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“NINGUÉM DEVE PRETENDER TER TODA A LUZ QUE HÁ PARA OS
FILHOS DE DEUS. O SENHOR NÃO TOLERARÁ ISTO. ELE DISSE: ‘EIS QUE DIANTE DE TI
PUS UMA PORTA ABERTA E NINGUÉM A PODE FECHAR’. MESMO QUE TODOS OS NOSSOS
DIRIGENTES RECUSEM A LUZ E A VERDADE, ESSA PORTA AINDA CONTINUARÁ ABERTA. O
SENHOR SUSCITARÁ HOMENS QUE DARÃO AO POVO A MENSAGEM”. (1)
TESTEMUNHOS PARA MINISTROS E OBREIROS EVANGÉLICOS, P. 107.
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INTRODUÇÃO
É com alegria e preocupação que
apresentamos nossa versão, pessoal e independente, sobre a luta mortal a ser
travada entre as forças do dragão (de Satanás – Apocalipse 12: 9) e as do Israel
espiritual – Apocalipse 12: 17 – mormente após a guerra do Armagedom.
Com alegria porque estamos já no final do
caminho, e bem impressionados com o alinhamento dos fatos proféticos, desenvolvidos no TEMA I.
E preocupados porque apesar
destes fatos terem sido registrados na Bíblia há muito tempo, a maioria dos professos
seguidores de Jesus “não possuem maior
compreensão destas importantes verdades do que teriam se nunca houvessem sido
reveladas”. (2).
Em face desta censura, extraída do
Espírito de Profecia, buscaremos explicitar nossa apreensão dos fatos proféticos
no sentido de facilitar a pesquisa daqueles remanescentes que, embora interessados
na verdade presente, enquadram-se na reprimenda mencionada. Não pretendemos a certeza
absoluta, mesmo porque a verdade é surpreendentemente crescente como a luz da
aurora e nem que aceitem nossas anotações. Apenas que, motivados a partir
delas, busquem enxergar ainda mais além.
Temos convicção de que uma das
razões do enfraquecimento de nossa fé, em grande parte, seja motivada pela
dificuldade que temos de acompanhar o desencadeamento das últimas profecias, por
meio da comprovação Online das
mesmas. Como acreditamos nas palavras de Salomão de que “não havendo profecia o povo se corrompe” – Provérbios 29: 19, no
intuito de ajudar, nos encorajamos em dar prosseguimento neste trabalho.
Esperamos dois tipos de reações:
de agradecimento, pelo provimento de uma base sustentada pelo Espírito de Profecia
e pela Bíblia, motivadora de um estudo pessoal mais proveitoso das Escrituras, ou
aquela motivada pela desconfiança gerada pelo fato do mensageiro não apresentar
as credenciais de um curso formal de teologia.
Em ambos os casos agradeceríamos
pelas críticas sinceras. Teremos prazer em corrigir todas as interpretações
erradas ou fora de contexto e, mesmo, remover as duvidosas. Também julgamos
natural que os fatos ainda futuros possam trazer surpresas e exigir ajustes. O
mais importante, acredito, será ver a fé crescer pelo testemunho vivo do cumprimento profético. Creio que apesar de
precisarmos ter muito cuidado para não criar falsas expectativas, o Senhor nos
deu as profecias para que pudéssemos crescer correndo este risco com
responsabilidade.
Nosso endereço para contato:
1. A luta do dragão contra o remanescente
1.1 – As cinco primeiras etapas
O capítulo doze do
Apocalipse relata seis etapas do combate entre o bem e o mal. Vamos apenas
referir de passagem as cinco primeiras para nos concentrar na sexta que é
anunciada no verso dezessete: a luta do dragão contra o remanescente da Igreja,
que, por seu turno, acha-se detalhada no capítulo treze, a partir do verso onze.
Esta etapa nos interessa de forma particular porque, como cristãos remanescentes, deveremos
viver esta experiência.
O Apocalipse doze
revela, a partir do verso sete, que a grande controvérsia se originou no
céu. Leiamos até ao verso nove:
“Houve peleja no céu. Miguel e seus anjos
pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia não
prevaleceram, nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande
dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o
mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele os seus anjos”. Esta é a primeira etapa. Miguel é
Jesus, o vencedor.
Apocalipse 12: 4-5
apresenta a segunda etapa: quando Cristo
homem nasceu. Havia uma mulher que estava grávida e ia dar à luz a um filho
varão:
“... e o dragão se deteve em frente da mulher que
estava para dar a luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse.
Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de
ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono”.
Quem tratou de
matar a Cristo quando este nasceu? Foi o dragão (Apocalipse 12:
9),
por meio de sua quarta cabeça perseguidora (Apocalipse 12: 3): Roma Pagã,
que surgiu na sucessão de Babilônia, Medo Persa e Grécia. Este quarto Império
mundial perseguidor do povo de Deus usou, por sua vez, Herodes. Satanás quis
desforrar-se, mas foi derrotado pela segunda vez. Cristo volta para o céu,
diz o texto sagrado.
A terceira etapa foi quando Cristo venceu Satanás
na cruz, conforme Apocalipse 12: 10: “Então
ouvi grande voz do céu, proclamando: agora veio a salvação, o poder, o reino do
nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso do céu o acusador de
nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”.
White explica essa
passagem em conexão com João 12: 30-33 onde diz claramente que esse segundo lançamento
fora do céu, foi quando Jesus morreu:
“Então, explicou Jesus: não foi por Mim que
veio esta voz, e sim por vossa causa. Chegou o momento de ser julgado este
mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E Eu, quando for levantado
da Terra, atrairei todos a Mim mesmo. Isso dizia, significando de que gênero de
morte estava para morrer”.
Os versículos onze
e doze de Apocalipse 12 confirmam o discernimento de White:
“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e
por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não
amaram a própria vida. Por isto, festejai, ó céus, e vós, os que neles
habitais. Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de
grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”. (Grifos
acrescentados).
Deveras, quando
Cristo exclamou na cruz: está consumado, o reino da Terra já não mais pertencia
a Satanás; Cristo arrebatou-o de suas mãos, após a ressurreição, dizendo:
“Toda a autoridade me foi dada no céu e na Terra”. Mateus 28: 18.
Assim, ferido mortalmente
na cabeça, o diabo deixou de ser o representante deste mundo, perdendo, por
isso, o acesso que tinha ao céu, nesta segunda expulsão, a definitiva.
Compreendendo, o
diabo, que perdera a luta decisiva e a representação deste mundo, insatisfeito
por ter falhado em destruir a Cristo, o descendente da mulher (Gênese 3: 15),
pensou em destruir a Igreja por Ele constituída, vestida de sol (ver Salmos
104: 1-2). Esta nova estratégia satânica vai definir a quarta etapa que se encontra em Apocalipse 12: 13:
“Quando, pois, o dragão se viu atirado para a
Terra (pela segunda vez), perseguiu a
mulher que dera à luz o filho varão”. Encaixa-se aqui o versículo 12: Ai da
Terra! Parênteses acrescentados.
Notemos,
entretanto, que o escape da mulher, foi logo providenciado, no verso 14:
“E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para
que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo,
tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”.
Deus levou Sua
igreja, para um lugar seguro, da mesma forma como fez com o povo de Israel em
Êxodo 19: 4: “Tendes visto o que fiz aos
egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a Mim”.
Este período simbólico
anunciado no verso quatorze pode ser definido por meio de uma passagem paralela
em Apocalipse 12: 6 que diz:
“A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde
lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem por mil duzentos e
sessenta dias”.
Logo, um tempo,
tempos e metade de um tempo corresponde aos mil duzentos e sessenta dias. Esta linguagem simbólica utilizada no
verso quatorze, no entanto, nos permite considerar os dias em pauta como
proféticos, e neste caso transformá-los em anos, conforme Ezequiel 4: 7: “Quarenta dias te dei, cada dia por um
ano...” (Grifo acrescentado). A História Universal confirma o
raciocínio, situando este período entre 538 AD quando a Igreja Católica (a
quinta cabeça do dragão) assumiu oficialmente a liderança mundial da
cristandade e 1798 AD quando, nas guerras napoleônicas, o papado deixou
oficialmente de existir.
Próximo ao final deste longo período de
1260 anos havia ainda muitos que resistiam ao persistente esforço do dragão, escondidos
nas grotas das montanhas e nos desertos da Europa. A serpente usou então as
multidões como um dilúvio para afogá-los para sempre, o que vem a constituir a quinta etapa, descrita em Apocalipse
12: 15:
“Então a serpente arrojou da sua boca, atrás
da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo
rio”. As águas, na linguagem profética, significam as multidões europeias,
conforme Apocalipse 17: 15:
“Falou-me, ainda: as águas que viste, onde a meretriz está
assentada são povos, multidões, nações e línguas”.
E quando parecia
que os filhos de Deus iriam perder a luta desigual, algo maravilhoso aconteceu:
“A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra
abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca”. Apocalipse
12: 16.
A terra, neste
contexto, representa o lugar para onde fugiram os remanescentes que estavam por
entrar em extinção na Europa. Eles fugiram para os Estados Unidos da América
(EUA), uma nação justa estabelecida providencialmente por Deus, para dar
refúgio aos perseguidos do Velho Continente. Os EUA vieram a representar a
terra da liberdade para eles, um lugar no Novo Mundo onde a Igreja fora
separada do Estado para proteger não só os peregrinos europeus como os de todo
o resto do mundo que para lá migrassem em busca de viver de acordo com
os ditames de suas próprias consciências.
Finalmente a Bíblia
segue dizendo, no verso dezessete que Satanás ficou muito irado porque o remanescente
fiel a Deus conseguiu escapar de sua perseguição:
“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os
restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm
o testemunho de Jesus”. (Grifo acrescentado).
Esta é, portanto, a
Sexta etapa, que nos concerne de
forma peculiar porque somos justamente os que guardam os mandamentos de Deus e
têm o Testemunho de Jesus que, segundo Apocalipse 19: 10 é o Espírito de
Profecia. Note-se que o dom profético, outorgado à White, falecida em 1915, adquire
proeminência nesta fase decisiva, por nos prevenir das falsas interpretações da
Bíblia que têm surgido em nosso tempo, por conta da sagacidade do dragão. E
segue dizendo o verso dezessete:
“E o dragão se pôs em pé sobre a areia do mar”.
O diabo, vendo o
fracasso do ateísmo da Revolução Francesa (que derrotou o papado em
1798 e
teve continuidade no Comunismo ateu, sua sexta cabeça), em alcançar seus
objetivos de destruir o remanescente de Deus e dominar o mundo, passou a desenvolver
um plano mais elaborado, aguardando pacientemente pela oportunidade de colocá-lo
em prática por meio de um poder religioso complexo (catolicismo, protestantismo e
espiritismo), apoiado no poder político. À longo prazo ele começou a gerenciar a
formação de sua última cabeça, a fim de energizá-la contra os restantes dos
filhos de Deus que, neste ínterim, como João Batista na primeira vinda, se
encontram empenhados no preparo do caminho para a segunda vinda de Jesus. Após
ter apresentado, na Parte I, um relatório condensado das profecias, com enfoque
maior sobre o Israel literal, vamos agora concentrar nossa atenção sobre o que
virá sobre o Israel espiritual, como uma esmagadora surpresa.
1.2 – A sexta
etapa
1.2.1 –
Antecedentes do último plano
O capítulo treze do
Apocalipse, a partir do verso onze, amplia a controvérsia da luta do dragão
contra o remanescente, quando a antiga serpente alada buscará dar forma e
energia ao último poder mundial gentio, programado para destruir definitivamente
todos os filhos de Israel. Abordaremos rapidamente os primeiros dez versos
deste capítulo que apresentam os antecedentes desta luta mortal.
Em Apocalipse 13:
1-2 temos, em retrospectiva, as três primeiras bestas gentílicas mundiais
perseguidoras que antecederam ao Império Romano, a quarta cabeça:
“Vi emergir do mar uma besta, que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os
chifres dez diademas e sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era
semelhante a leopardo, com pés como
de urso, e boca como boca de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o
seu trono e grande autoridade”.
Esta besta composta
que emerge do mar representa, na verdade Roma em suas duas fases: a imperial e
a papal: a quarta e a quinta cabeças do dragão. O leopardo, o urso e o leão constituem
uma reminiscência compacta das bestas de Daniel sete (três primeiros impérios
pagãos perseguidores do povo de Deus), que imprimiram nos quarto e quinto
impérios, suas características tanto culturais como religiosas. Estas
características são mais marcantes com relação à cultura grega, aludida no leopardo,
a qual foi introduzida na Roma pagã e, a seguir, a religião babilônica, copiada
quase que integralmente pela Roma eclesiástica e que foi representada pela boca
de leão.
Apesar das sete
cabeças e dez chifres lembrarem o dragão vermelho de Apocalipse 12: 3, elas
revelam significativas diferenças. Trata-se aqui especificamente do papado e as
cabeças, neste caso, em vez de diademas apresentam nomes de blasfêmias. Esta figura
se alinha com precisão com aquela de Apocalipse 17: 3, cuja explicação será
discutida
no capítulo três, sessão 3.2.2.
A seguir, o
capítulo treze, verso três menciona o incidente ocorrido com Roma papal, no
tempo em que ocupava a quinta cabeça do dragão de Apocalipse 12: 3 (o Chifre
Pequeno, aludido em Daniel 7: 8 e 25; e 8: 9):
“Então vi uma de suas cabeças como golpeada
de morte, mas esta ferida mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou
seguindo a besta”. (Grifo acrescentado).
A primeira parte desta
profecia cumpriu-se cabalmente em 1798, dando origem ao tempo do fim; Roma papal foi ferida mortalmente pelo
ateísmo da Revolução Francesa. Este movimento ateu evoluiu para o Comunismo o
qual veio a ocupar, a partir de então, o papel da sexta cabeça perseguidora do
dragão, por ter derrubado a quinta.
O Comunismo, no
entanto, foi travado na sua tarefa de ocupar o trono do mundo, pela associação do
Catolicismo com o Protestantismo norte americano. Essa associação
político-religiosa ajudará, segundo a profecia bíblica, a resgatar o posto
perdido pelo Catolicismo no contexto das nações, transformando-o numa peça
chave para concretizar a sétima cabeça do dragão que a aguarda, de pé, sobre as
areias do mar, para energizá-la satanicamente. Este enredo político/religioso é
todo ele proveniente de um estratagema mediúnico concebido em 1875 que será detalhado no quarto capítulo. Este pacote, envolvendo o Catolicismo,
o Protestantismo e o Espiritismo apoiado pela complexa estrutura
política das Nações Unidas deverá em breve oficializar a Nova Ordem Mundial, já em
curso oficioso de ação. O Decreto Dominical será então implantado
quando a Terra inteira se maravilhará seguindo a sétima cabeça do dragão,
comandada pela besta, conforme o enunciado do verso quatro:
“E adoraram o dragão porque deu a sua
autoridade à besta (rediviva); também
adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra
ela”?
Percebemos
assim que
o capítulo treze vai se encaminhando para o desvendamento da estruturação do
último poder gentio concebido sigilosamente, para lutar contra o verdadeiro
Cristianismo.
A escalada do sumo
pontífice (construtor de pontes para formar o último império mundial) tem-se
intensificado para lograr o sucesso profetizado: uma monarquia mundial,
dirigida pela besta, pelo falso profeta e pelo espiritismo, mas com um chefe
supremo: o papa, energizado diretamente pelo dragão. Este é o plano geral, explicitado a partir do verso
onze.
Em novembro de 2011
o papa Bento XVI, o qual será, segundo anuncia a profecia, o futuro líder da
sétima cabeça do dragão, já propôs a criação de um Governo Mundial, com um
governante mundial, para coordenar tanto os assuntos econômicos como os sociais
e os religiosos. Ele não se apresentou como sendo este homem, mas, certamente,
assim o pensa e assim o será, conforme Apocalipse 13: 5-10:
“Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias, e autoridade para agir
quarenta e dois meses; e abriu a sua
boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o
tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse.
Deu se lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; adorá-la-ão todos os que habitam
sobre a Terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do
Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça.
Se alguém leva para cativeiro, para cativeiro vai. Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada.
Aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos”.
Este histórico de
glória futura para o papado, que trará de volta o coroamento do seu prestígio Medieval, será de apenas
42 meses, a partir da implantação do Decreto Dominical. O Espírito de Profecia
(3), assim se refere a este fato ainda futuro:
“Mas agora o tempo está quase findo, e o que
durante anos temos estado aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses.
Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender. Os que não
receberam o sinal da besta e da sua imagem, quando sair o decreto, terão
de estar decididos a dizer agora: não, não mostraremos estima pela instituição
da besta.” (Grifos acrescentados).
Em Daniel 12: 11 temos
uma referência a um período de 1290 dias ou de 43 meses. Este período acrescenta um mês aos 42 meses de Apocalipse
13: 5. É que neste último, a besta reinará sozinha. No período considerado por
Daniel, a besta reinará com os reis da Terra (futuros dez países representados
pelos dez chifres de Apocalipse 17: 12). Estes reis representarão as Nações
Unidas, que deverá ser reestruturada para administrar a Nova Ordem Mundial, pelo
período profético de uma hora que representa quinze dias literais. Os outros
quinze dias corresponderão ao período também de uma hora profética (Apocalipse
18: 10, 17 e 19), no qual se dará a derrocada de todo o sistema pela
intervenção divina. A Nova Ordem Mundial, ao que parece, não passará muito
deste tempo atual em que se encontra em curso oficioso de ação. Esta
confederação político-religiosa, já profetizada em Daniel
2: 28, 34, 35, 41 e 42 (união do ferro com o barro), trará a queda definitiva de Babilônia, na
segunda quinzena do último mês da Terra, conforme a conclusão da profecia
de Daniel 2: 44-45:
“Mas, nos dias destes reis (unidos com a
religião), o Deus do céu suscitará um
reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo:
esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.
Como vistes que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela
esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber
ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua
interpretação”.
As blasfêmias
mencionadas nos versos um, cinco e seis de Apocalipse 13 estão em parte relacionadas
com o VICARIVS FILII DEI, ou seja, com o título papal que revela a sua blasfema
pretensão de ser o substituto de Deus na Terra. Em João 10: 33 o nome blasfêmia
está ligado a uma pessoa que se faz passar a si mesma por Deus. Este título foi
removido da mitra papal quando os reformadores começaram a relacioná-lo com o
número da besta, referido no final do capítulo treze do Apocalipse, o seiscentos
e sessenta e seis.
O
resurgimento histórico do papado também foi profetizado por Paulo:
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isso (a
segunda vinda de Jesus) não
acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da
perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto
de culto, a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se
fosse o próprio Deus”. II Tessalonicenses 2: 3-4.
Este Governo é blasfemo
também porque postula o poder de perdoar pecados, por meio dos seus sacerdotes
no confessionário, conforme inferimos das palavras de Marcos 2: 7:
“Porque fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode
perdoar pecados, senão um, que é Deus”?
O texto
apocalíptico segue dizendo, no versículo sete, que esta besta terá autoridade
universal e um relativo sucesso em perseguir o remanescente. Os versos oito e
nove acrescentam que, devido à sedução satânica, a besta que surgiu do mar,
isto é, das populações europeias (Apocalipse 17: 1 e 15) será adorada por todos
os gentios e previne o verso dez para ninguém se deixar seduzir pelos
encantamentos da mesma, pois, afinal, quem com ela matar com a espada, com a
espada deverá morrer, pois não haverá quem a socorra, conforme vimos em Daniel
11: 45, discutido na Parte I.
Resta, finalmente,
saber como esta besta romana logrará restabelecer, no século XXI, o poder de
fogo que detinha na Idade Medieval. Este é o conteúdo que
será discutido na próxima sessão.
1.2.2 – A segunda
supremacia papal
Os versos finais de
Apocalipse treze falam da concretização do último império pagão mundial, com a
besta rediviva no comando. Vamos, pois, ao já anunciado versículo onze:
“Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois
chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão”. (Grifos
acrescentados)
Enquanto a primeira besta subiu do mar (verso um),
em meio às multidões da Europa, essa segunda besta de Apocalipse treze emerge
da terra, em um lugar ainda pouco povoado, no Continente americano. Este
parece ser o contraste entre as duas bestas. Sem fazer grandes ruídos, se
levantou a nação Norte-Americana, num lugar fracamente habitado, sem grandes lutas
de conquistas. Esta besta tem características cristãs, pois que apresenta
chifres como de cordeiro. Estes dois chifres devem certamente significar duas
características defendidas por Cristo, o Cordeiro de Deus. Examinando o
ministério do Senhor Jesus, comparado à história americana, descobrimos que há
realmente dois princípios que distinguem os EUA dos impérios gentílicos e que
também foram defendidos por Jesus Cristo. Esses dois princípios se chamam Republicanismo
e Protestantismo, isto é, um Estado sem rei, onde é o povo que governa; e sem
papa, onde cada um escolhe livremente a sua religião. Esta ideia de que o
Governo e a Igreja devam ficar radicalmente separados, também presente na
Constituição americana, se indica pelas palavras de Cristo:
“Dai a César o que é de César e a Deus o que
é de Deus”.
Estes dois
princípios desta nova nação, semelhantes aos de Cristo são, portanto, os de que
cada indivíduo tenha o direito de pensar por si mesmo, de escolher ou rejeitar
a salvação; tenha o direito de fazer decisões pessoais, havendo uma separação
entre a Igreja e o Estado. Disse Jesus: “O
meu reino não é deste mundo”. Haja, portanto, liberdade civil e religiosa.
Separação entre as duas e com ampla liberdade.
Estes dois princípios
são, segundo o Espírito de Profecia (4), o segredo do poder dos Estados Unidos:
“Não é todo o dinheiro que tem os Estados
Unidos nem tampouco a sua tecnologia; não é a grandeza que tem os EUA, em
termos geográficos nem a diversidade que há neste país. O grande segredo do
poder dos EUA se encontra na separação da Igreja do Estado. Na liberdade civil
e religiosa. O direito de se pensar como cidadão do país e o direito de pensar
como cidadão do reino de Jesus Cristo, da Igreja. Esses são os dois
princípios como cordeiro”. (Grifo acrescentado).
E qual é a conexão
da terra da qual surge a segunda besta de Apocalipse 13 com a terra de
Apocalipse 12: 16, que socorre a mulher? É o momento em que a terra abre a sua
boca e traga as águas da perseguição, porque os Estados Unidos neutralizaram a
perseguição, quando vieram os peregrinos, os imigrantes europeus. Esta nação
interrompeu a perseguição, que haviam sofrido os filhos de Deus na Europa.
Mas, atenção! De
repente, esse poder que foi levantado providencialmente por Deus para socorrer
a mulher, para cortar a perseguição contra a mulher, de repente esse poder
começa a ser influenciado e a falar como dragão. Será que há também uma ligação
deste com o dragão de Apocalipse 12: 17? Com certeza! É o mesmo dragão! Vê-se,
claramente, na sequência dos fatos em que a terra representa um País, um
Governo que se levanta pouco antes de 1798 e que vem a ser, providencialmente, em
relativamente pouco tempo, uma destacada potência mundial, capaz de cumprir a
profecia, dando suporte aos destinos do mundo. E, repentinamente, esta nação
com dois princípios divinos: de liberdade de culto e de consciência civil,
sofrerá uma incrível transformação. Inicialmente, apresenta características
semelhantes às de Cristo, porém, segue dizendo o Apocalipse 13: 11 que começará
a falar como dragão.
Notemos que em
Apocalipse 12 diz que a terra ajudou à mulher, por ocasião da perseguição das
águas. E que por algum tempo não haveria perseguição - durante o tempo em que a
terra ajuda a mulher. Porém, logo, como resultado da terra ajudar a mulher
surge, no cenário, as manobras do dragão, articulando o seu esquema para atacar
de novo o remanescente. O diabo não se conforma com o fato de o remanescente
viver tranquilo em uma nação que não só ensina e exporta a democracia como a
ideia da separação da Igreja do Estado.
Não é coincidência
que Malachi Martin (5), um ex padre jesuíta, em seu Best seller intitulado The
Keys of this Blod (As Chaves Deste Sangue, defenda a ideia de que Cristo deu ao
papado duas chaves: a do poder político e a do poder religioso), as quais
aparecem no brasão do Vaticano. Diz ele: “Eu
me aborreço com o princípio da separação da Igreja do Estado. Não deveria
existir”. E diz mais: “As pessoas não
têm o direito de crer na verdade ou no erro. Só têm o direito de crer na
verdade tal qual a ensina a igreja verdadeira”, referindo-se, logicamente,
à Igreja Católica.
Assim a profecia indica que depois de certo
tempo em que a ‘terra’ garante a liberdade, repentinamente abandonará este
princípio, fomentando uma perseguição de índole demoníaca. Essa nação democrática
onde todos têm a liberdade de pensar como quiser, de aceitar ou rechaçar a
Deus, ir ao culto que quiser, não importando se é uma denominação cristã ou
não, começará a agir como dragão e a aborrecer o remanescente que guarda os
mandamentos de Deus e têm o Testemunho de Jesus.
Notemos, a seguir,
o que fará este poder, no verso doze:
“Exerce toda a autoridade da primeira besta
na sua presença. Faz com que a Terra
e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada”.
A segunda besta
(que emergiu da terra) passou a exercer toda a sua autoridade na presença da
primeira (do papado), por meio da criação da Embaixada Americana, no Vaticano,
em 1984, por Ronald Reagan, eleito presidente dos Estados Unidos em 1980. E, de
lá para cá só tem aumentado a cooperação entre estes dois Governos,
principalmente depois daquela que resultou na queda do Império Soviético, o
representante máximo da sexta cabeça do dragão, em 1989.
Este fato fantástico
que culminou com a derrubada do muro de Berlim, pré-anunciado na profecia, solidificou
a união destas duas bestas e pavimentou o caminho para a ascensão da primeira, a
qual deverá situar-se, no futuro próximo, em um ponto acima da Organização das Nações
Unidas e a ela estritamente associada.
Os versículos
seguintes apontam para a manutenção da estreita relação entre a besta papal e a
sua futura imagem, os Estados Unidos da América. Não se poderão separar,
porque, ao que tudo indica, dependerão, circunstancialmente, um do outro.
E o que significa a
palavra faz, referida no texto?
Obriga! Os EUA abandonarão seus princípios democráticos para apoiar a besta
medieval recuperada, nos termos de Apocalipse 13: 1-10. E para avaliar os
resultados futuros desta cooperação, devemos lembrar o que fazia esta besta, na
Idade Média, quando apoiada pelos poderes políticos de então: se alguém não
acreditasse no que dizia a ‘santa igreja’, esse alguém era incendiado,
triturado, afogado aos poucos ou decapitado. Era obrigado a crer no que dizia a
igreja. E que poder ela usava? A força do Estado! Unia-se com os imperadores,
com os reis, e dessa forma, a igreja, unida com a política, com os governantes,
se prostituía com relação ao esposo, Jesus Cristo, obrigando as pessoas a
fazerem o que ela dizia. E agora, os EUA, segundo Apocalipse 13: 12 obrigam os
moradores da Terra a adorar a primeira besta. Lemos em (6):
“Quando o protestantismo estender os braços
através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao
espiritismo, quando por influência desta tríplice aliança a América do Norte
for induzida a repudiar todos os princípios de sua constituição, que fizeram
dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação
dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim
está próximo”. E mais:
“Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para
os discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será para nós um sinal de que o limite da paciência de
Deus está atingido, que as nações encheram a medida de sua iniquidade, e o
anjo da graça está a ponto de dobrar as asas e partir desta Terra para não mais
tornar”. Id.
Esta situação foi
alcançada em 1980, revelando a queda das nações. Em contrapartida, neste mesmo
ano Jerusalém passou a ser a capital integrada de Israel, deixando
definitivamente de ser pisada pelos gentios, conforme vimos na Parte I. Notemos
o verso de Apocalipse 13: 13:
“Também opera
grandes sinais de maneira que até fogo do céu faz descer à Terra, diante
dos homens”.
