pragas. Oh, que dia de fome indescritível, insaciável e de perda infinita! Não procuraram entender a Palavra de Deus no tempo oportuno e quando a buscarem não mais a acharão.
Este quadro da fome final é também pintado por Lucas 13: 24-25:
“Respondeu-lhes: esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: não sei donde sois”.
Muitos que hoje não querem entrar por ser estreita a porta, um dia tentarão, à força, e não poderão. Fechada a porta da graça, procurarão pelos pregadores que perseguiram e não os encontrarão. Os que ensinavam erradamente estarão em desespero. Deles profetiza Ezequiel 7: 26:
“Virá miséria sobre miséria, e se levantará rumor sobre rumor; buscarão visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos anciãos, o conselho”.
Não haverá mais mudança de coração; a oração não será atendida; o céu será de bronze! Agora querem, mas agora é tarde. O ontem de Deus lhes foi cedo e o Seu hoje, é-lhes tarde demais! Vale a pena considerar o conselho do profeta Sofonias 2: 1-3:
Concentra-te e examina-te, ó nação que não tens pudor, antes que saia o decreto, pois o dia se vai como a palha; antes que venha sobre ti o furor da ira do Senhor, sim, antes que venha sobre ti o dia da ira do Senhor. Buscai ao Senhor, vós, todos os mansos da Terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor”?
No afã de atenderem os deveres da vida e de buscarem os seus prazeres, milhares se apressam para o vale da fome mundial, fome do Espírito Santo. Então, dirão o que foi profetizado por Jeremias 8: 20:
 “Passou a sega, acabou o verão e nós não estamos salvos”! Lemos em II Coríntios 6: 2: “Eis agora, o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da salvação”.
Hoje a porta está aberta, amanhã, para sempre fechada! Deveríamos, portanto, estar nos aproximando mais e mais do Senhor e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar de pé na batalha do Dia do Senhor, conforme nos lembra II Pedro 3: 11-12:
Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão”.
Lembremo-nos que Deus é santo e que unicamente entes santos poderão morar em sua presença. Os sinais dos tempos nos falam de urgência. O exame individual deve ser intensificado. A nossa consciência missionária deve funcionar como um relógio de precisão para que seja dada a última mensagem de advertência ao mundo. A nossa concepção de vida deve ser mudada. É Deus quem nos comissiona, solenemente, em II Timóteo 4: 1-2 :
Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela Sua manifestação e pelo Seu reino; prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”.
Isaías 58: 1 é, ainda, mais enfático: “Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão, e a casa de Jacó, os seus pecados”.
O Espírito de Profecia liga os fieis despertados, com a chuva serôdia: “Aqueles que aceitam todos os pontos, resistem a todas as provas e as vencem, seja o preço qual for, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira e receberão a chuva serôdia, estando assim habilitados para a transladação”. (16).
Qual será a sua resposta a este desafio e a esta gloriosa promessa de Deus? Se você se mostrar fraco em tempos de paz, como vai ser sua postura por ocasião da enchente do Jordão?
                                              
                                          2.3 - O decreto dominical
            A contrafação melhor sucedida é a que substitui o sábado bíblico pelo falso dia do Senhor, o domingo. O dragão, contudo, pretenderá ir ainda mais longe: impor pela força da lei, um Decreto Dominical que, segundo o Espírito de Profecia, representará o último ato do drama, na História da Humanidade.
Situados matematicamente, segundo a contagem bíblica, no início do sétimo milênio (ver sétimo capítulo), prestemos atenção a esta declaração de White (17):
“seis mil anos esteve em andamento o grande conflito; o Filho de Deus e seus mensageiros celestiais estavam em conflito contra o maligno, a fim de advertir, esclarecer e salvar os filhos dos homens. Agora todos fizeram sua decisão; os ímpios uniram-se completamente a Satanás em sua luta contra Deus. Chegado é o tempo para Deus reivindicar a autoridade de sua Lei que fora conculcada. Agora a controvérsia não é somente com Satanás, mas também com os homens. ‘O Senhor tem contenda com as nações; os ímpios entregará à espada’”. Jeremias 25: 31. (Negritos acrescentados)
            Esta importante declaração esclarece que no início do sétimo milênio a Lei de Deus será conculcada, o que poderá ser realizado tanto pelo Decreto Dominical, como pela mudança do calendário, ou pelos dois. Estes eventos deverão, portanto, ser implantados, oficialmente, em algum momento próximo, uma vez que estamos com seis mil anos de História cumpridos.
            Apesar da oficialização desta contrafação estar bem adiantada, um pequeno atraso, contudo foi previsto. White (18) tem uma referência neste sentido:
“Vi quatro anjos que tinham uma obra a fazer na Terra, e estavam em vias de cumpri-la. Jesus estava vestido de trajes sacerdotais. Ele olhou compassivamente para os remanescentes, levantou então as mãos, e com voz de profunda compaixão, exclamou: ‘Meu sangue, Pai, Meu sangue’! Vi então que, de Deus que estava sentado sobre o grande trono branco, saía uma luz extraordinariamente brilhante e derramava-se em redor de Jesus. Vi, a seguir, um anjo com uma missão da parte de Jesus, voando celeremente aos quatro anjos que tinham a obra a fazer na Terra, agitando para cima e para baixo alguma coisa que tinha na mão, e clamando com grande voz: ‘Segurai! Segurai! Segurai! Até que os servos de Deus sejam selados na fronte’”!
            “Perguntei ao meu anjo assistente o sentido do que eu ouvia, e que iriam fazer os quatro anjos. Ele me disse que era Deus quem restringia os poderes, e incumbira os Seus anjos de tudo quanto se relacionava com a Terra; que os quatro anjos tinham poder da parte de Deus para reter os quatro ventos, e que estavam já prestes a soltá-los; mas enquanto se lhes afrouxavam as mãos e os ventos estavam para soprar, os olhos misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles. Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte com o selo do Deus vivo”.
            Por estes parágrafos percebemos que, no conteúdo de Apocalipse 7: 1-4, há implícita, uma previsão de atraso, com relação aos eventos dos últimos dias:
“Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, conservando seguros os quatro ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à Terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos nas frontes os servos do nosso Deus.Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel”.
            Após estas colocações, vamos agora considerar alguns fatos relacionados com o Decreto Dominical que já estão acontecendo, para que possamos nos situar no panorama profético. O nosso objetivo é único: alertar para a urgência do preparo necessário, caso a hipótese da brevidade do Decreto Dominical seja confirmada. Queira Deus nos abençoar e iluminar para que possamos, nesta hora de pré-sacudidura, permanecermos no lado certo.
            Comecemos com Apocalipse 13: 12, que apresenta o fato do dragão (Satanás) influenciar a segunda besta (EUA) para apoiar o papado (a primeira besta):
            “Exerce toda a autoridade da segunda besta na sua presença. Faz com que a Terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”.
O texto informa que os EUA, querendo ganhar a aprovação do papado, passarão a apoiá-lo, na sua presença. Esta profecia começou seu cumprimento por meio da criação da Embaixada americana no Vaticano, em 1984.
Vejamos agora o que a Revista Veja diz, em 1987, sob o título: Fieis Rebeldes:
“O presidente Ronald Reagan e sua mulher, Nancy, voaram até Miami, especialmente para receber o papa aos pés da escada do avião que o trazia de Roma – uma distinção jamais tributada a outros chefes de Estado que visitaram o país. As três redes de televisão – a CBS, a NBC e a ABC – registraram ao vivo a cerimônia de sua chegada, que se calcula tenha sido assistida por mais de 50 milhões de pessoas. Cada hora que ele permanecesse nos Estados Unidos custaria 98.000 dólares. Foi nesse clima de honrarias, publicidade e opulência que João Paulo II iniciou na quinta feira passada sua segunda peregrinação pelo território americano, na trigésima sexta viagem internacional de seu pontificado”. (19).
            “No seu discurso de saudação ao papa, (diz a mesma revista), Reagan fez a João Paulo II um elogio inesperado, principalmente quando vindo de alguém que governava a mais poderosa nação do mundo: ‘Ninguém pode falar com mais força a nossa geração do que o senhor’”.
Este foi um claro estender de braços da nação protestante ao papado. Vejamos uma reportagem de um jornal da época (20) para nos apercebermos da evolução dos fatos, nestes últimos anos:
“O papa João Paulo II, em sua segunda viagem aos Estados Unidos, encontra-se no coração da verdadeira Roma dos tempos atuais, que exerce hoje papel semelhante ao que desempenhou no passado a Roma italiana onde vive e reina o pontífice católico. Os Estados Unidos da América são o Império Romano de nossos dias – (a imagem da besta, conforme Apocalipse 13: 14-15, em fase de formação). É de interesse geral dos povos e nações, mesmo dos ateus, dos anticristãos e dos indiferentes, acompanhar essa nova peregrinação do papa João Paulo II através da Roma Imperial de nossos dias, cujo símbolo, a orgulhosa águia, bem como a filosofia dominadora e expansionista é praticamente a mesma das legiões que trilharam a Via Apia, rumo aos horizontes do mundo conhecido de então”.           
Noutro recorte do Correio Braziliense lemos sob o título: João Paulo II colaborou com a CIA, a seguinte reportagem:
“Nova Iorque – o papa João Paulo II e o Governo americano fizeram um acordo secreto para trabalharem juntos na derrubada do Comunismo a partir da Polônia. Os americanos passavam ao papa segredos de Estado envolvendo análises e informações políticas obtidas pela Casa Branca, pelo Departamento de Estado e pela CIA a respeito da conjuntura mundial. E a igreja usou tais informações para fortalecer o movimento sindical Solidariedade, cujo êxito teve efeito dominó sobre a derrocada do Comunismo, desde o leste da Europa até a antiga União Soviética”.
“Como parte do pacto para derrotar o Comunismo, o papa silenciou sobre os planos americanos de instalar mísseis de cruzeiro na Europa Ocidental e a Casa Branca bloqueou o financiamento do programa de controle de natalidade criticado pela igreja, reforçando a oposição do Vaticano ao aborto”, diz o jornal.
“Esse plano maquiavélico é revelado pelo livro ‘His Holiness: Jonh Paul and the history o four time’ (Sua Santidade: João Paulo e a história oculta de nosso tempo) do jornalista Carl Bernstein, que em 1974 revelou o escândalo do Watergate, motivo da renúncia do presidente Richard Nixon... Os autores tiveram acesso a documentos secretos da União Soviética e dos Estados Unidos, entre os quais as gravações de reuniões de cúpula do Governo Ronald Reagan, em cujo mandato ocorreu a colaboração com o Vaticano, entre 1981 e 1987, e uma série de entrevistas com atores políticos chave da história”.
Relembramos, por oportuno, que o evangelho de Lucas, capítulo 21, verso 24, assinala que o tempo previsto para as nações gentílicas se completaria quando Jerusalém deixasse de ser pisada por elas, o que aconteceu em 1980 quando esta cidade passou a ser a capital de Israel. O texto acima, portanto, ratifica a histórica mudança na estratégia celeste, visando a conclusão da obra de Deus nesta Terra.  
Sob o título: Poder, o jornal acrescenta:
“O livro conta também que o Governo americano gastou US$50 milhões para financiar o ‘Solidariedade’, liderado por Lech Walesa, que mais tarde tornou-se presidente da Polônia. O papa sabia de tudo e também retribuía informações estratégicas à Casa Branca. O livro é escrito num estilo que romanceia as intrigas entre políticos e demonstra como a Igreja Católica é poderosíssima. Em determinado momento Bernstein pergunta: ‘Quantas divisões (militares) têm o papa’? numa referência ao desdém com que o     ex-ditador soviético Joseph Stalin tratava o Vaticano. ‘Agora eles sabem’, responde o jornalista”.
Segundo o livro ‘A História Oculta de Nosso Tempo’, “o papa encontrou-se 15 vezes com o ex-diretor da CIA, William Casey, e com um de seus diretores adjuntos, o general Vernon Walters, envolvido nas tramas do golpe de 1964 no Brasil. Nessas reuniões discutiam-se as mudanças políticas não apenas no leste europeu”.
“O papa tinha acesso a informes sigilosos sobre as outras regiões onde a Igreja e a Casa Branca trabalhavam em estreita colaboração, como a América Latina, onde João Paulo II combateu a Teologia da Libertação e os religiosos que militavam na esquerda”, segue a reportagem.
Estamos cientes que, para o desenvolvimento das últimas profecias, faz-se necessário unir-se a política com a religião (os pés em parte de ferro e em parte de barro de Daniel 2), o que levará o mundo à derrocada. Sobre esta questão, tem-se falado muito sobre a Nova Ordem Mundial que passou a ser negociada abertamente, a partir de 1975. Este sistema implica na globalização da política americana e da religião católica, ligando as duas bestas de Apocalipse 13, para a formação da última cabeça do dragão.
O ex-presidente dos Estados Unidos, George Bush, o pai, disse, textualmente, em seu discurso sobre o estado da união, no Los Angeles Times, de 18 de fevereiro de 1991, por ocasião da invasão do Kuwait pelo Iraque:
“É uma grande ideia: uma Nova Ordem Mundial; onde diversas nações se unem em uma causa comum para realizar aspirações universais da humanidade, paz e segurança, liberdade e autoridade da lei... Somente os Estados Unidos têm ambos: a posição moral e os meios para respaldá-la”.
            João Paulo II, por seu turno, “insiste em que o homem não tem esperanças de criar um sistema geopolítico capaz, a menos que seja baseado na cristandade católico-romana” (21).
O atual papa Bento XVI, mais recentemente, vem defendendo a ideia de um governante mundial. Devido ao fato deste cenário estar sendo montado aos poucos, não nos estamos apercebendo da evolução do mesmo.
O papado, já bastante confiante na futura cura de sua ferida mortal, fez algo que mereceu destaque no jornal Correio Braziliense. Sob o título Religião, o jornal editou (22):
Numa demonstração de conservadorismo, o Vaticano publicou ontem um documento que nega a condição de igrejas a todas as religiões”.
            O documento foi assinado pelo então cardeal Joseph Ratsinger, o papa atual, apenas dois dias depois da controvertida beatificação do papa Pio IX, que provocou várias críticas, entre elas as dos judeus, devido ao ante semitismo deste papa.
De acordo com a Congregação da Doutrina da Fé (que representa na atualidade o antigo santo ofício da Inquisição (23), dirigida à época por Ratsinger, “o não reconhecimento da autoridade do papa pelas demais religiões é uma falta grave”.
O jornal Correio Braziliense (24) revelou algumas das características de Pio IX, dentre as quais destacamos:
“Absolutista e anti semita, além de um excomungador impenitente... Pio IX foi quem proclamou em 18/07/1870 o polêmico dogma da infalibilidade pontifícia... Autor da Sullabus e da encíclica Quanta Cura, em 1864, na qual condenou, por ‘desvios sociais’ correntes de pensamento e doutrinas sobre fé e razão, a separação do Estado e a Igreja, o direito e a sociedade que estavam mudando, começando o mundo moderno... Se opôs especialmente à liberdade de consciência... Sob sua liderança, se desenvolveu na igreja o sistema absolutista”.
 Se um homem com tais características é beatificado pelo Vaticano, não é difícil inferir-se quanto às suas intenções futuras. O Vaticano chegou mesmo a imprimir um calendário especial (25) e encaminhá-lo oficialmente ao Itamarati e com certeza, aos demais corpos diplomáticos do mundo, trazendo impresso uma mudança no calendário eclesiástico, a partir de primeiro de janeiro de 2001, com a introdução da teoria do dia vazio. Nesse calendário, ricamente ilustrado, foi suprimido o dia 31 de janeiro de 2000, vindo para o seu lugar o dia primeiro do ano novo. Este quase imperceptível detalhe, necessário para corrigir uma defasagem de vinte e quatro horas no cômputo do tempo, deslocaria o sábado para sexta-feira e o domingo passaria a ocupar o lugar do sábado, o que aparece de forma muito sutil no calendário. Felizmente, e para decepção de João Paulo II, este calendário, do qual temos um raro exemplar, não chegou a ser implantado pelo governo americano, então sob a direção de Bill Clinton. Não é difícil de imaginar a confusão que teria ocorrido nas fileiras do judaísmo, da Igreja Remanescente e de outros guardadores do sábado, bem como suas perdas econômicas se essa tentativa do Vaticano tivesse se concretizado naquela ocasião.
A agência dos Correios e Telégrafos do Setor Comercial Sul de Brasília chegou a trabalhar durante os três últimos meses do ano 2000 na confecção de um selo comemorativo sobre a mudança do calendário. Este selo, com certeza já está pronto, aguardando apenas uma nova oportunidade para o seu lançamento. Esta informação é oficiosa, mas foi testemunhada por uma irmã da igreja do Guará, DF, que trabalhava, à época, nesta agência dos correios, apesar deste fato ter sido tratado com muito sigilo.            
No início de 2001, as palavras do presidente eleito George Bush declararam, já nos primeiros dias de seu mandato, que governaria os Estados Unidos conjuntamente com as religiões. Ele, também, oficializou um decreto que arbitra o domingo como um dia de ações de graça nacional, no qual todos os americanos devem agradecer a Deus pelas bênçãos por Ele dispensadas sobre a nação. Estes fatos, amplamente difundidos na mídia mundial, causaram estranheza na corte americana e bem pode servir como balizamento para leis mais enérgicas a serem implantadas neste País, em cumprimento à profecia de Apocalipse 13. Esta série de atitudes nos revelam quão próximos podemos estar da inauguração do último ato do drama: O Decreto Dominical. A partir do qual, teremos apenas poucos meses até a segunda vinda de Jesus, conforme o Espírito de Profecia (26): “Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender. Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem quando sair o decreto terão de estar decididos a dizer agora: não, não mostraremos estima pela instituição da besta.”
O livro de Daniel, no capítulo doze, é bem mais específico, definindo este prazo em exatamente 43 meses, a partir do Decreto Dominical Mundial. Lemos em TM (27): “Duas vezes indagou Daniel: Quanto falta para o fim do tempo? ‘Eu pois, ouvi, mas não entendi: Por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? E Ele  disse: Vai, Daniel, porque estas coisas estão fechadas e seladas até ao tempo do fim... e desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora (Decreto Dominical), haverá 1290 dias... esses assuntos são de infinita importância nestes últimos dias... o livro de Daniel nos transporta para as últimas cenas da história da Terra”.
 Este processo é muito semelhante ao que demarcou o início do ministério terrestre de Jesus, quantificado também a partir de um decreto, o de Artaxerxes, em 457 aC. Tudo indica que já estamos no alvorecer do sábado milenar de Deus e, apesar de parecer que nada esteja acontecendo, os sinais estão se cumprindo; morosamente, é verdade, mas com incrível precisão, não obstante o silêncio quase absoluto da Igreja Remanescente. Nem parece que eles foram considerados de infinita importância pela senhora White. Em 1980 quando estive na Bélgica, inteirei-me da presença do papa naquele País. A mídia de então revelava abertamente que o pontífice discutia sobre a questão dominical. Hoje sabemos oficiosamente, mas de fonte segura, que sete países europeus já assinaram uma concordata com o Vaticano. Mais recentemente tem havido fortes manifestações por parte de católicos, protestante, ortodoxos e sindicalistas, em Bruxelas, exigindo do Parlamento Europeu a edição de uma lei dominical para toda a Europa.
Vamos concluir com a visão que a senhora White teve há mais de 150 anos atrás, na qual ela captou as seguintes palavras de Satanás (28): “Assim o mundo tornar-se-á meu. Eu serei o governador da Terra, o príncipe do mundo. Controlarei assim as mentes sob meu poder para que o sábado de Deus seja um objeto especial de desprezo. Um sinal? Eu farei a observância do sétimo dia um sinal de deslealdade para com as autoridades da Terra. As leis humanas serão feitas tão rígidas que os homens e as mulheres não ousarão observar o sábado do sétimo dia. Pelo temor que lhes venha faltar alimento e vestuário, eles se unirão com o mundo na transgressão da Lei de Deus. A Terra estará inteiramente sob meu domínio”.
O dragão é obstinado e tem metas de longo prazo. Comecemos hoje uma limpeza pessoal do pecado, e reclamemos o poder que Deus tem posto a nossa disposição para testemunhar a Seu favor. O mundo necessita saber estas coisas. E nós somos os seus mensageiros para anunciar os tremendos acontecimentos do fim que logo sobrevirão ao mundo. O tempo é chegado para anunciar com poder a Terceira Mensagem Angélica antes que sua pregação seja impedida por leis que já estão sendo implantadas ou em negociação em vários países. Mantenhamos o fogo, que a vitória esta garantida como veremos a seguir.
3.  A queda de Babilônia
     3.1 – A origem remota
O futuro fracasso do último império pagão já foi profetizado. E, para compreender melhor a queda vertiginosa desta draconiana organização, que a Bíblia chama de Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da Terra (Apocalipse 17: 5) seria conveniente analisar o seu marco referencial histórico, em Gênesis onze: a edificação e queda da Torre de Babel, ocorridas após a crise do dilúvio universal, contando com a intervenção direta de Deus. Esta experiência nos servirá de base para melhor compreender Apocalipse 16 e 17, que reproduz aquele episódio no vívido cenário de nossos dias. Isto porque “O que foi é o que há de ser; e o que se fez isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol”. Eclesiastes 1: 9.
Vamos, pois, considerar os primeiros nove versos deste fascinante capítulo, antes de irmos ao livro do Apocalipse. Gênesis 11: 1:
 “Ora, em toda a Terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar”.
Para repovoar a Terra desolada pelo dilúvio que recentemente havia varrido a corrupção moral, Deus preservou apenas uma família (Gênesis 10: 32), a partir da qual se constituíram todas as nações de hoje. Até aquela época eles só tinham uma forma de falar. E Deus mandou que eles se multiplicassem e povoassem a Terra, conforme Gênesis 9: 1:
“Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a Terra”.
A partir desta ordem explícita de Deus, vem o episódio narrado em Gênesis 11: 2:
Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinear; e habitaram ali”.
Esta planície se encontra às margens do famoso rio Eufrates, que aparece novamente no livro do Apocalipse.
Gênesis 11: 3-4: “E disseram uns aos outros: vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a Terra”.
Vê-se uma clara contradição com respeito a ordem de povoar a Terra, emitida por Deus. O grande líder desta ousada empreitada, segundo Gênesis 10: 8-10, foi Ninrode:
Cuxe gerou a Ninrode, o qual passou a ser poderoso na Terra. Foi valente caçador diante do Senhor; daí dizer-se: como Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear”.
Este nome, no original hebraico, significa rebelião; rebelião contra Deus. Ninrode, contudo, é reverenciado na mitologia antiga como o deus sol porque supunham ter ele, ao morrer, ido morar no sol. Assim, o grande Ninrode, idealizador da Torre de Babel, chegou a ser reconhecido como o deus sol, na antiguidade.
E como Deus havia ordenado o povoamento da Terra inteira e não a concentração de sua população, percebemos que Ninrode, de fato, viveu de acordo com o significado de seu nome: em rebelião contra Deus. E o Espírito de Profecia amplia-nos este fato bíblico, comentando:
“Estes construtores de Babel resolveram conservar unida a sua comunidade, em um corpo, e fundar uma monarquia que finalmente abrangesse a Terra inteira... A magnificente torre, atingindo os céus, tinha por fim permanecer como um monumento do poder e sabedoria de seus construtores, perpetuando a sua fama até as últimas gerações”. (29).
Exatamente como hoje, eles queriam formar uma Nova Ordem Mundial, unindo todos os habitantes da Terra numa grande rebelião dirigida por Ninrode, o rebelde, o deus sol. No fundo, queriam assegurar um meio próprio de salvação, sem a necessidade de abandonar os seus pecados. E fazer daquela torre, o centro de um império mundial, que tornasse célebre os seus nomes, mesmo que isso se constituísse numa rebelião contra a vontade de Deus, conforme considera White, na mesma página:
“Um objetivo que tinham na ereção da torre era garantir sua segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a construção a uma altura muito maior da que foi atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de toda a possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens, esperavam certificar-se da causa do dilúvio”.
Estas proposições pagãs: sondar as condições meteorológicas para descobrir as razões técnicas do dilúvio e preparar uma saída estratégica para outro evento semelhante motivou o protesto de um grupo de pessoas que ficara nas montanhas:
“Os que temiam ao Senhor, clamavam a Ele para que interviesse”.  (30)
Eles sabiam que Ninrode e seus confederados faziam questão de ignorar que o dilúvio tivesse vindo para eliminar a iniquidade e não acreditavam na promessa que Deus fizera de não enviar outro dilúvio.
Os pós-diluvianos queriam continuar pecando, mas com a garantia de que poderiam escapar de um novo flagelo por meio de sua ciência e tecnologia, construindo uma torre gigantesca que fosse além do que alcançaram as águas do dilúvio.
Esta era a proposta descrente que predominava naquela antiga ‘Nova’ Ordem Mundial, que estava sendo estabelecida bem de acordo com o nome de seu líder principal: Ninrode, o qual se identificava com o sol, segundo a mitologia antiga.
Em Daniel 3, cerca de dois mil anos depois e possivelmente naquele mesmo lugar, se levantou outro monumento, agora por conta de Nabucodonosor: uma enorme estátua, toda de ouro. Os antigos diziam que o ouro tinha o esplendor do sol e a intenção do soerguimento daquela imagem de mais de 30 metros de altura era a rebelião contra Deus. Chegou o rei a exigir que todos adorassem aquele monumento da grandeza humana.
Neste novo império babilônico havia também um remanescente fiel, como nos dias de Ninrode, que não se curvou diante da estátua de ouro do rei e, por isso, foi jogado na fornalha ardente, e só não morreu graças a miraculosa proteção de Deus.
Aqui, também, foi a não conformação de Nabucodonosor com os desígnios de Deus, que o levou a proclamar uma Nova Ordem Mundial alternativa, em rebelião contra Deus, confirmando-se os dizeres de Eclesiastes 3: 15:
O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou”.
Deveríamos esperar que a Babilônia do Apocalipse apresentasse algo com relação ao sol e em rebelião contra Deus? Sim, porque conforme Eclesiastes, o que se passou no começo, continuou na Babilônia antiga e se consumará no final da História, porque o que está por traz deste fabuloso engenho é o mesmo e incansável dragão vermelho!
Sigamos com Gênesis 11: 5: “Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam”.
Será que Deus não está ciente da tremenda torre de Babel que os homens estão construindo em nossos dias? Desta torre que vem sendo orientada por meio de publicações espíritas desde 1875, no sentido de dar à luz ao último império pagão mundial perseguidor dos filhos do Altíssimo? Desta fabulosa Nova Ordem Mundial levantada com base na tecnologia para imortalizar o nome de seus construtores que nem sequer pensam em abandonar os seus pecados? Será que Deus não está vendo a corrida frenética do atual Ninrode, agindo em rebelião contra Ele, tendo o dia do sol ‘sunday’, o domingo, como base de suas proposições?
E segue o verso 6: “E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos tem a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo o que intentam fazer”.
O texto afirma que o povo era um, no sentido de que havia união entre eles. Na rebelião também há unidade. Satanás está unindo a sua gente. Que tipo de unidade pode haver entre o Catolicismo e o Islamismo, o Protestantismo e o Espiritismo, o Comunismo e o Capitalismo? Nenhuma! No entanto estão se unindo em torno da edificação de uma Nova Ordem Mundial, polarizada na Organização das Nações Unidas, como alternativa à verdadeira Nova Ordem Mundial que será estabelecida nesta Terra pela intervenção divina!
O teólogo Noda (31), assim se refere a esta unidade: “O movimento Nova Era se compõe de milhares de milhares de organizações estendendo-se pelo mundo como uma rede. O seu objetivo principal e o segredo de sua ‘unidade na diversidade’, é a instituição de uma Nova Ordem Mundial a qual deverá ser caracterizada pela ‘consciência de grupo’ e pelo espírito de cooperação”.
A união de vinte e sete nações para a guerra do Golfo Pérsico, em 1991 e de quarenta nações para a luta contra o Iraque, em 1995, deu muito crédito às Nações Unidas. Os países que não aderiram arrependeram-se porque agora acreditam que este seja o caminho. A união do mundo também se verifica no âmbito das grandes corporações: segundo Phelip Waniez, cientista francês, menos de cem grandes empresas manipulam mais de 75% dos recursos do planeta.
 A união do papado com os Estados Unidos teve como consequência, a derrocada do antigo Império Soviético, livrando o mundo da guerra fria e projetando o prestígio do papado até as nuvens. Atualmente, quase todas as religiões do mundo estão se unindo em torno do Vaticano. Todos estes fatos apontam na direção desta Nova Ordem Mundial que em breve será oficializada neste mundo.
Deus, contudo, está no controle. No passado, quando Ele viu o engajamento dos homens e que iriam conseguir os seus intentos, fez a sua intervenção, conforme Gênesis 11: 7:
Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem do outro”.
Deus os confundiu, de sorte que já não mais se comunicavam entre si e começaram a matarem-se uns aos outros, abandonando o seu projeto. Diz o Espírito de Profecia:
“Súbito sustou-se a obra que estivera avançando tão prosperamente. Anjos foram enviados para reduzir a nada o propósito dos edificadores”, (32).
E trabalharam para dar lugar ao plano de Deus, conforme lemos em Gênesis 11: 8-9:
“Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da Terra; e cessaram de edificar a cidade. Chamou se lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a Terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela”.

