terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Desdobrando as Profecias do Tempo de Fim




                            
O Plano De Deus:
Revelar o profundo e o escondido.
                                                              Daniel 2: 22

















“Deve ser apresentada uma mensagem que desperte as igrejas. Todo esforço deve ser envidado para esclarecer não somente nosso povo, mas o mundo. Fui instruída de que as profecias de Daniel e Apocalipse devem ser impressas em livros pequenos, com as necessárias explicações, e devem ser enviados por todo o mundo.”

                                                                            Testemunhos para Ministros, p.117.






INTRODUÇÃO GERAL

Desdobrando as Profecias busca desvendar a verdade presente para o nosso tempo, visando proporcionar ao povo de Deus o discernimento necessário para os últimos dias. Seu objetivo, no entanto, vai além de ajudar na proclamação desta mensagem ao mundo porque:
“Toda a luz do passado, que brilha sobre o presente e alcança o futuro, conforme revelada na Palavra de Deus, é para toda a pessoa que a recebe. Mas a glória dessa luz, que é a própria glória do caráter de Cristo, jamais pode ser expressa em palavras. A linguagem humana é inadequada para revelá-la. Ela deve ser demonstrada na vida. Deve ser manifestada no cristão, individualmente, na família, na igreja, no ministério da palavra e em toda instituição estabelecida pelo povo de Deus. A todos esses o Senhor designa como símbolos do que pode ser feito pelo mundo. Eles devem ser exemplos do poder Salvador das verdades do evangelho. São agências para o cumprimento dos grandes propósitos de Deus para a humanidade”.
                                                 Australian Union Conference Record, 1º/06/1900
Destarte, o que nos levou a aprofundar nos conhecimentos das profecias tem nos levado ainda mais adiante do que imaginávamos.  Somos gratos a Deus pela luz recebida, principalmente procedente dos livros de Apocalipse e Daniel e pelos reflexos desta luz em nossa vida.
Na continuação da matéria específica destes dois livros da Bíblia, adicionamos outras, correlatas. Para facilitar a exposição, os temas foram sistematizados em quatro partes, como segue:   
Parte I – Apocalipse e Daniel.
Parte II - A luta do dragão contra o povo remanescente de Deus.
Parte III – As crenças diferenciais do remanescente
Parte IV – O santuário de Deus.
As duas últimas partes foram incluídas para suprir as dúvidas quanto às primeiras. Todas são dedicadas à cura espiritual da igreja remanescente e das nações. Da igreja, em particular, porque fora dela, no momento, ninguém se encontra empenhado nessa missão planetária.  A sua cura alavancaria a obra de Deus. Estaremos orando para que esses temas sejam experimentados na vida de cada leitor para que sua eficácia seja preservada e a obra de Deus concluída.

Ao primeiro tema, pois. 


Introdução
            A Primeira Parte não tem a pretensão de apresentar um tema esgotado, nem de ser original. Foi organizada espontaneamente e de forma independente, com base na Bíblia, no Espírito de Profecia e em livros e documentos produzidos no seio da Igreja Remanescente que por algum motivo nos chegaram às mãos nos últimos quarenta anos e é dedicada a todos aqueles que estimam conhecer os últimos acontecimentos de nosso mundo e a quem a providência divina quiser usar para nos auxiliar em nossa investigação pessoal, bem como na sua necessária correção, atualização e mesmo na sua difusão. O nosso E-mail foi disponibilizado para este fim.

Estamos cientes de que em se tratando de eventos futuros é extremamente difícil fazer previsões definitivas. A luz de Deus é crescente com o estudo de Sua Palavra. Devemos agir com humildade e disposição para reconhecer e corrigir eventuais erros de interpretação, na medida em que somos alertados ou que os fatos proféticos se concretizem.

Nosso objetivo é o de contribuir para o debate sobre as profecias de Daniel e Apocalipse, chamando a atenção para a rápida aproximação dos últimos eventos a ocorrerem na História da Humanidade.

Foi pensando nos grandes desafios que teremos que enfrentar no curto e médio prazo que encontramos a nossa motivação.

Que este trabalho seja útil para purificar nossas vidas, aperfeiçoar nossa fé, minimizar nossa natureza humana, exercitar nossa paciência e aguçar nossa esperança para que, finalmente, alcancemos a natureza divina para fazer parte do glorioso grupo de trasladação para o céu, ora em formação.

Disse Jesus: “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo”. Que Ele nos qualifique, por meio dos conselhos da Testemunha Fiel e Verdadeira – Apocalipse 3: 14-21, para ‘ver’ com humildade e aceitar a revelação para o nosso tempo. Só assim receberemos o poder para, com alegria, testemunhar por Ele até os confins da Terra, no poder da chuva serôdia.
         

            Capítulo 1. Os últimos dias no livro de Daniel
          1.1 – Revisão geral
 O livro de Daniel nos apresenta quatro grandes cadeias proféticas, cobrindo o mesmo período histórico: DO IMPÉRIO BABILÔNICO (605 aC) À SEGUNDA VINDA DE JESUS. O fato marcante é o de que nestas linhas de tempo similares, novos detalhes são acrescentados no sentido de proporcionar uma visão panorâmica completa da Segunda Vinda de Jesus, na quarta visão, ao final desse livro.
A primeira profecia está em Daniel 2. Esta é, talvez, a mais conhecida. Por meio de uma grande estátua de diferentes metais foi revelado ao rei Nabucodonosor, os quatro grandes impérios mundiais que se sucederiam uns aos outros, a partir de Babilônia (Daniel 2: 38), a cabeça de ouro, acrescentando que o último destes impérios seria dividido em dez partes, conforme o número de dedos dos pés da estátua (Daniel 2: 41). Hoje compreendemos que este quarto império foi o Romano quando dividido em dez países na Europa Ocidental.
Esta primeira visão panorâmica nos leva, portanto, ao ano de 476 dC, quando se desintegrou o Império Romano, dando lugar aos dedos dos pés da estátua, que significaram as dez nações da Europa Ocidental.
Finalmente, uma Pedra – Cristo Jesus (I Pedro 2: 4-8), aparece nos ares para destruir os reinos deste mundo, por ocasião de Sua Segunda Vinda. Esta profecia está em Daniel 2: 44-45:
“Mas, nos dias destes reis, (em que a união dos reinos deste mundo com a religião, rompida em 1798, se restabelecerá) o Deus dos céus suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”.  
            A segunda profecia está no capítulo 7. Por meio agora de três animais selvagens e de um            mitológico, ela repete os impérios pagãos do capítulo 2, agregando detalhes aos três primeiros e pormenorizando o quarto império, a partir do verso 19. Talvez a contribuição mais significativa deste capítulo seja a introdução do Chifre Pequeno – o papado, na História, porque mudaria a lei de Deus – Daniel 7: 25. Informa, ainda, que ele governaria por 1260 anos. A História passa então a situar-se entre os períodos de 538 dC e 1798 dC, apontando já para o início do Tempo do Fim. Acrescenta ainda que, depois disto (Daniel 7: 26), viria o Juízo Investigativo; porém não estabelece quando.
A terceira linha profética encontra-se em Daniel 8 e 9. Por meio da visão da luta entre um carneiro e um bode foram identificados os segundo e terceiro impérios (os Medos e Persas e a Grécia), na sucessão de Babilônia, conforme Dan 8: 20 e 21:
“Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei”.
 A profecia detalha a História Universal, desde 457 aC até 1844 dC, ocasião em que começa o juízo de Deus, com a purificação do Santuário Celestial, conforme Daniel 7: 9-10 e 8: 13-14:
“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou... assentou-se o tribunal, e se abriram os livros... Depois, ouvi um santo que falava: Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército afim de serem pisados? Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”.  
 O fato mais relevante foi a definição matemática do batismo, da unção e da morte de Jesus Cristo (Daniel 9: 26-27), fornecendo elementos fidedignos para definir o começo do juízo, em 1844 dC.  Não deixa de ser pertinente o fato destes dois animais, o carneiro e o bode fazerem parte integrante da purificação do Santuário Terrestre, em Israel. Esta profecia foi detalhada no capítulo 2 da Terceira Parte.
A quarta e última cadeia profética, particularmente focada no presente estudo, detalha os eventos finais para os nossos dias. Ela encontra-se em Daniel 11. Supre lacunas anteriores e acrescenta, ao seu final, os fatos históricos relacionados com o povo de Deus, após 1844. Na verdade a profecia já se transformou em História até 1989, na queda do Comunismo pelo papado associado ao Capitalismo americano, fato profetizado em Daniel 11: 40, onde começa o fim do tempo do fim, o que chamamos de últimas décadas. Desta forma, apenas os últimos cinco versos de Daniel 11 são escatológicos; fazem parte de nosso presente, mas se projetam para o futuro de curto prazo. Seja lá o que eles representem, apontam para o momento em que Jesus se levanta em defesa de Seu povo, dos que se encontram inscritos no livro da vida, conforme Daniel 12: 1.
Em Daniel 12: 2, na continuação, a História chega até a ressurreição especial que precede por muito pouco a grande ressurreição dos salvos de todos os tempos, por ocasião da segunda vinda de Jesus. Da ressurreição especial participarão apenas os que morreram em Cristo, a partir de 1844 (O Grande Conflito, CPB, 36ª Edição, 1988, p.637), mais aqueles que O traspassaram (Apocalipse 1: 7).
Salientamos o fato de que o final da profecia do capítulo 11 foi usado pela senhora White como um indicador do encerramento do tempo profético nos seguintes termos: “Não temos tempo a perder. O mundo está insuflado pelo espírito de guerra. As profecias do capítulo 11 de Daniel já alcançaram quase o seu final cumprimento... nas últimas cenas da história terrestre, grassará a guerra.” Meditações Matinais 1977 - Maranata, dia 15 de junho.
O capítulo 10 de Daniel também faz parte de sua última profecia, servindo como uma introdução ao capítulo 11, dando o marco referencial do início da visão: às margens do rio Tigre, “no terceiro ano de Ciro” (Daniel 10: 1), bem como o objetivo desta última visão, no verso 14: “fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo (povo de Daniel) nos últimos dias”. Daniel 9: 24 não deixa dúvida de que este é o povo judeu: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo”. Esta é a finalidade colimada: elucidar as últimas cenas da História Universal, relacionadas, primariamente, com o povo de Israel. O capítulo 12, após concluir o livro de Daniel no verso quatro, acrescenta um epílogo, destinado a esclarecer e iluminar todo o enredo do final profético. Cremos ser esta a razão pela qual a senhora White nos exorta a estudar este capítulo ANTES DO TEMPO DE ANGÚSTIA (Eventos Finais, p. 15), que deverá ocorrer antes da libertação final dos filhos de Deus. Os fatos do epílogo terão necessariamente o seu lugar após o Decreto Dominical, considerado pelo profeta Daniel como a reintrodução da abominação desoladora – Daniel 12: 11 (termo já referido em Daniel 11: 31 quando demarcou a introdução da primeira supremacia papal), e que reaparece agora para definir a cura da ferida mortal prevista no Apocalipse 13: 3. Deveras, este tempo da segunda supremacia papal é referido pela senhora White, em Primeiros Escritos, p.67, como sendo de poucos meses:
Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender. Os que não receberam o sinal da besta e da sua imagem quando sair o decreto terão de estar decididos a dizer agora: não, não mostraremos estima pela instituição da besta.”
Não tenhamos dúvida de que teremos muito que desaprender e muito que tornar a aprender. Não estranhemos, pois, as informações da Bíblia e do Espírito de Profecia, até que, na continuação da leitura, nossas dúvidas sejam removidas pelo poder de Deus. Se estranhar, investigue antes de ir orgulhosamente contra a Palavra de Deus e o Testemunho de Jesus, porque isto lhe será cobrado.
Salientamos que esta parte final do livro: Daniel 12: 5-13 ganhará maior significação quando for comparada com os seis primeiros versos de Apocalipse 10, no terceiro capítulo, destinado a complementar nossas informações. A Tabela 1 resume os principais fatos proféticos, na ordem em que eles aparecem nas quatro visões proféticas de Daniel:
Tabela nº 1 – As quatro linhas de tempo do livro de Daniel

BAB
MP
GR
RO
EO
CP
TF
JUÍ
QC
UD
DD
UM
2º Vinda de JC
Dan 2
X
X
X
X
X







X
Dan 7
X
X
X
X
X
X
X





X
Dan 8 e 9      

X
X


X
X
X




X
Dan 10/12    

X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Legenda:
§   BAB = Babilônia 605 aC;                                                                    
§   MP = Medos e Persas 539 aC;
§   GR = Grécia 331 aC;
§   RO = Roma 168 aC;
§   EO = Europa Ocidental 476 dC;
§   CP = Chifre Pequeno (Papado) 538 dC;
§   TF = Tempo do Fim, 1798 dC; queda do papado pelo Comunismo.
§   JUI = Juízo, 1844 dC;
§   QC = Queda parcial do Comunismo, em 1989 dC, com a derrubada do muro de Berlim.
§   UD = Últimas décadas;
§   DD = Decreto Dominical;
§   UM = Últimos poucos meses.
                                       
                                        1.2 – A primeira supremacia papal
Após a rápida visão de conjunto das profecias de Daniel, vamos abrir nossas Bíblias em Daniel 11. Esta profecia, diferente das demais, apresenta um caráter vivamente literal.
Para não prejudicar a sequência dos assuntos de interesse atual, colocamos a explicação dos trinta primeiros versos que nos levam até ao final do Império Romano, no Anexo 1.  Sigamos, pois, a partir do verso 31 que trata da ascensão do papado em 538 DC e nos leva até sua queda em 1798, no verso 35, o qual demarca o começo do tempo do fim.
Daniel 11: 31: “Dele (do Império Romano) sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício costumado, estabelecendo a abominação desoladora”.
Com o surgimento de Roma Eclesiástica ou papal (a abominação desoladora), o contínuo foi tirado e o paganismo foi absorvido e exaltado. Roma mística intentou contra a verdade básica do Cristianismo, removendo a obra intercessora de Jesus Cristo do santuário celestial (o contínuo), colocando o paganismo: santos e imagens, no seu lugar.
Nessa época foi estabelecida a “santa missa” com o propósito de fazer na Terra o que já estava sendo feito no céu: a intercessão pelo povo através de santos e de sacerdotes, descaracterizando a ligação mais sublime que é a do homem diante do seu Salvador.
Daniel 11: 32: “Aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo”.
A lisonja (louvor interesseiro e afetado), como a da canonização da mãe do imperador Constantino, utilizada por Roma eclesiástica, destruiu a pureza original do Cristianismo. Aqui, no entanto, há uma referência aos que resistiram a essas inovações pagãs e se mantiveram firmes em sua fé: os Valdenses, os Albigenses, entre outros conhecedores da Palavra de Deus, da época medieval, os quais, não obstante as perseguições tornaram se fortes e ativos. Estes homens espalharam a mensagem bíblica na sua integridade. Disfarçados de vendedores, levavam Bíblias e extratos das mesmas, escondidos nos casacos e os distribuíam nas casas onde vendiam as suas mercadorias.
Daniel 11: 33: “Os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo, por algum tempo”.
Este texto fala das perseguições no período da Inquisição, quando os cristãos eram amargamente execrados como hereges e destruídos. Além de serem maltratados e torturados, seus bens eram confiscados, mas isso seria por “algum tempo” porque, segundo Daniel 11: 34:
“Ao caírem eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas”.
Temos aqui uma referência a um pequeno socorro advindo do movimento da Reforma Protestante que surgiu em decorrência do esforço desta minoria fiel. A Reforma Protestante, porém, quando não apresentou as mesmas limitações do papado, acabou se degenerando na multiplicação de suas instituições.
            Daniel 11: 35: “Alguns dos entendidos cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado”. Grifo acrescentado.
A expressão “até ao tempo do fim” conduz a história das perseguições medievais para o acontecido em 1798 - caracterizado pela queda do papado, prevista em Apocalipse 13: 3. Temos aqui, portanto, o fim de um tempo profético, predito em Daniel 7: 25 e Apocalipse 12: 6 e 14, quando os filhos de Deus adquiriram poder para pregar o evangelho a todo o mundo como preparação para a Segunda Vinda de Jesus.
Como na sequência dos eventos proféticos, um poder, via de regra, é destronado por outro que lhe ocupa o lugar, precisamos encontrar o autor da queda do papado, que deverá preencher o seu espaço; e que deverá assumir um poder proeminente, a partir de então. E quem golpeou o papado com a ferida mortal, foi o ateísmo da Revolução Francesa, tendo à sua frente o imperador Napoleão Bonaparte.
Apesar de a França, como nação, ter se ‘afastado’ do ateísmo, este foi exportado para a antiga União Soviética, para a China comunista e para um grande número de países. Se não fosse pelos exércitos fortes dos Estados Unidos e da Europa, estaríamos, com certeza, sob a égide do Comunismo - poder totalitário e anticristão, reconhecido pela profecia e muito bem descriminado, a seguir:
            Daniel 11: 36: “O rei fará segundo a sua vontade e se levantará e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses, falará coisas incríveis, e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito”.
Em 1798 o imperador francês Napoleão Bonaparte fere a cabeça papal (QUINTA CABEÇA perseguidora do povo de Deus, depois de Babilônia, da Medo Pérsia, da Grécia e de Roma Imperial), assumindo, o ateísmo militante ou Comunismo a posição da SEXTA CABEÇA do dragão de Apocalipse 12: 3; menospreza e ridiculariza o Cristianismo, matando na guilhotina os líderes religiosos de todas as denominações cristãs existentes na França, apropriando-se de suas terras e instituições.
Daniel 11: 37: “Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao desejo de mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá”.
O Comunismo ateu deslocou-se a passos lentos da França para a Rússia, para o Oriente, no “Velho Mundo”, até que conquistou mais da metade da superfície do globo. Liderou com um poder impressionante, ameaçando a todo o mundo livre. Deu origem à guerra fria, após a II Guerra Mundial. Perseguiu os cristãos, onde se encontrassem. E, para se engrandecer sobre Deus, chegava a fazer capachos para a limpeza dos pés com o rosto do Senhor Jesus. Neste regime ateu o casamento religioso foi descartado, prevalecendo contratos civis, que eram revogados com facilidade, a despeito do desejo das mulheres, alastrando-se o vício e a prostituição.
Daniel 11: 38: “Mas em lugar dos deuses honrará o deus das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram honrará com ouro, com prata, com pedras preciosas e coisas agradáveis”.
A expansão comunista foi sempre realizada com base em movimentos de guerrilha (fortalezas). Desta forma o Comunismo ameaçou todas as forças armadas, buscando o domínio mundial. Seu deus, o Estado (o próprio sistema comunista reconhece o Estado como sendo o seu deus), realmente se constituiu em uma completa novidade em termos de divindade. A ele pertenciam os recursos das nações conquistadas.
Daniel 11: 39: “Com auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem multiplicar-lhes–á a honra, fá-los-á reinar sobre muitos e lhes repartirá a terra por prêmio”.
            Com o auxílio do poder do Estado – o deus dos ateus, os líderes dos movimentos incipientes eram sempre honrados com apoio militar. Isto visava desestabilizar as poderosas fortalezas dos países democráticos, para viabilizar a invasão Marxista. Esta operação era sempre feita por meio de guerrilhas custeadas pelo sistema comunista central, via União Soviética, principalmente. A terra, que passava então a ser propriedade do Estado, era entregue como um prêmio aos líderes do movimento, para administrá-la.
         1.3 – A problemática do fim dos tempos: de 1798 - 1989.
Mergulhados fundo já no final dos tempos, podemos ver no palco da História os supostos quatro protagonistas do fim: O papado ou rei do Norte, ferido mortalmente pelo Comunismo, mas com a ferida mortal em vias de cicatrização (Apocalipse 13: 3); o Comunismo ateu (também ferido mortalmente pela coalizão papado/Protestantismo americano), que hoje busca, na aliança com o Islã, a recuperação do domínio universal inicialmente postulado, mas que vem perdendo cada vez mais espaço para o Protestantismo americano, o terceiro poder que se desenvolve (unido com o papado) a passos largos para ocupar o seu papel como líder mundial. Estes três poderes seguem até aos dias de hoje (outubro de 2012) discutindo, fazendo alianças e ameaças, enquanto pensam sobre quem, finalmente, ocupará o lugar destinado à Pedra de Daniel 2: 44-45.
Neste contexto surge o quarto protagonista do tempo do fim. Em 1844, Deus ergue, providencialmente, a Igreja Remanescente, sob a proteção dos Estados Unidos para desdobrar as profecias e revelar o verdadeiro desfecho da História. Seu difícil papel, além da pregação do evangelho eterno, é o de desenganar estes três poderes mundiais, chamados biblicamente de a besta, o dragão e o falso profeta e de prevenir àqueles que se acham iludidos com os mesmos, para que se preparem para o juízo de Deus e Sua segunda vinda, pregando a mensagem de Apocalipse 14: 6 a 11:
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a
Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”.
“Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia (a besta, o dragão e o falso profeta) que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”.
“Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também este beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome”.
Desdobraremos agora Daniel 11: 40 que nos leva até 1989:
“No tempo do fim (citado também como no fim do tempo, pela senhora White, no livro Testemunho para Ministros, página 115 - o que se justifica porque estamos cinco versículos à frente do início do tempo do fim, citado em Daniel 11: 35), o rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte arremeterá contra ele com carros, cavaleiros, e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará”.
Para melhor compreensão deste texto se faz necessário voltar ao início do capítulo 11, situado no Anexo 1, onde o rei do Norte foi caracterizado como o rei da Síria, porque ficava ao Norte de Jerusalém. E o rei do Sul era o Egito, por ficar na outra extremidade. Israel, no meio, ficava sempre sob o fogo cruzado destes dois reinos remanescentes do antigo Império Grego em disputa.
Quando a Síria foi subvertida por Roma Imperial, esta passou então a exercer a função do reino do Norte. Com a fragmentação do Império Romano em 476 DC, o cetro dos reis de Roma acabou caindo nas mãos do papado que, a partir de 538 DC, como líder mundial da igreja cristã passou a assumir naturalmente a ‘posição’ do rei do Norte. Esta conclusão lógica foi endossada pelo pastor Tiago White, esposo da senhora White.
E agora, neste novo ponto da História, temos novamente o rei do Norte (o papado) - em ação. Quem entrou em combate com ele foi o rei do Sul - facilmente reconhecido como o Comunismo ateu. Resta saber como é que o Comunismo conecta-se com o Egito, o antigo rei do Sul.
A senhora White nos ajuda a entender a maneira como o antigo rei do Sul, o Egito, adapta-se a este contexto moderno. Em Daniel 11: 35 encontramos a descrição da ferida de morte na cabeça da besta, ocorrida em 1798. Esta ferida causada pela França foi também aludida em Apocalipse 11: 6-8, nos seguintes termos:
Elas (as Escrituras) têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de praga, quantas vezes quiserem. E quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá e as matará. e jazerá o seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e EGITO, onde o seu Senhor também foi crucificado”. Grifo, parênteses e negrito acrescentado.
Ao comentar essa passagem, White diz:
“A ‘grande cidade’, em cujas ruas as testemunhas foram mortas e onde os seus corpos mortos jazeram (Apocalipse 11: 8), é ‘espiritualmente’ o EGITO (que representava o rei do Sul). De todas as nações apresentadas na história bíblica, o Egito, de maneira mais ousada, negou a existência do Deus vivo e resistiu aos seus preceitos... Isto é ATEÍSMO – O Grande Conflito: As Escrituras Sagradas e a Revolução Francesa, p. 269.
Desta forma a profetisa interpretou o simbolismo do EGITO como representante do ATEÍSMO – a ideologia do COMUNISMO, surgida na Revolução Francesa e que decretou a queima das Bíblias, crucificando o Senhor Jesus, na forma de Sua Palavra.
 E foi, realmente, o Comunismo ateu, representando o rei do Sul, quem confrontou com o papado, mantendo a sequência esperada, a partir do verso 35 até o verso 40. Tratou-se de uma revanche do ocorrido no verso 35; o papado, associado agora aos Estados Unidos, dá o troco ao Comunismo, ferindo-o, também mortalmente, em 1989 – cerca de dois séculos mais tarde, quando ruiu o Império Soviético, o carro chefe do Comunismo. Enquanto isso a Igreja Remanescente se apressou para levar as três mensagens angélicas aos quatro cantos do planeta. Ela, contudo, vem perdendo espaço no contexto profético. Este importante desdobramento da profecia do tempo do fim, a queda do Comunismo, por exemplo, ficou sem ser anunciado.
O irônico é que o Protestantismo europeu que migrou para os EUA (a terra, de Apocalipse 12: 16), que protegeu a mulher (a Igreja Remanescente, para que ela pudesse pregar a mensagem de Deus a todo o mundo, preparando o caminho para a volta do Senhor), agora se alia com seu antigo opressor. Este fato é, também, de profundo significado uma vez que o país da liberdade religiosa, na qualidade de nação protestante por excelência, nesta aliança, devolve ao papado o prestígio internacional perdido, e este passa novamente a falar com grande autoridade. A nação americana, seguramente, por causa de interesses políticos e econômicos, cairá ainda mais baixo, a ponto de falar como o dragão (Apocalipse 13: 11), que a espera pacientemente sobre as areias do mar (Apocalipse 12: 17 e 9), a fim de reabilitar definitivamente a besta de Apocalipse 13: 1, o papado. Enquanto que Jesus segue purificando o seu Israel espiritual, para retirá-lo da mornidão, o Comunismo ateu, apesar de ferido, ainda respira e interage ativamente com os seus dois rivais (protestantes e católicos), até que o Apocalipse 16: 19 tenha cumprimento:
“E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de sua ira”.
Apesar de muito atento, com um olho em cada um de seus rivais cristãos, o Comunismo, associado com o Islamismo, ignora o seu verdadeiro algoz: Os judeus.
                           
                            1.4 – Profecias ainda no futuro – pós 1989.
O próximo passo profético, ainda futuro (novembro 2012), envolverá, segundo as profecias de Daniel onze, ações radicais contra Israel. Tudo indica que o avanço do rei do Norte (papado), associado ao Capitalismo americano, por meio da futura Nova Ordem Mundial (que já se encontra em curso oficioso de ação), continuará sua progressão da mesma forma como aconteceu contra a União Soviética: silenciosamente, por meio de articulações secretas; hoje com mais denodo devido ao sucesso obtido na luta contra o Comunismo, conforme visto em Daniel 11: 40. Este passo eletrizante, passado por alto pela Igreja Remanescente, subverteu ao mundo e à igreja a oportunidade do reavivamento espiritual proveniente do seu cumprimento profético pré-anunciado! Isto porque quando vemos a profecia virar História a nossa fé se fortalece. Que possamos ser mais lúcidos com relação aos próximos eventos!
Antes de entrar no versículo 41 lembremos, como introdução, o que diz Daniel 10: 14:
 “Vim para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos últimos dias”.
Daniel 11: 41 colocará, finalmente, em evidência, o grande objetivo do capítulo 11: revelar o verdadeiro protagonista do final dos tempos: o povo de Israel que, aliado ao Senhor dos Exércitos, virá a ser reconhecido pelos anjos e pelos homens como aquele que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus (Profetas e Reis, páginas 291-292). Ele finalmente preencherá o vácuo profético que vem sendo deixado pela Igreja Remanescente que será revigorada com o seu apoio.
Isso poderá parecer estranho, mas é rigorosamente bíblico, como veremos a seguir.
O livro Eventos Finais, p. 14, sugere palmilharmos este caminho, recomendando enfático:
Precisamos ver na história o cumprimento da profecia, estudar as atuações da providência nos grandes movimentos reformatórios e compreender a progressão dos acontecimentos na arregimentação das nações para o conflito final da grande controvérsia”.
Grandes reformas políticas, culturais, religiosas e econômicas estão na mídia – Primavera árabe, envolvendo países citados no final de Daniel onze (Líbia, Egito, Etiópia/Sudão), bem como a Síria como verdade presente para os nossos dias. Contudo, o passo imediato que devemos aguardar cumprimento envolverá diretamente Israel, conforme Daniel 11: 41:
“Entrará também na Terra Gloriosa e muitos sucumbirão, mas de seu poder escaparão estes: Edon e Moabe e as primícias dos filhos de Amom”.
A palavra também deste verso dá sequência ao versículo 40, que mostrou o Capitalismo ocidental/papado dando um passo significativo para a derrubada do muro de Berlim, símbolo da separação entre o Capitalismo e o Comunismo.
 A Terra Gloriosa, numa interpretação literal, o que vem caracterizando todo o capítulo 11, concerne a Israel, da mesma forma como em Daniel 11: 16, comentado no Anexo 1.
Tudo indica que esta profecia esteja apontando para a tentativa de solução do conflito árabe israelense, em curso, atualmente, no centro geográfico do Planeta.
Nosso objetivo será demonstrar, com base na Bíblia e no Espírito de Profecia que o povo de Israel deverá envolver-se em guerras de grandes proporções no Oriente Médio, das quais sobreviverá um remanescente judeu cristão, o qual será usado por Deus para a conclusão de Sua obra. Na verdade este remanescente cristão fiel já vem sendo cinzelado. Se isso lhe parece difícil, diz a Palavra de Deus: “Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil”? Gênese 18: 14.
Veremos, inicialmente, que o rei do Norte (o papado, à frente da Nova Ordem Mundial, estruturada no Ocidente) vem investindo primeiro por meio da pressão política para a aprovação do desmembramento do Novo Estado Palestino do território israelense. Este fato em fase adiantada de negociação já foi aprovado oficialmente pela UNESCO/ONU, com o voto de 107 nações, inclusive do Brasil. Ele deverá trazer no devido tempo, a guerra de Israel contra as nações circunvizinhas.
A votação mais recente, de 29 de novembro de 2012, amplamente divulgada pela mídia, além de ratificar a votação anterior, ampliou o número dos países a favor dos árabes palestinos para 138, com apenas nove nações contra e 41 abstenções. Esta decisão elevou o status dos palestinos de ‘entidade observadora’ para ‘Estado observador’, garantindo o acesso da Palestina à Assembleia Geral da ONU, como Estado não membro, sem direito a voto.
Esta mobilização das nações contra Israel, o povo de Daniel do passado e foco das profecias no presente, encaminha para o cumprimento de outra antiga profecia, agora segundo Números 23: 9 que diz:
Pois do cume das penhas vejo a Israel e dos outeiros o contemplo; eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações”.
“A atuação da providência na arregimentação das nações para o conflito final” revela a grande misericórdia de Deus e deixará o remanescente cristão sem argumentos por não seguir o alinhamento profético.
A reeleição do presidente Obama, que já se tem declarado muçulmano é outra questão que poderá degradar a situação de Israel, no contexto do Oriente Médio.
O fato mais importante é que o cumprimento desta profecia de Daniel 11: 41 será a isca para atrair Gog da terra de Magogue (referência aos países do Norte da Europa chefiados pela Rússia) para o combate, nos moldes de Ezequiel 38 e 39. Isto porque, segundo as profecias que ainda estão no futuro, as nações muçulmanas situadas no entorno de Israel (que são aliadas políticas da Rússia e da China), serão totalmente destruídas por Israel. Vejamos, por exemplo, o que está reservado para a Síria, segundo uma profecia ainda não cumprida, citada por Isaías 17: 1 e 3:
“Eis que Damasco deixará de ser cidade e será um montão de ruínas. A fortaleza de Efraim desaparecerá, como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o Senhor dos Exércitos”.
O palco já está todo montado. A Síria já está vivendo o clima de uma guerra civil; mais de vinte mil mortos é o saldo atual das escaramuças dos últimos meses. A liderança muçulmana deste País, apoiada pela Rússia e pela China enfrenta os rebeldes apoiados pelo Ocidente. Parece que a guerra fria foi reestabelecida. Os quatro anjos de Apocalipse sete estão novamente prestes a soltar os ventos da destruição e agora será para valer.
A estratégia muito oportuna para o rei no Norte, neste jogo de Xadrez, vem sendo fomentar o uso do braço de Israel contra a Síria e demais nações do Oriente Médio. Para isto agora só basta  conduzir à oficialização o Novo Estado Palestino, virtualmente estabelecido pela última Assembleia Geral da ONU, o que aglutinaria as nações muçulmanas, particularmente a Síria por ser limítrofe de Israel, para fazer cumprir o mandado da ONU.
Estejamos certos de que Deus procura atrair nossa atenção para estes registros sagrados, uma vez que já estamos vendo restabelecida a histórica tensão entre os reis do Norte e do Sul do Velho Testamento, com os judeus modernos entre o martelo e a bigorna. E, por trás de toda a problemática, o mesmo dragão vermelho tentando, por meio dos poderosíssimos inimigos de Israel, desestabilizá-lo novamente para evitar o cumprimento profético designado por Deus. Mas o Senhor afirma categoricamente que nos últimos dias Ele removeria o cativeiro de Seu povo Israel e plantaria os judeus em sua própria terra e que não seria dali jamais arrancado, conforme Zacarias 12: 9:
Naquele dia procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém, diz o Senhor”.
Poderíamos nos perguntar por que o acompanhamento desta sucessão de guerras no Oriente Médio seria tão importante para nós? Essencialmente porque trará a reabilitação espiritual do remanescente judeu, cuja restauração está indexada à Segunda Vinda do Senhor, que é, evidentemente, o foco das profecias. Não obstante passar por terríveis provações, Israel, após perder dois terços do seu contingente atual, reconhecerá a presença de Jeová novamente com eles:
“Em toda a terra (de Israel), diz o Senhor, dois terços dela serão eliminados, e perecerão; mas a terceira parte restará nela. Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus”. Zacarias 13: 8-9.
E assim, confiantes na segura proteção de Deus, que os livra miraculosamente do incrível exército de Gogue (duzentos milhões de combatentes, conforme a sexta trombeta do Apocalipse), o remanescente fiel de Israel promoverá um acordo unilateral de paz com o mundo ocidental, se desarmando, nos termos de Ezequiel 39: 9:
“Os habitante das cidades de Israel sairão, e queimarão de todo as armas, os escudos e os paveses, os arcos, as flechas, os bastões de mão e as lanças; farão fogo com tudo isto por sete anos”.
A partir de então, como as primícias dos salvos, Israel passará a ser um instrumento especial nas mãos de Deus para a conversão das nações, conforme Zacarias 10: 3:
“Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes guias; Mas o Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará desta o Seu cavalo de glória na batalha”.
Este verso cristaliza, na prática, o ponto de virada do tempo dos gentios para o novo tempo dos judeus, conforme o apóstolo Paulo nos esclarece:
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos); que veio o endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”. Romanos 11: 25. Negrito acrescentado.
Seguirão, contudo, sem muitas baixas, os outros dois poderes surgidos no início do tempo do fim, como pretensos protagonistas dos derradeiros eventos da Terra: a besta (papado/rei do Norte) e o falso profeta (Protestantismo americano apostatado), como parceiros indissociáveis nas Nações Unidas. 
Em face dos prodígios verificados na primeira fase da legendária guerra do Armagedom (de Israel contra as forças confederadas do Norte), a Nova Ordem Mundial ratificará o acordo de paz proposto por Israel, provavelmente por meio da criação de uma Embaixada do Vaticano em Jerusalém, quiçá da edificação do antigo templo, nos moldes de Ezequiel a partir do capítulo quarenta e no contexto de Isaías 66, do versículo sete em diante.
 Este tempo de paz, no entanto, será pequeno e durará apenas três anos e meio, como veremos na próxima sessão. Ele será logo quebrado pela implantação do Decreto Dominical, desde há muito anunciado pela Igreja Remanescente, provocando o alto clamor do Terceiro Anjo de Apocalipse 14: 9-11. Este pano de fundo dos últimos dias na terra foi também pintado pelos Pais da Igreja, quando incluíram a última das setenta semanas citadas em Daniel 9: 24-27, no cenário do fim dos tempos. Vejamos um comentário expresso na Bíblia do Dr. Scofield, Ed. 1966, p. 864:
Quando esta septuagésima semana era mencionada durante os dois primeiros séculos e meio da igreja cristã, quase sempre era atribuída ao fim dos tempos. Irineu coloca o aparecimento do Anticristo no fim dos tempos da última semana; na verdade ele assegura que o período da tirania do Anticristo vai durar exatamente meia semana, três anos e seis meses. Assim, da mesma maneira, Hipólito declara que Daniel ‘indica o aparecimento dos sete anos que serão os últimos tempos’”.
Sem contestar a validade do argumento das setenta semanas constituírem um bloco único, conforme desenvolvido no segundo capítulo da Terceira Parte, vamos analisar a possibilidade de uma segunda aplicação em conformidade com os Pais de Igreja.