O que significa
esse fogo? O que representa o fogo, na Bíblia? O fogo, na Bíblia, representa o
Espírito Santo. O que dizia João Batista? O que vem após mim os batizará com o
Espírito e com fogo. (Atos 1: 5). E o que foi que caiu no dia de Pentecostes?
Línguas de fogo! E caíram de onde? Do céu. Diz aqui que nos EUA vão fazer
descer fogo dos céus como no dia de Pentecostes, ou seja, que as igrejas
protestantes dos EUA passarão por uma renovação religiosa sem precedentes, no
qual as pessoas dirão que o Espírito Santo estará obrando poderosamente nas
igrejas. Porém vai ser uma contrafação do verdadeiro, porque nestas igrejas é
dito que a lei de Deus foi cravada na cruz. Notemos o que diz White:
“Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará
parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será
considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus
esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito”.
(7).
O que o protestantismo apostatado fará descer
do céu? Fogo do céu! Mas isso, diz o Espírito de Profecia, provirá de outro
espírito sob um disfarce religioso. White continua:
“Apesar do generalizado declínio da fé e da piedade (falando das igrejas, não do
remanescente) há verdadeiros seguidores de
Cristo nestas igrejas”. (8).
Por isso, em
Apocalipse 18: 4 temos a última mensagem a ser dada ao mundo: “Retirai-vos dela povo Meu, para não serdes
cúmplices em seus pecados”. Devemos preveni-los para que não transgridam a
santa lei de Deus, conforme se encontra no seu engaste original - Êxodo 20, incluindo
a observância do sábado, e para que não recebam as sete últimas pragas. Segue
dizendo o espírito de profecia:
“Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre
a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade
como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos”. (9).
Estes são os dias
que a igreja espera. Esses são os dias que virão. E sabem por que virão logo?
Porque primeiro sempre vem a contrafação. E quando se vê a contrafação, como já
estamos vendo é porque o verdadeiro está próximo. O inimigo das almas deseja
confundir essa obra e antes que ela chegue ele trata de introduzir uma
grosseira imitação. Assim é que está havendo um grande despertamento religioso.
As pessoas dizem: Deus está conosco! E batem palmas, e cantam com pandeiros e
diem glória ao Senhor! Aleluia! Fazem milagres, muitas curas, exorcismos;
grandes auditórios ficam repletos e há muita luz, muito poder, mas, no fundo, nenhuma
transformação de caráter, nem paz. Porque se não estiverem em harmonia com o
assim diz o Senhor e, em particular com os seus mandamentos; se estiverem
dizendo ser impossível alcançar a perfeição antes que Cristo venha; que temos
uma natureza carnal como a que tinha Adão depois de sua transgressão e que
Cristo tinha uma natureza diferente, igual à de Adão antes de sua transgressão,
sendo impossível vencer como Cristo venceu, estarão sob o efeito de outro
espírito. Mas vai-se acreditar que estas igrejas, mesmo algumas de remanescentes, estarão passando
por um grande despertamento religioso. Esta será a sedutora manobra do dragão.
Notemos o verso 14:
“Seduz os que habitam sobre a Terra por causa dos sinais que
lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a Terra
que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu”.
A Bíblia está
dizendo que o Protestantismo americano dirá à besta: siga em frente e nós vamos
obrigar as pessoas a ouvir e a fazer o que você quer que as pessoas ouçam e
façam. E, assim, enganarão os moradores da Terra com os sinais que lhe serão
permitidos fazer na presença da besta, obrigando os moradores da Terra que
façam uma imagem da besta que foi ferida à espada e reviveu. Os EUA serão eles mesmos
a própria imagem da besta medieval. E, assim como a Igreja Católica usou seu poder
perseguidor na Idade Média, quando estava unida com o Estado, o fará novamente
sob o patrocínio Norte Americano e das Nações Unidas.
Verso 15: “E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da
besta, para que não só a imagem falasse como ainda fizesse morrer quantos não
adorassem a imagem da besta”.
Ora, se estamos
falando dos EUA, como é que fala um país? Qual é a voz do povo? Como fala uma
nação? Por meio de seus representantes políticos, mediante ações de Governo, da
legislatura. Quem proclama as leis? Quem faz os decretos? Os poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário. Estes são os poderes que falam. Isto
significa que os EUA manipulados pela primeira besta, vão falar a favor dela. Em
que corpos? Nos corpos em que uma nação fala, por meio de leis emitidas pelo
Congresso, em prol do poder papal. Desta forma se levantará a perseguição
novamente, iniciando pelos EUA. E novamente serão mortos os filhos de Deus,
porque o dragão se irou contra a mulher, contra os remanescentes da igreja
verdadeira. E, porque
é que o mundo hoje não aborrece a igreja? White responde em (10):
“Há outra questão mais importante que deveria ocupar a atenção das igrejas de
hoje. O apóstolo São Paulo declara que ‘todos os que querem viver
piamente em Cristo Jesus, padecerão perseguições’ II Timóteo 3: 12. Por que é,
pois, que a perseguição, em grande parte, parece adormecida? A única razão
é que a igreja se conformou com a norma do mundo e, portanto não suscita
oposição. A religião que em nosso tempo prevalece não é do caráter puro e santo
que assinalou a fé cristã nos dias de Cristo e seus apóstolos. É unicamente por
causa do espírito de transigência com o
pecado, por serem as grandes verdades da Palavra de Deus tão
indiferentemente consideradas, por haver tão pouca piedade vital na igreja, que
o Cristianismo é aparentemente tão popular no mundo. Haja um reavivamento da fé
e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se
as fogueiras da perseguição”.
Quando
a igreja é perseguida, isto é sinal de que ela está andando bem. A exceção foi
quando a terra ajudou a mulher, porque este foi um período diferente,
providencial e necessário para preparar o retorno de Jesus; porém agora é tempo
para que o mundo se desperte! E para que o mundo seja despertado, faz-se
necessário despertar a Igreja para participar do forte clamor do quarto anjo de
Apocalipse 18: 1.
Se você não
pertence à Igreja Remanescente, se não guarda o sábado, se você pertence a uma
igreja onde se diz para não se preocupar com os mandamentos porque eles já
foram cravados na cruz, que estamos no período da graça, não no período da lei,
saiba que é a boca do dragão que está dizendo estas coisas. E não dizemos isso
para ofender. Isto é o que dizem as Escrituras Sagradas. Satanás não está irado
contra os que crucificam a lei de Deus. Ele está irado contra os que a guardam!
Assim revela o livro do Apocalipse. E se você pertence a uma dessas igrejas,
saiba que você está, segundo a Bíblia, em Babilônia! E a advertência que o
Apocalipse tem para você é: “Sai dela
povo Meu”, e una-se ao Meu remanescente, que guarda os Dez Mandamentos e dá
crédito às advertências do Espírito de Profecia.
Assim é que a livre
América, muito cedo, vai passar por circunstâncias que a levará a abandonar a
liberdade de consciência e a unir a Igreja com o Estado, conforme estamos
estudando aqui. E, por assim dizer, o Capitalismo americano cairá nas mãos do papado,
da primeira besta, da mesma forma que o Comunismo já caiu, conforme nos
comprova a História de nosso tempo.
Tem razão, até
certo ponto, o livro de Malachi Martin, que garante ser o papa o futuro líder
mundial. O único problema é que ele ignorou a Pedra de Daniel 2, que atinge os
pés da estátua, justamente por ocasião dessa união do ferro com o barro, dessa
união da Igreja com o Estado, para estabelecer uma Nova Ordem Mundial que controle
tudo, tendo o papa como líder supremo. O problema é que ele não contou com um
pequeno detalhe: que estaremos nos pés da imagem do sonho de Nabucodonosor e
que depois da mistura do ferro com o barro, virá a Pedra do céu que golpeará os
pés da estátua, bem onde querem os homens estabelecer uma NOM. Esqueceu Malachi
Martin de incluir um quarto poder. Ele fala de três poderes em luta: o Capitalismo (falso profeta), o Comunismo (o dragão) e o papado (a besta), mas se esqueceu
de um detalhe muito importante. É verdade que o papado já dominou o Comunismo e
vai dominar o Capitalismo americano, porém há um quarto poder que dominará os
três: o poder de Deus, que está no controle, o poder de Cristo Jesus, a Pedra
angular que os construtores da Nova Ordem Mundial estão rejeitando, a exemplo
do que já aconteceu no passado. E se eu me deixar controlar por Cristo, vou
pertencer a este reino onde Cristo, pela eternidade, permanecerá no controle. Segue
dizendo o Apocalipse 13: 16-17:
“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos
e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre
a mão direita ou sobre a fronte. Para que ninguém possa comprar nem vender,
senão aqueles que têm a marca, o nome da besta ou o número do seu nome”. Apocalipse
13: 17.
Como poderemos
viver sem comprar nem vender? Talvez seja estabelecido um sistema monetário
mundial com base nos cartões de crédito que, segundo fontes oficiosas, são
garantidos com recursos do Banco Ambrosio, de propriedade do Vaticano. O básico
é que a Babilônia mística procurará controlar o comprar e o vender. Este é o
ponto crucial. De alguma forma os que não guardarem o domingo serão impedidos
de comprar e vender. Neste sentido, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) já vem
sendo solicitado até nas compras de supermercados. E como fará o Remanescente
fiel, quando o cerco apertar? Certamente acontecerá com ele o mesmo que
aconteceu com o povo de Israel, por quarenta anos no deserto: receberão o maná.
O mesmo que aconteceu com Elias: foi alimentado por um corvo. Isto porque é
Deus quem está no controle, não a besta! Será que precisamos temer o cárcere?
Acaso não pode Deus libertar Pedro da prisão? Quem é que estava no controle
naquela ocasião? Acaso não pode Deus fazer chover alimento do céu? Acaso ele
não faz isto constantemente com relação às plantas? E se nos matarem, acaso não
é Deus, o Senhor da vida, para nos ressuscitar? E no tempo de angústia o povo
de Deus não vai ter medo porque sabe que serve a um Deus que está no controle.
Não temerá o que poderá lhe fazer o homem.
Porém quando é que
vamos aprender a confiar? Quando chegarmos lá, de forma rápida? Não! Devemos
aprender a ter essa confiança agora mesmo, começando pelas coisas pequenas. Se
não podemos competir com homens, como poderemos competir com cavalos? E se te
fadigas em tempo de paz, que pensas fazer na enchente do Jordão, quando estiver
a transbordar e a perseguir?
Estamos vivendo no
fim do tempo. A Bíblia tem-se cumprido ao pé da letra. O Comunismo já caiu. O
Capitalismo está destruindo as paredes de separação entre a Igreja e o Estado,
estando, portando, segundo o Espírito de Profecia, muito próximo de cair nas
mãos do papado, que ocupará, virtualmente, o trono do mundo. Porém o livro do
Apocalipse diz que isto será por um curto tempo, porque muito em breve o Senhor
Jesus regressará a este mundo que está sob Seu controle, como Rei dos reis e
Senhor dos senhores. Deus quer que estejamos prontos para resistir às provas
que virão e que façamos uma frente sólida à besta, à sua imagem, à sua marca e
ao número de seu nome, que em breve terão de cair. Finalmente, o Apocalipse 13:
18 revela o último ponto: “... Aqui está
a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é
número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis”.
Além dos
tradicionais títulos papais: VICARIVS FILII DEI, DUX CLERIS e LUDOVICUS que, dando seiscentos e sessenta e seis, ligam a primeira besta ao papado,
IOANNES PAULUS SECUNDO e CARDEAL PAPA BENTO
XVI ligam a besta aos
dois últimos papas. O primeiro, que assinou a carta apostólica DIES DOMINI, que proclama o domingo como dia do Senhor e o último, que
a redigiu para ser publicada em 1998 quando era, ainda, um Cardeal. Observação:
As letras U e V bem como J e I são iguais no latim, a língua dos algarismos
romanos.
2 – As contrafações do dragão
2.1
- Introdução
As profecias do
final do capítulo onze de Daniel nos indicam que o fim se aproximou
furtivamente de nós, como diz o texto de II Pedro 3: 10 e 13:
“Virá, entretanto, como ladrão, o dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo e
os elementos se desfarão abrasados; também a Terra e as obras que nela existem
serão atingidas. Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e
nova Terra, nos quais habita justiça”.
Esta mensagem vem
sendo pregada há longa data e a roda do tempo continua. Por não sabermos, porém,
quanto tempo nos resta, dormimos despreocupados. Sabemos apenas que, se
quisermos permanecer firmes em face dos perigos dos últimos dias e vitoriosos,
devemos conhecer, por nós mesmos, as certezas e os fundamentos de nossa fé,
como diz o Salmo 48: 12-14:
“Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres;
notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às
gerações vindouras que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre. Ele será nosso guia até a morte”.
Chegado
é o
tempo quando cada crente na tríplice mensagem angélica (Apocalipse 14) deverá
andar em redor de Sião, examinando bem seus Testemunhos, revendo constantemente
se suas convicções religiosas, suas crenças e as doutrinas que constituem sua
fortaleza espiritual para ver se resistirão à força do grande temporal que se
avizinha.
Um caráter deve ser
constituído, tijolo a tijolo, cada dia crescendo em proporção ao esforço feito.
A tempestade que já vem se erguendo, sacudindo e provando o fundamento
espiritual de cada um de nós, vai sacudi-lo e prová-lo até ao último.
Imaginemos só
ficarmos sob o ataque intensivo de Satanás, conforme Apocalipse 12: 12:
“Ai da Terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de
grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta”.
É certo que neste
mau tempo de provação muitos perderão a fé e abandonarão sua confiança. E uma
das razões nós encontramos em Lucas 6: 49:
“O que ouve e não pratica
edifica sem alicerces e será grande a sua ruína”.
Por essa razão,
Paulo nos exorta:
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança;
ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para
que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda
dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará”. Hebreus 10:
35-37.
Para nós que vemos
o Armagedom se aproximando e devemos nos preparar para os
acontecimentos subsequentes, Paulo acrescenta em Hebreus 10: 38:
“Todavia o Meu justo viverá pela fé”.
Trata-se de um
estilo de vida que deverá ser experimentado em tempo de paz, para que possamos
resistir em tempos de fortes provações, pois não nos será permitido retroceder,
conforme prosseguem os versos 38 e 39:
“Se retroceder, nele não se compraz a Minha alma. Nós,
porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé,
para a conservação da alma”.
Sim, se
retrocedermos, na luta contra o dragão, será para a perdição eterna!
A situação é ainda
mais séria por que não conhecemos a hora de nossa visitação, conforme lemos em
I Tessalonicenses 5: 1-3:
“Relativamente aos tempos e às épocas não há necessidade de
que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o dia
do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: paz e segurança,
eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está
para dar a luz; e de nenhum modo escaparão”.
Mais uma vez nos é
dito que a vinda de Jesus virá como uma grande surpresa. A paz, neste texto, é
uma palavra chave para liberar os ventos da destruição. Já tivemos duas guerras
mundiais. Depois veio a guerra fria, caracterizada pelos rumores de guerra; e
agora, após a queda do Império Soviético, passamos por um período de relativa
paz. Esta, entretanto, não é ainda a paz referida por Paulo. A paz que trará
repentina destruição é aquela que virá após a guerra do Armagedom, como vimos
na Parte I.
E, assim como os
filhos de Israel foram selados, os filhos de Deus situados em todas as nações
também o serão. Estes, agora, após o decreto dominical. O selo que porá os
justos fora do alcance dos efeitos das últimas sete pragas, segundo Isaías 8:
16 é a legítima Lei de Deus:
“Resguarda o testemunho e sela a lei no
coração de Meus
discípulos”.
A lei de Deus é a
última mensagem a ser pregada no mundo e a ser selada, definitivamente, no
coração. E o Testemunho a ser resguardado pelos selados é o Espírito de Profecia
– Apocalipse 19: 10. Não banalizemos o fato de Deus ter suscitado um profeta
para o nosso tempo! Dediquemo-nos ao estudo de suas mensagens, pelo amor que
temos às nossas próprias almas. O dragão está irado contra os que guardam os
mandamentos e têm o conhecimento das profecias. Uma de suas estratégias, bem
sucedida, vem sendo a multiplicação de livros de outra ordem dentro do arraial
do remanescente. Os Testemunhos passam a ser apenas uma das muitas opções que
se erguem como cortina de fumaça, dentro da Igreja Remanescente.
2.2 – As profecias de Fátima
Há muito que a
antiga serpente alada usa uma contrafação para os mandamentos de Deus e, nesta
hora prévia à última batalha, quando o Testemunho de Jesus se identifica com o
Espírito de Profecia, destacando o mesmo como uma torre de defesa, como um
baluarte a ser bem notado, o inimigo de Jesus usa novamente a estratégia da
contrafação para confundir e enganar. É o que poderíamos chamar de o outro lado
da mesma moeda. Assim como contemporaneamente à proclamação da mensagem criacionista
de Apocalipse 14: 7, Darwin lançou o seu livro: ‘A Origem das Espécies’ contendo
o embrião da diabólica doutrina do Evolucionismo; em contrafação ao
reavivamento espiritual do povo de Deus, profetizado para os últimos dias,
temos o extraordinário desenvolvimento do movimento carismático e pentecostal; agora
para o Espírito de Profecia, centralizado nos escritos da senhora White, o
maligno tem sua contrafação: as profecias de Fátima.
Muitos conhecem
estas profecias e poucos têm revisado seu conteúdo. Três crianças viram sinais
luminosos no norte de Portugal, o que hoje se reconhece como a virgem de Fátima.
Estes sinais foram testemunhados por cerca de cinquenta mil pessoas. Estas
profecias vêm sendo publicadas, discutidas e, apesar de vazias em si mesmas,
merecem ser apreciadas pelo respeito que gozam nos arraiais do dragão. Sempre é
conveniente conhecer-se as estratégias do inimigo para melhor combatê-las.
Traduzida da revista francesa “Encore Fatime au Jour Le Jour”, Número 406, de
dezembro de 1985, páginas 27 e 28 (11) diz-nos a profecia de Fátima, apontando
dramaticamente para os nossos dias:
“Será então que Deus punirá os homens mais
duramente e mais severamente do que o fez pelo dilúvio. Os grandes e os
poderosos perecerão então juntos com os pequenos e os fracos. Esta imensa
guerra sobrevirá na segunda metade do século XX”.
Apesar do dragão
não ter conseguido o seu intento no tempo previsto por ele, sua profecia já
carece de ajustamentos com relação ao tempo. Ela, porém, tem o seu sentido,
pois que a respeito desse tempo já profetizou Isaias 24: 1:
“Eis que o Senhor devasta e desola a Terra.
Transtorna a sua superfície, e lhe dispersa os moradores”.
Diz o Espírito de
Profecia (12), no Grande Conflito, página 19:
“Jesus, olhando através dos séculos futuros via o povo do
concerto, (judeus), espalhados em todos os
países semelhantes aos destroços de um naufrágio em praia deserta”.
No livro História
dos Judeus de Milman, que trata da destruição de Jerusalém – colocado por White
como um tipo da destruição final do mundo, está escrito:
“Os legionários tiveram de trepar sobre os montes de
cadáveres para prosseguirem na obra de extermínio”.
Mais de um milhão
de judeus mortos foi o saldo final. No livro ‘Preparação para a Crise Final’,
página 112, temos uma revelação complementar de White (13) que diz:
“Quando cessarem os anjos de Deus de conterem
os ventos impetuosos das paixões humanas, nos últimos dias, ficarão à solta
todos os elementos da contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais
terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade”.
Vejamos o que nos
acrescenta o profeta messiânico, com respeito a esta condição prévia ao
fechamento da porta graça:
“A Terra será de todo devastada e totalmente
saqueada, porque o Senhor é quem proferiu esta palavra. A Terra pranteia e se murcha;
o mundo enfraquece e se murcha; enlanguescem os mais altos do povo da Terra. Na
verdade, a Terra está contaminada por causa de seus moradores, porquanto transgridem
as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna. Por isso, a maldição
consome a Terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por isso serão
queimados os moradores da Terra, e poucos homens restarão”. Isaías 24: 3-6.
A profecia de
Fátima continua:
“Eis que o tempo se aproxima cada vez mais. O
abismo se aprofunda cada vez mais e não há mais saída. Os bons morrerão com os
maus. Os grandes com os pequenos. Os príncipes da igreja com os seus fiéis. Os
soberanos do mundo com os seus povos. Por toda a parte reinará a morte elevada
a seu triunfo pelos homens desgarrados e pelos servidores de Satanás que serão
então os soberanos sobre a Terra. Este será um tempo em que nenhum rei nem
imperador, nenhum cardeal ou bispo espera, mas este tempo virá assim mesmo
segundo o desígnio de meu pai para punir e vingar”.
Extraído ainda da
revista Encore Fatime, com referência a uma visão que alguém teve num lugar
chamado Salette, em 1846, Maria descreve este tempo jamais visto:
“Os justos sofrerão muito, suas orações, suas
penitências e suas lágrimas subirão até ao céu e todo o ‘povo de Deus’ pedirá perdão
e misericórdia e pedirá minha ajuda e minha intercessão. Então Jesus Cristo,
por um ato de sua justiça e de sua misericórdia pelos ‘justos’ comandará a seus
anjos que todos os seus inimigos sejam condenados à morte”.
E ainda acrescenta:
“De repente os perseguidores da igreja
de Jesus Cristo e todos os homens entregues ao pecado perecerão, e a Terra se
tornará como um deserto. Então se fará a paz, a reconciliação com Deus e
com os homens”. (Grifos acrescentados)
Vemos aqui que Satanás,
misturando palavras que lembram as da Bíblia, formula seu plano fatídico para
justificar na devida oportunidade, o decreto de morte contra o remanescente,
previsto em Apocalipse 13: 15.
“E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que
não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a
imagem da besta”.
O detalhe digno de
registro, além da grande antecedência com que foi previsto o seu decreto de
morte é o de que a profecia de Fátima está torcendo os fatos da Bíblia em favor
dos planos maquiavélicos do dragão. Vejamos como ela explora I Tessalonicense
5: 3 usando as mesmas palavras chave: paz e de repente. Só que esta paz
é condicionada a destruição dos que não guardam os mandamentos de Deus.
Evidentemente que não se trata aqui dos verdadeiros, mas dos mandamentos
instituídos segundo as tradições humanas e a fé católica.
A senhora White nos
adverte que será assim que o grande enganador (Satanás) persuadirá os homens de
que os que servem a Deus devem ser eliminados... Declarar-se-á que os
remanescentes do Altíssimo estarão ofendendo a Deus pela violação do descanso
dominical e que este pecado acarretará calamidades que não cessarão antes que a
observância do domingo seja estritamente imposta e observada. E que os que
guardam o sábado bíblico, destruindo a reverência pelo domingo, além de
perturbar o povo, estarão impedindo a sua restauração ao favor divino e à
prosperidade temporal.
A verdade é que,
por estes argumentos, o verdadeiro povo de Deus será imerso naquelas cenas de
aflição e angústia descritas pelo profeta Jeremias 30: 5-7:
“Ouvimos uma voz de tremor e de temor e não
de paz... Ah que é grande aquele dia e não há outro semelhante! É tempo de
angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela”!
Que voz de tremor e
temor será esta? A pena inspirada nos informa em Primeiros Escritos (14) que
esta foi uma hora de angústia medonha, terrível para os santos. Dia e noite
clamavam a Deus pedindo livramento, conforme Isaías 33: 2:
“Senhor, tem misericórdia de nós; em ti temos
esperado; sê Tu o nosso braço manhã após manhã e a nossa salvação no tempo da
angústia”.
Ela viu algo
escrito cujos exemplares foram espalhados nas diferentes partes da Terra, dando
ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo,
matar os santos, a menos que estes renunciassem sua fé peculiar, abandonassem o
sábado e guardassem o primeiro dia da semana. Mas Jeremias 30: 7 diz que o povo
de Deus será livrado da angústia. E, no Grande Conflito (14), página 680,
encontramos a promessa:
“anjos protegerão os justos suprindo-lhes as
necessidades. O seu pão lhes será dado e a suas águas lhes serão certas”.
Esses sinais,
apesar de solenes e consternadores, constituirão, no entanto, indícios seguros
de uma era melhor na qual os mais elevados anelos do ser humano serão
satisfeitos. Isto ocorrerá, contudo, depois destas sérias provações que se
avizinham, destinadas à purificação final dos filhos de Deus.
Vejamos agora a
última parte da versão do falso espírito de profecia, que Maria teria revelado
à Fátima, em 13 de outubro de 1917:
“Mais tarde, entretanto, quando aqueles que
sobreviverem a tudo estiverem ainda vivos, se invocará de novo a Deus e a sua
magnificência e se servirá de novo a Deus como na época em que o mundo não
estava assim corrompido”.
E, em Salette, em
1846, segundo a mesma fonte, Maria teria dito:
“Jesus Cristo será adorado, servido e glorificado; a
caridade florescerá por toda a parte. Os novos reis serão o braço direito da
santa igreja que será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa e imitadora das
virtudes de Jesus Cristo! O evangelho será pregado por toda a parte e os homens
farão grandes progressos na fé porque haverá unidade entre os seguidores de
Jesus e porque os homens viverão no temor de Deus. Esta paz entre os homens não
será longa: vinte e cinco anos de abundantes colheitas os farão esquecer que os
pecados dos homens são a causa de todos os flagelos que caem sobre a Terra”.
Na grande reunião
ecumênica de Assis, em 1986, onde se buscava a unidade entre os seguidores de
Jesus Cristo, contando com a presença até de pagãos, o papa João Paulo II disse
que a igreja necessitava do apoio e poder do Estado para assegurar a paz. Esta
reivindicação antiga continua a ser feita através do tempo e hoje, tudo indica
que vem chegando o momento para o atendimento desta antiga reivindicação. E nós
sabemos muito bem que a união da Igreja com o Estado representará o
ressurgimento da intolerância religiosa da Idade Média e o retorno do
‘espírito’ da ‘santa’ inquisição.
Só que desta vez o
tempo de exposição do remanescente será curtíssimo (conforme juramento de Jesus
em Apocalipse 10: 6) e, após o fechamento da porta da graça (fim do juízo dos
vivos), não haverá mais vítimas fatais, a não ser dos que guerrearem contra os
escolhidos de Deus.
Mateus nos fala que
graves fomes também viriam nos últimos dias. A fome é uma coisa terrível;
come-se qualquer coisa. No cerco de Jerusalém, no ano 70, cumpriu-se a profecia
de Deuteronômio 28: 53:
“Comerás o fruto do teu ventre, a carne de
teus filhos e de tuas filhas, que te der o Senhor, teu Deus, na angústia e no
aperto com que teus inimigos te apertarão”.
Dizem, também, que
a sede é algo ainda pior. Lemos dos que morreram de sede no deserto: língua inchada e estertores apavorantes
antes de morrer. Mas a fome de ouvir as palavras de Jeová será pior do que
tudo e virá no bojo destes conflitos iminentes, como diz Amós 8: 11-12:
“Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que
enviarei fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as
palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até o Oriente; correrão por
toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão”.
Hoje é o dia da
pregação do evangelho, na sua plenitude. De nada valerá a sua proclamação após
o fim do tempo de graça, quando a misericórdia estendida à humanidade será
substituída pelo decreto de Apocalipse 22: 11:
“Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo
ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue
a santificar-se”.
Começará, a partir
de então, a fome proferida por Amós e a queda das últimas pragas. Oh, que dia
de fome indescritível, insaciável e de perda infinita! Não procuraram entender
a Palavra de Deus no tempo oportuno e quando a buscarem não mais a acharão.
Este quadro da fome
final é também pintado por Lucas 13: 24-25:
“Respondeu-lhes: esforçai-vos por entrar pela porta
estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão. Quando o
dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora,
começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: não
sei donde sois”.