3.2 – A Babilônia atual
Vamos, agora, ao Apocalipse, para ver o desdobramento desta história em nossos dias. Temos falado do livro de Malachi Martin – As Chaves Deste Sangue, que fala da luta entre o Catolicismo, o Oriente comunista e o Ocidente capitalista. Estes, segundo ele, são as três partes que disputam a hegemonia do planeta Terra e que agora, estão se unindo para estabelecer uma NOM. Ellen White e o Apocalipse também mencionam essas três partes. E a união destas três partes se chama BABILÔNIA, A GRANDE, a moderna réplica da Torre de Babel.
Em Apocalipse 16: 19 podemos verificar que Babilônia terá três partes unidas: “E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações e lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do furor da sua ira”.
Ora, se a grande cidade se dividiu, era porque antes estava unida. Não se pode partir um bolo em três partes a menos que antes ele estivesse inteiro. Se Babilônia foi dividida em três partes, é porque ela antes estava unida em três partes. E quais são as três partes desta Babilônia mística atual? O verso de Apocalipse 16: 13 responde:
Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs”. A besta, como já vimos, representa o papado. O falso profeta representa o Protestantismo apostatado e o dragão, primariamente, Satanás, que atua pelo Espiritismo.
E qual é a sua missão? Vejamos Apocalipse 16: 14: “Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do Deus Todo-Poderoso”.
O que se passou na Torre de Babel? Uniram-se todos, em luta contra o propósito de Deus. E diz mais, o livro do Apocalipse: Para ajuntá-los para a batalha daquele grande dia do Deus Todo Poderoso”. E esse dia de batalha, como veremos, é a segunda vinda de Jesus. Assim é que Babilônia, nos últimos dias, estará unida. E o que é que unirá Babilônia? Diz o livro do Apocalipse que as três partes de Babilônia têm algo em comum: da boca de cada uma sai três espíritos imundos semelhantes a rãs. Isto significa que Babilônia está sob o controle do Espiritismo.  De fato, livros ditados por espíritos diabólicos têm orientado o mundo no sentido desta união:
“Alice Bailey, uma inglesa que emigrou para os Estados Unidos, estabeleceu o verdadeiro alicerce para o movimento ‘Nova Era’. É conhecida como sua sumo sacerdotisa. Como médiun espírita, recebia mensagens de um chamado mestre da sabedoria, o tibetano Djawal Khul. Estas mensagens que este demônio lhe transmitia, através da escrita automática, foram publicadas em numerosos livros, como doutrina secreta, e constituíram o ‘plano’, que, até hoje, para o movimento ‘Nova Era’, é determinado e obrigatório”. (36)   
Jesus quando esteve na Terra, Ele expulsou muitos espíritos imundos. E quem eram estes espíritos? Eram demônios! Isto quer dizer que as três partes de Babilônia são dominadas pelo espiritismo. A senhora White fala de um espiritismo mais refinado que se disfarça em teorias como as que temos hoje na Nova Era (New Age), que estão levando cativo o mundo! Já não se fala da ideia de consultar os mortos, mas de expressões bonitas e muito refinadas, como espiritualismo, parapsicologia, etc.
Em Apocalipse 18: 1-2 diz: “Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Então clamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo o gênero de ave imunda e detestável”.
Este texto sagrado diz que as três partes de Babilônia são transformadas em habitação de demônios e guarida de todo espírito imundo e esconderijo de toda ave imunda e detestável. E quem são estas aves? As aves, na Bíblia, representam Satanás e seus anjos, conforme pode se observar na parábola do semeador:
Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram... a que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhe do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos”. Lucas 8: 5 e 12.
Por isso precisamos compreender bem a falsa doutrina da imortalidade da alma, defendida por Babilônia, porque suas três partes estarão unidas pelo cimento do Espiritismo. Tanto as religiões orientais, como a igreja católica e a maioria das seitas protestantes dizem o mesmo. Assim é que, por este ângulo, o mundo estará unido tendo esta heresia em comum, não obstante a Bíblia dizer, explicitamente, que “toda a alma que pecar, essa morrerá” – Ezequiel 18: 4. Alcançarão, contudo, formar uma monarquia mundial, dirigida por estes três poderes, tendo como ponto em comum, a doutrina da imortalidade da alma.
Assim a Babilônia literal do Antigo Testamento terá agora um sentido simbólico no Novo Testamento. O que era local, agora se entende sob uma perspectiva mundial. Se em Isaias 13 temos que Babilônia nunca mais seria reconstruída, como então podemos ler no Apocalipse 16 que Babilônia vai existir de novo? Só há uma forma de explicá-lo. Não se trata de Babilônia literal e sim de uma Babilônia espiritual, mística. E se Babilônia espiritual será construída também sobre o rio Eufrates, significa que este também deverá ser simbólico. E o que significa o Eufrates? Para isso precisamos ir ao Apocalipse dezessete, verso quinze.  Mas antes de lermos este verso, vamos ler o verso um para captarmos o contexto:
Veio um dos sete anjos que tem as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha assentada sobre muitas águas”.           
E o que representa uma meretriz, na Bíblia? Uma igreja adúltera, apóstata! A meretriz é um símbolo de uma igreja que se corrompeu, pois em vez de estar casada com Cristo, se casa com os reis. Em vez de deixar que Cristo produza a conversão das almas, apela aos reis para obrigar as pessoas a seguir os seus ensinamentos. Agora vejamos o que diz Apocalipse 17: 15:
Falou-me ainda: as águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas”.
O que significa isso? Quem eram as muitas águas sobre as quais repousava a Babilônia antiga? Eram as do rio Eufrates! E, agora, no Novo Testamento, as muitas águas sobre as quais repousa Babilônia, a mãe (porque Babilônia tem filhas, que se prostituem também com os reis, conforme o verso 5), são as populações da Terra. E, assim, no contexto de Apocalipse 17 surgem as três partes de Babilônia: a meretriz (a mãe), as filhas (o Protestantismo apostatado) e os reis da Terra, no comando dos mundanos. Desta forma, o Apocalipse 17: 15 confirma que a Grande Meretriz, o papado se assentará sobre as águas do rio Eufrates, ou seja, dirigirá as populações mundanas da Terra. E esta babilônica confederação estará unida pelo espiritismo, em rebelião contra o Deus do céu. Ela estará tratando de encontrar uma alternativa humana para a ‘Pedra’ que virá do céu, conforme Daniel 2: 44-45:
Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, como viste que do monte foi cortada uma Pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”.
E qual será o outro ponto de intercessão? Recordemos que Ninrode chegou a ser o deus sol. E qual é a marca da besta, que será imposta contra o remanescente, conforme vimos no Apocalipse 13: 17-18? É o dia do sol. Sunday! Este será o outro ponto de união. O ponto comum de Babilônia será a imposição da marca da besta, a observância do dia do sol (o domingo) como dia de repouso, em rebelião contra o dia estabelecido por Deus, o sábado, conforme Êxodo 20! Isto parece muito simples. É porque é simples mesmo. Deus não quer que ninguém tropece em coisas complicadas na hora de fazer a sua decisão para a vida ou para a morte!
Deus revelou que o deus sol não é Deus. Que o dia do sol não é o dia que devemos guardar. Deus revelou que o sétimo dia comemora a criação e lembra-nos que servimos ao verdadeiro Deus! Assim, aquele que não guardar o sábado, estará em rebelião contra Deus. E estará unido com aqueles que creem no deus sol, e com o velho Ninrode, cujo nome significa rebelião. E se ficar em Babilônia, pertencerá à NOM; e, na NOM vai se passar algo terrível, como veremos.
Babilônia, a Grande, a Torre de Babel moderna vem sendo edificada e a sua torre já vai muito alta. Quase todo o mundo será enganado pelo que é ensinado por Babilônia. Notemos o que diz White, em (37):
“Um estudo da Bíblia feito com oração mostraria aos protestantes o verdadeiro caráter do papado e se afastariam dele. Porém muitos são tão sábios em sua própria opinião que não sentem nenhuma necessidade de buscar humildemente a Deus para serem conduzidos à verdade. Apesar de se orgulharem de sua sabedoria, desconhecem tanto as Sagradas Escrituras como o poder de Deus”.
Babilônia prega sobre a salvação, mas quer também seguir pecando. Precisamos, mesmo na Igreja Remanescente, tomar cuidado com esta nova teologia, porque muitos estão ensinando isso, que não é possível erradicar o pecado e, por isso, terminarão em Babilônia, com certeza. Muitos necessitam algo para acalmar suas consciências e buscam o que é menos espiritual e humilhante. O que desejam é um modo de esquecer a Deus, porém parecendo recordá-lo. E como o fazem? Seguem o papado que responde perfeitamente às necessidades de quase todas as pessoas. Ele é adaptado a duas classes que abarcam quase todo o mundo: os que querem salvar-se por seus méritos e os que querem salvar-se em seus pecados. Este é o segredo de seu poder.
E o que é pecado? Pecado é a transgressão da lei. E a nova teologia, que na verdade é mais velha que o mundo, pois que se originou com Lúcifer, no céu, ensina que Deus nos vai salvar em nossos pecados, porque é impossível vencer, ganhar a vitória sobre o mal e sobre o pecado. E todas as pessoas que pensam assim vão terminar em Babilônia! Todos os que creem na imortalidade da alma vão terminar em Babilônia! E todas aquelas pessoas que observam o domingo e insistem em fazê-lo, vão terminar em Babilônia!
A Babilônia moderna pensará que poderá salvar-se por suas próprias obras, da mesma forma que os construtores da Torre de Babel. Tal Torre seria tão grande que, uma vez dentro dela, sequer Deus poderia destruí-los! Mesmo no caso de um novo dilúvio! A NOM vem construindo a sua Torre gigantesca com base na ideia de que o homem pode salvar-se pelos seus próprios esforços, pelo desenvolvimento sustentável e em seus pecados. E pensam colocá-la no lugar da verdadeira NOM de um Deus que diz que temos que vencer o pecado, de um Deus que diz que não podemos nos salvar pelos nossos próprios méritos.
Se voltarmos ao Apocalipse 17 e nos perguntarmos: saberia Deus quais são os objetivos destes três poderes de Babilônia? E o que está se passando nos lugares secretos? Quais são os planos? Será que Deus está olhando e vendo tudo o que se passa? Claro que sim! Deus está no controle, não o homem! Deus vê como o mundo está se unindo. Como o mundo busca salvar-se pelos seus próprios méritos e em seus pecados. Querem alcançar os céus mas sem abandonar os seus pecados. Deus vê como o mundo se rebela contra Ele. Olha como, finalmente, vai se estabelecer uma lei dominical que exalte o domingo, uma vez que Ninrode era o deus sol, na antiguidade! Ele está vendo tudo isso e deixando que os homens continuem construindo a sua NOM.
3.2.1 – Sua concepção espírita
A luta do dragão contra o remanescente, destacada em Apocalipse 12: 17 e ampliada em Apocalipse 13: 11-18, se desenvolverá por meio de três protagonistas ‘religiosos’: o papado, o Protestantismo apostatado e o Espiritismo (Apocalipse 16: 13). Esses três finalmente se unirão para dirigir uma monarquia mundial, com um chefe supremo, o papa.
O Espiritismo, chamado de dragão em Apocalipse 16: 13, no sentido mais amplo poderá englobar todas as nações não cristãs, pois:
“Reis, legisladores e governadores têm colocado sobre si o estigma do anticristo, e são representados pelo dragão que sai a guerrear contra os santos”. (33)
Assim será constituída uma ‘Nova’ Ordem Mundial: uma estrutura idealizada diretamente pelo dragão que, no sentido estrito do termo é o próprio Satanás (Apocalipse 12: 9). Ela será estabelecida no âmbito das Nações Unidas, de onde assumirá a sétima e última cabeça perseguidora do povo de Deus.
Noda, em (34) introduz um pouco da origem remota deste movimento mundial:
 “Tudo começou por causa da decadência do mundo ocidental. A visão materialista do Universo e a negação da fé cristã histórica deixaram na sociedade um vazio existencial, pronto a ser preenchido por qualquer ideia que enfatizasse o lado espiritual e o lado místico da vida”. E Noda continua, na mesma página:
“As raízes do movimento ‘Nova Era’ originaram-se em Nova Iorque, em 1875, com a fundação da Sociedade Teosófica, pela russa Helena Petrovna Blavatsky. Depois de ter viajado pelo Oriente e estudado o hinduísmo e o budismo, fundou um movimento de amplitude mundial. Ela alega ter recebido revelações de mestres elevados que, segundo ela, como seres altamente evoluídos, controlam a vida dos homens. Na sua concepção, eles estão interessados a levar os seres humanos a um estado de evolução cósmica: O homem veio da ameba, mas ele está destinado a ser Deus”.
Shirley Maclaine, a defensora do movimento, disse:
“Cada pessoa é um universo; se você se conhece, você conhece tudo”. E ainda, segundo a mesma fonte,“Theodore Roszak diz que nós temos que despertar o deus que dorme na raiz do nosso ser”. 
Temos assim uma descrição do alvorecer da sétima cabeça do dragão que, por determinação mediúnica, começou a ser estruturada em sigilo e assim permaneceu por cem anos, até 1975, quando passou a respirar livremente, isto é, a ser motivo de ensino nas grandes universidades deste mundo. Nós tivemos o primeiro contato com essa teoria quando fazíamos doutorado na França, em 1979.
Hoje, apesar da pretensão de lutar contra o terrorismo internacional, de ser um instrumento político para sair da crise mundial e de propor o estabelecimento de um longo período de paz e de prosperidade para a humanidade, a intenção não declarada da Nova Ordem Mundial (Nova Era) será a de destruir o remanescente de Deus e dominar o mundo por meio da tecnologia.
Vejamos agora como o Espírito de Profecia comenta esta estratégia satânica:
“Agentes satânicos têm vindo das profundezas, inspirando os homens a unir-se numa confederação do mal, para perturbarem e atormentarem o povo de Deus, causando-lhe grande aflição. O mundo todo há de ser excitado à inimizade contra os adventistas do sétimo dia, porque eles não rendem homenagem ao papado, honrando o domingo, o qual foi instituído por este poder anticristão. É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminados da Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo”. (35)

