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O Plano De Deus:
Revelar o profundo e o escondido.
Daniel 2: 22
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“Deve ser apresentada uma mensagem que
desperte as igrejas. Todo esforço deve ser envidado para esclarecer
não somente nosso povo, mas o mundo. Fui instruída de que as profecias de
Daniel e Apocalipse devem ser impressas em livros pequenos, com as
necessárias explicações, e devem ser enviados por todo o mundo.”
Testemunhos para
Ministros, p.117.
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INTRODUÇÃO GERAL
Desdobrando as Profecias busca desvendar
a verdade presente para o nosso tempo, visando proporcionar ao povo de Deus o
discernimento necessário para os últimos dias. Seu objetivo, no entanto, vai
além de ajudar na proclamação desta mensagem ao mundo porque:
“Toda a luz do passado, que brilha sobre o presente e alcança o futuro, conforme
revelada na Palavra de Deus, é para toda a pessoa que a recebe. Mas a glória dessa luz, que é a própria
glória do caráter de Cristo, jamais pode ser expressa em palavras. A
linguagem humana é inadequada para revelá-la. Ela deve ser demonstrada na vida. Deve ser manifestada no cristão,
individualmente, na família, na igreja, no ministério da palavra e em toda
instituição estabelecida pelo povo de Deus. A todos esses o Senhor designa como
símbolos do que pode ser feito pelo mundo. Eles devem ser exemplos do poder
Salvador das verdades do evangelho. São agências para o cumprimento dos grandes
propósitos de Deus para a humanidade”.
Australian
Union Conference Record, 1º/06/1900
Destarte, o que nos levou a
aprofundar nos conhecimentos das profecias tem nos levado ainda mais adiante do
que imaginávamos. Somos gratos a Deus
pela luz recebida, principalmente procedente dos livros de Apocalipse e Daniel
e pelos reflexos desta luz em nossa vida.
Na continuação da matéria
específica destes dois livros da Bíblia, adicionamos outras, correlatas. Para
facilitar a exposição, os temas foram sistematizados em quatro partes, como
segue:
Parte I – Apocalipse e Daniel.
Parte II - A luta do dragão
contra o povo remanescente de Deus.
Parte III – As crenças diferenciais do remanescente
Parte IV – O santuário de Deus.
As duas últimas partes foram incluídas para suprir as dúvidas quanto às
primeiras. Todas são dedicadas à cura
espiritual da igreja remanescente e das nações. Da igreja, em particular,
porque fora dela, no momento, ninguém se encontra empenhado nessa missão
planetária. A sua cura alavancaria a
obra de Deus. Estaremos orando para que esses temas sejam experimentados na
vida de cada leitor para que sua eficácia seja preservada e a obra de Deus
concluída.
Introdução
A Primeira Parte não tem a pretensão
de apresentar um tema esgotado, nem de ser original. Foi organizada
espontaneamente e de forma independente, com base na Bíblia, no Espírito de
Profecia e em livros e documentos produzidos no seio da Igreja Remanescente que
por algum motivo nos chegaram às mãos nos últimos quarenta anos e é dedicada a
todos aqueles que estimam conhecer os últimos acontecimentos de nosso mundo e a
quem a providência divina quiser usar para nos auxiliar em nossa investigação
pessoal, bem como na sua necessária correção, atualização e mesmo na sua
difusão. O nosso E-mail foi disponibilizado para este fim.
Estamos cientes de que em se tratando de eventos futuros é extremamente
difícil fazer previsões definitivas. A luz de Deus é crescente com o estudo de
Sua Palavra. Devemos agir com humildade e disposição para reconhecer e corrigir
eventuais erros de interpretação, na medida em que somos alertados ou que os
fatos proféticos se concretizem.
Nosso objetivo é o de contribuir para o debate sobre as profecias de Daniel
e Apocalipse, chamando a atenção para a rápida aproximação dos últimos eventos
a ocorrerem na História da Humanidade.
Foi pensando nos grandes desafios que teremos que enfrentar no curto e médio
prazo que encontramos a nossa motivação.
Que este trabalho seja útil para purificar nossas vidas, aperfeiçoar nossa
fé, minimizar nossa natureza humana, exercitar nossa paciência e aguçar nossa
esperança para que, finalmente, alcancemos a natureza divina para fazer parte
do glorioso grupo de trasladação para o céu, ora em formação.
Disse Jesus: “recebereis poder, ao descer sobre vós o
Espírito Santo”. Que Ele nos qualifique, por meio dos conselhos da
Testemunha Fiel e Verdadeira – Apocalipse 3: 14-21, para ‘ver’ com humildade e aceitar
a revelação para o nosso tempo. Só assim receberemos o poder para, com
alegria, testemunhar por Ele até os confins da Terra, no poder da chuva serôdia.
Capítulo
1. Os últimos dias no livro de Daniel
1.1 – Revisão geral
O livro de Daniel nos apresenta quatro grandes
cadeias proféticas, cobrindo o mesmo período histórico: DO IMPÉRIO BABILÔNICO (605 aC) À
SEGUNDA VINDA DE JESUS. O fato marcante é
o de que nestas linhas de tempo similares, novos detalhes são acrescentados no
sentido de proporcionar uma visão panorâmica completa da Segunda Vinda de
Jesus, na quarta visão, ao final desse livro.
A primeira profecia está em
Daniel 2. Esta é, talvez, a mais conhecida. Por meio de uma grande estátua de
diferentes metais foi revelado ao rei Nabucodonosor, os quatro grandes impérios
mundiais que se sucederiam uns aos outros, a partir de Babilônia (Daniel 2:
38), a cabeça de ouro, acrescentando que o último destes impérios seria
dividido em dez partes, conforme o número de dedos dos pés da estátua (Daniel
2: 41). Hoje compreendemos que este quarto império foi o Romano quando dividido
em dez países na Europa Ocidental.
Esta primeira visão panorâmica
nos leva, portanto, ao ano de 476 dC, quando se desintegrou o Império Romano,
dando lugar aos dedos dos pés da estátua, que significaram as dez nações da
Europa Ocidental.
Finalmente, uma Pedra – Cristo
Jesus (I Pedro 2: 4-8), aparece nos ares para destruir os reinos deste mundo,
por ocasião de Sua Segunda Vinda. Esta profecia está em Daniel 2: 44-45:
“Mas, nos dias destes reis, (em que a união dos
reinos deste mundo com a religião, rompida em 1798, se restabelecerá) o Deus dos céus suscitará um reino que não
será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e
consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, como viste
que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o
ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber ao rei o
que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”.
A segunda profecia está no
capítulo 7. Por meio agora de três animais selvagens e de um mitológico, ela repete os impérios
pagãos do capítulo 2, agregando detalhes aos três primeiros e pormenorizando o
quarto império, a partir do verso 19. Talvez a contribuição mais significativa
deste capítulo seja a introdução do Chifre Pequeno – o papado, na História, porque
mudaria a lei de Deus – Daniel 7: 25. Informa, ainda, que ele governaria por
1260 anos. A História passa então a situar-se entre os períodos de 538 dC e
1798 dC, apontando já para o início do Tempo do Fim. Acrescenta ainda que,
depois disto (Daniel 7: 26), viria o Juízo Investigativo; porém não estabelece
quando.
A terceira linha profética
encontra-se em Daniel 8 e 9. Por meio da visão da luta entre um carneiro e um
bode foram identificados os segundo e terceiro impérios (os Medos e Persas e a
Grécia), na sucessão de Babilônia, conforme Dan 8: 20 e 21:
“Aquele carneiro
com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode
peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei”.
A profecia detalha a História Universal, desde
457 aC até 1844 dC, ocasião em que começa o juízo de Deus, com a purificação do
Santuário Celestial, conforme Daniel 7: 9-10 e 8: 13-14:
“Continuei olhando,
até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou... assentou-se
o tribunal, e se abriram os livros... Depois, ouvi um santo que falava: Até
quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão
na qual é entregue o santuário e o exército afim de serem pisados? Ele me disse:
Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”.
O fato mais relevante foi a definição matemática
do batismo, da unção e da morte de Jesus Cristo (Daniel 9: 26-27), fornecendo
elementos fidedignos para definir o começo do juízo, em 1844 dC. Não deixa de ser pertinente o fato destes
dois animais, o carneiro e o bode fazerem parte integrante da purificação do
Santuário Terrestre, em Israel. Esta profecia foi detalhada no capítulo 2 da Terceira Parte.
A quarta e última cadeia
profética, particularmente focada no presente estudo, detalha os eventos finais para os nossos dias. Ela encontra-se em
Daniel 11. Supre lacunas anteriores e acrescenta, ao seu final, os fatos
históricos relacionados com o povo de Deus, após 1844. Na verdade a profecia já
se transformou em História até 1989, na queda do Comunismo pelo papado
associado ao Capitalismo americano, fato profetizado em Daniel 11: 40, onde
começa o fim do tempo do fim, o que chamamos de últimas décadas. Desta forma,
apenas os últimos cinco versos de Daniel 11 são escatológicos; fazem parte de
nosso presente, mas se projetam para o futuro de curto prazo. Seja lá o que
eles representem, apontam para o momento em que Jesus se levanta em defesa de Seu
povo, dos que se encontram inscritos no livro da vida, conforme Daniel 12: 1.
Em Daniel 12: 2, na continuação,
a História chega até a ressurreição especial que precede por muito pouco a
grande ressurreição dos salvos de todos os tempos, por ocasião da segunda vinda
de Jesus. Da ressurreição especial participarão apenas os que morreram em
Cristo, a partir de 1844 (O Grande Conflito, CPB, 36ª Edição, 1988, p.637),
mais aqueles que O traspassaram (Apocalipse 1: 7).
Salientamos o fato de que o final
da profecia do capítulo 11 foi usado pela senhora White como um indicador do
encerramento do tempo profético nos seguintes termos: “Não temos tempo a perder. O mundo está insuflado pelo espírito de
guerra. As profecias do capítulo 11 de Daniel já alcançaram quase o seu final
cumprimento... nas últimas cenas da história terrestre, grassará a
guerra.” Meditações Matinais 1977 - Maranata, dia 15 de junho.
O capítulo 10 de Daniel também faz
parte de sua última profecia, servindo como uma introdução ao
capítulo 11, dando o marco referencial do início da visão: às margens do rio
Tigre, “no terceiro ano de Ciro”
(Daniel 10: 1), bem como o objetivo desta última visão, no verso 14: “fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo (povo de Daniel) nos últimos dias”.
Daniel 9: 24 não deixa dúvida de que este é o povo judeu: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo”. Esta é a finalidade colimada: elucidar as últimas
cenas da História Universal, relacionadas, primariamente, com o povo de Israel.
O capítulo 12, após concluir o livro de Daniel no verso quatro, acrescenta um epílogo,
destinado a esclarecer e iluminar todo o enredo do final profético. Cremos ser
esta a razão pela qual a senhora White nos exorta a estudar este capítulo ANTES DO TEMPO DE ANGÚSTIA (Eventos Finais, p. 15), que deverá ocorrer antes da
libertação final dos filhos de Deus. Os fatos do epílogo terão necessariamente
o seu lugar após o Decreto Dominical, considerado pelo profeta Daniel como a
reintrodução da abominação desoladora – Daniel 12: 11 (termo já referido em
Daniel 11: 31 quando demarcou a introdução da primeira supremacia papal), e que
reaparece agora para definir a cura da ferida mortal prevista no Apocalipse 13:
3. Deveras, este tempo da segunda supremacia papal é referido pela senhora
White, em Primeiros Escritos, p.67, como sendo de poucos meses:
“Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado
aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses. Terão também muito
que desaprender e muito que tornar a aprender. Os que não receberam o sinal da
besta e da sua imagem quando sair o decreto terão de estar decididos a
dizer agora: não, não mostraremos estima pela instituição da besta.”
Não tenhamos dúvida de que
teremos muito que desaprender e muito que tornar a aprender. Não estranhemos,
pois, as informações da Bíblia e do Espírito de Profecia, até que, na
continuação da leitura, nossas dúvidas sejam removidas pelo poder de Deus. Se
estranhar, investigue antes de ir orgulhosamente contra a Palavra de Deus e o
Testemunho de Jesus, porque isto lhe será cobrado.
Salientamos que esta parte final
do livro: Daniel 12: 5-13 ganhará maior significação quando for comparada com
os seis primeiros versos de Apocalipse 10, no terceiro capítulo, destinado a complementar
nossas informações. A Tabela 1 resume os principais fatos proféticos, na ordem
em que eles aparecem nas quatro visões proféticas de Daniel:
Tabela nº 1 – As quatro linhas de tempo do livro de Daniel
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BAB
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MP
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GR
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RO
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EO
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CP
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TF
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JUÍ
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QC
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UD
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DD
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UM
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2º Vinda de JC
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Dan 2
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X
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X
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X
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X
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X
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|
X
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|
Dan 7
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X
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X
|
X
|
X
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X
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X
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X
|
|
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|
X
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|
Dan 8 e 9
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X
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X
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|
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X
|
X
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X
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X
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Dan 10/12
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X
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X
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X
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X
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X
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X
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X
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X
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X
|
X
|
X
|
X
|
Legenda:
§
BAB = Babilônia 605 aC;
§
MP = Medos e Persas 539 aC;
§
GR = Grécia 331 aC;
§
RO = Roma 168 aC;
§
EO = Europa Ocidental 476 dC;
§
CP = Chifre Pequeno (Papado) 538 dC;
§
TF = Tempo do Fim, 1798 dC; queda do papado pelo Comunismo.
§
JUI = Juízo, 1844 dC;
§
QC = Queda parcial do Comunismo, em 1989 dC, com a derrubada
do muro de Berlim.
§
UD = Últimas décadas;
§
DD = Decreto Dominical;
§
UM = Últimos poucos meses.
1.2 – A primeira supremacia papal
Após a rápida visão de conjunto
das profecias de Daniel, vamos abrir nossas Bíblias em Daniel 11. Esta
profecia, diferente das demais, apresenta um caráter vivamente literal.
Para não prejudicar a sequência
dos assuntos de interesse atual, colocamos a explicação dos trinta primeiros
versos que nos levam até ao final do Império Romano, no Anexo 1. Sigamos, pois, a partir do verso 31 que trata
da ascensão do papado em 538 DC e nos
leva até sua queda em 1798, no verso 35, o qual demarca o começo do tempo do fim.
Daniel 11: 31: “Dele (do Império Romano) sairão forças que profanarão o santuário, a
fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício costumado, estabelecendo a abominação desoladora”.
Com o surgimento de Roma
Eclesiástica ou papal (a abominação desoladora), o contínuo foi tirado e o
paganismo foi absorvido e exaltado. Roma mística intentou contra a verdade
básica do Cristianismo, removendo a obra intercessora de Jesus Cristo do
santuário celestial (o contínuo), colocando o paganismo: santos e imagens, no
seu lugar.
Nessa época foi estabelecida a
“santa missa” com o propósito de fazer na Terra o que já estava sendo feito no
céu: a intercessão pelo povo através de santos e de sacerdotes, descaracterizando
a ligação mais sublime que é a do homem diante do seu Salvador.
Daniel 11: 32: “Aos violadores da aliança ele com lisonjas
perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo”.
A lisonja (louvor interesseiro e
afetado), como a da canonização da mãe do imperador Constantino, utilizada por
Roma eclesiástica, destruiu a pureza original do Cristianismo. Aqui, no
entanto, há uma referência aos que resistiram a essas inovações pagãs e se
mantiveram firmes em sua fé: os Valdenses, os Albigenses, entre outros
conhecedores da Palavra de Deus, da época medieval, os quais, não obstante as
perseguições tornaram se fortes e ativos. Estes homens espalharam a mensagem bíblica
na sua integridade. Disfarçados de vendedores, levavam Bíblias e extratos das mesmas,
escondidos nos casacos e os distribuíam nas casas onde vendiam as suas
mercadorias.
Daniel 11: 33: “Os entendidos entre o povo ensinarão a
muitos; todavia cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo,
por algum tempo”.
Este texto fala das perseguições
no período da Inquisição, quando os cristãos eram amargamente execrados como
hereges e destruídos. Além de serem maltratados e torturados, seus bens eram
confiscados, mas isso seria por “algum tempo” porque, segundo Daniel 11: 34:
“Ao caírem eles,
serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com
lisonjas”.
Temos aqui uma referência a um
pequeno socorro advindo do movimento da Reforma Protestante que surgiu em
decorrência do esforço desta minoria fiel. A Reforma Protestante, porém, quando
não apresentou as mesmas limitações do papado, acabou se degenerando na
multiplicação de suas instituições.
Daniel 11: 35: “Alguns dos entendidos cairão para serem
provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se
dará ainda no tempo determinado”. Grifo acrescentado.
A expressão “até ao tempo do fim”
conduz a história das perseguições medievais para o acontecido em 1798 -
caracterizado pela queda do papado, prevista em Apocalipse 13: 3. Temos aqui,
portanto, o fim de um tempo profético, predito em Daniel 7: 25 e Apocalipse 12:
6 e 14, quando os filhos de Deus adquiriram poder para pregar o evangelho a
todo o mundo como preparação para a Segunda Vinda de Jesus.
Como na sequência dos eventos proféticos,
um poder, via de regra, é destronado por outro que lhe ocupa o lugar,
precisamos encontrar o autor da queda do papado, que deverá preencher o seu
espaço; e que deverá assumir um poder proeminente, a partir de então. E quem
golpeou o papado com a ferida mortal, foi o ateísmo da Revolução Francesa, tendo à sua frente o imperador
Napoleão Bonaparte.
Apesar de a França, como nação,
ter se ‘afastado’ do ateísmo, este foi exportado para a antiga União Soviética,
para a China comunista e para um grande número de países. Se não fosse pelos
exércitos fortes dos Estados Unidos e da Europa, estaríamos, com certeza, sob a
égide do Comunismo - poder totalitário e anticristão, reconhecido pela profecia
e muito bem descriminado, a seguir:
Daniel 11: 36: “O rei fará segundo a sua vontade e se
levantará e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses, falará
coisas incríveis, e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque
aquilo que está determinado será feito”.
Em 1798 o imperador
francês Napoleão Bonaparte fere a cabeça papal (QUINTA CABEÇA perseguidora do
povo de Deus, depois de Babilônia, da Medo Pérsia, da Grécia e de Roma
Imperial), assumindo, o ateísmo militante ou Comunismo a posição da SEXTA CABEÇA do dragão de Apocalipse 12: 3; menospreza e ridiculariza o Cristianismo,
matando na guilhotina os líderes religiosos de todas as denominações cristãs
existentes na França, apropriando-se de suas terras e instituições.
Daniel 11: 37: “Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao desejo de
mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá”.
O Comunismo ateu deslocou-se a
passos lentos da França para a Rússia, para o Oriente, no “Velho Mundo”, até
que conquistou mais da metade da superfície do globo. Liderou com um poder
impressionante, ameaçando a todo o mundo livre. Deu origem à guerra fria, após
a II Guerra Mundial. Perseguiu os cristãos, onde se encontrassem. E, para se
engrandecer sobre Deus, chegava a fazer capachos para a limpeza dos pés com o
rosto do Senhor Jesus. Neste regime ateu o casamento religioso foi descartado, prevalecendo
contratos civis, que eram revogados com facilidade, a despeito do desejo das
mulheres, alastrando-se o vício e a prostituição.
Daniel 11: 38: “Mas em lugar dos deuses honrará o deus das fortalezas; a um deus que
seus pais não conheceram honrará com ouro, com prata, com pedras preciosas e
coisas agradáveis”.
A expansão comunista foi sempre
realizada com base em movimentos de guerrilha (fortalezas). Desta forma o
Comunismo ameaçou todas as forças armadas, buscando o domínio mundial. Seu
deus, o Estado (o próprio sistema comunista reconhece o Estado como sendo o seu
deus), realmente se constituiu em uma completa novidade em termos de divindade.
A ele pertenciam os recursos das nações conquistadas.
Daniel 11: 39: “Com auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas
fortalezas, e aos que o reconhecerem multiplicar-lhes–á a honra, fá-los-á
reinar sobre muitos e lhes repartirá a terra por prêmio”.
Com o auxílio do poder do
Estado – o deus dos ateus, os líderes dos movimentos incipientes eram sempre
honrados com apoio militar. Isto visava desestabilizar as poderosas fortalezas
dos países democráticos, para viabilizar a invasão Marxista. Esta operação era
sempre feita por meio de guerrilhas custeadas pelo sistema comunista central,
via União Soviética, principalmente. A terra, que passava então a ser
propriedade do Estado, era entregue como um prêmio aos líderes do movimento,
para administrá-la.
1.3 – A problemática do fim
dos tempos: de 1798 - 1989.
Mergulhados fundo já no final dos
tempos, podemos ver no palco da História os supostos quatro protagonistas do
fim: O papado ou rei do Norte, ferido mortalmente pelo Comunismo, mas com a
ferida mortal em vias de cicatrização (Apocalipse 13: 3); o Comunismo ateu (também
ferido mortalmente pela coalizão papado/Protestantismo americano), que hoje busca,
na aliança com o Islã, a recuperação do domínio universal inicialmente postulado,
mas que vem perdendo cada vez mais espaço para o Protestantismo americano, o
terceiro poder que se desenvolve (unido com o papado) a passos largos para
ocupar o seu papel como líder mundial. Estes três poderes seguem até aos dias
de hoje (outubro de 2012) discutindo, fazendo alianças e ameaças, enquanto
pensam sobre quem, finalmente, ocupará o lugar destinado à Pedra de Daniel 2:
44-45.
Neste contexto surge o quarto
protagonista do tempo do fim. Em 1844, Deus ergue, providencialmente, a Igreja Remanescente,
sob a proteção dos Estados Unidos para desdobrar as profecias e revelar o
verdadeiro desfecho da História. Seu difícil papel, além da pregação do evangelho
eterno, é o de desenganar estes três poderes mundiais, chamados biblicamente de
a besta, o dragão e o falso profeta e de prevenir àqueles que se acham iludidos
com os mesmos, para que se preparem para o juízo de Deus e Sua segunda vinda, pregando
a mensagem de Apocalipse 14: 6 a 11:
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho
eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo,
e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a
Deus e dai-lhe
glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a
Terra, e o mar, e as fontes das águas”.
“Seguiu-se outro
anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia (a besta, o dragão
e o falso profeta) que tem dado a beber a
todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”.
“Seguiu-se a estes
outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua
imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também este beberá do
vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será
atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do
Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm
descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem
e quem quer que receba a marca do seu nome”.