Muitos que hoje não
querem entrar por ser estreita a porta, um dia tentarão, à força, e não
poderão. Fechada a porta da graça, procurarão pelos pregadores que perseguiram
e não os encontrarão. Os que ensinavam erradamente estarão em desespero. Deles
profetiza Ezequiel 7: 26:
“Virá miséria sobre miséria, e se levantará rumor sobre
rumor; buscarão visões de profetas; mas do sacerdote perecerá a lei, e dos
anciãos, o conselho”.
Não haverá mais
mudança de coração; a oração não será atendida; o céu será de bronze! Agora
querem, mas agora é tarde. O ontem de Deus lhes foi cedo e o Seu hoje, é-lhes
tarde demais! Vale a pena considerar o conselho do profeta Sofonias 2: 1-3:
“Concentra-te e examina-te, ó nação que não
tens pudor, antes que saia o decreto, pois o dia se vai como a palha; antes que
venha sobre ti o furor da ira do Senhor, sim, antes que venha sobre ti o dia da
ira do Senhor. Buscai ao Senhor, vós, todos os mansos da Terra, que cumpris o Seu
juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos
no dia da ira do Senhor”?
No afã de atenderem
os deveres da vida e de buscarem os seus prazeres, milhares se apressam para o
vale da fome mundial, fome do Espírito Santo. Então, dirão o que foi
profetizado por Jeremias 8: 20:
“Passou
a sega, acabou o verão e nós não estamos salvos”! Lemos em II Coríntios 6:
2: “Eis agora, o tempo sobremodo
oportuno, eis agora o dia da salvação”.
Hoje a porta está
aberta, amanhã, para sempre fechada! Deveríamos, portanto, estar nos
aproximando mais e mais do Senhor e achar-nos fervorosamente à procura daquela
preparação necessária para nos habilitar a estar de pé na batalha do Dia do
Senhor, conforme nos lembra II Pedro 3: 11-12:
“Visto que todas essas coisas hão de ser
assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e
piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus por causa do qual os
céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão”.
Lembremo-nos que
Deus é santo e que unicamente entes santos poderão morar em sua presença. Os
sinais dos tempos nos falam de urgência. O exame individual deve ser
intensificado. A nossa consciência missionária deve funcionar como um relógio
de precisão para que seja dada a última mensagem de advertência ao mundo. A
nossa concepção de vida deve ser mudada. É Deus quem nos comissiona,
solenemente, em II Timóteo 4: 1-2 :
“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de
julgar vivos e mortos, pela Sua manifestação e pelo Seu reino; prega a palavra,
insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a
longanimidade e doutrina”.
Isaías 58: 1 é,
ainda, mais enfático: “Clama a plenos
pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a
sua transgressão, e a casa de Jacó, os seus pecados”.
O Espírito de Profecia liga os fieis
despertados, com a chuva serôdia: “Aqueles
que aceitam todos os pontos, resistem a todas as provas e as vencem, seja o
preço qual for, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira e receberão a
chuva serôdia, estando assim habilitados para a transladação”. (16).
Qual será a sua
resposta a este desafio e a esta gloriosa promessa de Deus? Se você se mostrar
fraco em tempos de paz, como vai ser sua postura por ocasião da enchente do
Jordão?
2.3
- O decreto dominical
A
contrafação melhor sucedida é a que substitui o sábado bíblico pelo falso dia
do Senhor, o domingo. O dragão, contudo, pretenderá ir ainda mais longe: impor
pela força da lei, um Decreto Dominical que, segundo o Espírito de Profecia,
representará o último ato do drama, na História da Humanidade.
Situados
matematicamente, segundo a contagem bíblica, no início do sétimo milênio (ver
sétimo capítulo), prestemos atenção a esta declaração de White (17):
“seis mil anos esteve
em andamento o grande conflito; o Filho de Deus e seus mensageiros celestiais estavam em conflito contra o maligno, a
fim de advertir, esclarecer e salvar os filhos dos homens. Agora todos fizeram sua
decisão; os ímpios uniram-se
completamente a Satanás em sua luta contra Deus. Chegado é o tempo para Deus reivindicar a autoridade de sua Lei que
fora conculcada. Agora a controvérsia não é somente com Satanás, mas também
com os homens. ‘O Senhor tem contenda com as nações; os ímpios entregará à
espada’”. Jeremias 25: 31. (Negritos acrescentados)
Esta
importante declaração esclarece que no início do sétimo milênio a Lei de Deus
será conculcada, o que poderá ser realizado tanto pelo Decreto Dominical, como
pela mudança do calendário, ou pelos dois. Estes eventos deverão, portanto, ser
implantados, oficialmente, em algum momento próximo, uma vez que estamos com
seis mil anos de História cumpridos.
Apesar
da oficialização desta contrafação estar bem adiantada, um pequeno atraso,
contudo foi previsto. White (18) tem uma referência neste sentido:
“Vi quatro anjos que tinham uma obra a fazer na Terra, e
estavam em vias de cumpri-la. Jesus estava vestido de trajes sacerdotais. Ele
olhou compassivamente para os remanescentes, levantou então as mãos, e com voz
de profunda compaixão, exclamou: ‘Meu sangue, Pai, Meu sangue’! Vi então que,
de Deus que estava sentado sobre o grande trono branco, saía uma luz
extraordinariamente brilhante e derramava-se em redor de Jesus. Vi, a seguir,
um anjo com uma missão da parte de Jesus, voando celeremente aos quatro anjos
que tinham a obra a fazer na Terra, agitando para cima e para baixo alguma
coisa que tinha na mão, e clamando com grande voz: ‘Segurai! Segurai! Segurai!
Até que os servos de Deus sejam selados na fronte’”!
“Perguntei ao meu anjo assistente o
sentido do que eu ouvia, e que iriam fazer os quatro anjos. Ele me disse que
era Deus quem restringia os poderes, e incumbira os Seus anjos de tudo quanto
se relacionava com a Terra; que os quatro anjos tinham poder da parte de Deus
para reter os quatro ventos, e que estavam já prestes a soltá-los; mas enquanto
se lhes afrouxavam as mãos e os ventos estavam para soprar, os olhos
misericordiosos de Jesus contemplaram os remanescentes que não estavam selados
e, erguendo as mãos ao Pai, alegou que havia derramado Seu sangue por eles.
Então outro anjo recebeu ordem para voar velozmente aos outros quatro e
mandar-lhes reter os ventos até que os servos de Deus fossem selados na fronte
com o selo do Deus vivo”.
Por estes parágrafos percebemos
que, no conteúdo de Apocalipse 7: 1-4, há implícita, uma previsão de atraso,
com relação aos eventos dos últimos dias:
“Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da
Terra, conservando seguros os quatro ventos da Terra, para que nenhum vento
soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo
que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz
aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à Terra e ao mar,
dizendo: Não danifiqueis nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos
nas frontes os servos do nosso Deus.Então, ouvi o número dos que foram selados,
que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de
Israel”.
Após
estas colocações, vamos agora considerar alguns fatos relacionados com o
Decreto Dominical que já estão acontecendo, para que possamos nos situar no
panorama profético. O nosso objetivo é único: alertar para a urgência do
preparo necessário, caso a hipótese da brevidade do Decreto Dominical seja confirmada.
Queira Deus nos abençoar e iluminar para que possamos, nesta hora de pré-sacudidura,
permanecermos no lado certo.
Comecemos
com Apocalipse 13: 12, que apresenta o fato do dragão (Satanás) influenciar a
segunda besta (EUA) para apoiar o papado (a primeira besta):
“Exerce toda a autoridade da segunda besta
na sua presença. Faz com que a Terra e os seus habitantes adorem a primeira
besta, cuja ferida mortal fora curada”.
O texto informa que
os EUA, querendo ganhar a aprovação do papado, passarão a apoiá-lo, na sua
presença. Esta profecia começou seu cumprimento por meio da
criação da Embaixada americana no Vaticano, em 1984.
Vejamos agora o que
a Revista Veja diz, em 1987, sob o título: Fieis Rebeldes:
“O presidente Ronald Reagan e sua mulher, Nancy, voaram até
Miami, especialmente para receber o papa aos pés da escada do avião que o
trazia de Roma – uma distinção jamais tributada a outros chefes de Estado que
visitaram o país. As três redes de televisão – a CBS, a NBC e a ABC –
registraram ao vivo a cerimônia de sua chegada, que se calcula tenha sido
assistida por mais de 50 milhões de pessoas. Cada hora que ele permanecesse nos
Estados Unidos custaria 98.000 dólares. Foi nesse clima de honrarias, publicidade
e opulência que João Paulo II iniciou na quinta feira passada sua segunda
peregrinação pelo território americano, na trigésima sexta viagem internacional
de seu pontificado”. (19).
“No seu discurso de saudação ao papa, (diz
a mesma revista), Reagan fez a João Paulo
II um elogio inesperado, principalmente quando vindo de alguém que governava a
mais poderosa nação do mundo: ‘Ninguém pode falar com mais força a nossa
geração do que o senhor’”.
Este foi um claro estender de
braços da
nação protestante ao papado. Vejamos uma reportagem de um jornal
da época (20) para nos apercebermos da evolução dos fatos, nestes últimos anos:
“O papa João Paulo
II, em sua segunda viagem aos Estados Unidos, encontra-se no coração da
verdadeira Roma dos tempos atuais, que exerce hoje papel semelhante ao que
desempenhou no passado a Roma italiana onde vive e reina o pontífice católico.
Os Estados Unidos da América são o Império Romano de nossos dias – (a imagem da besta,
conforme Apocalipse 13: 14-15, em fase de formação). É de interesse geral dos povos e nações, mesmo dos ateus, dos anticristãos
e dos indiferentes, acompanhar essa nova peregrinação do papa João Paulo II
através da Roma Imperial de nossos dias, cujo símbolo, a orgulhosa águia, bem
como a filosofia dominadora e expansionista é praticamente a mesma das legiões
que trilharam a Via Apia, rumo aos horizontes do mundo conhecido de
então”.
Noutro recorte do
Correio Braziliense lemos sob o título: João Paulo II colaborou com a CIA, a
seguinte reportagem:
“Nova Iorque – o papa João Paulo II e o Governo americano
fizeram um acordo secreto para trabalharem juntos na derrubada do Comunismo a
partir da Polônia. Os americanos passavam ao papa segredos de Estado envolvendo
análises e informações políticas obtidas pela Casa Branca, pelo Departamento de
Estado e pela CIA a respeito da conjuntura mundial. E a igreja usou tais
informações para fortalecer o movimento sindical Solidariedade, cujo êxito teve
efeito dominó sobre a derrocada do Comunismo, desde o leste da Europa até a
antiga União Soviética”.
“Como parte do pacto para derrotar o Comunismo, o papa
silenciou sobre os planos americanos de instalar mísseis de cruzeiro na Europa
Ocidental e a Casa Branca bloqueou o financiamento do programa de controle de
natalidade criticado pela igreja, reforçando a oposição do Vaticano ao aborto”,
diz o jornal.
“Esse plano maquiavélico é revelado pelo livro ‘His
Holiness: Jonh Paul and the history o four time’ (Sua Santidade: João Paulo e a
história oculta de nosso tempo) do jornalista Carl Bernstein, que em 1974
revelou o escândalo do Watergate, motivo da renúncia do presidente Richard
Nixon... Os autores tiveram acesso a documentos secretos da União Soviética e
dos Estados Unidos, entre os quais as gravações de reuniões de cúpula do Governo
Ronald Reagan, em cujo mandato ocorreu a colaboração com o Vaticano, entre 1981 e 1987, e uma série de
entrevistas com atores políticos chave da história”.
Relembramos, por
oportuno, que o evangelho de Lucas, capítulo 21, verso 24, assinala que o tempo
previsto para as nações gentílicas se completaria quando Jerusalém deixasse de
ser pisada por elas, o que aconteceu em 1980
quando esta cidade passou a ser a capital de Israel. O
texto acima, portanto, ratifica a histórica mudança na estratégia celeste,
visando a conclusão da obra de Deus nesta Terra.
Sob o título:
Poder, o jornal acrescenta:
“O livro conta também que o Governo americano gastou US$50
milhões para financiar o ‘Solidariedade’, liderado por Lech Walesa, que mais
tarde tornou-se presidente da Polônia. O papa sabia de tudo e também retribuía
informações estratégicas à Casa Branca. O livro é escrito num estilo que
romanceia as intrigas entre políticos e demonstra como a Igreja Católica é
poderosíssima. Em determinado momento Bernstein pergunta: ‘Quantas divisões
(militares) têm o papa’? numa referência ao desdém com que o ex-ditador soviético Joseph Stalin tratava
o Vaticano. ‘Agora eles sabem’, responde o jornalista”.
Segundo o livro ‘A História
Oculta de Nosso Tempo’, “o papa
encontrou-se 15 vezes com o ex-diretor da CIA, William Casey, e com um de seus
diretores adjuntos, o general Vernon Walters, envolvido nas tramas do golpe de
1964 no Brasil. Nessas reuniões discutiam-se as mudanças políticas não apenas
no leste europeu”.
“O papa tinha acesso a informes sigilosos sobre as outras
regiões onde a Igreja e a Casa Branca trabalhavam em estreita colaboração, como a América Latina, onde João Paulo II
combateu a Teologia da Libertação e os religiosos que militavam na esquerda”, segue a
reportagem.
Estamos cientes
que, para o desenvolvimento das últimas profecias, faz-se necessário unir-se a
política com a religião (os pés em parte de ferro e em parte de barro de Daniel
2), o que levará o mundo à derrocada. Sobre esta questão, tem-se falado muito
sobre a Nova Ordem Mundial que passou a ser negociada abertamente, a partir de
1975. Este sistema implica na globalização da política americana e da religião
católica, ligando as duas bestas de Apocalipse 13, para a formação da última
cabeça do dragão.
O ex-presidente dos
Estados Unidos, George Bush, o pai, disse, textualmente, em seu discurso sobre
o estado da união, no Los Angeles Times, de 18 de fevereiro de 1991, por
ocasião da invasão do Kuwait pelo Iraque:
“É uma grande ideia: uma Nova Ordem Mundial; onde diversas
nações se unem em uma causa comum para realizar aspirações universais da humanidade,
paz e segurança, liberdade e autoridade da lei... Somente os Estados Unidos têm
ambos: a posição moral e os meios para respaldá-la”.
João
Paulo II, por seu turno, “insiste em que
o homem não tem esperanças de criar um sistema geopolítico capaz, a menos que
seja baseado na cristandade católico-romana” (21).
O atual papa Bento
XVI, mais recentemente, vem defendendo a ideia de um governante mundial. Devido
ao fato deste cenário estar sendo montado aos poucos, não nos estamos
apercebendo da evolução do mesmo.
O papado, já
bastante confiante na futura cura de sua ferida mortal, fez algo que mereceu
destaque no jornal Correio Braziliense. Sob o título Religião, o jornal editou
(22):
“Numa demonstração de conservadorismo, o
Vaticano publicou ontem um documento que nega a condição de igrejas a todas as
religiões”.
O
documento foi assinado pelo então cardeal Joseph Ratsinger, o papa atual, apenas
dois dias depois da controvertida beatificação do papa Pio IX, que provocou
várias críticas, entre elas as dos judeus, devido ao ante semitismo deste papa.
De acordo com a
Congregação da Doutrina da Fé (que representa na atualidade o antigo santo
ofício da Inquisição (23), dirigida à época por Ratsinger, “o não reconhecimento da autoridade do papa pelas demais religiões é
uma falta grave”.
O jornal Correio
Braziliense (24) revelou algumas das características de Pio IX, dentre as quais
destacamos:
“Absolutista e anti semita, além de um excomungador
impenitente... Pio IX foi quem proclamou em 18/07/1870 o polêmico dogma da
infalibilidade pontifícia... Autor da Sullabus e da encíclica Quanta Cura, em
1864, na qual condenou, por ‘desvios sociais’ correntes de pensamento e
doutrinas sobre fé e razão, a separação do Estado e a Igreja, o direito e a
sociedade que estavam mudando, começando o mundo moderno... Se opôs
especialmente à liberdade de consciência... Sob sua liderança, se desenvolveu
na igreja o sistema absolutista”.
Se um homem com tais características é
beatificado pelo Vaticano, não é difícil inferir-se quanto às suas intenções
futuras. O Vaticano chegou mesmo a imprimir um calendário especial (25) e
encaminhá-lo oficialmente ao Itamarati e com certeza, aos demais corpos
diplomáticos do mundo, trazendo impresso uma mudança no calendário
eclesiástico, a partir de primeiro de janeiro de 2001, com a introdução da
teoria do dia vazio. Nesse calendário, ricamente ilustrado, foi suprimido o dia
31 de janeiro de 2000, vindo para o seu lugar o dia primeiro do ano novo. Este
quase imperceptível detalhe, necessário para corrigir uma defasagem de vinte e
quatro horas no cômputo do tempo, deslocaria o sábado para sexta-feira e o
domingo passaria a ocupar o lugar do sábado, o que aparece de forma muito sutil
no calendário. Felizmente, e para decepção de João Paulo II, este calendário,
do qual temos um raro exemplar, não chegou a ser implantado pelo governo
americano, então sob a direção de Bill Clinton. Não é difícil de imaginar a
confusão que teria ocorrido nas fileiras do judaísmo, da Igreja Remanescente e
de outros guardadores do sábado, bem como suas perdas econômicas se essa
tentativa do Vaticano tivesse se concretizado naquela ocasião.
A agência dos
Correios e Telégrafos do Setor Comercial Sul de Brasília chegou a trabalhar
durante os três últimos meses do ano 2000 na confecção de um selo comemorativo
sobre a mudança do calendário. Este selo, com certeza já está pronto,
aguardando apenas uma nova oportunidade para o seu lançamento. Esta informação
é oficiosa, mas foi testemunhada por uma irmã da igreja do Guará, DF, que
trabalhava, à época, nesta agência dos correios, apesar deste fato ter sido tratado
com muito sigilo.
No início de 2001,
as palavras do presidente eleito George Bush declararam, já nos primeiros dias
de seu mandato, que governaria os Estados Unidos conjuntamente com as
religiões. Ele, também, oficializou um decreto que arbitra o domingo como um
dia de ações de graça nacional, no qual todos os americanos devem agradecer a
Deus pelas bênçãos por Ele dispensadas sobre a nação. Estes fatos, amplamente
difundidos na mídia mundial, causaram estranheza na corte americana e bem pode
servir como balizamento para leis mais enérgicas a serem implantadas neste País,
em cumprimento à profecia de Apocalipse 13. Esta série de atitudes nos revelam
quão próximos podemos estar da inauguração do último ato do drama: O Decreto
Dominical. A partir do qual, teremos apenas poucos meses até a segunda vinda de
Jesus, conforme o Espírito de Profecia (26): “Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado
aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses. Terão também muito
que desaprender e muito que tornar a aprender. Os que não receberam o sinal da
besta e da sua imagem quando sair o decreto terão de estar decididos a dizer
agora: não, não mostraremos estima pela instituição da besta.”
O livro de Daniel,
no capítulo doze, é bem mais específico, definindo este prazo em exatamente 43
meses, a partir do Decreto Dominical Mundial. Lemos em TM (27): “Duas vezes indagou Daniel: Quanto falta
para o fim do tempo? ‘Eu pois, ouvi,
mas não entendi: Por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas?
E Ele disse: Vai, Daniel, porque estas
coisas estão fechadas e seladas até ao tempo do fim... e desde o tempo em que o
contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora (Decreto
Dominical), haverá 1290 dias... esses assuntos são de infinita importância nestes últimos dias... o livro de Daniel nos transporta para as últimas cenas da história
da Terra”.
Este processo é muito semelhante ao que
demarcou o início do ministério terrestre de Jesus, quantificado também a
partir de um decreto, o de Artaxerxes, em 457 aC. Tudo indica que já estamos no
alvorecer do sábado milenar de Deus e, apesar de parecer que nada esteja
acontecendo, os sinais estão se cumprindo; morosamente, é verdade, mas com
incrível precisão, não obstante o silêncio quase absoluto da Igreja
Remanescente. Nem parece que eles foram considerados de infinita importância
pela senhora White. Em 1980 quando estive na Bélgica, inteirei-me da presença
do papa naquele País. A mídia de então revelava abertamente que o pontífice
discutia sobre a questão dominical. Hoje sabemos oficiosamente, mas de fonte
segura, que sete países europeus já assinaram uma concordata com o Vaticano.
Mais recentemente tem havido fortes manifestações por parte de católicos,
protestante, ortodoxos e sindicalistas, em Bruxelas, exigindo do Parlamento
Europeu a edição de uma lei dominical para toda a Europa.
Vamos concluir com
a visão que a senhora White teve há mais de 150 anos atrás, na qual ela captou
as seguintes palavras de Satanás (28): “Assim
o mundo tornar-se-á meu. Eu serei o governador da Terra, o príncipe do mundo.
Controlarei assim as mentes sob meu poder para que o sábado de Deus seja um
objeto especial de desprezo. Um sinal? Eu farei a observância do sétimo dia um
sinal de deslealdade para com as autoridades da Terra. As leis humanas serão
feitas tão rígidas que os homens e as mulheres não ousarão observar o sábado do
sétimo dia. Pelo temor que lhes venha faltar alimento e vestuário, eles se
unirão com o mundo na transgressão da Lei de Deus. A Terra estará inteiramente
sob meu domínio”.
O dragão é obstinado
e tem metas de longo prazo. Comecemos hoje uma limpeza pessoal do pecado, e
reclamemos o poder que Deus tem posto a nossa disposição para testemunhar a Seu
favor. O mundo necessita saber estas coisas. E nós somos os seus mensageiros
para anunciar os tremendos acontecimentos do fim que logo sobrevirão ao mundo.
O tempo é chegado para anunciar com poder a Terceira Mensagem Angélica antes
que sua pregação seja impedida por leis que já estão sendo implantadas ou em
negociação em vários países. Mantenhamos o fogo, que a vitória esta garantida
como veremos a seguir.
3. A queda de Babilônia
3.1 – A origem remota
O futuro fracasso
do último império pagão já foi profetizado. E, para compreender melhor a queda
vertiginosa desta draconiana organização, que a Bíblia chama de Babilônia, a grande, a mãe das
meretrizes e das abominações da Terra (Apocalipse 17: 5) seria conveniente
analisar o seu marco referencial histórico, em Gênesis onze: a edificação e
queda da Torre de Babel, ocorridas após a crise do dilúvio universal, contando
com a intervenção direta de Deus. Esta experiência nos servirá de base para
melhor compreender Apocalipse 16 e 17, que reproduz aquele episódio no vívido
cenário de nossos dias. Isto porque “O
que foi é o que há de ser; e o que se fez isso se tornará a fazer; nada há,
pois, novo debaixo do sol”. Eclesiastes 1: 9.
Vamos, pois,
considerar os primeiros nove versos deste fascinante capítulo, antes de irmos
ao livro do Apocalipse. Gênesis 11: 1:
“Ora, em
toda a Terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar”.
Para repovoar a
Terra desolada pelo dilúvio que recentemente havia varrido a corrupção moral,
Deus preservou apenas uma família (Gênesis 10: 32), a partir da qual se
constituíram todas as nações de hoje. Até aquela época eles só tinham uma forma
de falar. E Deus mandou que eles se multiplicassem e povoassem a Terra,
conforme Gênesis 9: 1:
“Abençoou Deus a Noé e a seus filhos e lhes disse: Sede
fecundos, multiplicai-vos e enchei a
Terra”.
A partir desta
ordem explícita de Deus, vem o episódio narrado em Gênesis 11: 2:
“Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram
com uma planície na terra de Sinear; e habitaram ali”.
Esta planície se
encontra às margens do famoso rio Eufrates, que aparece novamente no livro do
Apocalipse.
Gênesis 11: 3-4: “E disseram uns aos outros: vinde, façamos
tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de
argamassa. Disseram: Vinde,
edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e
tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a
Terra”.
Vê-se uma clara
contradição com respeito a ordem de povoar a Terra, emitida por Deus. O grande
líder desta ousada empreitada, segundo Gênesis 10: 8-10, foi Ninrode:
“Cuxe gerou a Ninrode, o qual passou a ser
poderoso na Terra. Foi valente caçador diante do Senhor; daí dizer-se: como
Ninrode, poderoso caçador diante do Senhor. O princípio do seu reino foi
Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear”.
Este nome, no
original hebraico, significa rebelião; rebelião contra Deus. Ninrode, contudo,
é reverenciado na mitologia antiga como o deus sol porque supunham ter ele, ao
morrer, ido morar no sol. Assim, o grande Ninrode, idealizador da Torre de
Babel, chegou a ser reconhecido como o deus sol, na antiguidade.
E como Deus havia ordenado
o povoamento da Terra inteira e não a concentração de sua população, percebemos que Ninrode, de fato, viveu
de acordo com o significado de seu nome: em rebelião contra Deus. E o Espírito
de Profecia amplia-nos este fato bíblico, comentando:
“Estes construtores de Babel resolveram conservar unida a
sua comunidade, em um corpo, e fundar uma
monarquia que finalmente abrangesse a Terra inteira... A magnificente
torre, atingindo os céus, tinha por fim permanecer como um monumento do poder e
sabedoria de seus construtores, perpetuando a sua fama até as últimas gerações”. (29).
Exatamente como
hoje, eles queriam formar uma Nova Ordem Mundial, unindo todos os habitantes da
Terra numa grande rebelião dirigida por Ninrode, o rebelde, o deus sol. No
fundo, queriam assegurar um meio próprio de salvação, sem a necessidade de
abandonar os seus pecados. E fazer daquela torre, o centro de um império
mundial, que tornasse célebre os seus nomes, mesmo que isso se constituísse
numa rebelião contra a vontade de Deus, conforme considera White, na mesma
página:
“Um objetivo que tinham na ereção da torre era garantir sua
segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a construção a uma altura muito
maior da que foi atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de
toda a possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens,
esperavam certificar-se da causa do dilúvio”.
Estas proposições
pagãs: sondar as condições meteorológicas para descobrir as razões técnicas do
dilúvio e preparar uma saída estratégica para outro evento semelhante motivou o
protesto de um grupo de pessoas que ficara nas montanhas:
“Os que temiam ao Senhor, clamavam a Ele para que
interviesse”. (30)
Eles sabiam que
Ninrode e seus confederados faziam questão de ignorar que o dilúvio tivesse
vindo para eliminar a iniquidade e não acreditavam na promessa que Deus fizera
de não enviar outro dilúvio.
Os pós-diluvianos
queriam continuar pecando, mas com a garantia de que poderiam escapar de um
novo flagelo por meio de sua ciência e tecnologia, construindo uma torre
gigantesca que fosse além do que alcançaram as águas do dilúvio.
Esta era a proposta
descrente que predominava naquela antiga ‘Nova’ Ordem Mundial, que estava sendo
estabelecida bem de acordo com o nome de seu líder principal: Ninrode, o qual
se identificava com o sol, segundo a mitologia antiga.
Em Daniel 3, cerca de dois mil anos depois e
possivelmente naquele mesmo lugar, se levantou outro monumento, agora por conta
de Nabucodonosor: uma enorme estátua, toda de ouro. Os antigos diziam que o
ouro tinha o esplendor do sol e a intenção do soerguimento daquela imagem de
mais de 30 metros de altura era a rebelião contra Deus. Chegou o rei a exigir
que todos adorassem aquele monumento da grandeza humana.
Neste novo império
babilônico havia também um remanescente fiel, como nos dias de Ninrode, que não
se curvou diante da estátua de ouro do rei e, por isso, foi jogado na fornalha
ardente, e só não morreu graças a miraculosa proteção de Deus.
Aqui, também, foi a
não conformação de Nabucodonosor com os desígnios de Deus, que o levou a
proclamar uma Nova Ordem Mundial alternativa, em rebelião contra Deus,
confirmando-se os dizeres de Eclesiastes 3: 15:
“O que é já foi, e o que há de ser também já
foi; Deus fará renovar-se o que se passou”.