3.2.2 – Sua queda definitiva   
O livro do Apocalipse nos informa que chegará o momento em que a Babilônia que está se unindo se dividirá! Este será o seu fim, o qual passaremos a estudar a seguir, a partir de Apocalipse 17: 1-2:
Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da Terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na Terra”.     
Estes versos estão tratando do estabelecimento da NOM, quando o Estado se unirá com a Igreja, proporcionando um corpo para o dragão perseguir o remanescente de Deus, quando a grande meretriz começará a cavalgar, a conduzir as massas após o Decreto Dominical. Sabemos que as falsas doutrinas embriagam as pessoas. Um indivíduo cuja mente tenha sido contaminada pelos erros de Babilônia, como um ébrio, não será capaz de pensar retamente. Por isso muitas vezes apresentamos a verdade de uma forma clara, lógica e as pessoas não aceitam. Porque estão embriagadas com o vinho de Babilônia.
Apocalipse 17: 3-6: “Transportou-me o anjo, em espírito, e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmias, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias de sua prostituição. Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto”.
 O papado embriaga concomitantemente os reis e as multidões, induzindo à concretização da NOM; montará sobre as multidões, as controlará, dizendo o que devem fazer. E, assim, as muitas águas constituirão com a falsa igreja uma besta tremenda que dominará o mundo. Apocalipse 13 diz que ela fala blasfêmias e perseguirá os santos. O capítulo 17 acrescenta que ela está vestida de púrpura e de escarlata, com ouro e com pedras preciosas, revelando que ela mantém o patrimônio da besta medieval e mesmo o tem ampliado para aplicá-lo na condução da NOM. E coloca, ainda, um cálice de ouro na sua mão, contendo o vinho de suas falsas doutrinas, que ela está dando às nações, aos reis. Está enganando as nações e os reis com falsas promessas sobre a NOM, dizendo que poderá trazer uma época de paz e de prosperidade, o que é absolutamente falso!
A Igreja Católica se autodenomina a igreja mãe e atribui às igrejas protestantes o título de filhas separadas. Hoje elas não estão tão separadas assim. Afinal, elas estão ligadas pelos mesmos pontos falsos de doutrinas: A imortalidade da alma e o domingo como dia de guarda. Elas estão buscando um processo de salvação próprio, sem abandonar os seus pecados, pois acreditam ser impossível viver sem pecar. Infelizmente, além de estabelecer-se, a NOM ainda se embriagará com o sangue dos santos, conforme vimos em Apocalipse 13. E o que dizer das sete cabeças e dos dez chifres? Para saber o que significam precisamos ler os versos 7 e 8:
O anjo, porém, me disse: porque te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chifres e que leva a mulher: a besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a Terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá”.
Esta besta que viste, era e não é e está para surgir do abismo é o papado. Era, na Idade Medieval, não é (atualmente, por falta da união com o Estado para garantir-lhe o poder de perseguição) e está para emergir do abismo, isto é, das crises econômica e ecológica mundial atual. Estas crises poderão facilitar as medidas políticas de exceção necessárias para solucionar os graves problemas mundiais, incluindo a união da Igreja com o Estado, consolidando assim a Nova Ordem Mundial, na tentativa de salvar o mundo por meio de sua tecnologia e em seus pecados. O Decreto Dominical poderá ser justificado também sob a alegação de que um dia por semana de interrupção de todas as atividades favoreceria a sustentabilidade do planeta.
Apocalipse 17: 9 “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis”.
Roma é mundialmente reconhecida como a cidade das sete colinas. E, no verso 18, João deixa claro: “A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da Terra”. Esta, no tempo de João era inquestionavelmente Roma.
A Palavra revela ainda que as sete cabeças são também sete reis. Se partirmos do Tratado de Latrão, assinado entre o presidente da Itália, Benito Mussoline e o então papa Pio XI, em 1929, o qual devolveu ao pontífice romano o título de rei, perdido desde 1798 e, ao Vaticano, o status de Estado, veremos que de lá para cá, reinaram sete papas: Pio XI, Pio XII, Paulo VI, João XXIII, João Paulo I, João Paulo II, e, agora Bento XVI. Tudo indica que o texto foi escrito para o tempo do reinado de João Paulo II, que seria, então, o sexto rei, pois que:
“dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco”. Apocalipse 17: 10.
Esta é mais uma séria revelação a respeito da brevidade da volta de Jesus, tendo em vista a idade avançada de Bento XVI.
O nome romano de João Paulo II – Ioannes Paulus Secundo, que assinou a carta apostólica DIES DOMINI (Dia do Senhor) que consagra o domingo como dia de guarda, dá 666. O sétimo e muito provavelmente o último papa, Bento XVI, pela Escritura, e mesmo pela sua idade, tem de durar pouco tempo. Se relacionarmos seu nome atual com o título que ele tinha quando elaborou a carta DIES DOMINI (pois foi ele que escreveu a carta assinada por João Paulo II e que será certamente o texto de base para a formulação do Decreto Dominical), teremos: Cardeal Bento XVI, que, curiosamente também dá 666, o número de homem, da besta, conforme aparece em Apocalipse 13: 17-18.
Apocalipse 17: 11 “E a besta, que era e não é também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição”. 
Temos aqui uma segunda aplicação para a besta que era e não é. Além de representar o papado, como vimos, ela representa também a Satanás, que era um anjo de luz e não mais é, mas aparecerá gloriosamente no final, cumprindo seu papel como se fosse o oitavo rei. Finalmente, quanto aos dez chifres, temos:
Apocalipse 17: 12 “Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora”.
Ao tempo do sexto rei (João Paulo II), os dez reis ainda não tinham recebido seus reinos. Atualmente ainda são apenas cinco os países representantes da ONU (EUA, China, França, Inglaterra e Rússia). Estes, no entanto, não são suficientes para representar o mundo inteiro, por ocasião da implantação oficial da Nova Ordem Mundial, pois que não tem nenhum representante da América Latina nem da África e nem do Oriente Médio. Deverão, portanto, segundo a profecia, ser indicados mais cinco países para completar os representantes da ONU. Os países mais cotados são: o Brasil, a África do Sul e a Índia, porque representam as lacunas geográficas e estão no rol das potências emergentes; a Alemanha, que é, atualmente, a maior potência econômica da Europa e mais um representante do Islamismo, situado, provavelmente no Oriente Médio.
O período deste reinado político/religioso será como um relâmpago: apenas uma hora profética, ou seja, quinze dias literais. Este será o tempo suficiente para se perceber o desastre irremediável desta união do ferro (política) com o barro (religião) dos pés da estátua de Daniel 2. Será, contudo, o longo tempo de angústia de Jacó, durante o qual os filhos remanescentes de Deus estarão sob o Decreto de Morte previsto em Apocalipse 13: 15. E segue Apocalipse 17: 13:
Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem”.
Este verso sugere que acima da ONU estará o papa, dando as diretrizes para a NOM mais curta da História, e dispondo de todo o poder de fogo para a sua luta contra o remanescente de Deus. Será esta, no entanto, a ocasião da sétima praga cair, trazendo a morte quase instantânea para a humanidade pecadora, secando, por assim dizer, as águas do rio Eufrates. O verso de Apocalipse 17: 16 complementa esta ideia:
 “os dez chifres que viste e a besta (as populações manipuladas pelo papa), esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo”.
As Nações Unidas (os dez chifres) e a besta (as populações) odiarão o papado. Este será o início fulminante da vertiginosa queda da estátua babilônica, da NOM (Torre de Babel dos últimos dias) que estava unida, mas que se dividirá! Quanta diferença com relação aos primeiros versos de Apocalipse 17, quando os reis da Terra e as multidões do mundo estavam bebendo do vinho da grande prostituta, certos de estabelecer uma Nova Era de paz, prosperidade e segurança! Não mais seguirão juntos e a meretriz será devastada.
O que se passou com a união que havia na Torre de Babel? Vieram relâmpagos do céu, e trovões que derrubaram a Torre e confundiram as pessoas que passaram a se matar entre si. E isto é o que representará nos últimos dias a secagem do rio Eufrates. O sétimo flagelo cai sobre ele, preparando o caminho para a volta de Jesus. E, como afirma Daniel 11: 45: “não haverá quem socorra o rei do Norte”, isto é, o papa.
A Igreja Remanescente tem uma mensagem gloriosa, extraordinária, que coliga todas as Escrituras e desmascara a ideia de uma NOM. Será que nos assentaremos, nos alimentaremos do que estamos estudando e não contaremos ao mundo estas coisas? Ao tomar ciência, divulgue o blog e prepare-se para iluminar o mundo que anda na incerteza, que está angustiado e não sabe o que está se passando. Quem vai lhe tirar as dúvidas? Quem lhe vai revelar a profecia? Quem lhe vai ajudar a escapar da NOM que imporá a marca da besta, se não formos nós da Igreja Remanescente? Deus nos está dando grandes privilégios que são também grandes responsabilidades! Deus nos deu estas verdades, com exclusividade, para que as proclamemos ao mundo. Precisamos esclarecer o mundo que a NOM entrará em colapso e que o Capitalismo já está em colapso. Que Cristo Jesus reina. Que Ele está no controle! Devemos ajudar as pessoas a entregarem suas vidas a Jesus para que possam pertencer à verdadeira NOM, ao reino que nunca será corrompido! E você não quer dizer ao Senhor Jesus Cristo: eu quero estar com o povo de Deus? Eu quero estar na verdadeira NOM onde se guarda os mandamentos de Deus e onde se segue as pisadas do Senhor Jesus Cristo? Faça isto, vivendo pela fé, porque a vitória já está garantida! O dragão será derrotado, apesar de toda a impossibilidade humana atual! Será como revela Apocalipse 17: 14:
Pelejarão eles contra o Cordeiro e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis. Vencerão também os chamados, eleitos e fieis que se acham com Ele”.
                                          4. Insensatez em tempo de espera

                                      4.1 – A condição de laodiceia

Em Apocalipse 3: 14-22 verificamos que há um problema com a Igreja Remanescente: a mornidão. Este problema é muito grave e exige sincera reflexão por tratar-se de uma acusação pela sua falta de fé, de amor ao próximo, do Espírito Santo e pela sua pouca valorização às promessas de Deus. Este estágio espiritual da igreja não condiz com sua posição privilegiada e foi assim caracterizado por ela mesma:

“Quanto à acusação de mundanismo, incredulidade e apostasia em nossas fileiras, negar o fato seria tão inútil quanto procurar tapar o sol com peneira. As dificuldades realmente existem, e dizem respeito à áreas tão diversas, como estilo de vida (desleixo na reforma da saúde e do vestuário, uso de joias e pinturas, envolvimento em diversões impróprias e esportes competitivos e violentos, desmazelo na observância do santo sábado, etc.), teologia (infiltração de cristologias, hamartiologias, soteriologias e escatologias estranhas ao Adventismo, negação do juízo investigativo em 1844, descrença no Espírito de Profecia, reaplicação profética, etc.) e estrutura administrativa (ameaça de congregacionalismo, pressão pela ordenação de mulheres, emprego inadequado do dízimo, ministérios independentes, etc.). Dessas dificuldades que ameaçam a igreja, porém, a que mais salta aos olhos da opinião pública talvez seja a da conduta imprópria de seus membros”. RA (38)

Observação: cristologia é a parte da teologia consagrada à pessoa e a obra de Cristo; hamartiologia significa teologia sistemática usada por pentecostais e soteriologia significa a doutrina relativa a obra de salvação realizada por Jesus Cristo em favor da humanidade. Estudo do mistério da salvação cristã. 

Devemos, individualmente, nos interrogar como nos enquadramos neste quadro profético, uma vez que, segundo White, “Nem um dentre cem, em nosso meio está fazendo qualquer coisa além de empenhar-se em empreendimentos comuns e seculares. Não estamos nem meio despertos em relação ao valor das almas pelas quais Cristo morreu”. Serviço Cristão, 81.

 Esta citação é muito séria porque em Serviço Cristão, 89, lemos ainda:

“Jamais poderemos ser salvos na indolência e inatividade. Não há pessoa verdadeiramente convertida que viva vida inútil e ociosa. Não é possível deslizar para dentro de céu. Nenhum preguiçoso pode lá entrar... Quem recusa cooperar com Deus na Terra, não cooperaria com Ele no céu. Não seria seguro levá-lo para lá”.

Apesar destas admoestações, que nem sempre fluem na Igreja de forma tão clara, percebemos que o problema se agrava na medida em que aumenta o número de batismos, não obstante os esforços da liderança para impedi-lo.

Em ‘Família por Famílias’, da União Centro Oeste Brasileira, encontramos o conteúdo do quarto Seminário de Enriquecimento Espiritual (SEE). E, na página 59 lemos um trecho da senhora White intitulado: como alcançar unidade, que diz:

“A causa da divisão e discórdia na família e na igreja é a separação de Cristo. Aproximar-se de Cristo é aproximarem-se uns dos outros. O segredo da verdadeira união na igreja e na família não é a diplomacia, o trato habilidoso, o sobre humano esforço para vencer dificuldades – embora haja muito disto a ser feito – mas a união com Cristo”. O Lar Adventista, p. 179.

Prosseguindo no 4º SEE, p. 59, lemos:

“Quando Cristo iniciou Sua obra mediadora ao lado de Seu Pai no Céu, garantiu que o alvo de ter Seu povo unido não era uma ilusão. Através do Espírito Santo, Ele concedeu dons especiais, cujo propósito particular era estabelecer a ‘unidade da fé’ entre os crentes. Ao analisar esses dons, Paulo disse que Cristo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. Esses dons foram concedidos à igreja com vistas ao ‘aperfeiçoamento dos santos para o desempenho de seus serviços, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo’”.

Confrontando o texto acima com a mornidão de Laodiceia somos forçados a admitir a existência de uma relativa decepção com relação aos efeitos da aplicação dos dons espirituais concedidos à Igreja Remanescente, na atualidade. Apesar de leigo e precisando também melhorar nossa espiritualidade, mas olhando como quem olha de fora, nos interrogamos se o problema não poderia estar conectado com o dom profético, ou com a falta de conexão com este dom que nos foi outorgado para fazer toda a diferença ao nível de nossas pregações, nos últimos dias. Não se trata de profetizar coisas novas, mas de conhecer melhor e tornar mais conhecidas as profecias bíblicas exaradas no Espírito de Profecia, sem a interferência de ideias pré-concebidas. Dizemos isto porque nos parece ser este o elo fraco da corrente.

E, se me permitem parafrasear o texto do livro O Lar Adventista, acima citado, diríamos que o segredo para alcançarmos o verdadeiro enriquecimento espiritual não são os Seminários voltados para este objetivo, nem as vigílias, nem as santas ceias, etc. – embora haja muito disso a ser feito, mas a união com Cristo.