Desdobraremos agora Daniel 11:
40 que nos leva até 1989:
“No tempo do fim (citado também como
no fim do tempo, pela senhora White, no livro Testemunho para Ministros, página
115 - o que se justifica porque estamos cinco versículos à frente do início do
tempo do fim, citado em Daniel 11: 35), o
rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte arremeterá contra ele com carros,
cavaleiros, e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e
passará”.
Para melhor compreensão deste
texto se faz necessário voltar ao início do capítulo 11, situado no Anexo 1, onde
o rei do Norte foi caracterizado como o rei da Síria, porque ficava ao Norte de
Jerusalém. E o rei do Sul era o Egito, por ficar na outra extremidade. Israel, no
meio, ficava sempre sob o fogo cruzado destes dois reinos remanescentes do
antigo Império Grego em disputa.
Quando a Síria foi subvertida por
Roma Imperial, esta passou então a exercer a função do reino do Norte. Com a
fragmentação do Império Romano em 476 DC, o cetro dos reis de Roma acabou
caindo nas mãos do papado que, a partir de 538 DC, como líder mundial da igreja
cristã passou a assumir naturalmente a ‘posição’ do rei do Norte. Esta
conclusão lógica foi endossada pelo pastor Tiago White, esposo da senhora
White.
E agora, neste novo ponto da
História, temos novamente o rei do Norte (o papado) - em ação. Quem entrou em
combate com ele foi o rei do Sul - facilmente reconhecido como o Comunismo
ateu. Resta saber como é que o Comunismo conecta-se com o Egito, o antigo rei
do Sul.
A senhora White nos ajuda a
entender a maneira como o antigo rei do Sul, o Egito, adapta-se a este contexto
moderno. Em Daniel 11: 35 encontramos a descrição da ferida de morte na cabeça
da besta, ocorrida em 1798. Esta ferida causada pela França foi também aludida
em Apocalipse 11: 6-8, nos seguintes termos:
“Elas (as Escrituras) têm
poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia e têm
poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda
a sorte de praga, quantas vezes quiserem. E quando acabarem o seu testemunho, a
besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá e as matará. e jazerá o
seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama
Sodoma e EGITO, onde o seu Senhor
também foi crucificado”. Grifo, parênteses e negrito acrescentado.
Ao comentar essa passagem, White
diz:
“A ‘grande cidade’,
em cujas ruas as testemunhas foram mortas e onde os seus corpos mortos jazeram
(Apocalipse 11: 8), é ‘espiritualmente’ o EGITO (que representava o
rei do Sul). De todas as nações
apresentadas na história bíblica, o Egito, de maneira mais ousada, negou a
existência do Deus vivo e resistiu aos seus preceitos... Isto é ATEÍSMO” – O Grande Conflito: As Escrituras Sagradas e a Revolução
Francesa, p. 269.
Desta forma a profetisa
interpretou o simbolismo do EGITO como representante
do ATEÍSMO – a ideologia do COMUNISMO, surgida na
Revolução Francesa e que decretou a queima das Bíblias, crucificando o Senhor
Jesus, na forma de Sua Palavra.
E foi, realmente, o Comunismo ateu,
representando o rei do Sul, quem confrontou com o papado, mantendo a sequência
esperada, a partir do verso 35 até o verso 40. Tratou-se de uma revanche do
ocorrido no verso 35; o papado, associado agora aos Estados Unidos, dá o troco
ao Comunismo, ferindo-o, também mortalmente, em 1989 – cerca de dois séculos
mais tarde, quando ruiu o Império Soviético, o carro chefe do Comunismo. Enquanto
isso a Igreja Remanescente se apressou para levar as três mensagens angélicas
aos quatro cantos do planeta. Ela, contudo, vem perdendo espaço no contexto
profético. Este importante desdobramento da profecia do tempo do fim, a queda
do Comunismo, por exemplo, ficou sem ser anunciado.
O irônico é que o Protestantismo
europeu que migrou para os EUA (a terra,
de Apocalipse 12: 16), que protegeu a mulher (a Igreja Remanescente, para que ela
pudesse pregar a mensagem de Deus a todo o mundo, preparando o caminho para a
volta do Senhor), agora se alia com seu antigo opressor. Este fato é, também, de
profundo significado uma vez que o país da liberdade religiosa, na qualidade de
nação protestante por excelência, nesta aliança, devolve ao papado o prestígio internacional
perdido, e este passa novamente a falar com grande autoridade. A nação
americana, seguramente, por causa de interesses políticos e econômicos, cairá
ainda mais baixo, a ponto de falar como o dragão (Apocalipse 13: 11), que a
espera pacientemente sobre as areias do mar (Apocalipse 12: 17 e 9), a fim de
reabilitar definitivamente a besta de Apocalipse 13: 1, o papado. Enquanto que Jesus
segue purificando o seu Israel espiritual, para retirá-lo da mornidão, o
Comunismo ateu, apesar de ferido, ainda respira e interage ativamente com os seus
dois rivais (protestantes e católicos), até que o Apocalipse 16: 19 tenha
cumprimento:
“E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as
cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice
do vinho do furor de sua ira”.
Apesar de muito atento, com um
olho em cada um de seus rivais cristãos, o Comunismo, associado com o Islamismo,
ignora o seu verdadeiro algoz: Os judeus.
1.4 – Profecias ainda no futuro –
pós 1989.
O próximo passo
profético, ainda futuro (novembro 2012), envolverá, segundo as profecias de
Daniel onze, ações radicais contra Israel. Tudo indica que o avanço do rei do
Norte (papado), associado ao Capitalismo americano, por meio da futura Nova
Ordem Mundial (que já se encontra em curso oficioso de ação), continuará sua
progressão da mesma forma como aconteceu contra a União Soviética: silenciosamente,
por meio de articulações secretas; hoje com mais denodo devido ao sucesso
obtido na luta contra o Comunismo, conforme visto em Daniel 11: 40. Este passo
eletrizante, passado por alto pela Igreja Remanescente, subverteu ao mundo e à
igreja a oportunidade do reavivamento espiritual proveniente do seu cumprimento
profético pré-anunciado! Isto porque quando vemos a profecia virar História a
nossa fé se fortalece. Que possamos ser mais lúcidos com relação aos próximos
eventos!
Antes de entrar no versículo 41 lembremos,
como introdução, o que diz Daniel 10: 14:
“Vim
para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos últimos dias”.
Daniel 11: 41 colocará,
finalmente, em evidência, o grande objetivo do capítulo 11: revelar o verdadeiro protagonista do final dos
tempos: o povo de Israel que, aliado ao Senhor dos Exércitos, virá a ser
reconhecido pelos anjos e pelos homens como aquele que guarda os mandamentos de
Deus e tem a fé de Jesus (Profetas e
Reis, páginas 291-292). Ele finalmente preencherá o vácuo profético que vem
sendo deixado pela Igreja Remanescente que será revigorada com o seu apoio.
Isso poderá parecer estranho, mas
é rigorosamente bíblico, como veremos a seguir.
O livro Eventos Finais, p. 14, sugere
palmilharmos este caminho, recomendando enfático:
“Precisamos ver na história o cumprimento da profecia, estudar as atuações da providência nos grandes movimentos reformatórios e compreender a progressão dos
acontecimentos na arregimentação das
nações para o conflito final da
grande controvérsia”.
Grandes reformas políticas,
culturais, religiosas e econômicas estão na mídia – Primavera árabe, envolvendo
países citados no final de Daniel onze (Líbia, Egito, Etiópia/Sudão), bem como
a Síria como verdade presente para os nossos dias. Contudo, o passo imediato que
devemos aguardar cumprimento envolverá diretamente Israel, conforme Daniel 11: 41:
“Entrará também na
Terra Gloriosa e muitos sucumbirão, mas de seu poder escaparão estes: Edon e Moabe
e as primícias dos filhos de Amom”.
A palavra também deste verso dá sequência ao
versículo 40, que mostrou o Capitalismo ocidental/papado dando um passo
significativo para a derrubada do muro de Berlim, símbolo da separação entre o
Capitalismo e o Comunismo.
A Terra Gloriosa, numa interpretação literal,
o que vem caracterizando todo o capítulo 11, concerne a Israel, da mesma forma como
em Daniel 11: 16, comentado no Anexo 1.
Tudo indica que esta
profecia esteja apontando para a tentativa de solução do conflito árabe
israelense, em curso, atualmente, no centro geográfico do Planeta.
Nosso objetivo será demonstrar,
com base na Bíblia e no Espírito de Profecia que o povo de Israel deverá
envolver-se em guerras de grandes proporções no Oriente Médio, das quais
sobreviverá um remanescente judeu cristão, o qual será usado por Deus para a
conclusão de Sua obra. Na verdade este remanescente cristão fiel já vem sendo
cinzelado. Se isso lhe parece difícil, diz a Palavra de Deus: “Acaso para Deus há coisa demasiadamente
difícil”? Gênese 18: 14.
Veremos, inicialmente, que o rei
do Norte (o papado, à frente da Nova Ordem Mundial, estruturada no Ocidente) vem
investindo primeiro por meio da pressão política para a aprovação do
desmembramento do Novo Estado Palestino do território israelense. Este fato em
fase adiantada de negociação já foi aprovado oficialmente pela UNESCO/ONU, com
o voto de 107 nações, inclusive do Brasil. Ele deverá trazer no devido tempo, a
guerra de Israel contra as nações circunvizinhas.
A votação mais recente, de 29 de
novembro de 2012, amplamente divulgada pela mídia, além de ratificar a votação
anterior, ampliou o número dos países a favor dos árabes palestinos para 138,
com apenas nove nações contra e 41 abstenções. Esta decisão elevou o status dos
palestinos de ‘entidade observadora’ para ‘Estado observador’, garantindo o
acesso da Palestina à Assembleia Geral da ONU, como Estado não membro, sem
direito a voto.
Esta mobilização das nações
contra Israel, o povo de Daniel do passado e foco das profecias no presente, encaminha
para o cumprimento de outra antiga profecia, agora segundo
Números 23: 9 que diz:
“Pois do cume das penhas vejo a Israel e dos outeiros o contemplo; eis
que é povo que habita só e não será reputado entre as nações”.
“A atuação da
providência na arregimentação das nações para o conflito final” revela a grande
misericórdia de Deus e deixará o remanescente cristão sem argumentos por não
seguir o alinhamento profético.
A reeleição do presidente Obama,
que já se tem declarado muçulmano é outra questão que poderá degradar a
situação de Israel, no contexto do Oriente Médio.
O fato mais importante é que o
cumprimento desta profecia de Daniel 11: 41 será a isca para atrair Gog da
terra de Magogue (referência aos países do Norte da Europa chefiados pela
Rússia) para o combate, nos moldes de Ezequiel 38 e 39. Isto porque, segundo as
profecias que ainda estão no futuro, as nações muçulmanas situadas no entorno
de Israel (que são aliadas políticas da Rússia e da China), serão totalmente
destruídas por Israel. Vejamos, por exemplo, o que está reservado para a Síria,
segundo uma profecia ainda não cumprida, citada por Isaías 17: 1 e 3:
“Eis
que Damasco deixará de ser cidade e será um montão de ruínas. A fortaleza de
Efraim desaparecerá, como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos
de Israel, diz o Senhor dos Exércitos”.
O palco já está todo
montado. A Síria já está vivendo o clima de uma guerra civil; mais de vinte mil
mortos é o saldo atual das escaramuças dos últimos meses. A liderança muçulmana
deste País, apoiada pela Rússia e pela China enfrenta os rebeldes apoiados pelo
Ocidente. Parece que a guerra fria foi reestabelecida. Os quatro anjos de
Apocalipse sete estão novamente prestes a soltar os ventos da destruição e
agora será para valer.
A estratégia muito
oportuna para o rei no Norte, neste jogo de Xadrez, vem sendo fomentar o uso do
braço de Israel contra a Síria e demais nações do Oriente Médio. Para isto agora
só basta conduzir à oficialização o Novo
Estado Palestino, virtualmente estabelecido pela última Assembleia Geral da
ONU, o que aglutinaria as nações muçulmanas, particularmente a Síria por ser
limítrofe de Israel, para fazer cumprir o mandado da ONU.
Estejamos certos de que Deus
procura atrair nossa atenção para estes registros sagrados, uma vez que já
estamos vendo restabelecida a histórica tensão entre os reis do
Norte e do Sul do Velho Testamento, com os judeus modernos entre o martelo e a
bigorna. E, por trás de toda a problemática, o mesmo dragão vermelho tentando,
por meio dos poderosíssimos inimigos de Israel, desestabilizá-lo novamente para
evitar o cumprimento profético designado por Deus. Mas o Senhor afirma
categoricamente que nos últimos dias Ele removeria o cativeiro de Seu povo
Israel e plantaria os judeus em sua própria terra e que não seria dali jamais
arrancado, conforme Zacarias 12: 9:
“Naquele dia procurarei destruir todas as nações que vierem contra
Jerusalém, diz o Senhor”.
Poderíamos nos perguntar por que o
acompanhamento desta sucessão de guerras no Oriente Médio seria tão importante
para nós? Essencialmente porque trará a
reabilitação espiritual do remanescente judeu, cuja restauração está indexada
à Segunda Vinda do Senhor, que é, evidentemente, o foco das profecias. Não
obstante passar por terríveis provações, Israel, após perder dois terços do seu
contingente atual, reconhecerá a presença de Jeová novamente com eles:
“Em toda a terra (de Israel), diz o Senhor, dois terços dela serão
eliminados, e perecerão; mas a terceira parte restará nela. Farei passar a
terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a
provarei, como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi:
É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus”. Zacarias 13: 8-9.
E assim, confiantes na segura
proteção de Deus, que os livra miraculosamente do incrível exército de Gogue
(duzentos milhões de combatentes, conforme a sexta trombeta do Apocalipse), o
remanescente fiel de Israel promoverá um acordo unilateral de paz com o mundo
ocidental, se desarmando, nos termos de Ezequiel 39: 9:
“Os habitante das
cidades de Israel sairão, e queimarão de todo as armas, os escudos e os
paveses, os arcos, as flechas, os bastões de mão e as lanças; farão fogo com
tudo isto por sete anos”.
A partir de então, como as
primícias dos salvos, Israel passará a ser um instrumento especial nas mãos de
Deus para a conversão das nações, conforme Zacarias 10: 3:
“Contra os pastores
se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes guias; Mas o Senhor dos Exércitos
tomará a Seu cuidado o rebanho, a casa de
Judá, e fará desta o Seu cavalo de glória na batalha”.
Este verso cristaliza, na
prática, o ponto de virada do tempo dos gentios para o novo tempo dos judeus,
conforme o apóstolo Paulo nos esclarece:
“Porque não quero,
irmãos, que ignoreis este mistério (para
que não sejais presumidos em vós mesmos); que veio o endurecimento em parte
a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”. Romanos 11: 25.
Negrito acrescentado.
Seguirão, contudo, sem muitas
baixas, os outros dois poderes surgidos no início do tempo do fim, como
pretensos protagonistas dos derradeiros eventos da Terra: a besta (papado/rei
do Norte) e o falso profeta (Protestantismo americano apostatado), como parceiros
indissociáveis nas Nações Unidas.
Em face dos prodígios verificados
na primeira fase da legendária guerra do Armagedom (de Israel contra as forças
confederadas do Norte), a Nova Ordem Mundial ratificará o acordo de paz
proposto por Israel, provavelmente por meio da criação de uma Embaixada do
Vaticano em Jerusalém, quiçá da edificação do antigo templo, nos moldes de
Ezequiel a partir do capítulo quarenta e no contexto de Isaías 66, do versículo
sete em diante.
Este tempo de paz, no entanto, será pequeno e durará
apenas três anos e meio, como veremos na próxima sessão. Ele será logo quebrado
pela implantação do Decreto Dominical, desde há muito anunciado pela Igreja Remanescente,
provocando o alto clamor do Terceiro Anjo de Apocalipse 14: 9-11. Este pano de
fundo dos últimos dias na terra foi também pintado pelos Pais da
Igreja, quando incluíram a última das setenta semanas citadas em Daniel 9:
24-27, no cenário do fim dos tempos. Vejamos um comentário expresso na Bíblia
do Dr. Scofield, Ed. 1966, p. 864:
“Quando esta septuagésima semana era mencionada durante os dois
primeiros séculos e meio da igreja cristã, quase sempre era atribuída ao fim
dos tempos. Irineu coloca o
aparecimento do Anticristo no fim dos tempos da última semana; na verdade ele assegura que o período da tirania do
Anticristo vai durar exatamente meia semana, três anos e seis meses. Assim,
da mesma maneira, Hipólito declara
que Daniel ‘indica o aparecimento dos
sete anos que serão os últimos tempos’”.
Sem contestar a
validade do argumento das setenta semanas constituírem um bloco único, conforme
desenvolvido no segundo capítulo da Terceira Parte, vamos analisar a possibilidade
de uma segunda aplicação em conformidade com os Pais de Igreja.
1.4.1
- A
septuagésima semana de Daniel 9: 27
Partamos da premissa de
que toda a profecia das setenta semanas se relaciona com o povo de Daniel e a
sua cidade santa, Jerusalém, conforme Daniel 9: 24:
“Setenta
semanas estão determinadas sobre o teu
povo, e sobre a tua santa cidade para fazer cessar a transgressão, para dar
fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para
selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos”.
Podemos verificar que este
verso apresenta cinco objetivos básicos, em série:
-ungir a Cristo para
selar a visão e a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs, referidas
em Daniel 8: 14. Este objetivo foi cumprido logo após o batismo de Jesus. Ver
detalhes no segundo capítulo da Terceira Parte;
-expiar a iniquidade.
Este objetivo foi realizado na cruz;
-cessar a transgressão
dos israelitas após o cativeiro babilônico; este objetivo encontra-se em aberto
porque não exclui os judeus do tempo do fim;
-dar fim aos pecados;
este objetivo também vem se processando através do juízo investigativo, a
partir de 1844; e,
-trazer a justiça
eterna, o que se consumará no futuro estabelecimento do reino de Cristo sobre a
Terra.
Considerando a
atualidade desta profecia, prossigamos com Daniel 9: 25:
“Sabe,
e entende: desde a saída da ordem
para restaurar e para edificar Jerusalém, até
ao Ungido, ao príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as praças e
as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos”.
O cumprimento deste verso selou a visão e a profecia, situando a História desde 457 aC, quando Artaxerxes
autorizou a restauração de Jerusalém, no sétimo ano do seu reinado (Exdras 6:
14; 7: 7, 8, 11 e 25) até o ano 27 dC,
quando Jesus foi ungido, após Seu batismo. Restaram
exatos 1817 anos para o início do juízo investigativo, iniciado em 1844.
Este foi o selo de Deus.
Daniel 9: 26: “Depois das 62 semanas será morto o Ungido, e já não estará; e o povo de um
príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num
dilúvio, e até ao fim haverá guerra;
desolações são determinadas”.
Depois das 62 semanas
que se seguem às primeiras sete semanas, isto é, após as 69 semanas mencionadas
no verso 25, duas coisas importantes acontecerão:
-O Messias será morto e
já não estará, fato ocorrido no ano 31 DC; e
-A cidade reconstruída
e o templo seriam destruídos novamente, desta vez pelo povo de outro príncipe que ainda está para vir.
Sabemos tratar-se do General Tito que comandou a destruição de Jerusalém no ano
70 DC, vindo, mais tarde, a ser imperador romano.
Após anunciar o fim do
príncipe romano, o verso vinte e seis prediz guerras e desolações sobre os
judeus até ao final da História.
Observemos que os dois
acontecimentos básicos deste verso foram explicitados antes da septuagésima
semana, citada em Daniel 9: 27:
“Ele
(o príncipe romano) fará firme aliança com muitos por
uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de
manjares; sobre a asa das abominações
virá o assolador, até que a destruição, que está determinada (no verso
26), se derrame sobre ele”.
É fácil verificarmos a
possibilidade de incluirmos entre a sexagésima nona e a septuagésima semana um
período mínimo de 39 anos. Reconhecemos também a possibilidade de uma segunda
aplicação para esta septuagésima semana de anos, ligada com o tempo do fim, por
se ajustar ao puzzle profético dos últimos dias.
Os acontecimentos mais importantes citados na
última das setenta semanas de anos (v.27) são:
-Uma aliança de sete
anos do futuro príncipe romano (o atual papado recuperado), com Israel. Esta
aliança, no entanto será breve. O rompimento fortuito deste acordo por parte do
príncipe romano, demarcará o início de um novo período profético, referido em
Daniel 12: 11:
“Depois
do tempo em que o costumado sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil
duzentos e noventa dias”. Ver o comentário deste período no terceiro
capítulo.
-A aliança será
quebrada no meio desta última semana de anos que demarca, segundo os Pais da
Igreja, o início do reino do Anticristo, citado em Daniel 9: 24. No meio desta última
semana, o ritual do culto judeu será interrompido bruscamente pelo príncipe
romano que introduzirá abominações
que tornarão o santuário desolado. Tratar-se-á, como sabemos, do Decreto Dominical, implícito em Daniel
12: 11.
-Ao mesmo tempo ele (também
chamado a besta de Apocalipse 13: 1-10, ou o homem da iniquidade, citado em II
Tess 2: 3-8), iniciará uma perseguição contra os judeus, porque são guardadores
do sábado. Esta perseguição se estenderá sobre todos os observadores do sétimo
dia da semana existentes na Terra, fato este que revelará o Anticristo,
confirmando a hipótese de Irineu.
-O fim da 70ª semana produzirá
juízo contra o desolador; o papa será destruído, conforme Daniel 11: 45:
“Armará
as suas tendas palacianas entre os mares (mar Morto, da
Galileia e Mediterrâneo) contra o
glorioso monte santo; mas chegará ao seu fim, e não haverá quem o socorra”.
Sim, não obstante se
alojar fortuitamente em Jerusalém, o seu reinado ali será interrompido
bruscamente pela segunda vinda de Jesus.
E, a seguir virá o
recebimento das bênçãos do reino da glória, trazendo, então, a justiça eterna
citada em Daniel 9: 24.
Confirmamos, assim, a aplicação
dos Pais da Igreja pela harmonia com as demais profecias.
O próprio Senhor Jesus
Cristo, falando dos sinais de Sua segunda vinda em Mateus 24: 15 relacionou estes sinais com os acontecimentos
da septuagésima semana, usando as mesmas palavras:
“Quando,
pois, virdes o abominável da desolação
de que falou o profeta Daniel, no lugar
santo (quem lê, entenda)”.
Se entendermos bem o enunciado
deste verso veremos que Jesus também situou a septuagésima semana nos
derradeiros dias, confirmando a hipótese de Hipólito e de Irineu.