                            1.4.1 - A septuagésima semana de Daniel 9: 27
Partamos da premissa de que toda a profecia das setenta semanas se relaciona com o povo de Daniel e a sua cidade santa, Jerusalém, conforme Daniel 9: 24:
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos”.
Podemos verificar que este verso apresenta cinco objetivos básicos, em série:
-ungir a Cristo para selar a visão e a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs, referidas em Daniel 8: 14. Este objetivo foi cumprido logo após o batismo de Jesus. Ver detalhes no segundo capítulo da Terceira Parte;
-expiar a iniquidade. Este objetivo foi realizado na cruz;
-cessar a transgressão dos israelitas após o cativeiro babilônico; este objetivo encontra-se em aberto porque não exclui os judeus do tempo do fim;
-dar fim aos pecados; este objetivo também vem se processando através do juízo investigativo, a partir de 1844; e,
-trazer a justiça eterna, o que se consumará no futuro estabelecimento do reino de Cristo sobre a Terra.
Considerando a atualidade desta profecia, prossigamos com Daniel 9: 25:
“Sabe, e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.
 O cumprimento deste verso selou a visão e a profecia, situando a História desde 457 aC, quando Artaxerxes autorizou a restauração de Jerusalém, no sétimo ano do seu reinado (Exdras 6: 14; 7: 7, 8, 11 e 25) até o ano 27 dC, quando Jesus foi ungido, após Seu batismo. Restaram exatos 1817 anos para o início do juízo investigativo, iniciado em 1844. Este foi o selo de Deus.
Daniel 9: 26: “Depois das 62 semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas”.
Depois das 62 semanas que se seguem às primeiras sete semanas, isto é, após as 69 semanas mencionadas no verso 25, duas coisas importantes acontecerão:
-O Messias será morto e já não estará, fato ocorrido no ano 31 DC; e
-A cidade reconstruída e o templo seriam destruídos novamente, desta vez pelo povo de outro príncipe que ainda está para vir. Sabemos tratar-se do General Tito que comandou a destruição de Jerusalém no ano 70 DC, vindo, mais tarde, a ser imperador romano.
Após anunciar o fim do príncipe romano, o verso vinte e seis prediz guerras e desolações sobre os judeus até ao final da História.
Observemos que os dois acontecimentos básicos deste verso foram explicitados antes da septuagésima semana, citada em Daniel 9: 27: 
“Ele (o príncipe romano) fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada (no verso 26), se derrame sobre ele”.
É fácil verificarmos a possibilidade de incluirmos entre a sexagésima nona e a septuagésima semana um período mínimo de 39 anos. Reconhecemos também a possibilidade de uma segunda aplicação para esta septuagésima semana de anos, ligada com o tempo do fim, por se ajustar ao puzzle profético dos últimos dias.
  Os acontecimentos mais importantes citados na última das setenta semanas de anos (v.27) são:
-Uma aliança de sete anos do futuro príncipe romano (o atual papado recuperado), com Israel. Esta aliança, no entanto será breve. O rompimento fortuito deste acordo por parte do príncipe romano, demarcará o início de um novo período profético, referido em Daniel 12: 11:
“Depois do tempo em que o costumado sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias”. Ver o comentário deste período no terceiro capítulo.
-A aliança será quebrada no meio desta última semana de anos que demarca, segundo os Pais da Igreja, o início do reino do Anticristo, citado em Daniel 9: 24. No meio desta última semana, o ritual do culto judeu será interrompido bruscamente pelo príncipe romano que introduzirá abominações que tornarão o santuário desolado. Tratar-se-á, como sabemos, do Decreto Dominical, implícito em Daniel 12: 11.
-Ao mesmo tempo ele (também chamado a besta de Apocalipse 13: 1-10, ou o homem da iniquidade, citado em II Tess 2: 3-8), iniciará uma perseguição contra os judeus, porque são guardadores do sábado. Esta perseguição se estenderá sobre todos os observadores do sétimo dia da semana existentes na Terra, fato este que revelará o Anticristo, confirmando a hipótese de Irineu.
-O fim da 70ª semana produzirá juízo contra o desolador; o papa será destruído, conforme Daniel 11: 45:
“Armará as suas tendas palacianas entre os mares (mar Morto, da Galileia e Mediterrâneo) contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”.
Sim, não obstante se alojar fortuitamente em Jerusalém, o seu reinado ali será interrompido bruscamente pela segunda vinda de Jesus.
E, a seguir virá o recebimento das bênçãos do reino da glória, trazendo, então, a justiça eterna citada em Daniel 9: 24.
Confirmamos, assim, a aplicação dos Pais da Igreja pela harmonia com as demais profecias.
O próprio Senhor Jesus Cristo, falando dos sinais de Sua segunda vinda em Mateus 24: 15  relacionou estes sinais com os acontecimentos da septuagésima semana, usando as mesmas palavras:
“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda)”.
Se entendermos bem o enunciado deste verso veremos que Jesus também situou a septuagésima semana nos derradeiros dias, confirmando a hipótese de Hipólito e de Irineu.
Seu lembrete, específico para os judeus cristãos remanescentes em Jerusalém para que preservem suas vidas, por ocasião dos futuros combates mencionados em Daniel 11: 41 não deve  confundir-se com aquele mencionado em Lucas 21: 20, onde o sinal foi, especificamente, o cerco de Jerusalém por exércitos, o que se cumpriu literalmente nos anos de 67 e 70 da Era Cristã. Devemos verificar que o contexto de Mateus 24: 15 é dos últimos dias, conforme terceiro capítulo da III Parte.
Assim, deslocando a septuagésima semana para o fim do tempo, entre esta e a sexagésima nona ficarão compreendidas as diversas etapas da igreja cristã.
 1.4.2 – Três páginas muito significativas do Espírito de Profecia
A página 257 do livro Meditações Matinais intitulado O Senhor Logo Vem, edição de 1977, condensa muito desta importante problemática.
Sob o título geral: “Um Pequeno Tempo de Paz” introduz-se o verso de I Tessalonicense 5: 3:
Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes virá repentina destruição, como vem a dor de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão”.
Logo a seguir, este verso passa a ser comentado por meio de um texto de Primeiros Escritos, p. 85 e 86, que diz:
Nesse tempo, enquanto a obra de salvação está se encerrando, tribulações virão sobre a Terra (agravamento da grande crise mundial atual, que levará ao confronto vitorioso de Israel contra as nações árabes vizinhas) e as nações ficarão iradas, (confederação das nações do Norte da Europa com as do Oriente, devido às derrotas sucessivas de seus aliados do Oriente Médio), embora contidas para não impedir a obra do Terceiro Anjo (Esta batalha, reconhecida biblicamente como a do Armagedom, será confinada num lugar bem específico do Oriente Médio: o vale de Megido, próximo de Jerusalém). Nesse tempo (três anos e meio antes do Decreto Dominical e após a destruição dos exércitos confederados citados em Ezequiel 38 e 39) a chuva serôdia, ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do Terceiro Anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas”. Grifos e parênteses acrescentados.
White continua:
              “Minha atenção foi então desviada da cena. Parecia haver um pequeno tempo de paz” (a primeira metade dos últimos sete anos os quais foram previstos em Ezequiel 39: 9). Parêntese acrescentado.
              Este breve período de paz virá no contexto da recuperação espiritual de Israel, citada Em Ezequiel 34, 36 e 37 (Anexo 3), depois da vitória contra os exércitos confederados do Norte, mencionada em Ezequiel 38 e 39.          Este desarmamento voluntário da nação escolhida, revelará total confiança em Jeová. Tal ação chamará a atenção do mundo para o povo escolhido de Deus, numerado e selado que sobreviverá em Israel, guardando o sábado.
O auxílio do Onipotente, na vitória contra todas as nações inimigas do Oriente Médio, do Oriente e do Norte da Europa, galvanizará a conversão deste povo que passará então por um pentecostes, à semelhança do que ocorreu com a Igreja Primitiva, no início do tempo dos gentios. Vejamos Zacarias 12: 8- 10:
“Naquele dia, o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles. Naquele dia, procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém. E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a quem transpassaram; Pranteá-lO-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora amargamente pelo primogênito”.
               Esta conversão genuína dos judeus, segundo Romanos 11: 15 será para o mundo cristão entre as nações, motivo de grande reavivamento espiritual:
“Porque, se o fato de ter sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos”?
              E, neste sentido, dará poder à grande voz do Terceiro Anjo de Apocalipse 14: 9-12 e 18: 4.
              Apesar da conversão dos judeus ao Cristianismo ser festejada, a observância do sábado pelos mesmos, desmascararão as artimanhas de todos os falsos pastores, e do papado em particular. O rei do Norte, então, à frente das Nações Unidas, tratará de forjar o decreto dominical, na intenção de dar um fim definitivo aos filhos de Abraão bem como aos seus influenciados, entre as nações.
              Brotará, então, a Igreja Triunfante composta pelos remanescentes cristãos tanto do Israel espiritual como do literal, que compreenderão a maravilha do tempo profético e sairão com destemor, sob o impacto da chuva serôdia do Espírito Santo, para auxiliar na remoção dos filhos do Altíssimo que ainda se encontram em Babilônia, clamando as palavras de Deus citadas em Apocalipse 18: 4:
              “Sai dela povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes de seus flagelos”.
            Esta impressionante página do livro Meditações Matinais Maranata segue desdobrando a profecia, dizendo:
            “Foram-me mostrados os habitantes da Terra na maior confusão; lutas, guerra e derramamento de sangue, privações, necessidades, fomes e pestilências estavam por toda a parte. À medida que estas coisas cercavam o povo de Deus (Israel literal, em especial, após o decreto dominical, já na segunda metade dos últimos sete anos) este começava a unir-se e a por de lado suas pequenas dificuldades – a própria dignidade já não mais exercia domínio sobre eles; profunda humildade tomava o seu lugar. O sofrimento, a perplexidade e as privações faziam com que a razão recuperasse a soberania, e o homem impulsivo e desarrazoado tornava-se sensato e agia com discrição e sabedoria”.
              Sim, o Senhor bramará de Sião, por meio de Seu povo ali reunido, o que dará volume à mensagem remanescente do Terceiro Anjo.
              Estes derradeiros esforços missionários agravarão a perseguição feroz da besta e, neste contexto, segue dizendo o livro Maranata, o Senhor Vem, na página 257:
              “Mais uma vez os habitantes da Terra me foram apresentados; e novamente tudo se achava na maior confusão. Lutas, guerras e derramamento de sangue juntamente com fome e peste imperavam por toda a parte. Outras nações (agora as nações ocidentais) se achavam empenhadas nesta luta e confusão”. “A guerra ocasionou a fome. A miséria e o derramamento de sangue deram lugar à pestilência... E então o coração dos homens desmaiou de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo.” I T, 268. (parênteses acrescentados).
              Nosso mundo retorna às condições medievais e, enquanto o papado impera respaldado pela Nova Ordem Mundial, os demais filhos de Deus, fora dos limites de Israel, irão sendo selados na medida em que ouvirem o chamado de Deus. Este quadro profético é mencionado em Joel 2: 32:
              “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor (em Israel) será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar”. Ver Apocalipse 18: 4. Parêntese acrescentado.
              O livro Maranata, p. 257, conclui esta meditação matinal de 8 de setembro de 1977, com uma observação:
               “Os anjos estão agora (novembro de 2012), retendo os ventos da contenda, até que o mundo seja advertido de sua vindoura condenação; uma tempestade, porém, se está preparando, prestes a irromper sobre a Terra, e quando Deus ordenar a seus anjos que soltem os ventos (sexta trombeta, no próximo capítulo), haverá tal cena de conflito que a pena não pode descrever... um momento de suspensão foi-nos graciosamente concedido por Deus. Todo o poder a nós emprestado pelo céu deve ser empregado a fazer a obra que nos foi designada pelo Senhor em benefício dos que estão a perecer na ignorância”. Parêntese, e negritos acrescentados.
O Espírito de Profecia no livro Profetas e Reis (brochura) CPB, páginas 291 e 292, fazendo comentários sobre os judeus nos últimos dias, confirma, de forma categórica que Israel, como nação, ainda terá uma parte importante a representar no Grande Conflito, cujo desfecho se avizinha celeremente. Vamos a elas:
· Sobre Amós e Oséias:
As profecias de juízo pronunciadas por Amós e Oséias foram acompanhadas de predição de glória futura. Às dez tribos, desde muito rebeldes e impenitentes, não foi dada nenhuma promessa de completa restauração de seu anterior domínio, na Palestina. Até o fim do tempo eles deviam ser ‘errantes entre as nações’. Mas por intermédio de Oséias foi dada uma profecia que ‘punha perante eles o privilégio de ter uma parte na restauração final’ que deve ser feita para o povo de Deus no fim da história desta terra, quando Cristo aparecerá como Rei dos reis e Senhor dos senhores. ‘Por muitos dias’ o profeta declarou, as dez tribos deveriam ficar sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim”. “Depois, continuou o profeta, ‘tornarão os filhos de Israel, e buscarão o Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei; e, temerão ao Senhor e à Sua bondade, no fim dos dias.” (Oséias 3:4-5)... “Nos últimos dias da história da terra, o concerto de Deus com Seu povo que guarda os Seus mandamentos deve ser renovado... E acontecerá naquele dia que Eu responderei, diz o Senhor, Eu responderei aos céus, e estes responderão à terra; e a terra responderá ao trigo, e ao mosto, e ao óleo, e estes responderão a Jezreel. E semeá-la-ei para Mim na terra, e compadecer-Me-ei de Lo-Ruama; e a Lo-Ami direi: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus. (Oséias 2: 18-23). (Negritos supridos).
· Sobre Isaías 10: 20:
“E acontecerá naquele dia que os resíduos de Israel e os escapados da casa de Jacó... se estribarão sobre o Senhor, o Santo de Israel, em verdade”.
· Sobre Apocalipse 14: 6, 7 e 12:
De toda a nação, e tribo, e língua, e povo, haverá alguns que alegremente responderão à mensagem: Temei a Deus e dai-lhe glória; porque vinda é a hora de seu juízo”. “Voltar-se-ão de todo o ídolo que os retém na Terra, e adorarão ‘Aquele que fez o céu, e a Terra e o mar, e as fontes das águas. Libertar-se-ão de todo o embaraço, e estarão perante o mundo como monumentos da misericórdia de Deus”. “Obedientes aos divinos reclamos serão reconhecidos pelos anjos e pelos homens como os que têm guardado os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que colhe e o que pisa as uvas ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se derreterão. E removerei o cativeiro do meu povo Israel, e reedificarei as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto”. Negritos, parênteses e grifos acrescentados.
· Sobre Amós 9: 14-15:
“E removerei o cativeiro de Meu povo Israel, e reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados de sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus”.
      Dada a sua relevância, em um estudo como este, precisamos abrir um parêntese relativamente extenso para enquadrar melhor Israel no contexto destas profecias.
1.4.3 - O moderno Estado de Israel dentro das profecias bíblicas
      Diz Deuteronômio 4: 27-31 “O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá”. (Hoje têm apenas 13,2 milhões de judeus no mundo)
            “Lá, servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. De lá, buscarás ao Senhor, teu Deus e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma”.
            “Quando estiveres em angústia (a pressão hoje sobre Israel é altíssima e tende a aumentar no futuro próximo) e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias e te voltares para o Senhor, teu Deus, e Lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais”.
            Para que esta profecia tivesse cumprimento fez-se necessária, primeiro, a existência de uma nação sobre a Terra com o nome de Israel, justamente no tempo em que estamos vivendo. E, segundo, que a mesma estivesse sob fortes pressões.
            Hoje, por incrível que pareça, após dois milênios sem seu território, Israel aparece novamente no foco das nações, com cinco milhões e novecentos mil judeus (pouco menos da metade de sua população mundial) e com assento na ONU, conforme Google.  Esta nação nasceu providencialmente em um único dia – em 14 de maio de 1948, para dar o cumprimento dramático às profecias do fim:
Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos”. Isaias 66: 8.
            Vemos neste testemunho bíblico que a reorganização do atual povo de Israel na Palestina não é casuística, mas orientada por Deus. White, por seu turno, em Evangelismo, 579, assim se referiu ao fato, há cerca de cento e cinquenta anos atrás, quando a nação de Israel sequer era sonhada:
            “Judeus conversos hão de ter parte importante a desempenhar nos grandes preparativos a serem feitos no futuro para receber a Cristo, nosso Príncipe. Nascerá uma nação em um dia. Como? Por homens que Deus designou se converterem à verdade. Ver-se-á ‘primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga’. Cumprir-se-ão as predições da profecia”.   
            Há 108 anos atrás, no dia quatro de julho de 1904, morria aos quarenta e quatro anos, Theodor Herzi, no Sanatório Edlach, em Viena, Áustria. Milhares de pessoas tomadas de devota emoção acompanharam o funeral daquele visionário autor do livro ‘O Estado Judeu’ que conseguiu aglutinar muitos judeus da diáspora em torno do ideal de retorno à Palestina. Daí por diante eles passaram a usar a expressão: “Em Jerusalém, no ano que vem”. Aparecia desta forma, a tênue erva profetizada: o sonho do retorno.
Em 1948, na criação do Estado de Israel, apareceu a espiga. Falta, agora, apenas a restauração espiritual deste povo sofredor, que significará o grão cheio na espiga.
Àqueles que não creem na possibilidade da conversão dos judeus ao Cristianismo diz a Palavra de Deus:
            “Eles (os judeus) também se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo”. Romanos 11: 23.
Não é, portanto, correto descartar-se, a priori, esta hipótese, principalmente diante das palavras inspiradas do Espírito de Profecia que diz:
“Há entre os judeus muitos que serão convertidos e por meio de quem veremos a salvação de Deus sair como lâmpada ardente... As Escrituras do Velho Testamento, misturadas com as do Novo Testamento, serão para eles como o alvorecer de uma nova criação ou como a ressurreição da alma. Avivar-se-á a memória ao verem Cristo descrito nas páginas do Velho Testamento... Muitos dos judeus hão de, pela fé, aceitar a Cristo como seu Redentor”. Evangelismo, p. 578/579.
Para Jeremias, antes do exílio babilônico, foram dadas tanto as razões da dispersão como também do reagrupamento dos judeus:
“Não voltará atrás o brazume da ira do Senhor, até que tenha executado e cumprido os desígnios de Seu coração. Nos últimos dias entendereis isto”. (Jeremias 30: 24).
A compreensão desse fato - mormente após a marcante presença de Deus em suas lutas contra os incircuncisos do Norte da Europa e do Oriente, levá-los-ão ao arrependimento:
            “Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi, seu rei e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da sua bondade”. (Oseias 3: 5).
1.4.4– O tempo dos judeus e o tempo dos gentios       
            Quando acabou o tempo dos judeus, Paulo falou sobre o futuro de Israel no capítulo 11 de Romanos: “Pergunto, pois: acaso rejeitou Deus ao Seu povo? – De modo nenhum”. Romanos 11: 1 e 2.
            Paulo, apesar de reconhecer em todo o povo o espírito de rebelião, de contradição e descrença, ele ainda se refere ao povo de Israel na carne como integrante do povo de Deus ao afirmar: Deus não rejeitou o Seu povo.
            Israel caiu, é verdade, mas não definitivamente:
Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de Mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de Mim para sempre. Assim diz o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também Eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o SENHOR”. Jeremias 31: 35-38.
            Embora muitos aspectos da nova aliança tenham se cumprido com relação aos crentes do Israel espiritual – atual igreja cristã, a aliança permanece ainda irrealizada para com o Israel literal de acordo com a declaração específica do verso 31.
 “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá”.
            Em Atos 13: 47-48 lemos que foi pela queda de Israel que as boas novas foram levadas aos gentios que as receberam com alegria:
Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para a salvação até aos confins da terra.” e “Os gentios, ouvindo isso, regozijavam-se e glorificavam a Palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”.
            E, em Romanos 11: 12 é-nos dito:
“Ora, se a transgressão deles (dos judeus), redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude”!
E Paulo, em todo o capítulo 11 segue argumentando sobre a restauração futura de Israel, que se daria após o encerramento do tempo destinado aos gentios. Mas, afinal, o que, finalmente, podemos concluir sobre o tempo dos judeus e sobre o tempo dos gentios? Por tempo dos judeus podemos considerar o espaço temporal em que a luz das boas novas da salvação deveria brilhar intensamente sobre a nação judaica e dela se refletir para todas as nações. Infelizmente a grande maioria da nação, por orgulho de suas lideranças não compreendeu o extraordinário papel que lhe estava reservado. Um remanescente, no entanto, compreendeu, em parte, esse papel quando Jesus começou o Seu ministério. Contudo, já estava quase terminando o período destinado à nação judaica quando a intensidade da luz do evangelho brilhou com extraordinário fulgor sobre aquele pequeno grupo remanescente na descida do Espírito Santo. E aquele pequeno grupo fez, em poucos anos, o que a nação inteira deveria ter feito em séculos.
            Após o apedrejamento de Estêvão (Atos 6: 8-15 e 7: 1-60), no ano 34 de nossa era, os apóstolos e discípulos, perseguidos pelos líderes religiosos judeus foram dispersos pelas nações, levando as boas novas aos gentios que as recebiam com alegria. Iniciava-se, assim, o tempo dos gentios, quando a luz do evangelho deveria brilhar diretamente sobre eles, o que durou até 1980, quando Jerusalém passou a ser a capital integrada de Israel. Em 1984, com a instalação da Embaixada dos Estados Unidos no Vaticano, o Cristianismo, ao nível das nações do mundo, entrou em colapso, com exceção de um relativamente pequeno remanescente fiel.
            O tempo de graça destinado aos judeus, individualmente, para se converterem ao Cristianismo, quando o tempo destinado à nação de Israel passou e, antes que Jerusalém fosse destruída, no ano 70 dC, foi de 36 anos. Tendo em consideração que a destruição de Jerusalém fora colocada pela senhora White como um tipo da destruição final do mundo, é possível que falte muito pouco tempo para que os gentios continuem fazendo, individualmente, a sua decisão ao lado da verdade, posto que 32 anos já tenham passados (2012-1980=32 anos).
Se considerarmos Israel como sendo a figueira da parábola de Mateus 24: 32-34; Marcos 13: 28-31 e Lucas 21: 29-36 que floresceu em 1948, na recriação do Estado judeu, teríamos já transcorrido 65 anos da última geração da Terra que, segundo o Salmo 90: 10 não passariam muito dos 70 anos. Quem tem ouvidos, que ouça!
            Agora, vejamos como o apóstolo Paulo traduz para nós este misterioso tempo dos gentios:
            “Porque assim como vós (gentios) também outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à vista da desobediência deles (dos judeus), assim também estes (gentios) agora foram desobedientes, para que, igualmente, eles (os judeus) alcancem misericórdia, a vista da que vos foi concedida. Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”. Romanos 11: 25, 30, 31 e 32. (Negritos e parênteses acrescentados).
            Na prática, no entanto, continua existindo a mesma possibilidade de salvação para os gentios. Agora, segundo Paulo, é o tempo de salvação para toda a humanidade:
Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.”
A novidade é a de que o povo de Deus, na realidade presente e futura, passará a ser formado de dois grupos: dos gentios cristãos sinceros (Israel espiritual) e dos judeus cristãos, em Israel, conforme se descreve entre o sexto e o sétimo selos, nas páginas 92 a 96, no capítulo cinco. Não devemos esquecer que, tanto no Israel literal como no espiritual, a salvação sempre foi e sempre será individual. A diferença é a de que Deus voltará a iluminar o mundo por meio do povo judeu remanescente, situado em Israel, após as duas grandes guerras futuras nas quais ele se envolverá.
            Em Romanos 15: 10, na Bíblia na Linguagem de Hoje, escreve Paulo:
“Vocês que não são judeus, alegrem-se com o povo escolhido de Deus”. Diz, ainda: “Todos os que não são judeus louvem ao Senhor, e todos os povos louvem muito”!
E Paulo tem razão, porque a última igreja cristã será beneficiada com um grande e extremamente necessário reforço missionário para a pregação da Terceira Mensagem Angélica de Apocalipse 14, a partir da conversão dos judeus. Imaginemos só assistir Deus lutando a favor do resíduo de Israel, que finalmente se converte ao Cristianismo, guardando o sábado, em Jerusalém!
O apóstolo Paulo, quando entendeu a profecia no seu escopo, maravilhado, em Romanos 11: 33-36 desabafou:
“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Teus juízos, e quão inescrutáveis os Teus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi Seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a Ele para que Lhe venha a ser restituído? Por que dEle e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente, Amém!”
1.4.5 – Outros detalhes sobre a recuperação dos judeus
            A queda dos judeus como nação, no início da Era Cristã, veio por causa de sua ignorância quanto aos sinais dos tempos. Por isso mataram a Cristo e perseguiram os primeiros cristãos, sem imaginar que estes viriam a ocupar o seu espaço, no grande plano da salvação de Deus. Os cristãos acabaram fazendo a obra que eles deveriam ter feito: a pregação do evangelho eterno a todo o mundo, isso num curto espaço de tempo.
            Dando cumprimento ao enunciado de Eclesiastes 3: 15 que diz: “O que é já foi, e o que há de ser, também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou”, agora é o Cristianismo moderno que não compreende bem as profecias do tempo do fim, se mostrando inabilitado para pregar a mensagem presente para o seu tempo. Também não estão se dando de conta de que os judeus, ora radicados em Israel, estão sendo chamados para compartilhar o seu espaço na conclusão da obra de Deus, conforme a profecia. E seguem pensando que o tempo dos judeus passou para sempre.
A seguir acrescentaremos mais alguns detalhes sobre as profecias que vem se cumprindo com relação ao povo de Israel apenas para comprovar o quanto o nosso coração tem sido endurecido a respeito deste povo e quanto nossos olhos têm sido desviados da verdade presente que se encontra no Velho Testamento.
            Veremos que, como no passado, a incredulidade nacional de Israel foi a oportunidade dos gentios, agora será a incredulidade nossa que devolverá Israel à oliveira verdadeira. Disse Paulo aos gentios:
            “Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte também tu serás cortado. Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo. Pois se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava, e contra a natureza enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais. Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais presumidos em vós mesmos, que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”. Romanos 11: 22-25.
            Paulo não inventou estes versos. Apenas os extraiu das profecias do Velho Testamento, algumas das quais examinaremos a seguir, para desvendar melhor este mistério.
            Comecemos por Miquéias. Este profeta, depois de condenar a grave apostasia dos reinos de Israel e Judá, predizendo sua destruição pela Assíria e Babilônia, nos primeiros três capítulos do seu livro, ele se reporta diretamente ao tempo do fim, mudando o sentido da História:
            “Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos e andemos por suas veredas; porque de Sião procederá a lei e a palavra do Senhor de Jerusalém”. Miquéias 4: 1-2.
Vemos aqui que nos últimos dias desta Terra Jerusalém terá proeminência. E esta honra de capital espiritual da Terra será mantida por toda a eternidade:
“E me transportou, em espírito, até uma grande e elevada montanha, e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus”. Apocalipse 21: 10.
Miquéias 4:3 previu as nações em paz; e no verso quatro, os judeus em tranquilidade:
            “Mas assentar-se-á cada um debaixo de sua videira, e debaixo de sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do Senhor dos Exércitos o disse”. Miquéias 4: 4
Esta situação, inimaginável no presente, se concretizará cerca de sete anos antes da segunda vinda de Jesus, como já vimos, e permanecerá até a nova Terra ser estabelecida.
Voltando à situação do mundo atual, dizem os versos de Miquéias 4: 5-6:
“Porque todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas quanto a nós (os judeus remanescentes de Israel), andaremos em nome do Senhor nosso Deus para todo o sempre. Naquele dia, diz o Senhor, congregarei os que coxeiam, e recolherei os que foram expulsos e os que Eu afligira”.
Esta é uma referência à restauração da última dispersão dos judeus. O Anexo 2 descreve quão terrível foi a diáspora deste povo errante, por quase dois milênios. Deveríamos examinar, neste anexo, o que aconteceu a partir da destruição de Jerusalém, que teve mais de um milhão de mortos, no ano setenta, até meados do século XX que testemunhou o extermínio em massa de seis milhões de judeus, sob o regime de Hitler.
Falando deste massacre, diz o Instituto de Herança Judaica, Cx. Postal 5806850 - Itapecerica da Serra/São Paulo:
“Este (massacre) poderá ser superado apenas por uma liquidação total, última e oficialmente proclamada, do Estado de Israel, que a maioria dos países árabes vizinhos, adeptos do Islã, planeja levar a cabo como uma guerra religiosa contra o povo judeu, ali e em toda a Terra”,
            Esta cobiçada pretensão, no entanto, será difícil de ser concretizada, pois segue o Senhor, dizendo:
 “Dos que coxeiam farei a parte restante, e dos que foram arrojados para longe, uma poderosa nação; e o Senhor reinará sobre eles no monte Sião, desde agora e para sempre. A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém”. Miquéias 4: 7-8.
A parte mais difícil desta profecia se cumpriu em 1948, no estabelecimento da nação israelita, pelos que foram arrojados para longe. Parte, porque em Isaías 2: 2-4, que repete a promessa de Miquéias 4: 1-2, valorizando ainda mais esta promessa, chega ao capítulo quatro, versos três e quatro, deixando claro, no entanto, que nem todos os que voltaram para o Estado de Israel, que foi restaurado politicamente, serão restaurados espiritualmente; Apenas o remanescente fiel (os que coxeiam) passará pela experiência da renovação espiritual, e serão selados:
“será que os restantes de Sião e os que ficarem em Jerusalém serão chamados santos; todos os que estão inscritos em Jerusalém para a vida; quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião, e limpar Jerusalém da culpa do sangue do meio dela, com o Espírito de justiça e com o Espírito purificador”.
Após profetizar sobre o restabelecimento futuro da nação, olhando para os últimos dias, o profeta Miquéias faz referência ao resultado prático das fortes pressões que recairão sobre os judeus:
“Acham-se agora congregadas muitas nações contra ti, que dizem: seja profanada, e vejam os nossos olhos o seu desejo sobre Sião. Mas não sabem os pensamentos do Senhor, nem lhe entendem o plano que as ajuntou como feixes na eira. Levanta-te, e debulha, ó filha de Sião; porque farei de ferro o teu chifre e de bronze as tuas unhas, e esmiuçarás a muitos povos, e o seu ganho será dedicado ao Senhor, e os seus bens ao Senhor de toda a Terra”. Miquéias 4: 13.
Em Miquéias 5: 1-3, a cena reflui destas futuras batalhas para o nascimento e rejeição do Messias pela nação judaica que, por isso, foi entregue à sua própria sorte, mas com previsão de plena reabilitação:
“... ferirão com a vara a face ao juiz de Israel. E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até ao tempo em que a que está em dores tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel”.
Cerca de dois mil anos de sofrimento e sem território, estão contidos na palavra até. A palavra então, no entanto, recoloca Israel no foco das nações e com assento na ONU.
                        Dentre as muitas predições proféticas já cumpridas encontra-se a de Jeremias 30: 3:
            “Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que mudarei a sorte de Meu povo Israel e Judá, diz o Senhor: fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais, e a possuirão”.
Jeremias 30: 10-11 ratifica estas profecias ainda futuras:
            “Não temas, pois, servo meu Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, pois eis que te livrarei das terras de longe, e à tua descendência da terra do exílio; Jacó voltará e ficará tranquilo e em sossego; e não haverá quem o atemorize. Porque Eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa medida, e de todo não te inocentarei”.
                        Nenhum profeta foi mais positivo sobre a destruição da economia política de Israel, a qual resultou no exílio da nação, do que Jeremias. No entanto, ele também insiste que o seu desastre não significou a destruição da nação. Nenhuma parte das Escrituras faz referência a este fato. Pelo contrário, lemos em Gênesis 17: 8:
            “Dar-te-ei e à tua descendência a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus”. O verso sete, na Bíblia de Estudo Plenitude para Jovens explicita bem esta aliança perpétua:
            “A aliança que estou fazendo para sempre com você (Abrão) e com os seus descendentes é a seguintes: Eu serei para sempre o Deus de você e o Deus dos seus descendentes”.
Embora certos aspectos desta aliança tenham se cumprido para com o Israel espiritual - atual   igreja cristã, a aliança com Judá e Israel permaneceu irrealizada até 1948, quando o Estado de Israel voltou ao cenário das nações. Esta aliança ainda não foi completada, mas só Deus sabe até onde tem ido o desenvolvimento espiritual de Seu sofrido povo, dos sabras, em particular, que são judeus nascidos em Israel, mas com uma visão bem diferente dos judeus da diáspora. O que sabemos é que os ímpios desta nação serão destruídos durante as batalhas que ainda sobrevirão. Mas o remanescente fiel poderá dizer:
            “Quem ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade, e te esqueces da transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisarás aos pés as nossas iniquidades, e lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar. Mostrarás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a misericórdia, as quais juraste a nossos pais desde os dias antigos”.
O Senhor dos Exércitos faz questão de frisar às nações gentias:
“Esperai-me, pois, a Mim, diz o Senhor, no dia em que Eu Me levantar para o despojo; porque a minha resolução é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles fazer cair a minha maldição e todo o furor da Minha ira; pois toda esta terra será devorada pelo fogo do Meu zelo. Sofonias 3: 8
O verso nove, entretanto, introduz as consequências benéficas que advirão da destruição das nações ímpias que confrontarão Israel: uma transformação espiritual que se discernirá até na sua linguagem purificada:
“Então darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, e O sirvam de comum acordo”.
Sofonias 3: 11-13 também menciona o processo de depuração dos justos, em Israel:
“Naquele dia não te envergonharás de nenhuma das tuas obras com que te rebelaste contra Mim; então tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no Meu santo monte. Mas deixarei no meio de ti um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor. Os restantes de Israel não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante”.
Vemos, assim, que para os seus, a palavra final do Senhor não é de ira, como para as nações incrédulas que escravizaram seu povo, mas de amor, conforme expressam os versos de dezessete a vinte:
“O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. Os que estão entristecidos por se acharem afastados das festas solenes, Eu os congregarei; estes que são de ti e sobre os quais pesam opróbrios. Eis que naquele tempo procederei contra todos os que te afligem; salvarei os que coxeiam, e recolherei os que foram expulsos, e farei deles um louvor e um nome em toda a terra em que sofrerem ignomínia. Naquele tempo eu os farei voltar e vos recolherei; certamente farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor”.
1.4.6 – As conclusões do livro de Daniel
Concluído este longo parêntese, temos ainda que considerar, no verso 41 de Daniel 11, uma ressalva importante: serão poupados neste conflito de proporções extraordinárias, Edom, Moabe e Amom, que ficavam além do Jordão, constituindo, atualmente, a Jordânia, outro país tradicionalmente aliado dos Estados Unidos, no Oriente Médio. E porque escapariam do rei do Norte? Por que são seus antigos aliados. Eles são os que postulam a recuperação do território perdido para Israel, o reclamado NOVO ESTADO PALESTINO. A luta do rei do Norte, do papado, por trás dos bastidores, acabará sendo em seu benefício.
            E porque o rei do Norte lutaria por eles? Por que pretende instalar suas tendas palacianas (Embaixada do Vaticano, que viria a ser a sede de seu governo mundial, conforme Daniel 11: 45), na velha Jerusalém, a cidade do Príncipe da Paz, por séculos disputada pelo papado, mas sem sucesso.
Após estas considerações, vamos concluir o livro de Daniel que nos conduzirá à destruição final deste mundo bem como à Segunda Vinda de Jesus. Ele aponta para a saída de Jesus do Santuário Celestial (fim da graça), deixando os homens sem intercessão; e apontam também para a ressurreição especial, ambas anunciadas nos dois primeiros versos de Daniel doze. Sigamos, pois, nos últimos versos de Daniel onze:
            Daniel 11: 42: “Estenderá a sua mão também contra as terras, e a terra do Egito não escapará”.
O rei do Norte, o papado continuará avançando, em parceria com os países do Ocidente. O fato de o Egito ser citado nominalmente aqui sugere não se tratar do rei do Sul simbólico (Comunismo), como já estudado, o que, evidentemente, favorece uma aplicação literal. Não devemos esquecer a recente deposição do presidente do Egito – Osni Mubarak, e sua prisão perpétua, depois de 40 anos no poder, sem que houvesse nenhuma reação em seu socorro por parte de seus‘aliados’ ocidentais. A dissolução do Parlamento deste País, por uma junta militar que restringiu em muito a autoridade do atual presidente eleito, da corrente muçulmana, poderá ser o estopim para os desdobramentos futuros desta profecia.
Ficou agora bem mais fácil qualquer intervenção no Egito, pois as “terras” alvo do rei do Norte são certamente aquelas onde prevalece a ideologia muçulmana e ateísta dos que não creem no Deus dos cristãos, terras estas, citadas no verso 40.
Estas “terras” a serem dominadas pelo papado aliado ao Protestantismo apostatado poderão ainda envolver outras nações árabes, atualmente num processo incrível de democratização, que é a bandeira da Nova Ordem Mundial para abrir, por assim dizer, as portas para a invasão ocidental e a ‘cristianização’ do mundo, dos países oriundos da derrubada da cortina de ferro e, agora, dos países muçulmanos do Oriente Médio. Parece que Osama Bin Laden tinha razão quando advertia que os ‘cristãos’ queriam conquistar os muçulmanos.
Daniel 11: 43 “Apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata, e de todas as coisas preciosas do Egito; os líbios e os etíopes o seguirão”.
A citação nominal destes países, como vimos, sugere uma aplicação literal. Temos acompanhado pela televisão, os movimentos sociais que estão ocorrendo nestes países. Na Líbia, recentemente, o Coronel Kadafi, presidente líbio há mais de quarenta anos e seu filho mais velho foram mortos pelas tropas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte - que representa as forças ocidentais nesta região). Estes fatos são de extrema relevância para passarem despercebidos no contexto da profecia, pois que a Líbia, após os últimos acontecimentos, de inimiga mortal passa à aliada do Ocidente, conforme a profecia. Michel Suleiman, o atual presidente da Líbia é o único chefe de Estado cristão no Oriente Médio e prestigiou com sua presença a missa campal celebrada pelo papa Bento XVI, em Beirute, onde compareceram 350.000 fiéis. Correio Braziliense, 17/09/2012, p. 13.
Os interesses dos países ocidentais, pelo Egito em particular, também são revelados: ouro, prata e hoje, o petróleo – o ouro preto do Oriente Médio. As citadas coisas preciosas do Egito incluem, certamente, as relíquias históricas deste país.
Em Daniel 11: 44 o profeta traz o rei do Norte, o papado, com seus aliados ocidentais, diretamente para o front do combate:
“Mas pelos rumores do Oriente e do Norte será perturbado, e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos”.
               Este verso não pode se referir à confederação do Norte, uma vez que a mesma já foi dizimada. A estratégia do rei do Norte no futuro próximo à frente da Nova Ordem Mundial, após ter usado Israel como seu braço contra as nações muçulmanas do Oriente Médio, do Norte da Europa e do Oriente, ficará perturbado com a pregação destemida dos cristãos renovados pela chuva serôdia do Espírito Santo a respeito da segunda vinda de Jesus, e sairá com grande furor para destruir e exterminar a muitos, os guardadores do sábado, em especial. Sua progressão, contudo não terá êxito:
“Armará as suas tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”. Daniel 11: 45.
Aqui deveríamos atentar mais uma vez para as negociações que já estão chegando ao final para que o papado possa ter as suas tendas palacianas – Embaixada do Vaticano, não em Tel-aviv, mas sim em Jerusalém, a cidade da paz. Sua atuação em Israel deverá incluir o controlo do futuro templo a ser reestabelecido em Jerusalém, conforme projeto detalhado nos últimos nove versos do livro de Ezequiel.
Daniel 11: 45 apresenta uma profecia do triunfo da segunda supremacia papal, quando estará, finalmente, reinando na cidade santa, como o príncipe da paz. Isto é reconhecido como o “ato culminante” de seu domínio, por séculos. As Cruzadas foram o esforço mantido por 200 anos pelos papas de Roma, para assegurar seu reinado em Jerusalém. Porém o cumprimento da profecia de Daniel 11: 45 não foi profetizado para aquela época; este ato do drama, mesmo que por curta duração, está reservado para ser visto pela última geração.
A seguir, consideremos as conclusões do livro de Daniel contidas no capítulo 12.
Daniel 12: 1-2 “Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo (ascensão e queda vertiginosa da sétima cabeça do dragão) será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e horror eterno”.
Estes dois primeiros versos focam, inquestionavelmente, o ponto culminante das profecias de Daniel: O final do juízo dos vivos no Santíssimo e o fechamento da porta da graça, quando será tido por salvo todo o que se encontrar inscrito no livro da vida. A inspiração continua até ao final do tempo de angústia de Jacó, no qual os filhos de Deus estarão se livrando do decreto de morte, o que coincide com a queda de Babilônia (rei do Norte), anunciada em Daniel 11: 45 e confirmada em Apocalipse 16: 19. Aqui já nos encontramos às portas da eternidade quando a ressurreição parcial dos mortos se concretizará, demarcando, dramaticamente, a véspera da grande consumação - a Segunda Vinda de Jesus. Este extraordinário final das profecias é seguido pela gloriosa recompensa dos justos vivos:
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas sempre e eternamente”. Daniel 12: 3.
Finalmente o livro é concluído, objetivamente, no verso 4: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão e o saber se multiplicará”.
Os versos de 5 a 13 de Daniel 12 apresentam o retorno do profeta às margens do rio Tigre, onde tudo começou. Passaremos rapidamente por eles, porque os mesmos serão motivo de uma discussão integrada com os primeiros versos de Apocalipse dez, no quarto capítulo.
Daniel vê, então, dois anjos em pé, um em cada lado do rio e Jesus, majestosamente sobre as águas:
“Então eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um duma banda do rio e outro da outra. Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas”? Daniel 12: 5-6. Esta pergunta liga-se estritamente com os fatos de Daniel 12: 1, 2 e 3:  a ocorrência da ressurreição especial e a glorificação dos justos vivos, ao que Jesus responde imediatamente ao anjo, conforme o enunciado do verso 7:
Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda para o céu, e jurou por aquele que vive eternamente, que isto seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E quando se acabar a destruição do poder do povo santo estas coisas todas se cumprirão”.  Jesus dá aqui duas informações e isto da forma mais solene possível – por meio de um juramento:
a)      Estas coisas vão acontecer depois de 1798, isto é, no tempo do fim, anunciado pela profecia de Daniel 7: 25. Jesus, sabendo que nesta ocasião seria relaxada a perseguição medieval sofrida pelos Seus filhos, por meio do papado, e que estes adquiririam, então, um grande poder para concluir a Sua obra na Terra, Ele anuncia a futura cura da ferida mortal sofrida pelo papado, explicitada em Apocalipse 13: 3, o qual voltaria a perseguir a Sua igreja, após o Decreto Dominical ainda futuro, retirando-lhe novamente o poder; e acrescenta:
b) Quando acabar a destruição do poder do povo santo ‘pelo Decreto Dominical’ que significa o retorno da ASSOLAÇÃO DESOLADORA, fechando-se o parêntese de paz entre a primeira e a segunda supremacia papal, estas coisas todas se cumprirão.
            Nesta altura da explicação, Jesus é interrompido pelo profeta Daniel que não compreendendo o solene juramento, refez a pergunta do anjo em Daniel 12: 8: “Eu ouvi, porém não entendi; então eu disse: Meu senhor, qual será o fim destas coisas”?
             Em outras palavras, ele indaga: Quando se dará a ressurreição especial e o final livramento do teu povo? Antes de responder ao profeta, Jesus esclarece-lhe que aquela explicação não seria entendida por ele e sim pelas pessoas dedicadas ao estudo e que estariam vivendo nos últimos dias, conforme Daniel 12: 9 e 10: “Ele respondeu: Vai Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”.
            Então Jesus, finalmente, concluiu a sua revelação, por séculos anunciada em Daniel 12: 11:
            “Depois do tempo em que o costumado sacrifício for tirado e posta a ABOMINAÇÃO DESOLADORA haverá ainda 1290 dias”.
             A colocação de Jesus é clara: Após o Decreto Dominical Mundial (abominação desoladora), haverá ainda 1290 dias. Esta será a duração literal da segunda supremacia papal que iniciará a partir da implantação deste Decreto, a nível mundial - o que trará o ALTO CLAMOR do Terceiro Anjo (Apocalipse 14: 9-11), e acabará na ressurreição especial. Foi pensando neste verso, com certeza, que a senhora White disse:
            “Os períodos proféticos de Daniel, estendendo-se até a VÉSPERA da grande consumação, lançam um facho de luz sobre os eventos que então acontecerão”. Review & Herald, 25/09/1883.
            Em Daniel 12: 12 lemos: “Bem-aventurado o que espera e chega até 1335 dias”. No Conflito dos Séculos, p. 646 (30ª Edição) encontramos um complemento: “E quando se pronuncia a bênção sobre os que honraram a Deus, santificando o Seu sábado, há uma grande aclamação de vitória”.
            Esta bênção é a chave para compreendermos o final dos 1335 dias de Daniel 12: 12. Este verso trata especificamente da libertação do povo de Deus do Decreto de Morte, e se dará à voz de Deus: ESTÁ FEITO, prevista em Apocalipse 16: 17, por ocasião do sétimo flagelo, o mesmo que demarca a queda de Babilônia, também prevista em Daniel 11: 45. Para sabermos o inicio dos 1335 dias, basta recuarmos no tempo até o Decreto Dominical Americano (DDA), que dará início ao desenlace de todo o final profético. O ESTÁ FEITO divino terá lugar quinze dias antes do fim dos 1290 dias porque a queda de Babilônia se dará no período de uma hora profética (quinze dias literais), conforme Apocalipse 18: 8, 10 e 17. O evento mencionado em Daniel 12: 12 começará, portanto, por ocasião do Decreto Dominical nos Estados Unidos, que deverá ocorrer dois meses antes de ser adotado na escala mundial. Vejamos um resumo na Tabela 2.
Tabela nº 2 – Períodos de 1260, 1290 e 1335 dias de Daniel 12 e Apocalipse 13
         60 dias                                 1260 dias                             15 dias                                               15dias
     !  ------------------------------!--------------------------------!-------------------------------!-------------------------------------------------!
D. Dom. Americano              D. Dom. Mundial                Legislação Dec. Morte           ESTÁ FEITO                                    Véspera da
        Início dos 1335 dias             Início dos 1260/1290             Fim dos 1260 dias          Fim dos 1335 dias                                  Segunda Vinda
                                                      2ª supremacia papal                                                Libertação do decreto de morte             Fim dos 1290 dias