A solução do problema não parece ser exterior a nós, mas essencialmente interior, ao nível do coração de cada suposto adorador. Talvez por isso é que a mensagem de Laodiceia seja tão pessoal, apesar de mais específica ao ‘anjo’ da igreja, justamente por não estar conseguindo fazer uma avaliação adequada, para solucionar o problema em discussão. Eu sei que não é justo criticar aqueles que são melhores do que nós, a quem admiramos pelo esforço sincero despendido, mas a falta de engajamento da maioria dos irmãos pode ser decorrente de métodos pouco convincentes, na prática do dia a dia, o que é crucial aos olhos de Deus. Uma geração inteira – mais de sete bilhões de amados filhos do Altíssimo dependem de uma mensagem profética vital que só Laodiceia, a última igreja cristã verdadeira, possui.

Esta Igreja foi notavelmente enriquecida pelo Espírito de Profecia que lhe outorgou, com sucesso, toda a verdade necessária para a última geração (que será julgada viva), e com a mesma exclusividade que aos judeus foi dada no Antigo Testamento. Contudo, como aqueles, a grande maioria dos membros da igreja de Deus atual vacila em estudar os escritos sagrados imprescindíveis ao cumprimento de sua missão: preparar-se devidamente e ao mundo para o juízo dos vivos antes que a porta da graça se feche. E, pior, embalados por falsa segurança, ignoram as manobras do dragão que aguarda o momento certo para destruí-los inexoravelmente.

Walton (39), tocado pelo Espírito Santo, desenvolveu uma pesquisa de cunho pessoal para avaliar melhor este processo e concluiu, em seu livro:

“Esta é a contribuição singular do Adventismo para o mundo, a mensagem final que coloca o arremate sobre a Reforma. Por séculos os cristãos acreditaram que a salvação vem pela fé em Cristo. Mas os adventistas descobriram uma nova dimensão: através da fé em Cristo, a vida toda poderia ser trazida em harmonia com a Lei divina”.

Esta bandeira: a deleitosa obediência aos mandamentos de Deus, defendida e praticada por muitos líderes e irmãos sinceros, não tem logrado o êxito de se generalizar em nossos arraiais, para retirar de seus descaminhos, a maioria dos presumidos remanescentes. White, em (40) assim nos admoesta:
“Quando Cristo vier não irá nos limpar dos nossos pecados, remover de nós os defeitos de caráter, ou curar-nos de nossas enfermidades de temperamento e disposição. Se esta obra for realizada por nós, será totalmente completada antes daquele tempo. Quando o Senhor vier, aqueles que são santos serão santificados ainda”. (Negrito e grifo acrescentado). E segue o Espírito de Profecia em (41):
“Não te enganes. De Deus não se zomba. Coisa alguma senão a santidade te preparará para o céu. Unicamente a piedade sincera, experimental, pode dar-te um caráter puro, elevado, e habilitar-te a entrar à presença de Deus, que habita na luz inacessível. O caráter celeste deve ser adquirido na Terra ou jamais se poderá obter. Começa, portanto, imediatamente. Não te iludas de que virá tempo em que poderás fazer mais facilmente um diligente esforço do que agora. Cada dia aumenta tua distância de Deus. Prepara-te para a eternidade com um zelo tal como ainda não manifestaste. Educa tua mente em amar a Bíblia, amar a reunião de oração, a hora de meditação e, acima de tudo, a hora em que a alma comunga com Deus. Torna-te celeste na mente, se queres unir-te com o coro celestial nas mansões de cima”. (Negritos acrescentados).
Não podemos fazer atalhos. O estudo aprofundado dos Testemunhos nos é exigido, posto que nos foram outorgados por Deus. Ainda, segundo White, lemos em (42):
“Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço inteligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal”.  (Negrito e grifo acrescentado)
De sorte que “Ninguém diga: não posso remediar meus defeitos de caráter. Se chegardes a esta decisão, certamente deixareis de alcançar a vida eterna”.  (43).
Se alguém insinuar algo contra esta grande contribuição da Igreja Remanescente, dizendo que Jesus já fez tudo o que era necessário por você e que, no final, Ele o cobrirá com a Sua justiça; pregando que ninguém tem a condição de ser santo como Ele foi, fique atento! Esta é uma regressão perigosa ao protestantismo apóstata, não endossada pelo Espírito de Profecia nem pela Bíblia. E por se multiplicar o número destes pregadores mais liberais que buscam amenizar suas próprias falhas, é que o sono das virgens loucas vai sendo inadvertidamente embalado. É por essa contemporização com o pecado, diz o Espírito de Profecia, que o número dos defensores da verdade fica cada vez menos expressivo e a situação espiritual da igreja cada vez mais agravada, a ponto de precisarmos ouvir a pena inspirada dizendo:
“a mensagem de Laodiceia é uma impressionante acusação, e é aplicável ao povo de Deus no tempo presente. ‘E ao anjo da igreja que está em Laodiceia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu’”. Apocalipse 3: 14-17. (44).
Apesar da versão bíblica Revista e Atualizada ter alterado a palavra de Deus, colocando equivocadamente ‘estou a ponto de vomitar-te’, isto não altera o texto original da Bíblia e do Espírito de Profecia. Em (45), White, felizmente, põe no ponto certo esta dramática situação do pretenso povo de Deus:
 “Para os que são indiferentes neste tempo, a advertência de Cristo é: porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei de minha boca. Apocalipse 3: 16. A figura de vomitar de Sua boca significa que Ele não pode oferecer a Deus as vossas orações ou expressões de amor. Não pode aprovar de forma alguma o vosso ensino de Sua Palavra ou o vosso trabalho espiritual. Não pode apresentar os vossos cultos religiosos com o pedido de que vos seja concedida graça”.

As palavras neste tempo acima requerem contextualização. E, para isso, precisamos voltar ao texto que introduz o parágrafo em análise, que diz:

“... mas quando Deus mandar que Seus anjos soltem os ventos haverá uma cena tal de luta que pena nenhuma pode descrever”.  

Como sabemos que a soltura dos ventos está ligada com o selamento escatológico previsto em Apocalipse 7: 1-3, o cumprimento da profecia endereçada a Laodiceia se cumprirá ainda no futuro. Com efeito, na página anterior, referindo-se a este tempo, diz White:

Não temos senão poucos, pouquíssimos dias de graça em que preparar-nos para a vida futura, imortal”.

Agora o quadro profético ficou mais claro. Esta declaração à Laodiceia funcionará como uma dobradiça que foi colocada no limite da passagem da igreja militante para a triunfante, após a sacudidura. A mensagem também não se destina a todos os remanescentes, mas apenas aos indiferentes aos apelos da Testemunha Fiel e Verdadeira.

A inspiração aqui não está acusando a Igreja Remanescente de ter deixado de ser a igreja de Deus para os últimos dias, nem que tenha se tornado ou que se tornará Babilônia. Não está dizendo que devemos formar uma nova organização ou que já não é seguro permanecer no seio desta igreja. White alerta que há um problema se agravando, e que se não for corrigido, provocará a falência espiritual de muitos irmãos a quem tanto amamos.

O Espírito de Profecia conclui o seu recado, dizendo na mesma página:

“caso a cortina pudesse ser erguida, pudésseis vós discernir os propósitos de Deus e os juízos que estão para abater-se sobre um mundo condenado, caso pudésseis ver a vossa própria atitude, temeríeis e tremeríeis por vossa própria alma e pela de vossos semelhantes. Fervorosas orações e angústia de coração quebrantado elevar-se-iam ao céu. Choraríeis entre o alpendre e o altar, confessando a vossa cegueira e rebeldia espirituais”.

Se por um lado precisamos esvaziar-nos de nossas supostas riquezas espirituais, preconceitos e excesso de confiança própria, por outro, deveríamos também ficar atentos ao tempo e ao lugar, para não tirarmos conclusões destorcidas, nos aprestando-nos para o ingresso na fase decisiva da igreja triunfante.

“Coisa alguma no mundo é tão preciosa para Deus, como Sua Igreja”. Mensagens Escolhidas I, p. 57.