Seu lembrete, específico
para os judeus cristãos remanescentes em Jerusalém para que preservem suas
vidas, por ocasião dos futuros combates mencionados em Daniel 11: 41 não
deve confundir-se com aquele mencionado
em Lucas 21: 20, onde o sinal foi, especificamente, o cerco de Jerusalém por
exércitos, o que se cumpriu literalmente nos anos de 67 e 70 da Era Cristã.
Devemos verificar que o contexto de Mateus 24: 15 é dos últimos dias, conforme
terceiro capítulo da III Parte.
Assim, deslocando a
septuagésima semana para o fim do tempo, entre esta e a sexagésima nona ficarão
compreendidas as diversas etapas da igreja cristã.
1.4.2 – Três páginas muito significativas do Espírito
de Profecia
A
página 257 do livro Meditações Matinais intitulado
O Senhor Logo Vem, edição de 1977, condensa muito desta importante
problemática.
Sob o título geral: “Um Pequeno Tempo de Paz” introduz-se o
verso de I Tessalonicense 5: 3:
“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes virá repentina
destruição, como vem a dor de parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo
escaparão”.
Logo a seguir, este
verso passa a ser comentado por meio de um texto de Primeiros Escritos, p. 85 e
86, que diz:
“Nesse
tempo, enquanto a obra de salvação está se encerrando, tribulações
virão sobre a Terra (agravamento da grande crise mundial atual, que levará
ao confronto vitorioso de Israel contra as nações árabes vizinhas) e as nações ficarão iradas, (confederação
das nações do Norte da Europa com as do Oriente, devido às derrotas sucessivas
de seus aliados do Oriente Médio), embora
contidas para não impedir a obra do Terceiro Anjo (Esta batalha,
reconhecida biblicamente como a do Armagedom, será confinada num lugar bem
específico do Oriente Médio: o vale de Megido, próximo de Jerusalém). Nesse tempo (três anos e
meio antes do Decreto Dominical e após a destruição dos exércitos confederados
citados em Ezequiel 38 e 39) a chuva
serôdia, ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande
voz do Terceiro Anjo e preparar
os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão
derramadas”. Grifos e parênteses acrescentados.
White continua:
“Minha atenção foi então desviada da cena.
Parecia haver um pequeno tempo de paz” (a primeira metade dos últimos sete
anos os quais foram previstos em Ezequiel 39: 9). Parêntese acrescentado.
Este
breve período de paz virá no contexto da recuperação espiritual de Israel,
citada Em Ezequiel 34, 36 e 37 (Anexo 3), depois da vitória contra os exércitos
confederados do Norte, mencionada em Ezequiel 38 e 39. Este desarmamento
voluntário da nação escolhida, revelará total confiança em Jeová. Tal ação
chamará a atenção do mundo para o povo escolhido de Deus, numerado e selado que
sobreviverá em Israel, guardando o sábado.
O auxílio do Onipotente, na vitória
contra todas as nações inimigas do Oriente Médio, do Oriente e do Norte da
Europa, galvanizará a conversão deste povo que passará então por um
pentecostes, à semelhança do que ocorreu com a Igreja Primitiva, no início do
tempo dos gentios. Vejamos Zacarias 12: 8- 10:
“Naquele
dia, o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles,
naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do
Senhor diante deles. Naquele dia, procurarei destruir todas as nações que
vierem contra Jerusalém. E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de
Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a
quem transpassaram; Pranteá-lO-ão como quem pranteia por um unigênito e
chorarão por Ele como se chora amargamente pelo primogênito”.
Esta conversão genuína dos judeus, segundo
Romanos 11: 15 será para o mundo cristão entre as nações, motivo de grande
reavivamento espiritual:
“Porque,
se o fato de ter sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o
seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos”?
E,
neste sentido, dará poder à grande voz do Terceiro Anjo de Apocalipse 14: 9-12
e 18: 4.
Apesar
da conversão dos judeus ao Cristianismo ser festejada, a observância do sábado
pelos mesmos, desmascararão as artimanhas de todos os falsos pastores, e do
papado em particular. O rei do Norte, então, à frente das Nações Unidas,
tratará de forjar o decreto dominical, na intenção de dar um fim definitivo aos
filhos de Abraão bem como aos seus influenciados, entre as nações.
Brotará,
então, a Igreja Triunfante composta pelos remanescentes cristãos tanto do
Israel espiritual como do literal, que compreenderão a maravilha do tempo
profético e sairão com destemor, sob o impacto da chuva serôdia do Espírito
Santo, para auxiliar na remoção dos filhos do Altíssimo que ainda se encontram
em Babilônia, clamando as palavras de Deus citadas em Apocalipse 18: 4:
“Sai dela povo Meu, para não serdes cúmplices
em seus pecados e para não participardes de seus flagelos”.
Esta impressionante página
do livro Meditações Matinais Maranata segue desdobrando a profecia, dizendo:
“Foram-me mostrados os habitantes da Terra na
maior confusão; lutas, guerra e derramamento de sangue, privações,
necessidades, fomes e pestilências estavam por toda a parte. À medida que estas
coisas cercavam o povo de Deus (Israel literal, em especial, após o decreto
dominical, já na segunda metade dos últimos sete anos) este começava a unir-se e a por de lado suas pequenas dificuldades – a
própria dignidade já não mais exercia domínio sobre eles; profunda humildade
tomava o seu lugar. O sofrimento, a perplexidade e as privações faziam com que
a razão recuperasse a soberania, e o homem impulsivo e desarrazoado tornava-se
sensato e agia com discrição e sabedoria”.
Sim, o Senhor bramará de Sião, por meio
de Seu povo ali reunido, o que dará volume à mensagem remanescente do Terceiro
Anjo.
Estes
derradeiros esforços missionários agravarão a perseguição feroz da besta e, neste
contexto, segue dizendo o livro Maranata, o Senhor Vem, na página 257:
“Mais uma vez os habitantes da Terra me
foram apresentados; e novamente tudo se achava na maior confusão. Lutas,
guerras e derramamento de sangue juntamente com fome e peste imperavam por toda
a parte. Outras nações (agora as
nações ocidentais) se achavam empenhadas
nesta luta e confusão”. “A guerra ocasionou a fome. A miséria e o derramamento
de sangue deram lugar à pestilência... E então o coração dos homens desmaiou de
terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo.” I T, 268.
(parênteses acrescentados).
Nosso
mundo retorna às condições medievais e, enquanto o papado impera respaldado pela
Nova Ordem Mundial, os demais filhos de Deus, fora dos limites de Israel, irão
sendo selados na medida em que ouvirem o chamado de Deus. Este quadro profético
é mencionado em Joel 2: 32:
“E acontecerá que todo aquele que invocar o
nome do Senhor (em Israel) será
salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim
como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar”.
Ver Apocalipse 18: 4. Parêntese acrescentado.
O
livro Maranata, p. 257, conclui esta meditação matinal de 8 de setembro de
1977, com uma observação:
“Os
anjos estão agora (novembro de 2012), retendo
os ventos da contenda, até que o mundo seja advertido de sua vindoura
condenação; uma tempestade, porém, se está preparando, prestes a irromper sobre a Terra, e quando Deus ordenar a
seus anjos que soltem os ventos (sexta trombeta, no próximo capítulo), haverá tal cena de conflito que a pena não
pode descrever... um momento de suspensão foi-nos graciosamente concedido por Deus. Todo o poder a nós emprestado pelo céu deve ser empregado a fazer a
obra que nos foi designada pelo Senhor em benefício dos que estão a perecer na
ignorância”. Parêntese, e negritos acrescentados.
O Espírito de Profecia no livro Profetas e Reis (brochura) CPB, páginas 291 e 292, fazendo comentários
sobre os judeus nos últimos dias, confirma, de forma categórica que Israel, como nação, ainda terá uma parte importante
a representar no Grande Conflito, cujo desfecho se avizinha celeremente. Vamos
a elas:
·
Sobre Amós e Oséias:
“As profecias de juízo pronunciadas por Amós
e Oséias foram acompanhadas de predição de
glória futura. Às dez tribos, desde muito rebeldes e impenitentes, não foi
dada nenhuma promessa de completa restauração de seu anterior domínio, na
Palestina. Até o fim do tempo eles
deviam ser ‘errantes entre as nações’. Mas por intermédio de Oséias foi dada
uma profecia que ‘punha perante eles o privilégio de ter uma parte na restauração final’ que deve ser feita
para o povo de Deus no fim da história
desta terra, quando Cristo aparecerá como Rei dos reis e Senhor dos
senhores. ‘Por muitos dias’ o profeta declarou, as dez tribos deveriam ficar
sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou
terafim”. “Depois, continuou o profeta,
‘tornarão os filhos de Israel, e buscarão o Senhor seu Deus, e a Davi, seu rei;
e, temerão ao Senhor e à Sua bondade, no
fim dos dias.” (Oséias 3:4-5)... “Nos
últimos dias da história da terra, o concerto de Deus com Seu povo que
guarda os Seus mandamentos deve ser
renovado... E acontecerá naquele dia
que Eu responderei, diz o Senhor, Eu responderei aos céus, e estes responderão
à terra; e a terra responderá ao trigo, e ao mosto, e ao óleo, e estes
responderão a Jezreel. E semeá-la-ei para Mim na terra, e compadecer-Me-ei de
Lo-Ruama; e a Lo-Ami direi: Tu és meu
povo; e ele dirá: Tu és meu Deus. (Oséias 2: 18-23). (Negritos supridos).
·
Sobre Isaías 10: 20:
“E acontecerá naquele dia que os resíduos de Israel e os escapados da casa de Jacó... se
estribarão sobre o Senhor, o Santo de Israel, em verdade”.
·
Sobre Apocalipse 14:
6, 7 e 12:
“De toda a nação, e tribo, e língua, e povo,
haverá alguns que alegremente responderão à mensagem: Temei a Deus e dai-lhe
glória; porque vinda é a hora de seu juízo”. “Voltar-se-ão de todo o ídolo que
os retém na Terra, e adorarão ‘Aquele que fez o céu, e a Terra e o mar, e as
fontes das águas. Libertar-se-ão de todo o embaraço, e estarão perante o
mundo como monumentos da misericórdia de Deus”. “Obedientes aos divinos
reclamos serão reconhecidos pelos anjos e pelos homens como os que têm guardado
os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”.
“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em
que o que lavra alcançará ao que colhe e
o que pisa as uvas ao que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e
todos os outeiros se derreterão. E removerei o cativeiro do meu povo Israel, e reedificarei as
cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu
vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto”. Negritos, parênteses e
grifos acrescentados.
· Sobre Amós 9: 14-15:
“E removerei o cativeiro de Meu povo Israel, e reedificarão as
cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu
vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E os plantarei na sua terra, e
não serão mais arrancados de sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus”.
Dada a sua
relevância, em um estudo como este, precisamos abrir um parêntese relativamente
extenso para enquadrar melhor Israel no contexto destas profecias.
1.4.3 - O moderno Estado de Israel dentro das profecias bíblicas
Diz Deuteronômio 4:
27-31 “O Senhor vos espalhará entre os
povos, e restareis poucos em número entre
as gentes aonde o Senhor vos conduzirá”. (Hoje têm apenas 13,2 milhões de judeus
no mundo)
“Lá,
servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não
veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. De lá, buscarás ao Senhor, teu Deus e
o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma”.
“Quando
estiveres em angústia (a pressão hoje sobre Israel é altíssima e tende a aumentar
no futuro próximo) e todas estas coisas
te sobrevierem nos últimos dias e te
voltares para o Senhor, teu Deus, e Lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu
Deus não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem te destruirá, nem
se esquecerá da aliança que jurou a teus pais”.
Para que esta profecia tivesse
cumprimento fez-se necessária, primeiro, a existência de uma nação sobre a Terra
com o nome de Israel, justamente no tempo em que estamos vivendo. E, segundo,
que a mesma estivesse sob fortes pressões.
Hoje, por incrível que pareça, após
dois milênios sem seu território, Israel aparece novamente no foco das nações,
com cinco milhões e novecentos mil judeus (pouco menos da metade de sua
população mundial) e com assento na ONU, conforme Google. Esta nação nasceu providencialmente em um
único dia – em 14 de maio de 1948, para dar o cumprimento dramático às
profecias do fim:
“Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu
coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação
de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos”.
Isaias 66: 8.
Vemos neste testemunho bíblico que a
reorganização do atual povo de Israel na Palestina não é casuística, mas
orientada por Deus. White, por seu turno, em Evangelismo, 579, assim se referiu
ao fato, há cerca de cento e cinquenta anos atrás, quando a nação de Israel
sequer era sonhada:
“Judeus
conversos hão de ter parte importante a desempenhar nos grandes
preparativos a serem feitos no futuro para receber a Cristo, nosso Príncipe.
Nascerá uma nação em um dia. Como? Por homens que Deus designou se
converterem à verdade. Ver-se-á ‘primeiro a erva, depois a espiga, por
último o grão cheio na espiga’. Cumprir-se-ão as predições da profecia”.
Há 108 anos atrás, no dia quatro de
julho de 1904, morria aos quarenta e quatro anos, Theodor Herzi, no Sanatório
Edlach, em Viena, Áustria. Milhares de pessoas tomadas de devota emoção acompanharam
o funeral daquele visionário autor do livro ‘O Estado Judeu’ que conseguiu aglutinar
muitos judeus da diáspora em torno do ideal de retorno à Palestina. Daí por
diante eles passaram a usar a expressão: “Em Jerusalém, no ano que vem”.
Aparecia desta forma, a tênue erva profetizada: o sonho do retorno.
Em 1948, na criação do Estado de Israel, apareceu a espiga. Falta, agora,
apenas a restauração espiritual deste povo sofredor, que significará o grão
cheio na espiga.
Àqueles que não creem na possibilidade da conversão dos judeus ao
Cristianismo diz a Palavra de Deus:
“Eles
(os judeus) também se não
permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os
enxertar de novo”. Romanos 11: 23.
Não é, portanto, correto descartar-se, a priori, esta hipótese,
principalmente diante das palavras inspiradas do Espírito de Profecia que diz:
“Há entre os judeus
muitos que serão convertidos e por meio de quem veremos a salvação de Deus sair
como lâmpada ardente... As Escrituras do Velho Testamento, misturadas com as do
Novo Testamento, serão para eles como o alvorecer
de uma nova criação ou como a ressurreição da alma. Avivar-se-á a memória
ao verem Cristo descrito nas páginas do Velho Testamento... Muitos dos judeus
hão de, pela fé, aceitar a Cristo como seu Redentor”. Evangelismo, p.
578/579.
Para Jeremias, antes do exílio babilônico, foram dadas tanto as razões da
dispersão como também do reagrupamento dos judeus:
“Não voltará atrás
o brazume da ira do Senhor, até que
tenha executado e cumprido os desígnios de Seu coração. Nos últimos dias entendereis isto”. (Jeremias 30: 24).
A compreensão desse fato - mormente após a marcante presença de Deus em
suas lutas contra os incircuncisos do Norte da Europa e do Oriente, levá-los-ão
ao arrependimento:
“Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi,
seu rei e, nos últimos dias,
tremendo, se aproximarão do Senhor e da sua bondade”. (Oseias 3: 5).
1.4.4– O tempo dos
judeus e o tempo dos gentios
Quando acabou o tempo dos judeus, Paulo falou sobre o futuro de Israel no
capítulo 11 de Romanos: “Pergunto, pois:
acaso rejeitou Deus ao Seu povo? – De modo nenhum”. Romanos 11: 1 e 2.
Paulo, apesar de reconhecer em todo
o povo o espírito de rebelião, de contradição e descrença, ele ainda se refere
ao povo de Israel na carne como integrante do povo de Deus ao afirmar: Deus não rejeitou o Seu povo.
Israel caiu, é verdade, mas não
definitivamente:
“Assim diz o Senhor, que dá o sol
para luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que
agita o mar e faz bramir as suas ondas; SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se
falharem estas leis fixas diante de Mim, diz o SENHOR, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de Mim
para sempre. Assim diz o SENHOR: Se
puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá em
baixo, também Eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto
fizeram, diz o SENHOR”. Jeremias 31: 35-38.
Embora muitos aspectos da nova
aliança tenham se cumprido com relação aos crentes do Israel espiritual – atual
igreja cristã, a aliança permanece ainda irrealizada para com o Israel literal de
acordo com a declaração específica do verso 31.
“Eis
aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei
nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá”.
Em Atos 13: 47-48 lemos que foi pela
queda de Israel que as boas novas foram levadas aos gentios que as receberam
com alegria:
“Porque o Senhor assim no-lo
determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para a
salvação até aos confins da terra.” e
“Os gentios, ouvindo isso, regozijavam-se e glorificavam a Palavra do Senhor, e
creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”.
E, em Romanos 11: 12 é-nos dito:
“Ora, se a
transgressão deles (dos judeus), redundou
em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto
mais a sua plenitude”!
E Paulo, em todo o capítulo 11 segue argumentando sobre a restauração
futura de Israel, que se daria após o encerramento do tempo destinado aos
gentios. Mas, afinal, o que, finalmente, podemos concluir sobre o tempo dos
judeus e sobre o tempo dos gentios? Por tempo dos judeus podemos considerar o
espaço temporal em que a luz das boas novas da salvação deveria brilhar
intensamente sobre a nação judaica e dela se refletir para todas as nações.
Infelizmente a grande maioria da nação, por orgulho de suas lideranças não
compreendeu o extraordinário papel que lhe estava reservado. Um remanescente,
no entanto, compreendeu, em parte, esse papel quando Jesus começou o Seu
ministério. Contudo, já estava quase terminando o período destinado à nação
judaica quando a intensidade da luz do evangelho brilhou com extraordinário
fulgor sobre aquele pequeno grupo remanescente na descida do Espírito Santo. E
aquele pequeno grupo fez, em poucos anos, o que a nação inteira deveria ter
feito em séculos.
Após o apedrejamento de Estêvão
(Atos 6: 8-15 e 7: 1-60), no ano 34 de nossa era, os apóstolos e discípulos,
perseguidos pelos líderes religiosos judeus foram dispersos pelas nações,
levando as boas novas aos gentios que as recebiam com alegria. Iniciava-se,
assim, o tempo dos gentios, quando a luz do evangelho deveria brilhar
diretamente sobre eles, o que durou até 1980, quando Jerusalém passou a ser a
capital integrada de Israel. Em 1984, com a instalação da Embaixada dos Estados
Unidos no Vaticano, o Cristianismo, ao nível das nações do mundo, entrou em colapso,
com exceção de um relativamente pequeno remanescente fiel.
O tempo de graça destinado aos
judeus, individualmente, para se converterem ao Cristianismo, quando o tempo destinado
à nação de Israel passou e, antes que Jerusalém fosse destruída, no ano 70 dC,
foi de 36 anos. Tendo em consideração que a destruição de Jerusalém fora
colocada pela senhora White como um tipo da destruição final do mundo, é
possível que falte muito pouco tempo para que os gentios continuem fazendo,
individualmente, a sua decisão ao lado da verdade, posto que 32 anos já tenham
passados (2012-1980=32 anos).
Se considerarmos Israel como sendo a figueira da parábola de Mateus 24:
32-34; Marcos 13: 28-31 e Lucas 21: 29-36 que floresceu em 1948, na recriação
do Estado judeu, teríamos já transcorrido 65 anos da última geração da Terra
que, segundo o Salmo 90: 10 não passariam muito dos 70 anos. Quem tem ouvidos,
que ouça!
Agora, vejamos como o apóstolo Paulo
traduz para nós este misterioso tempo dos gentios:
“Porque
assim como vós (gentios) também
outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à
vista da desobediência deles (dos judeus),
assim também estes (gentios) agora foram desobedientes, para que,
igualmente, eles (os judeus) alcancem
misericórdia, a vista da que vos foi concedida. Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de
misericórdia para com todos”. Romanos 11: 25, 30, 31 e 32. (Negritos e
parênteses acrescentados).
Na prática, no entanto, continua
existindo a mesma possibilidade de salvação para os gentios. Agora, segundo
Paulo, é o tempo de salvação para toda a humanidade:
“Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia
para com todos.”
A novidade é a de que o povo de Deus, na realidade presente e futura, passará
a ser formado de dois grupos: dos gentios cristãos sinceros (Israel espiritual)
e dos judeus cristãos, em Israel, conforme se descreve entre o sexto e o sétimo
selos, nas páginas 92 a 96, no capítulo cinco. Não devemos
esquecer que, tanto no Israel literal como no espiritual, a salvação sempre foi
e sempre será individual. A diferença é a de que Deus voltará a iluminar o
mundo por meio do povo judeu remanescente, situado em Israel, após as duas
grandes guerras futuras nas quais ele se envolverá.
Em Romanos 15: 10,
na Bíblia na Linguagem de Hoje, escreve Paulo:
“Vocês que não são
judeus, alegrem-se com o povo escolhido de Deus”. Diz, ainda: “Todos os que não são judeus louvem ao
Senhor, e todos os povos louvem muito”!
E Paulo tem razão, porque a última igreja cristã será beneficiada com um
grande e extremamente necessário reforço missionário para a pregação da Terceira
Mensagem Angélica de Apocalipse 14, a partir da conversão dos judeus.
Imaginemos só assistir Deus lutando a favor do resíduo de Israel, que
finalmente se converte ao Cristianismo, guardando o sábado, em Jerusalém!
O apóstolo Paulo, quando entendeu a profecia no seu escopo, maravilhado, em
Romanos 11: 33-36 desabafou:
“Ó profundidade da
riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são
os Teus juízos, e quão inescrutáveis os Teus caminhos! Quem, pois, conheceu a
mente do Senhor? Ou quem foi Seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a Ele para
que Lhe venha a ser restituído? Por que dEle e para Ele são todas as coisas. A
Ele, pois, a glória eternamente, Amém!”
1.4.5 – Outros detalhes sobre a recuperação dos judeus
A
queda dos judeus como nação, no início da Era Cristã, veio por causa de sua
ignorância quanto aos sinais dos tempos. Por isso mataram a Cristo e
perseguiram os primeiros cristãos, sem imaginar que estes viriam a ocupar o seu
espaço, no grande plano da salvação de Deus. Os cristãos acabaram fazendo a
obra que eles deveriam ter feito: a pregação do evangelho eterno a todo o mundo,
isso num curto espaço de tempo.