Observação: O Decreto de Morte (DM) será publicado 15 dias antes da libertação promovida pela voz de Deus: FEITO ESTÁ. Do Decreto Dominical Mundial até a legislação do Decreto de Morte a besta reina sozinha, conforme Apocalipse 13: 5 (1260 dias). No período de 15 dias da duração do Decreto de Morte (Angústia de Jacó), a besta reinará com os reis da Terra, conforme Apocalipse 17: 12, que demarca este período de uma hora profética.      Os últimos quinze dias tratam do período no qual Babilônia estará caindo, conforme Apocalipse 18: 8, 10 e 17. Este tema será retomado e melhor desenvolvido no quarto capítulo.
              Finalmente, em Daniel 12: 13 encontramos:
               “Tu, porém, Daniel, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança”.
                                              
Capítulo 2 – A batalha do Armagedom
                       2.1 – O testemunho do profeta Zacarias
Apesar de ocupar relativamente pouco espaço das Escrituras, nenhum profeta do Velho Testamento tem mais informações sobre a guerra do Armagedom do que Zacarias. Seu livro começa com um chamado ao arrependimento do remanescente pós-babilônico e, a seguir, introduz oito visões visando confortar Jerusalém pelo sofrimento de quase dois mil anos após Cristo.
2.1.1- As oito visões do profeta Zacarias
O quadro da primeira visão situa Judá na dispersão, com Jerusalém sob possessão adversa e com as nações gentílicas satisfeitas com isso. O mais importante é que a resposta do Senhor vai até o fim dos tempos da dominação gentílica quando, segundo Zacarias 1: 16-17, Ele ainda consolará a Sião, nos seguintes termos:
“Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o Senhor dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém. Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: As minhas cidades ainda se transbordarão de bens; o Senhor ainda consolará a Sião e ainda escolherá a Jerusalém”.
A mensagem é clara e significativa: o templo será reedificado (por Zorobabel, após os setenta anos do cativeiro). O conteúdo do verso 17, no entanto, se projeta para os fins dos tempos.
A segunda visão apresenta quatro chifres e quatro ferreiros. Dos chifres é dito que “representam as nações que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém” – Zacarias 1: 19.
Estes quatro chifres representaram os impérios: babilônico, medo-pérsico, grego e romano. Os ferreiros são os que “vieram para amedrontar, derribar os chifres das nações que levantaram o seu poder contra a terra de Judá, para a espalhar”.
Resta aqui um recado específico para as nações pagãs atuais que, por tanto tempo, exageraram na mortificação dos filhos rebeldes de Deus.
O assunto da terceira visão, na sequência, fala da restauração política da nação e da cidade de Jerusalém, cumprida em 1948, conforme o enunciado abaixo:
“Jerusalém será habitada como as aldeias sem muros (atual nova Jerusalém), por causa da multidão de homens e animais que haverá nela. Pois Eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de fogo ao redor, e Eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória... Então o Senhor herdará a Judá como sua porção na Terra Santa, e de novo escolherá a Jerusalém”. Versos 4, 5, e 12.
            A quarta visão envolve a restauração espiritual de Israel, como preparação para receber o  Senhor Jesus, por eles rejeitado há dois milênios. No versículo um do capítulo três Satanás contesta e no versículo dois “um tição tirado do fogo” representa alguém que foi recuperado para propósito futuro de Deus – o ofício sacerdotal para a recuperação espiritual de Israel:
            “Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a Satanás: o Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende. Não é este um tição tirado do fogo?”
E o verso dez aponta para o seu cumprimento futuro, hoje ainda inimaginável:
“Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará o seu próximo para debaixo da vide e para debaixo da figueira”.
“O termo para debaixo da vide e para debaixo da figueira é uma imagem do Antigo Testamento para referir-se a um lugar de segurança e paz onde não há medo” (I Reis 4: 25, II Reis 18: 31; Miquéias 4: 4). Bíblia da mulher, 2ª Ed. Barueri/SP, 2009.
A quinta visão revela a forma como se processará esta conversão espiritual: “Nem por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”. Zacarias 4: 6.
Dentre os sabras (consultar Internet), judeus nascidos na Palestina, são reconhecidos por Israel, mais de dez mil cristãos. Estes, não participarão da guerra do Armagedom, por não poderem se alistar para o exército. Nesta visão, o candelabro representa o testemunho divino para o mundo, conforme Zacarias 4: 2-3:
 “Eis um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete lâmpadas e sete tubos que estão em cima do candelabro. Junto a estes duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda”.
No Antigo Testamento a luz de Deus foi mantida pelo testemunho de Israel. No Novo, ela passou a ser mantida pela Igreja cristã. No final do tempo o Senhor se reconcilia com Israel. Estas são as duas oliveiras que representam as duas fases da presença de Deus neste mundo, que se unem no tempo do fim. O óleo é o símbolo uniforme do Espírito Santo.
Na sexta visão de Zacarias aparece um rolo voador de 10 metros de comprimento por cinco metros de largura do qual se lê:
“Esta é a maldição que sai pela face de todo a Terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma”.
Esta é uma referência às tábuas dos dez mandamentos que serão mostradas no céu, após o juízo dos vivos, conforme Apocalipse 11: 12:
“e as duas testemunhas (as duas tábuas da lei) ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu na nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”.
Os dois pecados mencionados no rolo voador falam da transgressão das duas pedras da lei. Enquanto roubar despreza o direito do próximo, o jurar despreza o direito de Deus à reverência.
Neste tempo em que o evangelho do reino terá acabado o seu testemunho a todas as nações, o aparecimento das tábuas da lei no céu se constituirá na crucial condenação do ímpio que então pedirá às montanhas que lhes caiam por cima.
A sétima visão fala de um caixão (efa) no qual uma mulher está assentada. Este caixão então é fechado com tampa de chumbo. E fala-se desta mulher:
isto é a iniquidade em toda a Terra. E repete o anjo: isto é a impiedade”.
 Uma mulher ímpia na Bíblia representa uma igreja adúltera.  A simbologia lembra com precisão o funeral de João Paulo II, quando o mesmo apresentava vestimentas semelhantes às de uma mulher e aparentava estar sentado no caixão. Finalmente ele foi acomodado dentro do caixão (efa) o qual foi fechado com uma tampa de chumbo. Zacarias viu então duas mulheres (duas igrejas) que agiam conjuntamente para transportar o caixão para uma casa que seria edificada em Babilônia, onde é o seu próprio lugar.
Já vimos o falecido líder da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat beijando de joelhos o anel do papa João Paulo II, pelo esforço do mesmo para a criação do Novo Estado Palestino.
Esta segunda mulher bem pode representar, portanto, a religião muçulmana, combinando o traslado dos restos mortais de João Paulo II provavelmente para o Iraque. Estas considerações deverão aguardar o seu cumprimento para receber o selo da verdade.
Finalmente, a oitava visão fala que “quatro carros saiam dentre dois montes, e estes montes eram de bronze”. A interpretação da oitava visão deve ser governada pela declaração autorizada do verso cinco que diz explicitamente que os quatro carros:
“são os quatro ventos do céu que saem de onde estavam perante o Senhor de toda a Terra”.
O profeta João, em Apocalipse 7: 1-3, acrescenta alguns detalhes prévios desta visão:
“Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, conservando seguros os quatro ventos, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à Terra e ao mar, dizendo: não danifiqueis nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos em suas frontes, os servos do nosso Deus. Então ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel”.
Esta visão notifica o fato de que Deus apenas espera completar-se o número dos tições tirados do fogo, isto é, selados (salvos) em Israel, para tocar as trombetas relacionadas com a guerra do Armagedom. Na altura profética da oitava visão de Zacarias, este tempo é chegado, conforme veremos na sexta trombeta, neste mesmo capítulo.
Após as trombetas tocarem, vem o silêncio no céu por cerca de meia hora o qual representa a manifestação de Cristo na glória do Seu reino, conforme Zacarias 6: 12-13:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo: Ele brotará do Seu lugar, e edificará o templo do Senhor. Ele mesmo edificará o templo do Senhor, e será revestido de glória; assentar-se-á no Seu trono e dominará, e será sacerdote no Seu trono e reinará perfeita união entre ambos os ofícios”.
Este templo foi detalhado nos últimos nove versos de Ezequiel. Antes de irmos diretamente para as trombetas do Apocalipse, numa operação casada com Zacarias, vamos considerar outros detalhes prévios que conduzirão à guerra do Armagedom e ao toque das trombetas.
2.1.2 – Bênçãos finais sobre Israel
O capítulo sete, além de criticar a religião extrabíblica, formal e fútil dos judeus no cativeiro babilônico à qual muito se assemelha ao pseudo Cristianismo de nossos dias, o Senhor aproveita  para mandar uma mensagem divina à dispersão dos judeus, que é perfeitamente extensiva para nós cristãos de Laodiceia. Das cinco partes desta mensagem, as três últimas são de glória para Israel.
1. Seu jejum não passava de um formalismo. Eles deviam antes ter dado atenção aos profetas que os precederam (Zacarias 7: 4 a 7); Muitas vezes procuramos substituir um Assim Diz o Senhor por demonstrações externas de religiosidade, incentivando também vigílias e santas ceias. Este formalismo tem o seu legítimo lugar, mas não substitui a Palavra de Deus.
 2. Eles foram também notificados do porque de suas orações não serem atendidas (versos 8 a 14), sendo, por isso, espalhados entre as nações:
“Visto que Eu clamei e eles não Me ouviram, eles também clamaram e Eu não os ouvi, diz o Senhor dos Exércitos. Espalhei-os como um turbilhão entre todas as nações, que eles não conheceram e a terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém passava por ela, nem voltava; porque da terra desejável fizeram uma desolação”. Versos 13 e 14.
3. Não obstante as merecidas repreensões com relação ao passado, o propósito do Senhor é o restabelecimento do reino de Israel, no final dos tempos:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo, por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos dos restantes deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos Meus olhos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo, tirando-o da terra do oriente e da terra do ocidente; Eu os trarei e habitarão em Jerusalém; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus em verdade e em justiça”. Zacarias 8: 4 a 8
4.      Depois destas mensagens Zacarias se reporta às bênçãos reservadas para o tempo do fim, a partir do verso 11:
  “Mas agora não serei para com o restante deste povo como nos primeiros dias, diz o Senhor dos Exércitos. Porque haverá sementeira de paz; a vide dará o seu fruto, a terra a sua novidade, e o céu o seu orvalho; e farei que o resto deste povo herde tudo isto. E há de acontecer, ó casa de Judá, e ó casa de Israel, que, assim como fostes maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis bênção; não temais, sejam fortes as vossas mãos. Porque assim diz o Senhor dos exércitos: Como pensei fazer-vos mal, quando vossos pais me provocaram à ira, diz o Senhor dos Exércitos, e não me arrependi, assim pensei de novo em fazer bem a Jerusalém, e a casa de Judá nestes dias; não temais”. Zacarias 8: 11-15.
5.      Finalmente os judeus do exílio recebem a garantia de que Jerusalém ainda será o centro religioso da terra:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão povos e habitantes de muitas cidades; e os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: vamos depressa suplicar o favor do Senhor e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei. Virão muitos povos, e poderosas nações, buscar em Jerusalém o Senhor dos Exércitos, e suplicar o favor do Senhor. Assim diz o Senhor dos Exércitos: naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, e lhe dirão: iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco". Zacarias 8: 20-23.
Em Zacarias 9: 9 a profecia retorna à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no primeiro advento: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, filho de jumenta”, somente para, logo a seguir, se reportar ao futuro livramento de Judá e Efraim (Israel), situando, desta forma, esta profecia após a destruição de Jerusalém no ano 70 dC e, certamente, em algum ponto futuro, após o estabelecimento do Estado judeu em 1948:

“Destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se estenderá de mar a mar, e desde o Eufrates até as extremidades da terra”. Zacarias 9: 10

Este mesmo fato foi também citado em Ezequiel 39: 9. De acordo com o seu contexto em Ezequiel, ele terá lugar após Israel destruir as nações comunistas e islâmicas na guerra do Armagedom, se transformando, então, no centro espiritual da Terra. A presença do Senhor dos Exércitos será marcante para o fortalecimento do Seu povo:

Porque para Mim curvei Judá como um arco, e o enchi de Efraim; suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó Grécia! E te porei, ó Sião, como a espada de um valente. O Senhor será visto sobre os filhos de Sião, e as suas flechas sairão como o relâmpago; o Senhor Deus fará soar a trombeta, e irá com os redemoinhos do sul. O Senhor dos Exércitos os protegerá; devorarão os fundibulários (aqueles que arremessam pedras com fundas) e os pisarão”. Parênteses acrescentados. Zacarias 9: 13-15.

Finalmente, Zacarias nove termina, dizendo:

“O Senhor seu Deus naquele dia os salvará, como ao rebanho do Seu povo; porque eles são pedras de uma coroa, e resplandecem na terra dEle. Pois quão grande é a Sua bondade! E quão grande a Sua formosura! O cereal fará florescer os jovens, e o vinho as donzelas”. Zacarias 9: 16-17.
O capítulo dez continua falando do futuro fortalecimento de Judá e Efraim, agora por meio de chuvas:

“Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro, e a cada um erva no campo”. Zacarias 10: 1. 

Estas chuvas têm um significado tanto físico como espiritual. Chuvas como as de antigamente serão restauradas à Palestina. Contudo é prevista, também, uma poderosa efusão do Espírito Santo sobre o Israel restaurado, nos moldes de Oséias 6: 1-3:

 “Vinde, e tornemos para o Senhor, porque Ele nos despedaçou, e nos sarará. Fez a ferida, e a ligará. Depois de dois dias (dois milênios) nos revigorará; ao terceiro dia (terceiro milênio) nos levantará, e viveremos diante dEle. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.
O Seu povo não mais viverá aflito, sem pastor – Zacarias 10: 2. O Senhor tomará a Seu próprio cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará dele o Seu glorioso cavalo de batalha, verso 3.

Os versos de quatro a seis informam que o Senhor fortalecerá os israelitas, quando estes estiverem sendo pressionados pelas nações árabes:

 “De Judá sairá a pedra angular, dele a estaca da tenda, dele o arco de guerra, dele sairão todos os chefes juntos. E serão como valentes que na batalha pisam aos pés os seus inimigos na lama das ruas; pelejarão porque o Senhor está com eles, e envergonharão os que andam montados em cavalos. Fortalecerei a casa de Judá, e salvarei a casa de José, e fá-los-ei voltar, porque me compadeço deles, e serão como se Eu não os tivera rejeitado; porque Eu sou o Senhor seu Deus, e os ouvirei”.

Enquanto este cenário se refere aos acontecimentos futuros relacionados com a guerra do Armagedom, Zacarias 11: 6 faz alusão à destruição de Jerusalém, no ano setenta:

“Certamente já não terei piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor; eis, porém, que entregarei os homens cada um nas mãos do seu próximo e nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e Eu não os livrarei das mãos deles”.

Os versos doze e treze dizem que a razão do abandono de Deus a Seu povo foi devido à traição e rejeição de Cristo:

“Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e se não, deixai-o. Pesaram, pois, por Meu salário trinta moedas de prata. Então o Senhor me disse: arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro na casa do Senhor”.  

Após lembrar seus filhos remanescentes do terrível tropeço do passado, o capítulo onze termina, com os versos quinze e dezesseis introduzindo a besta na profecia, provavelmente como um alerta para os judeus cristãos não se macularem com mulheres, ou seja, com igrejas cristãs:

“O Senhor me disse: Toma ainda os petrechos de um pastor insensato. Porque eis que suscitarei um pastor na terra, o qual não cuidará das (ovelhas) que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas, e lhes arrancará até as unhas”. Parêntese acrescentado.

2.1.3   - O estabelecimento futuro do reino de Israel
Os capítulos de doze a quatorze formam uma profecia que retrata a angústia dos eventos em torno da Segunda Vinda do Senhor, mas acaba definindo o estabelecimento do reino de Israel para sempre. A mesma começa com o futuro cerco de Jerusalém:

“Sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel. Fala o Senhor, o que estendeu o céu, fundou a Terra, e formou o espírito do homem dentro nele. Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém. Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra”.  Zacarias 12: 1-3.

O segundo ponto tratado é a batalha pela posse do Novo Estado Palestino. Começa mostrando alguns detalhes interessantes desta batalha:

“Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os cavalos, e de loucura os que os montam; sobre a casa de Judá abrirei os Meus olhos, e ferirei de cegueira todos os cavalos dos povos”.
A intervenção divina é tão prodigiosa na batalha que os líderes de Israel, não convertidos ao Cristianismo, se conscientizam desta intervenção e atribuem-na aos justos (os sabras cristãos) que estão na cidade:
“Então os chefes de Judá dirão consigo mesmos: os habitantes de Jerusalém são a minha força, no Senhor dos Exércitos, seu Deus”.
Nos versos seis, oito e nove segue a obra de Deus a favor de Seu povo:
“Naquele dia porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha, e como uma tocha entre paveias; eles devorarão à direita e à esquerda todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, em Jerusalém mesma... Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles nesse dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles. Naquele dia procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém”.

O capítulo doze termina com o derramamento do Espírito Santo sobre o remanescente arrependido e libertado, o qual chorará amargamente por ter rejeitado o Salvador crucificado que agora Se revela pessoalmente. Zacarias 12: 10:
“E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; olharão para Mim, a quem traspassaram; pranteá-lO-ão como quem pranteia pelo unigênito, e chorarão por Ele, como se chora amargamente pelo primogênito”.

Depois da justa tristeza que se segue à revelação de Cristo, Zacarias 13: 1-2 revela que só então a fonte da purificação será efetivamente aberta para Israel. Eis os seus resultados práticos:

“Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza. Acontecerá, naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eliminarei da terra os nomes dos ídolos, e deles não haverá mais memória; e também removerei da terra os profetas e o espírito imundo”.

Zacarias 14, fala do ajuntamento das nações do Norte e do Oriente contra Israel, na Batalha do Armagedom. Deus, antes de tocar as trombetas da libertação, permitirá que a pressão evolua até ao ponto de purificar o Seu remanescente, como se purifica a prata e o ouro (Zacarias 13: 8-9).

“Porque Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade. Então sairá o Senhor e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha”.