Deveríamos esperar
que a Babilônia do Apocalipse apresentasse algo com relação ao sol e em
rebelião contra Deus? Sim, porque conforme Eclesiastes, o que se passou no
começo, continuou na Babilônia antiga e se consumará no final da História,
porque o que está por traz deste fabuloso engenho é o mesmo e incansável dragão
vermelho!
Sigamos com Gênesis
11: 5: “Então, desceu o Senhor para ver a
cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam”.
Será que Deus não
está ciente da tremenda torre de Babel que os homens estão construindo em
nossos dias? Desta torre que vem sendo orientada por meio de publicações
espíritas desde 1875, no sentido de dar à luz ao último império pagão mundial
perseguidor dos filhos do Altíssimo? Desta fabulosa Nova Ordem Mundial
levantada com base na tecnologia para imortalizar o nome de seus construtores
que nem sequer pensam em abandonar os seus pecados? Será que Deus não está
vendo a corrida frenética do atual Ninrode, agindo em rebelião contra Ele,
tendo o dia do sol ‘sunday’, o domingo, como base de suas proposições?
E segue o verso 6: “E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e
todos tem a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição
para tudo o que intentam fazer”.
O texto afirma que
o povo era um, no sentido de que havia união entre eles. Na rebelião também há
unidade. Satanás está unindo a sua gente. Que tipo de unidade pode haver entre
o Catolicismo e o Islamismo, o Protestantismo e o Espiritismo, o Comunismo e o
Capitalismo? Nenhuma! No entanto estão se unindo em torno da edificação de uma
Nova Ordem Mundial, polarizada na Organização das Nações Unidas, como
alternativa à verdadeira Nova Ordem Mundial que será estabelecida nesta Terra
pela intervenção divina!
O teólogo Noda (31),
assim se refere a esta unidade: “O
movimento Nova Era se compõe de milhares de milhares de organizações
estendendo-se pelo mundo como uma rede. O seu objetivo principal e o segredo de
sua ‘unidade na diversidade’, é a
instituição de uma Nova Ordem Mundial a qual deverá ser caracterizada pela
‘consciência de grupo’ e pelo espírito de cooperação”.
A união de vinte e
sete nações para a guerra do Golfo Pérsico, em 1991 e de quarenta nações para a
luta contra o Iraque, em 1995, deu muito crédito às Nações Unidas. Os países
que não aderiram arrependeram-se porque agora acreditam que este seja o
caminho. A união do mundo também se verifica no âmbito das grandes corporações:
segundo Phelip Waniez, cientista francês, menos de cem grandes empresas
manipulam mais de 75% dos recursos do planeta.
A união do papado com os Estados Unidos teve
como consequência, a derrocada do antigo Império Soviético, livrando o mundo da
guerra fria e projetando o prestígio do papado até as nuvens. Atualmente, quase
todas as religiões do mundo estão se unindo em torno do Vaticano. Todos estes
fatos apontam na direção desta Nova Ordem Mundial que em breve será
oficializada neste mundo.
Deus, contudo, está
no controle. No passado, quando Ele viu o engajamento dos homens e que iriam
conseguir os seus intentos, fez a sua intervenção, conforme Gênesis 11: 7:
“Vinde, desçamos e confundamos ali a sua
linguagem, para que um não entenda a linguagem do outro”.
Deus os confundiu,
de sorte que já não mais se comunicavam entre si e começaram a matarem-se uns
aos outros, abandonando o seu projeto. Diz o Espírito de Profecia:
“Súbito sustou-se a obra que estivera avançando tão
prosperamente. Anjos foram enviados para reduzir a nada o propósito dos
edificadores”, (32).
E trabalharam para
dar lugar ao plano de Deus, conforme lemos em Gênesis 11: 8-9:
“Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da
Terra; e cessaram de edificar a cidade. Chamou se lhe, por isso, o nome de
Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a Terra e dali o
Senhor os dispersou por toda a superfície dela”.
3.2 – A Babilônia
atual
Vamos, agora, ao
Apocalipse, para ver o desdobramento desta história em nossos dias. Temos
falado do livro de Malachi Martin – As Chaves Deste Sangue, que fala da luta
entre o Catolicismo, o Oriente comunista e o Ocidente capitalista. Estes,
segundo ele, são as três partes que disputam a hegemonia do planeta Terra e que
agora, estão se unindo para estabelecer uma NOM. Ellen White e o Apocalipse
também mencionam essas três partes. E a união destas três partes se chama BABILÔNIA,
A GRANDE, a moderna réplica da Torre de Babel.
Em Apocalipse 16: 19
podemos verificar que Babilônia terá três partes unidas: “E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das
nações e lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do furor da
sua ira”.
Ora, se a grande
cidade se dividiu, era porque antes estava unida. Não se pode partir um bolo em
três partes a menos que antes ele estivesse inteiro. Se Babilônia foi dividida
em três partes, é porque ela antes estava unida em três partes. E quais são as
três partes desta Babilônia mística atual? O verso de Apocalipse 16: 13
responde:
“Então, vi sair da boca do dragão, da boca da
besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs”. A
besta, como já vimos, representa o papado. O falso profeta representa o
Protestantismo apostatado e o dragão, primariamente, Satanás, que atua pelo
Espiritismo.
E qual é a sua
missão? Vejamos Apocalipse 16: 14:
“Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos
reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do Deus
Todo-Poderoso”.
O que se passou na
Torre de Babel? Uniram-se todos, em luta contra o propósito de Deus. E diz mais, o livro do Apocalipse: “Para ajuntá-los para a batalha
daquele grande dia do Deus Todo Poderoso”. E esse dia de batalha, como
veremos, é a segunda vinda de Jesus. Assim é que Babilônia, nos últimos dias,
estará unida. E o que é que unirá Babilônia? Diz o livro do Apocalipse que as
três partes de Babilônia têm algo em comum: da boca de cada uma sai três
espíritos imundos semelhantes a rãs. Isto significa que Babilônia está sob o
controle do Espiritismo. De fato, livros
ditados por espíritos diabólicos têm orientado o mundo no sentido desta união:
“Alice Bailey, uma inglesa que emigrou para os Estados
Unidos, estabeleceu o verdadeiro alicerce para o movimento ‘Nova Era’. É
conhecida como sua sumo sacerdotisa. Como médiun espírita, recebia mensagens de
um chamado mestre da sabedoria, o tibetano Djawal Khul. Estas mensagens que
este demônio lhe transmitia, através da escrita automática, foram publicadas em
numerosos livros, como doutrina secreta, e constituíram o ‘plano’, que, até
hoje, para o movimento ‘Nova Era’, é determinado e obrigatório”. (36)
Jesus quando esteve
na Terra, Ele expulsou muitos espíritos imundos. E quem eram estes espíritos?
Eram demônios! Isto quer dizer que as três partes de Babilônia são dominadas
pelo espiritismo. A senhora White fala de um espiritismo mais refinado que se
disfarça em teorias como as que temos hoje na Nova Era (New Age), que estão
levando cativo o mundo! Já não se fala da ideia de consultar os mortos, mas de
expressões bonitas e muito refinadas, como espiritualismo, parapsicologia, etc.
Em Apocalipse 18:
1-2 diz: “Depois destas coisas vi descer
do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua
glória. Então clamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia e
se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e
esconderijo de todo o gênero de ave imunda e detestável”.
Este texto sagrado
diz que as três partes de Babilônia são transformadas em habitação de demônios
e guarida de todo espírito imundo e esconderijo de toda ave imunda e
detestável. E quem são estas aves? As
aves, na Bíblia, representam Satanás e seus anjos, conforme pode se observar na
parábola do semeador:
“Eis que o semeador saiu a semear. E, ao
semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a
comeram... a que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o
diabo e arrebata-lhe do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam
salvos”. Lucas 8: 5 e 12.
Por isso precisamos
compreender bem a falsa doutrina da imortalidade da alma, defendida por
Babilônia, porque suas três partes estarão unidas pelo cimento do Espiritismo.
Tanto as religiões orientais, como a igreja católica e a maioria das seitas
protestantes dizem o mesmo. Assim é que, por este ângulo, o mundo estará unido
tendo esta heresia em comum, não obstante a Bíblia dizer, explicitamente, que “toda a alma que pecar, essa morrerá” –
Ezequiel 18: 4. Alcançarão, contudo, formar uma monarquia mundial, dirigida por
estes três poderes, tendo como ponto em comum, a doutrina da imortalidade da
alma.
Assim a Babilônia
literal do Antigo Testamento terá agora um sentido simbólico no Novo
Testamento. O que era local, agora se entende sob uma perspectiva mundial. Se
em Isaias 13 temos que Babilônia nunca mais seria reconstruída, como então
podemos ler no Apocalipse 16 que Babilônia vai existir de novo? Só há uma forma
de explicá-lo. Não se trata de Babilônia literal e sim de uma Babilônia
espiritual, mística. E se Babilônia espiritual será construída também sobre o
rio Eufrates, significa que este também deverá ser simbólico. E o que significa
o Eufrates? Para isso precisamos ir ao Apocalipse dezessete, verso quinze. Mas antes de lermos este verso, vamos ler o
verso um para captarmos o contexto:
“Veio um dos sete anjos que tem as sete taças
e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que
se acha assentada sobre muitas águas”.
E o que representa
uma meretriz, na Bíblia? Uma igreja adúltera, apóstata! A meretriz é um símbolo
de uma igreja que se corrompeu, pois em vez de estar casada com Cristo, se casa
com os reis. Em vez de deixar que Cristo produza a conversão das almas, apela
aos reis para obrigar as pessoas a seguir os seus ensinamentos. Agora vejamos o
que diz Apocalipse 17: 15:
“Falou-me ainda: as águas que viste, onde a
meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas”.
O que significa
isso? Quem eram as muitas águas sobre as quais repousava a Babilônia antiga?
Eram as do rio Eufrates! E, agora, no Novo Testamento, as muitas águas sobre as
quais repousa Babilônia, a mãe (porque Babilônia tem filhas, que se prostituem
também com os reis, conforme o verso 5), são as populações da Terra. E, assim,
no contexto de Apocalipse 17 surgem as três partes de Babilônia: a meretriz (a
mãe), as filhas (o Protestantismo apostatado) e os reis da Terra, no comando
dos mundanos. Desta forma, o Apocalipse 17: 15 confirma que a Grande Meretriz,
o papado se assentará sobre as águas do rio Eufrates, ou seja, dirigirá as
populações mundanas da Terra. E esta babilônica confederação estará unida pelo
espiritismo, em rebelião contra o Deus do céu. Ela estará tratando de encontrar
uma alternativa humana para a ‘Pedra’ que virá do céu, conforme Daniel 2:
44-45:
“Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu
suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a
outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá
para sempre, como viste que do monte foi cortada uma Pedra, sem auxílio de
mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande
Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a
sua interpretação”.
E qual será o outro
ponto de intercessão? Recordemos que Ninrode chegou a ser o deus sol. E qual é
a marca da besta, que será imposta contra o remanescente, conforme vimos no
Apocalipse 13: 17-18? É o dia do sol. Sunday! Este será o outro ponto de união.
O ponto comum de Babilônia será a imposição da marca da besta, a observância do
dia do sol (o domingo) como dia de repouso, em rebelião contra o dia
estabelecido por Deus, o sábado, conforme Êxodo 20! Isto parece muito simples.
É porque é simples mesmo. Deus não quer que ninguém tropece em coisas
complicadas na hora de fazer a sua decisão para a vida ou para a morte!
Deus revelou que o
deus sol não é Deus. Que o dia do sol não é o dia que devemos guardar. Deus
revelou que o sétimo dia comemora a criação e lembra-nos que servimos ao
verdadeiro Deus! Assim, aquele que não guardar o sábado, estará em rebelião
contra Deus. E estará unido com aqueles que creem no deus sol, e com o velho
Ninrode, cujo nome significa rebelião. E se ficar em Babilônia, pertencerá à
NOM; e, na NOM vai se passar algo terrível, como veremos.
Babilônia, a
Grande, a Torre de Babel moderna vem sendo edificada e a sua torre já vai muito
alta. Quase todo o mundo será enganado pelo que é ensinado por Babilônia.
Notemos o que diz White, em (37):
“Um estudo da Bíblia feito com oração mostraria aos
protestantes o verdadeiro caráter do papado e se afastariam dele. Porém muitos
são tão sábios em sua própria opinião que não sentem nenhuma necessidade de buscar
humildemente a Deus para serem conduzidos à verdade. Apesar de se orgulharem de
sua sabedoria, desconhecem tanto as Sagradas Escrituras como o poder de Deus”.
Babilônia prega
sobre a salvação, mas quer também seguir pecando. Precisamos, mesmo na Igreja
Remanescente, tomar cuidado com esta nova teologia, porque muitos estão
ensinando isso, que não é possível erradicar o pecado e, por isso, terminarão
em Babilônia, com certeza. Muitos necessitam algo para acalmar suas
consciências e buscam o que é menos espiritual e humilhante. O que desejam é um
modo de esquecer a Deus, porém parecendo recordá-lo. E como o fazem? Seguem o
papado que responde perfeitamente às necessidades de quase todas as pessoas.
Ele é adaptado a duas classes que abarcam quase todo o mundo: os que querem
salvar-se por seus méritos e os que querem salvar-se em seus pecados. Este é o
segredo de seu poder.
E o que é pecado?
Pecado é a transgressão da lei. E a nova teologia, que na verdade é mais velha
que o mundo, pois que se originou com Lúcifer, no céu, ensina que Deus nos vai
salvar em nossos pecados, porque é impossível vencer, ganhar a vitória sobre o
mal e sobre o pecado. E todas as pessoas que pensam assim vão terminar em
Babilônia! Todos os que creem na imortalidade da alma vão terminar em
Babilônia! E todas aquelas pessoas que observam o domingo e insistem em
fazê-lo, vão terminar em Babilônia!
A Babilônia moderna
pensará que poderá salvar-se por suas próprias obras, da mesma forma que os
construtores da Torre de Babel. Tal Torre seria tão grande que, uma vez dentro
dela, sequer Deus poderia destruí-los! Mesmo no caso de um novo dilúvio! A NOM
vem construindo a sua Torre gigantesca com base na ideia de que o homem pode
salvar-se pelos seus próprios esforços, pelo desenvolvimento sustentável e em
seus pecados. E pensam colocá-la no lugar da verdadeira NOM de um Deus que diz
que temos que vencer o pecado, de um Deus que diz que não podemos nos salvar
pelos nossos próprios méritos.
Se voltarmos ao
Apocalipse 17 e nos perguntarmos: saberia Deus quais são os objetivos destes
três poderes de Babilônia? E o que está se passando nos lugares secretos? Quais
são os planos? Será que Deus está olhando e vendo tudo o que se passa? Claro
que sim! Deus está no controle, não o homem! Deus vê como o mundo está se
unindo. Como o mundo busca salvar-se pelos seus próprios méritos e em seus
pecados. Querem alcançar os céus mas sem abandonar os seus pecados. Deus vê
como o mundo se rebela contra Ele. Olha como, finalmente, vai se estabelecer
uma lei dominical que exalte o domingo, uma vez que Ninrode era o deus sol, na
antiguidade! Ele está vendo tudo isso e deixando que os homens continuem
construindo a sua NOM.
3.2.1 – Sua
concepção espírita
A luta do dragão
contra o remanescente, destacada em Apocalipse 12: 17 e ampliada em Apocalipse
13: 11-18, se desenvolverá por meio de três protagonistas ‘religiosos’: o
papado, o Protestantismo apostatado e o Espiritismo (Apocalipse 16: 13). Esses
três finalmente se unirão para dirigir uma monarquia mundial, com um chefe
supremo, o papa.
O Espiritismo, chamado
de dragão em Apocalipse 16: 13, no sentido mais amplo poderá englobar todas as
nações não cristãs, pois:
“Reis, legisladores e governadores têm colocado sobre si o
estigma do anticristo, e são representados pelo dragão que sai a guerrear
contra os santos”. (33)
Assim será
constituída uma ‘Nova’ Ordem Mundial: uma estrutura idealizada diretamente pelo
dragão que, no sentido estrito do termo é o próprio Satanás (Apocalipse 12: 9).
Ela será estabelecida no âmbito das Nações Unidas, de onde assumirá a sétima e
última cabeça perseguidora do povo de Deus.
Noda, em (34)
introduz um pouco da origem remota deste movimento mundial:
“Tudo
começou por causa da decadência do mundo ocidental. A visão materialista do
Universo e a negação da fé cristã histórica deixaram na sociedade um vazio
existencial, pronto a ser preenchido por qualquer ideia que enfatizasse o lado
espiritual e o lado místico da vida”. E Noda continua, na mesma página:
“As raízes do movimento ‘Nova Era’ originaram-se em Nova
Iorque, em 1875, com a fundação da Sociedade Teosófica, pela russa Helena
Petrovna Blavatsky. Depois de ter viajado pelo Oriente e estudado o hinduísmo e
o budismo, fundou um movimento de amplitude mundial. Ela alega ter recebido
revelações de mestres elevados que, segundo ela, como seres altamente
evoluídos, controlam a vida dos homens. Na sua concepção, eles estão
interessados a levar os seres humanos a um estado de evolução cósmica: O homem
veio da ameba, mas ele está destinado a ser Deus”.
Shirley Maclaine, a
defensora do movimento, disse:
“Cada pessoa é um universo; se você se conhece, você conhece
tudo”. E ainda, segundo a mesma fonte,“Theodore
Roszak diz que nós temos que despertar o deus que dorme na raiz do nosso ser”.
Temos assim uma
descrição do alvorecer da sétima cabeça do dragão que, por determinação
mediúnica, começou a ser estruturada em sigilo e assim permaneceu por cem anos,
até 1975, quando passou a respirar livremente, isto é, a ser motivo de ensino
nas grandes universidades deste mundo. Nós tivemos o primeiro contato com essa
teoria quando fazíamos doutorado na França, em 1979.
Hoje, apesar da
pretensão de lutar contra o terrorismo internacional, de ser um instrumento
político para sair da crise mundial e de propor o estabelecimento de um longo
período de paz e de prosperidade para a humanidade, a intenção não declarada da
Nova Ordem Mundial (Nova Era) será a de destruir o remanescente de Deus e
dominar o mundo por meio da tecnologia.
Vejamos agora como
o Espírito de Profecia comenta esta estratégia satânica:
“Agentes satânicos têm vindo das profundezas, inspirando os
homens a unir-se numa confederação do mal, para perturbarem e atormentarem o
povo de Deus, causando-lhe grande aflição. O mundo todo há de ser excitado à
inimizade contra os adventistas do sétimo dia, porque eles não rendem homenagem
ao papado, honrando o domingo, o qual foi instituído por este poder
anticristão. É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminados da
Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo”. (35)
3.2.2 – Sua queda definitiva
O livro do
Apocalipse nos informa que chegará o momento em que a Babilônia que está se
unindo se dividirá! Este será o seu fim, o qual passaremos a estudar a seguir, a
partir de Apocalipse 17: 1-2:
“Veio um dos sete anjos que têm as sete taças
e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que
se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da Terra;
e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na
Terra”.
Estes versos estão
tratando do estabelecimento da NOM, quando o Estado se unirá com a Igreja, proporcionando
um corpo para o dragão perseguir o remanescente de Deus, quando a grande
meretriz começará a cavalgar, a conduzir as massas após o Decreto Dominical.
Sabemos que as falsas doutrinas embriagam as pessoas. Um indivíduo cuja mente
tenha sido contaminada pelos erros de Babilônia, como um ébrio, não será capaz
de pensar retamente. Por isso muitas vezes apresentamos a verdade de uma forma
clara, lógica e as pessoas não aceitam. Porque estão embriagadas com o vinho de
Babilônia.
Apocalipse 17: 3-6:
“Transportou-me o anjo, em espírito, e vi
uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmias, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de
pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de
abominações e com as imundícias de sua prostituição. Na sua fronte, achava-se
escrito um nome, um mistério: Babilônia, a
grande, a mãe das meretrizes e das abominações da terra. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com
o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande
espanto”.
O papado embriaga concomitantemente os reis e
as multidões, induzindo à concretização da NOM; montará sobre as multidões, as
controlará, dizendo o que devem fazer. E, assim, as muitas águas constituirão
com a falsa igreja uma besta tremenda que dominará o mundo. Apocalipse 13 diz
que ela fala blasfêmias e perseguirá os santos. O capítulo 17 acrescenta que
ela está vestida de púrpura e de escarlata, com ouro e com pedras preciosas,
revelando que ela mantém o patrimônio da besta medieval e mesmo o tem ampliado
para aplicá-lo na condução da NOM. E coloca, ainda, um cálice de ouro na sua
mão, contendo o vinho de suas falsas doutrinas, que ela está dando às nações,
aos reis. Está enganando as nações e os reis com falsas promessas sobre a NOM,
dizendo que poderá trazer uma época de paz e de prosperidade, o que é
absolutamente falso!
A Igreja Católica
se autodenomina a igreja mãe e atribui às igrejas protestantes o título de
filhas separadas. Hoje elas não estão tão separadas assim. Afinal, elas estão
ligadas pelos mesmos pontos falsos de doutrinas: A imortalidade da alma e o
domingo como dia de guarda. Elas estão buscando um processo de salvação
próprio, sem abandonar os seus pecados, pois acreditam ser impossível viver sem
pecar. Infelizmente, além de estabelecer-se, a NOM ainda se embriagará com o
sangue dos santos, conforme vimos em Apocalipse 13. E o que dizer das sete
cabeças e dos dez chifres? Para saber o que significam precisamos ler os versos
7 e 8:
“O anjo, porém, me disse: porque te
admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e
os dez chifres e que leva a mulher: a besta que viste, era e não é, está para
emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a
Terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a fundação do
mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá”.
Esta besta que
viste, era e não é e está para surgir do abismo é o papado. Era, na Idade
Medieval, não é (atualmente, por falta da união com o Estado para garantir-lhe
o poder de perseguição) e está para emergir do abismo, isto é, das crises
econômica e ecológica mundial atual. Estas crises poderão facilitar as medidas políticas
de exceção necessárias para solucionar os graves problemas mundiais, incluindo
a união da Igreja com o Estado, consolidando assim a Nova Ordem Mundial, na
tentativa de salvar o mundo por meio de sua tecnologia e em seus pecados. O Decreto
Dominical poderá ser justificado também sob a alegação de que um dia por semana
de interrupção de todas as atividades favoreceria a sustentabilidade do
planeta.
Apocalipse 17: 9 “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as
sete cabeças são sete montes, nos
quais a mulher está sentada. São também
sete reis”.
Roma é mundialmente
reconhecida como a cidade das sete colinas. E, no verso 18, João deixa claro: “A mulher que viste é a grande cidade que
domina sobre os reis da Terra”. Esta, no tempo de João era
inquestionavelmente Roma.
A Palavra revela ainda
que as sete cabeças são também sete reis. Se partirmos do Tratado de Latrão, assinado
entre o presidente da Itália, Benito Mussoline e o então papa Pio XI, em 1929, o
qual devolveu ao pontífice romano o título de rei, perdido desde 1798 e, ao
Vaticano, o status de Estado, veremos que de lá para cá, reinaram sete papas: Pio XI, Pio XII, Paulo VI, João XXIII, João
Paulo I, João Paulo II, e, agora Bento XVI. Tudo indica que o texto foi escrito
para o tempo do reinado de João Paulo II, que seria, então, o sexto rei, pois
que:
“dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de
durar pouco”. Apocalipse 17: 10.
Esta é mais uma
séria revelação a respeito da brevidade da volta de Jesus, tendo em vista a
idade avançada de Bento XVI.
O nome romano de
João Paulo II – Ioannes Paulus Secundo, que assinou a carta apostólica DIES
DOMINI (Dia do Senhor) que consagra o domingo como dia de guarda, dá 666. O
sétimo e muito provavelmente o último papa, Bento XVI, pela Escritura, e mesmo
pela sua idade, tem de durar pouco tempo. Se relacionarmos seu nome atual com o
título que ele tinha quando elaborou a carta DIES DOMINI (pois foi ele que
escreveu a carta assinada por João Paulo II e que será certamente o texto de
base para a formulação do Decreto Dominical), teremos: Cardeal Bento XVI, que, curiosamente
também dá 666, o número de homem, da besta, conforme aparece em Apocalipse 13:
17-18.
Apocalipse 17: 11 “E a besta, que era e não é também é ele, o oitavo rei, e procede
dos sete, e caminha para a destruição”.
Temos aqui uma
segunda aplicação para a besta que era e não é. Além de representar o papado,
como vimos, ela representa também a
Satanás, que era um anjo de luz e não mais é, mas aparecerá gloriosamente no
final, cumprindo seu papel como se fosse o oitavo rei. Finalmente, quanto aos
dez chifres, temos:
Apocalipse 17: 12 “Os dez chifres que viste são dez reis, os
quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta,
durante uma hora”.
Ao tempo do sexto
rei (João Paulo II), os dez reis ainda não tinham recebido seus reinos.
Atualmente ainda são apenas cinco os países representantes da ONU (EUA, China,
França, Inglaterra e Rússia). Estes, no entanto, não são suficientes para
representar o mundo inteiro, por ocasião da implantação oficial da Nova Ordem
Mundial, pois que não tem nenhum representante da América Latina nem da África
e nem do Oriente Médio. Deverão, portanto, segundo a profecia, ser indicados
mais cinco países para completar os representantes da ONU. Os países mais
cotados são: o Brasil, a África do Sul e a Índia, porque representam as lacunas
geográficas e estão no rol das potências emergentes; a Alemanha, que é,
atualmente, a maior potência econômica da Europa e mais um representante do
Islamismo, situado, provavelmente no Oriente Médio.
O período deste
reinado político/religioso será como um relâmpago: apenas uma hora profética,
ou seja, quinze dias literais. Este será o tempo suficiente para se perceber o
desastre irremediável desta união do ferro (política) com o barro (religião)
dos pés da estátua de Daniel 2. Será, contudo, o longo tempo de angústia de
Jacó, durante o qual os filhos remanescentes de Deus estarão sob o Decreto de
Morte previsto em Apocalipse 13: 15. E segue Apocalipse 17: 13:
“Têm estes um só pensamento e oferecem à
besta o poder e a autoridade que possuem”.
Este verso sugere
que acima da ONU estará o papa, dando as diretrizes para a NOM mais curta da
História, e dispondo de todo o poder de fogo para a sua luta contra o
remanescente de Deus. Será esta, no entanto, a ocasião da sétima praga cair,
trazendo a morte quase instantânea para a humanidade pecadora, secando, por
assim dizer, as águas do rio Eufrates. O verso de Apocalipse 17: 16 complementa
esta ideia:
“os dez
chifres que viste e a besta (as populações manipuladas pelo papa), esses odiarão a meretriz, e a farão
devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo”.
As Nações Unidas
(os dez chifres) e a besta (as populações) odiarão o papado. Este será o início
fulminante da vertiginosa queda da estátua babilônica, da NOM (Torre de Babel
dos últimos dias) que estava unida, mas que se dividirá! Quanta diferença com
relação aos primeiros versos de Apocalipse 17, quando os reis da Terra e as
multidões do mundo estavam bebendo do vinho da grande prostituta, certos de
estabelecer uma Nova Era de paz, prosperidade e segurança! Não mais seguirão
juntos e a meretriz será devastada.
O que se passou com
a união que havia na Torre de Babel? Vieram relâmpagos do céu, e trovões que
derrubaram a Torre e confundiram as pessoas que passaram a se matar entre si. E
isto é o que representará nos últimos dias a secagem do rio Eufrates. O sétimo
flagelo cai sobre ele, preparando o caminho para a volta de Jesus. E, como
afirma Daniel 11: 45: “não haverá quem
socorra o rei do Norte”, isto é, o papa.
A Igreja Remanescente
tem uma mensagem gloriosa, extraordinária, que coliga todas as Escrituras e
desmascara a ideia de uma NOM. Será que nos assentaremos, nos alimentaremos do
que estamos estudando e não contaremos ao mundo estas coisas? Ao tomar ciência,
divulgue o blog e prepare-se para iluminar o mundo que anda na incerteza, que está
angustiado e não sabe o que está se passando. Quem vai lhe tirar as dúvidas?