E, em (46) White continua:
“O Senhor nos mostra aqui que a mensagem a ser apresentada a seu povo pelos ministros a quem Ele chamou para adverti-lo, não é uma mensagem de paz e segurança. Não é meramente teórica, mas prática em todo particular. O povo de Deus é representado na mensagem aos laodiceanos como em uma posição de segurança carnal. Estão à vontade, acreditando-se em exaltada condição de consecuções espirituais. ‘Como dizes: rico sou e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu’. Que maior ilusão pode sobrevir ao espírito humano que a confiança de se acharem justos, quando estão totalmente errados”! (negritos acrescentados).
Enquanto o ‘eu’ permanecer no trono, o Espírito Santo não pode regenerar-nos. E, se a obra já foi feita por Cristo, como dizem muitos com desenvoltura, para que, então a censura e o juízo investigativo? O remanescente fiel deve estar atento às tentativas do dragão de solapar, imperceptivelmente, ‘os marcos’ antigos estabelecidos pelo Espírito de Profecia, os quais devem sempre estar sendo revisados e confirmados! Não podemos minimizar a importância da seguinte advertência:
“A mensagem da Testemunha Verdadeira encontra o povo de Deus em triste engano, todavia sinceros em seu engano. Não sabem que sua condição é deplorável aos olhos de Deus. Ao passo que àqueles a quem se dirige se lisonjeiam de achar-se em exaltada condição espiritual, a mensagem da Testemunha Verdadeira derruba lhes a segurança com a assustadora acusação de seu verdadeiro estado de cegueira, pobreza, e miséria espiritual. O testemunho, tão incisivo e severo, não pode ser um engano, pois é a Testemunha Verdadeira que fala, e Seu testemunho tem de ser correto.” (47).
É impressionante a lucidez do Espírito de Profecia em (48):
”Estamos como um povo, triunfando na clareza e força da verdade. Somos plenamente sustidos em nossos pontos de fé por avassaladora quantidade de claros testemunhos escriturísticos. Carecemos muito, porém, da humildade, paciência, fé, amor, e abnegação, vigilância e espírito de sacrifício, bíblicos. Precisamos cultivar a santidade da Bíblia. O pecado domina entre o povo de Deus. A positiva mensagem de repreensão aos laodiceanos não é acatada. Muitos se apegam a suas dúvidas e a seus pecados acariciados, enquanto se encontram em tão grande engano que dizem e sentem que não necessitam de nada. Pensam que não é necessário o testemunho do Espírito de Deus em reprovação, ou que não se refere a eles. Esses estão na maior necessidade da graça de Deus e de discernimento espiritual, para que descubram sua deficiência no conhecimento das coisas do espírito. Faltam-lhes quase todos os requisitos necessários ao aperfeiçoamento do caráter cristão. Não têm um conhecimento prático da verdade bíblica, que leva à humildade de vida, e à conformidade de seu querer com a vontade de Cristo. Não estão vivendo em obediência a todos os reclamos divinos”.
E segue White, na mesma página:
Não basta meramente professar a verdade. Todos os soldados da cruz de Cristo obrigam-se virtualmente a entrar na cruzada contra o adversário das almas, para condenar o erro e sustentar a justiça. A mensagem da Testemunha Verdadeira, porém, revela que terrível engano impende sobre nosso povo, e que torna necessário dirigir-lhe advertências, para despertá-lo da madorra espiritual, e o estimular para uma ação decidida”.
“Em minha última visão (continua White), vi que mesmo esta decidida mensagem da Testemunha Verdadeira não cumpriu o desígnio de Deus. O povo continua a madorrar em seus pecados. Continuam a se dizer ricos, e que não necessitam de nada. Muitos indagam: Por que são feitas tantas reprovações? Por que nos acusam continuamente os Testemunhos de desvios da fé e de ofensivos pecados? Nós amamos a verdade; estamos prosperando; não temos necessidade desses testemunhos de advertência e reprovação. Examinem, porém, esses queixosos o próprio coração, e comparem suas vidas com os ensinos práticos da Bíblia, humilhem a alma diante de Deus, deixem que a graça divina lhes ilumine as trevas, e as escamas lhes cairão dos olhos, e compreenderão sua verdadeira pobreza e miséria espiritual. Sentirão necessidade de comprar ouro, que é a fé e o amor puros, vestidos brancos, que é um caráter imaculado, purificado pelo sangue de seu querido Redentor; e colírio, a graça de Deus, a qual lhes dará claro discernimento das coisas espirituais, e indicará o pecado. Essas consecuções são mais preciosas que o ouro de Ofir”. (Negritos e grifos acrescentados).
O Espírito de Profecia, tão precioso para nós no tempo presente, especifica a causa da cegueira espiritual, em (49):
“Foi-me mostrado que a maior causa de o povo de Deus se achar agora nesse estado de cegueira espiritual, é o não receberem a correção. Muitos têm desprezado as reprovações e advertências que lhes foram feitas. A Testemunha Verdadeira condena o estado morno do povo de Deus, o qual dá a Satanás grande poder sobre eles, neste tempo de espera e vigilância. Os egoístas, os orgulhosos, e os amantes do pecado são sempre assaltados por dúvidas. Satanás tem a habilidade de sugerir dúvidas e suscitar objeções aos incisivos testemunhos enviados por Deus, e muitos julgam ser uma virtude, um sinal de inteligência de sua parte, ser incrédulos, questionar e sofismar. Os que desejam duvidar terão suficiente margem para isto. Deus não se propõe a remover toda ocasião para incredulidade. Ele dá provas que devem ser cuidadosamente investigadas com espírito humilde e dócil, e todos devem decidir em face do peso da evidência”. Grifos e negritos acrescentados.
Continuando, diz o texto inspirado, na mesma página:
A vida eterna é de infinito valor, e custar-nos-á tudo quanto possuímos. Foi-me mostrado que não damos o devido valor às coisas eternas. Tudo quanto vale a pena possuir-se, mesmo neste mundo, tem de ser conseguido com esforço, com os mais penosos sacrifícios às vezes. E tudo isto simplesmente para obter um tesouro perecível. Seremos menos voluntários para resistir às lutas e fadigas, para fazer diligentes esforços e grandes sacrifícios a fim de alcançar um tesouro de imenso valor, uma vida que se prolongará como a do infinito? Custar-nos-á o céu demasiado”?
“A fé e o amor são áureos tesouros, elementos de que há grande carência entre o povo de Deus. Foi-me mostrado que a incredulidade nos testemunhos de advertência, animação e reprovação, está afugentando a luz do povo de Deus. A incredulidade fecha-lhes os olhos, de modo que se acham ignorantes de sua verdadeira condição. A Testemunha Verdadeira assim descreve a cegueira deles: ‘E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu’”. Apocalipse 3: 17. (Grifo e negrito acrescentado)
“Está se desvanecendo a fé na próxima vinda de Cristo. ‘Meu Senhor tarde virá’, não se diz apenas no coração, mas exprime-se também em palavras e ainda mais decididamente nas obras. A insensatez, neste tempo de espera, está embotando os sentidos do povo de Deus quanto aos sinais dos tempos. A terrível iniquidade que predomina requer a máxima diligência e o testemunho vivo, a fim de manter o pecado excluído da igreja. A fé tem estado a decrescer assustadoramente, e só mediante o exercício pode ela aumentar”. (Grifos e negritos acrescentados).
Vemos que a falta de discernimento dos sinais dos tempos é referida como causa da insensatez e vice versa. Não basta dizer do púlpito que Cristo está às portas. Precisamos prová-lo por meio da vasta gama de profecias que são específicas para o nosso tempo. Algumas delas foram focadas na Primeira Parte. Vejamos agora outra interessante colocação inspirada, na continuação do texto:
“No surgimento da Terceira Mensagem Angélica (com os pioneiros) os que se empenhavam na obra de Deus tinham alguma coisa a arriscar; tinham sacrifícios a fazer. Começaram esta obra em pobreza, e sofreram as maiores provações e vitupérios. Enfrentaram decidida oposição, o que os impelia para Deus em sua necessidade, e mantinham viva fé. Nosso plano de beneficência sistemática (precursora do dízimo, hoje) mantém amplamente nossos ministros e não há falta, nem necessidade do exercício da fé quanto à manutenção. Os que hoje iniciam a pregação da verdade nada têm a por em perigo. Não correm riscos, não têm sacrifícios especiais a fazer. O sistema da verdade acha-se pronto ao seu dispor, e as publicações lhes são fornecidas para vindicação das verdades que promovem”.
É também muito relevante a passagem seguinte, encontrada na mesma página:
Alguns rapazes começam sem ter um senso real do exaltado caráter da obra. Não têm de enfrentar privações, vicissitudes ou renhidos conflitos, que exigiriam o exercício da fé. Não cultivam a abnegação, nem nutrem o espírito de sacrifício. Alguns se estão tornando orgulhosos e envaidecidos e não sentem real preocupação pela obra que impende sobre eles. A Testemunha Verdadeira fala a estes ministros: ‘Sê, pois zeloso e arrepende-te’. Alguns deles acham-se tão exaltados pelo orgulho, que são positivo estorvo e maldição à preciosa causa de Deus. Não exercem sobre os outros uma influência salvadora. Esses homens precisam converter-se cabalmente a Deus, eles próprios, e ser santificados pelas verdades que apresentam aos outros”. Negritos acrescentados.
Finalmente, a senhora White adverte, em (50):
“Os que são repreendidos pelo Espírito de Deus não devem insurgir-se contra o humilde instrumento. É Deus, e não um falível mortal, que falou para salvá-los da ruína. Os que desprezam a advertência serão deixados na cegueira, para se iludirem a si mesmos. Mas os que lhe dão ouvidos, empenham-se zelosamente na obra de afastar de si os seus pecados; a fim de terem as graças necessárias, abrirão a porta do coração para que o querido Salvador entre e com eles habite. Essa classe de pessoas, sempre a encontrareis em harmonia perfeita com o testemunho do Espírito de Deus... Não basta aos ministros apresentarem assuntos teóricos; cumpre-lhes apresentar também os que são práticos. Precisam estudar as lições práticas dadas por Cristo aos discípulos, e fazer íntima aplicação das mesmas à sua própria alma e ao povo”. 
Em (51), White dá uma razão mais profunda para a mornidão e para seus resultados práticos:
O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que esta reforma consistiria em renunciar as doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e empenhar-se em um processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual seria o resultado?
A. Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em sua sabedoria concedeu à Igreja Remanescente. Nossa religião seria alterada.
B. Os princípios fundamentais que têm sustido a obra nestes últimos cinquenta anos, seriam tidos em conta de erros.                                                                                                                                            
C. Estabelecer-se-ia uma nova organização.
D. Escrever-se-iam livros de ordem diferente.
E. Introduzir-se-ia um sistema de filosofia intelectual.
F. Os fundadores deste sistema iriam às cidades, realizando uma obra maravilhosa.
G. O sábado seria, naturalmente, menosprezado, como também o Deus que o criou.
H. Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento.
I. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a estrutura.
E continua o Espírito de Profecia:
“Quem tem autoridade para iniciar semelhante movimento? Possuímos a Bíblia. Temos nossa experiência, com o atestado da milagrosa operação do Espírito Santo. Temos uma verdade que não admite contemporização alguma. Não devemos repudiar tudo o que não esteja em harmonia com esta verdade”? (Negritos e grifos acrescentados)
O texto está falando de uma grande reforma na igreja, mas que esta seria inspirada pelo maligno, não falando, portanto, da verdadeira reforma e reavivamento indicados pela Bíblia e pelo Espírito de Profecia. A reforma verdadeira fala de uma mudança de vida no sentido de uma entrega total a Jesus, enquanto que a falsa, promovida pelo inimigo, sugere relaxamento nas doutrinas, promovendo a mornidão espiritual que hoje testemunhamos.
Em (52), a senhora White, no seu tempo, tratou de frente este assunto. Condenou, primeiramente, a heresia do panteísmo, defendida por Kellogs em seu livro The Living Temple (o templo vivente) que, entre outras questões, envolvendo grave apostasia no coração mesmo da liderança, estremeceu os alicerces da igreja, no passado. Esta história é muito longa para ser desenvolvida aqui. A senhora White a chamou de o alfa das heresias letais e logo acrescentou:
Seguir-se-á o ÔMEGA, e será recebido por aqueles que não estiverem dispostos a atender a advertência dada por Deus”.
Neste mesmo livro (53), ela vai mais além: Tremi por nosso povo”. E, ainda, em (54), ela continua:
Não vos enganeis, muitos se afastarão da fé (sem necessariamente sair da igreja) dando ouvidos a espíritos sedutores e a doutrinas de demônios. Temos agora, perante nós o alfa deste perigo. O ômega será de natureza mais assustadora”. (Grifos e negritos acrescentados)
Vamos repassar agora os nove passos descendentes relacionados com o ômega, que seriam dados no sentido da mornidão atual, dando cumprimento à profecia de Laodiceia:
1.      Diz que os princípios da verdade que Deus em sua sabedoria tem concedido à igreja remanescente seriam descartados. Que nossa religião seria mudada!
Isto vem gradualmente acontecendo desde a adoção da mudança no processo de interpretação das Escrituras por maioria, na Conferência Geral, devendo a minoria sujeitar-se. Este fato vem, a longa data, alterando sutilmente os nossos princípios.
Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor”! Jeremias 17: 5.
Não devemos confiar em nós mesmos e sim na Palavra. White, em (55), aconselha:
“Não devemos seguir as palavras de homens, por mais sábias que possam parecer, a não ser que o testemunho deles esteja em harmonia com um assim diz o Senhor”.
E, em (56), ela acrescenta:
Ninguém deve pretender ter toda a luz que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: Eis que diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar. Mesmo que todos os nossos líderes recusem a luz e a verdade aquela porta ainda continuará aberta. O Senhor levantará homens que darão ao povo a mensagem para esse tempo”.
Qual a mensagem para este tempo? Diz a pena inspirada em O Desejado de Todas as Nações, p. 172:
A vida cristã não é uma modificação ou melhoramento da antiga, mas uma transformação da natureza”.
Este é o desafio para aqueles que desejam ingressar na Igreja Triunfante, e que, contudo, não vem sendo devidamente explicitado no âmbito da Igreja Militante.  Pelo contrário, temos usado referências ditas por Jesus diante de graves pecadores como “quem não tiver pecado que atire a primeira pedra” para amenizar a gravidade do pecado em Laodiceia. Em vez de apresentar o desafio da santidade, preferimos repetir do púlpito que todos somos pecadores. É mais aceitável politicamente uma teoria que diga que não se pode viver uma vida santa, que garantir que isso seja possível e desejável. O pecado é um acidente na vida do cristão sincero e é eliminado sempre que haja arrependimento e abandono do mesmo. Este, segundo a pena inspirada, é o ponto que deve ser salientado!
 Os livros de Daniel e Apocalipse, na sua integralidade, são verdade presente para o nosso tempo e deveriam merecer a moldura do destaque. Todas as advertências do Espírito de Profecia, escritas especificamente para nós deveriam ser relembradas com frequência e com o mesmo espírito de oração e de humildade com que foram produzidas, mesmo que testemunhem contra nós, pois para isso é que foram produzidas. Devemos despertar o vívido testemunho pelo acompanhamento dos impressionantes sinais proféticos em andamento, dentre os quais destacamos o papel a ser cumprido pela nação de Israel na atualidade; aprofundar as pesquisas sobre alguns temas da Bíblia, como os sete trovões, o tempo dos gentios, entre outros, intimamente relacionados com a brevidade da segunda vinda de Jesus Cristo.
2.      Os princípios fundamentais que têm sustentado a obra nos últimos cinquenta anos seriam considerados como erro.
A busca de base comum com os evangélicos a partir das últimas décadas tem levado muitos a negar o pensamento de que a guarda do sábado, por exemplo, constitua uma base para a salvação, enquanto que o Espírito de Profecia adverte:
“Os que querem ter o selo de Deus em suas testas devem observar o sábado do quarto mandamento”.
Este é um princípio fundamental que não pode ser negociado sem riscos de negligência para com o selo externo estabelecido por Deus.
A busca pelo nivelamento com os evangélicos em geral, neste particular, no entanto, pode nos afastar não só do Espírito de Profecia como também da Bíblia, pois que a mesma diz em Isaías 56: 6-7:
“Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor para o servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo, deste modo, servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos”.
3.      Estabelecer-se-ia uma nova organização
Estas palavras faz alusão às alterações desnecessárias, mais incidentes sobre a forma de conduzir o culto do que relevantes em termos de conteúdo. Fácil é de se constatar mudanças no estilo das pregações em muitas igrejas, direcionadas mais aos sentidos do que à razão, com a introdução de teatralizações, o que é vivamente condenado pelo dom profético.
“Tenho uma mensagem para os que estão com a responsabilidade de nossa obra. Não animeis os homens que devem empenhar-se neste trabalho a pensarem que devem proclamar a solene e sagrada mensagem em estilo teatral. Nem um jota ou um til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra. Isso, porém, é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por Deus”. Evangelismo, 136 e 137.
 A abordagem superficial dos grandiosos temas da justificação pela fé e da santificação, tem criado confusão sobre assuntos que já estavam bem sedimentados na igreja.
Em (57), lemos:
“Nosso povo precisa entender as razões de nossa fé e experiências passadas. Quão triste é que tantos deles pareçam pôr ilimitada confiança em homens que apresentam teorias tendentes a desarraigar-nos as teorias do passado e a remover os velhos marcos! Aqueles que podem ser tão facilmente levados por um falso espírito mostram que estiveram seguindo errado líder por algum tempo – tanto,  que não discernem estar-se apartando da fé, ou que não estão construindo sobre o verdadeiro fundamento. Necessitamos rogar a todos que ponham os óculos espirituais, que tenham os olhos ungidos para que possam ver claramente e discernir as colunas verdadeiras da fé. Então hão de conhecer que ‘o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são Seus’. II Timóteo 2:19. Precisamos reviver os velhos sinais da fé uma vez entregue aos santos”. (Negritos e grifos acrescentados)
Ainda em (58), lemos:
O inimigo porá em operação tudo para desarraigar a confiança dos crentes nas colunas de nossa fé nas mensagens do passado, as quais nos colocaram sobre a elevada plataforma da verdade eterna, e firmaram e imprimiram cunho à obra. O Senhor Deus de Israel guiou seu povo, revelando-lhe a verdade de origem celestial. Sua voz foi ouvida e ainda o é, dizendo: ‘Ide avante de força em força, de graça em graça, de glória em glória’. A obra está se fortalecendo e ampliando, porque o Senhor Deus de Israel é a defesa de Seu povo”. (grifos acrescentados)
Não obstante a ampliação da obra e o seu fortalecimento em muitos aspectos, o Pastor Joel Sarli, no Prefácio do livro de Enoch de Oliveira: A Mão de Deus ao Leme (59) nos previne contra algo que merece nossa atenção:            
“A história dos organismos religiosos ensina que a terceira geração de membros enfraquece a textura do movimento, porque perde contato com os fundamentos cridos e defendidos pelos pais pioneiros. Alguns dos movimentos liberalizantes que se desenvolveram entre os adventistas em nossos dias, revelam que muitos estão perdendo contato com as razões e os fundamentos de nossa fé, e isso nos diversos campos de ação da Igreja: Educação, Administração, Doutrinas e mesmo missão do Adventismo. Esta atitude tem destruído em muitos a confiança na presente atuação de Deus em relação à Sua Igreja, acenando-lhes com um futuro incerto e especulativo”.
4. Livros de uma nova ordem seriam escritos
Assim diz o Espírito de Profecia sobre a humanidade plena de Jesus, a qual tem sido questionada em muitos livros que vem sendo citados como referência, nos dias atuais:
“O Filho de Deus a cada passo era assaltado pelos poderes das trevas. Após o seu batismo foi pelo Espírito levado ao deserto onde por quarenta dias sofreu tentação. Tenho recebido cartas, afirmando que Cristo não podia ter tido a mesma natureza que o homem, pois nesse caso, teria caído sob tentações semelhantes. Se não possuísse natureza humana, não poderia ter sido nosso exemplo. Se não fosse participante de nossa natureza, não poderia ter sido tentado como o homem tem sido. Se não lhe tivesse sido possível ceder à tentação, não poderia ser nosso Auxiliador. Era uma solene realidade esta de que Cristo veio para ferir as batalhas como homem, em favor do homem. Sua tentação e vitória nos dizem que a humanidade deve copiar o Modelo; deve o homem tornar-se participante da natureza divina”.   (60). (grifos e negritos acrescentados).
A este respeito o Comentário Bíblico Adventista acrescenta:
“Houvesse a cabeça de Jesus Cristo sido tocada (por Satanás) a esperança da raça humana teria perecido. A ira divina teria vindo a Cristo tal como a Adão. Cristo e a Igreja teriam sido deixados sem esperança”. (61)
Este texto nos fala dos riscos que o Cristo homem correu. Em Romanos 8:3, lemos: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado”.
Em Romanos 1: 3, lemos: “Com respeito a Seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi”.
E a passagem de Hebreus 2: 16 remove qualquer dúvida:
 “Pois Ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo”. (grifos acrescentados)
Apesar destas evidências quanto à humanidade de Jesus, tem quem sofisme dizendo que semelhança não é igualdade; O texto de White em (60) é claríssimo: Se Jesus não possuísse a natureza humana não poderia ser nosso exemplo. O problema não está com a natureza humana de Cristo e sim com a ausência da natureza divina em nós. Muitos não nascem de novo, do Espírito Santo, segundo a Escritura. Banham-se no tanque batismal, apenas melhorando a vida antiga. Isto, infelizmente não é suficiente!
Outra questão contraditória encontramos, por exemplo, no livro: Questions on Doctrines (perguntas sobre doutrinas) (62), escrito em 1957 por Leroy Froom e Roy Anderson que dizem:
Jesus apareceu na presença de Deus por nós... mas não foi com a esperança de obter algo para nós nessa ocasião, ou em algum tempo futuro. Não! Ele já o havia obtido por nós na cruz”.
Esta afirmação, não pode ser sustentada pelo Espírito de Profecia que afirma em (63):
“Como no serviço típico havia uma obra de expiação no final do ano, assim, antes que a obra de Cristo pela redenção dos homens esteja completada, há uma obra de expiação para a remoção do pecado do santuário”. (Grifos acrescentados)
Em face destas contradições e de muitas outras que não vamos expressar aqui, lemos em (64):   
“Vivemos nos derradeiros dias da história terrestre, e é possível que não nos surpreendamos com coisa alguma no que respeita à apostasias e negações da verdade. A incredulidade tornou-se agora uma fina arte em que os homens trabalham para a destruição das próprias almas. Há constante perigo de haver falsas aparências nos pregadores no púlpito, cuja vida contradiz as palavras que proferem”.(Grifo acrescentado)
Há alguns anos a igreja oferecia quase que exclusivamente os livros da senhora White. Hoje, são centenas de livros de ‘outra ordem’ que concorrem com os testemunhos inspirados. Não estamos em condições de avaliá-los, porém, uma coisa é certa: estão tirando muito da importância dos escritos inspirados diretamente por Deus, destinados a preparar um reino de sacerdotes.
5. Um sistema de filosofia intelectual será introduzido.
Entre as muitas filosofias intelectuais que gostaríamos de registrar encontramos:
Não podemos vencer o pecado - Muitos autores novos estão filosofando neste sentido contra os argumentos claros do Espírito de Profecia. Esta afirmação vem sendo transportada para os púlpitos. Em (65), diz o Espírito de Profecia:
“O conhecimento das reivindicações da lei extinguiria de nossa alma o último raio de esperança, se não tivesse sido provido ao homem um Salvador; mas a verdade como é em Jesus, é um cheiro de vida para a vida. O amado Filho de Deus morreu para que Deus pudesse imputar ao homem a Sua própria justiça, e não para que o homem ficasse na liberdade de quebrantar a santa lei de Deus, como Satanás procura fazer crer os homens. Pela fé em Cristo, pode o homem estar de posse do poder moral para resistir ao mal”. (Grifos e negritos acrescentados).
Em I João 3: 9 lemos:“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus”.
O pecado, na vida do cristão não pode ser programado nem reconhecido como normal. E uma vez detectado ao nível do consciente, deve ser confessado, abandonado e subvertido pelo perdão de Deus. E assim, a santificação do remanescente é real, atingível, preservada e progressiva, em direção ao modelo que temos em Cristo Jesus.
Tudo o que precisais é ter fé - “Aqueles que reivindicam que somente a sua fé os salvará estão edificando sobre a areia, pois a fé é fortalecida e tornada perfeita somente pelas obras”. (66).
Na verdade temos ouvido muito a respeito da fé, mas precisamos ouvir muito mais sobre a obediência, pois os que irão pregar a Terceira Mensagem Angélica não poderão ter manchas, conforme Apocalipse 14: 4-5.
A igreja está marchando avante.  Jesus Cristo, no entanto, dá Seu testemunho em relação à Laodiceia, dizendo, textualmente, que ela não está sendo capaz de ver muitas coisas, não obstante sua aparência saudável (nada me falta). Acreditamos que, apesar desta igreja ser a única entre milhares a merecer a estima de Jesus e isto cremos com convicção, deveríamos dar mais atenção ao texto que lemos em (67):
Nestes últimos dias, o povo de Deus será exposto ao mesmo perigo que o antigo Israel. Os que não aceitarem as advertências que Deus dá, cairão nos mesmos perigos que o antigo Israel, e não poderão entrar no descanso por causa da incredulidade. O antigo Israel sofreu calamidades devido aos seus corações não santificados e vontades insubmissas. Sua rejeição final como nação foi o resultado de sua própria incredulidade, confiança em si mesmo, impenitência, cegueira mental e dureza de coração. Em sua história nos é apresentado um sinal de perigo”.
O número 144.000 é figurado. Porque somos dogmáticos nesta questão se a própria senhora White diz que eles foram contados e numerados. E que, no devido tempo, os eleitos de Deus saberiam sem dúvida quem faria parte deste grupo. Ver Material Suplementar de EGW em (68). Aqueles que não acreditam na possibilidade das doze tribos serem literais e hoje reunidas em um só povo em Israel, deveriam ler II Crônicas 11: 13-17. Reler, também, o capítulo onze de Romanos, e o doze de Zacarias.
6. Os fundadores deste sistema iriam às cidades e realizariam uma maravilhosa obra.
Precisamos reconhecer a maravilhosa obra que vem sendo realizada pelos líderes mais experientes, nas grandes igrejas. Somos testemunhas oculares das manifestações de fé que são alcançadas. Lembramos até do símbolo extraordinário que destaca a igreja de Deus, em Apocalipse 12. Contudo, o abrandar os princípios por meio de série de conferências sem a necessária profundidade, vem produzindo pessoas mal convertidas que poderão se transformar em pedras de tropeço na atualidade e facilitar a perseguição futura do verdadeiro remanescente. Será que não estaríamos, hoje, abafando o verdadeiro povo de Deus, pelo engrossar das fileiras da população egípcia em nosso meio? Estamos esquecendo que ela só trouxe murmuração por ocasião das dificuldades no deserto? Não estamos trocando a qualidade pela quantidade, construindo sobre a areia?
E se apresentássemos a verdade presente como ela é, sem temores, a controvérsia não despertaria os sete bilhões de almas que se encontram no vale da decisão? E mesmo os 99% dos poucos milhões que temos dentro das igrejas? Quanto aos riscos de uma perseguição, não sabemos que ela virá quer sejamos fieis ou não? Que ela nos encontre no posto do dever! Precisamos dar mais atenção ao texto de II Timóteo 3: 12.
7. O sábado seria naturalmente menosprezado, como também o Deus que o criou.
O sábado, fundamental para o selamento de Deus, deveria ser reverenciado no tempo presente mais do que nunca e receber a ênfase merecida. Ele faz parte, sim, do processo de salvação e ignorar isto é exaltar o falso sábado, lançando desprezo sobre o próprio Deus que o estabeleceu como um sinal entre Si e seus filhos, por toda a eternidade. Não se trata da salvação pelas obras, mas da falta de obras para a salvação. Não somos salvos pelas obras, mas somos julgados por elas.  
O pastor Samuele Bacchiocchi doutorou-se na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma,  defendendo uma tese sobre o sábado. O estranho é que foi galardoado pelo papa Paulo VI com uma medalha de ouro por haver conseguido a distinção acadêmica de summa cum laude. Será que o papa mudou de opinião sobre o sábado?
8.  Nada será permitido permanecer no caminho do novo movimento.
Muitos irmãos têm sido desligados da igreja por protestarem contra atitudes que julgam erradas, como por exemplo, a filiação da Igreja Remanescente ao Conselho Nacional de Igrejas Livres. Às vezes nos sentimos constrangidos em advertir a igreja. O pastor Andreasen, autor do livro: O Ritual do Santuário perdeu as suas credenciais por escrever contestando os erros da Igreja. O que será daqueles que argumentam em nome do Espírito de Profecia?
9. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a estrutura.
Faz-se necessária uma reavaliação de nossos métodos atuais de promover a santificação da igreja, pois trocando as mensagens menos populares do Espírito de Profecia por outras mais convenientes ao ego de nossos ouvintes e pregadores, não vêm dando na prática os resultados esperados. Será que não obstante falar bonito e alcançar muitas conversões, nossos alicerces não estão sendo colocados sobre a areia? Esta não é uma boa pergunta?
Lemos em (69): “O Senhor Jesus terá um povo escolhido para servi-lo. Quando o povo judeu rejeitou a Cristo, o Príncipe da Vida, Ele tirou-lhes o reino de Deus e o entregou aos gentios. Deus continuará lidando com cada ramo de sua obra de acordo com este princípio”. (Grifo acrescentado)
            “Quando uma igreja demonstra ser infiel à Palavra do Senhor, seja qual for sua posição e por mais elevada e sagrada que seja sua vocação, o Senhor não pode mais cooperar com eles. Outras pessoas são então escolhidas para assumir importantes responsabilidades. No entanto, se estes, por sua vez, não purificarem a vida de toda má ação, se não estabelecerem puros e santos princípios em todos os aspectos de sua vida, o Senhor os afligirá e humilhará dolorosamente e, a não ser que se arrependam, os removerá da posição que ocupam, tornando-os um opróbrio”. Finalmente, White deixa-nos o resumo de tudo, em (70):
A obra está prestes a concluir-se. Os membros da igreja militante que se houverem mostrados fieis tornar-se-ão igreja triunfante. A vida de Cristo estava imbuída da divina mensagem do amor de Deus, e anelava intensamente transmitir este amor aos outros, em abundante medida. O Seu semblante irradiava compaixão e Sua conduta caracterizava-se pela graça, humildade, verdade e amor. Todo o membro de Sua igreja militante deve manifestar as mesmas qualidades, se deseja fazer parte da igreja triunfante”.
Temos hoje dois movimentos espirituais na Terra que estão sendo coordenados por Deus: O do Israel literal e o do Israel espiritual. Em ambos, os orgulhosos serão descartados e os excluídos, transformados em um louvor universal. Quem têm ouvidos para ouvir que ouça. As próximas duas sessões darão continuidade a este tema por meio de duas resenhas da matéria exposta nos dois primeiros meses das Meditações Matinais Maranata – O Senhor Logo Vem de 1977.

Alertamos para que não sejamos ingênuos: o dragão tem planos muito bem elaborados para nos afastar dos Testemunhos. A guerra já foi declarada em Apocalipse 12: 17.