Dando
cumprimento ao enunciado de Eclesiastes 3: 15 que diz: “O que é já foi, e o que há de ser, também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou”, agora é o Cristianismo
moderno que não compreende bem as profecias do tempo do fim, se mostrando inabilitado
para pregar a mensagem presente para o seu tempo. Também não estão se dando de
conta de que os judeus, ora radicados em Israel, estão sendo chamados para compartilhar
o seu espaço na conclusão da obra de Deus, conforme a profecia. E seguem
pensando que o tempo dos judeus passou para sempre.
A seguir
acrescentaremos mais alguns detalhes sobre as profecias que vem se cumprindo
com relação ao povo de Israel apenas para comprovar o quanto o nosso coração
tem sido endurecido a respeito deste povo e quanto nossos olhos têm sido
desviados da verdade presente que se encontra no Velho Testamento.
Veremos
que, como no passado, a incredulidade nacional de Israel foi a oportunidade dos
gentios, agora será a incredulidade nossa que devolverá Israel à oliveira
verdadeira. Disse Paulo aos gentios:
“Considerai, pois, a bondade e a severidade
de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, a bondade de
Deus, se nela permaneceres; doutra
sorte também tu serás cortado. Eles também, se não permanecerem na
incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo.
Pois se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava, e contra a
natureza enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua
própria oliveira aqueles que são ramos naturais. Porque não quero, irmãos, que
ignoreis este mistério, para que não
sejais presumidos em vós mesmos, que veio
endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”.
Romanos 11: 22-25.
Paulo não inventou
estes versos. Apenas os extraiu das profecias do Velho Testamento, algumas das
quais examinaremos a seguir, para desvendar melhor este mistério.
Comecemos
por Miquéias. Este profeta, depois de condenar a grave apostasia dos reinos de Israel
e Judá, predizendo sua destruição pela Assíria e Babilônia, nos primeiros três
capítulos do seu livro, ele se reporta diretamente ao tempo do fim, mudando o
sentido da História:
“Mas nos últimos dias acontecerá
que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes e se elevará
sobre os outeiros, e para ele afluirão os povos. Irão muitas nações e dirão:
Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos e
andemos por suas veredas; porque de
Sião procederá a lei e a palavra do Senhor de Jerusalém”. Miquéias 4:
1-2.
Vemos aqui que nos últimos dias desta
Terra Jerusalém terá proeminência. E esta honra de capital espiritual da Terra será
mantida por toda a eternidade:
“E me transportou,
em espírito, até uma grande e elevada montanha, e me mostrou a santa cidade,
Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus”. Apocalipse 21: 10.
Miquéias 4:3 previu as nações em paz; e no verso quatro, os judeus em tranquilidade:
“Mas assentar-se-á cada um debaixo de sua
videira, e debaixo de sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca
do Senhor dos Exércitos o disse”. Miquéias 4: 4
Esta situação, inimaginável no
presente, se concretizará cerca de sete anos antes da segunda vinda de Jesus,
como já vimos, e permanecerá até a nova Terra ser estabelecida.
Voltando à situação do mundo
atual, dizem os versos de Miquéias 4: 5-6:
“Porque todos os povos andam, cada um em nome
do seu deus; mas quanto a nós (os judeus remanescentes de
Israel), andaremos em nome do Senhor
nosso Deus para todo o sempre. Naquele dia, diz o Senhor, congregarei os que
coxeiam, e recolherei os que foram expulsos e os que Eu afligira”.
Esta é uma referência à
restauração da última dispersão dos judeus. O Anexo 2 descreve quão terrível
foi a diáspora deste povo errante, por quase dois milênios. Deveríamos examinar,
neste anexo, o que aconteceu a partir da destruição de Jerusalém, que teve mais
de um milhão de mortos, no ano setenta, até meados do século XX que testemunhou
o extermínio em massa de seis milhões de judeus, sob o regime de Hitler.
Falando deste massacre, diz o Instituto
de Herança Judaica, Cx. Postal 5806850 - Itapecerica da Serra/São Paulo:
“Este (massacre) poderá ser
superado apenas por uma liquidação total, última e oficialmente proclamada, do
Estado de Israel, que a maioria dos países árabes vizinhos, adeptos do Islã,
planeja levar a cabo como uma guerra religiosa contra o povo judeu, ali e em
toda a Terra”,
Esta cobiçada pretensão, no
entanto, será difícil de ser concretizada, pois segue o Senhor, dizendo:
“Dos
que coxeiam farei a parte restante, e dos que foram arrojados para longe, uma poderosa nação; e o Senhor reinará
sobre eles no monte Sião, desde
agora e para sempre. A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti
virá; sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém”. Miquéias 4: 7-8.
A parte mais difícil desta profecia se cumpriu em 1948, no
estabelecimento da nação israelita, pelos que foram arrojados para longe.
Parte, porque em Isaías 2: 2-4, que repete a promessa de Miquéias 4: 1-2,
valorizando ainda mais esta promessa, chega ao capítulo quatro, versos três e
quatro, deixando claro, no entanto, que nem todos os que voltaram para o Estado
de Israel, que foi restaurado politicamente, serão restaurados espiritualmente;
Apenas o remanescente fiel (os que coxeiam) passará pela experiência da
renovação espiritual, e serão selados:
“será que os restantes de Sião e os que ficarem
em Jerusalém serão chamados santos; todos os
que estão inscritos em Jerusalém para a vida; quando o Senhor lavar a
imundícia das filhas de Sião, e limpar
Jerusalém da culpa do sangue do meio dela, com o Espírito de justiça e com
o Espírito purificador”.
Após profetizar sobre o restabelecimento futuro da nação,
olhando para os últimos dias, o profeta Miquéias faz referência ao resultado
prático das fortes pressões que recairão sobre os judeus:
“Acham-se agora
congregadas muitas nações contra ti, que dizem: seja profanada, e vejam os
nossos olhos o seu desejo sobre Sião. Mas
não sabem os pensamentos do Senhor, nem lhe entendem o plano que as ajuntou
como feixes na eira. Levanta-te, e debulha, ó filha de Sião; porque farei
de ferro o teu chifre e de bronze as tuas unhas, e esmiuçarás a muitos povos, e
o seu ganho será dedicado ao Senhor, e os seus bens ao Senhor de toda a Terra”.
Miquéias 4: 13.
Em Miquéias 5: 1-3,
a cena reflui destas futuras batalhas para o nascimento e rejeição do Messias
pela nação judaica que, por isso, foi entregue à sua própria sorte, mas com
previsão de plena reabilitação:
“... ferirão com a vara a face ao juiz de Israel.
E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá,
de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os
tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até ao tempo em que a que está em dores
tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará
aos filhos de Israel”.
Cerca de dois mil anos de sofrimento e sem território, estão
contidos na palavra até. A palavra então, no entanto, recoloca Israel no foco das nações e com assento na ONU.
Dentre
as muitas predições proféticas já cumpridas encontra-se a de Jeremias 30: 3:
“Porque
eis que vêm dias, diz o Senhor, em que
mudarei a sorte de Meu povo Israel e Judá, diz o Senhor: fá-los-ei voltar
para a terra que dei a seus pais, e a possuirão”.
Jeremias 30: 10-11 ratifica estas profecias ainda futuras:
“Não
temas, pois, servo meu Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, pois eis que te
livrarei das terras de longe, e à tua descendência da terra do exílio; Jacó
voltará e ficará tranquilo e em sossego; e não haverá quem o atemorize. Porque Eu
sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas
castigar-te-ei em justa medida, e de todo não te inocentarei”.
Nenhum profeta foi mais positivo
sobre a destruição da economia política de Israel, a qual resultou no exílio da
nação, do que Jeremias. No entanto, ele também insiste que o seu desastre não
significou a destruição da nação. Nenhuma
parte das Escrituras faz referência a este fato. Pelo contrário, lemos em
Gênesis 17: 8:
“Dar-te-ei
e à tua descendência a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus”. O verso sete,
na Bíblia de Estudo Plenitude para Jovens explicita bem esta aliança perpétua:
“A aliança que estou fazendo para sempre com você (Abrão) e com os seus descendentes é a seguintes:
Eu serei para sempre o Deus de você e o Deus dos seus descendentes”.
Embora certos aspectos desta aliança tenham se cumprido para com o Israel
espiritual - atual igreja cristã, a
aliança com Judá e Israel permaneceu irrealizada até 1948, quando o Estado de
Israel voltou ao cenário das nações. Esta aliança ainda não foi completada, mas
só Deus sabe até onde tem ido o desenvolvimento espiritual de Seu sofrido povo,
dos sabras, em particular, que são judeus nascidos em Israel, mas com uma visão
bem diferente dos judeus da diáspora. O que sabemos é que os ímpios desta nação
serão destruídos durante as batalhas que ainda sobrevirão. Mas o remanescente
fiel poderá dizer:
“Quem
ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade, e te esqueces da
transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para
sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós;
pisarás aos pés as nossas iniquidades, e lançarás todos os nossos pecados nas
profundezas do mar. Mostrarás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a misericórdia,
as quais juraste a nossos pais desde os dias antigos”.
O Senhor dos Exércitos faz questão de frisar às nações gentias:
“Esperai-me, pois,
a Mim, diz o Senhor, no dia em que Eu Me levantar para o despojo; porque a
minha resolução é ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles
fazer cair a minha maldição e todo o furor da Minha ira; pois toda esta terra
será devorada pelo fogo do Meu zelo. Sofonias 3: 8
O verso nove, entretanto, introduz as consequências benéficas que advirão da
destruição das nações ímpias que confrontarão Israel: uma transformação
espiritual que se discernirá até na sua linguagem purificada:
“Então darei lábios
puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, e O sirvam de comum
acordo”.
Sofonias 3: 11-13 também menciona o processo de depuração dos justos, em
Israel:
“Naquele dia não te
envergonharás de nenhuma das tuas obras com que te rebelaste contra Mim; então
tirarei do meio de ti os que exultam na sua soberba, e tu nunca mais te
ensoberbecerás no Meu santo monte. Mas deixarei no meio de ti um povo modesto e
humilde, que confia em o nome do Senhor. Os
restantes de Israel não cometerão
iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua
enganosa; porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os
espante”.
Vemos, assim, que para os seus, a palavra final do Senhor não é de ira,
como para as nações incrédulas que escravizaram seu povo, mas de amor, conforme
expressam os versos de dezessete a vinte:
“O Senhor teu Deus
está no meio de ti, poderoso para salvar-te; Ele se deleitará em ti com
alegria; renovar-te-á no Seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo. Os que
estão entristecidos por se acharem afastados das festas solenes, Eu os
congregarei; estes que são de ti e sobre os quais pesam opróbrios. Eis que
naquele tempo procederei contra todos os que te afligem; salvarei os que
coxeiam, e recolherei os que foram expulsos, e farei deles um louvor e um nome
em toda a terra em que sofrerem ignomínia. Naquele tempo eu os farei voltar e
vos recolherei; certamente farei de vós um nome e um louvor entre todos os
povos da terra, quando eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o
Senhor”.
1.4.6 – As conclusões do livro de Daniel
Concluído este longo parêntese, temos ainda que considerar, no verso 41 de
Daniel 11, uma ressalva importante: serão poupados neste conflito de proporções
extraordinárias, Edom, Moabe e Amom, que ficavam além do Jordão, constituindo,
atualmente, a Jordânia, outro país tradicionalmente aliado dos Estados Unidos,
no Oriente Médio. E porque escapariam do rei do Norte? Por que são seus antigos
aliados. Eles são os que postulam a recuperação do território perdido para
Israel, o reclamado NOVO ESTADO PALESTINO. A luta do rei do
Norte, do papado, por trás dos bastidores, acabará sendo em seu benefício.
E porque o rei do
Norte lutaria por eles? Por que pretende instalar suas tendas palacianas (Embaixada
do Vaticano, que viria a ser a sede de seu governo mundial, conforme Daniel 11:
45), na velha Jerusalém, a cidade do Príncipe da Paz, por séculos disputada
pelo papado, mas sem sucesso.
Após estas considerações, vamos
concluir o livro de Daniel que nos conduzirá à destruição final deste mundo bem
como à Segunda Vinda de Jesus. Ele aponta para a saída de Jesus do Santuário Celestial
(fim da graça), deixando os homens sem intercessão; e apontam também para a
ressurreição especial, ambas anunciadas nos dois primeiros versos de Daniel
doze. Sigamos, pois, nos últimos versos de Daniel onze:
Daniel 11: 42: “Estenderá a sua mão também contra as terras,
e a terra do Egito não escapará”.
O rei do Norte, o papado continuará
avançando, em parceria com os países do Ocidente. O fato de o Egito ser citado
nominalmente aqui sugere não se tratar do rei do Sul simbólico (Comunismo),
como já estudado, o que, evidentemente, favorece uma aplicação literal. Não
devemos esquecer a recente deposição do presidente do Egito – Osni Mubarak, e
sua prisão perpétua, depois de 40 anos no poder, sem que houvesse nenhuma reação
em seu socorro por parte de seus‘aliados’ ocidentais. A dissolução do
Parlamento deste País, por uma junta militar que restringiu em muito a
autoridade do atual presidente eleito, da corrente muçulmana, poderá ser o
estopim para os desdobramentos futuros desta profecia.
Ficou agora bem mais fácil
qualquer intervenção no Egito, pois as “terras” alvo do rei do Norte são
certamente aquelas onde prevalece a ideologia muçulmana e ateísta dos que não
creem no Deus dos cristãos, terras estas, citadas no verso 40.
Estas “terras” a serem dominadas
pelo papado aliado ao Protestantismo apostatado poderão ainda envolver outras
nações árabes, atualmente num processo incrível de democratização, que é a
bandeira da Nova Ordem Mundial para abrir, por assim dizer, as portas para a
invasão ocidental e a ‘cristianização’ do mundo, dos países oriundos da
derrubada da cortina de ferro e, agora, dos países muçulmanos do Oriente Médio.
Parece que Osama Bin Laden tinha razão quando advertia que os ‘cristãos’
queriam conquistar os muçulmanos.
Daniel 11: 43 “Apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de
prata, e de todas as coisas preciosas do Egito; os líbios e os etíopes o
seguirão”.
A citação nominal destes países,
como vimos, sugere uma aplicação literal. Temos acompanhado pela televisão, os
movimentos sociais que estão ocorrendo nestes países. Na Líbia, recentemente, o
Coronel Kadafi, presidente líbio há mais de quarenta anos e seu filho mais
velho foram mortos pelas tropas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico
Norte - que representa as forças ocidentais nesta região). Estes fatos são de
extrema relevância para passarem despercebidos no contexto da profecia, pois
que a Líbia, após os últimos acontecimentos, de inimiga mortal passa à aliada
do Ocidente, conforme a profecia. Michel Suleiman, o atual presidente da Líbia
é o único chefe de Estado cristão no Oriente Médio e prestigiou com sua
presença a missa campal celebrada pelo papa Bento XVI, em Beirute, onde
compareceram 350.000 fiéis. Correio Braziliense, 17/09/2012, p. 13.
Os interesses dos países
ocidentais, pelo Egito em particular, também são revelados: ouro, prata e hoje,
o petróleo – o ouro preto do Oriente Médio. As citadas coisas preciosas do
Egito incluem, certamente, as relíquias históricas deste país.
Em Daniel 11: 44 o profeta traz o
rei do Norte, o papado, com seus aliados ocidentais, diretamente para o front
do combate:
“Mas pelos rumores
do Oriente e do Norte será perturbado, e sairá com grande furor, para destruir
e exterminar a muitos”.
Este verso não pode se referir à
confederação do Norte, uma vez que a mesma já foi dizimada. A estratégia do rei
do Norte no futuro próximo à frente da Nova Ordem Mundial, após ter usado Israel
como seu braço contra as nações muçulmanas do Oriente Médio, do Norte da Europa
e do Oriente, ficará perturbado com a pregação destemida dos cristãos renovados
pela chuva serôdia do Espírito Santo a respeito da segunda vinda de Jesus, e
sairá com grande furor para destruir e exterminar a muitos, os guardadores do
sábado, em especial. Sua progressão, contudo não terá êxito:
“Armará as suas
tendas palacianas entre os mares contra o glorioso monte santo; mas chegará ao
seu fim, e não haverá quem o socorra”. Daniel 11: 45.
Aqui deveríamos atentar
mais uma vez para as negociações que já estão chegando ao final para que o
papado possa ter as suas tendas palacianas – Embaixada do Vaticano, não em
Tel-aviv, mas sim em Jerusalém, a cidade da paz. Sua atuação em Israel deverá
incluir o controlo do futuro templo a ser reestabelecido em Jerusalém, conforme
projeto detalhado nos últimos nove versos do livro de Ezequiel.
Daniel 11: 45 apresenta
uma profecia do triunfo da segunda supremacia papal, quando estará, finalmente,
reinando na cidade santa, como o príncipe da paz. Isto é reconhecido como o
“ato culminante” de seu domínio, por séculos. As Cruzadas foram o esforço
mantido por 200 anos pelos papas de Roma, para assegurar seu reinado em
Jerusalém. Porém o cumprimento da profecia de Daniel 11: 45 não foi profetizado
para aquela época; este ato do drama, mesmo que por curta duração, está
reservado para ser visto pela última geração.
A seguir, consideremos
as conclusões do livro de Daniel contidas no capítulo 12.
Daniel 12: 1-2 “Nesse tempo se levantará Miguel, o grande príncipe,
o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve
desde que houve nação até aquele tempo; mas naquele tempo (ascensão e queda
vertiginosa da sétima cabeça do dragão)
será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro. Muitos que
dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a
vergonha e horror eterno”.
Estes dois primeiros
versos focam, inquestionavelmente, o ponto culminante das profecias de Daniel:
O final do juízo dos vivos no Santíssimo e o fechamento da porta da graça,
quando será tido por salvo todo o que se encontrar inscrito no livro da vida. A
inspiração continua até ao final do tempo de angústia de Jacó, no qual os
filhos de Deus estarão se livrando do decreto de morte, o que coincide com a
queda de Babilônia (rei do Norte), anunciada em Daniel 11: 45 e confirmada em
Apocalipse 16: 19. Aqui já nos encontramos às portas da eternidade quando a
ressurreição parcial dos mortos se concretizará, demarcando, dramaticamente, a
véspera da grande consumação - a Segunda Vinda de Jesus. Este extraordinário
final das profecias é seguido pela gloriosa recompensa dos justos vivos:
“Os
que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a
muitos conduzirem à justiça, como as estrelas sempre e eternamente”.
Daniel 12: 3.
Finalmente o livro é
concluído, objetivamente, no verso 4: “Tu,
porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim;
muitos o esquadrinharão e o saber se multiplicará”.
Os versos de 5 a 13 de Daniel 12
apresentam o retorno do profeta às margens do rio Tigre, onde tudo começou.
Passaremos rapidamente por eles, porque os mesmos serão motivo de uma discussão
integrada com os primeiros versos de Apocalipse dez, no quarto capítulo.
Daniel vê, então, dois anjos em
pé, um em cada lado do rio e Jesus, majestosamente sobre as águas:
“Então eu, Daniel,
olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um duma banda do rio e outro da
outra. Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do
rio: Quando se cumprirão estas maravilhas”? Daniel 12: 5-6. Esta pergunta
liga-se estritamente com os fatos de Daniel 12: 1, 2 e 3: a ocorrência da ressurreição especial e a
glorificação dos justos vivos, ao que Jesus responde imediatamente ao anjo,
conforme o enunciado do verso 7:
“Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando
levantou a mão direita e a esquerda para o céu, e jurou por aquele que vive eternamente, que isto seria depois de
um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E quando se acabar a destruição do
poder do povo santo estas coisas todas se cumprirão”. Jesus dá aqui duas informações e isto da
forma mais solene possível – por meio de um juramento:
a)
Estas coisas vão acontecer depois de 1798, isto é, no tempo
do fim, anunciado pela profecia de Daniel 7: 25. Jesus, sabendo que nesta
ocasião seria relaxada a perseguição medieval sofrida pelos Seus filhos, por
meio do papado, e que estes adquiririam, então, um grande poder para concluir a
Sua obra na Terra, Ele anuncia a futura cura da ferida mortal sofrida pelo
papado, explicitada em Apocalipse 13: 3, o qual voltaria a perseguir a Sua
igreja, após o Decreto Dominical ainda futuro, retirando-lhe novamente o poder;
e acrescenta:
b) Quando acabar a destruição do
poder do povo santo ‘pelo Decreto Dominical’ que significa o retorno da ASSOLAÇÃO DESOLADORA, fechando-se o parêntese de paz entre a primeira e a
segunda supremacia papal, estas coisas todas se cumprirão.
Nesta altura da
explicação, Jesus é interrompido pelo profeta Daniel que não compreendendo o
solene juramento, refez a pergunta do anjo em Daniel 12: 8: “Eu ouvi, porém não entendi; então eu disse:
Meu senhor, qual será o fim destas coisas”?
Em outras palavras, ele indaga:
Quando se dará a ressurreição especial e o final
livramento do teu povo? Antes de responder ao profeta, Jesus
esclarece-lhe que aquela explicação não seria entendida por ele e sim pelas
pessoas dedicadas ao estudo e que estariam vivendo nos últimos dias, conforme
Daniel 12: 9 e 10: “Ele respondeu: Vai
Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim.
Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos
procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”.
Então Jesus, finalmente, concluiu a
sua revelação, por séculos anunciada em Daniel 12: 11:
“Depois do tempo em que o costumado sacrifício for tirado e posta a ABOMINAÇÃO DESOLADORA haverá ainda 1290 dias”.
A colocação de Jesus é clara: Após o Decreto
Dominical Mundial (abominação desoladora), haverá ainda 1290 dias. Esta será a
duração literal da segunda supremacia papal que iniciará a partir da
implantação deste Decreto, a nível mundial - o que trará o ALTO CLAMOR do Terceiro Anjo (Apocalipse 14: 9-11), e acabará na
ressurreição especial. Foi pensando neste verso, com certeza, que a senhora
White disse:
“Os períodos proféticos de Daniel, estendendo-se até a VÉSPERA da grande consumação, lançam um facho de luz sobre os
eventos que então acontecerão”. Review & Herald, 25/09/1883.
Em Daniel 12: 12 lemos: “Bem-aventurado o que espera e chega até 1335 dias”. No
Conflito dos Séculos, p. 646 (30ª Edição) encontramos um complemento: “E quando se pronuncia a bênção sobre
os que honraram a Deus, santificando o Seu sábado, há uma grande aclamação de
vitória”.