Quem lhe vai revelar a profecia? Quem lhe vai ajudar a escapar da NOM que imporá
a marca da besta, se não formos nós da Igreja Remanescente? Deus nos está dando
grandes privilégios que são também grandes responsabilidades! Deus nos deu
estas verdades, com exclusividade, para que as proclamemos ao mundo. Precisamos
esclarecer o mundo que a NOM entrará em colapso e que o Capitalismo já está em colapso.
Que Cristo Jesus reina. Que Ele está no controle! Devemos ajudar as pessoas a
entregarem suas vidas a Jesus para que possam pertencer à verdadeira NOM, ao
reino que nunca será corrompido! E você não quer dizer ao Senhor Jesus Cristo:
eu quero estar com o povo de Deus? Eu quero estar na verdadeira NOM onde se
guarda os mandamentos de Deus e onde se segue as pisadas do Senhor Jesus
Cristo? Faça isto, vivendo pela fé, porque a vitória já está garantida! O
dragão será derrotado, apesar de toda a impossibilidade humana atual! Será como
revela Apocalipse 17: 14:
“Pelejarão eles contra o Cordeiro e o
Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis. Vencerão
também os chamados, eleitos e fieis que se acham com Ele”.
4. Insensatez em tempo de espera
4.1 – A condição de laodiceia
Em Apocalipse 3: 14-22 verificamos que há um problema com a
Igreja Remanescente: a mornidão. Este problema é
muito grave e exige sincera reflexão por tratar-se de uma acusação pela sua falta de fé, de amor ao próximo, do
Espírito Santo e pela sua pouca valorização às promessas de Deus. Este estágio
espiritual da igreja não condiz com sua posição privilegiada e foi assim
caracterizado por ela mesma:
“Quanto à acusação
de mundanismo, incredulidade e apostasia em
nossas fileiras, negar o fato seria tão inútil quanto procurar tapar o sol
com peneira. As dificuldades realmente existem, e dizem respeito à áreas tão diversas,
como estilo de vida (desleixo na reforma da saúde e do vestuário, uso de joias
e pinturas, envolvimento em diversões impróprias e esportes competitivos e
violentos, desmazelo na observância do santo sábado, etc.), teologia
(infiltração de cristologias, hamartiologias, soteriologias e escatologias
estranhas ao Adventismo, negação do juízo investigativo em 1844, descrença no
Espírito de Profecia, reaplicação profética, etc.) e estrutura administrativa
(ameaça de congregacionalismo, pressão pela ordenação de mulheres, emprego
inadequado do dízimo, ministérios independentes, etc.). Dessas dificuldades que
ameaçam a igreja, porém, a que mais salta aos olhos da opinião pública talvez
seja a da conduta imprópria de seus membros”. RA (38)
Observação: cristologia é a parte
da teologia consagrada à pessoa e a obra de Cristo; hamartiologia significa
teologia sistemática usada por pentecostais e soteriologia significa a doutrina
relativa a obra de salvação realizada por Jesus Cristo em favor da humanidade.
Estudo do mistério da salvação cristã.
Devemos, individualmente, nos interrogar
como nos enquadramos neste quadro profético, uma vez que, segundo White, “Nem um dentre cem, em nosso meio está
fazendo qualquer coisa além de empenhar-se em empreendimentos comuns e
seculares. Não estamos nem meio despertos em relação ao valor das
almas pelas quais Cristo morreu”. Serviço Cristão, 81.
Esta citação é muito séria porque em Serviço Cristão, 89,
lemos ainda:
“Jamais poderemos ser salvos na indolência e inatividade. Não há pessoa
verdadeiramente convertida que viva vida inútil e ociosa. Não é possível
deslizar para dentro de céu. Nenhum preguiçoso pode lá entrar... Quem recusa
cooperar com Deus na Terra, não cooperaria com Ele no céu. Não seria seguro
levá-lo para lá”.
Apesar destas admoestações, que nem sempre fluem na Igreja
de forma tão clara, percebemos que o problema se agrava na medida em que
aumenta o número de batismos, não obstante os esforços da liderança para
impedi-lo.
Em ‘Família por Famílias’, da
União Centro Oeste Brasileira, encontramos o conteúdo do quarto Seminário de
Enriquecimento Espiritual (SEE). E, na página 59 lemos um trecho da senhora
White intitulado: como alcançar unidade, que diz:
“A causa da divisão e discórdia
na família e na igreja é a separação de Cristo. Aproximar-se de Cristo é
aproximarem-se uns dos outros. O segredo da verdadeira união na igreja e na
família não é a diplomacia, o trato habilidoso, o sobre humano esforço para
vencer dificuldades – embora haja muito disto a ser feito – mas a união com
Cristo”. O Lar Adventista,
p. 179.
Prosseguindo no 4º SEE, p. 59,
lemos:
“Quando Cristo iniciou Sua obra mediadora ao lado de Seu Pai no Céu,
garantiu que o alvo de ter Seu povo unido não era uma ilusão. Através do
Espírito Santo, Ele concedeu dons
especiais, cujo propósito particular era estabelecer a ‘unidade da fé’
entre os crentes. Ao analisar esses dons, Paulo disse que Cristo concedeu uns
para apóstolos, outros para profetas,
outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. Esses dons foram
concedidos à igreja com vistas ao ‘aperfeiçoamento dos santos para o desempenho
de seus serviços, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos
à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita
varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo’”.
Confrontando o texto acima com a
mornidão de Laodiceia somos forçados a admitir a existência de uma relativa decepção
com relação aos efeitos da aplicação dos dons espirituais concedidos à Igreja Remanescente,
na atualidade. Apesar de leigo e precisando também melhorar nossa
espiritualidade, mas olhando como quem olha de fora, nos interrogamos se o
problema não poderia estar conectado com o dom profético, ou com a falta de
conexão com este dom que nos foi outorgado para fazer toda a diferença ao nível
de nossas pregações, nos últimos dias. Não se trata de profetizar coisas novas,
mas de conhecer melhor e tornar mais conhecidas as profecias bíblicas exaradas
no Espírito de Profecia, sem a interferência de ideias pré-concebidas. Dizemos
isto porque nos parece ser este o elo fraco da corrente.
E, se me permitem parafrasear o
texto do livro O Lar Adventista, acima citado, diríamos que o segredo para
alcançarmos o verdadeiro enriquecimento espiritual não são os Seminários
voltados para este objetivo, nem as vigílias, nem as santas ceias, etc. –
embora haja muito disso a ser feito, mas a união com Cristo.
A solução do problema não parece
ser exterior a nós, mas essencialmente interior, ao nível do coração de cada
suposto adorador. Talvez por isso é que a mensagem de Laodiceia seja tão
pessoal, apesar de mais específica ao ‘anjo’ da igreja, justamente por não
estar conseguindo fazer uma avaliação adequada, para solucionar o problema em discussão.
Eu sei que não é justo criticar aqueles que são melhores do que nós, a quem
admiramos pelo esforço sincero despendido, mas a falta de engajamento da
maioria dos irmãos pode ser decorrente de métodos pouco convincentes, na
prática do dia a dia, o que é crucial aos olhos de Deus. Uma geração inteira – mais
de sete bilhões de amados filhos do Altíssimo dependem de uma mensagem profética
vital que só Laodiceia, a última igreja cristã verdadeira, possui.
Esta Igreja foi notavelmente enriquecida pelo Espírito de
Profecia que lhe outorgou, com sucesso, toda
a verdade necessária para a última geração (que será julgada viva), e com a
mesma exclusividade que aos judeus foi dada no Antigo Testamento. Contudo, como
aqueles, a grande maioria dos membros da igreja de Deus atual vacila em estudar
os escritos sagrados imprescindíveis ao cumprimento de sua missão: preparar-se devidamente
e ao mundo para o juízo dos vivos antes que a porta da graça se feche. E, pior,
embalados por falsa segurança, ignoram as manobras do dragão que aguarda o
momento certo para destruí-los inexoravelmente.
Walton (39), tocado pelo Espírito Santo, desenvolveu uma
pesquisa de cunho pessoal para avaliar melhor este processo e concluiu, em seu
livro:
“Esta é a contribuição singular do Adventismo
para o mundo, a mensagem final que coloca o arremate sobre a Reforma. Por
séculos os cristãos acreditaram que a salvação vem pela fé em Cristo. Mas os
adventistas descobriram uma nova dimensão: através da fé em Cristo, a vida toda
poderia ser trazida em harmonia com a Lei divina”.
Esta bandeira: a deleitosa
obediência aos mandamentos de Deus, defendida e praticada por muitos líderes e
irmãos sinceros, não tem logrado o êxito de se generalizar em nossos arraiais, para
retirar de seus descaminhos, a maioria dos presumidos remanescentes. White, em
(40) assim nos admoesta:
“Quando Cristo vier não
irá nos limpar dos nossos pecados, remover de nós os defeitos de caráter,
ou curar-nos de nossas enfermidades de temperamento e disposição. Se esta obra
for realizada por nós, será totalmente completada antes daquele tempo. Quando o
Senhor vier, aqueles que são santos serão santificados ainda”. (Negrito e grifo
acrescentado). E segue o Espírito de Profecia em (41):
“Não te enganes. De Deus não se zomba. Coisa alguma senão a
santidade te preparará para o céu. Unicamente a piedade sincera, experimental, pode dar-te um caráter
puro, elevado, e habilitar-te a entrar à presença de Deus, que habita na luz
inacessível. O caráter celeste deve ser adquirido na Terra ou jamais se poderá
obter. Começa, portanto, imediatamente.
Não te iludas de que virá tempo em que poderás fazer mais facilmente um
diligente esforço do que agora. Cada dia aumenta tua distância de Deus.
Prepara-te para a eternidade com um zelo tal como ainda não manifestaste. Educa tua mente em amar a Bíblia, amar
a reunião de oração, a hora de meditação e, acima de tudo, a hora em que a alma
comunga com Deus. Torna-te celeste na
mente, se queres unir-te com o coro celestial nas mansões de cima”. (Negritos
acrescentados).
Não podemos fazer
atalhos. O estudo aprofundado dos Testemunhos nos é exigido, posto que nos foram
outorgados por Deus. Ainda, segundo White, lemos em (42):
“Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço inteligente, devem eles ser vencedores
na batalha contra o mal”. (Negrito e grifo
acrescentado)
De sorte que “Ninguém diga: não posso remediar meus
defeitos de caráter. Se chegardes a esta decisão, certamente deixareis de
alcançar a vida eterna”. (43).
Se alguém insinuar algo
contra esta grande contribuição da Igreja Remanescente, dizendo que Jesus já fez
tudo o que era necessário por você e que, no final, Ele o cobrirá com a Sua
justiça; pregando que ninguém tem a condição de ser santo como Ele foi, fique
atento! Esta é uma regressão perigosa ao protestantismo apóstata, não endossada
pelo Espírito de Profecia nem pela Bíblia. E por se multiplicar o número destes
pregadores mais liberais que buscam amenizar suas próprias falhas, é que o sono
das virgens loucas vai sendo inadvertidamente embalado. É por essa
contemporização com o pecado, diz o Espírito de Profecia, que o número dos
defensores da verdade fica cada vez menos expressivo e a situação espiritual da
igreja cada vez mais agravada, a ponto de precisarmos ouvir a pena inspirada
dizendo:
“a mensagem de Laodiceia é uma impressionante acusação, e é aplicável
ao povo de Deus no tempo presente. ‘E ao anjo da igreja que está em Laodiceia
escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da
criação de Deus: Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente! Assim,
porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes
que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu’”. Apocalipse 3: 14-17. (44).
Apesar
da versão bíblica Revista e Atualizada ter alterado a palavra de Deus,
colocando equivocadamente ‘estou a ponto de vomitar-te’, isto não altera o
texto original da Bíblia e do Espírito de Profecia. Em (45), White, felizmente,
põe no ponto certo esta dramática situação do pretenso povo de Deus:
“Para os que são indiferentes neste tempo, a advertência de Cristo é: porque és morno, e não és
frio nem quente, vomitar-te-ei de minha boca. Apocalipse 3: 16. A figura de
vomitar de Sua boca significa que Ele não pode oferecer a Deus as vossas
orações ou expressões de amor. Não pode
aprovar de forma alguma o vosso ensino de Sua Palavra ou o vosso trabalho
espiritual. Não pode apresentar os vossos cultos religiosos com o pedido de
que vos seja concedida graça”.
As palavras neste tempo acima requerem contextualização. E, para isso, precisamos
voltar ao texto que introduz o parágrafo em análise, que diz:
“... mas quando Deus mandar que
Seus anjos soltem os ventos haverá uma cena tal de luta que pena nenhuma pode
descrever”.
Como sabemos que a soltura dos
ventos está ligada com o selamento escatológico previsto em Apocalipse 7: 1-3, o cumprimento da profecia endereçada a
Laodiceia se cumprirá ainda no futuro. Com efeito, na página anterior,
referindo-se a este tempo, diz White:
“Não temos senão poucos, pouquíssimos
dias de graça em que preparar-nos para a vida futura, imortal”.
Agora o quadro profético ficou
mais claro. Esta declaração à Laodiceia funcionará como uma dobradiça que foi colocada
no limite da passagem da igreja militante para a triunfante, após a sacudidura.
A mensagem também não se destina a todos os remanescentes, mas apenas aos indiferentes aos apelos da Testemunha
Fiel e Verdadeira.
A inspiração
aqui não está acusando a Igreja Remanescente de ter deixado de ser a igreja de
Deus para os últimos dias, nem que tenha se tornado ou que se tornará
Babilônia. Não está dizendo que devemos formar uma nova organização ou que já
não é seguro permanecer no seio desta igreja. White alerta que há um
problema se agravando, e que se não for corrigido, provocará a falência
espiritual de muitos irmãos a quem tanto amamos.
O Espírito de Profecia conclui o
seu recado, dizendo na mesma página:
“caso a cortina pudesse ser erguida, pudésseis vós discernir os propósitos
de Deus e os juízos que estão para abater-se sobre um mundo condenado, caso
pudésseis ver a vossa própria atitude, temeríeis e tremeríeis por vossa própria
alma e pela de vossos semelhantes. Fervorosas orações e angústia de coração
quebrantado elevar-se-iam ao céu. Choraríeis entre o alpendre e o altar,
confessando a vossa cegueira e rebeldia espirituais”.
Se por um lado precisamos
esvaziar-nos de nossas supostas riquezas espirituais, preconceitos e excesso de
confiança própria, por outro, deveríamos também ficar atentos ao tempo e ao
lugar, para não tirarmos conclusões destorcidas, nos aprestando-nos para o
ingresso na fase decisiva da igreja triunfante.
“Coisa alguma no mundo é tão preciosa para Deus, como Sua Igreja”.
Mensagens Escolhidas I, p. 57.
E, em (46) White
continua:
“O Senhor nos mostra aqui que a mensagem a ser apresentada a
seu povo pelos ministros a quem Ele
chamou para adverti-lo, não é uma
mensagem de paz e segurança. Não é meramente teórica, mas prática em todo particular. O povo de
Deus é representado na mensagem aos laodiceanos como em uma posição de
segurança carnal. Estão à vontade, acreditando-se em exaltada condição de
consecuções espirituais. ‘Como dizes: rico sou e estou enriquecido, e de nada
tenho falta; e não sabes que és um
desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu’. Que maior ilusão pode sobrevir
ao espírito humano que a confiança de se acharem justos, quando estão
totalmente errados”! (negritos acrescentados).
Enquanto o ‘eu’
permanecer no trono, o Espírito Santo não pode regenerar-nos. E, se a obra já
foi feita por Cristo, como dizem muitos com desenvoltura, para que, então a
censura e o juízo investigativo? O remanescente fiel deve estar atento às
tentativas do dragão de solapar, imperceptivelmente, ‘os marcos’ antigos estabelecidos
pelo Espírito de Profecia, os quais devem sempre estar sendo revisados e
confirmados! Não podemos minimizar a importância da seguinte advertência:
“A mensagem da Testemunha Verdadeira encontra o povo de Deus
em triste engano, todavia sinceros
em seu engano. Não sabem que sua
condição é deplorável aos olhos de Deus. Ao passo que àqueles a quem se dirige
se lisonjeiam de achar-se em exaltada condição espiritual, a mensagem da Testemunha Verdadeira derruba lhes a
segurança com a assustadora acusação de seu verdadeiro estado de cegueira, pobreza, e miséria espiritual. O testemunho, tão incisivo e severo, não pode
ser um engano, pois é a Testemunha Verdadeira que fala, e Seu testemunho
tem de ser correto.” (47).
É impressionante a
lucidez do Espírito de Profecia em (48):
”Estamos
como um povo, triunfando na clareza e força da verdade. Somos plenamente sustidos em
nossos pontos de fé por avassaladora quantidade de claros testemunhos escriturísticos.
Carecemos muito, porém, da
humildade, paciência, fé, amor, e abnegação, vigilância e espírito de
sacrifício, bíblicos. Precisamos
cultivar a santidade da Bíblia. O pecado domina entre o povo de Deus. A
positiva mensagem de repreensão aos laodiceanos não é acatada. Muitos se apegam a suas dúvidas e a seus pecados
acariciados, enquanto se encontram em tão grande engano que dizem e sentem que
não necessitam de nada. Pensam que não é necessário o testemunho do Espírito de
Deus em reprovação, ou que não se refere a eles. Esses estão na maior necessidade da graça de Deus e de
discernimento espiritual, para que descubram sua deficiência no conhecimento
das coisas do espírito. Faltam-lhes
quase todos os requisitos necessários ao aperfeiçoamento do caráter cristão. Não
têm um conhecimento prático da verdade bíblica, que leva à humildade de vida, e
à conformidade de seu querer com a vontade de Cristo. Não estão vivendo em
obediência a todos os reclamos divinos”.
E segue White, na mesma página:
“Não basta
meramente professar a verdade. Todos
os soldados da cruz de Cristo obrigam-se
virtualmente a entrar na cruzada contra o adversário das almas, para condenar o
erro e sustentar a justiça. A mensagem da Testemunha Verdadeira, porém, revela
que terrível engano impende sobre nosso povo, e que torna necessário dirigir-lhe advertências, para despertá-lo da madorra
espiritual, e o estimular para uma ação decidida”.
“Em minha última visão (continua White), vi
que mesmo esta decidida mensagem da Testemunha Verdadeira não cumpriu o
desígnio de Deus. O povo continua a madorrar em seus pecados. Continuam a se dizer ricos, e que não
necessitam de nada. Muitos indagam: Por que são feitas tantas reprovações?
Por que nos acusam continuamente os Testemunhos de desvios da fé e de ofensivos
pecados? Nós amamos a verdade; estamos prosperando; não temos necessidade
desses testemunhos de advertência e reprovação. Examinem, porém, esses
queixosos o próprio coração, e comparem suas vidas com os ensinos práticos
da Bíblia, humilhem a alma diante de Deus, deixem que a graça divina lhes
ilumine as trevas, e as escamas lhes
cairão dos olhos, e compreenderão sua verdadeira pobreza e miséria
espiritual. Sentirão necessidade de comprar ouro, que é a fé e o amor puros,
vestidos brancos, que é um caráter imaculado, purificado pelo sangue de seu
querido Redentor; e colírio, a graça de Deus, a qual lhes dará claro discernimento das coisas
espirituais, e indicará o pecado. Essas consecuções são mais preciosas que o
ouro de Ofir”. (Negritos e grifos acrescentados).
O Espírito de
Profecia, tão precioso para nós no tempo presente, especifica a causa da cegueira espiritual, em (49):
“Foi-me mostrado que a maior
causa de o povo de Deus se achar agora nesse estado de cegueira espiritual, é o não receberem a correção. Muitos
têm desprezado as reprovações e advertências que lhes foram feitas. A
Testemunha Verdadeira condena o estado morno do povo de Deus, o qual dá a
Satanás grande poder sobre eles, neste tempo de espera e vigilância. Os
egoístas, os orgulhosos, e os
amantes do pecado são sempre assaltados por dúvidas. Satanás tem a
habilidade de sugerir dúvidas e suscitar objeções aos incisivos testemunhos
enviados por Deus, e muitos julgam
ser uma virtude, um sinal de inteligência de sua parte, ser incrédulos,
questionar e sofismar. Os que desejam duvidar terão suficiente margem para
isto. Deus não se propõe a remover toda ocasião para incredulidade. Ele dá
provas que devem ser cuidadosamente investigadas com espírito humilde e dócil,
e todos devem decidir em face do peso da
evidência”. Grifos e negritos acrescentados.
Continuando, diz o
texto inspirado, na mesma página:
“A vida eterna é
de infinito valor, e custar-nos-á tudo
quanto possuímos. Foi-me mostrado que não damos o devido valor às coisas
eternas. Tudo quanto vale a pena possuir-se, mesmo neste mundo, tem de ser
conseguido com esforço, com os mais penosos sacrifícios às vezes. E tudo isto
simplesmente para obter um tesouro perecível. Seremos menos voluntários para
resistir às lutas e fadigas, para fazer diligentes esforços e grandes
sacrifícios a fim de alcançar um tesouro de imenso valor, uma vida que se
prolongará como a do infinito? Custar-nos-á o céu demasiado”?
“A fé e o amor são
áureos tesouros, elementos de que há grande carência entre o povo de Deus. Foi-me mostrado que a incredulidade nos testemunhos de
advertência, animação e reprovação, está afugentando a luz do povo de Deus.
A incredulidade fecha-lhes os olhos,
de modo que se acham ignorantes de sua verdadeira condição. A Testemunha Verdadeira assim descreve a
cegueira deles: ‘E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e
cego, e nu’”. Apocalipse 3: 17. (Grifo e negrito acrescentado)
“Está se desvanecendo
a fé na próxima vinda de Cristo. ‘Meu Senhor tarde
virá’, não se diz apenas no coração, mas exprime-se também em palavras e ainda
mais decididamente nas obras. A
insensatez, neste tempo de espera, está embotando os sentidos do povo de Deus quanto
aos sinais dos tempos. A terrível iniquidade que predomina requer a máxima
diligência e o testemunho vivo, a fim de manter o pecado excluído da
igreja. A fé tem estado a decrescer assustadoramente, e só mediante o
exercício pode ela aumentar”. (Grifos e negritos acrescentados).
Vemos que a falta de discernimento dos sinais dos
tempos é referida como causa da insensatez e vice versa. Não basta dizer do
púlpito que Cristo está às portas. Precisamos prová-lo por meio da vasta gama
de profecias que são específicas para o nosso tempo. Algumas delas foram
focadas na Primeira Parte. Vejamos agora outra interessante colocação inspirada,
na continuação do texto:
“No surgimento da Terceira Mensagem Angélica (com os pioneiros) os que se empenhavam na obra de Deus tinham
alguma coisa a arriscar; tinham sacrifícios a fazer. Começaram esta obra em
pobreza, e sofreram as maiores provações e vitupérios. Enfrentaram decidida
oposição, o que os impelia para Deus em sua necessidade, e mantinham viva fé.
Nosso plano de beneficência sistemática (precursora do dízimo, hoje) mantém amplamente nossos ministros e não há falta, nem necessidade do
exercício da fé quanto à manutenção. Os que hoje iniciam a pregação da
verdade nada têm a por em perigo. Não correm riscos, não têm sacrifícios
especiais a fazer. O sistema da verdade acha-se pronto ao seu dispor, e as
publicações lhes são fornecidas para vindicação das verdades que promovem”.
É também muito relevante
a passagem seguinte, encontrada na mesma página:
“Alguns rapazes
começam sem ter um senso real do exaltado caráter da obra. Não têm de enfrentar
privações, vicissitudes ou renhidos conflitos, que exigiriam o exercício da fé.
Não cultivam a abnegação, nem nutrem o espírito de sacrifício. Alguns se estão
tornando orgulhosos e envaidecidos e não sentem real preocupação pela obra que
impende sobre eles. A Testemunha
Verdadeira fala a estes ministros: ‘Sê, pois zeloso e arrepende-te’. Alguns
deles acham-se tão exaltados pelo orgulho, que são positivo estorvo e maldição à preciosa causa de Deus. Não exercem sobre os outros uma influência
salvadora. Esses homens precisam converter-se cabalmente a Deus, eles
próprios, e ser santificados pelas verdades que apresentam aos outros”. Negritos acrescentados.
Finalmente, a
senhora White adverte, em (50):
“Os que são repreendidos pelo Espírito de Deus não devem
insurgir-se contra o humilde instrumento. É
Deus, e não um falível mortal, que falou para salvá-los da ruína. Os que
desprezam a advertência serão deixados na cegueira, para se iludirem a si
mesmos. Mas os que lhe dão ouvidos, empenham-se zelosamente na obra de afastar
de si os seus pecados; a fim de terem as graças necessárias, abrirão a porta do
coração para que o querido Salvador entre e com eles habite. Essa classe de pessoas, sempre a
encontrareis em harmonia perfeita com o testemunho do Espírito de Deus... Não basta aos ministros apresentarem assuntos teóricos; cumpre-lhes apresentar
também os que são práticos. Precisam estudar as lições práticas dadas por
Cristo aos discípulos, e fazer íntima aplicação das mesmas à sua própria alma e
ao povo”.
Em (51), White dá uma
razão mais profunda para a mornidão e para seus resultados
práticos:
“O inimigo das almas tem procurado introduzir a
suposição de que uma grande reforma devia efetuar-se entre os
adventistas do sétimo dia, e que esta reforma consistiria em renunciar as
doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e empenhar-se em um processo
de reorganização. Se tal reforma
se efetuasse, qual seria o resultado?
A. Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em
sua sabedoria concedeu à Igreja Remanescente. Nossa religião seria alterada.
B. Os princípios fundamentais que têm sustido a obra nestes últimos
cinquenta anos, seriam tidos em conta de erros.
C. Estabelecer-se-ia uma nova organização.
D. Escrever-se-iam livros de ordem diferente.
E. Introduzir-se-ia um sistema de filosofia intelectual.
F. Os fundadores deste sistema iriam às cidades, realizando
uma obra maravilhosa.
G. O sábado seria, naturalmente, menosprezado, como também o
Deus que o criou.
H. Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento.
I. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o
vício, mas, removido Deus, colocariam
sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. Seus alicerces
se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a estrutura.
E continua o
Espírito de Profecia:
“Quem tem
autoridade para iniciar semelhante movimento? Possuímos a
Bíblia. Temos nossa experiência, com o atestado da milagrosa operação do Espírito
Santo. Temos uma verdade que não admite contemporização alguma. Não devemos repudiar tudo o que não esteja
em harmonia com esta verdade”? (Negritos e grifos acrescentados)
O texto está falando
de uma grande reforma na igreja, mas que esta seria inspirada pelo maligno, não falando, portanto, da verdadeira reforma
e reavivamento indicados pela Bíblia e pelo Espírito de Profecia. A reforma
verdadeira fala de uma mudança de vida no sentido de uma entrega total a Jesus,
enquanto que a falsa, promovida pelo inimigo, sugere relaxamento nas doutrinas,
promovendo a mornidão espiritual que hoje testemunhamos.
Em (52), a senhora
White, no seu tempo, tratou de frente este assunto. Condenou, primeiramente, a
heresia do panteísmo, defendida por Kellogs em seu livro The Living Temple (o
templo vivente) que, entre outras questões, envolvendo grave apostasia no coração mesmo da liderança, estremeceu os alicerces da igreja, no
passado. Esta história é muito longa para ser desenvolvida aqui. A senhora
White a chamou de o alfa das
heresias letais e logo acrescentou:
“Seguir-se-á o
ÔMEGA, e será recebido
por aqueles que não estiverem dispostos a atender a advertência dada por Deus”.
Neste mesmo livro (53),
ela vai mais além: “Tremi por nosso povo”. E, ainda, em (54), ela continua:
“Não vos enganeis,
muitos se afastarão da fé (sem necessariamente sair da igreja) dando ouvidos a espíritos sedutores e a doutrinas de demônios. Temos
agora, perante nós o alfa deste perigo.