Os versos de doze a quinze falam de como então Deus intervirá gloriosamente:

“Esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se apodrecerá estando eles de pé, apodrecer-se-lhes-ão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na boca (morte pela sede decorrente da Terceira Trombeta). Naquele dia também haverá da parte do Senhor grande confusão entre eles; cada um agarrará a mão de seu próximo, cada um levantará a sua mão contra o seu próximo. Também Judá pelejará em Jerusalém; e se ajuntarão as riquezas de todas as nações circunvizinhas, ouro e prata e vestes em grande abundância. Como esta praga, assim será a praga dos cavalos, dos mulos, dos camelos,  e dos jumentos e de todos os animais que estiverem naqueles arraiais”.
A morte pela sede é das mais terríveis, pois a pessoa morre aos poucos e de pé, com os sintomas referidos no verso doze. Os animais morrerão também de sede. Maiores detalhes da intervenção divina serão vistos no toque das trombetas, a seguir.
2.1.4   – As sete trombetas do Apocalipse
As trombetas do Apocalipse nos revelam detalhes da guerra do Armagedom: as impressionantes ações de Deus para a libertação de Seu povo. A introdução apresenta o enquadramento das mesmas no cenário histórico dos últimos dias.
2.1.4.1 – Introdução (Apocalipse 8: 1-6).
Apocalipse 8: 1-2: “Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas”.
Este silêncio de cerca de meia hora tem a ver com a segunda vinda de Jesus para buscar Seus filhos - Festa das Colheitas, com duração prevista para uma semana literal. White, em Primeiros Escritos, p. 16, previu este momento:
“Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro”.
A palavra então, entre os dois versos, insere as trombetas no contexto da segunda vinda. Com efeito, esta viagem interplanetária iniciar-se-á, efetivamente, após o sonido da última trombeta, registrado em I Tessalonicenses 4: 16-17:
“Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos transformados e estaremos para sempre com o Senhor”.  
             Entretanto, os dois versos seguintes situam as trombetas também no contexto do juízo dos vivos:
Apocalipse 8: 3-4 “Veio outro anjo (Jesus Cristo) e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-Lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos”.
            Jesus, neste ponto intercede intensivamente (muito incenso), pelos justos vivos, cujas orações ascendem aos céus. Ele está acrescentando os Seus méritos às orações dos santos, que por isso são aceitas diante de Deus, conforme Romanos 8: 34:
“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”.
O verso cinco foi também incluído como outro sinalizador do tempo das trombetas:
Apocalipse 8: 5 “E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e atirou-o à Terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos”.
            O fato de Jesus não mais misturar o incenso com o fogo do altar significa o fim da intercessão ou do tempo da graça. O juízo dos vivos é interrompido e as orações deixam de ser aceitas por Deus. Ele, então enche o incensário com fogo do altar e atira-o à Terra. Este fato foi referido no livro  Primeiros Escritos, página 279, relacionado com o fim do tempo de graça, da seguinte forma:
“Então vi Jesus que havia estado a ministrar diante da Arca a qual contém os dez mandamentos lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz, disse: ‘Está Feito’! E toda a hoste angélica tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração de Apocalipse 22: 11: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’”.
O verso cinco de Apocalipse oito, além de nos dizer que as trombetas serão tocadas até ao final do tempo de graça, inclui um segundo ponto: Houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos. Estes eventos sobrenaturais, pertencentes à sétima trombeta, conectam-na diretamente à segunda vinda de Jesus, como mencionamos no início desta introdução.
Após apresentar este contexto situacional das trombetas, João diz:
            “Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas preparam-se para tocar”. Apocalipse 8: 6.
White, apesar de acatar a aplicação histórica das sete trombetas, desenvolvida por Urias Smith e de ter apresentado esta teoria no livro O Grande Conflito, defende também uma aplicação futura para as mesmas, colocando as trombetas soando primeiro, como segue:
Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente... cenas de estupendo interesse se acham precisamente diante de nós.” (1) (grifos e negritos meus)
            Uma aplicação passada para as sete trombetas foi válida e sustentadora da Igreja Remanescente há mais de um século atrás. Uma futura aplicação, corretamente entendida, não destruirá a antiga e continuará agregando informações que serão úteis para a última geração, pois:
            “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas como advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado”. (I Cor 10: 11)
Esta declaração dá à última geração um direito especial: usar tudo o que está escrito e aplicá-lo a seus próprios dias; mormente quando as Escrituras e a profetisa do tempo do fim assim o declaram. Esta prerrogativa não dá permissão para destruir nenhuma das antigas verdades sobre as quais a Igreja Remanescente foi fundada. Estende-se apenas para aplicações suplementares pertinentes ao futuro.
            Tendo em consideração que nas Escrituras são abundantes as ilustrações de profecias com dupla aplicação, e crendo ser este o caso aqui, defenderemos a hipótese de que as sete trombetas são também juízos de Deus destinados a proteger os seus filhos que se encontram em Israel, eliminar os terríveis agressores que os ameaçam e, também, atrair a atenção daqueles que se encontram entre as nações, para o Senhor dos Exércitos que se manifesta em Sião, ‘pré-anunciando’ o fechamento da porta da graça.
            White endossou esta interpretação quando colocou as trombetas no contexto da guerra do Armagedom:
            “Terá lugar a batalha do Armagedom (detalhada na sexta trombeta) e o capitão das hostes do Senhor estará à frente dos anjos do céu para dirigir a batalha. Solenes eventos ocorrerão no futuro”.  Mensagens Escolhidas, volume III, p. 487.
            Finalmente lemos em Comentários sobre o Apocalipse (traduzido do Comentário Bíblico Adventista), p. 147: “Os quatro primeiros anjos tocam as trombetas e seguem-se grandes pragas”. Vamos a elas.
2.1.4.2 – As quatro primeiras trombetas
  2.1.4.2.1 A Primeira Trombeta (Apocalipse 8: 7)
            “O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde”.
A similitude desta praga com a sétima que caiu no Egito é marcante:
E Moisés estendeu a sua vara para o céu; o Senhor deu trovões e chuva de pedras (saraiva), e fogo desceu sobre a terra do Egito... por toda a terra do Egito a chuva de pedras feriu tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também a chuva de pedras toda a planta do campo e quebrou todas as árvores do campo”. Êxodo 9: 23-25.
            A primeira trombeta apenas acrescenta sangue à sétima praga do Egito. Isto pelo fato dela estar intimamente relacionada com a guerra do Armagedom, onde o sangue ímpio será derramado, conforme Ezequiel 38: 22:
“Contenderei com ele (com Gogue) por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele”.
 Este flagelo cairá, certamente, quando o exército de Gogue estiver cercando a cidade de Jerusalém, conforme Apocalipse 14: 18-20:
 “Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz para o que tem a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice, e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas. Então o anjo passou a sua foice na terra e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios”.
 Assim, a sétima praga do Egito se reproduzirá, só que em escala mais ampla e severa, num raio de 300 quilômetros, onde a saraiva com fogo se misturará com o sangue vertido pelos exércitos de Gogue que alcançará a altura dos freios dos seus cavalos.
Joel 3: 12-13 se referindo a esta praga, justifica a mesma, dizendo:
“Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam; porquanto a sua malícia é grande”.
2.1.4.2.2 A Segunda Trombeta (Apocalipse 8: 8-9)
            “O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações”.
Temos aqui a revelação de que um gigantesco asteroide atingirá o mar, onde estará concentrada a força naval das nações inimigas de Israel. O extraordinário choque com o mar, bem como as ondas gigantes decorrentes destruirão a terça parte das embarcações. Recentes estudos da NASA revelam a crescente possibilidade de uma parte do sol se deslocar do mesmo, no processo de uma de suas erupções, podendo atingir a Terra no curto prazo. O difícil é imaginar as dimensões deste asteroide ou mesmo deste fragmento do sol, destinado a destruir a terça parte dos seres vivos presente neste mar. As consequências deste flagelo sobre a estabilidade climática do planeta serão examinadas no quarto capítulo - o das pragas.
2.1.4.2.3 A Terceira Trombeta (Apocalipse 8: 10-11)
O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a ‘terça parte’ dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas”.
O meteoro é um corpo celeste que entra na atmosfera da Terra com grande velocidade, incandescente com o calor gerado pela resistência do ar. Se este meteoro for suficientemente grande, tal impacto poderá criar partículas nocivas suficientes para contaminar as fontes de água doce. O fato é que o exército de Gogue, da terra de Magogue, citado em Ezequiel 38 e 39, ao vir contra Jerusalém, apresentará os sintomas característicos de quem morre de sede, conforme vimos em Zacarias 14: 12. Parece evidente que estes rios estão relacionados com a terra de Israel.
2.1.4.2.4 A Quarta Trombeta (Apocalipse 8: 12-13)
O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a ‘terça parte’ do sol, da lua e das estrelas, para que a terça parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como também à noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na Terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar”.
Esta trombeta além de anunciar a gravidade das últimas três pragas, diz que o sol, a lua e as estrelas serão ‘feridos’. Se isto acontecer devido a um corpo celeste transitório ou desgovernado (como os vistos nas segunda e terceira trombetas), ou se estes desastres afetarão a atmosfera de tal forma que estes astros cheguem a ficar invisíveis por um período de mais ou menos quatro horas tanto do dia como da noite, é a questão.
Sabemos, entretanto, que o fenômeno está intimamente relacionado com a guerra do Armagedom e foi citado também pelo profeta Joel:
“Multidões, multidões no vale da decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão. O sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram seu resplendor. O Senhor brama de Sião, e se fará ouvir de Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio do Seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel. Sabereis assim que Eu Sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, Meu santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não passarão mais por ela”. Joel 3: 14-17.
Quando, pois, o povo de Deus distribuído em toda a Terra perceber esses fenômenos (escuridão de dia e de noite, naquela região), poderá situar-se no desenrolar do tempo profético e ver a poderosa atuação do capitão das hostes do Senhor, interferindo diretamente na batalha do Armagedom. Mais detalhes poderão ser vistos no Anexo 4 que discute todo o livro de Joel.
2.1.4.3 As Três Últimas Trombetas (três ais sobre os ímpios)
2.1.4.3.1 – A quinta trombeta, o primeiro ai (Ap. 9: 1-12).
A quinta trombeta, de natureza diferente das quatro primeiras, descreve o trabalho de anjos maus que farão prodígios para congregar os reis do mundo, visando, inicialmente, o desmembramento do Novo Estado Palestino do território israelense. Depois, para formalizar a  invasão dos países do Oriente Médio contra a Terra Santa e, finalmente, para trazer os exércitos confederados do Norte e do Oriente contra o povo de Deus, em Israel.
O texto dá detalhes quanto à quantidade dos espíritos malignos envolvidos, como eles pensam; quem é o seu líder, quais métodos utilizam, como se veem, como atuam, e quanto tempo levarão para realizar o seu propósito. À quinta trombeta, pois:
Apocalipse 9: 1 “O quinto anjo tocou a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na Terra, e foi-lhe dada a chave do poço do abismo”.
Quem é esta estrela? Em primeiro lugar, percebemos uma diferença entre a estrela da terceira trombeta e esta da quinta. A estrela da terceira trombeta designa-se como ‘uma’ (Apocalipse 8: 10). Porém esta, da quinta trombeta, é afetada pelo pronome lhe: foi-lhe dada; obviamente referindo-se a uma pessoa. E quem seria essa pessoa? Em Apocalipse 12: 9 e 4 lemos que Satanás foi precipitado na Terra, trazendo consigo um terço das estrelas do céu. Jesus também disse: Eu vi Satanás, como um raio, cair do céu - Lucas 10: 18. Satanás, esta estrela caída do céu é mencionado ironicamente também em Isaías 14: 12:
como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva”!
Apocalipse 9: 11 define melhor esta estrela, dizendo:
e tinham sobre eles, como seu rei, o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom (Na Ref. Marginal, Destruidor)”.
Enquanto Jeová é o autor da vida e de toda a criação, Satanás é conhecido como o destruidor! Assim, a quinta trombeta é uma descrição vívida de Satanás e de seu exército de anjos malignos, que trabalharão sob a sua direção, na condução para a guerra do Armagedom. Vejamos, agora, como é que aparecem na história, esses liderados de Satanás:
Apocalipse 9: 2 “Ela (a chave) abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço, escureceu-se o sol e o ar”.
Em Apocalipse 20: 1-3 temos uma descrição deste poço, mas no sentido inverso. Enquanto que na quinta trombeta Satanás abre o poço e libera os ímpios, que aparecem como uma nuvem de gafanhotos – ver Anexo 4, no Apocalipse 20 ele é preso no mesmo poço do abismo para que não engane as nações. Na quinta trombeta as restrições circunstanciais são removidas e Satanás recebe luz verde para enganar os ímpios por meio dos anjos maus que até então estiveram presos em cadeias de escuridão, conforme Judas 6:
e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas em algemas eternas, para o juízo do grande dia”. Ver, também, II Pedro 2: 4.
Apocalipse 9: 3 “Também da fumaça saíram gafanhotos para a Terra e foi-lhes dado poder, como os que têm os escorpiões da Terra”.
Na sexta praga estes espíritos imundos se assemelham a rãs, por causa das suas vozes que são ouvidas sem que elas sejam vistas (reuniões secretas). Na quinta trombeta são chamados de nuvens de gafanhotos, por causa de seu grande número (duzentos milhões, como veremos na sexta trombeta). E foi-lhes dado (aos anjos maus, misturados com os exércitos de Gogue) poder de ferir como escorpiões.
Apocalipse 9: 4 “e foi-lhes dito que não causassem dano a erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore alguma (na verdade não se trata de gafanhotos) e tão somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte”.
Esta trombeta é estrategicamente diferente da primeira que destruiu a natureza, bem como das três seguintes. Agora, Satanás e seus anjos se envolvem numa guerra psicológica com os reis da terra, visando destruir o povo de Deus situado em Israel, o qual está sendo selado (as primícias) para a salvação eterna e impedir que ele cumpra os desígnios do Altíssimo para os últimos dias.
Apocalipse 9: 5 “Foi-lhes também dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o seu tormento era como o tormento de escorpião quando fere alguém”.
Alguns espíritas têm confessado que, quando estão sob o poder de espíritos maus são fortemente atormentados. Falam até que seus filhos têm sido tocados, estrangulados ou arranhados por estes espíritos. Falam de noites sem sono e frequentadas pelo terror. Estes espíritos maus não vacilam em torturar fisicamente. “Eles tinham caudas como escorpiões e tinham aguilhões em suas caudas” (verso 10). Qualquer um que se envolva com eles, sofrerá desta maneira, extrema agonia.
Unicamente os que têm o selo de Deus escaparão (Salmo 91: 10-11) desta influência maligna.
 No verso cinco é apresentado, também, o prazo de tempo em que os ímpios serão atormentados pelos demônios enquanto são ‘induzidos’ a realizar o ataque à Jerusalém: cinco meses. O seu tormento, certamente terá origem no medo dos desdobramentos futuros desta empreitada, por sentirem que se trata do estopim para a temida guerra do Armagedom.
Mas alguns ímpios poderiam escapar do tormento, pelo suicídio?
Apocalipse 9: 6 “Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer, mas a morte fugirá deles”.
De que outra maneira é descrito o trabalho desses demônios?
Apocalipse 9: 7 “O aspecto dos gafanhotos (dos demônios e dos ímpios) era semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem”.
Os demônios são descritos como perfilados militarmente, porque se confundem com a cavalaria de Gogue. Coroas de ouro são mencionadas porque eles vão ao encontro dos reis; sua missão é negociar com líderes e cabeças de Governos. Os seus rostos sendo ‘como’ de homens indicam que essas criaturas não são realmente humanas. Mas será que estes espíritos maus podem realmente assumir corpos e rostos de homens? Vejamos uma declaração de White:
“Pilatos exclamou outra vez: Quereis que vos solte o Rei dos judeus”? “Mas eles clamaram novamente: fora daqui com este, e solta Barrabás. Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Indagou Pilatos. De novo a multidão encapelada rugiu como demônios. Os próprios demônios, em forma humana, achavam-se na turba”. (2)
Vemos, nesta passagem do Espírito de Profecia que demônios com rostos de homens podem muito bem aparecer nas assembleias e concílios, para defenderem um complô contra o povo de Deus, da mesma forma que o fizeram contra Cristo, diante de Pilatos.
Apocalipse 9:8 “tinham também cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão”.
Homens com cabelos de mulheres certamente são consistentes para o tratamento com os líderes árabes. Certamente estes demônios assumirão a aparência daqueles com os quais estarão envolvidos.
Os dentes como de leão representam a sua crueldade e poder sobre a presa. Vejamos como Joel 1: 6 apresenta estes exércitos árabes e o mal que causarão ao povo de Deus ao longo da quinta e sexta trombetas:
“Porque veio um povo contra a Minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e têm os queixais de uma leoa. Fez de Minha vide uma assolação, destroçou a Minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos”.
Apocalipse 9: 9 “tinham couraças, como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de carros de muitos cavalos, quando correm à peleja”;
A importância da couraça (um prato de metal que cobre o peito como armadura defensiva) é que ela é usada na hora mesmo da batalha. Fato este que junto com a declaração de ‘ferro’ demonstra que estes espíritos maus têm um propósito e uma urgência implacáveis.
2.1.4.3.2 A Sexta Trombeta - O Segundo Ai. (Apocalipse 9: 13-21)
Apocalipse 9: 13-14:“O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro que se encontra na presença de Deus dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a trombeta: solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates”.
A quinta trombeta descreveu a ação dos anjos maus junto aos reis e governantes de todas as nações para concretizar a primeira invasão de Israel, na luta pelo Estado Palestino. A sexta trata da deflagração desta invasão, que é seguida pela guerra do Armagedom.
O que representam os quatro anjos refreadores dos ventos da destruição? Segundo White, “O refreador Espírito de Deus está mesmo agora sendo retirado do mundo. Furacões, tormentas, tempestades, incêndios e inundações, desastres em terra e mar, seguem-se uns aos outros em rápida sequência. Os homens não discernem as sentinelas angélicas que retém os ventos para que não soprem até que os filhos de Deus sejam selados; mas quando Deus mandar que seus anjos soltem os ventos haverá uma cena tal de luta que pena nenhuma pode descrever” (3).
Apocalipse 9: 15 “foram então soltos os ventos que se achavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, para que matassem a terça parte dos homens”.
Este verso indica a ação da sexta trombeta: a soltura dos quatro ventos. E revela que Deus tem um dia bem definido para este fim. As palavras gregas indicam que esta é uma data designada de antemão. A ideia que se apresenta aqui é a de uma data pré-fixada. Nesta altura do tempo profético, considerando uma aplicação futura para as sete trombetas, não se pode admitir uma data simbólica, devendo a mesma ser literal. A versão bíblica New English Bible, Oxford University Press, 1961, entre várias outras, assim se expressa:
“Os quatro anjos foram soltos, para matar uma terça parte da humanidade. Eles haviam estado prontos para este momento, para este mesmo ano e mês e dia e hora”.
Com respeito a este terrível flagelo previsto pela presciência do Altíssimo, encontramos mais detalhes em Apocalipse 7:1-3:
“Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos a Terra, conservando seguros os quatro ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, àqueles aos quais fora dado fazer dano a terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, ‘até selarmos’ em suas frontes os servos de nosso Deus”.
Depreende-se destes versos que, após o selamento, os ventos desta guerra infernal - serão soltos. Que guerra seria esta, capaz de causar danos à Terra, ao mar e às árvores, matando um terço dos homens? Será, certamente, aquela envolvida com os exércitos de Israel, no vale de Megido; sim, tudo indica que uma guerra astronômica ocorrerá no Oriente Médio. Muitos povos virão das bandas do norte (Ezequiel 38: 15-16), atrás dos despojos (riquezas) existentes em Israel, conforme Ezequiel 38: 13-14. Rever também os últimos versos de Daniel 11- As Profecias Ainda no Futuro, páginas 16 a 18, do primeiro capítulo.
Apocalipse 9: 16 “O número dos exércitos da cavalaria era de vinte mil vezes dez milhares (duzentos milhões); eu ouvi o seu número”. No livro de Ezequiel, após o derramamento do Espírito Santo sobre Israel, nos capítulos 34, 36 e 37 (Anexo 3), lemos no capítulo 38 alguns detalhes desta guerra infernal:
Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem volve o teu rosto contra Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal; profetiza contra ele (‘Esta referência é aos poderes do Norte da Europa chefiados pela Rússia’, diz o comentário da Bíblia Sagrada de Scorfield p. 833), e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal. Far-te-ei que te volvas, porei anzóis em teus queixos, e te levarei a ti, e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão com pavês e escudo, empunhando todos a espada: persas (Irã) e etíopes, e Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas, muitos povos contigo. Prepara-te, sim, dispõe-te, tu e toda a multidão do teu povo que se reuniu a ti, e serve-lhe de guarda”. Parenteses acrescentados. Ezequiel 38: 1-7. “Depois de muitos dias serás visitado; no fim dos anos virás à terra que se recuperou da espada, ao povo que se congregou de muitos povos sobre os montes de Israel...” “... subirás contra o Meu povo Israel, como nuvem para cobrir a terra. Nos últimos dias hei de trazer-te contra a Minha terra, para que as nações conheçam a Mim...” “... naquele dia será fortemente sacudida a terra de Israel, de tal sorte que os peixes do mar, as aves do céu, os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a face da terra, tremerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão e todos os muros desabarão por terra.” Ezequiel 38: 8-20.
Apocalipse 9: 17-18: “Assim, nesta visão contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de fogo, de jacinto e de enxofre. As cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões e de suas bocas saía fogo, fumaça e enxofre. Por meio destes três flagelos a saber: pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam de suas bocas, foi morta a terça parte dos homens”.
Esta destruição se descreve como pelo ‘fogo, fumaça e enxofre’ devido, provavelmente ao efeito do uso de elementos bélicos de grande poder destruidor que, finalmente, detonarão contra o próprio exército que o conduz.
Apocalipse 9: 19 “pois a força dos cavalos (demônios) estava nas suas bocas (espíritos imundos, convencendo os líderes políticos) e nas suas caudas (consequência desastrosa da guerra), porquanto as suas caudas se pareciam com serpentes, e tinham cabeças e com elas causavam dano”. (parênteses acrescentados)
Em Apocalipse 12: 4 e 9 lê-se que Satanás com sua cauda, arrastou a terça parte das estrelas do céu - os seus anjos, para serem lançados fora. Da mesma forma Satanás e seus anjos enganarão os homens com suas bocas e caudas (relação de causa e efeito) e o resultado será a destruição que foi profetizada. Assim como um terço dos anjos foi lançado fora do céu, um terço dos homens será morto. Muitos ímpios, todavia, viverão para participarem do Terceiro ai, relacionado com a segunda vinda de Cristo.
Apocalipse 9: 20-21 “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar, nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”.
As trombetas não guiam os ímpios ao arrependimento. Elas não são advertências. Elas são trombetas de guerra ligadas com a batalha do Armagedom. Elas ocorrem antes do fechamento da porta da graça – exceto a sétima e, ao passo que advertem os justos, revelam ao Universo o que os anjos maus fazem quando deixam de ser restringidos pelo Espírito Santo de Deus.
Apocalipse 11: 14 “É passado o segundo ai, eis que o terceiro ai cedo virá”.
2.1.4.3.3 A Sétima Trombeta – O terceiro ai (Apocalipse 11: 14-19)
O segundo ai, como vimos, foi a destruição que ocorreu na guerra do Armagedom. O terceiro ai, finalmente, é trazido pela sétima trombeta – o extermínio de todo ímpio no fim deste mundo em sua concepção atual, na segunda vinda de Cristo.
Apocalipse 11: 15 “O sétimo anjo tocou a trombeta e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos”.
 A sétima praga (Apocalipse 16: 18) menciona essas vozes, porém não indica o que dizem. A sétima trombeta nos diz tratar-se de uma ação legislativa declarando que o tempo é chegado para Cristo reinar.
As trombetas têm demonstrado, acima de qualquer dúvida, a sabedoria e justiça de Deus e de Sua Lei. Todas as acusações de Satanás têm sido encaradas e provadas como sem causa. As vozes de destruição declaram o juízo final sobre a maldade - O terceiro ai, e vindicam a Deus o Pai e a Seu Filho.
Em contrapartida, neste momento, os justos serão imortalizados em glória, conforme Daniel 7: 18: “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade”.
E, de quem seriam estas vozes que se ouvem no céu, nesta hora?
Apocalipse 11: 6:“E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo”...
 Considera-se, geralmente, serem os vinte e quatro anciãos aqueles que têm sido tomados (arrebatados) ao céu através da trasladação e ressurreição: Enoque (Gên. 5: 24), Elias (II Re 2:11), Moisés (Judas 9) e outros: “quando (Cristo) subiu ao céu, levou cativos consigo’ (Efésios 4: 8). Estes anciãos, já com milhares de anos, agora moram no céu e são representantes da raça humana. São homens que guiaram e amaram Israel. Eles testemunharam a luta da grande controvérsia entre o bem e o mal. Sentados em tronos implica em um trabalho oficial, conforme descrito em Daniel 7: 9-10: “Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos...assentou-se o juízo e abriram-se os livros”. Eles, evidentemente, tomaram parte do juízo investigativo que começou em 1844 (Dan. 8: 14), onde o direito legal ao trono é dado a Cristo, uma vez que neste juízo é que se constituem os membros do Seu reino. A declaração dos anciãos no verso 17 é a que anuncia a segunda vinda, nos seguintes termos:
Apocalipse 11: 17“Graças te damos, Senhor Deus, Todo Poderoso, que és e que eras, por que assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar”.
O próximo versículo descreve a cena precisa de Sua vinda:
Apocalipse 11: 18 “Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a Tua ‘ira’, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos Teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o Teu nome, assim aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a Terra”.
A sexta trombeta anuncia uma guerra de máxima destruição, quando a terça parte dos homens será morta pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre (Apocalipse 9: 18). A sétima trombeta coloca esta ação no passado, dizendo: iraram-se as nações e, em seguida vem a vinda de Cristo, considerada como a Sua ira (Apocalipse 11: 18), cujo significado é esclarecido no sexto selo:
Apocalipse 6: 14-17: “O céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos do seu lugar. E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo servo, e todo o livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir”?
Assim, a sétima trombeta dá a cena e o momento preciso para a segunda vinda de Jesus. Este evento é descrito no Grande Conflito: “Surge logo no Oriente (lado do nascimento do sol, de onde vêm os reis – Apocalipse 16: 12) uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, à distância, parece estar envolvida em trevas... mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor... Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor... nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor... O semblante divino irradia o fulgor deslumbrante do sol meridiano... O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante”. (4).
Assim, o resplendor extraordinário de Sua presença chega a ser para os ímpios a ‘ira de Deus’, pois eles mesmos têm desprezado a preparação necessária para este encontro. Ao eleger o mal, Deus os ‘entrega’ para a destruição e eles perecem – no terceiro ai.
Quanto ao tempo para julgar os mortos, o juízo que está para começar é o dos ímpios, durante o milênio, conforme Apocalipse 20: 4:
Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda a alma dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da Palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”.
Durante o milênio, portanto, os salvos julgarão os ímpios, conforme I Cor 6: 2-3:
Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?”
Quanto ao galardão recebido pelos salvos: a vida eterna, diz White:
Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombar do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: ‘Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi’! Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que a ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória”? (I Cor 15: 55).
E os vivos justos e os santos ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória... Surgem, porém, com a louçania e vigor de eterna mocidade... as formas mortais, corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas, belas e imortais. Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo. Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos crescerão até a estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão ‘na beleza do Senhor nosso Deus’, refletindo no espírito, alma e corpo, a imagem perfeita de seu Senhor. Oh! Maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das cogitações; há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas nunca entendida completamente!”
“Os justos vivos são transformados ‘num momento, num abrir e fechar de olhos’. À voz de Deus foram eles glorificados e agora se tornam imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus”. (5).
Quanto à expressão –“chegada da tua ira: o tempo de destruíres os que destroem a Terra” - sabemos que Deus não é o destruidor; ao contrário, é o Criador – é o doador da vida – é o mantenedor. É Satanás que tem o nome de Apolion, que significa o Destruidor. Estes juízos terríveis não são um trabalho destrutivo de Deus, senão uma manifestação completa do trabalho destrutivo de Satanás e seus seguidores. A volta de Jesus é para destruir o trabalho de destruição do destruidor, e de todos os que se identificam com ele. O pecado é destrutivo. Satanás se rebelou contra as leis de Deus que estão destinadas a preservar a criação. A rebelião de Satanás, demonstrada sobre este planeta, tem provado sem sombra de dúvidas, que lutar contra as leis de Deus resulta unicamente em destruição. É o pecado que, finalmente destrói a tudo o que vive, a tudo o que é criado, formoso e bom. – ver Rom. 6: 23. Diz Isaías 24: 5-6:
na verdade a Terra está contaminada por causa de seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra”.
A Terra inteira se parece com um terreno assolado. A ruína das cidades e vilas destruídas pelo terremoto, as árvores desarraigadas, pedras escabrosas arrojadas pelo mar ou arrancadas da própria terra, espalham-se pela sua superfície, enquanto vastas cavernas assinalam o lugar em que as montanhas foram separadas da sua base”. (6).
O último capítulo de Zacarias encerra este assunto, dando um salto de mil anos à frente para tratar da descida da nova Jerusalém do céu para esta Terra:
“Naquele dia estarão os Seus pés sobre o monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade para o sul”.  Zacarias 14: 4
A nova Jerusalém não poderá descer sobre a Terra contaminada pelo pecado. Será necessário, nesta ocasião, se providenciar uma porção de terra virgem para a descida da santa cidade. A parte restante da Terra será purificada pelo fogo. O verso cinco apresenta a reação dos ímpios ressurretos, quando o Senhor desce com os seus santos: “Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos meus montes chegará até Azel; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então virá o Senhor meu Deus, e todos os santos com Ele”. Zacarias 14: 5
Contudo Satanás, saindo de sua prisão após os mil anos, “sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar. Marcharam, então, pela superfície da Terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo dos céus e os consumiu”. Apocalipse 20:8-9.
Zacarias 14: 8 fala, então, do novo paraíso já estabelecido e do rio da água da vida, nascendo do trono de Deus:
“Naquele dia também sucederá que correrão de Jerusalém águas vivas, metade delas para o mar oriental, e a outra metade até ao mar ocidental; no verão e no inverno sucederá isto”.
João, no Apocalipse 22: 1-2 acrescenta que das margens verdejantes do rio da vida ergue-se a imperecível árvore da vida, como garantia de vida eterna:
“Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma a outra margem do rio, está a árvore da vida...”

Zacarias 14: 9-10 apresenta, finalmente, o reino de Jesus estabelecido na Terra renovada: “O Senhor será rei sobre toda a Terra; naquele dia um só será o Senhor, e um só será o Seu nome. Toda a terra se tornará como a planície de Geba à Rimom ao sul de Jerusalém; esta será exaltada e habitada no seu lugar, desde a porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até a porta da esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei”.
Voltando às trombetas, vejamos o último verso: Apocalipse 11: 19 “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da aliança no seu santuário; e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e grande saraivada”.
Este fato que encerra as trombetas é o mesmo que dá início às sete últimas pragas, que revelam os principais flagelos que marcarão o último ano desta velha Terra. Antes, porém, de nos reportarmos a elas, veremos os sete trovões, situados estruturalmente entre a sexta trombeta – a qual trata especificamente da guerra do Armagedom e a sétima trombeta que apresenta o retorno do Senhor Jesus, em glória e majestade. O juízo dos vivos, como parte deste contexto, será também examinado no final do próximo capítulo.
Capítulo 3. Os sete trovões e o epílogo de Daniel doze
3.1 Introdução
Após a guerra do Armagedom desenvolvem-se as cenas da quarta visão do Apocalipse, a qual forma um parêntese envolvendo todo o capítulo dez e os primeiro quatorze versículos do capítulo onze deste livro. Temos dentro deste parêntese um panorama que parte do Decreto Dominical, passa pelo juízo dos vivos e vai até ao retorno de Jesus, descrito na sétima trombeta.
            Inicialmente abordaremos os seis primeiros versos desta visão, que tratam dos sete trovões. Para facilitar o entendimento, faremos um paralelo com o capítulo 12 de Daniel, particularmente com os versos de 5 a 13, chamados de Epílogo deste livro, no Comentário Bíblico Adventista – versão em espanhol, p. 905. Finalmente trataremos do juízo dos vivos, tratado em Apocalipse 11: 1-14.
3.2 – Os sete trovões     
Apocalipse 10: 1 “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo”;
            Pelas características deste anjo forte damo-nos conta tratar-se do Senhor Jesus, descendo do céu. Em Apocalipse 1: 16, por exemplo, vemos que é o rosto de Jesus glorificado que brilha como o sol. Ver, também, Mateus 17: 2. White confirma essa hipótese: “O poderoso anjo que instruiu a João não era outro personagem senão Cristo.” (7) O sentido etimológico da palavra anjo é mensageiro. Aqui Jesus tem algo muitíssimo importante a dizer.
            Apocalipse 10: 2: “e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra”.
            A palavra livrinho aparece somente no presente capítulo e sugere tratar-se de um dos livros da Bíblia, uma vez que esta é reconhecida como uma coleção de 66 livros. A palavra aberto, no original grego implica em que o livrinho fora aberto (porque estava fechado), e ainda continuava aberto. A senhora White nos revela que a abertura do livrinho era uma mensagem com relação ao tempo, e acrescenta: “A verdade com relação ao tempo do advento de nosso Senhor foi a preciosa mensagem para a nossa alma.” (8) E conclui: “Colocando o seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, mostra o papel que Jesus está desempenhando nas cenas finais da grande controvérsia contra Satanás.” (9)
            Poderia surgir a pergunta: De qual livro da Bíblia nos é dito que fora fechado (selado) e que deveria ser aberto no tempo do fim?
             Para responder essa pergunta retornemos ao livro de Dan 12: 4 “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão e o saber se multiplicará”.
Esta recomendação aplica-se, particularmente, à porção das profecias de Daniel que tratam especificamente dos últimos dias, uma vez que o restante do livro fora compreendido. Concluímos, assim, haver uma interação importante entre estes dois capítulos da Bíblia. Diz White: “Os livros de Daniel e Apocalipse são um. Um é uma profecia, o outro, uma revelação; um, um livro selado, o outro, um livro aberto.” (10) Tudo indica que esse enunciado aplica-se, de forma mais intensa, aos capítulos 12 de Daniel e 10 do Apocalipse, o que pretendemos comprovar.
            Antes de continuarmos, gostaríamos de abrir um parêntese sobre a expressão ‘encerra as palavras’, de Daniel 12: 4. Diz-nos o texto que Daniel devia encerrar, neste verso, as palavras de seu livro como um todo. E, se verificarmos os três primeiros versículos deste capítulo, concluímos ser este realmente o caso. Estes três versos nos levam, inquestionavelmente, ao ponto culminante das profecias de Daniel: final do juízo no Santíssimo – do juízo dos vivos e fechamento da porta da graça, quando será tido por salvo todo o que for mantido inscrito no livro da vida – verso 1. A inspiração faz questão de nos levar até mesmo ao final do tempo de angústia de Jacó, no qual os filhos de Deus estarão se livrando do decreto de morte, o que coincide com a queda de Babilônia (rei do Norte), anunciada em Daniel 11: 45 e confirmada em Apocalipse 16: 19. Miguel, o Grande Príncipe, representa Jesus, o mesmo personagem de Apocalipse 10: 1-2, só que no Apocalipse 10 Ele já se encontra descendo à Terra na forma de um anjo forte para participar ativamente da peleja final – Apocalipse 17: 14, onde todo o ímpio será morto pelo sopro de Sua Palavra ( II Tessalonicense 2: 8).
            Lemos, ainda, em Daniel 12: 2: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.” Daniel apresenta uma sucessão de delineações proféticas que vão agregando detalhes que nos levam até ao final glorioso da História terrestre. Aqui, já nos encontramos no limiar da eternidade, quando, justamente, terá lugar a ressurreição parcial dos mortos. Estamos, portanto, às portas da segunda vinda de Cristo! Este é o dramático final das profecias deste livro.
            Daniel 12: 3 apresenta a recompensa gloriosa dos justos vivos – livramento do Decreto de Morte, demarcando o encerramento do livro, concluído, objetivamente, no verso 4: “encerra as palavras e sela o livro.”
            Há, contudo, outros nove versículos no último capítulo do livro de Daniel (5 a 13), o epílogo. Trata-se de um discurso falado depois da conclusão de um drama, servindo para dar entendimento ao mesmo. E, como tal, foi agregado para auxiliar no entendimento do grande final profético. Ele apresenta, portanto, algo novo e indispensável para a compreensão final das visões relacionadas com o tempo do fim. E, como veremos a seguir, ele deverá ser estudado em paralelo com a continuação do estudo de Apocalipse 10, porque apresenta importantíssimos pontos de cruzamento com este capítulo, sendo, justamente, na interação com a Revelação do Apocalipse 10 que ele revela sua real e gloriosa magnitude. O que estava fechado em Daniel então se abre e a luz passa a brilhar no contexto do Apocalipse. Concluída a introdução, voltemos ao Apocalipse 10: 3-4.