Esta bênção é a chave para
compreendermos o final dos 1335 dias de Daniel 12: 12. Este verso trata
especificamente da libertação do povo de Deus do Decreto de Morte, e se dará à
voz de Deus: ESTÁ FEITO, prevista em
Apocalipse 16: 17, por ocasião do sétimo flagelo, o mesmo que demarca a queda
de Babilônia, também prevista em Daniel 11: 45. Para sabermos o inicio dos 1335
dias, basta recuarmos no tempo até o Decreto Dominical Americano (DDA), que
dará início ao desenlace de todo o final profético. O ESTÁ FEITO divino terá lugar quinze dias antes do fim dos 1290 dias
porque a queda de Babilônia se dará no período de uma hora profética (quinze
dias literais), conforme Apocalipse 18: 8, 10 e 17. O evento mencionado em
Daniel 12: 12 começará, portanto, por ocasião do Decreto Dominical nos Estados
Unidos, que deverá ocorrer dois meses antes de ser adotado na escala mundial. Vejamos
um resumo na Tabela 2.
Tabela nº 2 – Períodos de 1260, 1290 e 1335 dias de Daniel 12 e Apocalipse 13
|
60
dias 1260 dias 15 dias
15dias
!
------------------------------!--------------------------------!-------------------------------!-------------------------------------------------!
D. Dom. Americano D. Dom. Mundial Legislação Dec. Morte ESTÁ FEITO Véspera da
Início dos 1335 dias Início dos 1260/1290 Fim dos 1260 dias Fim dos 1335 dias Segunda
Vinda
2ª supremacia papal
Libertação do
decreto de morte Fim dos
1290 dias
|
Observação: O Decreto de
Morte (DM) será publicado 15 dias antes da libertação promovida pela voz de
Deus: FEITO ESTÁ. Do Decreto Dominical Mundial até a legislação do Decreto
de Morte a besta reina sozinha, conforme Apocalipse 13: 5 (1260 dias). No
período de 15 dias da duração do Decreto de Morte (Angústia de Jacó), a besta
reinará com os reis da Terra, conforme Apocalipse 17: 12, que demarca este
período de uma hora profética. Os
últimos quinze dias tratam do período no qual Babilônia estará caindo, conforme
Apocalipse 18: 8, 10 e 17. Este tema será retomado e melhor desenvolvido no quarto
capítulo.
Finalmente, em Daniel 12: 13
encontramos:
“Tu,
porém, Daniel, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para
receber a tua herança”.
Capítulo 2 – A batalha do Armagedom
2.1 – O testemunho
do profeta Zacarias
Apesar de ocupar relativamente pouco espaço das Escrituras,
nenhum profeta do Velho Testamento tem mais informações sobre a guerra do
Armagedom do que Zacarias. Seu livro começa com um chamado ao arrependimento do
remanescente pós-babilônico e, a seguir, introduz oito visões visando confortar
Jerusalém pelo sofrimento de quase dois mil anos após Cristo.
2.1.1- As oito visões do profeta Zacarias
O quadro da primeira visão situa
Judá na dispersão, com Jerusalém sob possessão adversa e com as nações gentílicas
satisfeitas com isso. O mais importante é que a resposta do Senhor vai até o
fim dos tempos da dominação gentílica quando, segundo Zacarias 1: 16-17, Ele
ainda consolará a Sião, nos seguintes termos:
“Portanto, assim
diz o Senhor: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; a minha casa nela será edificada, diz o Senhor dos Exércitos, e o
cordel será estendido sobre Jerusalém. Clama
outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: As minhas cidades
ainda se transbordarão de bens; o Senhor
ainda consolará a Sião e ainda
escolherá a Jerusalém”.
A mensagem é clara e significativa: o templo será reedificado (por
Zorobabel, após os setenta anos do cativeiro). O conteúdo do verso 17, no
entanto, se projeta para os fins dos tempos.
A segunda visão apresenta quatro
chifres e quatro ferreiros. Dos chifres é dito que “representam as nações que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém”
– Zacarias 1: 19.
Estes quatro chifres representaram os impérios: babilônico, medo-pérsico,
grego e romano. Os ferreiros são os que “vieram
para amedrontar, derribar os chifres das nações que levantaram o seu poder
contra a terra de Judá, para a espalhar”.
Resta aqui um recado específico para as nações pagãs atuais que, por tanto
tempo, exageraram na mortificação dos filhos rebeldes de Deus.
O assunto da terceira visão, na
sequência, fala da restauração política da nação e da cidade de Jerusalém,
cumprida em 1948, conforme o enunciado abaixo:
“Jerusalém será
habitada como as aldeias sem muros (atual nova
Jerusalém), por causa da multidão de
homens e animais que haverá nela. Pois Eu lhe serei, diz o Senhor, um muro de
fogo ao redor, e Eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória... Então o Senhor
herdará a Judá como sua porção na Terra Santa, e de novo escolherá a Jerusalém”. Versos 4, 5, e 12.
A quarta visão envolve a restauração espiritual de Israel, como
preparação para receber o Senhor Jesus, por eles rejeitado há dois
milênios. No versículo um do capítulo três Satanás contesta e no versículo dois
“um tição tirado do fogo” representa
alguém que foi recuperado para propósito futuro de Deus – o ofício sacerdotal
para a recuperação espiritual de Israel:
“Deus
me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e
Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a
Satanás: o Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende. Não é
este um tição tirado do fogo?”
E o verso dez aponta para o seu cumprimento futuro, hoje ainda inimaginável:
“Naquele dia, diz o
Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará o seu próximo para debaixo da
vide e para debaixo da figueira”.
“O termo para
debaixo da vide e para debaixo da figueira é uma imagem do Antigo Testamento
para referir-se a um lugar de segurança e paz onde não há medo” (I Reis 4: 25, II
Reis 18: 31; Miquéias 4: 4). Bíblia da mulher, 2ª Ed. Barueri/SP, 2009.
A quinta visão revela a forma
como se processará esta conversão espiritual: “Nem por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor
dos Exércitos”. Zacarias 4: 6.
Dentre os sabras (consultar
Internet), judeus nascidos na Palestina, são reconhecidos por Israel, mais de
dez mil cristãos. Estes, não participarão da guerra do Armagedom, por não poderem
se alistar para o exército. Nesta visão, o candelabro representa o testemunho
divino para o mundo, conforme Zacarias 4: 2-3:
“Eis
um candelabro todo de ouro e um vaso de azeite em cima com as suas sete
lâmpadas e sete tubos que estão em cima do candelabro. Junto a estes duas
oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e a outra à sua esquerda”.
No Antigo Testamento a luz de Deus foi mantida pelo testemunho de Israel.
No Novo, ela passou a ser mantida pela Igreja cristã. No final do tempo o
Senhor se reconcilia com Israel. Estas são as duas oliveiras que representam as
duas fases da presença de Deus neste mundo, que se unem no tempo do fim. O óleo
é o símbolo uniforme do Espírito Santo.
Na sexta visão de Zacarias aparece
um rolo voador de 10 metros de comprimento por cinco metros de largura do qual
se lê:
“Esta é a maldição
que sai pela face de todo a Terra, porque qualquer que furtar será expulso
segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo
a mesma”.
Esta é uma referência às tábuas dos dez mandamentos que serão mostradas no
céu, após o juízo dos vivos, conforme Apocalipse 11: 12:
“e as duas
testemunhas (as duas tábuas da lei)
ouviram grande voz vinda do céu, dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu
na nuvem, e os seus inimigos as contemplaram”.
Os dois pecados mencionados no rolo voador falam da transgressão das duas
pedras da lei. Enquanto roubar despreza o direito do próximo, o jurar despreza
o direito de Deus à reverência.
Neste tempo em que o evangelho do reino terá acabado o seu testemunho a todas
as nações, o aparecimento das tábuas da lei no céu se constituirá na crucial condenação
do ímpio que então pedirá às montanhas que lhes caiam por cima.
A sétima visão fala de um caixão
(efa) no qual uma mulher está assentada. Este caixão então é fechado com tampa de chumbo. E fala-se desta
mulher:
“isto é a iniquidade em toda a Terra.
E repete o anjo: isto é a impiedade”.
Uma mulher ímpia na Bíblia representa
uma igreja adúltera. A simbologia lembra
com precisão o funeral de João Paulo II, quando o mesmo apresentava vestimentas
semelhantes às de uma mulher e aparentava estar sentado no caixão. Finalmente ele
foi acomodado dentro do caixão (efa) o qual foi fechado com uma tampa de
chumbo. Zacarias viu então duas mulheres (duas igrejas) que agiam conjuntamente
para transportar o caixão para uma casa que seria edificada em Babilônia, onde
é o seu próprio lugar.
Já vimos o falecido líder da Organização para a Libertação da Palestina,
Yasser Arafat beijando de joelhos o anel do papa João Paulo II, pelo esforço do
mesmo para a criação do Novo Estado Palestino.
Esta segunda mulher bem pode representar, portanto, a religião muçulmana,
combinando o traslado dos restos mortais de João Paulo II provavelmente para o
Iraque. Estas considerações deverão aguardar o seu cumprimento para receber o
selo da verdade.
Finalmente, a oitava visão fala
que “quatro carros saiam dentre dois
montes, e estes montes eram de bronze”. A interpretação da oitava visão
deve ser governada pela declaração autorizada do verso cinco que diz
explicitamente que os quatro carros:
“são os quatro ventos do céu que saem de onde
estavam perante o Senhor de toda a Terra”.
O profeta João, em Apocalipse 7: 1-3, acrescenta alguns detalhes prévios
desta visão:
“Depois disto vi
quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, conservando seguros os quatro ventos, para que nenhum vento
soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo
que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz
aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à Terra e ao mar,
dizendo: não danifiqueis nem a Terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos
em suas frontes, os servos do nosso Deus. Então ouvi o número dos que foram
selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos
de Israel”.
Esta visão notifica o fato de que Deus apenas espera completar-se o número
dos tições tirados do fogo, isto é, selados (salvos) em Israel, para tocar as
trombetas relacionadas com a guerra do Armagedom. Na altura profética da oitava
visão de Zacarias, este tempo é chegado, conforme veremos na sexta trombeta, neste
mesmo capítulo.
Após as trombetas tocarem, vem o silêncio no céu por cerca de meia hora o
qual representa a manifestação de Cristo na glória do Seu reino, conforme
Zacarias 6: 12-13:
“Assim diz o Senhor
dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo: Ele brotará do Seu lugar, e edificará o templo do Senhor. Ele
mesmo edificará o templo do Senhor, e será revestido de glória; assentar-se-á
no Seu trono e dominará, e será sacerdote no Seu trono e reinará perfeita união
entre ambos os ofícios”.
Este templo foi detalhado nos últimos nove versos de Ezequiel. Antes de
irmos diretamente para as trombetas do Apocalipse, numa operação casada com
Zacarias, vamos considerar outros detalhes prévios que conduzirão à guerra do
Armagedom e ao toque das trombetas.
2.1.2 – Bênçãos finais sobre Israel
O capítulo sete, além de criticar a religião extrabíblica, formal e fútil
dos judeus no cativeiro babilônico à qual muito se assemelha ao pseudo Cristianismo
de nossos dias, o Senhor aproveita para
mandar uma mensagem divina à dispersão dos judeus, que é perfeitamente
extensiva para nós cristãos de Laodiceia. Das cinco partes desta mensagem, as
três últimas são de glória para Israel.
1. Seu jejum não passava de um
formalismo. Eles deviam antes ter dado atenção aos profetas que os
precederam (Zacarias 7: 4 a 7); Muitas vezes procuramos substituir um Assim Diz
o Senhor por demonstrações externas de religiosidade, incentivando também
vigílias e santas ceias. Este formalismo tem o seu legítimo lugar, mas não
substitui a Palavra de Deus.
2. Eles foram também notificados do
porque de suas orações não serem atendidas (versos 8 a 14), sendo,
por isso, espalhados entre as nações:
“Visto que Eu
clamei e eles não Me ouviram, eles também clamaram e Eu não os ouvi, diz o
Senhor dos Exércitos. Espalhei-os como um turbilhão entre todas as nações, que
eles não conheceram e a terra foi assolada atrás deles, de sorte que ninguém
passava por ela, nem voltava; porque da terra desejável fizeram uma desolação”.
Versos 13 e 14.
3. Não obstante as merecidas repreensões com relação ao passado, o
propósito do Senhor é o restabelecimento
do reino de Israel, no final dos tempos:
“Assim diz o Senhor
dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas,
levando cada um na mão o seu arrimo, por causa da sua muita idade. As praças da
cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão. Assim diz o
Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos dos restantes deste
povo naqueles dias, será também maravilhoso aos Meus olhos. Assim diz o Senhor
dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo, tirando-o da terra do oriente e da
terra do ocidente; Eu os trarei e
habitarão em Jerusalém; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus em verdade
e em justiça”. Zacarias 8: 4 a 8
4.
Depois destas mensagens Zacarias se reporta às bênçãos reservadas para o tempo do fim,
a partir do verso 11:
“Mas agora não serei para com o restante deste povo como nos
primeiros dias, diz o Senhor dos Exércitos. Porque haverá sementeira de paz; a
vide dará o seu fruto, a terra a sua novidade, e o céu o seu orvalho; e farei
que o resto deste povo herde tudo
isto. E há de acontecer, ó casa de Judá, e ó casa de Israel, que, assim como
fostes maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis bênção; não
temais, sejam fortes as vossas mãos. Porque assim diz o Senhor dos exércitos:
Como pensei fazer-vos mal, quando vossos pais me provocaram à ira, diz o Senhor
dos Exércitos, e não me arrependi, assim
pensei de novo em fazer bem a Jerusalém, e a casa de Judá nestes dias; não
temais”. Zacarias 8: 11-15.
5.
Finalmente os judeus do exílio recebem a garantia de que Jerusalém ainda será o centro religioso da
terra:
“Assim diz o Senhor
dos Exércitos: Ainda sucederá que virão povos e habitantes de muitas cidades; e
os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: vamos depressa suplicar o
favor do Senhor e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei. Virão muitos povos, e poderosas nações,
buscar em Jerusalém o Senhor dos Exércitos, e suplicar o favor do Senhor.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: naquele dia sucederá que pegarão dez homens,
de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu, e
lhe dirão: iremos convosco, porque temos
ouvido que Deus está convosco". Zacarias 8: 20-23.
Em Zacarias 9: 9 a
profecia retorna à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, no primeiro advento:
“Alegra-te muito, ó filha de Sião;
exulta, ó filha de Jerusalém; eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador,
humilde, montado em jumento, num jumentinho, filho de jumenta”, somente
para, logo a seguir, se reportar ao futuro livramento de Judá e Efraim
(Israel), situando, desta forma, esta profecia após a destruição de Jerusalém
no ano 70 dC e, certamente, em algum ponto futuro, após o estabelecimento do
Estado judeu em 1948:
“Destruirei os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém e
o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz às nações; e o seu domínio se estenderá de mar a mar,
e desde o Eufrates até as extremidades da terra”. Zacarias 9: 10
Este mesmo fato foi
também citado em Ezequiel 39: 9. De acordo com o seu contexto em Ezequiel, ele
terá lugar após Israel destruir as nações comunistas e islâmicas na guerra do
Armagedom, se transformando, então, no centro espiritual da Terra. A presença do
Senhor dos Exércitos será marcante para o fortalecimento do Seu povo:
“Porque para Mim curvei Judá como um arco, e
o enchi de Efraim; suscitarei a teus filhos, ó Sião, contra os teus filhos, ó
Grécia! E te porei, ó Sião, como a espada de um valente. O Senhor será visto
sobre os filhos de Sião, e as suas flechas sairão como o relâmpago; o Senhor Deus fará soar a trombeta, e
irá com os redemoinhos do sul. O Senhor dos Exércitos os protegerá; devorarão
os fundibulários (aqueles que arremessam pedras com fundas) e os pisarão”. Parênteses acrescentados.
Zacarias 9: 13-15.
Finalmente, Zacarias
nove termina, dizendo:
“O Senhor seu Deus naquele dia os salvará, como ao rebanho
do Seu povo; porque eles são pedras de uma coroa, e resplandecem na terra dEle. Pois quão grande é a Sua bondade! E
quão grande a Sua formosura! O cereal fará florescer os jovens, e o vinho as
donzelas”. Zacarias 9: 16-17.
O capítulo dez continua
falando do futuro fortalecimento de Judá e Efraim, agora por meio de chuvas:
“Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao
Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro, e a cada um erva
no campo”. Zacarias 10: 1.
Estas chuvas têm um
significado tanto físico como espiritual. Chuvas como as de antigamente serão
restauradas à Palestina. Contudo é prevista, também, uma poderosa efusão do
Espírito Santo sobre o Israel restaurado, nos moldes de Oséias 6: 1-3:
“Vinde, e tornemos
para o Senhor, porque Ele nos despedaçou, e nos sarará. Fez a ferida, e a
ligará. Depois de dois dias (dois milênios) nos revigorará; ao terceiro dia (terceiro
milênio) nos levantará, e viveremos
diante dEle. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva a Sua
vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que
rega a terra”.
O Seu povo não mais
viverá aflito, sem pastor – Zacarias 10: 2. O Senhor tomará a Seu próprio cuidado
o rebanho, a casa de Judá, e fará dele o Seu glorioso cavalo de batalha, verso
3.
Os versos de quatro
a seis informam que o Senhor fortalecerá os israelitas, quando estes estiverem sendo
pressionados pelas nações árabes:
“De Judá sairá a
pedra angular, dele a estaca da tenda, dele o arco de guerra, dele sairão todos
os chefes juntos. E serão como valentes que na batalha pisam aos pés os seus
inimigos na lama das ruas; pelejarão porque o Senhor está com eles, e
envergonharão os que andam montados em cavalos. Fortalecerei a casa de Judá, e
salvarei a casa de José, e fá-los-ei voltar, porque me compadeço deles, e serão como se Eu não os tivera rejeitado;
porque Eu sou o Senhor seu Deus, e os ouvirei”.
Enquanto este
cenário se refere aos acontecimentos futuros relacionados com a guerra do
Armagedom, Zacarias 11: 6 faz alusão à destruição de Jerusalém, no ano setenta:
“Certamente já não terei piedade dos moradores desta terra,
diz o Senhor; eis, porém, que entregarei os homens cada um nas mãos do seu
próximo e nas mãos do seu rei; eles ferirão a terra, e Eu não os livrarei das
mãos deles”.
Os versos doze e
treze dizem que a razão do abandono de Deus a Seu povo foi devido à traição e
rejeição de Cristo:
“Eu lhes disse: se vos parece bem, dai-me o meu salário; e
se não, deixai-o. Pesaram, pois, por Meu salário trinta moedas de prata. Então
o Senhor me disse: arroja isso ao oleiro, esse magnífico preço em que fui
avaliado por eles. Tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro na
casa do Senhor”.
Após
lembrar seus filhos remanescentes do terrível tropeço do passado, o capítulo
onze termina, com os versos quinze e dezesseis introduzindo a besta na profecia,
provavelmente como um alerta para os judeus cristãos não se macularem com
mulheres, ou seja, com igrejas cristãs:
“O Senhor me disse: Toma ainda os
petrechos de um pastor insensato. Porque eis que suscitarei um pastor na terra,
o qual não cuidará das (ovelhas) que estão perecendo, não buscará a desgarrada, não curará a que foi
ferida, nem apascentará a sã; mas comerá a carne das gordas, e lhes arrancará
até as unhas”. Parêntese acrescentado.
2.1.3
- O estabelecimento futuro do reino de Israel
Os capítulos de
doze a quatorze formam uma profecia que retrata a angústia dos eventos em torno
da Segunda Vinda do Senhor, mas acaba definindo o estabelecimento do reino de
Israel para sempre. A mesma começa com o futuro cerco de Jerusalém:
“Sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel. Fala o
Senhor, o que estendeu o céu, fundou a Terra, e formou o espírito do homem
dentro nele. Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os
povos em redor, e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém. Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra
pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da
terra”. Zacarias 12: 1-3.
O segundo ponto
tratado é a batalha pela posse do Novo Estado Palestino. Começa mostrando
alguns detalhes interessantes desta batalha:
“Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os
cavalos, e de loucura os que os montam; sobre a casa de Judá abrirei os Meus
olhos, e ferirei de cegueira todos os
cavalos dos povos”.
A intervenção
divina é tão prodigiosa na batalha que os líderes de Israel, não convertidos ao
Cristianismo, se conscientizam desta intervenção e atribuem-na aos justos (os
sabras cristãos) que estão na cidade:
“Então os chefes de Judá dirão consigo mesmos: os habitantes
de Jerusalém são a minha força, no Senhor dos Exércitos, seu Deus”.
Nos versos seis,
oito e nove segue a obra de Deus a favor de Seu povo:
“Naquele dia porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da
lenha, e como uma tocha entre paveias; eles devorarão à direita e à esquerda todos os povos em redor, e Jerusalém
será habitada outra vez no seu próprio lugar, em Jerusalém mesma... Naquele dia
o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles nesse
dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor
diante deles. Naquele dia procurarei
destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém”.
O
capítulo doze termina com o derramamento do Espírito Santo sobre o remanescente
arrependido e libertado, o qual chorará amargamente por ter rejeitado o Salvador
crucificado que agora Se revela pessoalmente. Zacarias 12: 10:
“E sobre a casa de Davi, e sobre os
habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; olharão
para Mim, a quem traspassaram; pranteá-lO-ão como quem pranteia pelo unigênito,
e chorarão por Ele, como se chora amargamente pelo primogênito”.
Depois da justa
tristeza que se segue à revelação de Cristo, Zacarias 13: 1-2 revela que só então a fonte da purificação será
efetivamente aberta para Israel. Eis os seus resultados práticos:
“Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os
habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza. Acontecerá,
naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eliminarei da terra os nomes dos
ídolos, e deles não haverá mais memória; e também removerei da terra os
profetas e o espírito imundo”.
Zacarias 14, fala do
ajuntamento das nações do Norte e do Oriente contra Israel, na Batalha do
Armagedom. Deus, antes de tocar as trombetas da libertação, permitirá que a
pressão evolua até ao ponto de purificar o Seu remanescente, como se purifica a
prata e o ouro (Zacarias 13: 8-9).
“Porque Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra
Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres
forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não
será expulso da cidade. Então sairá o Senhor e pelejará contra essas nações,
como pelejou no dia da batalha”.
Os versos de doze a
quinze falam de como então Deus intervirá gloriosamente:
“Esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos
que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se apodrecerá estando eles de pé,
apodrecer-se-lhes-ão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na
boca (morte pela sede decorrente da Terceira Trombeta). Naquele dia também haverá da parte do Senhor grande confusão entre
eles; cada um agarrará a mão de seu próximo, cada um levantará a sua mão contra
o seu próximo. Também Judá pelejará em Jerusalém; e se ajuntarão as riquezas de
todas as nações circunvizinhas, ouro e prata e vestes em grande abundância.