O ômega será de natureza mais assustadora”. (Grifos e negritos acrescentados)
Vamos repassar
agora os nove passos descendentes relacionados com o ômega, que seriam dados no
sentido da mornidão atual, dando cumprimento à profecia de Laodiceia:
1.
Diz que os
princípios da verdade que Deus em sua sabedoria tem concedido à igreja
remanescente seriam descartados. Que nossa religião seria mudada!
Isto vem
gradualmente acontecendo desde a adoção da mudança no processo de interpretação
das Escrituras por maioria, na Conferência Geral, devendo a minoria sujeitar-se.
Este fato vem, a longa data, alterando sutilmente
os nossos princípios.
“Assim diz o Senhor: Maldito o homem que
confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do
Senhor”! Jeremias 17: 5.
Não devemos confiar
em nós mesmos e sim na Palavra. White, em (55), aconselha:
“Não devemos seguir as palavras de homens, por mais
sábias que possam parecer, a não ser que o testemunho deles esteja em
harmonia com um assim diz o Senhor”.
E, em (56), ela acrescenta:
“Ninguém deve pretender ter toda a luz
que há para os filhos de Deus. O Senhor não tolerará isso. Ele disse: Eis que
diante de ti pus uma porta aberta e ninguém a pode fechar. Mesmo que todos os nossos líderes recusem a luz e a verdade aquela porta
ainda continuará aberta. O Senhor levantará homens que darão ao povo a
mensagem para esse tempo”.
Qual a mensagem
para este tempo? Diz a pena inspirada em O Desejado de Todas as Nações, p. 172:
“A vida cristã não é uma modificação ou
melhoramento da antiga, mas uma transformação
da natureza”.
Este é o desafio
para aqueles que desejam ingressar na Igreja Triunfante, e que, contudo, não
vem sendo devidamente explicitado no âmbito da Igreja Militante. Pelo contrário, temos usado referências ditas
por Jesus diante de graves pecadores como “quem
não tiver pecado que atire a primeira pedra” para amenizar a gravidade do
pecado em Laodiceia. Em vez de apresentar o desafio da santidade, preferimos repetir
do púlpito que todos somos pecadores. É mais aceitável politicamente uma teoria
que diga que não se pode viver uma vida santa, que garantir que isso seja
possível e desejável. O pecado é um acidente na vida do cristão sincero e é
eliminado sempre que haja arrependimento e abandono do mesmo. Este, segundo a
pena inspirada, é o ponto que deve ser salientado!
Os livros de Daniel e
Apocalipse, na sua integralidade, são verdade presente para o nosso tempo e
deveriam merecer a moldura do destaque. Todas as advertências do Espírito de
Profecia, escritas especificamente para nós deveriam ser relembradas com frequência
e com o mesmo espírito de oração e de humildade com que foram produzidas, mesmo
que testemunhem contra nós, pois para isso é que foram produzidas. Devemos
despertar o vívido testemunho pelo
acompanhamento dos impressionantes sinais proféticos em andamento, dentre os
quais destacamos o papel a ser cumprido pela nação de Israel na atualidade;
aprofundar as pesquisas sobre alguns temas da Bíblia, como os sete trovões, o
tempo dos gentios, entre outros, intimamente relacionados com a brevidade da
segunda vinda de Jesus Cristo.
2.
Os princípios fundamentais
que têm sustentado a obra nos últimos cinquenta anos seriam considerados como
erro.
A busca de base
comum com os evangélicos a partir das últimas décadas tem levado muitos a negar
o pensamento de que a guarda do sábado, por exemplo, constitua uma base para a
salvação, enquanto que o Espírito de Profecia adverte:
“Os que querem ter o selo de Deus em suas testas devem observar o sábado do quarto
mandamento”.
Este é um princípio
fundamental que não pode ser negociado sem riscos de negligência para com o
selo externo estabelecido por Deus.
A busca pelo
nivelamento com os evangélicos em geral, neste particular, no entanto, pode nos
afastar não só do Espírito de Profecia como também da Bíblia, pois que a mesma
diz em Isaías 56: 6-7:
“Aos estrangeiros que se chegam ao Senhor para o servirem e
para amarem o nome do Senhor, sendo, deste modo, servos seus, sim, todos os que guardam o sábado,
não o profanando e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa
de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu
altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos”.
3.
Estabelecer-se-ia
uma nova organização
Estas palavras faz
alusão às alterações desnecessárias, mais incidentes sobre a forma de conduzir
o culto do que relevantes em termos de conteúdo. Fácil é de se constatar
mudanças no estilo das pregações em muitas igrejas, direcionadas mais aos
sentidos do que à razão, com a introdução de teatralizações, o que é vivamente condenado
pelo dom profético.
“Tenho uma mensagem para os que estão com a responsabilidade
de nossa obra. Não animeis os homens que devem empenhar-se neste trabalho a
pensarem que devem proclamar a solene e sagrada mensagem em estilo teatral. Nem
um jota ou um til de qualquer coisa teatral deve aparecer em nossa obra. Isso,
porém, é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por Deus”. Evangelismo, 136 e
137.
A abordagem superficial dos grandiosos temas
da justificação pela fé e da santificação, tem criado confusão sobre assuntos
que já estavam bem sedimentados na igreja.
Em (57), lemos:
“Nosso povo precisa entender as razões de nossa fé e
experiências passadas. Quão triste é
que tantos deles pareçam pôr ilimitada confiança em homens que apresentam
teorias tendentes a desarraigar-nos as teorias do passado e a remover os velhos
marcos! Aqueles que podem ser tão facilmente levados por um falso espírito
mostram que estiveram seguindo errado
líder por algum tempo – tanto, que não
discernem estar-se apartando da fé, ou que não estão construindo sobre o
verdadeiro fundamento. Necessitamos rogar a todos que ponham os óculos espirituais, que tenham os olhos ungidos para que
possam ver claramente e discernir as colunas verdadeiras da fé. Então hão de
conhecer que ‘o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor
conhece os que são Seus’. II Timóteo 2:19. Precisamos reviver os velhos
sinais da fé uma vez entregue aos santos”. (Negritos e grifos
acrescentados)
Ainda em (58),
lemos:
“O inimigo porá em operação tudo para desarraigar a
confiança dos crentes nas colunas de nossa fé nas mensagens do passado, as
quais nos colocaram sobre a elevada plataforma da verdade eterna, e firmaram e
imprimiram cunho à obra. O Senhor Deus
de Israel guiou seu povo, revelando-lhe a verdade de origem celestial. Sua
voz foi ouvida e ainda o é, dizendo: ‘Ide avante de força em força, de graça em
graça, de glória em glória’. A obra está se fortalecendo e ampliando, porque o
Senhor Deus de Israel é a defesa de Seu povo”. (grifos
acrescentados)
Não obstante a
ampliação da obra e o seu fortalecimento em muitos aspectos, o Pastor Joel
Sarli, no Prefácio do livro de Enoch de Oliveira: A Mão de Deus ao Leme (59) nos
previne contra algo que merece nossa atenção:
“A história dos organismos religiosos ensina que a terceira geração de membros
enfraquece a textura do movimento, porque perde
contato com os fundamentos cridos e defendidos pelos pais pioneiros. Alguns
dos movimentos liberalizantes que se desenvolveram entre os adventistas em
nossos dias, revelam que muitos estão perdendo contato com as razões e os
fundamentos de nossa fé, e isso nos diversos campos de ação da Igreja:
Educação, Administração, Doutrinas e mesmo missão do Adventismo. Esta atitude
tem destruído em muitos a confiança na presente atuação de Deus em relação à
Sua Igreja, acenando-lhes com um futuro
incerto e especulativo”.
4. Livros de uma nova ordem seriam escritos
Assim diz o
Espírito de Profecia sobre a humanidade plena de Jesus, a qual tem sido
questionada em muitos livros que vem sendo citados como referência, nos dias atuais:
“O Filho de Deus a cada passo era assaltado pelos poderes
das trevas. Após o seu batismo foi pelo Espírito levado ao deserto onde por
quarenta dias sofreu tentação. Tenho recebido cartas, afirmando que Cristo
não podia ter tido a mesma natureza que o homem, pois nesse caso, teria caído
sob tentações semelhantes. Se não
possuísse natureza humana, não poderia ter sido nosso exemplo. Se não fosse
participante de nossa natureza, não poderia ter sido tentado como o homem tem
sido. Se não lhe tivesse sido possível ceder à tentação, não poderia ser nosso
Auxiliador. Era uma solene realidade esta de que Cristo veio para ferir as
batalhas como homem, em favor do homem. Sua tentação e vitória nos dizem
que a humanidade deve copiar o Modelo; deve o homem tornar-se participante
da natureza divina”. (60). (grifos e negritos acrescentados).
A este respeito o
Comentário Bíblico Adventista acrescenta:
“Houvesse a cabeça de Jesus Cristo sido tocada (por Satanás)
a esperança da raça humana teria perecido. A ira divina teria vindo a Cristo
tal como a Adão. Cristo e a Igreja
teriam sido deixados sem esperança”. (61)
Este texto nos fala
dos riscos que o Cristo homem correu. Em Romanos 8:3, lemos: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela
carne, isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne
pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o
pecado”.
Em Romanos 1: 3,
lemos: “Com respeito a Seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da
descendência de Davi”.
E a passagem de Hebreus
2: 16 remove qualquer dúvida:
“Pois Ele,
evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por
isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se tornasse semelhante aos
irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes
a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo”. (grifos
acrescentados)
Apesar destas evidências
quanto à humanidade de Jesus, tem quem sofisme dizendo que semelhança não é
igualdade; O texto de White em (60) é claríssimo: Se Jesus não possuísse a
natureza humana não poderia ser nosso exemplo. O problema não está com a
natureza humana de Cristo e sim com a ausência da natureza divina em nós.
Muitos não nascem de novo, do Espírito Santo, segundo a Escritura. Banham-se no
tanque batismal, apenas melhorando a vida antiga. Isto, infelizmente não é
suficiente!
Outra questão contraditória
encontramos, por exemplo, no livro: Questions on Doctrines (perguntas sobre
doutrinas) (62), escrito em 1957 por Leroy Froom e Roy Anderson que dizem:
“Jesus apareceu na presença de Deus por nós... mas não foi com a
esperança de obter algo para nós nessa ocasião, ou em algum tempo futuro. Não!
Ele já o havia obtido por nós na cruz”.
Esta afirmação, não
pode ser sustentada pelo Espírito de Profecia que afirma em (63):
“Como no serviço típico havia uma obra de expiação no final
do ano, assim, antes que a obra de Cristo pela redenção dos homens esteja
completada, há uma obra de expiação para a remoção do pecado do santuário”. (Grifos
acrescentados)
Em face destas
contradições e de muitas outras que não vamos expressar aqui, lemos em (64):
“Vivemos nos derradeiros dias da história terrestre, e é
possível que não nos surpreendamos com coisa alguma no que respeita à
apostasias e negações da verdade. A
incredulidade tornou-se agora uma fina arte em que os homens trabalham para
a destruição das próprias almas. Há constante perigo de haver falsas
aparências nos pregadores no púlpito, cuja vida contradiz as palavras que proferem”.(Grifo
acrescentado)
Há alguns anos a
igreja oferecia quase que exclusivamente os livros da senhora White. Hoje, são
centenas de livros de ‘outra ordem’ que concorrem com os testemunhos
inspirados. Não estamos em condições de avaliá-los, porém, uma coisa é certa:
estão tirando muito da importância dos escritos inspirados diretamente por Deus,
destinados a preparar um reino de sacerdotes.
5. Um sistema de filosofia intelectual será introduzido.
Entre as muitas
filosofias intelectuais que gostaríamos de registrar encontramos:
Não podemos vencer
o pecado - Muitos autores novos estão filosofando neste sentido contra os
argumentos claros do Espírito de Profecia. Esta afirmação vem sendo
transportada para os púlpitos. Em (65), diz o Espírito de Profecia:
“O conhecimento das reivindicações da lei extinguiria de
nossa alma o último raio de esperança, se não tivesse sido provido ao homem um
Salvador; mas a
verdade como é em Jesus, é um cheiro de vida para a vida. O amado Filho de
Deus morreu para que Deus pudesse imputar ao homem a Sua própria justiça, e não
para que o homem ficasse na liberdade de quebrantar a santa lei de Deus, como
Satanás procura fazer crer os homens. Pela
fé em Cristo, pode o homem estar de posse do poder moral para resistir ao mal”.
(Grifos e negritos
acrescentados).
Em I João 3: 9 lemos:“Todo aquele que é nascido de Deus não vive
na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é
nascido de Deus”.
O pecado, na vida
do cristão não pode ser programado nem reconhecido como normal. E uma vez detectado
ao nível do consciente, deve ser confessado, abandonado e subvertido pelo
perdão de Deus. E assim, a santificação do remanescente é real, atingível,
preservada e progressiva, em direção ao modelo que temos em Cristo Jesus.
Tudo o que
precisais é ter fé - “Aqueles que
reivindicam que somente a sua fé os salvará estão edificando sobre a areia,
pois a fé é fortalecida e tornada perfeita somente pelas obras”. (66).
Na verdade temos
ouvido muito a respeito da fé, mas precisamos ouvir muito mais sobre a
obediência, pois os que irão pregar a Terceira Mensagem Angélica não poderão
ter manchas, conforme Apocalipse 14: 4-5.
A igreja está
marchando avante. Jesus Cristo, no
entanto, dá Seu testemunho em relação à Laodiceia, dizendo, textualmente, que ela
não está sendo capaz de ver muitas coisas, não obstante sua aparência saudável
(nada me falta). Acreditamos que, apesar desta igreja ser a única entre
milhares a merecer a estima de Jesus e isto cremos com convicção, deveríamos
dar mais atenção ao texto que lemos em (67):
“Nestes
últimos dias, o povo de Deus será
exposto ao mesmo perigo que o antigo Israel. Os que não aceitarem as
advertências que Deus dá, cairão nos
mesmos perigos que o antigo Israel, e não poderão entrar no descanso por causa da incredulidade. O antigo
Israel sofreu calamidades devido aos seus corações não santificados e vontades
insubmissas. Sua rejeição final como
nação foi o resultado de sua própria incredulidade, confiança em si mesmo,
impenitência, cegueira mental e dureza de coração. Em sua história nos é apresentado um sinal de perigo”.
O número 144.000 é
figurado. Porque somos dogmáticos nesta questão se a própria senhora White diz que eles
foram contados e numerados. E que,
no devido tempo, os eleitos de Deus saberiam sem dúvida quem faria parte deste grupo. Ver Material Suplementar
de EGW em (68). Aqueles que não acreditam na possibilidade das doze tribos
serem literais e hoje reunidas em um só povo em Israel, deveriam ler II
Crônicas 11: 13-17. Reler, também, o capítulo onze de Romanos, e o doze de
Zacarias.
6. Os fundadores deste sistema iriam às cidades e
realizariam uma maravilhosa obra.
Precisamos
reconhecer a maravilhosa obra que vem sendo realizada pelos líderes mais
experientes, nas grandes igrejas. Somos testemunhas oculares das manifestações
de fé que são alcançadas. Lembramos até do símbolo extraordinário que destaca a
igreja de Deus, em Apocalipse 12. Contudo, o abrandar os princípios por meio de
série de conferências sem a necessária profundidade, vem produzindo pessoas mal
convertidas que poderão se transformar em pedras de tropeço na atualidade e
facilitar a perseguição futura do verdadeiro remanescente. Será que não
estaríamos, hoje, abafando o verdadeiro povo de Deus, pelo engrossar das
fileiras da população egípcia em nosso meio? Estamos esquecendo que ela só
trouxe murmuração por ocasião das
dificuldades no deserto? Não estamos trocando a qualidade pela quantidade,
construindo sobre a areia?
E se
apresentássemos a verdade presente como ela é, sem temores, a controvérsia não
despertaria os sete bilhões de almas que se encontram no vale da decisão? E
mesmo os 99% dos poucos milhões que temos dentro das igrejas? Quanto aos riscos
de uma perseguição, não sabemos que ela virá quer sejamos fieis ou não? Que ela
nos encontre no posto do dever! Precisamos dar mais atenção ao texto de II
Timóteo 3: 12.
7. O sábado seria naturalmente menosprezado, como também o
Deus que o criou.
O sábado,
fundamental para o selamento de Deus, deveria ser reverenciado no tempo
presente mais do que nunca e receber a ênfase merecida. Ele faz parte, sim, do
processo de salvação e ignorar isto é exaltar o falso sábado, lançando desprezo
sobre o próprio Deus que o estabeleceu como um sinal entre Si e seus filhos,
por toda a eternidade. Não se trata da salvação pelas obras, mas da falta de
obras para a salvação. Não somos salvos pelas obras, mas somos julgados por
elas.
O pastor Samuele
Bacchiocchi doutorou-se na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, defendendo uma tese sobre o sábado. O
estranho é que foi galardoado pelo papa Paulo VI com uma medalha de ouro por
haver conseguido a distinção acadêmica de summa
cum laude. Será que o papa mudou de opinião sobre o sábado?
8. Nada será
permitido permanecer no caminho do novo movimento.
Muitos irmãos têm
sido desligados da igreja por protestarem contra atitudes que julgam erradas,
como por exemplo, a filiação da Igreja Remanescente ao Conselho Nacional de
Igrejas Livres. Às vezes nos sentimos constrangidos em advertir a igreja. O pastor
Andreasen, autor do livro: O Ritual do Santuário perdeu as suas credenciais por
escrever contestando os erros da Igreja. O que será daqueles que argumentam em
nome do Espírito de Profecia?
9. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o
vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual,
sem Deus nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e
tempestades derribariam a estrutura.
Faz-se necessária
uma reavaliação de nossos métodos atuais de promover a santificação da igreja,
pois trocando as mensagens menos populares do Espírito de Profecia por outras
mais convenientes ao ego de nossos ouvintes e pregadores, não vêm dando na
prática os resultados esperados. Será que não obstante falar bonito e alcançar
muitas conversões, nossos alicerces não estão sendo colocados sobre a areia?
Esta não é uma boa pergunta?
Lemos em (69): “O Senhor Jesus terá um povo escolhido para
servi-lo. Quando o povo judeu rejeitou a Cristo, o Príncipe da Vida, Ele
tirou-lhes o reino de Deus e o entregou aos gentios. Deus continuará lidando
com cada ramo de sua obra de acordo com este princípio”. (Grifo acrescentado)
“Quando uma igreja demonstra ser infiel à Palavra do Senhor,
seja qual for sua posição e por mais elevada e sagrada que seja sua vocação, o
Senhor não pode mais cooperar com eles. Outras
pessoas são então escolhidas para assumir importantes responsabilidades. No
entanto, se estes, por sua vez, não purificarem a vida de toda má ação, se não
estabelecerem puros e santos princípios em todos os aspectos de sua vida, o
Senhor os afligirá e humilhará dolorosamente e, a não ser que se arrependam, os
removerá da posição que ocupam, tornando-os um opróbrio”. Finalmente, White
deixa-nos o resumo de tudo, em (70):
“A obra está prestes a concluir-se. Os membros da igreja militante que se
houverem mostrados fieis tornar-se-ão igreja triunfante. A vida de Cristo
estava imbuída da divina mensagem do amor de Deus, e anelava intensamente
transmitir este amor aos outros, em abundante medida. O Seu semblante irradiava
compaixão e Sua conduta caracterizava-se pela graça, humildade, verdade e amor.
Todo o membro de Sua igreja
militante deve manifestar as mesmas qualidades, se deseja fazer parte da igreja
triunfante”.
Temos hoje dois
movimentos espirituais na Terra que estão sendo coordenados por Deus: O do
Israel literal e o do Israel espiritual. Em ambos, os orgulhosos serão
descartados e os excluídos, transformados em um louvor universal. Quem têm
ouvidos para ouvir que ouça. As próximas duas sessões darão continuidade a este
tema por meio de duas resenhas da matéria exposta nos dois primeiros meses das Meditações
Matinais Maranata – O Senhor Logo Vem de 1977.
Alertamos para
que não sejamos ingênuos: o dragão tem planos muito bem elaborados para nos
afastar dos Testemunhos. A guerra já foi declarada em Apocalipse 12: 17.
4.2 – Resenha um: O
Rei está prestes a vir
Selecionamos
o texto abaixo para justificar nosso esforço de reunir a matéria desta sessão.
“Se Deus nos proporcionou luz que mostra os
perigos à nossa frente, como poderemos subsistir perante Ele se negligenciarmos
de envidar todos os esforços que pudermos para apresentá-la ao povo? Poderemos
contentar-nos com deixá-los a ir ao encontro desse acontecimento momentoso sem
os advertir”? II
TS, 320, in Maranata, 129.
A
breve vinda de Nosso Senhor é o tema do mês de janeiro das Meditações Matinais
Maranata. Selecionamos alguns parágrafos de algumas páginas deste primeiro mês,
as que nos chamaram mais a atenção para enriquecer o tema que vem sendo
discutido neste capítulo. O nosso trabalho foi mais em ligar os parágrafos
escolhidos, da forma mais sucinta possível, sempre que julgamos que isto fosse
necessário. O primeiro trecho foi extraído da página sete, e transcrito a
seguir, à guisa de introdução:
“A vinda do Salvador foi predita no Éden. Quando Adão e Eva ouviram pela
primeira vez a promessa, aguardavam-lhe o pronto cumprimento. Saudaram
alegremente seu primogênito, na esperança que fosse o libertador. Mas o
cumprimento da promessa demorava. Aqueles que primeiro a receberam, morreram
sem o ver. Desde os dias de Enoque, a promessa foi repetida por meio de
patriarcas e profetas, mantendo viva a esperança de Seu aparecimento e Ele não
vinha. A profecia de Daniel revelou o tempo de Seu advento, mas nem todos
interpretavam corretamente a mensagem. Século após século se passou;
cessaram as vozes dos profetas. A mão do opressor era pesada sobre Israel, e
muitos estavam dispostos a exclamar: ‘Prolongar-se-ão os dias, e perecerá a
visão’. Ezequiel 12: 22. Entretanto, nos divinos conselhos fora determinada
a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela
hora, Jesus nasceu em Belém”. Meditações Maranata, 1977, p. 7.
Será que a
situação da Igreja de Deus na atualidade não é semelhante: nossos pioneiros
interpretaram mal o tempo previsto para o segundo advento, também predito pelo
profeta Daniel. Década após década se passou; estamos já na terceira geração de
espera e a promessa ainda demora. Vemos cessar as vozes do Espírito de Profecia.
A mão do dragão é pesada sobre todo o Israel espiritual e muitos já estão
dispostos a exclamar: “Prolongar-se-ão
os dias, e perecerá toda a visão”.
White, no texto
abaixo, busca esclarecer o remanescente para que ele possa evitar o dramático
cumprimento de Eclesiastes 3: 15: “O que
é já foi, e o que há de ser também já foi. Deus fará renovar-se o que se
passou”:
“os
perigos dos últimos dias estão sobre nós, e por nosso trabalho devemos advertir
o povo do perigo em que está. Não deixeis que as cenas solenes que a
profecia tem revelado sejam deixadas por tocar. Se nosso povo estivesse meio
desperto, se reconhecesse a
proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, operar-se-ia uma
reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam a mensagem. Não temos tempo
a perder... Promovei novos princípios e entremeai a evidente verdade. Será como
uma espada de dois gumes. Mas não sejais prontos demais a assumir uma atitude
de controvérsia. Há ocasiões em que devemos ficar quietos e ver a salvação de
Deus. Deixemos que Daniel fale; que fale o Apocalipse e digam a verdade.
Mas seja qual for o aspecto do assunto apresentado, elevai a Jesus como o
centro de toda a esperança, ‘a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente
Estrela da Manhã”. TM, p.118 e 119 in Maranata, p. 21.
“No tempo do primeiro advento de Cristo, os sacerdotes e escribas da
santa cidade, a quem foram confiados os oráculos de Deus, poderiam ter
discernido os sinais dos tempos e proclamado a vinda do Prometido. A profecia
de Miquéias designou o lugar de Seu nascimento (Miquéias 5: 2); Daniel
especificou o tempo em que viria (Daniel 9: 25). Deus confiou estas profecias
aos dirigentes judeus; estariam sem desculpas se não soubessem nem declarassem
ao povo que a vinda do Messias estava às portas. Sua ignorância era o resultado
de pecaminosa negligência”.
“Oh, que lição encerra a maravilhosa história de Belém! Quanto ela
reprova a nossa incredulidade, nosso orgulho e amor próprio! Quanto nos
adverte a nos precavermos para que não aconteça que pela nossa criminosa
indiferença deixemos também de discernir os sinais dos tempos, e, portanto,
não conheçamos o dia de nossa visitação”! – GC, 311, 312 e 313, in Maranata, p.8.
A seguir, White chega
ao cerne do problema:
“As igrejas de nosso tempo estão procurando o engrandecimento mundano, e
acham-se tão pouco dispostas a discernir a luz das profecias e aceitar as
evidências de seu cumprimento, as quais revelam que Cristo
virá em breve, como sucedeu com os judeus no tocante a Seu primeiro
aparecimento. Eles aguardavam o reinado temporal e triunfante do Messias em
Jerusalém. Cristãos professos de nosso tempo estão esperando a prosperidade
temporal da igreja, na conversão do mundo, e na fruição do milênio temporal”.
RH, 24-12-1872, in Maranata, p. 9.
E recomenda com
determinação:
“A voz do vigia precisa ser ouvida agora ao longo de toda a fileira:
Vem a manhã e também a noite (Isaías 21: 11-12). Deve a trombeta dar o
sonido certo, pois estamos no grande dia da preparação do Senhor...
A segunda vinda do Filho do homem deve ser o tema maravilhoso a ser mantido
perante o público. Este assunto não deve ser omitido de nossos sermões. As
realidades eternas devem ser conservadas em mente, e as atrações do mundo
aparecerão tais como são, inteiramente inúteis como vaidades. Que haveremos
de fazer com as vaidades do mundo, seus louvores, suas riquezas, suas honras e
seus prazeres?
Não pensemos ser suficiente falar em cada sermão que Jesus está prestes a
manifestar-se quando agimos como se não quiséssemos o seu retorno para breve.
Somos peregrinos e estrangeiros que aguardam a bem-aventurada esperança, o
glorioso aparecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e por Ele
ansiamos e oramos. Se cremos isto e o introduzimos em nossa vida prática, que
ação vigorosa não inspirará essa fé e esperança; que fervente amor mútuo; que
vida esmerada e santa para a glória de Deus; e no respeito que manifestarmos
pela recompensa no galardão, que fronteiras nítidas de demarcação serão comprovadas entre nós e o mundo”! – Evangelismo 218 e 220, in Maranata,
p. 13.
Esta meta de
renovação espiritual é almejada pela Igreja. A cegueira de laodiceia, no
entanto, não permite o seu alcance. É difícil estabelecer um culpado, uma vez
que esta condição foi comparada com a dos discípulos antes da chuva temporã:
Com frequência, a mente do povo, e mesmo dos servos de Deus se acha tão cegada
pelas opiniões humanas, as tradições e falsos ensinos, que apenas parcialmente
podem apreender as grandes coisas que Ele revelou em Sua Palavra. Assim foi
com os discípulos de Cristo, mesmo quando o Salvador estava com eles em pessoa.
Seu espírito se havia imbuído da ideia popular acerca do Messias como príncipe
terreno, que exaltaria Israel ao trono do domínio universal, e não compreendiam
o sentido de Suas palavras predizendo Seus sofrimentos e morte. ... Desde
nascença haviam fixado o coração na antecipada glória de um império terrestre e
isto lhes cegava igualmente a compreensão das especificações da profecia e das
palavras de Cristo. GC, 344, 350, in
Maranata, p. 14.