3.3 A relação dos sete trovões com o Epílogo
E (Jesus) bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram os sete trovões as suas próprias vozes. Logo que falaram os sete trovões, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: guarda em segredo as coisas que os sete trovões falaram, e não as escrevas.”
            A senhora White diz, a respeito deste assunto, que “as coisas que os sete trovões falaram se referem a eventos futuros (ao seu tempo, naturalmente), que serão expostos por sua ordem” (11).
            Aqui se revela que a lacuna de compreensão relativa aos sete trovões seria concernente aos pioneiros adventistas. White, em continuação, acrescenta: “as primeiras duas mensagens angélicas deviam ser proclamadas, mas nenhuma luz adicional deveria ser revelada antes que estas fizessem sua obra específica” (12). Podemos assim concluir que as vozes dos sete trovões se relacionam, mais especificamente com a mensagem do terceiro anjo (Apocalipse 14: 9-12), também conhecida como o alto clamor do Terceiro Anjo, vinculada à conclusão do juízo dos vivos (desenvolvido no próximo capítulo) e iniciada oficialmente após o Decreto Dominical.
            Como a profecia de Daniel referente ao tempo do fim (Daniel 8: 14), que fala da purificação do santuário celestial e de Daniel 9: 24-27, que detalha esta profecia por meio de vários períodos proféticos que nos levam até o outono de 1844, foram bem compreendidas, principalmente depois do grande desapontamento que deu origem a Igreja Remanescente (Apocalipse 10: 8-11), temos, nos sete trovões, algo novo correspondente ao tempo profético, que fora vetado pela divindade à compreensão dos nossos pioneiros, exceto, certamente à senhora White, e que só seria compreendido posteriormente, pela última geração.
            Agora vem o grande desafio: se as vozes dos sete trovões não foram reveladas, como decifrá-las? Comecemos com Apocalipse 10: 5-6:
            “Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: já não haverá demora”;
            Este juramento de Jesus, ligado gramaticalmente com os sete trovões pela palavra então, e ligado com o já não haverá demora, que é a mensagem com relação ao tempo, relaciona-se também com o Epílogo de Daniel 12, versos 5 a 7, por meio do mesmo juramento, e da mesma mensagem de tempo, como segue:
            “ENTÃO, eu, Daniel, olhei e eis que estavam em pé outros dois, um, de um lado do rio, o outro, do outro. Um deles disse ao homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas? (ressurreição especial, e a glorificação dos justos vivos, previstos nos três primeiros versos de Daniel 12)– Ouvi o homem vestido de linho,(que é Jesus – Daniel 10: 5-6) que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão”.
            Se estes dois juramentos representam um o eco do outro, como parece evidente, o termo JÁ NÃO HAVERÁ DEMORA, em Apocalipse 10 corresponde ao período decorrido após a queda do papado (depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo, conforme Daniel 7: 25) e, bem mais especificamente, depois do início da Segunda Supremacia Papal, quando o poder do povo santo (recuperado após a queda do papado em 1798), lhe for retirado ou destruído novamente, à semelhança do que ocorreu na Idade Média – quando, então, estas coisas todas se cumprirão. Não sabemos, todavia, a duração desse período – obviamente relacionado com os sete trovões. Só sabemos, por enquanto, que será curto, posto que, segundo Jesus, já não haverá demora.
            O Epílogo, no entanto, continua. O profeta Daniel, nesta altura, se revela confuso, conforme Daniel 12: 8: “Eu ouvi, porém, não entendi; então eu disse: meu Senhor, qual será o fim destas coisas? No verso 9 Jesus lhe responde: “vai, Daniel, porque estas palavras (também) estão encerradas e seladas até ao tempo do fim”. (Parêntese suprido)
            Mantendo o paralelismo com o Apocalipse 10, esse selamento, (o segundo de Daniel 12 – o do Epílogo), vai de paralelo com as vozes dos sete trovões que também não deviam ser registradas. O Epílogo, todavia, continua dizendo no verso 10:
 “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”.
E quando os sábios entenderão? Diz Ellen White:
 “As coisas que os sete trovões falaram (os sete últimos decretos que definem o início e o fim do tempo de angústia, como veremos), se referem a eventos futuros que serão revelados no devido tempo”. (13). Aparentemente não havia razão nem para Daniel, nem para os pioneiros adventistas entenderem esta verdade presente (ou reservada) para a última geração da Terra – a nossa.      Ficou, entretanto, sem resposta, a pergunta feita em Daniel 12: 6 - Quando se cumprirão essas maravilhas, ou seja, quanto tempo haverá até a glorificação dos justos vivos e à ressurreição parcial dos mortos? Assim como a pergunta de Daniel 12: 8: Qual será o fim destas coisas? Em Daniel 12: 11 Jesus libera a preciosa informação que deverá dar o verdadeiro desfecho às profecias e a consumação definitiva aos períodos proféticos:
“Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado e posta a abominação desoladora haverá ainda 1290 dias”.
            Se em Daniel 11: 31 a retirada do sacrifício diário e o estabelecimento da abominação desoladora representaram o surgimento de Roma papal, em 538 DC, como líder da Igreja Cristã Mundial, a repetição deste fato em Daniel 12: 11 indica, inquestionavelmente, a imposição legal da segunda supremacia papal, futura, quando, por influência deste mesmo poder, será imposto ao mundo um Decreto Dominical desautorizando o santo sábado do Senhor (Isaías 58: 13-14), por força de lei. Daniel 12: 11, portanto, não só trata da recuperação da ferida mortal sofrida pela besta medieval – Apocalipse 13: 3, como também define, com este fato, o início da contagem regressiva dos últimos dias, que passarão pelo cumprimento das maravilhas já referidas: a glorificação dos justos vivos e a ressurreição parcial dos mortos. Não estamos, todavia, tratando de definir o dia nem a hora do retorno de Jesus. Nada nos impede, contudo, de chegarmos à véspera.
            Esta restauração da ferida mortal sofrida pela besta – amplamente descrita em Apocalipse 13: 2-8 trará, indubitavelmente, a opressão, quando o povo de Deus será de novo perseguido, tendo o seu poder evangelístico destruído pelas forças do mal. Só que agora, para o nosso consolo e encorajamento, Jesus jura, solenemente, que já não haverá demora – que o período será limitado em apenas 1290 dias literais, a serem contados a partir do estabelecimento do Decreto Dominical Mundial. Sim, Jesus jura que desta vez não haverá demora!
“Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento.” Hebreus 6: 17.
Esta linha de tempo de Daniel 12: 11 avança trinta dias sobre a linha demarcada em Apocalipse 13: 5 que trata do mesmo período. Explicaremos esta diferença no final do capítulo.
            Como estamos admitindo, tacitamente, novas linhas futuras de tempo que, por decreto do Altíssimo escaparam à compreensão de nossos pioneiros, e, por isso mesmo, não têm sido defendidas pela Igreja, precisamos fazer um esclarecimento: O Comentário Bíblico Adventista diz que todas as linhas de tempo profético se esgotaram em 1844 e que de lá para cá não teríamos nenhum tempo profético estabelecido. E, ainda pior, dá como fonte dessa informação as palavras da senhora White.
            White, no entanto, não disse exatamente isso. Quando ela falou sobre os períodos proféticos de Daniel, que acabaram todos em 1844, ela se referia à grande cadeia profética de Daniel 8: 14 e Daniel 9: 24-27, em discussão naquela época, cujos períodos proféticos (2300 anos, 490 anos, 49 anos, 434 anos, 7 anos, dois períodos de 3,5 anos e os 1810 anos restantes) acabaram realmente todos em 1844.
O seu objetivo era o de desestimular algumas pessoas que estavam querendo prever novas datas, dentro desta cadeia profética, na tentativa de corrigir o erro de interpretação cometido pelos pioneiros da época. Ela, no entanto, não se referia aos demais períodos proféticos da Bíblia, e mesmo do livro de Daniel, uma vez que em uma Revista Adventista de 1883, ela diz:
os períodos proféticos do livro de Daniel estendendo-se até às vésperas da grande consumação, lançam um facho de luz sobre os eventos que então acontecerão”. (14)
Ora, se a grande consumação é a segunda vinda de Jesus, a véspera da grande consumação não pode ser reportada para 1844. E os únicos outros períodos proféticos, citados por Daniel e ligados estritamente ao tempo do fim, encontram-se no Epílogo do capítulo 12 que, combinados com Apocalipse 13: 5 podem nos levar, realmente, às vésperas da grande consumação, como veremos. Diz-nos a pena inspirada:
“Conquanto ninguém saiba o dia ou a hora de sua vinda, somos instruídos quanto à sua proximidade, e isto nos é exigido saber”. (15)
Vale lembrar que o período de meia hora de Apocalipse 8: 1 é profético, bem como o período de um dia de Apocalipse 18: 8, descaracterizando a máxima equivocada do Comentário Bíblico.
            Esclarecimento feito, prossigamos com o nosso estudo. Se a Bíblia nos oferece em Daniel 12: 11 o marco de início para a segunda supremacia papal – permitindo a contagem regressiva para os últimos eventos da Terra, nos levando às vésperas da grande consumação, Daniel 12: 12, por seu turno, demarca o final de outra linha profética:
            “Bem aventurado o que espera e chega até 1335 dias”.
 Olhando para o futuro, este bem aventurado momento é claramente evidenciado quando a voz de Deus proclamando ‘Feito Está’, será ouvida. Estas palavras trarão a glorificação dos justos vivos que poderão dar neste momento de libertação do decreto de morte, a grande aclamação de vitória prevista neste verso. Vejamos a extraordinária versão de White:
            “É a meia noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento do Seu povo... em meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde vem a voz de Deus, como o som de muitas águas, dizendo: Feito Está! (Apocalipse 16: 17) Essa voz abala os céus e a terra. Há um grande terremoto como nunca havido desde que há homens sobre a terra: tal foi esse grande terremoto. (Apocalipse 16: 18). O firmamento parece abrir-se e fechar-se. A glória do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera... as paredes das prisões fendem-se, e o povo de Deus que estivera retido em cativeiro por causa de sua fé, é libertado”.
            “Abrem-se as sepulturas, e ‘muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno’(Daniel 12: 2). Uma mudança maravilhosa sobreveio aos que mantiveram firme integridade em face da morte... seu rosto, pouco antes tão pálido, ansioso e descomposto, resplandece agora de admiração, fé e amor. Sua voz ergue-se em cântico triunfal: Deus é nosso refúgio e fortaleza; socorro bem presente na angústia. A voz de Deus é ouvida no céu declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e estabelecendo concerto eterno com o seu povo. Semelhante a estrondos do mais forte trovão, suas palavras ecoam pela terra inteira. O Israel de Deus fica a ouvir, com o olhar fixo no alto. Tem o semblante iluminado com a sua glória, brilhante como o rosto de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podem olhar para eles. E, quando se pronuncia a bênção sobre os que honraram a Deus, santificando o seu sábado, há uma grande aclamação de vitória.” (16).
Também pudera:
nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo Ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Apocalipse 10:7. Esta informação é complementada no livro Desejado de Todas as Nações, 633 in Eventos Finais, 30:
“O tempo exato da segunda vinda do Filho do homem é o mistério de Deus”.
3.4A identificação dos sete trovões
            Vamos agora situar os sete trovões neste contexto. Primeiro, comecemos com as informações que dispomos sobre os sete trovões: eles estão relacionados com uma mensagem sobre o tempo profético – a parte que foi selada até o tempo do fim. Não se relacionam com as profecias de Daniel 8: 14 e Daniel 9: 24-27 porque estes períodos proféticos foram entendidos pelos pioneiros e encerrados em 1844. Os sete trovões se referem a eventos futuros aos dias dos pioneiros. Finalmente nos é dito que eles falam com suas vozes. Este ponto é significativo. White, comentando Apocalipse 13: 15, referente à fala da imagem da besta, que traz o decreto de morte aos filhos de Deus, temos:
A fala de uma nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias.” (17)
Estes atos judiciários, fortes como vozes de trovões (Apocalipse 6: 1) permitirão balizar com precisão os últimos eventos do tempo de angústia prévia (alto clamor), angústia, propriamente dita (pragas) e angústia de Jacó (decreto de morte) dimensionados nas linhas de tempo de nosso Epílogo.
            A partir destas hipóteses acreditamos, portanto, ser válido afirmar que as vozes dos sete trovões (atos legislativos e judiciários) representam os últimos sete decretos que balizarão o início, o meio e o fim das últimas linhas de tempo, referidas no Epílogo de Daniel 12 e no Apocalipse 13: 5, o que não foi compreendido pelos pioneiros da Igreja Remanescente, conforme pré-anuncia a profecia. Estas três últimas linhas do tempo profético (1260, 1290 e 1335 dias literais) são partes entrelaçadas da mesma unidade e se desenrolam em uma progressão, como veremos a seguir. O conselho inspirado da senhora White é sobremodo oportuno:
“Estudemos o capítulo 12 de Daniel. Ele é uma advertência que todos nós precisamos saber antes do tempo de angústia”. (18)
Relacionando a citação abaixo:
Mostrou-se que os EUA são o poder representado pela besta de cornos semelhantes ao de cordeiro (Apocalipse 13: 11) e que esta profecia (falar como dragão) se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo” (19).
Podemos perceber que os 1335 dias de Daniel 12: 12 darão início a todo o processo do fim deste mundo a partir justamente do Decreto Dominical, nos Estados Unidos e irão até quando a voz de Deus, como trovão: Feito Está (Apocalipse 16: 17) será ouvida do céu, livrando os justos vivos do Decreto de Morte. Esta linha definirá, portanto, dois trovões: o primeiro (D. D. americano) e o quarto (livramento do Decreto de Morte). 60 dias depois do primeiro trovão, o Decreto Dominical americano será adotado em escala planetária. Começam, então, simultaneamente, os períodos dos 1260 dias de Apocalipse 13: 5 e dos 1290 dias de Daniel 12: 11, o que demarcará o soar do segundo trovão.
            Os 1260 dias literais da segunda supremacia papal (cura da ferida) vão até a implantação do Decreto de Morte, o qual define o terceiro trovão, em consonância com Apocalipse 13: 15:
“e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a besta falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
Durante os 1260 dias, a besta reavivada reina sozinha. O período dos 1290 dias, no entanto, prosseguem por mais 30 dias. Nos primeiros quinze dias deste último mês da Terra, depois do Decreto de Morte ter sido estabelecido, temos o reinado da besta com os reis da Terra (este será o período de funcionamento oficial da Nova Ordem Mundial) e corresponderá ao tempo de angústia de Jacó (uma hora profética registrada em Apocalipse 17: 12). No final desses quinze dias, ouve-se a voz de Deus dizendo: Feito Está, trazendo a libertação e a glorificação dos justos bem como o início da queda de Babilônia, já no quarto trovão, pois as armas apontadas para os justos se virarão contra ela.
            Comparando com as festas de outono, em Israel, podemos considerar este momento do Está Feito paralelo à FESTA DAS TROMBETAS, anunciando os quinze dias finais desta Terra. Este é o período da queda de Babilônia, anunciado em Ap. 18: 10:
e, conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo”.
Os versos 17 e 19 reiteram o anúncio desta queda. No décimo dia deste período final teremos o dia do juízo dos vivos (quinto trovão), quando as tábuas da lei serão vistas no céu, de conformidade com Apocalipse 11: 12:
e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”.
A partir daí desenvolvem-se as ações destacadas no sexto selo, Ap. 6: 15-17:
Os reis da Terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo o livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se”? Em Apocalipse 11: 19 lemos: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”.
            Segue White: “Quando o templo de Deus no céu for aberto, que ocasião triunfante será para todo aquele que tiver sido fiel e verdadeiro! Será vista no templo a arca do Testemunho em que foram colocadas as duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a Lei de Deus. Estas tábuas de pedra que jazem agora na arca do Testemunho serão convincente testemunho da verdade e dos reclamos obrigatórios da Lei de Deus”. (20)
                        No final deste período de quinze dias da queda de Babilônia, estaremos na véspera da grande consumação (sexto trovão), quando deverá ter início a FESTA DOS TABERNÁCULOS OU DAS COLHEITAS, conforme se procedia em Israel, e com a duração prevista para uma semana, conforme o sétimo selo (Apocalipse 8: 1). A segunda vinda de Jesus se consumará ao som do sétimo trovão, anunciado literalmente em Apocalipse 19: 6:
“Então, ouvi uma voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo poderoso”.
Este será o dia seguinte da queda de Babilônia anunciada no FEITO ESTÁ de Ap. 16: 17 (Sétima praga) e, também referida em Apocalipse 10: 7: “Mas, nos dias do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”.
 A Tabela nº 3 dá o resumo da matéria exposta.
Tabela nº 3– Representação linear dos sete trovões
1º Trovão
2º Trovão
3º Trovão
4º Trovão
5º Trovão
6º Trovão
7º Trovão
Decreto Dominical (EUA)

Decreto Dominical Mundial
Decreto de Morte
Libertação do Decreto de Morte
(Feito Está)
Dia do Juízo
(da expiação)

Queda final de Babilônia
Segunda Vinda
Início dos 1335 dias



(Ap. 13: 11 e Daniel 12: 12)

Início dos 1260 dias e dos 1290 dias


(Ap. 13: 3 e Daniel 12: 11)


Final dos 1260 dias



(Ap. 13: 15)
Final dos 1335 dias – Festa das trombetas


(Ap. 16: 17)
 A lei é vista no Céu

(Ap. 11: 9-12)
Fim dos 1290 dias-Véspera da grande consumação

(Ap. 18: 10, 17e 19)
Festa das colheitas



(Ap. 19: 6 e Ap. 8: 1)


3.5 - O juízo dos vivos (Apocalipse 11)
            Agora vamos apresentar uma exposição atualizada de Apocalipse 11. Não pretendemos desvalorizar outras interpretações feitas no passado e perfeitamente ajustadas para a época.                                   
            No final do capítulo 10 temos um grande desafio para a Igreja Remanescente – Laodiceia: “Importa que profetizes outra vez (sobre a volta de Jesus, de acordo com o contexto) a muitos povos, e nações, e línguas e reis.” (negrito e parêntese acrescentados).
A palavra importa confere grande responsabilidade à Igreja Remanescente porque esta foi chamada com exclusividade. Não podemos deixar de dar o sonido certo na trombeta, quer por excesso de zelo e mesmo por medo de precipitar uma perseguição. Prestemos atenção para este sinal amarelo do Espírito de Profecia:
“Orgulho e fraqueza de fé privam a muitos das ricas bênçãos de Deus. Muitos há que, se não se humilharem diante de Deus, hão de ficar surpresos e desapontados quando soar o clamor: Aí vem o esposo”! S. Mateus 25: 6. “Têm a teoria da verdade, falta-lhes, porém, o óleo nos vasos para as lâmpadas.” (21).
Em Apocalipse 14: 6-7, o teor atual desta mensagem a ser apresentada ao mundo, é: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu (Rádio, TV, Internet), tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua e povo, dizendo em grande voz: temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo”. (parêntese e grifos nossos).  Esta mensagem, apesar de engastada no contexto do selamento – juízo dos vivos (Apocalipse 14: 1-5), vem sendo pregada pela Igreja Remanescente desde 1844, quando, de acordo com Daniel 8: 14 iniciou o juízo dos mortos. Hoje, porém, o enfoque contextualizado pelos primeiros versos de Apocalipse 14 será requerido, com alerta especial para o destino dos adoradores da besta (Apocalipse 14: 8-11), igualmente crucial como verdade presente para as nações.
            Apocalipse 11: 1 dá a sequência desta pregação do evangelho eterno, com destaque agora para o juízo dos vivos, nos seguintes termos:
Foi-me dado um caniço de medir semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que nele adoram”.
            Medir o santuário – o povo de Deus, segundo I Pedro 2: 5 – significa realizar seu julgamento. As palavras: os que nele adoram particularizam o juízo dos vivos (os mortos não adoram) que, por seu turno, só poderá ser ultimado após o decreto dominical mundial quando os gentios não convertidos receberão o sinal da besta e o Israel espiritual, o selamento escatológico. A exceção fica por conta do juízo dos vivos para Israel que, vindo primeiro, no contexto da guerra do Armagedom, os transformarão nas primícias dos salvos.
            O Espírito de Profecia contextualiza o primeiro verso de Apocalipse onze, dizendo:
Lembrai, quando estiverdes andando nas ruas, ocupados com os vossos negócios, que Deus vos está medindo; quando estiverdes desempenhando os vossos deveres domésticos, quando estiverdes empenhados em conversação, Deus vos está medindo. Lembrai que vossas palavras e ações estão sendo fotografadas nos livros do céu, como a face é reproduzida pelo artista na chapa polida... Eis a obra prosseguindo, medindo o templo e seus adoradores para ver quem subsistirá no último dia”. (22)
Este, portanto, é o marco referencial histórico para o início do capítulo 11 do Apocalipse; o que não invalida aplicações anteriores, também aprovadas por Deus.
            White, depois de aplicar o capítulo 11 ao período da Revolução Francesa (23), nos adverte para uma aplicação futura:
todos os que querem compreender o significado destas coisas leiam o capítulo 11 do Apocalipse. Leiam cada versículo, informem-se das coisas que ainda irão ocorrer nas cidades. Leiam também as cenas descritas no capítulo 18 do mesmo livro”. (24)
            Além de dar uma aplicação futura para o capítulo 11 do Apocalipse, a ligação deste capítulo com o 18, o situa no Alto Clamor (Apocalipse 18: 1-4) – após, portanto, o Decreto Dominical e mesmo por ocasião da queda final de Babilônia, em uma hora profética ou quinze dias (Apocalipse 18: 10, 17 e 19), como foi examinado no quinto trovão, quando o resultado do juízo dos vivos  será reconhecido por todos os habitantes do planeta.
Apocalipse 11: 2 “Mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque ele foi dado aos gentios; estes, por 42 meses, calcarão aos pés a cidade santa”.
            A expressão ‘deixa de parte o átrio exterior do santuário’ nos orienta para uma aplicação literal. Neste caso, o medir do santuário envolverá precipuamente o juízo do povo de Deus situado em Israel (identificação, numeração e selamento dos 144.000), conforme será discutido no final do sexto selo, no capítulo cinco. A conversão deste grupo ao Cristianismo se constituirá numa luz extraordinária para o mundo, conforme lemos em Romanos 11: 15:
Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?
Tal experiência dará força à Terceira Mensagem Angélica, iluminando a Terra com sua glória, conforme Apocalipse 18: 1. Esta é a conexão entre os capítulos 11 e 18, aludida por White, quando a mesma compreendeu o papel de Israel dentro das profecias para o nosso tempo.
O texto de Apocalipse 11: 2 indica que esta ação será contemporânea com o Decreto Dominical, quando o papado romperá o acordo com Israel realizado após a guerra do Armagedom com base na conversão dos judeus ao Cristianismo, por um lado e respeito pelo sábado bíblico dos judeus, pelo outro.  A quebra deste acordo virá pela imposição do decreto dominical que será seguida pela invasão, sem resistência, à Terra Santa. Esta prepotência papal trará as pragas que serão examinadas no próximo capítulo.
Mesmo que possamos considerar nesta passagem os gentios como sendo os ímpios do mundo inteiro que serão julgados (receberão a sentença) durante o milênio; que eles pisarão os filhos de Deus por 42 meses, após o Decreto Dominical destinado a revelar quem é quem no juízo dos vivos; e ser essa uma mensagem reprise de Apocalipse 13: 3-5, que trata, especificamente, da segunda supremacia papal, a referência à cidade santa foca, primariamente, Jerusalém, elevada a capital de Israel em 1980, quando a mesma deixou definitivamente de ser pisada pelos gentios. Este argumento depreende-se de Daniel 9: 24:
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão...”.
 O fato da santa cidade ser pisada ‘novamente’, pois que Lucas 21: 24 diz que ela deixaria de ser pisada pelos gentios – e, em realidade, já deixou, implica no domínio temporário da velha Jerusalém pelo rei do Norte, como foi considerado  no contexto de Daniel 11: 45, no primeiro capítulo.
Segue Apocalipse 11: 3:
 “Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por 1260 dias, vestidas de pano de saco”.
“As duas testemunhas representam as Escrituras: Velho e Novo Testamento. Ambos são importantes testemunhas quanto à origem e perpetuidade da Lei de Deus”. (25) Ver, também, João 5: 39.
Vestidas de pano de saco significa permanecer em estado de obscuridade por causa das perseguições religiosas, repetindo o que aconteceu na Idade Média.
            Apocalipse 11: 4:
São estas a duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra”.
 Este verso confirma a ideia das duas testemunhas serem a Palavra de Deus – os Seus santos mandamentos. As oliveiras produzem as azeitonas que geram o azeite que, posto no candeeiro, ilumina os caminhos do homem, conforme o Salmo 119: 105.
            Apocalipse 11: 5:
Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo de sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretende causar-lhes dano, certamente deve morrer”.
Com base em Apocalipse 22: 19:
Se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”, o castigo previsto no verso cinco se aplicará a todos aqueles que, por sua influência levarem os homens a considerar levianamente as Escrituras e a santa Lei. Isto porque:
            “Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a Terra com toda a sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem”. Apocalipse 11: 6.
Este versículo declara que o cumprimento extraordinário da Palavra profética de Deus, como foi nos dias do profeta Elias e de Moisés, se repetirá tantas vezes quantas forem necessárias. Como aconteceu no passado, tudo o que se tem profetizado, acontecerá! Não podemos interferir!
Diz o Apocalipse 11: 7:
“Quando tiverem, então, concluído o testemunho que devem dar a besta que surge do abismo pelejará contra elas, e as vencerá e as matará”.
Após testemunhar vestidas de pano de saco por mil duzentos e sessenta dias literais após o Decreto Dominical, o encerramento do testemunho da Palavra de Deus se dará ao final deste período da segunda supremacia papal (Apocalipse 11: 3) mediante a edição do Decreto de Morte contra os filhos de Deus. Cumprir-se-á então Mateus 24: 14:
E será pregado este evangelho do reino a todo o mundo para testemunho a todas as nações. Então virá o fim”.  
Apocalipse 17 sugere o fato de que, quando os reis da Terra se unirem para legislar e proclamar o decreto universal de morte contra o povo de Deus, Satanás reinará sobre eles – durante uma hora profética, ou seja, 15 dias, como o oitavo rei. Ver Apocalipse 17: 12, 13 e 11. Esta forma mais arrojada do poder satânico intentará destruir, por decreto, a Palavra de Deus, os seus Mandamentos. E as palavras: os matará – traduzem o fato da não mais validade da Lei de Deus, na Terra, nesta hora profética.
            Quanto à besta que surge do abismo, no início do tempo de angústia de Jacó – temos no Espírito de Profecia:
O tempo de angústia como nunca houve está prestes a manifestar-se sobre nós... Os espíritos diabólicos sairão aos reis da terra e ao mundo inteiro, para segurá-los no engano, e forçá-los a se unirem a Satanás... Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo... alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou. Declara que aqueles que persistem em santificar o sétimo dia estão blasfemando do seu nome pela recusa de ouvirem seus anjos a eles enviados com a luz da verdade. Os ensinos deste falso Cristo não estão de acordo com as Escrituras. Sua bênção é pronunciada sobre os adoradores da besta e de sua imagem, a mesma classe sobre a qual a Bíblia declara que a ira de Deus, sem mistura, será derramada...       Apenas os que forem diligentes estudantes das Escrituras e receberem o amor da verdade, estarão ao abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo”. (26).
                        Apocalipse 11: 8: “O seu cadáver ficará estendido na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado”.
A França e a Revolução Francesa têm sido identificadas como a besta da presente passagem devido à maneira como fizeram guerra contra a religião e a Bíblia, no passado. A nação francesa e a Revolução Francesa, no entanto, não são mais do que uma sombra da situação do mundo ao final da sua História:
“A disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – Tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França”, diz White em (27).
            Assim como a corrupção de Sodoma e a incredulidade do Egito havia se estendido por toda a sociedade e preparado o caminho para o confronto entre Cristo e Satanás naqueles dias, uma sociedade ímpia e incrédula atual permitirá a Satanás declarar guerra à Palavra e à Lei de Deus e mesmo a formalização de um Decreto semelhante ao acontecido na Revolução Francesa, ordenando a supressão dos Dez Mandamentos, o que poderia ser entendido como a crucifixão do Senhor, na forma de Sua Palavra.
            Apocalipse 11: 9 “Então, muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações contemplarão o cadáver das duas testemunhas, por três dias e meio (agora literais), e não permitem que esses cadáveres sejam sepultados”.
O mundo, extasiado, observa a guerra contra a Bíblia e à Lei de Deus e não consegue falar de outra coisa, por três dias e meio literais. A reação dos ímpios que se imaginam no controle da situação é a seguinte:
Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, porquanto esses dois profetas (o Antigo e o Novo Testamento e/ou as duas tábuas de pedra mediante os quais são julgados os homens) atormentaram os que habitam sobre a Terra”. Apocalipse 11: 10. Parêntese acrescentado
            Os ímpios tentam desta forma, aliviar as suas consciências, entregando-se à folia. “Mentes e corações sacrílegos pensaram que eram suficientemente poderosos para mudar os tempos e as leis de Jeová; porém, seguros nos arquivos do céu, na arca de Deus, acham-se os dez mandamentos originais, escritos sobre as duas tábuas de pedra. Nenhum potentado da Terra possui poder para tirá-las do seu esconderijo sagrado debaixo do propiciatório”. (28).
Em Apocalipse 11: 11-12 lemos: “Mas, depois de três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio grande medo; e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”.
“A substituição da lei de Deus pela dos homens, a exaltação por autoridade meramente humana, do domingo, posto em lugar do sábado bíblico, é o derradeiro ato do drama. Quando essa substituição se tornar universal, Deus se revelará. Ele se erguerá em Sua majestade para sacudir terrivelmente a Terra”. (29).
White liga ainda Apocalipse 11: 11-12 com Apocalipse 11: 19: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”, e acrescenta:
“A glória da cidade celestial emana de suas portas abertas. Aparece então de encontro do céu uma mão segurando as duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o profeta: Os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o juiz. A mão abre as tábuas, e se veem os preceitos do decálogo, como que traçados com pena de fogo. As palavras são tão claras que todos as podem ler.           Se desperta a memória, varrem-se de todas as mentes as trevas da superstição e heresia, e os dez preceitos divinos, breves, compreensivos e autorizados, apresentam-se à vista de todos os habitantes da Terra.” (30).
                        Se quisermos situar esses três dias e meio no flux final da História, precisamos, primeiramente, recordar que a profetisa uniu os capítulos 11 e 18 à queda de Babilônia, a ocorrer durante os últimos quinze dias literais deste mundo. Em segundo lugar, lemos no Espírito de Profecia:
Como a Páscoa, a Festa dos Tabernáculos era comemorativa e também típica... indicava, no futuro, o grande dia da colheita final, em que o Senhor da seara enviará os seus ceifeiros para ajuntar o joio em feixes para o fogo, e colher o trigo para o Seu celeiro. Naquele tempo os ímpios serão todos destruídos”. (31)
            A festa dos Tabernáculos, iniciada no dia 15 do sétimo mês (Levítico 23: 34), com uma duração de sete dias, vinha sempre na sequência de outras duas festas: a das Trombetas, no primeiro dia do sétimo mês (Levítico 23: 24) e a da expiação, no dia 10 deste mês (Levítico 23: 27). Não é de admirar que as festas do outono, fossem três e ocorressem em quinze dias, pois que, profeticamente, se encontram alinhadas com os quinze dias da queda de Babilônia, isto é, os últimos quinze dias deste mundo. Como a festa dos Tabernáculos deve coincidir com a queda final de Babilônia (colheita final), podemos representá-las conforme a Tabela 4.
Tabela nº 4 – Relação das festas de outono em Israel com os últimos dias
Festas de Outono em Israel:

Festas de outono em Israel
Festa das Trombetas

Festa da Expiação (juízo)
Festa dos Tabernáculos

1º dia do 7º mês


10º dia do 7º mês                                      

15º ao 21º dia do 7º mês


Relação das festas com os últimos 15 dias
da História.

Feito está: Libertação pela voz de Deus 
do decreto de morte.