Como esta praga, assim será a praga dos cavalos, dos mulos, dos camelos, e dos jumentos e de todos os animais que
estiverem naqueles arraiais”.
A morte pela sede é
das mais terríveis, pois a pessoa morre aos poucos e de pé, com os sintomas
referidos no verso doze. Os animais morrerão também de sede. Maiores detalhes da intervenção divina
serão vistos no toque das trombetas, a seguir.
2.1.4
– As sete trombetas do Apocalipse
As trombetas do Apocalipse nos revelam
detalhes da guerra do Armagedom: as impressionantes ações de Deus para a
libertação de Seu povo. A introdução apresenta o enquadramento das mesmas no
cenário histórico dos últimos dias.
2.1.4.1 – Introdução (Apocalipse 8: 1-6).
Apocalipse 8: 1-2: “Quando o Cordeiro
abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora. Então, vi os sete anjos que se acham em
pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas”.
Este silêncio de cerca de meia hora tem a ver com a segunda vinda de Jesus
para buscar Seus filhos - Festa das Colheitas, com duração prevista para uma
semana literal. White, em Primeiros Escritos, p. 16, previu este momento:
“Todos nós entramos
na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro”.
A palavra então, entre os dois
versos, insere as trombetas no contexto da segunda vinda. Com efeito, esta
viagem interplanetária iniciar-se-á, efetivamente, após o sonido da última
trombeta, registrado em I Tessalonicenses 4: 16-17:
“Porquanto o Senhor
mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá
dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os vivos,
os que ficarmos, seremos transformados e estaremos para sempre com o Senhor”.
Entretanto, os dois versos seguintes situam as
trombetas também no contexto do juízo dos vivos:
Apocalipse 8: 3-4 “Veio outro anjo (Jesus Cristo) e ficou de pé junto ao altar, com um
incensário de ouro, e foi-Lhe dado muito
incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de
ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a
fumaça do incenso, com as orações dos santos”.
Jesus,
neste ponto intercede intensivamente (muito incenso), pelos justos vivos, cujas
orações ascendem aos céus. Ele está acrescentando os Seus méritos às orações
dos santos, que por isso são aceitas diante de Deus, conforme Romanos 8: 34:
“Quem os condenará?
É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita
de Deus, e também intercede por nós”.
O verso cinco foi também incluído como outro sinalizador do tempo das
trombetas:
Apocalipse 8: 5 “E o anjo tomou o
incensário, encheu-o do fogo do altar e atirou-o à Terra. E houve trovões, vozes,
relâmpagos e terremotos”.
O fato de Jesus não mais misturar o
incenso com o fogo do altar significa o fim da intercessão ou do tempo da
graça. O juízo dos vivos é interrompido e as orações deixam de ser aceitas por
Deus. Ele, então enche o incensário com fogo do altar e atira-o à Terra. Este
fato foi referido no livro Primeiros
Escritos, página 279, relacionado com o fim do tempo de graça, da seguinte
forma:
“Então vi Jesus que
havia estado a ministrar diante da Arca a qual contém os dez mandamentos lançar o incensário. Levantou as mãos e
com grande voz, disse: ‘Está Feito’! E toda a hoste angélica tirou suas coroas
quando Jesus fez a solene declaração de Apocalipse 22: 11: ‘Continue o injusto
fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na
prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’”.
O verso cinco de Apocalipse oito, além de nos dizer que as trombetas serão
tocadas até ao final do tempo de graça, inclui um segundo ponto: Houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos.
Estes eventos sobrenaturais, pertencentes à sétima trombeta, conectam-na diretamente
à segunda vinda de Jesus, como mencionamos no início desta introdução.
Após apresentar este contexto situacional das trombetas, João diz:
“Então, os sete anjos que tinham as sete trombetas preparam-se para tocar”.
Apocalipse 8: 6.
White, apesar de acatar a aplicação histórica das sete trombetas,
desenvolvida por Urias Smith e de ter apresentado esta teoria no livro O Grande
Conflito, defende também uma aplicação futura para as mesmas, colocando as
trombetas soando primeiro, como segue:
“Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra;
uma taça após a outra será derramada sucessivamente... cenas de estupendo
interesse se acham precisamente diante
de nós.” (1) (grifos e negritos meus)
Uma aplicação passada para as sete
trombetas foi válida e sustentadora da Igreja Remanescente há mais de um século
atrás. Uma futura aplicação, corretamente entendida, não destruirá a antiga e
continuará agregando informações que serão úteis para a última geração, pois:
“Estas
coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas como advertência nossa,
de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado”. (I Cor 10: 11)
Esta declaração dá à última geração um direito especial: usar tudo o que
está escrito e aplicá-lo a seus próprios dias; mormente quando as Escrituras e
a profetisa do tempo do fim assim o declaram. Esta prerrogativa não dá
permissão para destruir nenhuma das antigas verdades sobre as quais a Igreja Remanescente
foi fundada. Estende-se apenas para aplicações suplementares pertinentes ao
futuro.
Tendo em consideração que nas
Escrituras são abundantes as ilustrações de profecias com dupla aplicação, e
crendo ser este o caso aqui, defenderemos a hipótese de que as sete trombetas são
também juízos de Deus destinados a proteger os seus filhos que se encontram em
Israel, eliminar os terríveis agressores que os ameaçam e, também, atrair a
atenção daqueles que se encontram entre as nações, para o Senhor dos Exércitos
que se manifesta em Sião, ‘pré-anunciando’ o fechamento da porta da graça.
White endossou esta interpretação
quando colocou as trombetas no contexto da guerra do Armagedom:
“Terá lugar a batalha do Armagedom
(detalhada na sexta trombeta) e o capitão
das hostes do Senhor estará à frente dos anjos do céu para dirigir a batalha.
Solenes eventos ocorrerão no futuro”.
Mensagens Escolhidas, volume III, p. 487.
Finalmente lemos em
Comentários sobre o Apocalipse (traduzido do Comentário Bíblico Adventista), p.
147: “Os quatro primeiros anjos tocam as
trombetas e seguem-se grandes pragas”. Vamos a elas.
2.1.4.2 – As quatro primeiras
trombetas
2.1.4.2.1 A Primeira Trombeta (Apocalipse 8: 7)
“O
primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e
foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das
árvores, e também toda erva verde”.
A similitude desta praga com a sétima que caiu no Egito é marcante:
“E Moisés estendeu a sua vara para o
céu; o Senhor deu trovões e chuva de pedras (saraiva), e fogo desceu sobre a terra do Egito... por toda a terra do Egito a
chuva de pedras feriu tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais;
feriu também a chuva de pedras toda a planta do campo e quebrou todas as
árvores do campo”. Êxodo 9: 23-25.
A primeira trombeta apenas
acrescenta sangue à sétima praga do Egito. Isto pelo fato dela estar
intimamente relacionada com a guerra do Armagedom, onde o sangue ímpio será
derramado, conforme Ezequiel 38: 22:
“Contenderei com
ele (com Gogue) por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre as
suas tropas e sobre os muitos povos que estiverem com ele”.
Este flagelo cairá, certamente,
quando o exército de Gogue estiver cercando a cidade de Jerusalém, conforme
Apocalipse 14: 18-20:
“Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que
tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz para o que tem a foice
afiada, dizendo: Toma a tua foice, e ajunta os cachos da videira da terra,
porquanto as suas uvas estão amadurecidas. Então o anjo passou a sua foice na
terra e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de
Deus. E o lagar foi pisado fora da
cidade, e correu sangue do lagar até
aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios”.
Assim, a sétima praga do Egito se
reproduzirá, só que em escala mais ampla e severa, num raio de 300 quilômetros,
onde a saraiva com fogo se misturará com o sangue vertido pelos exércitos de
Gogue que alcançará a altura dos freios dos seus cavalos.
Joel 3: 12-13 se referindo a esta praga, justifica a mesma, dizendo:
“Levantem-se as
nações, e sigam para o vale de Josafá;
porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor. Lançai a foice,
porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam; porquanto a
sua malícia é grande”.
2.1.4.2.2 A Segunda Trombeta (Apocalipse 8: 8-9)
“O
segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas
foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue, e morreu a terça
parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça
parte das embarcações”.
Temos aqui a revelação de que um gigantesco asteroide atingirá o mar, onde
estará concentrada a força naval das nações inimigas de Israel. O
extraordinário choque com o mar, bem como as ondas gigantes decorrentes
destruirão a terça parte das embarcações. Recentes estudos da NASA revelam a
crescente possibilidade de uma parte do sol se deslocar do mesmo, no processo
de uma de suas erupções, podendo atingir a Terra no curto prazo. O difícil é
imaginar as dimensões deste asteroide ou mesmo deste fragmento do sol,
destinado a destruir a terça parte dos seres vivos presente neste mar. As consequências
deste flagelo sobre a estabilidade climática do planeta serão examinadas no quarto
capítulo - o das pragas.
2.1.4.2.3 A Terceira Trombeta (Apocalipse 8: 10-11)
“O terceiro anjo tocou a trombeta, e
caiu do céu sobre a ‘terça parte’ dos rios, e sobre as fontes das águas uma
grande estrela, ardendo como tocha. O nome da estrela é Absinto; e a terça
parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa
dessas águas, porque se tornaram amargosas”.
O meteoro é um corpo celeste que entra na atmosfera da Terra com grande
velocidade, incandescente com o calor gerado pela resistência do ar. Se este
meteoro for suficientemente grande, tal impacto poderá criar partículas nocivas
suficientes para contaminar as fontes de água doce. O fato é que o exército de
Gogue, da terra de Magogue, citado em Ezequiel 38 e 39, ao vir contra
Jerusalém, apresentará os sintomas característicos de quem morre de sede,
conforme vimos em Zacarias 14: 12. Parece evidente que estes rios estão
relacionados com a terra de Israel.
2.1.4.2.4 A Quarta Trombeta (Apocalipse 8: 12-13)
“O quarto anjo tocou a trombeta, e
foi ferida a ‘terça parte’ do sol, da lua e das estrelas, para que a terça
parte deles escurecesse e, na sua terça parte, não brilhasse, tanto o dia como
também à noite. Então, vi e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia
em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na Terra, por causa das restantes vozes
da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar”.
Esta trombeta além de anunciar a gravidade das últimas três pragas, diz que
o sol, a lua e as estrelas serão ‘feridos’. Se isto acontecer devido a um corpo
celeste transitório ou desgovernado (como os vistos nas segunda e terceira
trombetas), ou se estes desastres afetarão a atmosfera de tal forma que estes
astros cheguem a ficar invisíveis por um período de mais ou menos quatro horas tanto
do dia como da noite, é a questão.
Sabemos, entretanto, que o fenômeno está intimamente relacionado com a
guerra do Armagedom e foi citado também pelo profeta Joel:
“Multidões,
multidões no vale da decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da
decisão. O sol e a lua se escurecem, e
as estrelas retiram seu resplendor. O
Senhor brama de Sião, e se fará
ouvir de Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o
refúgio do Seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel. Sabereis assim que Eu Sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, Meu
santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não passarão mais por ela”. Joel 3: 14-17.
Quando, pois, o povo de Deus distribuído em toda a Terra perceber esses
fenômenos (escuridão de dia e de noite, naquela região), poderá situar-se no
desenrolar do tempo profético e ver a poderosa atuação do capitão das hostes do
Senhor, interferindo diretamente na batalha do Armagedom. Mais detalhes poderão
ser vistos no Anexo 4 que discute todo o livro de Joel.
2.1.4.3 As Três Últimas Trombetas
(três ais sobre os ímpios)
2.1.4.3.1 – A quinta trombeta, o
primeiro ai (Ap. 9: 1-12).
A quinta trombeta, de natureza diferente das quatro primeiras, descreve o
trabalho de anjos maus que farão prodígios para congregar os reis do mundo,
visando, inicialmente, o desmembramento do Novo Estado Palestino do território
israelense. Depois, para formalizar a
invasão dos países do Oriente Médio contra a Terra Santa e, finalmente,
para trazer os exércitos confederados do Norte e do Oriente contra o povo de
Deus, em Israel.
O texto dá detalhes quanto à quantidade dos espíritos malignos envolvidos,
como eles pensam; quem é o seu líder, quais métodos utilizam, como se veem, como
atuam, e quanto tempo levarão para realizar o seu propósito. À quinta trombeta,
pois:
Apocalipse 9: 1 “O quinto anjo tocou
a trombeta, e vi uma estrela caída do céu na Terra, e foi-lhe dada a chave do
poço do abismo”.
Quem é esta estrela? Em primeiro lugar, percebemos uma diferença entre a
estrela da terceira trombeta e esta da quinta. A estrela da terceira trombeta designa-se
como ‘uma’ (Apocalipse 8: 10). Porém esta, da quinta trombeta, é afetada pelo
pronome lhe: foi-lhe dada;
obviamente referindo-se a uma pessoa. E quem seria essa pessoa? Em Apocalipse
12: 9 e 4 lemos que Satanás foi precipitado na Terra, trazendo consigo um terço
das estrelas do céu. Jesus também disse: Eu vi Satanás, como um raio, cair do
céu - Lucas 10: 18. Satanás, esta estrela caída do céu é mencionado ironicamente
também em Isaías 14: 12:
“como caíste do céu, ó estrela da
manhã, filho da alva”!
Apocalipse 9: 11 define melhor esta estrela, dizendo:
“e tinham sobre eles, como seu rei, o
anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom (Na Ref.
Marginal, Destruidor)”.
Enquanto Jeová é o autor da vida e de toda a criação, Satanás é conhecido
como o destruidor! Assim, a quinta trombeta é uma descrição vívida de Satanás e
de seu exército de anjos malignos, que trabalharão sob a sua direção, na
condução para a guerra do Armagedom. Vejamos, agora, como é que aparecem na
história, esses liderados de Satanás:
Apocalipse 9: 2 “Ela (a chave) abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do
poço como fumaça de grande fornalha, e, com a fumaceira saída do poço,
escureceu-se o sol e o ar”.
Em Apocalipse 20: 1-3 temos uma descrição deste poço, mas no sentido
inverso. Enquanto que na quinta trombeta Satanás abre o poço e libera os ímpios,
que aparecem como uma nuvem de gafanhotos – ver Anexo 4, no Apocalipse 20 ele é
preso no mesmo poço do abismo para que não engane as nações. Na quinta trombeta
as restrições circunstanciais são removidas e Satanás recebe luz verde para
enganar os ímpios por meio dos anjos maus que até então estiveram presos em
cadeias de escuridão, conforme Judas 6:
“e a anjos, os que não guardaram o
seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado
sob trevas em algemas eternas, para o juízo do grande dia”. Ver, também, II
Pedro 2: 4.
Apocalipse 9: 3 “Também da fumaça
saíram gafanhotos para a Terra e foi-lhes dado poder, como os que têm os
escorpiões da Terra”.
Na sexta praga estes espíritos imundos se assemelham a rãs, por causa das
suas vozes que são ouvidas sem que elas sejam vistas (reuniões secretas). Na
quinta trombeta são chamados de nuvens de gafanhotos, por causa de seu grande
número (duzentos milhões, como veremos na sexta trombeta). E foi-lhes dado (aos
anjos maus, misturados com os exércitos de Gogue) poder de ferir como
escorpiões.
Apocalipse 9: 4 “e foi-lhes dito que
não causassem dano a erva da terra, nem a qualquer coisa verde, nem a árvore
alguma (na verdade não se trata de gafanhotos) e tão somente aos homens que não têm o selo de Deus sobre a fronte”.
Esta trombeta é estrategicamente diferente da primeira que destruiu a
natureza, bem como das três seguintes. Agora, Satanás e seus anjos se envolvem
numa guerra psicológica com os reis da terra, visando destruir o povo de Deus situado
em Israel, o qual está sendo selado (as primícias) para a salvação eterna e
impedir que ele cumpra os desígnios do Altíssimo para os últimos dias.
Apocalipse 9: 5 “Foi-lhes também
dado, não que os matassem, e sim que os atormentassem durante cinco meses. E o
seu tormento era como o tormento de escorpião quando fere alguém”.
Alguns espíritas têm confessado que, quando estão sob o poder de espíritos
maus são fortemente atormentados. Falam até que seus filhos têm sido tocados,
estrangulados ou arranhados por estes espíritos. Falam de noites sem sono e frequentadas
pelo terror. Estes espíritos maus não vacilam em torturar fisicamente. “Eles tinham caudas como escorpiões e tinham
aguilhões em suas caudas” (verso 10). Qualquer um que se envolva com eles,
sofrerá desta maneira, extrema agonia.
Unicamente os que têm o selo de Deus escaparão (Salmo 91: 10-11) desta
influência maligna.
No verso cinco é apresentado,
também, o prazo de tempo em que os ímpios serão atormentados pelos demônios enquanto
são ‘induzidos’ a realizar o ataque à Jerusalém: cinco meses. O seu tormento,
certamente terá origem no medo dos desdobramentos futuros desta empreitada, por
sentirem que se trata do estopim para a temida guerra do Armagedom.
Mas alguns ímpios poderiam escapar do tormento, pelo suicídio?
Apocalipse 9: 6 “Naqueles dias, os
homens buscarão a morte e não a acharão; também terão ardente desejo de morrer,
mas a morte fugirá deles”.
De que outra maneira é descrito o trabalho desses demônios?
Apocalipse 9: 7 “O aspecto dos
gafanhotos (dos demônios e dos ímpios) era
semelhante a cavalos preparados para a peleja; na sua cabeça havia como que
coroas parecendo de ouro; e o seu rosto era como rosto de homem”.
Os demônios são descritos como perfilados militarmente, porque se confundem
com a cavalaria de Gogue. Coroas de ouro são mencionadas porque eles vão ao
encontro dos reis; sua missão é negociar com líderes e cabeças de Governos. Os
seus rostos sendo ‘como’ de homens indicam que essas criaturas não são
realmente humanas. Mas será que estes espíritos maus podem realmente assumir
corpos e rostos de homens? Vejamos uma declaração de White:
“Pilatos exclamou
outra vez: Quereis que vos solte o Rei dos judeus”? “Mas eles clamaram
novamente: fora daqui com este, e solta Barrabás. Que farei então de Jesus,
chamado Cristo? Indagou Pilatos. De novo a multidão encapelada rugiu como
demônios. Os próprios demônios, em forma humana, achavam-se na turba”. (2)
Vemos, nesta passagem do Espírito de Profecia que demônios com rostos de
homens podem muito bem aparecer nas assembleias e concílios, para defenderem um
complô contra o povo de Deus, da mesma forma que o fizeram contra Cristo,
diante de Pilatos.
Apocalipse 9:8 “tinham também
cabelos, como cabelos de mulher; os seus dentes, como dentes de leão”.
Homens com cabelos de mulheres certamente são consistentes para o
tratamento com os líderes árabes. Certamente estes demônios assumirão a
aparência daqueles com os quais estarão envolvidos.
Os dentes como de leão representam a sua crueldade e poder sobre a presa.
Vejamos como Joel 1: 6 apresenta estes exércitos árabes e o mal que causarão ao
povo de Deus ao longo da quinta e sexta trombetas:
“Porque veio um
povo contra a Minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e têm os queixais de
uma leoa. Fez de Minha vide uma assolação, destroçou a Minha figueira,
tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos”.
Apocalipse 9: 9 “tinham couraças,
como couraças de ferro; o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de
carros de muitos cavalos, quando correm à peleja”;
A importância da couraça (um prato de metal que cobre o peito como armadura
defensiva) é que ela é usada na hora mesmo da batalha. Fato este que junto com
a declaração de ‘ferro’ demonstra que estes espíritos maus têm um propósito e
uma urgência implacáveis.
2.1.4.3.2 A Sexta Trombeta - O
Segundo Ai. (Apocalipse 9:
13-21)
Apocalipse 9: 13-14:“O sexto anjo
tocou a trombeta, e ouvi uma voz procedente dos quatro ângulos do altar de ouro
que se encontra na presença de Deus dizendo ao sexto anjo, o mesmo que tem a
trombeta: solta os quatro anjos que se
encontram atados junto ao grande rio Eufrates”.
A quinta trombeta descreveu a ação dos anjos maus junto aos reis e governantes
de todas as nações para concretizar a primeira invasão de Israel, na luta pelo
Estado Palestino. A sexta trata da deflagração desta invasão, que é seguida pela
guerra do Armagedom.
O que representam os quatro anjos refreadores dos ventos da destruição? Segundo
White, “O refreador Espírito de Deus
está mesmo agora sendo retirado do mundo. Furacões, tormentas, tempestades,
incêndios e inundações, desastres em terra e mar, seguem-se uns aos outros em
rápida sequência. Os homens não discernem as sentinelas angélicas que retém os
ventos para que não soprem até que os filhos de Deus sejam selados; mas quando
Deus mandar que seus anjos soltem os ventos haverá uma cena tal de luta que
pena nenhuma pode descrever” (3).
Apocalipse 9: 15 “foram então soltos os ventos que se achavam preparados para a hora, o dia,
o mês e o ano, para que matassem a terça
parte dos homens”.
Este verso indica a ação da sexta trombeta: a soltura dos quatro ventos. E
revela que Deus tem um dia bem definido para este fim. As palavras gregas
indicam que esta é uma data designada de antemão. A ideia que se apresenta aqui
é a de uma data pré-fixada. Nesta altura do tempo profético, considerando uma
aplicação futura para as sete trombetas, não se pode admitir uma data
simbólica, devendo a mesma ser literal. A versão bíblica New English Bible,
Oxford University Press, 1961, entre várias outras, assim se expressa:
“Os quatro anjos
foram soltos, para matar uma terça parte da humanidade. Eles haviam estado
prontos para este momento, para este mesmo ano e mês e dia e hora”.
Com respeito a este terrível flagelo previsto pela presciência do
Altíssimo, encontramos mais detalhes em Apocalipse 7:1-3:
“Depois disto vi
quatro anjos em pé nos quatro cantos a Terra, conservando seguros os quatro
ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra, nem sobre o mar,
nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o
selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, àqueles aos quais fora
dado fazer dano a terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o
mar, nem as árvores, ‘até selarmos’ em suas frontes os servos de nosso Deus”.
Depreende-se destes versos que, após o selamento, os ventos desta guerra
infernal - serão soltos. Que guerra seria esta, capaz de causar danos à Terra,
ao mar e às árvores, matando um terço dos homens? Será, certamente, aquela
envolvida com os exércitos de Israel, no vale de Megido; sim, tudo indica que
uma guerra astronômica ocorrerá no Oriente Médio. Muitos povos virão das bandas
do norte (Ezequiel 38: 15-16), atrás dos despojos (riquezas) existentes em
Israel, conforme Ezequiel 38: 13-14. Rever também os últimos versos de Daniel
11- As Profecias Ainda no Futuro, páginas 16 a 18, do primeiro capítulo.