Como a Igreja
remanescente vem deixando de compreender os sinais do glorioso advento emitidos
pelas profecias, uma solução alternativa vem sendo providenciada por Deus:
“Homens fiéis, que eram obedientes aos impulsos do Espírito de Deus e aos
ensinos de Sua Palavra deveriam proclamar esta advertência ao mundo. Eram eles
os que haviam atendido à mui firme ‘palavra dos profetas’, ‘à luz que alumia em
lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça’. II São
Pedro 1: 19. Tinham estado a buscar o conhecimento de Deus, mais do que a todos
os tesouros escondidos, considerando-o
‘melhor do que a mercadoria de prata, e a sua renda do que o ouro mais fino’.
Provérbios 3: 14. E Deus lhes revelou as
grandes coisas do reino. “O segredo do Senhor é para os que O temem; e Ele
lhes fará saber o Seu concerto”. Salmo 25: 14.
“Não foram os ilustrados teólogos que tiveram compreensão desta verdade e
se empenharam em proclamá-la. Houvessem eles sido atalaias
fieis, pesquisando as Escrituras com
diligência e oração, e teriam conhecido o tempo da noite; as profecias
ter-lhes-iam patenteado os acontecimentos prestes a ocorrer. Eles, porém, não
assumiram tal atitude, e a mensagem foi
confiada a homens mais humildes. Disse Jesus: ‘andai enquanto tendes
luz, para que as trevas não vos apanhem’. S. João 12: 35. Os que se
desviam da luz que Deus lhes deu ou negligenciam buscá-la quando está ao seu
alcance, são deixados em trevas”.
“Declara, porém, o Salvador: ‘Aquele
que Me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida’. S. João 8: 12.
Quem quer que esteja, com singeleza de propósito, procurando fazer a vontade de
Deus, atendendo fervorosamente à luz já dada, receberá maior luz; será enviada àquela alma alguma estrela de
fulgor celestial para guiá-la em toda a
verdade”. GC, 310 e 311, in
Maranata, p. 15.
“As publicações distribuídas pelos
missionários têm exercido sua influência; todavia, muitos que ficaram
impressionados, foram impedidos de compreender completamente a verdade, ou de
lhe prestar obediência. Agora os raios de luz penetram por toda parte, a
verdade é vista em sua clareza, e os leais filhos de Deus cortam os liames que
os têm retido. Laços de família, relações na igreja, são impotentes para detê-los
agora. A verdade é mais preciosa do que tudo o mais. Apesar das forças
arregimentadas contra a verdade, grande número se coloca ao lado do Senhor”.
GC, 609-611, in Maranata, p. 18.
“Os que devem preparar o caminho para a
segunda vinda de Cristo, são representados pelo fiel Elias (Malaquias 4: 4-5),
assim como João veio no espírito de Elias a fim de preparar o caminho para o
primeiro advento de Cristo”. 3T, 62, in Maranata, p.20.
“A obra de João Batista e a obra dos que nos últimos dias saem no espírito
e poder de Elias para despertar as pessoas de sua apatia, são idênticas em
muitos aspectos. Sua obra é uma figura da obra que precisa ser efetuada nesta
época. Cristo virá a segunda vez para julgar o mundo com justiça.
João separou-se dos amigos e dos luxos da vida. A simplicidade do seu
vestuário, feito de pelos de camelo era uma permanente reprovação à
extravagância e exibição dos sacerdotes judeus, bem como do povo em geral. Seu
regime, puramente vegetariano, era uma reprovação à tolerância para com o
apetite e a glutonaria predominante em toda parte”.... Maranata, p. 20.
“A abnegação, humildade e temperança requerida dos justos, a quem Deus de
maneira especial guia e abençoa, devem ser apresentadas em contrastes com os
hábitos extravagantes e destruidores da saúde dos que vivem neste século
degenerado. Deus tem mostrado que a reforma
de saúde está tão intimamente relacionada com a mensagem do terceiro anjo
como a mão está com o corpo”. Maranata, p. 20.
“Logo sérios conflitos surgirão
entre as nações – conflitos que não cessarão até que Jesus venha. Como
nunca dantes, precisamos unir-nos,
servindo Aquele que preparou o Seu trono no céu e cujo reino domina sobre
todos. Deus não abandonou o Seu povo,
e nossa força consiste em não abandoná-lo... As profecias do capítulo onze
de Daniel já alcançaram quase o seu final cumprimento”. Maranata, p.23.
“O fim está perto, aproximando-se furtivamente, imperceptivelmente, como o
silencioso aproximar-se de um ladrão de noite. Conceda o Senhor que não
fiquemos por mais tempo a dormir como fazem os outros, mas que vigiemos e
sejamos sóbrios. A verdade há de em breve triunfar gloriosamente, e todos
quantos agora escolhem ser cooperadores de Deus, com ela triunfarão. O tempo é
curto; vem logo a noite, em que homem algum poderá trabalhar”... Evangelismo, p.694 in
Maranata, p.25.
Posicionando-se
na altura do decreto dominical, White continua:
“Quando a lei de Deus for anulada, Sua igreja será peneirada por provas
terríveis, e uma proporção maior do que
agora podemos prever, dará ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de
demônios. Em vez de serem fortalecidos quando levados à situações difíceis,
muitos provam não ser varas vivas da Videira Verdadeira; que não dão frutos e o
lavrador as tira. Mas quando o mundo anular a lei de Deus, qual será o efeito
sobre os que são verdadeiramente obedientes e justos? ... Nenhum dos que
permanecem em Cristo falhará ou cairá” 2ME, 368 e 369, in Maranata, 26.
“Nós, com todas as nossas vantagens religiosas, deveríamos conhecer hoje
muito mais do que conhecemos... Ao nos aproximarmos do fim da
história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir
especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos no Novo Testamento
está cheio de verdade que precisamos compreender. Satanás tem cegado o espírito
de muitos de modo que se têm contentado com qualquer escusa por não tornarem o
Apocalipse motivo de seu estudo. Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João,
declara aqui o que será nos últimos dias; e Ele diz: Bem-aventurado aquele que
lê e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela
estão escritas”. TM, 117, 116 e 118, in Maranata, p. 28.
A
igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao
passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento - a palha
separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que
tenha lugar. Ninguém senão os que
venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de Seu testemunho será encontrado
com os leais e fieis, sem mácula nem ruga, sem engano em sua boca”. Carta
55, 1886, in Maranata, 30.
“Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está,
gradual mas seguramente, sendo retirado da Terra... Os jornais do mundo mostram
que estão iminentes tempos angustiosos. Os
jornais diários estão repletos de indícios de um terrível conflito em futuro
próximo. Roubos ousados são ocorrência frequente. As greves são comuns.
Cometem-se por toda parte furtos e assassínios. Homens possuídos de demônios
tiram a vida a homens, mulheres e crianças. Os homens têm-se enchido de vícios,
e campeia por toda a parte toda espécie de mal”. III TS, 280, in
Maranata, 33.
“Calamidade segue-se a calamidade em terra e mar. Há tempestades,
terremotos, incêndios, inundações, homicídios de toda espécie. Quem pode ler o
futuro? Onde está a segurança? Não há certeza em coisa alguma humana ou
terrena. Os homens se estão rapidamente enfileirando sob a bandeira de sua
escolha... A crise aproxima-se furtiva e gradualmente de nós. O sol brilha no
firmamento, fazendo seu ordinário percurso, e os céus declaram ainda a glória
de Deus. Os homens ainda comem, bebem, plantam e edificam, casam-se e dão-se em
casamento. Os comerciantes continuam a vender e comprar. Os homens se empurram
uns aos outros, contendem pelas mais altas posições. Os amantes de prazer
aglomeram-se ainda nos teatros, nas corridas, nos antros de jogo. Dominam as
maiores excitações, e todavia o tempo de graça aproxima-se rapidamente do fim,
e todo o caso está para ser eternamente decidido. Satanás vê que seu tempo é
curto. Tem posto em operação todas as suas forças a fim de os homens serem
enganados, seduzidos, ocupados e enlaçados até que o dia da graça se haja
findado, e a porta da misericórdia esteja para sempre fechada”. DN, 475 e 476, in
Maranata, 33.
4.3 – Resenha dois: Estamos preparados para a Sua vinda?
Sabemos, à
unanimidade, sobre o breve retorno de Jesus e do alto nível espiritual
requerido. A matéria desta sessão, garimpada também das Meditações Matinais
Maranata apresentada no mês de fevereiro, pretende dar elementos de resposta
para a pergunta do título: estamos preparados para a Sua vinda? O desafio para
esta hora solene da história já foi proclamado em Levítico 20: 26:
“Ser-me-eis santos,
porque Eu, o Senhor, Sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes Meus”.
White alega que:
“Muitos não compreendem o que devem ser
a fim de viverem à vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante
o tempo de angústia. Os que hão de receber o selo do Deus vivo e ser
protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus”. PE,70 e 71, in Maranata,
39.
Será que estamos
incluídos neste ‘muitos’ que não compreendem o que devem ser’? Vejamos o verso
de I Samuel 2: 3:
“O Senhor é o Deus
da sabedoria, e pesa todos os feitos na balança”.
White comenta o
juízo dos vivos, a partir deste verso, como segue:
“Vi um anjo com
balanças na mão, pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus,
especialmente dos jovens. Num prato estavam os pensamentos e interesses que
tendiam para o céu; no outro achavam-se os que se inclinavam para a Terra. E
nessa balança era lançada toda leitura de livros de histórias, pensamentos a
cerca do vestuário e exibição, vaidade, orgulho, etc. Oh! Que momento solene!
Os anjos de Deus de pé, com balanças, pesando os pensamentos de Seus professos
filhos – aqueles que pretendem estar mortos para o mundo e vivos para Deus”!
“O prato cheio dos
pensamentos da Terra, vaidade e orgulho, desceu rapidamente, e não obstante
peso após peso rolou do prato. O que continha os pensamentos e interesses tendentes
ao céu subiu ligeiro enquanto o outro descia e, oh! Quão leve estava ele! Posso
relatar isso segundo o vi, mas nunca poderei dar a impressão solene e vívida
gravada em minha mente, ao ver eu o anjo com a balança pesando os pensamentos e
interesses do povo de Deus. Disse o anjo: ‘Podem esses entrar no céu? Não, não,
nunca. Diga-lhes que a esperança que agora possuem é vã, e a menos que se
arrependam depressa e obtenham a salvação, hão de perecer’”. I TS, 24 e 26, in Maranata,
40.
Vejamos agora como
ela relaciona este juízo com a chuva serôdia:
“Os indivíduos são
experimentados e provados por um espaço de tempo a ver se sacrificarão os seus ídolos e darão ouvidos ao conselho da
Testemunha Verdadeira... Os que satisfazem ‘em todos os pontos’ e resistem a
toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da
Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos
para a transladação”. I T 186-189, in Maranata, p. 41.
Ela, então nos
recomenda a passagem de Tiago 1: 22:
“Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente
ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”.
E prossegue
comentando este verso:
“Deus conclama os
que conhecem Sua vontade, a serem obradores de Sua Palavra. Fraquezas,
indiferença e indecisão convidam os assaltos de Satanás; e os que permitem que
estes traços de caráter aumentem, serão irremediavelmente tragados pelos
vagalhões da tentação. De todo que professe o nome de Cristo se requer que cresça
até a estatura completa de Cristo, a cabeça viva do cristão... Dia a dia
deveis aprender alguma coisa nova das Escrituras”. II TS, 96-99, in
Maranata, 42.
E finalmente ela
acrescenta:
“Há na igreja muitos que contam por certo que
compreendem aquilo em que creem, mas que, até surgir uma discussão, ignoram sua
fraqueza. Quando separados dos da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor
por si mesmos sua crença, ficarão surpreendidos por ver quão confusas são suas
ideias do que têm aceito como verdade”. II TS, 312-313. Maranata, 43.
E mais:
“Aqueles que
educaram a mente em deleitar-se nos exercícios espirituais, são os que podem
ser trasladados e não serem oprimidos com a pureza e a transcendente glória do
céu. Podes ter bom conhecimento das artes, estar relacionado com as ciências,
ser excelente na música e na literatura, tuas maneiras podem agradar àqueles
com quem convives, mas que têm estas coisas que ver com o preparo para o céu?
Que fazem elas para preparar-te a fim de comparecer diante do tribunal de Deus?
Não te enganes. De Deus não se zomba. Coisa
alguma senão a santidade te preparará para o céu. Unicamente a piedade
sincera, experimental, pode dar-te um caráter puro, elevado, e habilitar-te a
entrar à presença de Deus, que habita na luz inacessível. O caráter celeste
deve ser adquirido na Terra ou jamais se poderá obter”. Maranata, 44.
Noutra página,
White recomenda solenemente:
“Deveis
experimentar a morte para o próprio eu, e viver para Deus. ‘Portanto, se fostes
ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo
vive, assentado à direita de Deus’. O próprio eu não deve ser consultado.
Orgulho, amor próprio, egoísmo, avareza, cobiça, amor ao mundo, ódio, suspeita,
inveja, vis desconfianças, devem todos ser subjugados e sacrificados para
sempre. Quando Cristo aparecer, não será para corrigir esses males e conceder
então habilitação moral para a Sua vinda. Essa preparação precisa ser efetuada
completamente antes que Ele venha.... Ninguém será trasladado para o céu
enquanto seu coração estiver cheio do refugo da Terra”. Maranata, 56.
Voltando à página 44, lemos:
“Os desejos de
bondade e verdadeira santidade, são bons, até certo ponto, mas se te deténs aí,
de nada aproveitarão. Os bons propósitos são justos, mas não se demonstrarão de
nenhum préstimo, a menos que sejam resolutamente executados. Muitos se perderão
enquanto esperam e desejam ser cristãos; não fizeram, porém, nenhum esforço
sincero; portanto, serão pesados na balança e achados em falta”, acrescenta ela em I TS, 244 e 245, in Maranata,
44.
Na página 45, ela chega à importante conclusão de que:
“Não é fácil alcançar o inestimável
tesouro da vida eterna. Ninguém pode fazer isso e
deixar-se levar pela corrente do mundo. Precisamos retirar-nos do mundo e
separar-nos, e não tocar em coisas impuras. Ninguém pode portar-se como os mundanos sem ser arrastado pelas
correntes do mundo. Ninguém pode avançar para o alto sem esforço
perseverante. Quem quer vencer precisa apegar-se firmemente a Cristo”. 6T, 146-148. Por outro lado, na página 46 ela adverte:
“Muitos estão a criar para si mesmos cuidados e ansiedades desnecessárias,
dedicando tempo e pensamento aos ornamentos supérfluos de que enchem sua casa.
É necessário o poder de Deus para despertá-los desta devoção, pois é idolatria,
para todos os efeitos... Ocupe a Palavra de Deus, o bendito livro da vida, as
mesas agora repletas de ornamentos inúteis”. II ME, 317-318.
Após apresentar
a passagem de II Coríntios 13: 5:
“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós
mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais
reprovados”.
White comenta:
“Um dos pecados que constituem um dos sinais dos últimos dias é serem
professos cristãos mais amantes dos prazeres de que de Deus.
Tratai sinceramente com vossa alma. Investigai cuidadosamente. Quão poucos são
os que, depois de um exame fiel, podem olhar para o céu e dizer: ‘... Eu não
amo os
prazeres mais do
que a Deus’! Quão poucos podem dizer: Estou morto para o mundo;... Minha vida
está escondida com Cristo em Deus, e quando aparecer Aquele que é minha vida,
eu também aparecerei com Ele, em glória’... A conversa com Deus e a
contemplação das coisas de cima transformam a alma à semelhança de Cristo”. MJ 83-84 in Maranata, 47.
Introduzindo as perguntas de
Davi:
“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar?
O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à
falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção, e a justiça do
Deus de sua salvação”. Salmo 24: 3-4.
White comenta:
“Ninguém engane sua própria alma nesta questão. Se abrigardes o orgulho, o
amor próprio, o desejo de supremacia, vanglória, ambição egoísta, murmuração,
amargura, maledicência, mentira, engano e calúnia, não tendes Cristo em vosso
coração... Nenhum homem entra pelos portais da glória a
não ser aquele que para lá dirige o coração”. TM 441-443, in Maranata,
48.
A seguir, ela traz
o verso de I Pedro 2: 9 para o contexto de nossos dias:
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das
trevas para a Sua maravilhosa luz”.
E comenta:
“Esta luz não deve empanar-se, mas ir brilhando mais e mais até ser dia
perfeito”.
E logo acrescenta:
“A advertência de que o Filho do homem logo virá nas nuvens do céu
tornou-se para muitos um conto familiar. Eles abandonaram a atitude de espera e
vigilância. O espírito egoísta e mundano manifestado na vida revela o
sentimento do coração: ‘Meu Senhor demora-se’”. 5T, 9-14, in Maranata, 49
Ela está relacionando
nossa evidente apatia espiritual com a falta de convicção sobre a brevidade da
vinda de Jesus. E, nesse sentido, Paulo nos admoesta:
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com
efeito, tendes necessidade de perseverança, para que havendo feito a vontade de
Deus, alcanceis a promessa... Nós... não somos dos que retrocedem para a
perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma”. Hebreus 9: 35-39.
A este enunciado, White
acrescenta:
“Deus se desagrada de que alguns de Seu povo que conheceram o poder de Sua
graça falem de suas dúvidas, tornando-se assim um conduto para Satanás
transmitir suas sugestões a outras mentes. Uma semente de descrença e maldade,
depois de semeada, não é desarraigada com facilidade. Satanás a alimenta a cada
momento, e ela viceja e se torna vigorosa. Uma boa semente lançada precisa ser
nutrida, regada e ternamente cuidada, pois é lançada ao seu redor toda
influência perniciosa para impedir-lhe o crescimento e causar-lhe a morte. Os
esforços de Satanás são agora mais poderosos do que jamais no passado, pois
sabe que seu tempo para enganar é curto”. I T, 429-432, in Maranata, 50.
Reportando-se à
passagem de Paulo que diz:
“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza,
tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor do
Senhor”. II Coríntios 7: 1.
White considera:
“O Senhor reprova e corrige o povo que professa guardar Sua lei.
Aponta-lhes os pecados e manifesta-lhes a iniquidade, porque deles deseja
separar todo pecado e impiedade, a fim de que
aperfeiçoem a
santidade em Seu temor, e estejam preparados a morrer no Senhor, ou serem
trasladados para o céu. Deus os repreende, reprova e castiga, de modo a serem purificados,
santificados, elevados, sendo afinal exaltados a Seu próprio trono”. 2T, 453,
in Maranata, 51.
White, citando
Mateus 25: 1-2:
“Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas
lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo. Cinco dentre elas eram néscias e
cinco prudentes”.
Ela considera:
“As dez virgens estão esperando na noite da história da Terra. Todas dizem
ser cristãs. Todas têm uma vocação, um nome, uma lâmpada e todas pretendem
fazer a obra de Deus. Todas aguardam, aparentemente, o Seu aparecimento. Cinco,
porém, estão desprevenidas. Cinco serão encontradas surpreendidas,
aterrorizadas, fora do recinto do banquete... Não sejais como as virgens néscias, que contam por certo que as
promessas de Deus são suas, embora não sigam as recomendações de Cristo. Ele
nos ensina que a profissão não é nada. ‘Se alguém quer vir após Mim – diz Ele -
a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me.’” Maranata, 52.
White, citando
mais um verso de Paulo:
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns
apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de
demônios”. I Timóteo 4: 1, ela
esclarece:
“No futuro, as superstições de Satanás assumirão novas formas. Erros serão
apresentados de maneira agradável e lisonjeira. Falsas teorias, revestidas de trajos de luz, apresentar-se-ão ao
povo de Deus. Assim procurará Satanás enganar se possível, até os escolhidos.
As mais sedutoras influências serão exercidas; mentes serão hipnotizadas... Os
que receberam mais luz, é que Satanás busca mais assiduamente apanhar. Ele sabe
que, se conseguir enganá-los eles, sob seu domínio, revestirão o pecado com
trajes de justiça, levando muitos a desviarem-se”. Maranata, 57. Ela, então, nos
propõe uma única saída:
“A única segurança para qualquer de nós está em não recebermos
nenhuma nova doutrina, nenhuma interpretação nova das Escrituras, antes de
submetê-la à consideração dos irmãos de experiência”. TS 103-105, in
Maranata, 59. Citando
agora o texto de I Tessalonicenses 5: 23:
“O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e
corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor
Jesus Cristo”, White nos
adverte:
“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se
houvessem triunfado neste ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória
sobre qualquer outra tentação de Satanás. Os que são escravos do apetite, no
entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão... Tem-me sido mostrado
seguidas vezes que Deus está procurando fazer-nos retornar, passo a passo, ao
Seu propósito original – o de que o homem deve viver dos alimentos naturais
da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a
alimentação cárnea ser finalmente abandonada”. CS, 450 in Maranata, 60.
Comentando a
passagem de Paulo em Hebreus 11: 5: “Pela
fé Enoque foi trasladado para não ver a morte,... Pois, antes de sua
trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus”, White diz:
“Ele era uma figura dos santos que vivem no meio dos perigos e corrupções
dos últimos dias. Foi trasladado pela sua fiel obediência a Deus. Assim,
também, os fieis que ficarem vivos, serão trasladados... Estivera no limiar do
mundo eterno, havendo apenas um passo entre ele e o país da bem-aventurança; e,
agora, abriram-se os portais; o andar com Deus, durante tanto tempo praticado
em Terra, continuou, e ele passou pelas portas da santa cidade – o primeiro
dentre os homens a entrar ali”... “Deus nos está chamando para tal comunhão.
Como era a de Enoque, deve ser a santidade de caráter dos que serão remidos
dentre os homens por ocasião da segunda vinda do Senhor”. 8T, 331, in Maranata,
63. Muitos
remanescentes, no entanto, estão despercebidos da gravidade da situação e não
se dão conta do que vem se passando. White procura finalmente sacudi-los, por meio
do seguinte comentário:
“Rápida e seguramente está vindo uma culpabilidade quase universal sobre os
habitantes das cidades, devido ao firme incremento de determinada impiedade. A
corrupção que prevalece está além do poder da pena humana descrever. Cada dia
traz novas revelações de atritos, suspeitas e fraudes; cada dia traz seu
desalentador registro de violência e arbitrariedade, de indiferença para com o
sofrimento humano, de destruição brutal e perversa da vida humana... Nosso Deus
é um Deus de misericórdia. Com longanimidade e terna compaixão Ele trata com o
transgressor da Sua lei... O Senhor trata pacientemente com os homens, e com
cidades, misericordiosamente dando advertências para salvá-los da ira divina;
mas virá o tempo quando não mais se ouvirão súplicas por misericórdia... As
condições prevalentes hoje na sociedade, e especialmente nas grandes cidades
das nações, proclamam com voz de trovão que a hora do juízo de Deus está
próxima, e que o fim de todas as coisas terrestres é chegado. Estamos no limiar da crise dos séculos.
Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros: fogo,
inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue...; pois o anjo
da misericórdia não pode ficar muito tempo mais a proteger o impenitente... A
tormenta da ira de Deus está se acumulando; e subsistirão unicamente os que
corresponderem ao convite de misericórdia,... e se santificarem pela obediência às leis do
divino Governante. Somente os justos
serão escondidos com Cristo em Deus até que passe a desolação”. Maranata, 65.
5 – O justo
viverá pela fé
Para participarmos da
Igreja Triunfante precisaremos, ao final do tempo de graça, ser considerados por Jesus como justos e santos, uma vez
que Ele ao concluir sua obra intercessora no juízo dos vivos, assim se refere a
este grupo:
“... o justo continue na prática da justiça, e o
santo continue a santificar-se”.
Apocalipse 22: 11.
A epístola aos Romanos,
1: 17, última parte, contempla esta exigência do céu para o justo:
“O justo viverá pela fé”.
Esta expressão também
usada por Lutero: ‘sola fide’ – somente pela fé, significa que tudo começa e
termina pela fé. Ela representou a alma da Reforma Protestante. Mas Paulo, de
onde a teria tirado?
Ele tirou-a do pequeno
livro de Habacuque. Este livro apresenta três capítulos peculiares, mas que
encerram uma mensagem poderosa e particularmente adaptada para os nossos dias.
Os dois primeiros capítulos tratam de um diálogo entre Jeová e o profeta e o
terceiro apresenta uma oração deste homem de Deus.
No primeiro capítulo,
no verso um, lemos:
“Sentença revelada ao profeta
Habacuque”.
A palavra sentença pode ser considerada como um juízo impendente sobre Judá e,
por extensão, ao povo de Deus de todas as épocas.
Esta profecia indicaria
o tempo do fim para o Israel antigo e foi introduzida por uma série de
perguntas que refletiam a sensibilidade do profeta diante da condição em que
se encontrava o povo de Israel, antes da famosa invasão de Babilônia. Habacuque
viveu, portanto, num contexto muito semelhante ao nosso, profetizando a
respeito da invasão iminente da Babilônia, só que a literal. No verso dois,
encontramos:
“Até quando Senhor clamarei eu e Tu não me ouvirás? Gritar-Te-ei
violência! E não salvarás”?
Estas perguntas
refletem a condição do povo de Deus daqueles dias e dizem respeito ao contexto
pecaminoso da nação escolhida, antes da invasão. E como se encontra hoje o
Israel espiritual? Seria diferente, aos olhos de Deus? Cheio de razão aos seus
próprios olhos, mas não aos olhos dAquele que tudo vê?
No verso três, mais
perguntas:
“Porque
me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a
violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita”.
Habacuque demonstra
estar perplexo por causa da aflição dos piedosos e pela prosperidade dos
ímpios, no interior da casa de Deus. Muita contenda, fofoca e difamação contra
o remanescente fiel!
O
verso quatro esclarece melhor a situação vivida pelo povo de Israel daquele
tempo:
“Por
esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o perverso
cerca o justo, a justiça é torcida”.
Vemos aqui o pecado
gerando rebelião contra Deus, contra os justos e deixando as pessoas mornas,
estranhas entre si: marido e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs. O pecado
faz aparecer o ciúme e as críticas, que são as consequências naturais do
egoísmo humano. Habacuque está aqui falando do declínio moral e espiritual que
marcou a vida da nação, nas vésperas da autorização divina para o ataque de
Babilônia.
E ao falar Habacuque
que o ímpio estava cercando o justo (dentro da casa de Israel, ou da igreja de Laodiceia,
no nosso caso) o Senhor Deus aproveitou esta oportunidade para introduzir as
consequências disto, nos versos cinco e seis:
“Vede
entre as nações, olhai, e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal
que vós não crereis, quando vos for contada. Pois eis que eu suscito os
caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha pela largura da Terra, para
apoderar-se de moradas que não são suas”.
Deus está dizendo a Habacuque: a propósito
deste assunto do ímpio dominar o justo, por causa disso, quero te adiantar
que pretendo realizar uma obra deste gênero, só que no contexto das nações e
que ninguém vai acreditar; vou trazer os caldeus, habitantes semitas da
Babilônia, descendentes de Naor, irmão de Abraão, como uma vara de correção,
contra o reino de Judá.
Podemos nos aperceber
que quando a situação do povo de Deus fica alarmante, escandalosa,
insustentável, Deus interfere radicalmente, como numa intervenção cirúrgica,
para salvar o seu remanescente. Quem tem ouvidos, que ouça!
No versículo doze
Habacuque demonstra-se perplexo, mas compreende a posição de Deus:
“Não
és Tu desde a eternidade, ó Senhor, meu Deus, ó meu Santo? Não morreremos. Ó Senhor, para executar juízo, puseste aquele
povo; Tu, ó Rocha, o fundaste para servir de disciplina”!
E, no início do verso
13, o profeta justifica a Deus:
“Tu
és tão puro de olhos, que não podes ver
o mal e a opressão não podes contemplar”.
Ele então compreende
que Deus permitiu o desenvolvimento de Babilônia ontem, para servir de
disciplina no amanhã. Contudo, na porção final do verso 13 o profeta arrisca
uma nova pergunta:
“Porque,
pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora
aquele que é mais justo do que ele”?