A lei é vista no céu dez dias após o ‘Feito Está’ do Senhor Jesus

Silêncio no céu por cerca de ½ hora (sete dias da colheita final)
           
Como a supressão da Lei de Deus pelo homem dura três dias e meio, parece lógico que esses três dias e meio terminem imediatamente antes do aparecimento da Lei original no céu, justamente no dia da expiação ou do juízo, quando a sua validade será reivindicada. Logo os três dias e meio deverão iniciar oito dias e meio antes do início da Festa dos Tabernáculos, indo até o dia do juízo, cinco dias antes da véspera da grande consumação.
            Nesta ocasião, “Os inimigos da Lei de Deus, desde o ministro até o menor dentre eles, têm nova concepção da verdade e do dever. Demasiado tarde veem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Tarde demais veem a verdadeira natureza de seu sábado espúrio e o fundamento arenoso sobre os quais estiveram a construir”. (32)
            “Naquela hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram, neste terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu. Passou o segundo ai. Eis que, sem demora, vem o terceiro ai”. Apocalipse 11: 13-14.
            Logo após a ascensão das Testemunhas, um terremoto derruba a décima parte da cidade que, segundo Apocalipse 17: 18 é, inquestionavelmente, Roma. A décima parte, provavelmente seja o Vaticano, sede do papado. Sete mil é um número relativamente pequeno de pessoas mortas, mas o suficiente para levar os sobreviventes a reconhecer a soberania de Deus, cujas testemunhas tinham desprezado. Cai Babilônia, conforme Apocalipse 18: 21-24:
Então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flauta e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo e de noiva jamais em ti se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da Terra, porque todas as nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. E nela se achou sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a Terra”.
            O segundo ai encerra-se com estes juízos sobre o Vaticano enquanto que o terceiro, sob os eventos descritos na sétima trombeta, os quais culminarão de imediato com a morte de todos os ímpios, como segue:
            “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus, dizendo: Graças Te damos Senhor Deus Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade as nações se enfureceram; chegou, porém a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos Teus servos, os profetas, aos santos que temem ao Teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a Terra”. Apocalipse 11: 15-18.
Capítulo 4 – As sete últimas pragas
                                                           Uma visão panorâmica do último ano da Terra
4.1: Introdução
            O capítulo 15 de Apocalipse introduz o tema das sete últimas pragas. João vê outro grande sinal dos tempos, chamado por ele de “sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus (verso1). Na verdade temos aqui uma previsão da retirada da proteção divina de sobre os ímpios. O que sucedeu ao Comunismo e ao Islã, na guerra do Armagedom circunscrita ao Oriente Médio, agora se expandirá sobre a besta e o falso profeta, na banda ocidental.
Diz o Espírito de Profecia: “Deus não fica em relação ao pecador como executor da sentença contra a transgressão, mas deixa entregues a si mesmos os que rejeitam Sua misericórdia, para colherem aquilo que semearam”. O Grande Conflito, 36ª Ed., 1988, p. 36.
Esta ação que terá lugar após o fechamento da porta da graça levará à justa punição os adoradores da besta e da sua imagem, a qual será seguida pela morte deles, na segunda vinda de Cristo (II Tess. 2: 8).
            “Vi então que Jesus não abandonaria o lugar Santíssimo sem que cada caso fosse decidido ou para a salvação ou para a destruição; e que a ira de Deus não poderia manifestar-se sem que Jesus concluísse Sua obra no lugar santíssimo... mas quando nosso Sumo Sacerdote concluir Sua obra no santuário, Ele se levantará, envergará as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas serão derramadas... vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as sete últimas pragas”. Primeiros Escritos, p.36.
            Apocalipse 15: 2-4 “Vi como que um mar de vidro (ler Apocalipse 4: 1-6), mesclado de fogo (avermelhado), e os vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome (os que deram ouvidos às três mensagens angélicas), que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome (Apocalipse 14: 7), ó Senhor? Pois só Tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos”.
            Estes versículos constituem um parêntese que foi apresentado ao profeta João antes da queda das pragas, assegurando-lhe que os santos não seriam tragados no dilúvio desses flagelos. Após este esclarecimento sobre o triunfo final do povo de Deus, ele segue com a visão das pragas.
            Ap. 15: 5-7 “Depois destas coisas (do esclarecimento do triunfo do povo de Deus) olhei, e abriu-se no céu o santuário do tabernáculo do testemunho (santuário em forma de tenda onde se acham os dez mandamentos, transparecendo que a contenda é contra os que quebram os santos mandamentos), e os sete anjos que tinham os sete flagelos saíram do santuário, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos ao peito com cintas de ouro. Então um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheios da ‘cólera’ de Deus, que vive pelos séculos dos séculos”.
            Apocalipse 15: 8 “O santuário se encheu de fumaça, procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos”.
Este verso é inserido para nos situar no tempo da ocorrência das sete pragas: fim da intercessão de Jesus no juízo dos vivos – Apocalipse 22: 11.
4.2 As cinco primeiras pragas
            Apocalipse 16: 1 “Ouvi, vindo do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: ide e derramai pela Terra as sete taças da cólera de Deus”. Esta era a voz de Cristo (Apocalipse 1: 10).
4.2.1 - A Primeira Praga (Apocalipse 16: 2)
            “Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela Terra e, aos homens portadores da marca da besta e aos adoradores de sua imagem sobrevieram úlceras malignas e perniciosas”.
            Para sabermos melhor a forma de operação dessa primeira praga precisamos ir a Jó 2: 6-7:
Disse o Senhor a Satanás, eis que Jó está em teu poder; mas poupa-lhe a vida. Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó com ‘tumores malignos’, desde a planta dos pés até o alto da cabeça”.
Vemos aqui que num caso como o da primeira praga, Deus tem o controle da situação e Satanás o controle da execução do mal. (Ver I João 4: 8).
            Como este flagelo deverá cair sobre os portadores da marca da besta (Apocalipse 14: 10), terá lugar após a pregação da terceira mensagem angélica e será sem mistura de misericórdia. Como cairá sobre os adoradores da sua imagem, ela somente será autorizada após o estabelecimento da imagem da besta (união da Igreja com o Estado (EUA) para decretar a observância do domingo, que é a marca da besta).
            A severidade desta praga pode ser avaliada pelos lamentos de Jó, no capítulo 3 de seu livro. Esta praga, sem função salvadora, destina-se também a desmascarar o ‘poder de cura’ da besta, que não funcionará aqui.
4.2.2 – A Segunda Praga (Apocalipse 16: 3)
            “Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo o ser vivente que havia no mar”.
Como o mar é uma via muito utilizada para o comércio internacional – ver Apocalipse 18: 9-19 – um bloqueio na mesma trará um caos nas relações internacionais e um golpe fatal na empáfia humana que não cansa de se vangloriar de solucionar todos os problemas com base apenas na sua alta tecnologia.
                        4.2.3 - A Terceira Praga (Apocalipse 16:4)
            “Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas; e se tornaram em sangue”.
            Assim como as pragas do Egito eram dolorosamente literais e destinavam-se a demonstrar quão falsas eram as pretensões da falsa religião do Egito, esta praga visa demonstrar como são falsas as pretensões da Nova Ordem Mundial que pretenderá governar a Terra, sem o reconhecimento dos preceitos da divindade – mormente após o Decreto Dominical.    Podemos imaginar os transtornos provenientes da falta de água doce para suprir as necessidades diárias para banho, irrigação e sobre tudo para beber.
            “Vi que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo e que não teremos falta de água nem padeceremos fome, pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no deserto”. (33)
            Esta praga sobre os ímpios foi tão severa que um anjo aparece para justificar a Deus, como segue:
Apocalipse 16: 5-7 “Então vi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste todas estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso. Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos.”
            Este ato, aparentemente direto da parte de Deus, levará os homens a perceberem que têm estado a lutar contra Deus, mas não se arrependerão, blasfemando no decorrer da quarta praga.
4.2.4 – A quarta praga (Apocalipse 16: 8-9)
            “O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol e foi-lhe dado (permitido) queimar os homens com fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.”
            Sabemos que são os sistemas de água deste planeta juntamente com o sol que definem e regulam o sistema do meio ambiente por meio da evaporação e das chuvas de resfriamento. Quando o oceano (segunda praga) e os rios forem afetados, conforme vimos na terceira praga, somando-se aos flagelos da terceira trombeta, grandes secas e fortes calores serão os resultados inevitáveis. Então o planeta aparecerá como uma terra árida e desolada. Estas, fome e seca, jamais vistas, foram profetizadas pelo profeta Joel:
            Joel 1: 15-20 “Ah! Que dia! Porque o dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso. Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E, da casa de nosso Deus, a alegria e o regozijo? A semente mirrou debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns, derribados, porque se perdeu o cereal. Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo. A Ti, ó Senhor, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo. Também todos os animais do campo bramam suspirando por Ti; porque os rios se secaram, e o fogo devorou os pastos do deserto.”
            Nesta altura valerá à pena perguntar: onde estará o desenvolvimento sustentável tão proclamado no meio científico apostatado? E, após o intenso calor da quarta praga Deus manda a ausência de luz e calor:
4.2.5 – A quinta praga (Apocalipse 16: 10-11)
            “Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam as línguas por causa da dor que sentiam, e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras”.
            A besta aqui aludida é aquela que ferida à espada, reviveu – Apocalipse 13: 3, e que aparece novamente, agora à frente da Nova Ordem Mundial, a ser estabelecida para solucionar os problemas da Terra, independentemente de Deus.
            Como sofriam ainda pela angústia da primeira praga, percebemos que as pragas não serão necessária e imediatamente fatais, sendo sucessivas e chegando a exercer as suas ações simultaneamente.     
O objetivo básico de Satanás, com estas primeiras cinco pragas, seria a destruição do povo remanescente de Deus. Como, porém, o dano, em realidade, cairá apenas sobre os ímpios e o planeta, Satanás, para alcançar o seu objetivo, induzirá os maus a realizarem um decreto de morte, que se desenvolverá ao longo das duas últimas pragas, como veremos. Assim, as primeiras cinco pragas servirão para definir, perante o Universo, dois grupos fundamentais:
            O dos ímpios, que recebem as pragas e buscam, então, matar os santos;
            O dos santos, livres das pragas (Salmo 91: 5-10), mas que desafiam a morte pela mão dos ímpios.
Diferentemente das cinco primeiras pragas que são localizadas, as duas últimas apresentam um caráter universal.
4.3 – As duas últimas pragas
4.3.1 – A sexta praga (Apocalipse 16: 12)
            “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates cujas águas secaram para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.”
            Quem são estes reis? Apocalipse 16: 15-16 responde: “(Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha). Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
            O Armagedom, apesar de ter primariamente um desdobramento político militar em um lugar bem definido - no vale de Megido, próximo de Jerusalém, entre as nações do Norte europeu e do Oriente contra Israel, conforme descrito em Ezequiel 38 e 39 e apresentado no segundo capítulo, terá aqui um significado espiritual, de maior amplitude, mas envolvendo novamente as forças do bem e as do mal – o que é de particular interesse para todo o mundo cristão.
            Voltando ao verso12, Como a Babilônia mística é simbólica e se encontra no mundo inteiro (sistema falso de religião), o Eufrates deverá também ser simbólico e universal. Nesta altura do tempo profético, o Eufrates não poderá representar as águas (povos) sobre as quais se encontra a Babilônia mística (Apocalipse 17: 1 e 15) porque Babilônia ainda manobra as massas e os reis da terra para alcançar os seus intentos. Sabemos, entretanto, que uma fonte de água a jorrar foi utilizada por Jesus como um símbolo do Espírito Santo (João 4: 14). Como as populações que apoiam a Babilônia não recebem mais do Espírito Santo porque lhes foi retirado no início das pragas, a secagem do Eufrates leva-os a blasfemar contra Deus por três vezes, enveredando-se cada vez mais nas trevas do pecado e arbitrando, por fim, um decreto de morte para os justos – Apocalipse 13: 15. Este detalhe é importante porque uma das razões das pragas é demonstrar ao Universo o alcance destrutivo de Satanás, quando livre das restrições de Deus.
            Enquanto isso Jesus prepara-se para intervir na última batalha e libertar seus filhos. A ação de preparo para esta guerra espiritual que visa a morte dos filhos de Deus desenvolve-se ao longo da sexta praga, como segue:
Ap. 16: 13 “Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e do falso profeta três espíritos imundos (demoníacos) semelhantes a rãs”.
            A besta, o falso profeta e o dragão representam o papado, o protestantismo apóstata (Apocalipse 13: 11-17) e o espiritismo. Este último inclui todo o sistema pagão, conforme Testemunho para Ministros, p. 39. (34): “Reis, legisladores e governadores têm colocado sobre si o estigma do anticristo, e são representados pelo dragão que sai a guerrear contra os santos e contra os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus”.
            O fato de serem semelhantes a rãs provavelmente faça alusão ao caráter repulsivo dos três espíritos imundos, que agem secretamente, sem serem vistos, como o coaxar de rãs em dias de chuva.
            Ap. 16: 14 “Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo poderoso”.
            Os sinais incluem manifestações sobrenaturais de várias espécies que Satanás operará por meio dos agentes humanos para conseguir unir o mundo contra aqueles que se constituem na única barreira ao seu domínio indisputável sobre a Terra. “Os espíritos diabólicos sairão aos reis da Terra e ao mundo inteiro, para segurá-los no engano, e forçá-los a se unirem a Satanás em sua última luta contra o Governo do céu. Mediante estes agentes, serão enganados tanto governantes como súditos...” (35).
Satanás e seus anjos falsificarão a glória de Deus, farão milagres de exibição, sinais e prodígios que trará o mundo num fanático fervor religioso, visando cessar toda a oposição.
            Ap. 16: 15 “Eis que venho como vem o ladrão. Bem aventurado o que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha”. O Senhor Jesus virá de surpresa apenas para aqueles que não vigiam (I Tess. 5:1-5). Os santos deverão permanecer firmes na fé e caráter, inteiramente leais a Deus. Devem mesmo aumentar o seu estado de alerta à medida que Satanás intensifica as suas fraudes.
            Apocalipse 16: 16 “Então se ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
4.3.2 – A sétima praga (Apocalipse 16: 17)
            “Então derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar e saiu grande voz do santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está”!
            “Deus permite que as forças do mal cheguem ao ponto de aparente sucesso no seu sinistro desígnio de erradicar o povo de Deus. Ao chegar o momento apontado para o decreto de morte, e os ímpios precipitarem-se com gritos de triunfo para aniquilar os santos, a voz de Deus é ouvida, dizendo: Feito está!    Esta declaração põe fim ao tempo de angústia de Jacó, livra os santos (que são então glorificados - Dan 12: 2) e introduz o sétimo flagelo”. (36)
            Apocalipse 16: 18-19 “E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra; tal foi o terremoto forte e grande. E a grande cidade (Babilônia mística dos últimos dias) se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de Sua ira”.
Vemos aqui que o terremoto literal foi também figurativo, pois abalou a Babilônia espiritual, levando-a a ruína e à destruição total, após o desaparecimento da união interesseira que nela prevalecia. Apocalipse 16: 20-21: “Toda a ilha fugiu, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande”.
            O peso correspondente a um talento é de aproximadamente 30 quilos. Amaldiçoando a Deus pela terceira vez, os ímpios revelam o seu total desprezo por Ele, mesmo no meio dos Seus mais penosos juízos.
                                               Capítulo 5.  Os sete selos
Uma visão panorâmica do juízo (1844) até a Segunda Vinda de Jesus
                                               5.1 - Introdução                              
Vamos recuar no tempo até a altura da segunda visão do Apocalipse. Nela, a abertura dos sete selos abrange os capítulos de 4 a 7 e o primeiro verso do capítulo 8. Os capítulos 4 e 5 constituem uma representação ampliada de Dan 7: 9-14 – Anexo 5, página 120, onde os versos 10 e 26 dizem explicitamente tratar-se do Tribunal de Deus. No capítulo seis, a visão continua com o mesmo assunto, mas numa nova fase da ação: os selos do livro (Apocalipse 5: 1-5), começam a ser abertos. Como o juízo investigativo começa em 1844 (Dan. 8: 14), esta visão se reporta, necessariamente a esta data específica e segue até a segunda vinda de Jesus (Apocalipse 8: 1) – o sétimo selo.
Não é de se estranhar que o Apocalipse quatro introduza a cena, dizendo: “sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (das sete cartas ‘Apocalipse 2 e 3’ que chegam até à igreja de Laodiceia, cujo significado é ‘povo do juízo ou povo julgado’). De acordo com Apocalipse 1: 19 estamos entrando na última parte das revelações de Deus: “Escreve, pois, as coisas que viste (o verbo, no passado, aponta para a visão de Cristo glorificado, visto por João no primeiro capítulo); e as que são (O verbo, no presente, fala das sete igrejas, estabelecidas nos capítulos dois e três, conforme Apocalipse 1: 11) e as que hão de acontecer depois destas (o verbo, no futuro, se reporta ao tempo do fim).
Vamos, portanto, tratar aqui da abertura dos sete selos - capítulo 6, dando-lhe uma aplicação futura, conforme sugere o seguinte texto:
“Pensei no dia em que os ‘juízos de Deus’ cairão sobre o mundo; quando as negras e horríveis trevas envolverem os céus como um saco de silício (citado em Apocalipse 6: 12, no sexto selo)... Minha imaginação prevê o que será este momento quando a poderosa voz do Senhor ordenar a Seus anjos: ‘Ide e derramai sobre a Terra’ (citado em Apocalipse 16: 1, na primeira praga)...”. A seguir White acrescenta: “Apocalipse 6 e 7 (os sete selos) estão cheios de significado. Terríveis são os juízos revelados de Deus. Os sete anjos diante de Deus receberam sua comissão. A eles foram dadas sete trombetas. O Senhor sairá para castigar aos habitantes da Terra...Quando as pragas de Deus caírem sobre a Terra, cairá granizo sobre os ímpios, do peso de um talento...”(37).
É evidente, nesta citação, que a profetisa uniu as pragas às trombetas e aos selos e lhes deu um marco de tempo final. Não é nosso interesse desconsiderar a aplicação histórica desenvolvida por Urias Smith e defendida pela própria senhora White no livro ‘O Conflito dos Séculos’. Estamos apenas dando uma segunda aplicação, também com base na Bíblia e no Espírito de Profecia.
Quanto à significação dos selos, Ellen White lança luz sobre a mesma: “Sua (dos líderes judeus) decisão (de crucificar a Cristo) foi registrada no livro que João viu na mão daquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Esta decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser aberto pelo Leão da tribo de Judá”.  (PJ, 240) (38). Parênteses acrescentados.
             Fica, mais uma vez claro que estamos tratando do juízo de Deus.
            Que informações e que arquivos estão nos livros do céu? White, explicando Apocalipse 5: 1-3 diz:
Ali na sua mão aberta jazia o livro, o pergaminho da história das providências de Deus, a história profética das nações e da igreja. Ali continha as expressões divinas, Sua autoridade, Seus mandamentos, Suas leis, o conselho completo e simbólico do Eterno e a história de todos os poderes que governam as nações. Em linguagem simbólica continha nesse pergaminho a ‘influência’ de cada nação, língua e povo desde o princípio da História desse mundo até seu fim” (39).
Portanto não só o registro de palavras, pensamentos e ações, mas também a influência de cada pessoa será examinada. Logo o juízo é bem detalhado e concerne a todos os crentes, conforme II Cor 5: 10, começando por Abel, o primeiro justo morto, indo até o último ser humano vivo a ser julgado.
Assim, o caso de todos os que já entraram para o serviço de Deus – estando inscritos no livro da vida, será revisto e aqueles que tiverem pecados não perdoados serão riscados deste livro de Deus (Ex. 33: 32). O livro selado com sete selos parece, portanto, ser o livro da vida em fase de atualização, onde nomes são confirmados e nomes são rejeitados. Outros livros também são abertos (Dan 7: 10 e Apocalipse 20: 12), os quais incluem os pecados cometidos, bem como as boas ações praticadas pelos indivíduos em fase de verificação. O livro dos pecados chama-se Contas Correntes do Céu (40); o das boas ações, Memorial, conforme Malaquias 3: 16.
Desta forma, cada aspecto de Apocalipse 4, 5 e 6 pertence ao grande juízo do homem, julgado, então, pelas anotações contidas nos livros.
Como no caso das sete igrejas, as cenas reveladas quando os selos são abertos podem ser encaradas como tendo tanto uma aplicação específica (de juízo), como geral. As cenas podem ser vistas como particularmente significativas de fases sucessivas na história da igreja na Terra” (41).
A abertura dos selos verifica-se após a instauração do juízo (capítulos 4 e 5). Este fato demarca o referencial de tempo para a abertura dos sete selos em sua aplicação geral, de acordo com o seu lugar no tempo profético (Apocalipse 4: 1) – devendo tratar das fases proféticas da Igreja Remanescente - Laodiceia, a ‘Igreja do Juízo’ ou do povo que está sendo julgado.


5.2 - A abertura dos sete selos (Ap. 6: 1-17 e Ap. 8: 1)
5.2.1 O Primeiro Selo (Ap. 6: 1-2)
            “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer”.
Se nos perguntássemos sobre o significado de um cavalo, nesta profecia, Zacarias 10: 3 nos ajuda:
O Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho, a casa de Judá (o povo de Israel em primeiro plano, e a Igreja Remanescente, numa versão adaptada), e os fará como o seu majestoso cavalo na peleja”.
Enquanto que o cavalo branco representa o povo de Deus, o arco (e a flecha) é o equipamento necessário para o caçador (de almas). Este ginete se manifesta equipado para o evangelismo. Está comprometido com o trabalho missionário. O fato de haver colocado uma coroa demonstra que ele está a serviço do Rei dos reis e de toda a família real do céu. A declaração que ele saiu vencendo e para vencer ensina que está comprometido numa grande campanha para ganhar aos perdidos. Podemos, aqui, imaginar o verdadeiro remanescente ocupado em um esforço mundial para dar a mensagem presente, começando pela dos três anjos. Ver Apocalipse 10: 11 e Apocalipse 14: 6-12.
Os selos, de acordo com Urias Smith, estavam alicerçados nesta mesma interpretação bíblica do simbolismo. Todavia, ele supunha que o marco de tempo pertencia aos primeiros séculos da igreja cristã, o que não estamos questionando aqui.
Numa interpretação atual, vivemos, todavia, ainda no tempo do primeiro selo. O povo remanescente goza ainda de liberdade e continua vencendo e para vencer. O rádio, a internet e a TV ‘voam pelo meio do céu’, pregando o evangelho eterno a todo o mundo (Mat. 24: 14). A cor branca do cavalo, no primeiro selo, sugere a pureza dos primeiros remanescentes que foram provados e justificados no grande desapontamento de 1844. O primeiro selo revela, portanto, o remanescente ainda gozando de total liberdade, especialmente nos Estados Unidos da América – seu Quartel General. De lá ele tem levado a mensagem evangélica dos três anjos a todo o mundo, em meio à paz, liberdade e prosperidade, por mais de um século e meio. Mas esta bênção logo lhe será tirada, o que nos levará ao segundo selo.
                                        5.2.2 - O segundo selo (Ap. 6:3-4)
            “Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem! E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da Terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma grande espada”.
A paz, gozada por tanto tempo pela Igreja Remanescente, tem sido garantida pela Constituição americana, a qual tem protegido a separação da Igreja do Estado. Mas quando houver uma união da Igreja com o Estado, neste País, para que esta nação possa legislar sobre religião, o povo remanescente sentirá a grande espada, isto porque deverá escolher obedecer às leis de Deus e não as leis dos homens. É um triste comentário o de que voltem a se matar uns aos outros, e pior, com ‘base’ nas Escrituras, conforme Rom. 13: 1-4:
“Todo o homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás o louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”.
A lei específica que deverá começar este cenário do fim do tempo será uma lei dominical federal nos Estados Unidos da América, dando cumprimento a Apocalipse 13: 11, quando esta besta semelhante ao cordeiro ‘falar’ como dragão. “O ‘falar’ da nação é a ação das suas autoridades legislativas e judiciárias” (42). A seguir, apresentaremos a relação entre o primeiro e o segundo selos, na Tabela 5.
Tabela nº 5: A ordem e a relação entre o primeiro e o segundo selos
1º selo (Cavalo Branco)

2º selo (Cavalo Vermelho)
Tempo: 1844           

Tempo: Lei Dominical Nacional futura (EUA)
Aplicação Específica: Juízo dos mortos       

Aplicação Específica: Juízo dos vivos
Fase: Evangelismo ao mundo com paz e liberdade

Fase: A paz religiosa é retirada da Terra

5.2.3 O terceiro selo (Ap. 6: 5-6)
                        “Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma, como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho”.
Se a cor branca do primeiro cavalo sugere a pureza da fé (Isa. 1: 18); um cavalo preto, pelo contrário, deverá significar a sua corrupção.
O terceiro selo tem sido usualmente aplicado pelos guardadores do sábado à apostasia do terceiro e quarto séculos, e isto não contestamos. Acaso este terceiro selo teria, realmente, uma aplicação de fim do tempo? - Escutemos a providência inspirada:
            “O mesmo espírito é visto hoje, o qual está representado em Apocalipse 6: 6-8 (terceiro e quarto selos). A História voltará a se repetir. Aquilo que tem sido voltará a ser outra vez. Este espírito trabalha para confundir e para perturbar. A desunião será vista em cada nação, tribo, língua e povo, e aqueles que não têm tido o espírito para seguir a luz que Deus tem dado através dos seus oráculos viventes, por meio de suas agências determinadas, serão confundidos. Seus juízos revelarão a debilidade. A desordem, contenda e confusão serão vistas na igreja” (43).
            Em meio ao processo de apostasia futura da igreja será difícil determinar quem é fiel e quem tem caído. O ‘trigo’ e o ‘joio’ crescem juntos. É perigoso arrancar o joio porque pode arrancar o trigo com ele. Não é necessário que o povo de Deus execute a tarefa da separação. O Senhor mesmo a fará por meio dos acontecimentos vindouros. Os pecadores de Sião serão ‘sacudidos’. Esta sacudidura tomará lugar quando a perseguição se intensificar pela pregação da Terceira Mensagem Angélica:
Vi então o terceiro anjo. Apocalipse 14: 9-11. Disse meu anjo acompanhante: terrível é a sua obra. Tremenda a sua missão. Ele é o anjo que deve separar o trigo do joio, e selar, ou atar, o trigo para o celeiro celestial. Estas coisas devem absorver toda a mente, a atenção toda”. Primeiro Escritos, p. 118 in Eventos Finais, p. 14.
            A sacudidura virá, portanto, por causa da pregação da Terceira Mensagem Angélica pelas agências determinadas por Deus, o que será contestado pela maioria acomodada de Laodiceia, causando a separação do joio do trigo.
            “Perguntei a significação da sacudidura que eu vira, e foi-me mostrado que era determinada pelo testemunho direto contido no conselho da Testemunha Verdadeira à Igreja de Laodiceia. Isto produzirá efeito no coração daquele que receber, e o levará a empunhar o estandarte e a proclamar a verdade direta. Alguns não suportarão este testemunho. Levantar-se-ão contra ele (o que prega a verdade), e isto é o que determinará a sacudidura entre o povo de Deus”. Primeiros Escritos, p. 270.
Se o ‘cavalo’ simbólico representa uma igreja, no sentido de ser uma unidade organizada, composta de instituições, estrutura financeira, com liderança e trabalhadores assalariados parece evidente que esta estrutura vai continuar operando sob seu presente nome, sem endossar os mandamentos dos homens, que negam as leis de Deus com respeito ao sétimo dia de repouso. Hoje nos encontramos no tempo de ter de ‘esperar para ver o que acontecerá’. Tudo continuará igual como sempre foi para todos aqueles que estiverem prontos para receber a marca da besta, mesmo que de forma velada. A pergunta então vem a ser esta: Quem permanecerá fiel à Lei de Deus?
O símbolo de uma balança pode estar caracterizando justamente o julgamento dos vivos dentro da igreja, antes do fechamento da porta da graça e após a legalização do Decreto Dominical, quando a Igreja e o Estado se unirem (primeiro, nos EUA e depois, pelo resto do mundo cristão).
Depois deste decreto a maior parte dos cuidados da igreja provavelmente será com relação aos assuntos seculares, seguindo-se uma escassez de espiritualidade (os preços dos cereais mencionados por João são cerca de 10 vezes superiores aos preços normais). Os pesos da balança são empregados no processo de vender os grãos que significam o ‘pão de vida’, ou seja, a ‘venda’ da verdade. Esta é outra declaração que confirma o conceito de apostasia corporativa. Escutemos a pena inspirada quanto aos acontecimentos futuros:
Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo... abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário... homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam–se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, esses apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente, e os acusar por meio de falsos boatos e insinuações, incitando os governantes contra eles”. (44). Grifo acrescentado.
            A voz que anuncia o alto custo do trigo e da cevada também ordena que o azeite e o vinho não sejam inutilmente danificados. Estes eram dois líquidos comumente usados como alimento no mundo antigo. Alguns os têm interpretado como símbolos de fé e amor, atributos a ser preservados pelos chamados, escolhidos e fiéis em face do materialismo que deverá dominar a igreja neste período de perseguição. Concerne, portanto, a todos aqueles que derem ouvidos ao conselho da Testemunha Fiel e Verdadeira à Igreja de Laodiceia.
5.2.4 O quarto selo (Ap. 6: 7-8)
            “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente, dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado morte; e o inferno o estava seguindo, e foi-lhe dado autoridade sobre a quarta parte da Terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da Terra.”
            O quarto selo descreve o final do ‘breve tempo de angústia’ que virá imediatamente antes das pragas. Um cavalo pálido, enfermo, com a cor do medo e da morte, estaria incapacitado. A igreja, ao cair na apostasia ‘forçada’, ou ‘induzida’ se unindo com as demais para garantir sua autopreservação nesta altura dos acontecimentos, já não poderá mais exercer a tarefa designada para ela.
Este é o tempo referido por Jesus em Mateus 24: 9-15:
Então sereis atribulados e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Neste tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”.
            A morte e o inferno são aqui personificados e representados: um como o cavalo com seu cavaleiro, e o outro, como alguém no ato de segui-lo. Em Apocalipse 3: 16-17 na Bíblia na Linguagem de Hoje lemos: “Mas porque são apenas mornos, nem frio nem quentes, vou logo vomitá-los. Vocês dizem: ‘somos ricos, estamos muito bem e temos tudo o que precisamos’. Mas não sabem que são miseráveis e desgraçados! Vocês são pobres, nus e ‘cegos’”.
 Parece evidente que os fiéis serão perseguidos dentro da igreja, sofrendo e gemendo por causa das abominações que serão praticadas no meio dela (Ezequiel 9: 4). A série: espada, fome, morte (ou pestilência, no original) e animais, podem representar as formas de perseguição sofridas pelos filhos de Deus, como uma reprise da era medieval. O recrudescimento desta situação produzirá fome, que resultará na ruína da saúde, trazendo pestilência e morte, com maior exposição ao ataque dos animais ferozes. Impressiona a rapidez com que essas coisas acontecerão, envolvendo a quarta parte da Terra – o mundo cristão, por suposto. Mas este tempo será muito breve! (Apocalipse 10: 6).
Contudo, “Por este tempo o ouro será separado da escória, na igreja. A verdadeira piedade distinguir-se-á então claramente daquela que consiste na aparência. Muitas estrelas cujo brilho temos admirado então se apagarão transformando-se em trevas. A palha, como nuvem será levada pelo vento, mesmo de lugares onde só vemos ricos campos de trigo.” Serviço Cristão, 49.
Sim, neste tempo, surgirá um remanescente triunfante, vencedor, pois, finalmente,
Deus estará cirandando Seu povo. Terá uma igreja pura e santa. Não podemos ler o coração dos homens. O Senhor, porém, tem provido meios para manter Sua igreja”. I T, 98.
            Nunca deveremos esquecer que:
A igreja débil e defeituosa, precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua suprema consideração”. Eventos Finais, p. 39.          
A pregação do evangelho será realizada com sério risco de morte e poucos serão os heróis da fé. Contudo, a comissão dada ao povo remanescente, para transmitir a terceira mensagem angélica soará ainda e será ouvida no Alto Clamor do Terceiro Anjo.
Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” Mateus 24: 13.
5.2.5 O quinto selo (Ap. 6: 9-11)
            “Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue, dos que habitam sobre a Terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda ‘por pouco tempo’, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que ‘iam ser mortos’ como igualmente eles foram”.
            O altar apresentado no quadro profético é provavelmente reminiscência do altar de bronze do santuário hebraico, podendo-se considerar os mártires como os sacrifícios apresentados a Deus. Como o sangue das vítimas era derramado na base do altar (Levítico 4: 7) e a vida da carne está no sangue (Levítico 17: 11), as almas daqueles que se oferecem em martírio podem ser consideradas como estando debaixo do altar.
Parece que a simbolização do quinto selo foi apresentada para encorajar aqueles que enfrentarão martírio e morte, no futuro, como garantia de que a despeito do aparente triunfo do inimigo, a vindicação viria por fim. Ver II Testemunhos Seletos, p. 151.
            Qualquer esforço no sentido de interpretar estas ‘almas’ como sendo espíritos desencarnados de mártires falecidos faz violência às regras de interpretação das profecias simbólicas. Não foi dada a João uma visão do céu como ele realmente é. Não existem ali cavalos montados por guerreiros nem Jesus aparece ali na forma de um cordeiro sangrando. Semelhantemente, não existem almas jazendo debaixo dum altar no céu. A cena toda foi uma representação pictórica e simbólica destinada a ensinar a lição espiritual acima descrita.
            A profetisa proporciona o lugar ou marco de tempo para este selo, da seguinte maneira: “Quando foi aberto o quinto selo João, o Revelador, viu em visão debaixo do altar a companhia dos que haviam sido mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo. Depois desta visão seguiram as cenas descritas no capítulo 18 de Apocalipse, onde se chama os fiéis e aos sinceros para que saiam de Babilônia” (45).
            O quinto selo se refere a dois grupos de mártires: passados, que clamam no verso 10 e o dos que ainda serão martirizados no futuro (Ap. 6: 11), durante a segunda supremacia papal. Depois que eles forem mortos então a mensagem de Ap. 18 do Alto Clamor (mensagem de advertência do Terceiro Anjo, contra a besta e o seu sinal), será proclamada com grande poder. A declaração (45) situa, portanto, a abertura do quinto selo antes e durante o Alto Clamor. Estas penas de morte não são o mesmo que o Decreto Universal de Morte que ocorre sob a sexta praga, e do qual o povo de Deus é libertado, sob a sétima praga, pela voz de Deus, conforme vimos no capítulo anterior.
O sangue dos mártires servirá como semente, agora para a colheita final. E assim será preparado o caminho para o Alto Clamor que contribuirá para tirar os filhos de Deus de Babilônia. Diz o Espírito de Profecia:
Muitos serão encarcerados, muitos fugirão das cidades e vilas para salvar a vida, e muitos serão mártires por amor a Cristo, colocando-se em defesa da verdade”. (46).
            Assim os primeiros cinco selos proporcionam uma vista panorâmica da Igreja Remanescente a partir de 1844 até ao Alto Clamor que irá até ao fim do tempo de graça.
Onde e como se ajustam os cinco primeiros selos com relação às pragas? O quinto selo supre esta informação. Os mártires fazem uma súplica: “Até quando Senhor não julga e nem vinga o nosso sangue”? (Ap. 6: 10) Este é um clamor de vingança! Cristo não os vinga até vestir Suas ‘vestiduras de vingança’ no fim do tempo da graça:
“Vi, então que Jesus não abandonaria o lugar Santíssimo sem que cada caso fosse decidido e Jesus concluísse Sua obra no lugar Santíssimo, depusesse seus atavios sacerdotais e se vestisse com vestes de vingança! Ele se levantará, envergará as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas serão derramadas” (47).
            Com efeito, “Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar. Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; Porquanto derramaram sangue de santos e de profetas também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso”. (Ap. 16: 3-6).
Fica claro que as sete pragas se encaixarão entre o quinto e sétimo selos conforme tabela 6, a seguir:
Tabela nº 6 Sequência e relação entre os selos e as pragas  
I SELO

II SELO
III SELO
IV SELO
V SELO
VI SELO
VII SELO
Inicia em1844 até ao Decreto Dominical
Dec. Dom. primeiro nos EUA, depois,  mundial
Apostasia
dentro da igreja de Deus (Sacudidura)

Angústia
(perseguição e morte)
Alto Clamor
Apocalipse 18:4

Fechamento da porta da graça. Queda das sete pragas

Segunda Vinda:
silêncio no céu cerca de ½ hora
Liberdade para pregar o evangelho
Início da 2ª supremacia papal, retirando a liberdade de pregação
Intensifica-se a perseguição. Pesado foste e achado em falta
Franqueada a morte do remanescente fiel
Mártires  clamam por vingança
Juízos de Deus sobre os ímpios, exterminando-os a todos

Festa dos tabernáculos ou das colheitas

5.2.6 O sexto selo (Ap. 6: 12-17)
            “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o Grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”
            O sexto selo tem lugar por ocasião da sétima praga, sendo o último ato da queda de Babilônia. Devemos entender que o tempo do fim não só começa com um terremoto (aplicação histórica do sexto selo) como também termina com outro terremoto, relacionado com as pragas e a sétima trombeta, conforme podemos ver a seguir, na Tabela 7:
Tabela nº 7 – Relação  entre o 6º selo, a 7ª praga e a 7ª trombeta
6º SELO
7ª PRAGA
7ª TROMBETA

E houve um grande
TERREMOTO (Ap. 6: 12-13)

E houve um grande
TERREMOTO (Ap. 16: 18)
E houve um grande
TERREMOTO (Ap. 11: 13)
Sinais no sol, na lua e nas estrelas.