Apocalipse 9: 16 “O número dos
exércitos da cavalaria era de vinte
mil vezes dez milhares (duzentos milhões); eu ouvi o seu número”. No livro de Ezequiel, após o derramamento do Espírito Santo sobre Israel, nos capítulos 34,
36 e 37 (Anexo 3), lemos no capítulo 38 alguns detalhes desta guerra infernal:
“Veio a mim a palavra do Senhor,
dizendo: Filho do homem volve o teu rosto contra Gogue, da terra de Magogue, príncipe
de Rôs, de Meseque e Tubal; profetiza contra ele (‘Esta referência é aos poderes do Norte da Europa chefiados pela Rússia’,
diz o comentário da Bíblia Sagrada de Scorfield p. 833), e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue,
príncipe de Rôs, de Meseque e Tubal. Far-te-ei que te volvas, porei anzóis em
teus queixos, e te levarei a ti, e todo o teu exército, cavalos e cavaleiros,
todos vestidos de armamento completo, grande multidão com pavês e escudo,
empunhando todos a espada: persas (Irã)
e etíopes, e Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas
tropas, muitos povos contigo. Prepara-te, sim, dispõe-te, tu e toda a multidão
do teu povo que se reuniu a ti, e serve-lhe de guarda”. Parenteses
acrescentados. Ezequiel 38: 1-7. “Depois
de muitos dias serás visitado; no fim dos
anos virás à terra que se recuperou da espada, ao povo que se congregou de
muitos povos sobre os montes de Israel...” “... subirás contra o Meu povo Israel, como nuvem para cobrir a terra. Nos últimos dias hei de trazer-te
contra a Minha terra, para que as nações
conheçam a Mim...” “... naquele dia será fortemente sacudida a terra de
Israel, de tal sorte que os peixes do mar, as aves do céu, os animais do campo,
e todos os répteis que se arrastam sobre a face da terra, tremerão diante da
minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão e
todos os muros desabarão por terra.” Ezequiel 38: 8-20.
Apocalipse 9: 17-18: “Assim, nesta
visão contemplei que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças cor de
fogo, de jacinto e de enxofre. As cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões e de suas bocas saía fogo, fumaça e
enxofre. Por meio destes três flagelos a saber: pelo fogo, pela fumaça e pelo
enxofre que saíam de suas bocas, foi morta a terça parte dos homens”.
Esta destruição se descreve como pelo ‘fogo, fumaça e enxofre’ devido,
provavelmente ao efeito do uso de elementos bélicos de grande poder destruidor que,
finalmente, detonarão contra o próprio exército que o conduz.
Apocalipse 9: 19 “pois a força dos
cavalos (demônios) estava nas
suas bocas (espíritos imundos, convencendo os líderes políticos) e nas suas caudas (consequência
desastrosa da guerra), porquanto as suas caudas se pareciam com
serpentes, e tinham cabeças e com elas causavam dano”. (parênteses
acrescentados)
Em Apocalipse 12: 4 e 9 lê-se que Satanás com sua cauda, arrastou a terça
parte das estrelas do céu - os seus anjos, para serem lançados fora. Da mesma
forma Satanás e seus anjos enganarão os homens com suas bocas e caudas (relação
de causa e efeito) e o resultado será a destruição que foi profetizada. Assim
como um terço dos anjos foi lançado fora do céu, um terço dos homens será
morto. Muitos ímpios, todavia, viverão para participarem do Terceiro ai,
relacionado com a segunda vinda de Cristo.
Apocalipse 9: 20-21 “Os outros
homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram
das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de
prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar,
nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem
da sua prostituição, nem dos seus furtos”.
As trombetas não guiam os ímpios ao arrependimento. Elas não são
advertências. Elas são trombetas de guerra ligadas com a batalha do Armagedom.
Elas ocorrem antes do fechamento da porta da graça – exceto a sétima e, ao
passo que advertem os justos, revelam ao Universo o que os anjos maus fazem
quando deixam de ser restringidos pelo Espírito Santo de Deus.
Apocalipse 11: 14 “É passado o
segundo ai, eis que o terceiro ai cedo virá”.
2.1.4.3.3 A Sétima Trombeta – O
terceiro ai (Apocalipse 11:
14-19)
O segundo ai, como vimos, foi a destruição que ocorreu na guerra do
Armagedom. O terceiro ai, finalmente, é trazido pela sétima trombeta – o
extermínio de todo ímpio no fim deste mundo em sua concepção atual, na segunda
vinda de Cristo.
Apocalipse 11: 15 “O sétimo anjo
tocou a trombeta e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se
tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos”.
A sétima praga (Apocalipse 16: 18)
menciona essas vozes, porém não indica o que dizem. A sétima trombeta nos diz
tratar-se de uma ação legislativa declarando que o tempo é chegado para Cristo
reinar.
As trombetas têm demonstrado, acima de qualquer dúvida, a sabedoria e
justiça de Deus e de Sua Lei. Todas as acusações de Satanás têm sido encaradas
e provadas como sem causa. As vozes de destruição declaram o juízo final sobre
a maldade - O terceiro ai, e vindicam a Deus o Pai e a Seu Filho.
Em contrapartida, neste momento, os justos serão imortalizados em glória,
conforme Daniel 7: 18: “Mas os santos do
Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de
eternidade em eternidade”.
E, de quem seriam estas vozes que se ouvem no céu, nesta hora?
Apocalipse 11: 6:“E os vinte e quatro anciãos que se
encontram sentados nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus
rostos e adoraram a Deus, dizendo”...
Considera-se, geralmente, serem os
vinte e quatro anciãos aqueles que têm sido tomados (arrebatados) ao céu
através da trasladação e ressurreição: Enoque (Gên. 5: 24), Elias (II Re 2:11),
Moisés (Judas 9) e outros: “quando (Cristo) subiu ao céu, levou cativos consigo’
(Efésios 4: 8). Estes anciãos, já com milhares de anos, agora moram no céu e
são representantes da raça humana. São homens que guiaram e amaram Israel. Eles
testemunharam a luta da grande controvérsia entre o bem e o mal. Sentados em
tronos implica em um trabalho oficial, conforme descrito em Daniel 7: 9-10: “Eu continuei olhando, até que foram postos
uns tronos...assentou-se o juízo e abriram-se os livros”. Eles,
evidentemente, tomaram parte do juízo investigativo que começou em 1844 (Dan.
8: 14), onde o direito legal ao trono é dado a Cristo, uma vez que neste juízo
é que se constituem os membros do Seu reino. A declaração dos anciãos no verso
17 é a que anuncia a segunda vinda, nos seguintes termos:
Apocalipse 11: 17“Graças te damos,
Senhor Deus, Todo Poderoso, que és e que eras, por que assumiste o Teu grande
poder e passaste a reinar”.
O próximo versículo descreve a cena precisa de Sua vinda:
Apocalipse 11: 18 “Na verdade, as nações
se enfureceram; chegou, porém, a Tua ‘ira’, e o tempo determinado para serem
julgados os mortos, para se dar o galardão aos Teus servos, os profetas, aos
santos e aos que temem o Teu nome, assim aos pequenos como aos grandes, e para
destruíres os que destroem a Terra”.
A sexta trombeta anuncia uma guerra de máxima destruição, quando a terça
parte dos homens será morta pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre (Apocalipse
9: 18). A sétima trombeta coloca esta ação no passado, dizendo: iraram-se as
nações e, em seguida vem a vinda de Cristo, considerada como a Sua ira (Apocalipse
11: 18), cujo significado é esclarecido no sexto selo:
Apocalipse 6: 14-17: “O céu
retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram
removidos do seu lugar. E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os
tribunos, e os poderosos, e todo servo, e todo o livre se esconderam nas
cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí
sobre nós e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono e da
ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande
dia da Sua ira; e quem poderá subsistir”?
Assim, a sétima trombeta dá a cena e o momento preciso para a segunda vinda
de Jesus. Este evento é descrito no Grande Conflito: “Surge logo no Oriente (lado do nascimento do sol, de onde vêm os
reis – Apocalipse 16: 12) uma pequena
nuvem negra, aproximadamente da metade da mão de um homem. É a nuvem que rodeia
o Salvador, e que, à distância, parece estar envolvida em trevas... mais e mais
brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma
glória semelhante ao fogo consumidor... Jesus, na nuvem, avança como poderoso
vencedor... nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é
apta para conceber seu esplendor... O semblante divino irradia o fulgor
deslumbrante do sol meridiano... O Rei dos reis desce sobre a nuvem, envolto em
fogo chamejante”. (4).
Assim, o resplendor extraordinário de Sua presença chega a ser para os
ímpios a ‘ira de Deus’, pois eles mesmos têm desprezado a preparação necessária
para este encontro. Ao eleger o mal, Deus os ‘entrega’ para a destruição e eles
perecem – no terceiro ai.
Quanto ao tempo para julgar os mortos, o juízo que está para começar é o
dos ímpios, durante o milênio, conforme Apocalipse 20: 4:
“Vi também tronos, e nestes
sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade
de julgar. Vi ainda a alma dos decapitados por causa do testemunho de
Jesus, bem como por causa da Palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a
besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e
viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”.
Durante o milênio, portanto, os salvos julgarão os ímpios, conforme I Cor
6: 2-3:
“Não sabeis vós que os santos hão de
julgar o mundo? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?”
Quanto ao galardão recebido pelos salvos: a vida eterna, diz White:
“Por entre as vacilações da Terra, o
clarão do relâmpago e o ribombar do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos
que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o
céu, brada: ‘Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi’!
Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os
que a ouvirem viverão. E a Terra inteira ressoará com o passar do exército
extraordinariamente grande de toda nação, tribo, língua e povo. Do cárcere da
morte vêm eles, revestidos de glória imortal, clamando: ‘Onde está, ó morte, o
teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória”? (I Cor 15: 55).
“E os vivos justos e os santos
ressuscitados unem as vozes em prolongada e jubilosa aclamação de vitória... Surgem,
porém, com a louçania e vigor de eterna mocidade... as formas mortais,
corruptíveis, destituídas de garbo, poluídas pelo pecado, tornam-se perfeitas,
belas e imortais. Todos os defeitos e deformidades são deixados no túmulo.
Restabelecidos à árvore da vida, no Éden há tanto tempo perdido, os remidos
crescerão até a estatura completa da raça em sua glória primitiva. Os últimos
traços da maldição do pecado serão removidos, e os fiéis de Cristo aparecerão
‘na beleza do Senhor nosso Deus’, refletindo no espírito, alma e corpo, a
imagem perfeita de seu Senhor. Oh! Maravilhosa redenção! Há tanto tempo objeto das
cogitações; há tanto tempo esperada, contemplada com ávida expectativa, mas
nunca entendida completamente!”
“Os justos vivos
são transformados ‘num momento, num abrir e fechar de olhos’. À voz de Deus
foram eles glorificados e agora se tornam imortais, e com os santos
ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. Os anjos
‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra
extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos aos braços de suas
mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se
separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus”. (5).
Quanto à expressão –“chegada da tua
ira: o tempo de destruíres os que destroem a Terra” - sabemos que Deus não
é o destruidor; ao contrário, é o Criador – é o doador da vida – é o
mantenedor. É Satanás que tem o nome de Apolion, que significa o Destruidor.
Estes juízos terríveis não são um trabalho destrutivo de Deus, senão uma
manifestação completa do trabalho destrutivo de Satanás e seus seguidores. A
volta de Jesus é para destruir o trabalho de destruição do destruidor, e de
todos os que se identificam com ele. O pecado é destrutivo. Satanás se rebelou
contra as leis de Deus que estão destinadas a preservar a criação. A rebelião
de Satanás, demonstrada sobre este planeta, tem provado sem sombra de dúvidas,
que lutar contra as leis de Deus resulta unicamente em destruição. É o pecado
que, finalmente destrói a tudo o que vive, a tudo o que é criado, formoso e bom.
– ver Rom. 6: 23. Diz Isaías 24: 5-6:
“na verdade a Terra está contaminada
por causa de seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos,
e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a Terra”.
“A Terra
inteira se parece com um terreno assolado. A ruína das cidades e vilas
destruídas pelo terremoto, as árvores desarraigadas, pedras escabrosas
arrojadas pelo mar ou arrancadas da própria terra, espalham-se pela sua
superfície, enquanto vastas cavernas assinalam o lugar em que as montanhas
foram separadas da sua base”. (6).
O último capítulo
de Zacarias encerra este assunto, dando um salto de mil anos à frente para tratar
da descida da nova Jerusalém do céu para esta Terra:
“Naquele dia estarão
os Seus pés sobre o monte das oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o
oriente; o monte das oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o
ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o
norte, e a outra metade para o sul”. Zacarias 14: 4
A nova Jerusalém
não poderá descer sobre a Terra contaminada pelo pecado. Será necessário, nesta
ocasião, se providenciar uma porção de terra virgem para a descida da santa
cidade. A parte restante da Terra será purificada pelo fogo. O verso cinco
apresenta a reação dos ímpios ressurretos, quando o Senhor desce com os seus
santos: “Fugireis pelo vale dos meus
montes, porque o vale dos meus montes chegará até Azel; sim, fugireis como
fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então virá o Senhor meu Deus, e todos os santos com Ele”. Zacarias
14: 5
Contudo Satanás,
saindo de sua prisão após os mil anos,
“sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue a fim de reuni-las para
a peleja. O número dessas é como a areia do mar. Marcharam, então, pela
superfície da Terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida;
desceu, porém, fogo dos céus e os consumiu”. Apocalipse 20:8-9.
Zacarias 14: 8 fala,
então, do novo paraíso já estabelecido e do rio da água da vida, nascendo do
trono de Deus:
“Naquele dia também sucederá que correrão de Jerusalém águas
vivas, metade delas para o mar oriental, e a outra metade até ao mar ocidental;
no verão e no inverno sucederá isto”.
João, no Apocalipse
22: 1-2 acrescenta que das margens verdejantes do rio da vida ergue-se a
imperecível árvore da vida, como garantia de vida eterna:
“Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como
cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma a
outra margem do rio, está a árvore da vida...”
Zacarias 14: 9-10
apresenta, finalmente, o reino de Jesus estabelecido na Terra renovada: “O Senhor será rei sobre toda a Terra;
naquele dia um só será o Senhor, e um só será o Seu nome. Toda a terra se
tornará como a planície de Geba à Rimom ao sul de Jerusalém; esta será exaltada
e habitada no seu lugar, desde a
porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até a porta da esquina, e
desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei”.
Voltando às
trombetas, vejamos o último verso: Apocalipse 11: 19 “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a
arca da aliança no seu santuário; e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremotos
e grande saraivada”.
Este fato que encerra as trombetas é o mesmo que dá início às sete últimas pragas,
que revelam os principais flagelos que marcarão o último ano desta velha Terra.
Antes, porém, de nos reportarmos a elas, veremos os sete trovões, situados
estruturalmente entre a sexta trombeta – a qual trata especificamente da guerra
do Armagedom e a sétima trombeta que apresenta o retorno do Senhor Jesus, em
glória e majestade. O juízo dos vivos, como parte deste contexto, será também
examinado no final do próximo capítulo.
Capítulo 3. Os sete trovões e o
epílogo de Daniel doze
3.1 Introdução
Após a guerra do
Armagedom desenvolvem-se as cenas da quarta visão do Apocalipse, a qual forma
um parêntese envolvendo todo o capítulo dez e os primeiro quatorze versículos do
capítulo onze deste livro. Temos dentro deste parêntese um panorama que parte do
Decreto Dominical, passa pelo juízo dos vivos e vai até ao retorno de Jesus,
descrito na sétima trombeta.
Inicialmente
abordaremos os seis primeiros versos desta visão, que tratam dos sete trovões.
Para facilitar o entendimento, faremos um paralelo com o capítulo 12 de Daniel,
particularmente com os versos de 5 a 13, chamados de Epílogo deste livro, no
Comentário Bíblico Adventista – versão em espanhol, p. 905. Finalmente
trataremos do juízo dos vivos, tratado em Apocalipse 11: 1-14.
3.2 – Os sete trovões
Apocalipse 10: 1 “Vi outro anjo forte
descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco íris por cima de sua cabeça; o
rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo”;
Pelas características deste anjo
forte damo-nos conta tratar-se do Senhor Jesus, descendo do céu. Em Apocalipse
1: 16, por exemplo, vemos que é o rosto de Jesus glorificado que brilha como o
sol. Ver, também, Mateus 17: 2. White confirma essa hipótese: “O poderoso anjo que instruiu a João não era
outro personagem senão Cristo.” (7) O sentido etimológico da palavra anjo é
mensageiro. Aqui Jesus tem algo muitíssimo importante a dizer.
Apocalipse 10: 2: “e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o pé
direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra”.
A palavra livrinho aparece somente
no presente capítulo e sugere tratar-se de um dos livros da Bíblia, uma vez que
esta é reconhecida como uma coleção de 66 livros. A palavra aberto, no original
grego implica em que o livrinho fora aberto (porque estava fechado), e ainda
continuava aberto. A senhora White nos revela que a abertura do livrinho era
uma mensagem com relação ao tempo, e
acrescenta: “A verdade com relação ao tempo
do advento de nosso Senhor foi a preciosa mensagem para a nossa alma.”
(8) E conclui: “Colocando o seu pé
direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, mostra o papel que Jesus
está desempenhando nas cenas finais da grande controvérsia contra Satanás.”
(9)
Poderia surgir a pergunta: De qual
livro da Bíblia nos é dito que fora fechado (selado) e que deveria ser aberto
no tempo do fim?
Para responder essa pergunta retornemos ao
livro de Dan 12: 4 “Tu, porém, Daniel,
encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o
esquadrinharão e o saber se multiplicará”.
Esta recomendação aplica-se, particularmente, à porção das profecias de
Daniel que tratam especificamente dos últimos dias, uma vez que o restante do
livro fora compreendido. Concluímos, assim, haver uma interação importante
entre estes dois capítulos da Bíblia. Diz White: “Os livros de Daniel e Apocalipse são um. Um é uma profecia, o outro,
uma revelação; um, um livro selado, o outro, um livro aberto.” (10) Tudo
indica que esse enunciado aplica-se, de forma mais intensa, aos capítulos 12 de
Daniel e 10 do Apocalipse, o que pretendemos comprovar.
Antes de continuarmos, gostaríamos
de abrir um parêntese sobre a expressão ‘encerra as palavras’, de Daniel 12: 4.
Diz-nos o texto que Daniel devia encerrar, neste verso, as palavras de seu
livro como um todo. E, se verificarmos os três primeiros versículos deste
capítulo, concluímos ser este realmente o caso. Estes três versos nos levam,
inquestionavelmente, ao ponto culminante das profecias de Daniel: final do
juízo no Santíssimo – do juízo dos vivos e fechamento da porta da graça, quando
será tido por salvo todo o que for mantido inscrito no livro da vida – verso 1.
A inspiração faz questão de nos levar até mesmo ao final do tempo de angústia
de Jacó, no qual os filhos de Deus estarão se livrando do decreto de morte, o
que coincide com a queda de Babilônia (rei do Norte), anunciada em Daniel 11:
45 e confirmada em Apocalipse 16: 19. Miguel, o Grande Príncipe, representa
Jesus, o mesmo personagem de Apocalipse 10: 1-2, só que no Apocalipse 10 Ele já
se encontra descendo à Terra na forma de um anjo forte para participar
ativamente da peleja final – Apocalipse 17: 14, onde todo o ímpio será morto
pelo sopro de Sua Palavra ( II Tessalonicense 2: 8).
Lemos, ainda, em Daniel 12: 2: “Muitos dos que dormem no pó da terra
ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno.”
Daniel apresenta uma sucessão de delineações proféticas que vão agregando
detalhes que nos levam até ao final glorioso da História terrestre. Aqui, já
nos encontramos no limiar da eternidade, quando, justamente, terá lugar a
ressurreição parcial dos mortos. Estamos, portanto, às portas da segunda vinda
de Cristo! Este é o dramático final das profecias deste livro.
Daniel 12: 3 apresenta a recompensa
gloriosa dos justos vivos – livramento do Decreto de Morte, demarcando o
encerramento do livro, concluído, objetivamente, no verso 4: “encerra as palavras e sela o livro.”
Há, contudo, outros nove versículos
no último capítulo do livro de Daniel (5 a 13), o epílogo. Trata-se de um
discurso falado depois da conclusão de um drama, servindo para dar entendimento
ao mesmo. E, como tal, foi agregado para auxiliar no entendimento do grande
final profético. Ele apresenta, portanto, algo novo e indispensável para a
compreensão final das visões relacionadas com o tempo do fim. E, como veremos a
seguir, ele deverá ser estudado em paralelo com a continuação do estudo de Apocalipse
10, porque apresenta importantíssimos pontos de cruzamento com este capítulo,
sendo, justamente, na interação com a Revelação do Apocalipse 10 que ele revela
sua real e gloriosa magnitude. O que estava fechado em Daniel então se abre e a
luz passa a brilhar no contexto do Apocalipse. Concluída a introdução, voltemos
ao Apocalipse 10: 3-4.
3.3 A relação dos sete trovões com o Epílogo
“E (Jesus) bradou em grande voz, como ruge um leão, e, quando bradou, desferiram
os sete trovões as suas próprias vozes. Logo que falaram os sete trovões, eu ia
escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: guarda em segredo as coisas que os
sete trovões falaram, e não as escrevas.”
A senhora White diz, a respeito
deste assunto, que “as coisas que os sete
trovões falaram se referem a eventos futuros (ao seu tempo, naturalmente), que serão expostos por sua ordem” (11).
Aqui
se revela que a lacuna de compreensão relativa aos sete trovões seria
concernente aos pioneiros adventistas. White, em continuação, acrescenta: “as primeiras duas mensagens angélicas deviam
ser proclamadas, mas nenhuma luz adicional deveria ser revelada antes que estas
fizessem sua obra específica” (12). Podemos assim concluir que as vozes dos
sete trovões se relacionam, mais especificamente com a mensagem do terceiro
anjo (Apocalipse 14: 9-12), também conhecida como o alto clamor do Terceiro
Anjo, vinculada à conclusão do juízo dos vivos (desenvolvido no próximo
capítulo) e iniciada oficialmente após o Decreto Dominical.