Em outras palavras
Habacuque está alegando como Deus tolerava a injustiça predominar na igreja a
ponto dEle usar a perversa Babilônia contra os Seus filhos? E, nos versos
dezesseis e dezessete ele ainda interroga sobre até quando Babilônia
continuaria matando sem piedade os povos? E assim ele chega no verso um do
capítulo dois, dizendo:
“Por-me-ei
na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o
que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa”?
No verso dois segue a
resposta de Deus:
“O senhor me respondeu e disse: escreve a visão, grava-a sobre tábuas,
para que a possa ler até quem passa correndo”.
O Senhor está dizendo a
Habacuque: O que te vou dizer é muito importante. Escreve-o e coloca a minha
declaração até no céu, se você puder.
Trazendo para o contexto
de nossos dias, diríamos: coloque-a no telão da Igreja, de tal forma que todos
os prepotentes a possam ler!
Que mensagem tão
importante é esta que devemos explicitá-la, se possível, na Internet, para que
todo o mundo veja?
No
verso três vem o aguardado pronunciamento de Deus:
“a visão está para cumprir-se no
tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não
tardará”.
Temos
aqui a possibilidade de um tempo de tardança para o cumprimento profético ao
tempo do Israel antigo, mas também a garantia de que esse tempo chegaria e que,
sob a ótica divina, não haveria demora. Não é isso que Jesus nos diz em
Apocalipse 10: 6? E, no verso quatro
Deus chega ao cerne da questão:
“Eis o soberbo! Sua alma não é reta
nele, mas o justo viverá pela sua fé".
Deus,
aqui, está dizendo ao profeta e, por extensão, ao Seu remanescente que vive
hoje sobre a Terra: aquele que busca a salvação pelas próprias forças, pelos
próprios métodos, por meio da dominação, da globalização da economia, do
desenvolvimento sustentável, por meio de uma Nova Ordem Mundial, ou por
qualquer outro meio, dentro ou fora da
igreja, sem corrigir os seus pecados, falhará. A sua alma não é reta nele!
Mas o justo, o remanescente fiel viverá pela sua fé!
Foi
aqui que Paulo encontrou sua inspiração. Foi aqui que a Reforma Protestante
encontrou sua inspiração e é aqui que todo o crente sincero da atualidade
deverá encontrar sua inspiração, porque este versículo separa a verdade do
erro: o pecado resultará em destruição, enquanto que a fé, invariavelmente leva
à vida espiritual. Fé em Jesus Cristo, contudo, que não conduza à obediência,
não é fé de maneira nenhuma, é presunção! Deus, aqui, está revelando a
Habacuque e a nós, o mistério da fé. Ela é a solução de Deus para qualquer
situação! Não se trata de um corpo de doutrinas, mas de uma forma de viver, de
um estilo de vida: o meu justo viverá
pela fé; essa é a grande solução de Deus: fé, fé somente! Fé no poder
transformador do evangelho; fé, uma marca registrada de todo aquele que aceitou
o plano de Deus, sob qualquer circunstância! Os selados, no contexto de nossos
dias, também não morrerão. Viverão pela sua fé, independente do que se passe na
igreja e no mundo e farão uma unidade de conduta com os 144.000 restantes de
Israel. Pela fé somente!
Essa
é a verdade central das Escrituras
para Israel, para a Igreja Primitiva, para a Reforma Protestante da Idade Média
e também para nós, na atualidade! Esse verso apresenta a causa da vida e da
morte. Enquanto que a rendição
incondicional a Deus produz a vida: Não Morreremos, que é o cumprimento
literal da mensagem de João 3: 16, o orgulho, o egoísmo, a prepotência, a
presunção leva à morte, porque não aceita o plano de Deus, pela fé.
A
Babilônia antiga, a qual programou uma Nova Ordem Mundial, solapando o povo de
Deus, não ficou impune! Deus mandou Habacuque sentenciar cinco ‘ais’ sobre ela,
que são explicitados nos versos de cinco a dezenove do capítulo 2 de seu livro.
Ali, Deus revelou a Habacuque que os caldeus também seriam destruídos, só que
no devido tempo e que jamais se levantariam. A Babilônia de nossos dias também
buscará destruir os filhos de Deus e implantar uma Nova Ordem Mundial, mas não
subsistirá. Está destinada ao fracasso, conforme lemos em Apocalipse 18: 21-23:
“Então um anjo forte levantou uma
pedra como grande pedra de moinho, e arrojou-a para dentro do mar, dizendo:
Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca, jamais
será achada. E voz de harpistas, de músicos, de toucadores de flauta e de
clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em
ti se achará, e nunca mais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também
em ti jamais brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva, jamais em
ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da Terra, porque todas
as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria”.
Esta
é a mensagem que o remanescente fiel deve dar ao mundo e à Igreja! É a mensagem
profética para o tempo presente! Não podemos calar! Os líderes devem estar
alertas porque o Senhor vai cobrar qualquer atuação irregular, principalmente
contra os Seus escolhidos.
‘Sai dela povo meu’, como um clamor,
deverá ecoar no mundo. Se não o fizermos, as pedras clamarão, “pois a Terra se encherá do conhecimento da
glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”! Acrescenta Habacuque 2: 14.
Se
perdermos nossa oportunidade, mesmo como igreja, Deus sempre tem um plano B,
como tinha quando Israel deixou de ser o povo escolhido. E no verso vinte,
lemos:
“O Senhor, porém, está no seu santo
templo (no controle de todas as coisas), cale-se diante dEle toda a Terra”!
O
pequeno livro de Habacuque chega ao seu final apresentando uma oração
triunfante do profeta, sob a forma de canto; os versos dois e três, do capítulo
três dizem:
“Tenho ouvido, ó Senhor, as Tuas
declarações, e me sinto alarmado; aviva a Tua obra, ó Senhor, no decorrer dos
anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida; na Tua ira, lembra-Te da
misericórdia. Deus vem de Temã e do Monte Parã vem o Santo. A Sua glória cobre
os céus, e a Terra se enche do Seu louvor”.
Temã
e o Monte Parã fazem alusão ao Êxodo e ao Monte Sinai. No versículo quatro a
alusão é específica ao Monte Calvário:
“O Seu resplendor é como a luz,
raios brilham de Sua mão; ali está velado o Seu poder”.
Esta é uma referência para introduzir o futuro
livramento do povo de Deus, explícito no verso treze:
“Tu sais para salvamento do Teu
povo, para salvar o Teu ungido”.
Os
versículos de cinco a quinze, por outro lado, tratam do julgamento divino e do
futuro dos inimigos de Deus. O verso dezesseis apresenta a reação do profeta
que deve motivar a nossa, pois que vivemos na mesma altura profética deste
homem de Deus:
“ouvi-O, e meu íntimo se comoveu, à
Sua voz tremeram os meus lábios; entrou podridão nos meus ossos, e os joelhos
me vacilaram; pois em silêncio devo esperar o dia da angústia que virá contra o
povo que nos acomete”.
Os
versículos dezessete e dezoito finalmente apresentam a conclusão do profeta:
“Ainda que a figueira não floresça;
não haja fruto na videira; o produto da oliveira minta, e os campos não
produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não
haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação”.
Estes
versos declaram que o amor de Habacuque a Deus, assim como o do remanescente
fiel, não se baseia no que esperam receber do Senhor; e mesmo que Ele lhes
envie o sofrimento e perdas materiais, eles declaram que se regozijarão no Deus
de sua salvação. Eis uma das mais fortes declarações de fé das Escrituras.
Habacuque está dizendo que Jesus Cristo só é suficiente. Que a fé nele conduz à
obediência e ao engajamento, em qualquer circunstância. Que o nosso
relacionamento com Deus pode ser restaurado.
Deus
nos está dizendo que, se alguma coisa está saindo errado na igreja, no trabalho
ou na família, tenhamos paciência, pois chegará o dia em que Ele consertará
todas as coisas. Eu fiquei feliz porque Habacuque conseguiu entender essa
mensagem e agradeço a Deus pela mensagem de Habacuque. Que Deus me ajude a ser
a pessoa que devo ser independentemente do que esteja ocorrendo ao meu redor. E
que possamos nos unir para testemunhar desta importante mensagem ao mundo, com
a confiança contida no verso dezenove:
“O Senhor Deus é a minha fortaleza,
e me faz andar altaneiramente”.
Cap. 6 – Um ensaio de genealogia
bíblica: seis mil anos de história
O terceiro capítulo
da segunda carta de Pedro trata da segunda vinda de Jesus à Terra e o que isto
significará para os crentes e descrentes. No âmbito deste capítulo, o verso oito
apresenta uma recomendação especial para a Sua igreja em espera nos últimos
dias:
“Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para com o Senhor, um dia é como mil anos
e mil anos como um dia”.
Esta declaração e a
recomendação enfática para não esquecê-la nos leva à considerá-la como um
enigma que deve ser resolvido.
Em (71), a
profetisa do Senhor para o tempo do fim sugere uma possível solução para o
mesmo:
“Durante seis mil anos a obra de rebelião de
Satanás tem feito estremecer a Terra... Durante seis mil anos o seu cárcere,
recebeu o povo de Deus, e ele os queria conservar cativos para sempre; mas
Cristo quebrou os seus laços, pondo em liberdade os prisioneiros... Durante mil
anos Satanás vagueará de um lugar para outro na Terra desolada, para contemplar
os resultados contra a Lei de Deus”.
Vemos aqui que ao
cabo de seis mil anos de pecado na Terra, Cristo viria buscar os seus filhos
vivos e mortos ressuscitados, ocasião em que quebraria os lacres do sepulcro,
para realizar a primeira ressurreição. Depois desfrutaríamos de um período de
mil anos com Cristo no céu, ocasião esta em que Satanás vaguearia pela Terra
desolada e vazia. A senhora White, neste texto está fazendo uma alusão clara a
uma semana milenar, com a intervenção de Jesus ao final do sexto milênio.
Se for válido fazer
uma conciliação da passagem bíblica com a do Espírito de Profecia, nos aperceberemos
que não é oportuno esquecer a genealogia bíblica para verificar este detalhe,
uma vez que o sétimo milênio inicia com o segundo advento de Jesus Cristo a
esta Terra e com a primeira ressurreição, que esperamos para breve.
A partir deste
pressuposto, e se amamos a vinda do Senhor, faz-se necessário estimar, com o
melhor grau de precisão possível, a altura do tempo profético que estamos
vivendo. Se pudermos comprovar o fechamento do sexto milênio, encontraremos o
sentido das palavras do apóstolo Pedro e o enigma estará resolvido, conforme a
recomendação divina. Não se trata de especulação, mas da busca sincera da
compreensão da palavra profética.
E, “Demais,
é-nos ensinado que desatender a advertência ou recusar saber a proximidade do
advento do Salvador, ser-nos-á tão fatal como foi aos que viveram nos dia de Noé
o não saber quando viria o dilúvio. E a parábola, no mesmo capítulo, põe em
contraste o servo fiel com o infiel e dá a sentença ao que disse em seu coração
– ‘O meu Senhor tarde virá’. Mostra sob
que luz Cristo olhará e recompensará os que encontrar vigiando e pregando Sua
vinda, bem como os que a negam.‘Vigiai, pois’, diz Ele; ‘bem-aventurado aquele
servo que o Senhor, quando vier, achar servindo assim’. Mateus 24: 42-51. ‘Se não vigiares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que
hora sobre ti virei.’” Apocalipse 3: 3. (72).
Quanto às palavras:
“‘Daquele
dia e hora ninguém sabe’, estas
foram proferidas por Cristo na memorável conversação com os discípulos, no
Monte das Oliveiras, depois que Ele, pela última vez se afastou do templo. Os
discípulos haviam feito a pergunta: Que sinal haverá de Tua vinda e do fim do
mundo”? Jesus lhes deu sinais, e disse em Mateus 24: 3 e 33 “Quando virdes
todas estas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas. Não se deve admitir que uma declaração do Senhor destrua a outra.
“Conquanto ninguém saiba o dia nem a hora de Sua vinda, diz o Espírito de
Profecia, somos instruídos quanto à sua
proximidade e isto nos é exigido saber”.
(73).
Somos, portanto, desafiados
a fazer valer a advertência do apóstolo Pedro, sobre a solene expectativa dos
tempos em que vivemos, por meio de um ensaio de cronologia bíblica. Não
queremos ser dogmáticos, mas acreditamos ser isso plenamente possível. Para
tirar qualquer preconceito que possa existir sobre este tema de elevada
significação, vamos extrair mais um texto do Espírito de Profecia.
“Como eu estivesse convicto, diz Miller, de
que ‘toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa’, de que ela não veio
nunca pela vontade do homem, mas foi escrita ao serem homens santos inspirados
pelo Espírito Santo (II Pedro 1: 21), e dada ‘para o nosso ensino’, para que,
pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança’, não poderia
deixar de considerar as porções cronológicas da Bíblia senão como uma parte da
Palavra de Deus, e com tanto direito a nossa séria consideração como qualquer
outra porção dela. Senti, pois, que, esforçando-me por entender o que Deus em Sua
misericórdia achou conveniente revelar-nos, eu não tinha o direito de omitir os
períodos proféticos”. (74).
Nesta linha de
pensamento endossada pelo Espírito de Profecia seguiremos nós, orando ao nosso
Pai Celestial e suplicando pela Sua luz sobre nossas vidas e por um melhor
entendimento deste tema relacionado com a Sua gloriosa vinda. Vamos adotar a
versão bíblica Revista e Atualizada e dividir o nosso estudo por períodos.
Período transcorrido de Adão até ao nascimento de Abrão:
2.006 anos.
Deus gerou Adão –
Lucas 3: 38.
Adão viveu 130 anos
e gerou a Sete – Gênesis 5: 3.
Sete viveu 105 anos
e gerou a Enos – Gênesis 5: 6.
Enos viveu 90 anos
e gerou a Cainã – Gênesis 5: 9.
Cainã viveu 70 anos
e gerou a Maalaleel – Gênesis 5: 12.
Maalaleel viveu 65
anos e gerou a Jerede – Gênesis 5: 15.
Jerede viveu 162
anos e gerou a Enoque – Gênesis 5: 18.
Enoque viveu 65
anos e gerou a Metusalém – Gênesis 5: 21.
Metusalém viveu 187
anos e gerou a Lameque – Gênesis 5: 25.
Lameque viveu 182
anos e gerou a Noé – Gênesis 5: 28.
Noé viveu 500 anos
e gerou a Sem – Gênesis 5: 32.
Sem viveu 100 anos
e gerou a Arfaxade – Gênesis 11: 10.
Arfaxade viveu 35
anos e gerou a Salá – Gênesis 11: 12.
Salá viveu 30 anos
e gerou a Héber – Gênesis 11: 14.
Héber viveu 34 anos
e gerou a Pelegue – Gênesis 11: 16.
Pelegue viveu 30
anos e gerou a Reú – Gênesis 11: 18.
Reú viveu 32 anos e
gerou a Serugue – Gênesis 11: 20.
Serugue viveu 30
anos e gerou a Naor – Gênesis 11: 22.
Naor viveu 29 anos
e gerou a Terá – Gênesis 11: 24.
Terá viveu 130 anos
e gerou a Abrão – Gênesis 11: 32 e 12: 4 (205-75=130 anos)
Observações: Apesar
de Abrão ter sido citado em primeiro lugar em Gênesis 11: 26, ele não foi o
primogênito de Terá. Ele aparece em primeiro lugar porque interessa à
genealogia dos filhos de Deus, uma vez que seu irmão Harã morreu novo (Gênesis
11: 28), enquanto que “seu irmão Naor e a
família, apegaram-se à seu lar e a seus ídolos”. (Patriarcas e Profetas, p.
121). Por outro lado o tempo do nascimento de Abrão é claramente estabelecido
pelas passagens de Gênesis 11: 32 e 12: 4.
1)
“O Chamado do céu, primeiramente, viera a
Abraão enquanto ele morava em Ur dos Caldeus (Gênesis 11: 31), e em obediência
à mesma ele se mudou para Harã; até este ponto, a família de seu pai o
acompanhou, pois, juntamente com sua idolatria, uniam-se ao culto do verdadeiro
Deus. Ali permaneceu Abrão até a morte de Terá. Apenas sepultado seu pai, a voz divina mandou que prosseguisse”.
(75).
2) “Esta fórmula de cronogenealogia, em que a pessoa X vive tantos anos e
gera a pessoa Y, não apenas é única na Bíblia, como é construída tão
solidamente que torna impossível interrompê-la pela inclusão de um intervalo de
gerações. Tal solidez é reforçada pelo verbo hebraico ‘gerou’, usado nestas
passagens (wayyoled-et); é o verbo mais comumente usado na Bíblia para
expressar a paternidade física de um descendente. Quando combinado com a fórmula
genealógica única, é virtualmente impossível inserir intervalos de gerações
nessas genealogias. A combinação da fórmula de tempo com essa forma verbal sugere que o autor de Gênesis 1 – 11 estava
interessado tanto no tempo como na exatidão dessa genealogia. (76).
3) Período transcorrido de Abraão
até ao final do reino unido: 1.021 anos
Abraão viveu 100
anos e gerou a Isaque – Gênesis 21: 5.
Com cerca de cinco
anos Isaque é desmamado e caçoado por Ismael – Gênesis 21: 8-11.
Período de 400 anos
de peregrinação e aflição, até a saída do Egito – Gênesis 15: 13.
Período de 480
anos, da saída do Egito até ao quarto ano do rei Salomão – I Reis 6:1.
Período de 36 anos,
até ao final do reino de Salomão – I Reis 11: 42.
Observações: A
idade de desmame foi de cinco anos, porque Abraão foi chamado para a sua
peregrinação com 75 anos; teve seu filho Isaque com 100 anos, 25 anos depois.
Se o conflito com Ismael começou 30 anos após ter iniciado a peregrinação,
Isaque já era crescido e contava com cinco anos. Vejamos o texto a seguir:
“O período de 430 anos data da promessa feita
a Abraão quando lhe foi mandado sair de Ur dos Caldeus. Os 400 anos de Gênesis 15:
13 datam de um período posterior. Note-se que o período de 400 anos não somente
é um período de peregrinação, mas de aflição. Isto, de acordo com as
Escrituras, deve ser contado desde 30 anos mais tarde, aproximadamente pelo
tempo em que Ismael, ‘aquele que era gerado segundo a carne, perseguia o que
era segundo o Espírito’ (a saber, Isaque). Gálatas 4: 29”. (77).
Período Transcorrido de Salomão até a invasão de Babilônia: 391 anos.
Roboão, filho de Salomão, reinou 17 anos – II Crônicas 9: 30,31 e 12: 13.
Abias, filho de Roboão, reinou 3 anos – II Crônicas 12: 16 e 13: 1.
Asa, filho de Abias, reinou 39 anos (41-2) – II Crônicas 14: 1 e 16: 12-13
Josafá, filho de Asa, reinou 25 anos – II Crônicas 17: 1 e 20: 31.
Jeorão, filho de Josafá, reinou 8 anos – II Crônicas 21: 1 e 21: 5.
Acazias, filho de Jeorão, reinou um ano – II Crônicas 22: 1 e 2.
Atalia, mãe de Acazias, usurpo o trono e reinou seis anos – II Reis 11: 1 e
3.
Joás, filho de Acazias, reinou 40 anos – II Reis 11: 20-21 e 12: 1.
Amazias, filho de Joás, reinou 29 anos – II Reis 12: 21 e 14: 1-2.
Uzias, filho de Amazias, reinou 52 anos – II Reis 14: 21 e II Crônicas 26:
3.
Jotão, filho de Uzias, reinoi 16 anos – II Crônicas 26: 23 e 27: 1.
Acaz, filho de Jotão, reinou16 anos – II Crônicas 27: 9 e 28: 1.
Ezequias, filho de Acaz, reinou 29 anos – II Crônicas 28: 27 e 29: 1
Manassés, filho de Ezequias, reinou 55 anos – II Crônicas 32: 33 e 33: 1.
Amom, filho de Manassés, reinou 2 anos – II Crônicas 33: 20 -21.
Josias, filho de Amom, reinou 31 anos – II Crônicas 33: 25 e 34: 1.
Jeoacaz, filho de Josias, reinou 3 meses – II Crônicas 36: 1 e 2.
Eliaquim, irmão de Jeoacaz, reinou 11 anos – II Crônicas36: 4-5.
Joaquim, filho de Eliaquim, reinou 3 meses – II Crônicas 36: 8-9.
Zedequias, irmão de Joaquim, reinou 11 anos, até a queda de Jerusalém – II
Crônicas 36: 10 a 20.
Observação: O período dos dois
reis que governaram apenas três meses não foi considerado.
“Período
transcorrido desde a queda de Jerusalém até o início da Era Cristã: 586 anos” (78).
Observação: O período de 586 anos pode ser
determinado também a partir de II Reis 25: 8 (605-19=586 anos).
Somatório Geral até Cristo: 2006+1021+391+586=4004 anos.
O nascimento de
Cristo, na verdade, ocorreu entre o ano 4000 e 4001, uma vez que Ele foi ungido
no ano 27 de Tibério César com a idade de 30 anos. Temos, assim que o período
transcorrido desde Adão até o nascimento de Jesus foi de cerca de 4.000.
Somatório Geral: 4000+2012=6012 anos.
Observação:
Os doze anos que já passaram do sexto milênio representam apenas 0,2% dos seis
mil anos da História Universal. E, sabemos que, cientificamente, qualquer
diferença menor do que 1% não é significativa.
“O
Senhor declara pelo profeta Amós que ‘não fará coisa alguma, sem ter revelado o
Seu segredo aos Seus servos, os profetas’. Amós 3:7. Assim, os que estudam a
Palavra de Deus podem confiantemente esperar que encontrarão nas Escrituras da
verdade, claramente indicado, o
acontecimento mais estupendo a ocorrer na história da humanidade”. (79)
Bibliografia
(1) WHITE, E.G. Testemunhos Para Ministros, 3ª
Ed. S.Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 107.
(2) WHITE, E.G. Eventos Finais, p.
13.
(3)
WHITE,
E.G. Primeiros Escritos, 4ª ed. S. Paulo:Abigail R. Liedke, 1991, p. 67.
(4)
WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p.
(5)
MARTIN,
M. The Keys of this Blood, 1990, p.
(6)
WHITE, E.G. Testemunhos Seletos, 4ª
edição, São Paulo CPB, 1971, p. 151.
(7)
WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 466.
(8)
WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed.
S. Paulo: CPB, 1985, p. 465/466
(9) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 466.
(10) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 45/46.
(11) REVISTA FRANCESA Encore Fatime au Jour Le Jour, nº 406,
1985, p. 27/28.
(12) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 19.
(13) CHAIJ, F. Preparação Para a Crise Final, 2ª e. S. Paulo: CPB, 1975, p. 112.
(14) WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª
Ed. S.Paulo: Abigail R. Liedke, 1991, p. 283.
(15) WHIE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S. Paulo: CPB. P. 680.
(16) WHITE, E.G. Testemunhos Para a Igreja, Volume I, p. 211.
(17) WHITE, E.G. Meditações Matinais Maranata, 1ª ed. S. Paulo: CPB, 1977, p. 294.
(18) WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1991, p. 38.
(19) Revista Veja de 16/09/1987.
(20) Correio Braziliense de 13/09/1987.
(21) MARTIN,
M. The Keys of This Blood, 1990,
p.492.
(22) Correio Braziliense de 06/09/2000.
(23) Revista Veja de 16/09/1987, p. 83.
(24) Jornal Correio Braziliense, de 09/08/2000.
(25) Calendário Jubilaeum 2000 – Calendário Terzo Millennio 2001.
(26) WHITE, E.G. Primeiros Escritos, 4ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1991, p. 67.
(27) WHITE, E.G. Testemunhos Para Ministros, 3ª ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 115.
(28) WHITE, E.G. Profetas e Reis, 3ª Ed. CPB, 1981, p. 179.
(29) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas,
7ªed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 113
(30) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 116.
(31) NODA, J. Religiões: ‘O Movimento Nova Era’ – Mimeografado.
(32) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas, 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 114.
(33) WHITE, E. G. Testemunho Para
Ministros, 3ª Ed. S. Paulo: Abigail R. Liedke, 1993, p. 39
(34) NODA, J. Religiões: ‘O Movimento Nova Era’– Mimeografado.
(35) WHITE, E.G.
Testemunho Para Ministros, 3ª ed. S. Paulo: Abigail R.Liedke, 1993, p. 37
(36) NODA, J.
Religiões: ‘O Movimento Nova Era’ – Mimeografado.
(37) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 629.
(38)
Revista Adventista de dezembro 2003, p. 9.
(39) WALTON L.R. Ômega, S. Paulo: CPB,
p. 31
(40) WHITE E.G. Testemunhos, Vol II, p.
355.
(41) WHITE, E. G. Testemunhos Seletos,
Volume I, 4ª ed. S. Paulo: CPB, 1970, p.245.
(42) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 424.
(43) WHITE, E. G. Parábolas de Jesus, p.
331.
(44)
WHITE, E. G. Testemunhos Seletos, Volume I, 4ª ed. S. Paulo: CPB, 1970, p. 327.
(45) WHITE, E.G. Testemunhos Seletos,
Volume III 4ª Ed. S. Paulo: CPB, 1970, p. 15.
(46) WHITE, E. G. Testemunhos Seletos,
Volume I, 4ª ed. S. Paulo: CPB, 1970, p. 327.
(47) id.
ps. 327/328.
(48) id. ps.
328/329.
(49) id. ps.
329/330.
(50) id. p. 332.
(51) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas,
Vol. I, 2ª ed., S.
Paulo: Abigail R. Liedke, 1985, p. 204-205.
(52) id.,
p. 200
(53) id.,
p. 203
(54) id.,
P. 197
(55) WHITE,
E. G, Review & Herald de 09/10/1894.
(56) WHITE, E.G., Testemunhos Para
Ministros, 3ª ed. S. Paulo:
Abigail R. Liedke, 1993, p. 107.
(57) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas,
Volume II, 2ª ed. S. Paulo:
Abigail R. Liedke, 1985, p. 25.
(58) id. P. 388
(59) SARLI, J. Prefácio In: OLIVEIRA, E.
A Mão de Deus ao Leme, p.
(60) WHITE, E.G. Mensagens Escolhida,
Volume I, 2ª ed. S. Paulo:
Abigail R. Liedke, 1985, p. 408.
(61) Bible Comentary – Comentário
Bíblico Adventista, Volume V, p. 1131.
(62) FROOM
Leroy; ANDERSON Roy, Questions on Doctrines – Perguntas sobre doutrinas, 1957.
(63) WHITE,
E.G. The Faith y Live By the Sanctuary of God, p. 207.
(64) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas,
Volume II, 2ª ed. S. Paulo:
Abigail R. Liedke, 1985, p. 147.
(65) WHITE, E.G. Mensagens Escolhidas,
Volume I, 2ª ed. S. Paulo:
Abigail R. Liedke, 1985, p. 317.
(66) WHITE, E.G. História da Redenção, p.
289.
(67) WHITE, E.G. Eventos Finais, p. 54.
(68) WHITE, E.G. Material Suplementar de
EGW in Comentários Sobre Apocalipse, 4ª Ed. S. Paulo: SALT, 1984, Vol.
II, p. 139.
(69) WHITE, E.G. Eventos Finais, p. 53
(70) id. p. 55.
(71)
WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 665
(72) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 369/371.
(73) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 370.
(74) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª
Ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 324.
(75) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas 7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 121
(76) Lição da Escola Sabatina Adulto/
Professor, III Trimestre, p. 57.
(77) WHITE, E.G. Patriarcas e Profetas,
7ª ed. S. Paulo: CPB, 1985, p. 840.
(78) Revista Adventista de Janeiro de
1994, p. 8.
(79) WHITE, E.G. O Grande Conflito, 30ª ed. S.
Paulo: CPB, 1985, p. 324.
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