Sinais no sol, na lua e nas estrelas. (Joel 3: 15-16)
Sinais no sol, na lua e nas estrelas. (Mateus 24: 29-30)
           
Não é só o terremoto, mas os sinais no sol, na lua e nas estrelas que iniciam e ‘concluem’ o tempo do fim. Em Ap. 6: 12-13 temos uma explicação histórica e atualizada do sexto selo; Em Ap. 16: 18 e Joel 3: 15-16 temos a explicação da sétima praga e em  Ap. 11: 13 e Mateus 24: 29-30 observamos a explicação sobre a sétima trombeta.
Diz White: “As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o sol, a lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus” (48).
            Verifica-se que um estudo do sexto selo, segundo se relaciona com os acontecimentos que têm a ver com o tempo do fim e a segunda vinda de Jesus não destrói a ‘unidade’ das aplicações anteriores. White já havia escrito:
            “Em cada época há novo desenvolvimento da verdade, uma mensagem de Deus para essa geração. As velhas verdades são todas essenciais; a nova verdade não é independente da antiga, mas um desdobramento dela. Só compreendendo as velhas verdades é que podemos entender as novas”.  (49)
            É um fato que desde 1798 estamos vivendo ‘os tempos do fim’ e é também um fato que  White diz que a história se repetirá, dando assim aos selos 3, 4, 5 e 6 uma aplicação futura.
            Se o quinto selo se aplica ao martírio futuro e ao Alto Clamor do anjo de Ap. 18, é natural que o sexto selo, que segue ao quinto, se estenda àqueles acontecimentos, se relacionando com a segunda vinda de Jesus. Quase todo o mundo reconhece que praticamente tudo relacionado com o sexto selo tem a ver com o futuro.
            Vimos que o enunciado do sexto selo encerra-se com uma pergunta: Quem poderá subsistir aos flagelos dos últimos dias? Para respondê-la, João desenvolve o tema do capítulo sete de Apocalipse. Sua resposta envolve a descrição de dois grupos distintos de sobreviventes:
a)      Os cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel (doze mil de cada tribo) e
b)      A multidão inumerável de todas as nações, tribos, povos e línguas que vêm da grande tribulação.
Quanto ao primeiro grupo, diz White: “existe diferenças de opinião a respeito de precisamente quem da última geração dos santos constituirão os 144.000... o seguinte conselho pode ser apropriado: Não é Sua vontade (de Deus) que entrem em conflito sobre questões que não ajudarão espiritualmente, tais como quem fará parte dos 144.000. Isto os que são eleitos de Deus saberão sem dúvida dentro de um certo período de tempo”. Material Suplementar de EGW, sobre o capítulo 14: 1-4 in Comentários Sobre Apocalipse p. 139.
 Nossa hipótese é de que White sabia que este grupo identificado, numerado e selado, conforme Apocalipse 7: 4-8, seria encontrado futuramente na Palestina. Se não houvesse a possibilidade atual de uma aplicação direta, poderíamos continuar ‘interpretando’ os fatos apresentados como se tratando de símbolos, o que não parece ser o caso. Este pequeno grupo apresenta características peculiares que confirmam a hipótese formulada:
Ap. 14: 1: “Olhei e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele os cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai.” Eles estão com o Cordeiro, no monte Sião, que fica primariamente em Israel e são cristãos, pois apresentam o nome de Jesus (Seu caráter) inscrito sobre eles. Sendo que são cristãos judeus, vivendo em Israel, precisamos esclarecer a forma de como eles foram, estão sendo, ou ainda serão forjados para o selamento.
O profeta Zacarias, falando da restauração espiritual dos filhos de Israel – condição indispensável para o seu selamento apresenta uma série de fatos. Diz, inicialmente, no capítulo 12, verso 3, que Jerusalém será sitiada e que contra ela se ajuntarão todas as nações da Terra. O verso 4 acrescenta:
“Naquele dia Deus porá os chefes de Judá como braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor”.
E será sob a pressão extraordinária desta circunstância peculiar que eles experimentarão um segundo Pentecostes, conforme Zacarias 12: 10 e 11:
“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a quem transpassaram; pranteá-lO-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom, no vale de Megido (Armagedom).”Zacarias 13:1, complementa: “Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza.”
A dramaticidade deste despertamento espiritual não poderá ser minimizada, pois que:
Em toda a terra (de Israel) diz o Senhor, dois terços dela serão eliminados e perecerão; mas a terceira parte restará nela. Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus.” Zacarias 13: 8-9. O custo, em vidas humanas, como percebemos, será altíssimo, conforme Daniel 11: 41. Parênteses supridos.
Apocalipse 14: 2-3 segue com as características dos 144.000 selados em Israel:
Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pode aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra”.
White (no Grande Conflito, CPB, 36ª Ed., 1988, páginas 648 e 649), comenta:
“No mar cristalino diante do trono, naquele mar como de vidro misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que ‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal e do número do seu nome’ Ap. 15:2. Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, ‘tendo harpas de Deus’, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-se, como o som de muitas águas, e de grande trovão, ‘uma voz de harpistas, que tocavam as suas harpas’. E cantavam um ‘cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés (livramento do mar vermelho, Êxodo 15) e do Cordeiro (livramento do Armagedom). Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pôde aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – nunca ninguém teve experiência semelhante. ‘Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá.’ Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.” Apocalipse 14: 1-5; 15: 3.
 Cremos que não podemos retirar esta experiência dos judeus cristãos de Israel.
Apocalipse 14: 4-5 “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro. E não se achou mentira em sua boca; não têm mácula”.
 Em Israel cresce um grupo de judeus cristãos que aceita o Novo Testamento em sua plenitude e o Senhor Jesus, como o seu Messias e Salvador. Trata-se de judeus nascidos em Israel, chamado de os SABRAS. Falam apenas o hebraico e nunca participaram de nenhuma igreja cristã – não se macularam com mulheres. A informação que temos é a de que em 1989 já havia dois mil e quinhentos judeus cristãos pertencentes a esse grupo. Maiores detalhes sobre os SABRAS podemos encontrar neste link: http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=578&p=0
Sofonias 3:11-13 apresenta sua versão inspirada deste grupo:
Naquele dia, não te envergonharás de nenhuma de tuas obras, com que te rebelaste contra Mim; então tirarei do meio de ti os que exultam na soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no Meu santo Monte. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor. Os restantes de Israel (cento e quarenta e quatro mil) não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante.” E no verso 20: “Naquele tempo, Eu vos farei voltar, e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da terra, quando eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor”. Parênteses e grifo acrescentados.
Ezequiel 20: 34-38 e 40-42: também fala deste juízo (selamento) dos filhos de Israel: “Tirar-vos-ei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, com braço estendido e derramado furor. Levar-vos-ei ao deserto dos povos, e ali entrarei em juízo convosco face a face. Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o Senhor Deus. Far-vos-ei passar debaixo do Meu cajado, e vos sujeitarei à disciplina da aliança; separarei dentre vós os rebeldes e os que transgrediram contra Mim... Porque no Meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o Senhor Deus, ali toda a casa de Israel Me servirá, toda, naquela terra; ali Me agradarei deles, ali vos requererei as vossas ofertas e as primícias de vossas dádivas, com todas as vossas coisas santas. Agradar-Me-ei de vós como de aroma suave, quando Eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante as nações. Sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu vos der entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a Minha mão, jurei dar a vossos pais”.
Joel 2: 32, profetizando sobre eventos contemporâneos ao selamento, diz: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” – Sai dela povo Meu! Apocalipse 18: 4.
Podemos perceber que há muitos outros sobreviventes além dos cento e quarenta e quatro mil residentes em Israel. Apocalipse 7: 9-10 fala sobre eles:
Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.
Os versos 13 e 14 identificam o grupo:
Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, Tu o sabes. Ele, então, me disse: são estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro.”
A senhora White, em O Grande Conflito, 16ª Edição, p. 649, dando continuidade ao tema dos cento e quarenta e quatro mil dos filhos de Israel, comenta esta grande multidão, que passa pela mesma experiência:
Estes são os que vieram da grande tribulação (Apocalipse 7: 14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo de angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois ‘lavaram seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro’. ‘Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis’ diante de Deus. ‘Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra.’ Apocalipse 7:15. Viram a Terra devastada pela fome e pestilência, o sol com poder para abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. Mas ‘nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima”. Apocalipse 7: 16 e 17.
Esta multidão não é, portanto, a dos salvos de todas as épocas. Se, finalmente, nos perguntarmos: Estamos vivendo hoje sob o primeiro ou sob o sexto selo? Se o estudante da Bíblia não pode aceitar uma aplicação ao tempo do fim: referente aos sete selos, deverá ficar com a aplicação do sexto selo para a época da história correspondente a 1798. E se está convencido de que existe também uma aplicação futura, apoiada por Ellen White e que é um ‘novo desenrolar da verdade’ para esta geração, entenderá que estamos vivendo sob o primeiro selo até que chegue a Lei Dominical nos EUA e a Lei Dominical Universal, promovida pela Nova Ordem Mundial, destinada a tirar a paz da Terra.
            “Tem-me sido feito a pergunta: ‘Pensa que o Senhor tem qualquer nova luz para nós como um povo’? Respondo que Ele tem luz para nós que é nova, e, todavia é preciosa luz antiga que há de brilhar da Palavra da verdade. Possuímos apenas os vislumbres (ideia vaga) dos raios da luz que nos há de vir ainda. Não estamos fazendo o máximo com a luz que o Senhor já nos tem concedido, e assim deixamos de receber acréscimos de luz; não andamos na luz que já foi derramada sobre nós.” Mensagens Escolhida, Volume I, ps. 401 e 402.
5.2.7 O sétimo selo (Ap. 8: 1)
            “Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, ouve silêncio no céu cerca de meia hora”.
            White relaciona o sexto e o sétimo selos em um parágrafo descritivo:
Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra... O sinal do Filho do homem... Os justos clamam a tremer: ‘Quem poderá subsistir’? (final do sexto selo, Ap.. 6: 17)... E há um tempo de terrível silêncio (sétimo selo, Ap. 8: 1). Ouve-se, então, a voz de Jesus, dizendo: ‘A minha graça te basta’. O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus enrolam-se como um pergaminho... E a Terra treme diante dele, e todas as montanhas e ilhas se movem de seu lugar” (50).
                                               Capítulo 6 – As duas ceias
Vamos concluir a Parte I analisando duas Ceias que se acham relacionadas com a Segunda Vinda de Jesus, e que foram registradas no capítulo 19 do Apocalipse.
Elas ocorrerão mais ou menos ao mesmo tempo, mas não no mesmo lugar. Os personagens, o ambiente e o cardápio também serão diferentes. Hoje devemos escolher em qual delas participaremos, pois não poderemos participar das duas.
A primeira delas, a Ceia do Cordeiro se dará no céu logo após a segunda vinda de Jesus, o qual virá buscar seus convidados. Nesta ceia nem todos os convidados participarão porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos. Na segunda ceia chamada a grande Ceia de Deus, todos os convidados estarão presentes.
Antes, porém, da segunda vinda de Jesus e das duas Ceias, o capítulo 19 apresenta um festivo coro celestial. Trata-se de um louvor a Deus pelo julgamento da grande meretriz, tratado no Capítulo 17 e pela vingança de Seus santos, registrada no capítulo 18. White situa o coro no tempo:
“O entoar deste cântico de louvor a Deus segue-se imediatamente após a finalização do sétimo flagelo”.
Compreendido o contexto, vamos examinar agora, um pouco mais este coro, que se divide em duas partes, as quais recebem cada uma delas, uma resposta também cantada. A primeira parte atribui honra e justiça a Deus por ter punido Babilônia, nestes termos:
“Depois destas coisas (julgamento e queda de Babilônia, já referidos), ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os Seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a Terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos Seus servos. Segunda vez disseram: Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 19: 1-3. Parênteses acrescentados.
A salvação, neste caso, foi das mãos da Babilônia mística que se embriagava com o sangue dos santos, conforme Apocalipse 17: 6:
   “Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto”.
Ela também comandou um decreto de morte contra os santos do Altíssimo:
“E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”. Apocalipse 13: 15.
E, finalmente, foi punida como mereceu, conforme já anunciado em Apocalipse 18: 18 – 20:
            “Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque, em uma só hora (quinze dias), foi devastada! Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa”. Parênteses acrescentados.
Assim, os três primeiros versos de Apocalipse 19, surgem como uma consequência deste enunciado. E, a seguir a revelação apresenta uma resposta positiva à primeira parte do coro, conforme Ap. 19: 4:
“os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia”!
Na sequência, uma voz do trono, provavelmente de Jesus Cristo, convoca todos os súditos leais do Universo para um reconhecimento em coro desta solene verdade, dando forma à segunda parte do coro celestial:
“Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes”. Apocalipse 19: 5.
Como resposta, o Universo inteiro une-se na aclamação dos direitos de soberania universal de Deus:
Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, pois são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou...”Apocalipse 19: 6-7.
 A alegria, aqui, é uma experiência íntima do coração; e a exultação, é a expressão externa que resulta da emoção da alegria interna. Ela vem de corações transbordantes de felicidade por Cristo estar agora reinando como rei. A esposa do Cordeiro é a cidade santa, a nova Jerusalém:
Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o Seu esposo”. Apocalipse 21: 2.
Os redimidos, ainda na Terra talvez nem avaliem o tamanho da festa que lhes está preparada. Serão então recolhidos para se juntarem aos demais servos que já estão no céu, para participarem juntos da impressionante Ceia do Cordeiro. E deles se diz no verso 9:
Então, me falou o anjo: Escreve: bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus”.
Recapitulando, ‘todos os Seus servos’, da Terra e do céu, participam das bodas da Ceia do Cordeiro, como vimos no verso 5. Não haverá problemas de espaço, de cor, de ideologia nem de recursos financeiros. 
Trata-se “de uma numerosa multidão – verso 6. Os justos são como a areia do mar. O Senhor Jesus não patrocina fracassos. E o ambiente desta ceia é o da mais viva e permanente alegria; louvores gloriosos e aleluias jubilosas são ouvidos e há uma exultação sem par:
Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória”, verso 7.
Finalmente Apocalipse 19: 8-9 dá a razão de tanto júbilo:
pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem - aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: são estas as verdadeiras palavras de Deus”.
Não há palavras mais positivas para realçar a Ceia das bodas do Cordeiro como as de Isaías 51: 11:
 “Assim voltarão os resgatados do Senhor (de toda a Terra) e virão a Sião (celestial) com júbilo, e perpétua alegria lhes coroará a cabeça; o regozijo e a alegria os alcançarão, e deles fugirão a dor e o gemido”.
O ideal seria encerrar por aqui. Mas há uma grande pergunta que não pode deixar de ser feita: será que nos assentaremos com o Senhor Jesus Cristo, naquele grande dia? Ou optaremos pela segunda ceia? Apesar do seu aspecto lúgubre, trágico e tétrico, a segunda ceia é extremamente real e nós precisamos examiná-la para nos precavermos de nela não participarmos. Nós a encontramos em Ap. 19: 17:
Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande Ceia de Deus”.
A grande Ceia de Deus será na Terra. Ezequiel 39: 17-20, falando do pós Armagedom, nos adiante um vislumbre dela:
Tu, pois, ó filho do homem, assim diz o Senhor Deus: Dize às aves de toda espécie e a todos os animais do campo: ajuntai-vos e vinde, ajuntai-vos de toda a parte para o meu sacrifício, que eu oferecerei por vós, sacrifício grande nos montes de Israel; e comereis carnes e bebereis sangue. Comereis a carne dos poderosos e bebereis o sangue dos príncipes da Terra, dos carneiros, dos cordeiros, dos bodes e dos novilhos, todos engordados em Basã. Do meu sacrifício, que oferecerei por vós, comereis a gordura até vos fartardes e bebereis o sangue até vos embriagardes. À minha mesa, vós vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valentes e de todos os homens de guerra, diz o Senhor Deus”.
 Nesta Ceia, quem são os convidados? São as aves! Qual é o ambiente? Será o mais trágico e triste possível. Quem participará da ceia das aves? Diz-nos a versão de Apocalipse 19: 17-21:
Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande Ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carne de poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes. E vi a besta e os reis da Terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos para dentro do lago de fogo que arde com enxofre (sexta trombeta – Apocalipse 9: 18). Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca dAquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes”.
O sexto selo (Apocalipse 6: 15-17) dá mais detalhes desta obra dantesca:
Os reis da Terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo o livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se”?
Não poderemos participar das duas ceias. Elas serão muito diferentes. Uma será com Cristo, no céu; a outra, com as aves, na Terra. Devemos agora fazer nossa escolha. Não é negócio fazermos parte da segunda ceia, das virgens loucas, dos mornos de Laodiceia. Nossa escolha, entretanto, não poderá ser por medo porque:
No amor não existe medo, antes o perfeito amor lança fora o medo”-   I João 4: 18.
O mais maravilhoso é, justamente isto: que não precisamos ter medo. Os dois grupos são inumeráveis. Há um lugar para você em qualquer um deles.
Escutemos a voz de Jesus em Apocalipse 3: 20:
 “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele Comigo”.
Que possamos todos, enquanto estivermos aqui, repetir, de coração, as palavras de Isaías 61: 10:
“Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação, e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna com turbante, como noiva que se enfeita com suas joias”.



Anexos
Anexo 1 – Daniel 11: 1-30
                               O império Medo-Persa (Daniel 11:1-2)
Em Daniel 11:1 Gabriel, montando guarda no império dos Medos e Persas, anima Dario, o medo: “E eu, no primeiro ano de Dario, o medo, me levantei para fortalecê-lo e animá-lo”.
No segundo verso o mesmo Gabriel faz referência à profecia do capítulo 11, propriamente dita: “Agora eu te declararei a VERDADE...” e começa, citando quatro reis sucessores de Ciro, o persa:
Eis que ainda três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, tornado forte, por suas riquezas, empregará tudo contra o reino da Grécia”. Neste ponto, a História é levada até Xerxes (o Assuero do livro de Ester). Realmente, depois de Ciro, que reinou de 539 a 530 aC, a História registra quatro reis até Assuero. O primeiro foi Cambises, filho de Ciro (530 aC a 522 aC); o segundo foi o chamado falso Esmerdis, que governou apenas um ano, em 522 aC; o terceiro foi Dario Histapes, o Grande, de 522 aC a 486 aC. Este, a exemplo de Ciro, também fez um decreto liberando os judeus para retornarem à Jerusalém. Nesta ocasião, só não voltou para a sua terra o judeu que não quis. Os que ficaram no exílio sofreram o decreto de morte que é narrado no livro de Ester.
Depois disto, Dario montou um grande exército para conquistar os gregos, em 490 aC, sendo, contudo derrotado inesperadamente na batalha de Maraton. Após sua morte, ocorrida quatro anos mais tarde, foi substituído por Xerxes que reina de 486 aC à 464 aC. Xerxes reúne um extraordinário exército formado por 40 nações para retomar a luta contra a Grécia. Ele, no entanto, é igualmente derrotado pelos gregos, em 479 aC, na batalha de Platoa. Daí em diante a Medo-Persa nunca mais se levantou contra os gregos, vivendo um longo período de paz até 331 aC. Neste ano, Alexandre, o Grande, rei da Grécia contra atacou, com sucesso os Medos e Persas no reinado de Dario III, implantando o terceiro império mundial previsto nas profecias de Daniel. 
                                O conquistador grego (Daniel 11: 3-4)
Daniel 11: 3 “Depois se levantará um rei, poderoso, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver”.
A palavra ”depois” leva a História para cerca de 150 anos à frente, quando Alexandre, levantando-se na Macedônia, estabelece seu notável império, reconhecido pelas suas conquistas e Artes. De 331 aC a 323 aC ele estende o seu reino do Egito ao Mar Cáspio, fazendo o que bem entendia. Estava no ápice de sua carreira quando vem o desfecho do verso 4:
            Daniel 11: 4 “Mas, no auge, o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade nem tão pouco segundo o poder com que reinou, porque o seu reino será arrancado e passará a outros, fora dos seus descendentes”.
 Alexandre, o grande, morre aos 32 anos, vitimado pela febre amarela, deixando um filho sem idade para governar. Assume, então, o trono da Grécia, os quatro generais que o auxiliavam e que acabaram dividindo o reino entre si.
O filho de Alexandre foi assassinado, enquanto que os quatro generais: Aristarco, Celeuco, Ptolomeu e Cassandro começaram uma lutar pelo domínio absoluto, enfraquecendo-se mutuamente. Sobraram apenas dois: Ptolomeu, que ficou com a parte Sul e Celeuco, que ficou com o Norte.
Observação: A interpretação de Norte e Sul deve ser orientada pela posição geográfica em relação a Israel e não deverá ultrapassar os limites dos impérios mundiais da época. O Egito representava o limite mais ao sul dos impérios persa, grego e romano, enquanto que a Síria representava o extremo norte.
3. Guerras do império grego (Daniel 11: 5-15)
3.1. Guerras do sul contra o norte (Daniel 11: 5-8)
Daniel 11: 5 “O rei do Sul será forte, como também um de seus príncipes; este será mais forte do que ele, e reinará e será grande o seu domínio”.
Embora o rei do Egito fosse inicialmente mais forte e procurasse conservar o seu domínio, que incluía a Palestina, o príncipe Celeuco, da Síria, estendeu o seu domínio até a fronteira com a Índia, sobrepujando-o.
Daniel 11: 6: “Mas, ao cabo de anos, eles se aliarão um com o outro; a filha do rei do Sul casará com o rei do Norte, para restabelecer a concórdia; ela, porém, não conservará a força do seu braço, ele não permanecerá, porque ela será entregue e bem assim os que a trouxeram, e seu pai, e o que a tomou por sua naqueles tempos”.
Depois de trinta e cinco anos da morte de Celeuco, foi tentada uma aliança entre os reinos do Norte e o do Sul. A filha do rei do Sul, Berenice, casou-se com o neto do rei do Norte, Antíoco. O fundamento político desse casamento era que Berenice, descendente de Ptolomeu, esperava a concórdia entre os dois reinos, fazendo do filho dela com Antíoco o legítimo herdeiro de tudo, voltando a ser como no tempo de Alexandre. Entretanto, a mulher legítima de Antíoco, Laodice, envenenou-o e assassinou o filho de Berenice, fazendo com que a aliança desaparecesse e os dois reinos se separassem.
Daniel 11: 7 “Mas, de um renovo da linhagem dela um se levantará em seu lugar, e avançará contra o exército do rei do Norte e entrará na sua fortaleza, agirá contra eles e prevalecerá”.
Da linhagem de Berenice, um filho de Ptolomeu II, irmão dela, em 246 aC invadiu a Síria, avançando do Sul contra o rei do Norte, vencendo-o.
Daniel 11: 8: “Também aos seus deuses com a multidão de suas imagens fundidas, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará como despojo para o Egito; por alguns anos ele deixará em paz o rei do Norte”.
O descendente de Ptolomeu, que ficou com o reino do Egito, (e aqui fica claro que o Egito é o reino do Sul), era idólatra, e quando voltou do Norte, trouxe consigo os ídolos da Síria, restabelecendo a idolatria no Egito, esquecendo-se, por alguns anos, do rei vencido.
3.2. Guerras do norte contra o sul (Daniel 11: 9-15)
Daniel 11: 9-10 “Mas depois este avançará contra o reino do rei do Sul, e tornará para a sua terra. Os seus filhos farão guerra, e reunirão numerosas forças; um deles virá apressadamente, arrasará tudo e passará adiante; e, voltando à guerra, levá-la-á até as fortalezas do rei do Sul”.
Havendo Ptolomeu esquecido de guarnecer suas fronteiras, o rei do Norte, agora mais forte após vários anos de preparo, invade o Sul. Tratava-se de Antíoco Epifânio, outro descendente de Celeuco que, conseguindo reunir um grande exército, marchou até as fortalezas do Egito.
Daniel 11: 11: “Então este se exasperará e pelejará contra ele, contra o rei do Norte; este porá em campo grande multidão, mas a sua multidão será entregue nas mãos daquele”.
Em 217 aC, os dois reinos (do Norte e do Sul) colocaram 70.000 soldados em luta, na batalha de Ráfia, resultando na derrota do reino do Norte, que foi então anexado por Ptolomeu IV.
Daniel 11: 12“A multidão será levada, e o coração dele se exaltará; ele derrubará miríades, porém não prevalecerá”.
Ptolomeu IV, de caráter exaltado, confiado nos méritos da vitória não se preocupou com um novo ataque do rei do Norte, que se preparou mais uma vez, para retomar as regiões perdidas.
Daniel 11: 13“Porque o rei do Norte tornará, e colocará em campo multidão maior do que a primeira, e, ao cabo de tempos, isto é, de anos, virá às pressas com grande exército e abundantes provisões”.
Percebemos neste verso, o obstinado desejo de domínio do rei do Norte, que tentando mais uma vez, coloca mais soldados em luta, do que havia posto em Ráfia. E, neste ínterim, aproveitando-se da morte de Ptolomeu IV, que deixou um filho de cinco anos no trono, conseguiu invadir o Egito e derrotar o rei do Sul, tomando inclusive a Palestina, conforme o verso 15.
Daniel 11: 15“O rei do Norte virá, levantará baluartes, e tomará cidades fortificadas; os braços do Sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força para resistir”.
Observação: Enquanto as guerras continuavam entre o rei do Norte e o rei do Sul, no Oeste crescia, silenciosamente, o Império Romano. Enquanto os gregos se enfraqueciam os romanos se fortaleciam.
Nesta ocasião, Antíoco Epifânio, vencendo finalmente o Sul, tentou helenizar os judeus, os quais conservavam ainda os seus costumes, os seus sábados e a sua cultura. O inimigo, na tentativa de acabar com o que restava do povo de Deus, entrou no templo de Jerusalém, oferecendo um porco em holocausto, forçando os judeus a fazerem o mesmo em seus altares. Os judeus, desesperados, fizeram nesta época, um acordo com Roma, que veio em seu auxílio. Os judeus conseguiram reunir um pequeno exército e promover uma revolta para expulsar Epifânio, contando com o apoio do imperador Pompeu, que avançava com o império romano.
4-O Império Romano (Daniel 16 a 30)
Tratando já do império romano, diz o verso 16:
“O que, pois, vier contra ele, fará o que bem quiser, e ninguém poderá resistir a ele; estará na terra gloriosa, e tudo estará em suas mãos”.
Isso ocorreu em 161AC, quando Roma, aproveitando-se do esgotamento do império grego e do pedido de ajuda de Israel, domina o que restara da Síria, ocupando, a partir de então, historicamente, o reino do Norte. Roma, imperceptivelmente, foi também anexando a Palestina à sua jurisdição, o que se concretizou, de fato, cem anos mais tarde. A Palestina torna-se, efetivamente, território romano, e os judeus passaram a orar e aguardar pelo Messias político que os libertaria.
No ano 51 aC, com a morte de Ptolomeu XI, que deixou dois filhos: Ptolomeu XII e Cleópatra, Roma aproveitou-se da ocasião para colocar o Egito sob seu domínio. O Egito reúne todo o seu exército para a luta e busca negociar com Roma, propondo um acordo com Júlio Cesar, então imperador romano. Seu intuito era o de unir o Egito com Roma por meio de um casamento, conforme o verso 17:
            Daniel 11: 17 “Resolverá vir com a força de todo o seu reino, e entrará em acordo com ele, e lhe dará uma jovem em casamento, para destruir o seu reino; isso, porém, não vingará, nem será para sua vantagem”.
Júlio César aceitou a proposta de casamento com Cleópatra, a herdeira do Egito e, depois de conquistá-la, volta para Roma, mas não antes de outras conquistas territoriais:
Daniel 11: 18-19: “Depois se voltará para as terras do mar, e tomará muitas; mas um príncipe fará cessar-lhe o opróbrio, e ainda fará recair o opróbrio sobre aquele. Então voltará para as fortalezas de sua própria terra; mas tropeçará e cairá, e não será achado”.
O verso 19 apresenta Júlio César voltando glorioso à Roma e sendo recebido com festa. Havia, porém, uma conspiração entre os seus senadores que o assassinaram. Após sua morte, a História aponta uma disputa entre dois homens fortes de Roma: Marco Antônio e César Augusto. Cleópatra, pensando que Marco Antônio sairia vencedor, tentou conquistá-lo, chegando a casar-se com ele e colocando seu reino contra César Augusto. Este, no entanto,conquistou o exército, na ausência de Marco Antônio, ficando com o reino de Roma. Derrotado pelo seu oponente, Marco Antônio suicida-se quando de seu retorno para o Egito. Cleópatra, desesperada suicida-se, também, após uma frustrada aproximação a César Augusto, que governa Roma de 44 aC até 14 dC. O verso 20 faz alusão à morte de Júlio César e à Ascensão de César Augusto:
“Levantar-se-á, depois, em lugar dele, um que fará passar um exator pela terra mais gloriosa do seu reino; mas em poucos dias será destruído, e isso sem ira nem batalha”.
Foi no império de César Augusto que saiu o decreto obrigando todo cidadão a vir a sua cidade para o recenseamento (Lucas 2:1). Neste período Maria e José foram a Belém, onde Jesus nasceu.
Daniel 11: 21“Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com intrigas”.
César Augusto não gostava do filho – Tibério César, que era filho apenas de Lívia, sua esposa. Tibério César, por isso, foi considerado indigno para a sucessão – um homem vil. Mas acabou sendo o imperador, por manobras de sua mãe. Tibério César colocou na Palestina um procurador chamado Pôncio Pilatos que foi quem assinou o termo de crucifixão de Jesus em 31 dC, conforme o verso seguinte:
Daniel 11: 22: “As forças inundantes serão arrancadas de diante dele; serão quebrantadas, como também o Príncipe da Aliança”. Esta é uma evidente alusão à crucifixão de Jesus Cristo, distinguindo com clareza o tempo profético assinalado. Os versículos seguintes, pela lógica, deverão corresponder a fatos ocorridos na Igreja Primitiva, haja vista a necessidade da continuidade da História. Lembremo-nos que a profecia é apenas a antecipação da História graças à pré-ciência de Deus.
Daniel 11: 23: “Apesar da aliança com ele, usará de engano, subirá e se tornará forte com pouca gente”. Este verso deve estar fazendo uma alusão à relativa decepção com respeito ao cristianismo, que não obstante a aliança estabelecida com Cristo aceitou a introdução lenta e gradual da apostasia, mormente após a morte de todos os apóstolos do Senhor Jesus. O verso também deve fazer alusão a Constantino que eleva o cristianismo das catacumbas para os palácios.
Daniel 11: 24-25: “Virá também caladamente aos lugares mais férteis da província, e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus pais; repartirá entre eles a presa, os despojos e os bens; e maquinará os seus projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo. Suscitará a sua força e seu ânimo contra o rei do Sul à frente de grande exército; o rei do Sul sairá à batalha com grande e poderoso exército, mas não prevalecerá, porque maquinarão projetos contra ele”.
Enquanto o verso 24 fala de uma possível dispersão da igreja primitiva, o verso 25 aponta para a ocorrência de disputas entre os bispos de Roma e o do Egito (Sul).É bem provável que se refira aí ao combate às três tribos arianas (nações que defendiam os pontos de vista de Ários, bispo de Alexandria,o qual afirmava ser Jesus Cristo apenas homem e não Deus). As tribos arianas foram destruídas completamente, alinhando-se, Daniel 11: 25 com Daniel 7: 8: “Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno (papado), diante do qual três dos primeiros chifres (três nações arianas), foram arrancadas (destruídas)”. A última tribo ariana, (os Hérulos), caiu em 538. O resultado destes combates deu condições ao estabelecimento definitivo do papado.
Daniel 11: 26: “Os que comerem os seus manjares o destruirão, e o exército dele será arrasado, e muitos cairão transpassados".
Temos aqui mais uma alusão à queda do Arianismo, o que facilitou aos Bispos de Roma consolidar seu poder religioso e político.
Daniel 11: 27: “Também estes dois reis se empenham em fazer o mal, e a uma só mesa falarão mentiras; porém isso não prosperará, porque o fim virá no tempo determinado”.
Este verso encontra uma melhor aplicação no que se refere ao aumento do poder dos bispos romanos e a diminuição do poder político dos imperadores de Roma pagã, cujo final foi aqui previsto.
Daniel 11: 28 “Então tornará para a sua terra com grande riqueza; o seu coração será contra a santa aliança, fará o que lhe aprouver, e tornará para a sua terra”.
A partir do ano 330 dC Roma começa a cair. E numa tentativa de sobrevivência Constantino reúne muitos recursos e investe em Constantinopla que passa a ser a capital do império. Em Roma, o caminho fica aberto para os bispos que organizam a hierarquia da igreja.
Daniel 11: 29: “No tempo determinado tornará a avançar contra o Sul; mas não será nesta última vez como foi na primeira"...
A saída de Constantino de Roma redundou no desaparecimento do Império Romano, em 476 dC, passando o cetro do poder para os papas que estabeleceram, a partir de então, a Primeira Supremacia Papal (538 dC a 1798 dC).
Daniel 11: 30 “porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; voltará e se indignará contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; e, tendo voltado, atenderá aos que tiverem desamparado a santa aliança”.                                                                             
A expressão profética “navios de Quitim” faz referência às nações bárbaras que penetraram o império romano, dividindo-o em dez reinos - uns mais fortes, outros mais fracos, que nunca mais se uniriam novamente. (um reino dividido, conforme Daniel 2). Diz, ainda, que Roma agiria contra a santa aliança.
Do versículo 31 em diante espera-se, pois, que se faça alguma alusão ao papado e às perseguições da Idade Média e é isto o que realmente acontece, conforme o exposto a partir da página 11.
Anexo nº 2 – Dispersão (diáspora) do povo judeu
1.      “Após 1.200 anos de existência, tanto espiritual como politicamente movimentada e atribulada, o Estado e o templo de Israel foram destruídos pelos romanos no ano 70 A.D. A população de Jerusalém foi em parte morta, em parte submetida à escravidão e em parte levada a abandonar o País. O centro oficial e a nacionalidade do povo judeu se dissolveram.

2.      Durante quase 2.000 anos, o povo de Israel espalhado pelo mundo, foi vítima de um processo sempre revivido de perseguição religiosa e destruição regional. Assim, o imperador Adriano (117-148 aD), declarou ilegal a religião judaica e principalmente a guarda do sábado. Paralelamente, o helenismo, que mais e mais se propagava no Império Romano, começou a agir de maneira dissolvente sobre a cultura religiosa e as tradições do povo na Dispersão. A volta à Jerusalém e mesmo a visita à cidade, foram proibidas aos judeus sob pena de morte naquela época.

3.      Comunidades judaicas maiores e menores existiam naquele tempo na Espanha, África, Egito, Oriente Médio, Grécia, Itália e Sul da França. De Roma, grupos isolados de comerciantes e artesões judeus rumaram para o Norte até as províncias romanas além dos Alpes à procura de uma nova pátria.

4.      Outros há muito tempo radicados na Espanha, não tiveram atritos nem com os segmentos pagãos, nem com os arianos da população. Somente depois que o rei visigodo Ricardo I abraçou a fé católica, é que os judeus da Espanha passaram a viver também sob a sombra da perseguição.

Pouco antes da vitória dos muçulmanos, no ano 681 dC, após o 12º Concílio Eclesiástico em Toledo, os direitos dos cidadãos judeus foram limitados através do decreto baixado pelo arcebispo Juliano. No final do século VII, tiveram seus bens confiscados, foram submetidos à escravidão e sua fé religiosa foi proibida.