4.2 – Resenha um: O Rei está prestes a vir

Selecionamos o texto abaixo para justificar nosso esforço de reunir a matéria desta sessão.

 “Se Deus nos proporcionou luz que mostra os perigos à nossa frente, como poderemos subsistir perante Ele se negligenciarmos de envidar todos os esforços que pudermos para apresentá-la ao povo? Poderemos contentar-nos com deixá-los a ir ao encontro desse acontecimento momentoso sem os advertir”?    II TS, 320, in Maranata, 129.

A breve vinda de Nosso Senhor é o tema do mês de janeiro das Meditações Matinais Maranata. Selecionamos alguns parágrafos de algumas páginas deste primeiro mês, as que nos chamaram mais a atenção para enriquecer o tema que vem sendo discutido neste capítulo. O nosso trabalho foi mais em ligar os parágrafos escolhidos, da forma mais sucinta possível, sempre que julgamos que isto fosse necessário. O primeiro trecho foi extraído da página sete, e transcrito a seguir, à guisa de introdução:

“A vinda do Salvador foi predita no Éden. Quando Adão e Eva ouviram pela primeira vez a promessa, aguardavam-lhe o pronto cumprimento. Saudaram alegremente seu primogênito, na esperança que fosse o libertador. Mas o cumprimento da promessa demorava. Aqueles que primeiro a receberam, morreram sem o ver. Desde os dias de Enoque, a promessa foi repetida por meio de patriarcas e profetas, mantendo viva a esperança de Seu aparecimento e Ele não vinha. A profecia de Daniel revelou o tempo de Seu advento, mas nem todos interpretavam corretamente a mensagem. Século após século se passou; cessaram as vozes dos profetas. A mão do opressor era pesada sobre Israel, e muitos estavam dispostos a exclamar: ‘Prolongar-se-ão os dias, e perecerá a visão’. Ezequiel 12: 22. Entretanto, nos divinos conselhos fora determinada a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela hora, Jesus nasceu em Belém”. Meditações Maranata, 1977, p. 7.
     
Será que a situação da Igreja de Deus na atualidade não é semelhante: nossos pioneiros interpretaram mal o tempo previsto para o segundo advento, também predito pelo profeta Daniel. Década após década se passou; estamos já na terceira geração de espera e a promessa ainda demora. Vemos cessar as vozes do Espírito de Profecia. A mão do dragão é pesada sobre todo o Israel espiritual e muitos já estão dispostos a exclamar: “Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão”.

White, no texto abaixo, busca esclarecer o remanescente para que ele possa evitar o dramático cumprimento de Eclesiastes 3: 15: “O que é já foi, e o que há de ser também já foi. Deus fará renovar-se o que se passou”:

 “os perigos dos últimos dias estão sobre nós, e por nosso trabalho devemos advertir o povo do perigo em que está. Não deixeis que as cenas solenes que a profecia tem revelado sejam deixadas por tocar. Se nosso povo estivesse meio desperto, se reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, operar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam a mensagem. Não temos tempo a perder... Promovei novos princípios e entremeai a evidente verdade. Será como uma espada de dois gumes. Mas não sejais prontos demais a assumir uma atitude de controvérsia. Há ocasiões em que devemos ficar quietos e ver a salvação de Deus. Deixemos que Daniel fale; que fale o Apocalipse e digam a verdade. Mas seja qual for o aspecto do assunto apresentado, elevai a Jesus como o centro de toda a esperança, ‘a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da Manhã”. TM, p.118 e 119 in Maranata, p. 21.

No tempo do primeiro advento de Cristo, os sacerdotes e escribas da santa cidade, a quem foram confiados os oráculos de Deus, poderiam ter discernido os sinais dos tempos e proclamado a vinda do Prometido. A profecia de Miquéias designou o lugar de Seu nascimento (Miquéias 5: 2); Daniel especificou o tempo em que viria (Daniel 9: 25). Deus confiou estas profecias aos dirigentes judeus; estariam sem desculpas se não soubessem nem declarassem ao povo que a vinda do Messias estava às portas. Sua ignorância era o resultado de pecaminosa negligência”.
“Oh, que lição encerra a maravilhosa história de Belém! Quanto ela reprova a nossa incredulidade, nosso orgulho e amor próprio! Quanto nos adverte a nos precavermos para que não aconteça que pela nossa criminosa indiferença deixemos também de discernir os sinais dos tempos, e, portanto, não conheçamos o dia de nossa visitação”! – GC, 311, 312 e 313, in Maranata, p.8.

A seguir, White chega ao cerne do problema:

“As igrejas de nosso tempo estão procurando o engrandecimento mundano, e acham-se tão pouco dispostas a discernir a luz das profecias e aceitar as evidências de seu cumprimento, as quais revelam que Cristo virá em breve, como sucedeu com os judeus no tocante a Seu primeiro aparecimento. Eles aguardavam o reinado temporal e triunfante do Messias em Jerusalém. Cristãos professos de nosso tempo estão esperando a prosperidade temporal da igreja, na conversão do mundo, e na fruição do milênio temporal”.  RH, 24-12-1872, in Maranata, p. 9.

E recomenda com determinação:

“A voz do vigia precisa ser ouvida agora ao longo de toda a fileira: Vem a manhã e também a noite (Isaías 21: 11-12). Deve a trombeta dar o sonido certo, pois estamos no grande dia da preparação do Senhor...
A segunda vinda do Filho do homem deve ser o tema maravilhoso a ser mantido perante o público. Este assunto não deve ser omitido de nossos sermões. As realidades eternas devem ser conservadas em mente, e as atrações do mundo aparecerão tais como são, inteiramente inúteis como vaidades. Que haveremos de fazer com as vaidades do mundo, seus louvores, suas riquezas, suas honras e seus prazeres?

Não pensemos ser suficiente falar em cada sermão que Jesus está prestes a manifestar-se quando agimos como se não quiséssemos o seu retorno para breve.

Somos peregrinos e estrangeiros que aguardam a bem-aventurada esperança, o glorioso aparecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e por Ele ansiamos e oramos. Se cremos isto e o introduzimos em nossa vida prática, que ação vigorosa não inspirará essa fé e esperança; que fervente amor mútuo; que vida esmerada e santa para a glória de Deus; e no respeito que manifestarmos pela recompensa no galardão, que fronteiras nítidas de demarcação serão  comprovadas entre nós e o mundo”! – Evangelismo 218 e 220, in Maranata, p. 13.    

Esta meta de renovação espiritual é almejada pela Igreja. A cegueira de laodiceia, no entanto, não permite o seu alcance. É difícil estabelecer um culpado, uma vez que esta condição foi comparada com a dos discípulos antes da chuva temporã:

Com frequência, a mente do povo, e mesmo dos servos de Deus se acha tão cegada pelas opiniões humanas, as tradições e falsos ensinos, que apenas parcialmente podem apreender as grandes coisas que Ele revelou em Sua Palavra. Assim foi com os discípulos de Cristo, mesmo quando o Salvador estava com eles em pessoa. Seu espírito se havia imbuído da ideia popular acerca do Messias como príncipe terreno, que exaltaria Israel ao trono do domínio universal, e não compreendiam o sentido de Suas palavras predizendo Seus sofrimentos e morte. ... Desde nascença haviam fixado o coração na antecipada glória de um império terrestre e isto lhes cegava igualmente a compreensão das especificações da profecia e das palavras de Cristo. GC, 344, 350, in Maranata, p. 14.

Como a Igreja remanescente vem deixando de compreender os sinais do glorioso advento emitidos pelas profecias, uma solução alternativa vem sendo providenciada por Deus:

“Homens fiéis, que eram obedientes aos impulsos do Espírito de Deus e aos ensinos de Sua Palavra deveriam proclamar esta advertência ao mundo. Eram eles os que haviam atendido à mui firme ‘palavra dos profetas’, ‘à luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça’. II São Pedro 1: 19. Tinham estado a buscar o conhecimento de Deus, mais do que a todos os tesouros escondidos,  considerando-o ‘melhor do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino’. Provérbios 3: 14. E Deus lhes revelou as grandes coisas do reino. “O segredo do Senhor é para os que O temem; e Ele lhes fará saber o Seu concerto”. Salmo 25: 14.

“Não foram os ilustrados teólogos que tiveram compreensão desta verdade e se empenharam em proclamá-la. Houvessem eles sido atalaias fieis, pesquisando as Escrituras com diligência e oração, e teriam conhecido o tempo da noite; as profecias ter-lhes-iam patenteado os acontecimentos prestes a ocorrer. Eles, porém, não assumiram tal atitude, e a mensagem foi confiada a homens mais humildes. Disse Jesus: ‘andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem’. S. João 12: 35. Os que se desviam da luz que Deus lhes deu ou negligenciam buscá-la quando está ao seu alcance, são deixados em trevas”.

 “Declara, porém, o Salvador: ‘Aquele que Me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida’. S. João 8: 12. Quem quer que esteja, com singeleza de propósito, procurando fazer a vontade de Deus, atendendo fervorosamente à luz já dada, receberá maior luz; será enviada àquela alma alguma estrela de fulgor celestial para guiá-la em toda a verdade”. GC, 310 e 311, in Maranata, p. 15.

            “As publicações distribuídas pelos missionários têm exercido sua influência; todavia, muitos que ficaram impressionados, foram impedidos de compreender completamente a verdade, ou de lhe prestar obediência. Agora os raios de luz penetram por toda parte, a verdade é vista em sua clareza, e os leais filhos de Deus cortam os liames que os têm retido. Laços de família, relações na igreja, são impotentes para detê-los agora. A verdade é mais preciosa do que tudo o mais. Apesar das forças arregimentadas contra a verdade, grande número se coloca ao lado do Senhor”. GC, 609-611, in Maranata, p. 18.

            “Os que devem preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo, são representados pelo fiel Elias (Malaquias 4: 4-5), assim como João veio no espírito de Elias a fim de preparar o caminho para o primeiro advento de Cristo”. 3T, 62, in Maranata, p.20.

“A obra de João Batista e a obra dos que nos últimos dias saem no espírito e poder de Elias para despertar as pessoas de sua apatia, são idênticas em muitos aspectos. Sua obra é uma figura da obra que precisa ser efetuada nesta época. Cristo virá a segunda vez para julgar o mundo com justiça.

João separou-se dos amigos e dos luxos da vida. A simplicidade do seu vestuário, feito de pelos de camelo era uma permanente reprovação à extravagância e exibição dos sacerdotes judeus, bem como do povo em geral. Seu regime, puramente vegetariano, era uma reprovação à tolerância para com o apetite e a glutonaria predominante em toda parte”.... Maranata, p. 20.

“A abnegação, humildade e temperança requerida dos justos, a quem Deus de maneira especial guia e abençoa, devem ser apresentadas em contrastes com os hábitos extravagantes e destruidores da saúde dos que vivem neste século degenerado. Deus tem mostrado que a reforma de saúde está tão intimamente relacionada com a mensagem do terceiro anjo como a mão está com o corpo”. Maranata, p. 20.

“Logo sérios conflitos surgirão entre as nações – conflitos que não cessarão até que Jesus venha. Como nunca dantes, precisamos unir-nos, servindo Aquele que preparou o Seu trono no céu e cujo reino domina sobre todos. Deus não abandonou o Seu povo, e nossa força consiste em não abandoná-lo... As profecias do capítulo onze de Daniel já alcançaram quase o seu final cumprimento”. Maranata, p.23.

“O fim está perto, aproximando-se furtivamente, imperceptivelmente, como o silencioso aproximar-se de um ladrão de noite. Conceda o Senhor que não fiquemos por mais tempo a dormir como fazem os outros, mas que vigiemos e sejamos sóbrios. A verdade há de em breve triunfar gloriosamente, e todos quantos agora escolhem ser cooperadores de Deus, com ela triunfarão. O tempo é curto; vem logo a noite, em que homem algum poderá trabalhar”... Evangelismo, p.694 in Maranata, p.25.

Posicionando-se na altura do decreto dominical, White continua:

“Quando a lei de Deus for anulada, Sua igreja será peneirada por provas terríveis, e uma proporção maior do que agora podemos prever, dará ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. Em vez de serem fortalecidos quando levados à situações difíceis, muitos provam não ser varas vivas da Videira Verdadeira; que não dão frutos e o lavrador as tira. Mas quando o mundo anular a lei de Deus, qual será o efeito sobre os que são verdadeiramente obedientes e justos? ... Nenhum dos que permanecem em Cristo falhará ou cairá” 2ME, 368 e 369, in Maranata, 26.

“Nós, com todas as nossas vantagens religiosas, deveríamos conhecer hoje muito mais do que conhecemos... Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos no Novo Testamento está cheio de verdade que precisamos compreender. Satanás tem cegado o espírito de muitos de modo que se têm contentado com qualquer escusa por não tornarem o Apocalipse motivo de seu estudo. Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João, declara aqui o que será nos últimos dias; e Ele diz: Bem-aventurado aquele que lê e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas”. TM, 117, 116 e 118, in Maranata, p. 28.

 A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento - a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar. Ninguém senão os que venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de Seu testemunho será encontrado com os leais e fieis, sem mácula nem ruga, sem engano em sua boca”. Carta 55, 1886, in Maranata, 30.

“Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra... Os jornais do mundo mostram que estão iminentes tempos angustiosos. Os jornais diários estão repletos de indícios de um terrível conflito em futuro próximo. Roubos ousados são ocorrência frequente. As greves são comuns. Cometem-se por toda parte furtos e assassínios. Homens possuídos de demônios tiram a vida a homens, mulheres e crianças. Os homens têm-se enchido de vícios, e campeia por toda a parte toda espécie de mal”. III TS, 280, in Maranata, 33.

“Calamidade segue-se a calamidade em terra e mar. Há tempestades, terremotos, incêndios, inundações, homicídios de toda espécie. Quem pode ler o futuro? Onde está a segurança? Não há certeza em coisa alguma humana ou terrena. Os homens se estão rapidamente enfileirando sob a bandeira de sua escolha... A crise aproxima-se furtiva e gradualmente de nós. O sol brilha no firmamento, fazendo seu ordinário percurso, e os céus declaram ainda a glória de Deus. Os homens ainda comem, bebem, plantam e edificam, casam-se e dão-se em casamento. Os comerciantes continuam a vender e comprar. Os homens se empurram uns aos outros, contendem pelas mais altas posições. Os amantes de prazer aglomeram-se ainda nos teatros, nas corridas, nos antros de jogo. Dominam as maiores excitações, e todavia o tempo de graça aproxima-se rapidamente do fim, e todo o caso está para ser eternamente decidido. Satanás vê que seu tempo é curto. Tem posto em operação todas as suas forças a fim de os homens serem enganados, seduzidos, ocupados e enlaçados até que o dia da graça se haja findado, e a porta da misericórdia esteja para sempre fechada”. DN, 475 e 476, in Maranata, 33.


4.3 – Resenha dois: Estamos preparados para a Sua vinda?

Sabemos, à unanimidade, sobre o breve retorno de Jesus e do alto nível espiritual requerido. A matéria desta sessão, garimpada também das Meditações Matinais Maranata apresentada no mês de fevereiro, pretende dar elementos de resposta para a pergunta do título: estamos preparados para a Sua vinda? O desafio para esta hora solene da história já foi proclamado em Levítico 20: 26:

“Ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, Sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes Meus”.

White alega que:

Muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem à vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que hão de receber o selo do Deus vivo e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus”. PE,70 e 71, in Maranata, 39.

Será que estamos incluídos neste ‘muitos’ que não compreendem o que devem ser’? Vejamos o verso de I Samuel 2: 3:  

“O Senhor é o Deus da sabedoria, e pesa todos os feitos na balança”.

White comenta o juízo dos vivos, a partir deste verso, como segue:

“Vi um anjo com balanças na mão, pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus, especialmente dos jovens. Num prato estavam os pensamentos e interesses que tendiam para o céu; no outro achavam-se os que se inclinavam para a Terra. E nessa balança era lançada toda leitura de livros de histórias, pensamentos a cerca do vestuário e exibição, vaidade, orgulho, etc. Oh! Que momento solene! Os anjos de Deus de pé, com balanças, pesando os pensamentos de Seus professos filhos – aqueles que pretendem estar mortos para o mundo e vivos para Deus”!

“O prato cheio dos pensamentos da Terra, vaidade e orgulho, desceu rapidamente, e não obstante peso após peso rolou do prato. O que continha os pensamentos e interesses tendentes ao céu subiu ligeiro enquanto o outro descia e, oh! Quão leve estava ele! Posso relatar isso segundo o vi, mas nunca poderei dar a impressão solene e vívida gravada em minha mente, ao ver eu o anjo com a balança pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus. Disse o anjo: ‘Podem esses entrar no céu? Não, não, nunca. Diga-lhes que a esperança que agora possuem é vã, e a menos que se arrependam depressa e obtenham a salvação, hão de perecer’”. I TS, 24 e 26, in Maranata, 40.

Vejamos agora como ela relaciona este juízo com a chuva serôdia:

“Os indivíduos são experimentados e provados por um espaço de tempo a ver se sacrificarão os seus ídolos e darão ouvidos ao conselho da Testemunha Verdadeira... Os que satisfazem ‘em todos os pontos’ e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a transladação”. I T 186-189, in Maranata, p. 41.

Ela, então nos recomenda a passagem de Tiago 1: 22:

“Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.

E prossegue comentando este verso:

“Deus conclama os que conhecem Sua vontade, a serem obradores de Sua Palavra. Fraquezas, indiferença e indecisão convidam os assaltos de Satanás; e os que permitem que estes traços de caráter aumentem, serão irremediavelmente tragados pelos vagalhões da tentação. De todo que professe o nome de Cristo se requer que cresça até a estatura completa de Cristo, a cabeça viva do cristão... Dia a dia deveis aprender alguma coisa nova das Escrituras”. II TS, 96-99, in Maranata, 42.

E finalmente ela acrescenta:

“Há na igreja muitos que contam por certo que compreendem aquilo em que creem, mas que, até surgir uma discussão, ignoram sua fraqueza. Quando separados dos da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor por si mesmos sua crença, ficarão surpreendidos por ver quão confusas são suas ideias do que têm aceito como verdade”. II TS, 312-313. Maranata, 43.

E mais:

“Aqueles que educaram a mente em deleitar-se nos exercícios espirituais, são os que podem ser trasladados e não serem oprimidos com a pureza e a transcendente glória do céu. Podes ter bom conhecimento das artes, estar relacionado com as ciências, ser excelente na música e na literatura, tuas maneiras podem agradar àqueles com quem convives, mas que têm estas coisas que ver com o preparo para o céu? Que fazem elas para preparar-te a fim de comparecer diante do tribunal de Deus? Não te enganes. De Deus não se zomba. Coisa alguma senão a santidade te preparará para o céu. Unicamente a piedade sincera, experimental, pode dar-te um caráter puro, elevado, e habilitar-te a entrar à presença de Deus, que habita na luz inacessível. O caráter celeste deve ser adquirido na Terra ou jamais se poderá obter”. Maranata, 44.

Noutra página, White recomenda solenemente:

“Deveis experimentar a morte para o próprio eu, e viver para Deus. ‘Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus’. O próprio eu não deve ser consultado. Orgulho, amor próprio, egoísmo, avareza, cobiça, amor ao mundo, ódio, suspeita, inveja, vis desconfianças, devem todos ser subjugados e sacrificados para sempre. Quando Cristo aparecer, não será para corrigir esses males e conceder então habilitação moral para a Sua vinda. Essa preparação precisa ser efetuada completamente antes que Ele venha.... Ninguém será trasladado para o céu enquanto seu coração estiver cheio do refugo da Terra”. Maranata, 56.