No ano de 711, quando os muçulmanos conquistaram o sul da Espanha, iniciou-se para os judeus que lá habitavam uma era de paz e reconstrução. Durante os 600 anos que se seguiram, os até então perseguidos, gozaram de um florescimento econômico e cultural como jamais haviam tido. Moisés Maimônides e outros representantes do judaísmo brilham até hoje através da história cultural da humanidade.

Também no norte da Espanha os reinados menores não ousavam recusar uma certa tolerância à minoria judaica. Assim, em contraste com o que ocorreu na França, Inglaterra, Alemanha e Áustria, a Península Ibérica tornou-se para os judeus dispersos, durante alguns séculos, um reduto de paz, conforto e construtividade.

5.      Somente quando o norte da Espanha, sob o reinado de Afonso de Castilha, tornou-se politicamente dependente do papa Inocêncio, surgiu uma mudança radical na situação. Em maio de 1.205 dC, o papa ameaçou o rei Afonso de excomunhão, caso este continuasse a admitir em sua corte funcionários judeus. Uma de suas cartas, endereçada ao Conde Never, diz: “Como Caim, assassino de seu irmão, assim também os judeus são condenados a vaguear como fugitivos e vagabundos pela face da Terra e seu semblante deve ser coberto de vergonha. Eles não devem, de maneira alguma, ser protegidos por príncipes cristãos – ao contrário, deverão ser condenados à servidão”. Os judeus que habitavam no norte da Espanha viram aproximar-se dias negros. Eles foram, pouco a pouco, excluídos do convívio com o povo. Assim começou, no norte da Espanha – e, mais tarde, após a expulsão do Islã, também no sul – uma época de humilhações, revogação de direitos e expropriação desenfreada para a população judia. Ela terminou em 1492, com a expulsão geral dos judeus do novamente unido reino da Espanha, depois de que uma parte deles se havia tornado vítima da inquisição. Também os judeus espanhóis passaram a procurar uma nova pátria.
6.      Entre os séculos XI e XIII retumbou na Europa Central e Sudoeste, um movimento que tangia à loucura coletiva e inundou os países com sentimentos os mais ‘sagrados’ e, ao mesmo tempo, com desenfreadas crueldades: As Cruzadas. O objetivo e a atração desta aventura religiosa era a libertação da Palestina e do túmulo de Jesus Cristo em Jerusalém das mãos dos muçulmanos. Um fervor irresistível tomou conta de todas as classes dos países e reinados do Velho Continente. Lado a lado com piedosos peregrinos, seguiam ‘desperados’ (bandidos) ávidos por ouro, místicos fanáticos, românticos sedentos de aventura, para a Terra Santa, convictos de se terem tornados soldados de Cristo. Logo após o início da Primeira Cruzada, desenvolveu-se ao mesmo tempo uma decidida sede de luta contra todos os que não se achavam recolhidos no porto seguro da fé católica, em primeiro lugar contra os judeus estabelecidos na Europa Central. Sete Cruzadas, distribuídas por 200 anos, foram suficientes para arrasar com as comunidades judaicas que se achavam no caminho da ‘guerra santa’, através de assaltos, roubos e assassinatos. Somente poucos dos que haviam reconstruído seu lar, no decorrer de décadas em países europeus, foi possível escapar. Incontáveis famílias cometeram suicídio. Seu desespero superou a  esperança e a fé.

Não cabe aqui a questão de quem teve a culpa destes terríveis 200 anos de tormentos judaicos, nem queremos diagnosticar a origem da confusão espiritual e da degeneração moral e religiosa da cristandade que perseguia os judeus. Não eram grupos isolados os que foram tomados pela sede de perseguição. Era a grande maioria de uma sociedade cheia de ódio, que procurava na desforra o sentido de sua existência.
No grandioso século XIII, o século do imperador Frederico II em Palermo – do verdadeiro e santo cristão Francisco de Assis, do genial poeta Dante, do puro buscador de Deus Tomás de Aquino, do surgimento das ciências naturais, da aparição das mais ricas e belas catedrais- naquele século os judeus da Europa viviam em condições de humilhação indescritível de corpo e alma. Excluídos da comunidade de seus povos anfitriões, forçados a usar o sinal amarelo da vergonha e ignomínia em suas vestes, muitos perderam o seu amor-próprio e entraram em decadência interior e exterior. O orgulhoso espírito de Israel estava desmoronando. O Papa Inocêncio III acreditava firmemente que os judeus fossem uma raça maldita, a qual teria de sofrer individual e coletivamente por terem rejeitado Cristo e sua salvação. Se bem que ele proibiu formalmente agredir os judeus fisicamente ou convertê-los à força, eles foram obrigados a viver uma existência de párias
7.      Já na época da Primeira Cruzada, grassava uma terrível epidemia de peste desde Flandres até à Boemia, enquanto Lorena era flagelada por uma calamidade de fome. 25 milhões de pessoas morreram: um quarto da população europeia. Logo se espalhou o boato de que os judeus haviam causado tudo isto e o ódio aos judeus cresceu até ao auge. Foram expropriados, perseguidos e assassinados, onde quer que fossem encontrados. Tiveram de padecer excessos terríveis. O Papa, o rei e as autoridades civis procuravam em vão apaziguar as massas espumejantes de ódio. A carnificina contra os judeus só terminou quando a peste se acalmou.
8.      A Renascença na Europa festejou o ressurgimento cultural e econômico sob exclusão hermética da população judaica. Na Alemanha e Áustria ainda eram suficientes as menores provocações para criar insurreições e carnificinas contra os judeus.
9.      Quando o século da Reforma se iniciou, as parcas comunidades judaicas sobreviventes acariciaram esperanças de uma melhora de sua situação. Martinho Lutero, no início de sua carreira, em sua intenção de espalhar pelo mundo os verdadeiros ensinos cristãos, procurou reprimir o ódio generalizado contra os judeus, ao escrever: “Nossos tolos, os papas, os bispos, os sofistas e os monges comportaram-se até hoje de uma maneira tal contra os judeus, que aquele que era bom cristão teria preferido ser judeu. E caso eu mesmo tivesse sido um judeu e tivesse visto tamanhos idiotas e asnos que dirigiam e ensinavam o Cristianismo – eu teria preferido ser um porco a ser um cristão, pois aqueles trataram os judeus como cães e não como seres humanos”.
Mais para o final de sua vida, porém, Lutero alterou sua posição em relação à questão dos judeus para um crasso oposto: em seu folheto “Com referência aos Judeus e Suas Mentiras”, uniu-se àqueles que culpavam os judeus dos crimes mais hediondos. Ele aconselhava os príncipes simpáticos à causa dele a combater “estes parasitas” com a máxima rigidez. Não é de admirar que as igrejas protestantes, após a morte de Lutero, não mais combateram a popular antipatia contra os judeus. Apesar de terem pleno acesso ao Novo Testamento, esqueciam-se de que as últimas palavras de Cristo na Cruz foram um pedido ao Pai Celestial de que perdoasse Seu povo, pois eles não sabiam o que faziam.

No entanto, a Alemanha do Século XVI – vista globalmente – tolerou os judeus que ali viviam intimidados e praticamente sem direitos. Permitia se lhes trabalhar e sobreviver. Em comparação com os outros países da Europa Ocidental, eles ali se encontravam em situação privilegiada.

                                                                       Os Guetos

10.  O temor dos judeus, que com o passar dos séculos se transformou em asco e ódio cego, levou a sociedade europeia da Idade Média e do Renascimento – XII ao XVI séculos – a instituição dos guetos. Não se permitia aos judeus morar junto à burguesia cristã.
Nos confins mais afastados de suas florescentes cidades, indicou-se aos filhos de Abraão um restrito espaço de sobrevivência, separados por altas muralhas. Em casas carentes de espaço, pobres em luz solar e entre vielas estreitas e anti-higiênicas, era-lhes permitido viver uma vida precária, isolados de qualquer desenvolvimento cultural. Obrigavam-nos a costurar em suas miseráveis vestimentas a estrela de David amarela, como sinal de sua periculosidade física, moral e de sua degradação.
11.  A autoconfiança milenar do povo judeu sofreu muito sob os efeitos desse desprezo humano. A Europa cristã transformou os judeus em caricatura e os julgava com repugnância e com um orgulho sem piedade. A antipatia pelos judeus tornou-se natural entre os povos europeus. A cruz, símbolo do perdão e da reconciliação, foi renegada ou falsificada. Sob este signo, cristãos se tornaram escarnecedores e judeus escarnecidos. O abismo entre o amor de um Deus misericordioso e o ódio dos homens incompreensivos e fanáticos tornou-se imenso. Os guetos eram incendiados e destruídos, seus habitantes, se não haviam sido queimados, eram chacinados e morriam aos milhares, rezando perplexos, estupefatos ou em mudo desespero. Estes “pogroms” (perseguições) são testemunhas de uma história, de cuja responsabilidade nenhum dos países europeus pode eximir-se. O ódio externo aos judeus percorreu o Velho Continente como convulsões de um doente, vítima de epilepsia. Seja no pesadelo russo sob o reinado dos Czares Alexandre I, Alexandre III e Nicolau II, seja na Europa do Sul ou na Itália do Norte ou Central, seja na Boêmia, Áustria ou França, seja em países católicos ou protestantes nos séculos XVII e XVIII, ricos em desenvolvimento artístico e cultural:  para o povo judeu a Europa não oferecia uma existência digna de um ser humano. Mesmo na França, quando finalmente se instalou o liberalismo político, e Napoleão procurou incutir na mente europeia a emancipação dos judeus, como exemplo do progresso político e cultural, houve logo recaídas que comprovam a fragilidade da recém-conquistada igualdade de cidadania dos judeus. Podia-se avaliar quão profundamente o ante semitismo, gerado pelo preconceito contra os concidadãos, dominava as mentes. Até mesmo espíritos iluminados como os de Goethe não foram poupados por esta calamidade.
12.  Após um Século XIX precariamente liberal, o Século XX viveu o maior extermínio em massa de judeus, jamais visto em tão pouco tempo, sob o regime de Hitler. Este poderá ser superado apenas por uma liquidação total, última e oficialmente proclamada, do Estado de Israel, que a maioria dos países árabes vizinhos, adeptos do Islã, planeja levar a cabo como uma guerra religiosa contra o povo judeu, ali e em toda a Terra.

Enquanto cicatrizam as feridas de 2.000 anos de perseguição e dispersão do povo judeu, vemos tumultos e confusões, como nunca antes os houve desafiarem a humanidade inteira com a questão da sobrevivência. Nesta época a comunidade israelita mundial encontra-se em alternativa semelhante à do início da Era Comum (era de Cristo). Tanto o tronco de um moderno Estado independente de Israel, como também a extraordinária ramificação de comunidades judaicas, que se expandem por toda a Terra, vivem na expectativa do acontecimento mais decisivo de todos os tempos.

Os liberais, voltados para o mundo, acreditam na próxima e irrevogável vitória do desenvolvimento tecnológico. Confiam no progresso e em suas bênçãos e creem – através desta imagem positiva – em uma filosofia futurista para nosso planeta, em uma fantástica evolução das possibilidades humanas, que nos conduziria à redenção de todas as limitações terrenas.
Outros mais conservadores e religiosos, iniciados na Bíblia, esparsos em todos os continentes, creem na vinda do Messias e no advento do prometido reino messiânico, de caráter transcendental.
Os representantes tanto de uma como de outra esperança, contudo, confiam em que o problema mundial dos judeus encontrará sua ditosa solução antes do final do século XX.

A comunidade Adventista do Sétimo Dia, que segue plenariamente a Sagrada Escritura, convida seus amigos, tanto do Israel tradicional como do espiritual, a examinar sem preconceitos a Bíblia, em seus testemunhos messiânicos e em suas profecias. Sob a proteção do Espírito divino e sob o efeito de sérias orações, a verdade sobre Israel iluminará transparentemente a todo filho de Deus que a busca sinceramente. A história milenar da redenção da humanidade – e a história, a ela estreitamente relacionada, do povo hebreu (criado por Deus para este fim), desembocarão simultaneamente na Eternidade.

O reino de Deus será edificado com a participação de homens redimidos desta Terra. Escolhidos para a vida eterna, todos os povos e raças serão unidos em Seu esplendor. A história temporal de Israel chega assim a seu fim. A eternidade a acolhe. O amor de Deus conduz a amplidões incomensuráveis. A recompensa do sacrifício é a plenitude da Vida Eterna.”
(Fonte: Instituto da Herança Judaica, Cx. Postal 5806850 – Itapecerica da Serra/SP.)     
Anexo 3 – A restauração de Israel no livro de Ezequiel

Em Ezequiel 34: 1-10 os pastores de Israel são recriminados por não apascentarem as ovelhas do Senhor. Apesar desta mensagem se aplicar aos pastores da igreja cristã em geral, a referência primária é para o Israel literal, quando estivesse novamente em sua própria terra, após a destruição de Jerusalém no ano 70 AD.

A partir do verso onze, segue a palavra do Senhor:

“Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão. Tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos diversos países e as introduzirei na sua terra; apascentá-las-ei nos montes de Israel, junto às correntes, e em todos os lugares habitados da terra. Apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será a sua pastagem; deitar-se-ão ali em boa pastagem, e terão pastos pingues nos montes de Israel. Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e as farei repousar, diz o Senhor Deus. A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com justiça. Quanto a vós outras, ó ovelhas minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e bodes. Acaso não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas claras? Haveis de turvar o resto com os vossos pés? Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os vossos pés, e bebem o que haveis turvado com os vossos pés. Por isso assim lhes diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo, julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas magras. Visto que com o lado e com o ombro dais empurrões, e com os chifres impelis as fracas até as espalhardes fora, eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam de rapina; e julgarei entre ovelhas e ovelhas. Suscitarei para elas um só pastor e ele as apascentará; o  meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse. Farei com elas aliança de paz, e acabarei com as bestas-feras da terra; seguras habitarão no deserto, e dormirão nos bosques. Delas e dos lugares ao redor do meu outeiro eu farei bênção; farei descer a chuva ao seu tempo, serão chuvas de bênção. As árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o Senhor, quando eu quebrar as varas do seu jugo e as livrar das mãos dos que as escravizavam. Já não servirão de rapina aos gentios, e as feras da terra nunca mais as comerão; e habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante. Levantar-lhes- ei plantação memorável, e nunca mais serão consumidas pela fome na terra, nem mais levarão sobre si o opróbrio dos gentios. Saberão, porém, que eu, o Senhor seu Deus, estou com elas, e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o Senhor Deus. Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus”.
 
                                   A restauração de Israel na sua terra - Ezequiel 36: 1-15

            “Tu, ó filho do homem, profetiza aos montes de Israel, e dize: Montes de Israel, ouvi a palavra do Senhor.
            Assim diz o Senhor Deus: visto que diz o inimigo contra vós outros:  Bem feito! e também: os eternos lugares altos são nossa herança; portanto, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor Deus: visto que vos assolaram e procuraram abocar-vos de todos os lados, para que fosseis possessão do resto das nações e andais arrastados por lábios paroleiros, e pela infâmia do povo, portanto, ouvi,ó montes de Israel a palavra do Senhor Deus: Assim diz o Senhor Deus aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales, aos lugares desertos e desolados, e às cidades desamparadas, que se tornaram rapina e escárnio para o resto das nações circunvizinhas. Portanto, assim diz o Senhor Deus: certamente no fogo do meu zelo falei contra o resto das nações, e contra todo o Edom, que se apropriaram da minha terra, com alegria de todo o coração, e com menosprezo de alma, para despovoá-la e saqueá-la.
            Portanto, profetiza contra a terra de Israel, e dize aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales: Assim diz o Senhor Deus: Eis que falei no meu zelo e no meu furor, porque levastes sobre vós o opróbrio das nações. Portanto, assim diz o Senhor Deus: Levantando eu a minha mão jurei que as nações que estão ao redor de vós, levem o seu opróbrio sobre si mesmas.
            Mas vós, ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos, e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel, o qual está prestes a vir.
            Porque eis que eu estou convosco; voltar-me-ei para vós outros, e sereis lavrados e semeados.
            Multiplicarei homens sobre vós, a toda a casa de Israel, sim, toda; as cidades serão habitadas, e os lugares devastados serão edificados.
            Multiplicarei homens e animais sobre vós; eles se multiplicarão e serão fecundos; fá-los-ei habitar-vos como dantes, e vos tratarei melhor do que outrora; e sabereis que eu sou o Senhor.
            Farei andar sobre vós homens, o meu povo de Israel; eles vos possuirão, e sereis a sua herança, e jamais os desfilhareis.
            Assim diz o Senhor Deus: visto que te dizem: tu és terra que devora os homens, e és terra que desfilha o seu povo; por isso tu não devorarás mais os homens, nem desfilharás mais o teu povo, diz o Senhor Deus.
            Não te permitirei jamais que ouças a ignomínia dos gentios; não mais levarás sobre ti o opróbrio dos povos, nem mais farás tropeçar o teu povo, diz o Senhor Deus.

                                      A restauração espiritual do povo – Ezequiel 36: 16 a 38

            Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, quando os da casa de Israel habitavam na sua terra, eles a contaminaram com os seus caminhos e as suas ações; como a imundícia de uma mulher em sua menstruação, tal era o seu caminho perante mim.
            Derramei, pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra, e por causa dos seus ídolos com que a contaminaram.
            Espalhei-os entre as nações, e foram derramados pelas terras; segundo os seus caminhos, e segundo os seus feitos, eu os julguei.
            Em chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois deles se dizia: são estes o povo do Senhor, porém tiveram de sair da terra dele.
            Mas tive compaixão do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi.
            Dize, portanto, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes.
            Vindicarei a santidade do meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanaste no meio delas; as nações saberão que eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando eu vindicar a minha santidade perante eles.
            Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.
            Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
            Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.
Porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.
Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.
Livrar-vos-ei de todas as vossas imundícias; farei vir o trigo, e o multiplicarei, e não trarei fome sobre vós.
Multiplicarei o fruto das árvores e a novidade do campo, para que jamais recebais o opróbrio da fome entre as nações.
Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos, que não foram bons; tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações.
Não é por amor de vós, fique bem entendido, que eu faço isto, diz o Senhor Deus. Envergonhai-vos, e confundi-vos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel.
Assim diz o Senhor Deus: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniquidades, então farei que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares desertos.
Lavrar-se-á a terra deserta, em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passavam.
Dir-se-á: esta terra desolada ficou como jardim do Éden; as cidades desertas, desoladas e em ruínas, estão fortificadas e habitadas.
Então as nações que tiverem restado ao redor de vós saberão que eu, o Senhor, reedifiquei as cidades destruídas, e plantei o que estava desolado. Eu, o Senhor, o disse, e o farei.
Assim diz o Senhor Deus: ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel, que lhe multiplique eu os homens como rebanho.
Como o rebanho dos santos, o rebanho de Jerusalém nas suas festas fixas, assim as cidades desertas se encherão de rebanhos de homens; e saberão que eu sou o Senhor.         
 
                                    Após anunciar a restauração da nação, o Senhor agora ilustra o método de sua realização.
 A visão do vale dos ossos secos  –  Ezequiel 37: 1-10

            “Veio sobre mim a mão do Senhor; ele me levou pelo Espírito e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale, e estavam sequíssimos.
            Então me perguntou: filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes.
            Disse-me ele: profetiza a estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.
            Assim diz o Senhor Deus a estes ossos : eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis.
            Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o Senhor.
            Então profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso.
            Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia sobre eles o espírito.
            Então ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
            Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles e viveram e se colocaram em pé, um exército sobremodo numeroso.

                                        A explicação da visão – Ezequiel 37: 11-14

            Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel (na ocasião da restauração). Eis que dizem: os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.
            Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que abrirei as vossas sepulturas (as nações onde eles habitavam), e vos farei sair delas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
            Sabereis que eu sou o Senhor (começo da sua conversão), quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, ó povo meu.
            Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então sabereis que eu, o Senhor, disse isto, e o fiz, diz o Senhor.

O sinal das duas varas (Judá e as dez tribos) – Ezequiel 37: 15-28
           
Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de pau, e escreve nele: Para Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros; depois toma outro pedaço de pau e escreve nele: Para José, vara de Efraim, e para toda a casa de Israel, seus companheiros.
            Ajunta-os um ao outro, faze deles um só pau, para que se tornem apenas um na tua mão.
            Quando te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Não nos revelarás o que significam estas coisas?
            Tu lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus: Eis que tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei à vara de Judá, e farei delas uma só vara, e se tornarão apenas uma na minha mão.
            Os pedaços de pau em que houveres escrito estarão na tua mão, perante eles.
            Dize-lhes, pois: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei para a sua própria terra.
            Farei deles uma só nação na terra, nos montes de Israel, e um só rei será rei de todos eles. Nunca mais serão duas nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
            Nunca mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer de suas transgressões; livrá-los-ei de todas as suas apostasias em que pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
            O meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão.
            Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos (a última geração), para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente. Parêntese acrescentado.
            Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua. Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
            O meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
            As nações saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando o meu santuário estiver para sempre no meio deles.       

Anexo 4 – Considerações sobre o livro de Joel

O quadro profético anunciado por Joel é o do final dos tempos, e deverá ser aplicado após o ajuntamento dos judeus na Palestina. Assim sugerem as perguntas feitas aos velhos e a todos os habitantes da terra de Israel no começo do livro:

“Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais”? Joel 1: 2.

Esta introdução à profecia, a ser apresentada pelo profeta Joel, indica fatos inusitados que serão coordenados por Deus, no último tempo. Trata-se, como veremos, de um solene e último alerta de juízo feito à nova nação de Israel, surgida em 1948 pela vontade de Deus. Vamos logo comprovar esta hipótese.

A profecia começa com uma série de calamidades produzidas por gafanhotos, que é apresentada no verso quatro e explicada no verso seis, como segue:

“O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor... Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e têm os queixais de uma leoa”.  

Esta desolação será causada por exércitos invasores. Seus dentes (as suas armas) devoram e esmagam qualquer coisa que encontre pelo caminho; as terríveis consequências deixadas pelos invasores são descritas a seguir:

Fez da minha vide (Israel) uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos. Lamenta com a virgem que pelo marido de sua mocidade está cingida de saco. Cortada está da casa do Senhor a oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do Senhor estão enlutados. O campo está assolado, e a terra de luto; porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam. Envergonhai-vos, lavradores, uivai, vinhateiros, sobre o trigo e sobre a cevada; porque pereceu a messe do campo. A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens. Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde, ministros de meu Deus; passai a noite vestidos de sacos; porque da casa de vosso Deus foram cortadas a oferta de manjares e a libação. Joel 1: 7-13. 

Podemos ver no texto o povo de Israel que foi reunido por Deus em sua própria terra. Apesar de ter prosperado e se tornado poderoso após 1948, conforme a promessa de Deus, não O glorificou. Os líderes políticos da nação, indiferentes às providências divinas, seguem demonstrando grande confiança em sua própria força. E, como aconteceu muitas vezes no passado, ignoram novamente as admoestações exaradas em Deuteronômio 28: 38-47:

“Lançarás muita semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto o consumirá... Todas estas maldições virão sobre ti, e te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste a voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus estatutos, que te ordenou. Serão no teu meio por sinal e por maravilha, como também entre a tua descendência para sempre. Porquanto não serviste ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de coração, não obstante a abundância de tudo”.

Ao Israel do presente vem faltando a consciência de que a restauração final prometida pelos profetas somente virá depois deles se arrependerem e aceitarem Cristo como seu Senhor. Quando os líderes menosprezam os judeus cristãos, como acontece atualmente em Israel, eles dão as costas para Deus, removendo a proteção divina. Será em decorrência deste fato ainda inadmissível pelos judeus da diáspora, que estas futuras invasões sucessivas de quatro nações árabes sobrevirão. E, apesar da profecia anunciar a vitória de Israel, essas nações produzirão graves estragos à economia da nação.

 No verso quatorze, após a desolação advinda pela falta da proteção de Deus, vem uma exortação para que o povo se arrependa:

“Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a casa do Senhor Deus, e clamai ao Senhor”.

No verso quinze, a seguir, o termo dia do Senhor define o contexto profético para os últimos dias, conforme a hipótese formulada no começo de nossas considerações.

“Ah! Que dia! Porque o dia do Senhor está perto, e vem como assolação do todo poderoso”.

Os versos de dezesseis a vinte reafirmam as consequências destas sucessivas invasões em Israel:

“Acaso não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E da casa do nosso Deus a alegria e o regozijo? A semente mirrou debaixo de seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns derribados, porque se perdeu o cereal. Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo. A ti, ó Senhor, clamo porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo. Também todos os animais do campo bramam suspirantes por ti; porque os rios se secaram, e o fogo devorou os pastos do deserto”.  

No capítulo dois, os dez primeiros versos confirmam que a praga progressiva dos gafanhotos é apenas uma alegoria de exércitos invasores, onde a cabeça do gafanhoto lembra a miniatura de uma cabeça de cavalo. Temos aqui outra descrição do dia do Senhor ainda mais terrível que a anterior:

“Tocai a trombeta em Sião, e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, já está próximo: dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso (duzentos milhões), qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. À frente dele vai fogo devorador, atrás, chama que abrasa: diante dele a terra é como jardim do Éden, mas atrás dele um deserto assolado. Nada lhe escapa. A sua aparência é como de cavalos; e como cavaleiros assim corre. Estrondeando como carros (ver paralelo na quinta trombeta, Apocalipse 9: 9) , vêm, saltando pelos cumes dos montes, crepitando como chamas de fogo que devoram o restolho, como um povo poderoso, posto em ordem de combate. Diante dele tremem os povos; todos os rostos empalidecem. Correm como valentes, como homens de guerra sobem muros; e cada um vai no seu caminho, e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo; arremetem contra lanças, e não se detêm no seu caminho. Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem à casas; pelas janelas entram como ladrão. Diante deles treme a terra e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram seu resplendor”. Parênteses acrescentados.

O verso onze declara que é o Senhor que trará este exército contra o Seu povo para discipliná-lo por causa dos seus pecados:

“O Senhor levanta a sua voz diante do Seu exército; porque muitíssimo grande é o Seu arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o dia do Senhor, e mui terrível! Quem o poderá suportar”? O mesmo se diz em Ezequiel 39: 2:
“Far-te-ei que te volvas, e te conduzirei, far-te-ei subir das bandas do norte, e te trarei aos montes de Israel”.    
Diante desta segunda calamidade iminente, a única resposta eficiente será clamar pelo Deus todo-poderoso, conforme sugerem os versos de Joel 2: 12-17:

“Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se não se voltará e não se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o Senhor vosso Deus? Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam, saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Porque hão de dizer entre os povos: onde está o seu Deus”?

Esta segunda desolação anunciada só poderá ser evitada mediante um arrependimento humilde e completo. E, nos últimos versos do capítulo dois vem, finalmente, o livramento do remanescente de Israel, que se arrepende:

“Então o Senhor se mostrou zeloso de Sua terra, compadeceu-se do Seu povo e, respondendo, lhe disse: eis que vos envio o cereal, e o vinho, e o óleo, e deles sereis fartos, e não vos entregarei mais ao opróbrio entre as nações. Mas o exército que vem do Norte, eu o removerei para longe de vós, lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta; lançarei a sua vanguarda para o mar oriental (Mar Morto), e a sua retaguarda para o mar ocidental (Mar Mediterrâneo); subirá o seu mau cheiro, e subirá a sua podridão; porque agiu poderosamente. Não temas, ó terra, regozija-te e alegra-te; porque o Senhor faz grandes coisas. Não temas, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, a figueira e a vide produzirão com vigor. Alegrai-vos, pois, filhos de Sião; regozijai-vos no Senhor vosso Deus, porque Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo. Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado. Sabereis que estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado”.   
Nos versos vinte e oito e vinte nove, depois destes juízos e livramentos, Deus promete o derramamento do Espírito Santo sobre o remanescente fiel:
“E acontecerá depois que derramarei o Meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o Meu Espírito naqueles dias”.
Finalmente, o capítulo dois de Joel apresenta os sinais que precederão o dia do Senhor:
“Mostrarei prodígios no céu e na terra; sangue, fogo, e colunas de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar”.
O capítulo três, após indicar a restauração espiritual sobre o remanescente de Israel convertido ao Cristianismo, Joel passa da alegoria da colheita dos cereais e vinho para o julgamento e destruição das nações gentias que se encontram no vale da decisão:
“Eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do Meu povo, e da Minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a Minha terra entre si. Lançaram sorte sobre o Meu povo e deram meninos por meretrizes, e venderam meninas por vinho, que beberam. Que tendes vós comigo, Tiro e Sidon e todas as regiões da Filístia? É isto vingança que quereis contra Mim? Se assim Me quereis vingar, farei, sem demora, cair sobre a vossa cabeça a vossa vingança. Visto que levaste a Minha prata e o Meu ouro, e as Minhas joias preciosas metestes nos vossos templos, e vendestes os filhos de Judá e os filhos de Jerusalém aos filhos dos gregos, para os apartar para longe dos seus termos, eis que Eu os suscitarei do lugar para onde os vendestes, e farei cair a vossa vingança sobre a vossa própria cabeça. Venderei vossos filhos e vossas filhas aos filhos de Judá, e estes aos sabeus, a uma nação remota, porque o Senhor o disse. Proclamai isto entre as nações, apregoai guerra santa; suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças de vossas podadeiras; diga o fraco: eu sou forte. Apressai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos; para ali, ó Senhor, faze descer os teus valentes. Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam; porquanto a sua malícia é grande. Multidões, multidões no vale da decisão! O sol e a lua se escurecem e as estrelas retiram seu resplendor. O Senhor brama de Sião, e se fará ouvir de Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio, e a fortaleza dos filhos de Israel. Sabereis assim que Eu sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, Meu santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não passarão mais por ela”.  Joel 3: 1-7.
O livro termina falando das bênçãos finais após a restauração: “E há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; sairá uma fonte da casa do Senhor, e regará o vale de Sitim. O Egito se tornará uma desolação, e Edom se fará um deserto abandonado por causa da violência que fizeram aos filhos de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente. Judá, porém, será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em geração. Eu expiarei o sangue dos que não foram expiados; porque o Senhor habitará em Sião”. Joel 3: 18-21.
Este período de glória terrena para Israel será pequeno, mas desabrochará na eternidade, por ocasião da segunda vinda de Jesus.
                                                        Anexo nº 5
A Tabela nº 8 visa comprovar que os capítulos 4 e 5 do Apocalipse representam uma versão expandida de Daniel 7: 9, 10, 13 e 14.  Os versos 10 e 26 de Daniel 7 falam explicitamente do juízo.
Tabela nº 8 – Comparações entre Daniel. 7: 9, 10, 13 e 14 e Apocalipse 4 e 5.

COMPARAÇÕES ENTRE DANIEL 7: 9, 10, 13 e 14 e APOCALIPSE 4 e 5

A CENA
DANIEL 7
(versos)
APOC. 4
(versos)
APO 5
(versos)

Uma cena celestial                                  
9; 10; 13;14
1 – 11
1 – 14

Foram postos uns tronos                         
9
2 – 6
1 e 6-11

O Pai se assenta no trono

9
2 – 3
1 e 7
A glória do trono          

9 e 10
3, 5 e 6
-
A glória do Pai              

9
3
-
Milhares de milhares de anjos

10
-
11
Jesus vindo ao Pai         

13
-
5 e 7
Os livros (selos) se abriram  

10
-
9
A glória é dada a Cristo

14
11
13
Cristo recebe o reino     

14
-
9 e 12
Os salvos servem a Cristo     

14
-
10 e 13
Tronos são postos para o julgamento      
9
4-10
8 – 14

     White confirma que Apocalipse 5: 1-3 trata do juízo: “Sua (dos líderes judeus) decisão (de crucificar a Cristo) foi registrada no livro que João viu na mão dAquele que estava sentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Esta decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser desselado pelo Leão da Tribo de Judá.” Parênteses acrescentados.
Bibliografia:
(1) Mensagens Escolhidas, Volume III p. 426.
(2) O Desejado de Todas as Nações, p. 733.
(3) Testemunhos Seletos, Volume III, p.14.
(4) O Grande Conflito, 30ªEd. 1985, p.646/647.
(5) id p. 649/650.
(6) O Grande Conflito, versão condensada – primeira edição, p.383.
(7) Comentários Sobre Apocalipse – SALT - Instituto Adventista de Ensino, São Paulo, 1984, Vol. 3, p. 491.
(8) Id. p. 492.
(9) (10) (11) Id. p. 491.
(12) (13) Id. p. 492.
(14) Review & Herald, sept.25, 1883
(15) (16) O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p.642-646.
(17) O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p.441.
(18) Eventos Finais, p. 15
(19) O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p 584.
(20) id, p. 645
(21) Testemunhos Seletos III, ps. 355 e 356.
(22) Ms 4, 1888 in Comentário Sobre Apocalipse III – IAE, São Paulo, 1984 – p. 494.
(23) O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985 – Capítulo 15.
(24) Carta nº 158, de 10/o5/1906 – Escrita ao Dr. Kress e sua esposa com o seguinte cabeçalho: Apo 11 e 18 oferecem uma imagem das coisas que irão ocorrer nas cidades in Eventos Finais p.84.
(25) O Grande Conflito, 30ª Ed.1985, p.265.
(26) O Grande Conflito, 30ª Ed1985, p. 628/629/630.
(27) Educação, p. 228
(28) ST, 28/02/1878 in Comentários Sobre Apocalipse III – IAE, São Paulo, 1984 – p. 495.
(29) Testemunhos Seletos, Volume III,  p.142 e 143.
(30) O Grande Conflito, 30ª Ed, 1985, p. 645.
(31) Patriarcas e Profetas, páginas 540/541.
(32) O Grande Conflito – 30ª Edição, 1985 p.645.
(33) Primeiros Escritos – O Dever em Face do Tempo de Angústia, p.56.
(34) Testemunhos para Ministros, p.39.
(35) O Grande Conflito, 30ª Ed. p.629.
(36) Comentários Sobre o Apocalipse, Volume III, p. 289. SALT -IAE – 1984.
(37) Meditações Matinais Maranata, O Senhor Vem, p. 282.  MS. 59, 1895
(38) Comentários sobre Apocalipse, Volume II, p.119.
(39) Manuscrito, Volume 9, p. 667.
40) Testemunhos Seletos, Volume II, p.518. (Juízo )
(41) Comentários sobre Apocalipse, Volume II, p.120.
(42) O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p. 441.
(43) Manuscrito, Tomo 4, p.223. Carta 65, 1898, em Inglês.
(44) O Grande Conflito, 30ª Ed.1985. p. 614
(45) Meditações Matinais Maranata, O Senhor Vem, p. 197.
(46) Mensagens Escolhidas, Volume III, p. 454.
(47) Primeiros Escritos, p.36.
(48) Primeiros Escritos, p. 41.
(49) Parábolas de Jesus, p. 127.
(50) O Grande Conflito, 30ª Ed.1985, p. 646-647.

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