Voltando à página 44, lemos:

“Os desejos de bondade e verdadeira santidade, são bons, até certo ponto, mas se te deténs aí, de nada aproveitarão. Os bons propósitos são justos, mas não se demonstrarão de nenhum préstimo, a menos que sejam resolutamente executados. Muitos se perderão enquanto esperam e desejam ser cristãos; não fizeram, porém, nenhum esforço sincero; portanto, serão pesados na balança e achados em falta”, acrescenta ela em I TS, 244 e 245, in Maranata, 44.

Na página 45, ela chega à importante conclusão de que:    

 “Não é fácil alcançar o inestimável tesouro da vida eterna. Ninguém pode fazer isso e deixar-se levar pela corrente do mundo. Precisamos retirar-nos do mundo e separar-nos, e não tocar em coisas impuras. Ninguém pode portar-se como os mundanos sem ser arrastado pelas correntes do mundo. Ninguém pode avançar para o alto sem esforço perseverante. Quem quer vencer precisa apegar-se firmemente a Cristo”. 6T, 146-148.  Por outro lado, na página 46 ela adverte:

“Muitos estão a criar para si mesmos cuidados e ansiedades desnecessárias, dedicando tempo e pensamento aos ornamentos supérfluos de que enchem sua casa. É necessário o poder de Deus para despertá-los desta devoção, pois é idolatria, para todos os efeitos... Ocupe a Palavra de Deus, o bendito livro da vida, as mesas agora repletas de ornamentos inúteis”. II ME, 317-318.

Após apresentar a passagem de II Coríntios 13: 5:

“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”.

White comenta:

“Um dos pecados que constituem um dos sinais dos últimos dias é serem professos cristãos mais amantes dos prazeres de que de Deus. Tratai sinceramente com vossa alma. Investigai cuidadosamente. Quão poucos são os que, depois de um exame fiel, podem olhar para o céu e dizer: ‘... Eu não amo os
prazeres mais do que a Deus’! Quão poucos podem dizer: Estou morto para o mundo;... Minha vida está escondida com Cristo em Deus, e quando aparecer Aquele que é minha vida, eu também aparecerei com Ele, em glória’... A conversa com Deus e a contemplação das coisas de cima transformam a alma à semelhança de Cristo”. MJ 83-84 in Maranata, 47.

Introduzindo as perguntas de Davi:

“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção, e a justiça do Deus de sua salvação”. Salmo 24: 3-4.

White comenta:

“Ninguém engane sua própria alma nesta questão. Se abrigardes o orgulho, o amor próprio, o desejo de supremacia, vanglória, ambição egoísta, murmuração, amargura, maledicência, mentira, engano e calúnia, não tendes Cristo em vosso coração... Nenhum homem entra pelos portais da glória a não ser aquele que para lá dirige o coração”. TM 441-443, in Maranata, 48.

A seguir, ela traz o verso de I Pedro 2: 9 para o contexto de nossos dias:

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz”.

E comenta:

“Esta luz não deve empanar-se, mas ir brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.

 E logo acrescenta:

“A advertência de que o Filho do homem logo virá nas nuvens do céu tornou-se para muitos um conto familiar. Eles abandonaram a atitude de espera e vigilância. O espírito egoísta e mundano manifestado na vida revela o sentimento do coração: ‘Meu Senhor demora-se’”. 5T, 9-14, in Maranata, 49

Ela está relacionando nossa evidente apatia espiritual com a falta de convicção sobre a brevidade da vinda de Jesus. E, nesse sentido, Paulo nos admoesta:

“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa... Nós... não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”. Hebreus 9: 35-39.

A este enunciado, White acrescenta:

“Deus se desagrada de que alguns de Seu povo que conheceram o poder de Sua graça falem de suas dúvidas, tornando-se assim um conduto para Satanás transmitir suas sugestões a outras mentes. Uma semente de descrença e maldade, depois de semeada, não é desarraigada com facilidade. Satanás a alimenta a cada momento, e ela viceja e se torna vigorosa. Uma boa semente lançada precisa ser nutrida, regada e ternamente cuidada, pois é lançada ao seu redor toda influência perniciosa para impedir-lhe o crescimento e causar-lhe a morte. Os esforços de Satanás são agora mais poderosos do que jamais no passado, pois sabe que seu tempo para enganar é curto”. I T, 429-432, in Maranata, 50.

Reportando-se à passagem de Paulo que diz:

“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor do Senhor”. II Coríntios 7: 1.

White considera:

O Senhor reprova e corrige o povo que professa guardar Sua lei. Aponta-lhes os pecados e manifesta-lhes a iniquidade, porque deles deseja separar todo pecado e impiedade, a fim de que
aperfeiçoem a santidade em Seu temor, e estejam preparados a morrer no Senhor, ou serem trasladados para o céu. Deus os repreende, reprova e castiga, de modo a serem purificados, santificados, elevados, sendo afinal exaltados a Seu próprio trono”. 2T, 453, in Maranata, 51.

White, citando Mateus 25: 1-2:

“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias e cinco prudentes”.

Ela considera:

“As dez virgens estão esperando na noite da história da Terra. Todas dizem ser cristãs. Todas têm uma vocação, um nome, uma lâmpada e todas pretendem fazer a obra de Deus. Todas aguardam, aparentemente, o Seu aparecimento. Cinco, porém, estão desprevenidas. Cinco serão encontradas surpreendidas, aterrorizadas, fora do recinto do banquete... Não sejais como as virgens néscias, que contam por certo que as promessas de Deus são suas, embora não sigam as recomendações de Cristo. Ele nos ensina que a profissão não é nada. ‘Se alguém quer vir após Mim – diz Ele - a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me.’” Maranata, 52.

White, citando mais um verso de Paulo:

“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. I Timóteo 4: 1, ela esclarece:

“No futuro, as superstições de Satanás assumirão novas formas. Erros serão apresentados de maneira agradável e lisonjeira. Falsas teorias, revestidas de trajos de luz, apresentar-se-ão ao povo de Deus. Assim procurará Satanás enganar se possível, até os escolhidos. As mais sedutoras influências serão exercidas; mentes serão hipnotizadas... Os que receberam mais luz, é que Satanás busca mais assiduamente apanhar. Ele sabe que, se conseguir enganá-los eles, sob seu domínio, revestirão o pecado com trajes de justiça, levando muitos a desviarem-se”. Maranata, 57. Ela, então, nos propõe uma única saída: 

      “A única segurança para qualquer de nós está em não recebermos nenhuma nova doutrina, nenhuma interpretação nova das Escrituras, antes de submetê-la à consideração dos irmãos de experiência”. TS 103-105, in Maranata, 59. Citando agora o texto de I Tessalonicenses 5: 23:

“O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”, White nos adverte:

“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado neste ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão... Tem-me sido mostrado seguidas vezes que Deus está procurando fazer-nos retornar, passo a passo, ao Seu propósito original – o de que o homem deve viver dos alimentos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada”.     CS, 450 in Maranata, 60.

Comentando a passagem de Paulo em Hebreus 11: 5: “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte,... Pois, antes de sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus”, White diz:

“Ele era uma figura dos santos que vivem no meio dos perigos e corrupções dos últimos dias. Foi trasladado pela sua fiel obediência a Deus. Assim, também, os fieis que ficarem vivos, serão trasladados... Estivera no limiar do mundo eterno, havendo apenas um passo entre ele e o país da bem-aventurança; e, agora, abriram-se os portais; o andar com Deus, durante tanto tempo praticado em Terra, continuou, e ele passou pelas portas da santa cidade – o primeiro dentre os homens a entrar ali”... “Deus nos está chamando para tal comunhão. Como era a de Enoque, deve ser a santidade de caráter dos que serão remidos dentre os homens por ocasião da segunda vinda do Senhor”. 8T, 331, in Maranata, 63. Muitos remanescentes, no entanto, estão despercebidos da gravidade da situação e não se dão conta do que vem se passando.  White procura finalmente sacudi-los, por meio do seguinte comentário:
                                   
“Rápida e seguramente está vindo uma culpabilidade quase universal sobre os habitantes das cidades, devido ao firme incremento de determinada impiedade. A corrupção que prevalece está além do poder da pena humana descrever. Cada dia traz novas revelações de atritos, suspeitas e fraudes; cada dia traz seu desalentador registro de violência e arbitrariedade, de indiferença para com o sofrimento humano, de destruição brutal e perversa da vida humana... Nosso Deus é um Deus de misericórdia. Com longanimidade e terna compaixão Ele trata com o transgressor da Sua lei... O Senhor trata pacientemente com os homens, e com cidades, misericordiosamente dando advertências para salvá-los da ira divina; mas virá o tempo quando não mais se ouvirão súplicas por misericórdia... As condições prevalentes hoje na sociedade, e especialmente nas grandes cidades das nações, proclamam com voz de trovão que a hora do juízo de Deus está próxima, e que o fim de todas as coisas terrestres é chegado. Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros: fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue...; pois o anjo da misericórdia não pode ficar muito tempo mais a proteger o impenitente... A tormenta da ira de Deus está se acumulando; e subsistirão unicamente os que corresponderem ao convite de misericórdia,...  e se santificarem pela obediência às leis do divino Governante. Somente os justos serão escondidos com Cristo em Deus até que passe a desolação”. Maranata, 65.   
                                            5 – O justo viverá pela fé
Para participarmos da Igreja Triunfante precisaremos, ao final do tempo de graça, ser considerados por Jesus como justos e santos, uma vez que Ele ao concluir sua obra intercessora no juízo dos vivos, assim se refere a este grupo:

“... o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”.  Apocalipse 22: 11.

A epístola aos Romanos, 1: 17, última parte, contempla esta exigência do céu para o justo:

O justo viverá pela fé”.

Esta expressão também usada por Lutero: ‘sola fide’ – somente pela fé, significa que tudo começa e termina pela fé. Ela representou a alma da Reforma Protestante. Mas Paulo, de onde a teria tirado?

Ele tirou-a do pequeno livro de Habacuque. Este livro apresenta três capítulos peculiares, mas que encerram uma mensagem poderosa e particularmente adaptada para os nossos dias. Os dois primeiros capítulos tratam de um diálogo entre Jeová e o profeta e o terceiro apresenta uma oração deste homem de Deus.
No primeiro capítulo, no verso um, lemos:
“Sentença revelada ao profeta Habacuque”.
A palavra sentença pode ser considerada como um juízo impendente sobre Judá e, por extensão, ao povo de Deus de todas as épocas.

Esta profecia indicaria o tempo do fim para o Israel antigo e foi introduzida por uma série de perguntas que refletiam a sensibilidade do profeta diante da condição em que se encontrava o povo de Israel, antes da famosa invasão de Babilônia. Habacuque viveu, portanto, num contexto muito semelhante ao nosso, profetizando a respeito da invasão iminente da Babilônia, só que a literal. No verso dois, encontramos:

Até quando Senhor clamarei eu e Tu não me ouvirás? Gritar-Te-ei violência! E não salvarás”?

Estas perguntas refletem a condição do povo de Deus daqueles dias e dizem respeito ao contexto pecaminoso da nação escolhida, antes da invasão. E como se encontra hoje o Israel espiritual? Seria diferente, aos olhos de Deus? Cheio de razão aos seus próprios olhos, mas não aos olhos dAquele que tudo vê?
No verso três, mais perguntas:

“Porque me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita”.

Habacuque demonstra estar perplexo por causa da aflição dos piedosos e pela prosperidade dos ímpios, no interior da casa de Deus. Muita contenda, fofoca e difamação contra o remanescente fiel!
            O verso quatro esclarece melhor a situação vivida pelo povo de Israel daquele tempo:

“Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida”.
           
Vemos aqui o pecado gerando rebelião contra Deus, contra os justos e deixando as pessoas mornas, estranhas entre si: marido e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs. O pecado faz aparecer o ciúme e as críticas, que são as consequências naturais do egoísmo humano. Habacuque está aqui falando do declínio moral e espiritual que marcou a vida da nação, nas vésperas da autorização divina para o ataque de Babilônia.

E ao falar Habacuque que o ímpio estava cercando o justo (dentro da casa de Israel, ou da igreja de Laodiceia, no nosso caso) o Senhor Deus aproveitou esta oportunidade para introduzir as consequências disto, nos versos cinco e seis:

“Vede entre as nações, olhai, e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal que vós não crereis, quando vos for contada. Pois eis que eu suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha pela largura da Terra, para apoderar-se de moradas que não são suas”.

 Deus está dizendo a Habacuque: a propósito deste assunto do ímpio dominar o justo, por causa disso, quero te adiantar que pretendo realizar uma obra deste gênero, só que no contexto das nações e que ninguém vai acreditar; vou trazer os caldeus, habitantes semitas da Babilônia, descendentes de Naor, irmão de Abraão, como uma vara de correção, contra o reino de Judá.

Podemos nos aperceber que quando a situação do povo de Deus fica alarmante, escandalosa, insustentável, Deus interfere radicalmente, como numa intervenção cirúrgica, para salvar o seu remanescente. Quem tem ouvidos, que ouça!
                       
No versículo doze Habacuque demonstra-se perplexo, mas compreende a posição de Deus:

“Não és Tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina”!

 E, no início do verso 13, o profeta justifica a Deus:

“Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar”.

Ele então compreende que Deus permitiu o desenvolvimento de Babilônia ontem, para servir de disciplina no amanhã. Contudo, na porção final do verso 13 o profeta arrisca uma nova pergunta:

“Porque, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele”?

Em outras palavras Habacuque está alegando como Deus tolerava a injustiça predominar na igreja a ponto dEle usar a perversa Babilônia contra os Seus filhos? E, nos versos dezesseis e dezessete ele ainda interroga sobre até quando Babilônia continuaria matando sem piedade os povos? E assim ele chega no verso um do capítulo dois, dizendo:
“Por-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa”?                   

No verso dois segue a resposta de Deus:

O senhor me respondeu e disse: escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo”.

O Senhor está dizendo a Habacuque: O que te vou dizer é muito importante. Escreve-o e coloca a minha declaração até no céu, se você puder.
Trazendo para o contexto de nossos dias, diríamos: coloque-a no telão da Igreja, de tal forma que todos os prepotentes a possam ler!
Que mensagem tão importante é esta que devemos explicitá-la, se possível, na Internet, para que todo o mundo veja?
No verso três vem o aguardado pronunciamento de Deus:
“a visão está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar,  espera-o, porque certamente virá, não tardará”.
Temos aqui a possibilidade de um tempo de tardança para o cumprimento profético ao tempo do Israel antigo, mas também a garantia de que esse tempo chegaria e que, sob a ótica divina, não haveria demora. Não é isso que Jesus nos diz em Apocalipse 10: 6?  E, no verso quatro Deus chega ao cerne da questão:
“Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele, mas o justo viverá pela sua fé".
Deus, aqui, está dizendo ao profeta e, por extensão, ao Seu remanescente que vive hoje sobre a Terra: aquele que busca a salvação pelas próprias forças, pelos próprios métodos, por meio da dominação, da globalização da economia, do desenvolvimento sustentável, por meio de uma Nova Ordem Mundial, ou por qualquer outro meio, dentro ou fora da igreja, sem corrigir os seus pecados, falhará. A sua alma não é reta nele! Mas o justo, o remanescente fiel viverá pela sua fé!
Foi aqui que Paulo encontrou sua inspiração. Foi aqui que a Reforma Protestante encontrou sua inspiração e é aqui que todo o crente sincero da atualidade deverá encontrar sua inspiração, porque este versículo separa a verdade do erro: o pecado resultará em destruição, enquanto que a fé, invariavelmente leva à vida espiritual. Fé em Jesus Cristo, contudo, que não conduza à obediência, não é fé de maneira nenhuma, é presunção! Deus, aqui, está revelando a Habacuque e a nós, o mistério da fé. Ela é a solução de Deus para qualquer situação! Não se trata de um corpo de doutrinas, mas de uma forma de viver, de um estilo de vida: o meu justo viverá pela fé; essa é a grande solução de Deus: fé, fé somente! Fé no poder transformador do evangelho; fé, uma marca registrada de todo aquele que aceitou o plano de Deus, sob qualquer circunstância! Os selados, no contexto de nossos dias, também não morrerão. Viverão pela sua fé, independente do que se passe na igreja e no mundo e farão uma unidade de conduta com os 144.000 restantes de Israel. Pela fé somente!
Essa é a verdade central das Escrituras para Israel, para a Igreja Primitiva, para a Reforma Protestante da Idade Média e também para nós, na atualidade! Esse verso apresenta a causa da vida e da morte. Enquanto que a rendição incondicional a Deus produz a vida: Não Morreremos, que é o cumprimento literal da mensagem de João 3: 16, o orgulho, o egoísmo, a prepotência, a presunção leva à morte, porque não aceita o plano de Deus, pela fé.
A Babilônia antiga, a qual programou uma Nova Ordem Mundial, solapando o povo de Deus, não ficou impune! Deus mandou Habacuque sentenciar cinco ‘ais’ sobre ela, que são explicitados nos versos de cinco a dezenove do capítulo 2 de seu livro. Ali, Deus revelou a Habacuque que os caldeus também seriam destruídos, só que no devido tempo e que jamais se levantariam. A Babilônia de nossos dias também buscará destruir os filhos de Deus e implantar uma Nova Ordem Mundial, mas não subsistirá. Está destinada ao fracasso, conforme lemos em Apocalipse 18: 21-23:
“Então um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho, e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca, jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de toucadores de flauta e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca mais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também em ti jamais brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva, jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da Terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria”.
Esta é a mensagem que o remanescente fiel deve dar ao mundo e à Igreja! É a mensagem profética para o tempo presente! Não podemos calar! Os líderes devem estar alertas porque o Senhor vai cobrar qualquer atuação irregular, principalmente contra os Seus escolhidos.
Sai dela povo meu’, como um clamor, deverá ecoar no mundo. Se não o fizermos, as pedras clamarão, “pois a Terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”! Acrescenta Habacuque 2: 14.
Se perdermos nossa oportunidade, mesmo como igreja, Deus sempre tem um plano B, como tinha quando Israel deixou de ser o povo escolhido. E no verso vinte, lemos:
“O Senhor, porém, está no seu santo templo (no controle de todas as coisas), cale-se diante dEle toda a Terra”!
O pequeno livro de Habacuque chega ao seu final apresentando uma oração triunfante do profeta, sob a forma de canto; os versos dois e três, do capítulo três dizem:
“Tenho ouvido, ó Senhor, as Tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-Te da misericórdia. Deus vem de Temã e do Monte Parã vem o Santo. A Sua glória cobre os céus, e a Terra se enche do Seu louvor”.
Temã e o Monte Parã fazem alusão ao Êxodo e ao Monte Sinai. No versículo quatro a alusão é específica ao Monte Calvário:
“O Seu resplendor é como a luz, raios brilham de Sua mão; ali está velado o Seu poder”.
 Esta é uma referência para introduzir o futuro livramento do povo de Deus, explícito no verso treze:
“Tu sais para salvamento do Teu povo, para salvar o Teu ungido”.
Os versículos de cinco a quinze, por outro lado, tratam do julgamento divino e do futuro dos inimigos de Deus. O verso dezesseis apresenta a reação do profeta que deve motivar a nossa, pois que vivemos na mesma altura profética deste homem de Deus:
“ouvi-O, e meu íntimo se comoveu, à Sua voz tremeram os meus lábios; entrou podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram; pois em silêncio devo esperar o dia da angústia que virá contra o povo que nos acomete”.
Os versículos dezessete e dezoito finalmente apresentam a conclusão do profeta:
“Ainda que a figueira não floresça; não haja fruto na videira; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”.
Estes versos declaram que o amor de Habacuque a Deus, assim como o do remanescente fiel, não se baseia no que esperam receber do Senhor; e mesmo que Ele lhes envie o sofrimento e perdas materiais, eles declaram que se regozijarão no Deus de sua salvação. Eis uma das mais fortes declarações de fé das Escrituras. Habacuque está dizendo que Jesus Cristo só é suficiente. Que a fé nele conduz à obediência e ao engajamento, em qualquer circunstância. Que o nosso relacionamento com Deus pode ser restaurado.
Deus nos está dizendo que, se alguma coisa está saindo errado na igreja, no trabalho ou na família, tenhamos paciência, pois chegará o dia em que Ele consertará todas as coisas. Eu fiquei feliz porque Habacuque conseguiu entender essa mensagem e agradeço a Deus pela mensagem de Habacuque. Que Deus me ajude a ser a pessoa que devo ser independentemente do que esteja ocorrendo ao meu redor. E que possamos nos unir para testemunhar desta importante mensagem ao mundo, com a confiança contida no verso dezenove:
“O Senhor Deus é a minha fortaleza, e me faz andar altaneiramente”. 

Cap. 6 – Um ensaio de genealogia bíblica: seis mil anos de história

O terceiro capítulo da segunda carta de Pedro trata da segunda vinda de Jesus à Terra e o que isto significará para os crentes e descrentes. No âmbito deste capítulo, o verso oito apresenta uma recomendação especial para a Sua igreja em espera nos últimos dias:
“Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para com o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia”.
Esta declaração e a recomendação enfática para não esquecê-la nos leva à considerá-la como um enigma que deve ser resolvido.
Em (71), a profetisa do Senhor para o tempo do fim sugere uma possível solução para o mesmo:
Durante seis mil anos a obra de rebelião de Satanás tem feito estremecer a Terra... Durante seis mil anos o seu cárcere, recebeu o povo de Deus, e ele os queria conservar cativos para sempre; mas Cristo quebrou os seus laços, pondo em liberdade os prisioneiros... Durante mil anos Satanás vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar os resultados contra a Lei de Deus”.
Vemos aqui que ao cabo de seis mil anos de pecado na Terra, Cristo viria buscar os seus filhos vivos e mortos ressuscitados, ocasião em que quebraria os lacres do sepulcro, para realizar a primeira ressurreição. Depois desfrutaríamos de um período de mil anos com Cristo no céu, ocasião esta em que Satanás vaguearia pela Terra desolada e vazia. A senhora White, neste texto está fazendo uma alusão clara a uma semana milenar, com a intervenção de Jesus ao final do sexto milênio.
Se for válido fazer uma conciliação da passagem bíblica com a do Espírito de Profecia, nos aperceberemos que não é oportuno esquecer a genealogia bíblica para verificar este detalhe, uma vez que o sétimo milênio inicia com o segundo advento de Jesus Cristo a esta Terra e com a primeira ressurreição, que esperamos para breve.
A partir deste pressuposto, e se amamos a vinda do Senhor, faz-se necessário estimar, com o melhor grau de precisão possível, a altura do tempo profético que estamos vivendo. Se pudermos comprovar o fechamento do sexto milênio, encontraremos o sentido das palavras do apóstolo Pedro e o enigma estará resolvido, conforme a recomendação divina. Não se trata de especulação, mas da busca sincera da compreensão da palavra profética.
 E, “Demais, é-nos ensinado que desatender a advertência ou recusar saber a proximidade do advento do Salvador, ser-nos-á tão fatal como foi aos que viveram nos dia de Noé o não saber quando viria o dilúvio. E a parábola, no mesmo capítulo, põe em contraste o servo fiel com o infiel e dá a sentença ao que disse em seu coração – ‘O meu Senhor tarde virá’. Mostra sob que luz Cristo olhará e recompensará os que encontrar vigiando e pregando Sua vinda, bem como os que a negam.‘Vigiai, pois’, diz Ele; ‘bem-aventurado aquele servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim’.  Mateus 24: 42-51. ‘Se não vigiares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.’” Apocalipse 3: 3. (72).
Quanto às palavras: “‘Daquele dia e hora ninguém sabe’, estas foram proferidas por Cristo na memorável conversação com os discípulos, no Monte das Oliveiras, depois que Ele, pela última vez se afastou do templo. Os discípulos haviam feito a pergunta: Que sinal haverá de Tua vinda e do fim do mundo”? Jesus lhes deu sinais, e disse em Mateus 24: 3 e 33 “Quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas. Não se deve admitir que uma declaração do Senhor destrua a outra. “Conquanto ninguém saiba o dia nem a hora de Sua vinda, diz o Espírito de Profecia, somos instruídos quanto à  sua proximidade e isto nos é exigido saber”. (73).
Somos, portanto, desafiados a fazer valer a advertência do apóstolo Pedro, sobre a solene expectativa dos tempos em que vivemos, por meio de um ensaio de cronologia bíblica. Não queremos ser dogmáticos, mas acreditamos ser isso plenamente possível. Para tirar qualquer preconceito que possa existir sobre este tema de elevada significação, vamos extrair mais um texto do Espírito de Profecia.
Como eu estivesse convicto, diz Miller, de que ‘toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa’, de que ela não veio nunca pela vontade do homem, mas foi escrita ao serem homens santos inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro 1: 21), e dada ‘para o nosso ensino’, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança’, não poderia deixar de considerar as porções cronológicas da Bíblia senão como uma parte da Palavra de Deus, e com tanto direito a nossa séria consideração como qualquer outra porção dela. Senti, pois, que, esforçando-me por entender o que Deus em Sua misericórdia achou conveniente revelar-nos, eu não tinha o direito de omitir os períodos proféticos”. (74).
Nesta linha de pensamento endossada pelo Espírito de Profecia seguiremos nós, orando ao nosso Pai Celestial e suplicando pela Sua luz sobre nossas vidas e por um melhor entendimento deste tema relacionado com a Sua gloriosa vinda. Vamos adotar a versão bíblica Revista e Atualizada e dividir o nosso estudo por períodos.
Período transcorrido de Adão até ao nascimento de Abrão: 2.006 anos.  
Deus gerou Adão – Lucas 3: 38.
Adão viveu 130 anos e gerou a Sete – Gênesis 5: 3.
Sete viveu 105 anos e gerou a Enos – Gênesis 5: 6.
Enos viveu 90 anos e gerou a Cainã – Gênesis 5: 9.
Cainã viveu 70 anos e gerou a Maalaleel – Gênesis 5: 12.
Maalaleel viveu 65 anos e gerou a Jerede – Gênesis 5: 15.
Jerede viveu 162 anos e gerou a Enoque – Gênesis 5: 18.
Enoque viveu 65 anos e gerou a Metusalém – Gênesis 5: 21.
Metusalém viveu 187 anos e gerou a Lameque – Gênesis 5: 25.
Lameque viveu 182 anos e gerou a Noé – Gênesis 5: 28.
Noé viveu 500 anos e gerou a Sem – Gênesis 5: 32.
Sem viveu 100 anos e gerou a Arfaxade – Gênesis 11: 10.
Arfaxade viveu 35 anos e gerou a Salá – Gênesis 11: 12.
Salá viveu 30 anos e gerou a Héber – Gênesis 11: 14.
Héber viveu 34 anos e gerou a Pelegue – Gênesis 11: 16.
Pelegue viveu 30 anos e gerou a Reú – Gênesis 11: 18.
Reú viveu 32 anos e gerou a Serugue – Gênesis 11: 20.
Serugue viveu 30 anos e gerou a Naor – Gênesis 11: 22.
Naor viveu 29 anos e gerou a Terá – Gênesis 11: 24.
Terá viveu 130 anos e gerou a Abrão – Gênesis 11: 32 e 12: 4 (205-75=130 anos)
Observações: Apesar de Abrão ter sido citado em primeiro lugar em Gênesis 11: 26, ele não foi o primogênito de Terá. Ele aparece em primeiro lugar porque interessa à genealogia dos filhos de Deus, uma vez que seu irmão Harã morreu novo (Gênesis 11: 28), enquanto que “seu irmão Naor e a família, apegaram-se à seu lar e a seus ídolos”. (Patriarcas e Profetas, p. 121). Por outro lado o tempo do nascimento de Abrão é claramente estabelecido pelas passagens de Gênesis 11: 32 e 12: 4.
1)      O Chamado do céu, primeiramente, viera a Abraão enquanto ele morava em Ur dos Caldeus (Gênesis 11: 31), e em obediência à mesma ele se mudou para Harã; até este ponto, a família de seu pai o acompanhou, pois, juntamente com sua idolatria, uniam-se ao culto do verdadeiro Deus. Ali permaneceu Abrão até a morte de Terá. Apenas sepultado seu pai, a voz divina mandou que prosseguisse”. (75).
2)      Esta fórmula de cronogenealogia, em que a pessoa X vive tantos anos e gera a pessoa Y, não apenas é única na Bíblia, como é construída tão solidamente que torna impossível interrompê-la pela inclusão de um intervalo de gerações. Tal solidez é reforçada pelo verbo hebraico ‘gerou’, usado nestas passagens (wayyoled-et); é o verbo mais comumente usado na Bíblia para expressar a paternidade física de um descendente. Quando combinado com a fórmula genealógica única, é virtualmente impossível inserir intervalos de gerações nessas genealogias. A combinação da fórmula de tempo com essa forma verbal sugere que o autor de Gênesis 1 – 11 estava interessado tanto no tempo como na exatidão dessa genealogia. (76).

3) Período transcorrido de Abraão até ao final do reino unido: 1.021 anos

Abraão viveu 100 anos e gerou a Isaque – Gênesis 21: 5.
Com cerca de cinco anos Isaque é desmamado e caçoado por Ismael – Gênesis 21: 8-11.
Período de 400 anos de peregrinação e aflição, até a saída do Egito – Gênesis 15: 13.
Período de 480 anos, da saída do Egito até ao quarto ano do rei Salomão – I Reis 6:1.
Período de 36 anos, até ao final do reino de Salomão – I Reis 11: 42.
Observações: A idade de desmame foi de cinco anos, porque Abraão foi chamado para a sua peregrinação com 75 anos; teve seu filho Isaque com 100 anos, 25 anos depois. Se o conflito com Ismael começou 30 anos após ter iniciado a peregrinação, Isaque já era crescido e contava com cinco anos. Vejamos o texto a seguir:
O período de 430 anos data da promessa feita a Abraão quando lhe foi mandado sair de Ur dos Caldeus. Os 400 anos de Gênesis 15: 13 datam de um período posterior. Note-se que o período de 400 anos não somente é um período de peregrinação, mas de aflição. Isto, de acordo com as Escrituras, deve ser contado desde 30 anos mais tarde, aproximadamente pelo tempo em que Ismael, ‘aquele que era gerado segundo a carne, perseguia o que era segundo o Espírito’ (a saber, Isaque). Gálatas 4: 29”.  (77).
Período Transcorrido de Salomão até a invasão de Babilônia: 391 anos.

Roboão, filho de Salomão, reinou 17 anos – II Crônicas 9: 30,31 e 12: 13.
Abias, filho de Roboão, reinou 3 anos – II Crônicas 12: 16 e 13: 1.
Asa, filho de Abias, reinou 39 anos (41-2) – II Crônicas 14: 1 e 16: 12-13
Josafá, filho de Asa, reinou 25 anos – II Crônicas 17: 1 e 20: 31.
Jeorão, filho de Josafá, reinou 8 anos – II Crônicas 21: 1 e 21: 5.
Acazias, filho de Jeorão, reinou um ano – II Crônicas 22: 1 e 2.
Atalia, mãe de Acazias, usurpo o trono e reinou seis anos – II Reis 11: 1 e 3.
Joás, filho de Acazias, reinou 40 anos – II Reis 11: 20-21 e 12: 1.
Amazias, filho de Joás, reinou 29 anos – II Reis 12: 21 e 14: 1-2.
Uzias, filho de Amazias, reinou 52 anos – II Reis 14: 21 e II Crônicas 26: 3.
Jotão, filho de Uzias, reinoi 16 anos – II Crônicas 26: 23 e 27: 1.
Acaz, filho de Jotão, reinou16 anos – II Crônicas 27: 9 e 28: 1.
Ezequias, filho de Acaz, reinou 29 anos – II Crônicas 28: 27 e 29: 1
Manassés, filho de Ezequias, reinou 55 anos – II Crônicas 32: 33 e 33: 1.
Amom, filho de Manassés, reinou 2 anos – II Crônicas 33: 20 -21.
Josias, filho de Amom, reinou 31 anos – II Crônicas 33: 25 e 34: 1.
Jeoacaz, filho de Josias, reinou 3 meses – II Crônicas 36: 1 e 2.
Eliaquim, irmão de Jeoacaz, reinou 11 anos – II Crônicas36: 4-5.
Joaquim, filho de Eliaquim, reinou 3 meses – II Crônicas 36: 8-9.
Zedequias, irmão de Joaquim, reinou 11 anos, até a queda de Jerusalém – II Crônicas 36: 10 a 20.
                
Observação: O período dos dois reis que governaram apenas três meses não foi considerado.

“Período transcorrido desde a queda de Jerusalém até o início da Era Cristã: 586 anos” (78).
Observação: O período de 586 anos pode ser determinado também a partir de II Reis 25: 8 (605-19=586 anos).
Somatório Geral até Cristo: 2006+1021+391+586=4004 anos.
O nascimento de Cristo, na verdade, ocorreu entre o ano 4000 e 4001, uma vez que Ele foi ungido no ano 27 de Tibério César com a idade de 30 anos. Temos, assim que o período transcorrido desde Adão até o nascimento de Jesus foi de cerca de 4.000.
Somatório Geral: 4000+2012=6012 anos.
                Observação: Os doze anos que já passaram do sexto milênio representam apenas 0,2% dos seis mil anos da História Universal. E, sabemos que, cientificamente, qualquer diferença menor do que 1% não é significativa. 
“O Senhor declara pelo profeta Amós que ‘não fará coisa alguma, sem ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas’. Amós 3:7. Assim, os que estudam a Palavra de Deus podem confiantemente esperar que encontrarão nas Escrituras da verdade, claramente indicado, o acontecimento mais estupendo a ocorrer na história da humanidade”.   (79)
                                                                                             
                                                                    Bibliografia

(1)   WHITE, E.G. Testemunhos Para Ministros, 3ª Ed. S.Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 107.
(2)   WHITE, E.G. Eventos Finais, p. 13.
(3)   WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª ed. S. Paulo:Abigail R. Liedke, 1991, p. 67.
(4)   WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p.
(5)   MARTIN, M. The Keys of this Blood, 1990, p.
(6)   WHITE, E.G. Testemunhos Seletos, 4ª edição, São Paulo CPB, 1971, p. 151.
(7)   WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 466.
(8)   WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 465/466
(9) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 466.
(10) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 45/46.
(11) REVISTA FRANCESA Encore Fatime au Jour Le Jour, nº 406, 1985, p. 27/28.
(12) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 19.
(13) CHAIJ, F. Preparação Para a Crise Final, 2ª e. S. Paulo: CPB, 1975, p. 112.
(14) WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª Ed. S.Paulo: Abigail R. Liedke, 1991, p. 283.
(15) WHIE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB. P. 680.
(16) WHITE, E.G. Testemunhos Para a Igreja, Volume I, p. 211.
(17) WHITE, E.G. Meditações Matinais Maranata, 1ª ed. S. Paulo: CPB, 1977, p. 294.
(18) WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1991, p. 38.
(19) Revista Veja de 16/09/1987.
(20) Correio Braziliense de 13/09/1987.
(21) MARTIN, M. The Keys of This Blood, 1990, p.492.
(22) Correio Braziliense de 06/09/2000.
(23) Revista Veja de 16/09/1987, p. 83.
(24) Jornal Correio Braziliense, de 09/08/2000.
(25) Calendário Jubilaeum 2000 – Calendário Terzo Millennio 2001.
(26) WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1991, p. 67.
(27) WHITE, E.G. Testemunhos Para Ministros, 3ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 115.
(28) WHITE, E.G. Profetas e Reis, 3ª Ed. CPB, 1981, p. 179.
(29) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas, 7ªed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 113
(30) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 116.
(31) NODA, J. Religiões: ‘O Movimento Nova Era’ – Mimeografado.
(32) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas, 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 114.
(33) WHITE, E. G. Testemunho Para Ministros, 3ª Ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 39
(34) NODA, J. Religiões: ‘O Movimento Nova Era’– Mimeografado.
(35) WHITE, E.G. Testemunho Para Ministros, 3ª ed. S. Paulo: Abigail R.Liedke, 1993, p. 37
(36) NODA, J. Religiões: ‘O Movimento Nova Era’ – Mimeografado.
(37) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 629.
(38) Revista Adventista de dezembro 2003, p. 9.        
(39) WALTON L.R. Ômega, S. Paulo: CPB, p. 31
(40) WHITE E.G. Testemunhos, Vol II, p. 355.
(41) WHITE, E. G. Testemunhos Seletos, Volume I, 4ª ed. S. Paulo: CPB, 1970, p.245.
(42) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 424.
(43) WHITE, E. G. Parábolas de Jesus, p. 331.
 (44) WHITE, E. G. Testemunhos Seletos, Volume I, 4ª ed. S. Paulo: CPB, 1970, p. 327.
(45) WHITE, E.G. Testemunhos Seletos, Volume III 4ª Ed. S. Paulo: CPB, 1970, p. 15.
(46) WHITE, E. G. Testemunhos Seletos, Volume I, 4ª ed. S. Paulo: CPB, 1970, p. 327.
(47) id. ps. 327/328.
(48) id. ps. 328/329.
(49) id. ps. 329/330.
(50) id. p. 332.
(51) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas, Vol. I, 2ª ed., S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1985, p. 204-205.
(52) id., p. 200
(53) id., p. 203
(54) id., P. 197
(55) WHITE, E. G, Review & Herald de 09/10/1894.
(56) WHITE, E.G., Testemunhos Para Ministros, 3ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 107.
(57) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas, Volume II, 2ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1985, p. 25.
(58) id. P. 388
(59) SARLI, J. Prefácio In: OLIVEIRA, E. A Mão de Deus ao Leme, p.
(60) WHITE, E.G. Mensagens Escolhida, Volume I, 2ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1985, p. 408.
(61) Bible Comentary – Comentário Bíblico Adventista, Volume V, p. 1131.
(62) FROOM Leroy; ANDERSON Roy, Questions on Doctrines – Perguntas sobre doutrinas, 1957.
(63) WHITE, E.G. The Faith y Live By the Sanctuary of God, p. 207.
(64) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas, Volume II, 2ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1985, p. 147.
(65) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas, Volume I, 2ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1985, p. 317.
(66) WHITE, E.G. História da Redenção, p. 289.
(67) WHITE, E.G. Eventos Finais, p. 54.
(68) WHITE, E.G. Material Suplementar de EGW in Comentários Sobre Apocalipse, 4ª Ed. S. Paulo: SALT, 1984, Vol. II, p. 139.
(69) WHITE, E.G. Eventos Finais, p. 53
(70) id. p. 55.
 (71) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 665
(72) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 369/371.
(73) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 370.
(74) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 324.
(75) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 121
(76) Lição da Escola Sabatina Adulto/ Professor, III Trimestre, p. 57.
(77) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas, 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 840.
(78) Revista Adventista de Janeiro de 1994, p. 8.
(79) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 324.

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