Como a profecia de Daniel referente
ao tempo do fim (Daniel 8: 14), que fala da purificação do santuário celestial
e de Daniel 9: 24-27, que detalha esta profecia por meio de vários períodos
proféticos que nos levam até o outono de 1844, foram bem compreendidas,
principalmente depois do grande desapontamento que deu origem a Igreja Remanescente
(Apocalipse 10: 8-11), temos, nos sete trovões, algo novo correspondente ao tempo
profético, que fora vetado pela divindade à compreensão dos nossos pioneiros,
exceto, certamente à senhora White, e que só seria compreendido posteriormente,
pela última geração.
Agora vem o grande desafio: se as
vozes dos sete trovões não foram reveladas, como decifrá-las? Comecemos com Apocalipse
10: 5-6:
“Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão
direita para o céu e jurou por
aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o
mar e tudo quanto neles existe: já não
haverá demora”;
Este juramento de Jesus, ligado gramaticalmente
com os sete trovões pela palavra então,
e ligado com o já não haverá demora, que é a mensagem com relação ao tempo,
relaciona-se também com o Epílogo de Daniel 12, versos 5 a 7, por meio do mesmo
juramento, e da mesma mensagem de tempo, como segue:
“ENTÃO, eu, Daniel, olhei
e eis que estavam em pé outros dois, um, de um lado do rio, o outro, do outro.
Um deles disse ao homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas? (ressurreição
especial, e a glorificação dos justos vivos, previstos nos três primeiros
versos de Daniel 12)– Ouvi o homem
vestido de linho,(que é Jesus – Daniel 10: 5-6) que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a
esquerda ao céu e jurou por aquele
que vive eternamente que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de
um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas
todas se cumprirão”.
Se estes dois juramentos representam
um o eco do outro, como parece evidente, o termo JÁ NÃO HAVERÁ
DEMORA, em Apocalipse 10
corresponde ao período decorrido após a queda do papado (depois de um tempo,
dois tempos e metade de um tempo, conforme Daniel 7: 25) e, bem mais
especificamente, depois do início da Segunda Supremacia Papal, quando o poder
do povo santo (recuperado após a queda do papado em 1798), lhe for retirado ou
destruído novamente, à semelhança do que ocorreu na Idade Média – quando,
então, estas coisas todas se cumprirão. Não sabemos, todavia, a duração desse
período – obviamente relacionado com os sete trovões. Só sabemos, por enquanto,
que será curto, posto que, segundo Jesus, já não haverá demora.
O Epílogo, no entanto, continua. O
profeta Daniel, nesta altura, se revela confuso, conforme Daniel 12: 8: “Eu ouvi, porém, não entendi; então eu
disse: meu Senhor, qual será o fim destas coisas? No verso 9 Jesus lhe
responde: “vai, Daniel, porque estas
palavras (também) estão encerradas e
seladas até ao tempo do fim”. (Parêntese suprido)
Mantendo o paralelismo com o
Apocalipse 10, esse selamento, (o segundo de Daniel 12 – o do Epílogo), vai de
paralelo com as vozes dos sete trovões que também não deviam ser registradas. O
Epílogo, todavia, continua dizendo no verso 10:
“Muitos serão purificados, embranquecidos e
provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá,
mas os sábios entenderão”.
E quando os sábios entenderão? Diz Ellen White:
“As coisas que os sete trovões falaram (os sete últimos
decretos que definem o início e o fim do tempo de angústia, como veremos),
se referem a eventos futuros que serão revelados no devido tempo”. (13). Aparentemente
não havia razão nem para Daniel, nem para os pioneiros adventistas entenderem
esta verdade presente (ou reservada) para a última geração da Terra – a nossa. Ficou, entretanto, sem resposta, a
pergunta feita em Daniel 12: 6 - Quando se cumprirão essas maravilhas, ou seja,
quanto tempo haverá até a glorificação dos justos vivos e à ressurreição
parcial dos mortos? Assim como a pergunta de Daniel 12: 8: Qual será o fim
destas coisas? Em Daniel 12: 11 Jesus libera a preciosa informação que deverá
dar o verdadeiro desfecho às profecias e a consumação definitiva aos períodos
proféticos:
“Depois do tempo em
que o sacrifício diário for tirado e posta a abominação desoladora haverá ainda 1290 dias”.
Se em Daniel 11: 31 a retirada do
sacrifício diário e o estabelecimento da abominação desoladora representaram o
surgimento de Roma papal, em 538 DC, como líder da Igreja Cristã Mundial, a
repetição deste fato em Daniel 12: 11 indica, inquestionavelmente, a imposição
legal da segunda supremacia papal, futura, quando, por influência deste mesmo
poder, será imposto ao mundo um Decreto Dominical desautorizando o santo sábado
do Senhor (Isaías 58: 13-14), por força de lei. Daniel 12: 11, portanto, não só
trata da recuperação da ferida mortal sofrida pela besta medieval – Apocalipse
13: 3, como também define, com este fato, o início da contagem regressiva dos
últimos dias, que passarão pelo cumprimento das maravilhas já referidas: a
glorificação dos justos vivos e a ressurreição parcial dos mortos. Não estamos,
todavia, tratando de definir o dia nem a hora do retorno de Jesus. Nada nos
impede, contudo, de chegarmos à véspera.
Esta restauração da ferida mortal
sofrida pela besta – amplamente descrita em Apocalipse 13: 2-8 trará,
indubitavelmente, a opressão, quando o povo de Deus será de novo perseguido,
tendo o seu poder evangelístico destruído pelas forças do mal. Só que agora,
para o nosso consolo e encorajamento, Jesus
jura, solenemente, que já não haverá demora – que o período será limitado
em apenas 1290 dias literais, a serem contados a partir do estabelecimento do
Decreto Dominical Mundial. Sim, Jesus jura que desta vez não haverá demora!
“Deus, quando quis
mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu
propósito, se interpôs com juramento.” Hebreus 6: 17.
Esta linha de tempo de Daniel 12: 11 avança trinta dias sobre a linha
demarcada em Apocalipse 13: 5 que trata do mesmo período. Explicaremos esta
diferença no final do capítulo.
Como estamos admitindo, tacitamente,
novas linhas futuras de tempo que, por decreto do Altíssimo escaparam à
compreensão de nossos pioneiros, e, por isso mesmo, não têm sido defendidas
pela Igreja, precisamos fazer um esclarecimento: O Comentário Bíblico
Adventista diz que todas as linhas de tempo profético se esgotaram em 1844 e
que de lá para cá não teríamos nenhum tempo profético estabelecido. E, ainda
pior, dá como fonte dessa informação as palavras da senhora White.
White, no entanto, não disse
exatamente isso. Quando ela falou sobre os períodos proféticos de Daniel, que
acabaram todos em 1844, ela se referia à grande cadeia profética de Daniel 8:
14 e Daniel 9: 24-27, em discussão naquela época, cujos períodos proféticos
(2300 anos, 490 anos, 49 anos, 434 anos, 7 anos, dois períodos de 3,5 anos e os
1810 anos restantes) acabaram realmente todos em 1844.
O seu objetivo era o de desestimular algumas pessoas que estavam querendo
prever novas datas, dentro desta cadeia profética, na tentativa de corrigir o
erro de interpretação cometido pelos pioneiros da época. Ela, no entanto, não
se referia aos demais períodos proféticos da Bíblia, e mesmo do livro de
Daniel, uma vez que em uma Revista Adventista de 1883, ela diz:
“os períodos proféticos do livro de
Daniel estendendo-se até às vésperas da grande consumação, lançam um facho de
luz sobre os eventos que então acontecerão”. (14)
Ora, se a grande consumação é a segunda vinda de Jesus, a véspera da grande
consumação não pode ser reportada para 1844. E os únicos outros períodos
proféticos, citados por Daniel e ligados estritamente ao tempo do fim,
encontram-se no Epílogo do capítulo 12 que, combinados com Apocalipse 13: 5
podem nos levar, realmente, às vésperas da grande consumação, como veremos.
Diz-nos a pena inspirada:
“Conquanto ninguém
saiba o dia ou a hora de sua vinda, somos instruídos quanto à sua proximidade,
e isto nos é exigido saber”. (15)
Vale lembrar que o período de meia hora de Apocalipse 8: 1 é profético, bem
como o período de um dia de Apocalipse 18: 8, descaracterizando a máxima equivocada
do Comentário Bíblico.
Esclarecimento feito, prossigamos
com o nosso estudo. Se a Bíblia nos oferece em Daniel 12: 11 o marco de início
para a segunda supremacia papal – permitindo a contagem regressiva para os
últimos eventos da Terra, nos levando às vésperas da grande consumação, Daniel
12: 12, por seu turno, demarca o final de outra linha profética:
“Bem
aventurado o que espera e chega até
1335 dias”.
Olhando para o futuro, este bem
aventurado momento é claramente evidenciado quando a voz de Deus proclamando ‘Feito Está’, será ouvida. Estas
palavras trarão a glorificação dos justos vivos que poderão dar neste momento
de libertação do decreto de morte, a grande aclamação de vitória prevista neste
verso. Vejamos a extraordinária versão de White:
“É
a meia noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento do Seu povo... em
meio dos céus agitados, acha-se um espaço claro de glória indescritível, donde
vem a voz de Deus, como o som de muitas águas, dizendo: Feito Está! (Apocalipse 16: 17) Essa voz abala os céus e a terra.
Há um grande terremoto como nunca havido desde que há homens sobre a terra: tal
foi esse grande terremoto. (Apocalipse 16: 18). O firmamento parece abrir-se e
fechar-se. A glória do trono de Deus dir-se-ia atravessar a atmosfera... as
paredes das prisões fendem-se, e o povo de Deus que estivera retido em
cativeiro por causa de sua fé, é libertado”.
“Abrem-se
as sepulturas, e ‘muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para
a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno’(Daniel 12: 2). Uma mudança maravilhosa sobreveio aos que mantiveram
firme integridade em face da morte... seu rosto, pouco antes tão pálido,
ansioso e descomposto, resplandece agora de admiração, fé e amor. Sua voz
ergue-se em cântico triunfal: Deus é nosso refúgio e fortaleza; socorro bem
presente na angústia. A voz de Deus é ouvida
no céu declarando o dia e a hora da vinda de Jesus e estabelecendo concerto
eterno com o seu povo. Semelhante a
estrondos do mais forte trovão, suas palavras ecoam pela terra inteira. O
Israel de Deus fica a ouvir, com o olhar fixo no alto. Tem o semblante
iluminado com a sua glória, brilhante como o rosto de Moisés quando desceu do
Sinai. Os ímpios não podem olhar para eles. E, quando se pronuncia a bênção
sobre os que honraram a Deus, santificando o seu sábado, há uma grande aclamação de vitória.” (16).
Também pudera:
“nos dias da voz do sétimo anjo,
quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de
Deus, segundo Ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Apocalipse 10:7.
Esta informação é complementada no livro Desejado de Todas as Nações, 633 in
Eventos Finais, 30:
“O tempo exato da segunda vinda do
Filho do homem é o mistério de Deus”.
3.4 – A identificação dos sete
trovões
Vamos agora situar os sete trovões
neste contexto. Primeiro, comecemos com as informações que dispomos sobre os
sete trovões: eles estão relacionados com uma mensagem sobre o tempo profético
– a parte que foi selada até o tempo do fim. Não se relacionam com as profecias
de Daniel 8: 14 e Daniel 9: 24-27 porque estes períodos proféticos foram
entendidos pelos pioneiros e encerrados em 1844. Os sete trovões se referem a
eventos futuros aos dias dos pioneiros. Finalmente nos é dito que eles falam
com suas vozes. Este ponto é significativo. White, comentando Apocalipse 13:
15, referente à fala da imagem da besta, que traz o decreto de morte aos filhos
de Deus, temos:
“A fala de uma nação são os atos de
suas autoridades legislativas e judiciárias.” (17)
Estes atos judiciários, fortes como vozes de trovões (Apocalipse 6: 1)
permitirão balizar com precisão os últimos eventos do tempo de angústia prévia
(alto clamor), angústia, propriamente dita (pragas) e angústia de Jacó (decreto
de morte) dimensionados nas linhas de tempo de nosso Epílogo.
A partir destas hipóteses
acreditamos, portanto, ser válido afirmar que as vozes dos sete trovões (atos
legislativos e judiciários) representam os últimos sete decretos que balizarão
o início, o meio e o fim das últimas linhas de tempo, referidas no Epílogo de
Daniel 12 e no Apocalipse 13: 5, o que não foi compreendido pelos pioneiros da
Igreja Remanescente, conforme pré-anuncia a profecia. Estas três últimas linhas
do tempo profético (1260, 1290 e 1335 dias literais) são partes entrelaçadas da
mesma unidade e se desenrolam em uma progressão, como veremos a seguir. O
conselho inspirado da senhora White é sobremodo oportuno:
“Estudemos o
capítulo 12 de Daniel. Ele é uma advertência que todos nós precisamos saber antes do tempo de angústia”. (18)
Relacionando a citação abaixo:
“Mostrou-se que os EUA são o poder
representado pela besta de cornos semelhantes ao de cordeiro (Apocalipse 13:
11) e que esta profecia (falar como dragão) se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo”
(19).
Podemos perceber que os 1335 dias de Daniel 12: 12 darão início a todo o
processo do fim deste mundo a partir justamente do Decreto Dominical, nos
Estados Unidos e irão até quando a voz de Deus, como trovão: Feito Está (Apocalipse
16: 17) será ouvida do céu, livrando os justos vivos do Decreto de Morte. Esta
linha definirá, portanto, dois trovões: o primeiro (D. D. americano) e o quarto
(livramento do Decreto de Morte). 60 dias depois do primeiro trovão, o Decreto
Dominical americano será adotado em escala planetária. Começam, então,
simultaneamente, os períodos dos 1260 dias de Apocalipse 13: 5 e dos 1290 dias
de Daniel 12: 11, o que demarcará o soar do segundo trovão.
Os 1260 dias literais da segunda
supremacia papal (cura da ferida) vão até a implantação do Decreto de Morte, o
qual define o terceiro trovão, em consonância com Apocalipse 13: 15:
“e lhe foi dado
comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a besta falasse, como ainda fizesse morrer quantos não
adorassem a imagem da besta”.
Durante os 1260 dias, a besta reavivada reina sozinha. O período dos 1290
dias, no entanto, prosseguem por mais 30 dias. Nos primeiros quinze dias deste
último mês da Terra, depois do Decreto de Morte ter sido estabelecido, temos o
reinado da besta com os reis da Terra (este será o período de funcionamento
oficial da Nova Ordem Mundial) e corresponderá ao tempo de angústia de Jacó (uma
hora profética registrada em Apocalipse 17: 12). No final desses quinze dias,
ouve-se a voz de Deus dizendo: Feito Está, trazendo a libertação e a glorificação
dos justos bem como o início da queda de Babilônia, já no quarto trovão, pois as
armas apontadas para os justos se virarão contra ela.
Comparando com as
festas de outono, em Israel, podemos considerar este momento do Está Feito
paralelo à FESTA DAS TROMBETAS, anunciando os
quinze dias finais desta Terra. Este é o período da queda de Babilônia,
anunciado em Ap. 18: 10:
“e, conservando-se de longe, pelo
medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa
cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo”.
Os versos 17 e 19 reiteram o anúncio desta queda. No décimo dia deste
período final teremos o dia do juízo dos
vivos (quinto trovão), quando as tábuas
da lei serão vistas no céu, de conformidade com Apocalipse 11: 12:
“e as duas testemunhas ouviram grande
voz vinda do céu, dizendo-lhes: subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e
os seus inimigos as contemplaram”.
A partir daí desenvolvem-se as ações destacadas no sexto selo, Ap. 6: 15-17:
“Os reis da Terra, os grandes, os
comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo o livre se esconderam
nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos:
Caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que se assenta no trono e da ira
do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode
suster-se”? Em Apocalipse 11: 19 lemos:
“Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca
da aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões,
terremoto e grande saraivada”.
Segue White: “Quando o templo de Deus no céu for
aberto, que ocasião triunfante será para todo aquele que tiver sido fiel e
verdadeiro! Será vista no templo a arca do Testemunho em que foram colocadas as
duas tábuas de pedra, nas quais está escrita a Lei de Deus. Estas tábuas de
pedra que jazem agora na arca do Testemunho serão convincente testemunho da
verdade e dos reclamos obrigatórios da Lei de Deus”. (20)
No final deste
período de quinze dias da queda de Babilônia, estaremos na véspera da grande
consumação (sexto trovão), quando deverá ter início a FESTA DOS TABERNÁCULOS OU DAS COLHEITAS, conforme se procedia em Israel, e
com a duração prevista para uma semana, conforme o sétimo selo (Apocalipse 8:
1). A segunda vinda de Jesus se consumará ao som do sétimo trovão, anunciado
literalmente em Apocalipse 19: 6:
“Então, ouvi uma
voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! pois reina o Senhor nosso Deus, o
Todo poderoso”.
Este será o dia seguinte da queda de Babilônia anunciada no FEITO ESTÁ de Ap. 16: 17 (Sétima praga) e, também referida em Apocalipse
10: 7: “Mas, nos dias do sétimo anjo,
quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de
Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”.
A Tabela nº 3 dá o resumo da matéria
exposta.
Tabela nº 3– Representação linear dos sete trovões
|
1º Trovão
|
2º Trovão
|
3º Trovão
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4º Trovão
|
5º Trovão
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6º Trovão
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7º Trovão
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Decreto Dominical (EUA)
|
Decreto Dominical Mundial
|
Decreto de Morte
|
Libertação do Decreto de Morte
(Feito Está)
|
Dia do Juízo
(da expiação)
|
Queda final de Babilônia
|
Segunda Vinda
|
|
Início dos 1335 dias
(Ap. 13: 11 e Daniel 12: 12)
|
Início dos 1260 dias e dos 1290 dias
(Ap. 13: 3 e Daniel 12: 11)
|
Final dos 1260 dias
(Ap. 13: 15)
|
Final dos 1335 dias – Festa das trombetas
(Ap. 16: 17)
|
A lei é vista no
Céu
(Ap. 11: 9-12)
|
Fim dos 1290 dias-Véspera da grande consumação
(Ap. 18: 10, 17e 19)
|
Festa das colheitas
(Ap. 19: 6 e Ap. 8: 1)
|
3.5 - O juízo dos vivos (Apocalipse 11)
Agora vamos apresentar uma exposição
atualizada de Apocalipse 11. Não pretendemos desvalorizar outras interpretações
feitas no passado e perfeitamente ajustadas para a época.
No final do capítulo 10 temos um
grande desafio para a Igreja Remanescente – Laodiceia: “Importa que profetizes outra vez (sobre a volta de Jesus, de acordo com o
contexto) a muitos povos, e nações, e
línguas e reis.” (negrito e parêntese acrescentados).
A palavra importa confere grande responsabilidade à Igreja Remanescente
porque esta foi chamada com exclusividade. Não podemos deixar de dar o sonido
certo na trombeta, quer por excesso de zelo e mesmo por medo de precipitar uma
perseguição. Prestemos atenção para este sinal amarelo do Espírito de Profecia:
“Orgulho e fraqueza
de fé privam a muitos das ricas bênçãos de Deus. Muitos há que, se não se
humilharem diante de Deus, hão de ficar surpresos e desapontados quando soar
o clamor: Aí vem o esposo”! S. Mateus 25: 6. “Têm a teoria da verdade, falta-lhes,
porém, o óleo nos vasos para as lâmpadas.” (21).
Em Apocalipse 14: 6-7, o teor atual desta mensagem a ser apresentada ao
mundo, é: “Vi outro anjo voando pelo meio
do céu (Rádio, TV, Internet), tendo
um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a
cada nação, e tribo, e língua e povo, dizendo em grande voz: temei a Deus e
dai-lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo”. (parêntese e
grifos nossos). Esta mensagem, apesar de
engastada no contexto do selamento – juízo dos vivos (Apocalipse 14: 1-5), vem
sendo pregada pela Igreja Remanescente desde 1844, quando, de acordo com Daniel
8: 14 iniciou o juízo dos mortos. Hoje, porém, o enfoque contextualizado pelos
primeiros versos de Apocalipse 14 será requerido, com alerta especial para o
destino dos adoradores da besta (Apocalipse 14: 8-11), igualmente crucial como
verdade presente para as nações.
Apocalipse 11: 1 dá a sequência
desta pregação do evangelho eterno, com destaque agora para o juízo dos vivos,
nos seguintes termos:
“Foi-me dado um caniço de medir
semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de
Deus, o seu altar e os que nele adoram”.
Medir o santuário – o povo de Deus,
segundo I Pedro 2: 5 – significa realizar seu julgamento. As palavras: os que
nele adoram particularizam o juízo dos vivos (os mortos não adoram) que, por seu turno, só poderá ser ultimado
após o decreto dominical mundial quando os gentios não convertidos receberão o
sinal da besta e o Israel espiritual, o selamento escatológico. A exceção fica
por conta do juízo dos vivos para
Israel que, vindo primeiro, no contexto da guerra do Armagedom, os
transformarão nas primícias dos salvos.
O Espírito de Profecia contextualiza
o primeiro verso de Apocalipse onze, dizendo:
“Lembrai, quando estiverdes andando
nas ruas, ocupados com os vossos negócios, que Deus vos está medindo; quando
estiverdes desempenhando os vossos deveres domésticos, quando estiverdes
empenhados em conversação, Deus vos está medindo. Lembrai que vossas palavras e
ações estão sendo fotografadas nos livros do céu, como a face é reproduzida
pelo artista na chapa polida... Eis a obra prosseguindo, medindo o templo e
seus adoradores para ver quem subsistirá no último dia”. (22)
Este, portanto, é o marco referencial histórico para o início do capítulo
11 do Apocalipse; o que não invalida aplicações anteriores, também aprovadas
por Deus.
White, depois de aplicar o capítulo
11 ao período da Revolução Francesa (23), nos adverte para uma aplicação
futura:
“todos os que querem compreender o
significado destas coisas leiam o capítulo 11 do Apocalipse. Leiam cada
versículo, informem-se das coisas que
ainda irão ocorrer nas cidades. Leiam também as cenas descritas no capítulo
18 do mesmo livro”. (24)
Além de dar uma aplicação futura
para o capítulo 11 do Apocalipse, a ligação
deste capítulo com o 18, o situa no Alto Clamor (Apocalipse 18: 1-4) –
após, portanto, o Decreto Dominical e mesmo por ocasião da queda final de
Babilônia, em uma hora profética ou quinze dias (Apocalipse 18: 10, 17 e 19),
como foi examinado no quinto trovão, quando o resultado do juízo dos vivos será reconhecido por todos os habitantes do
planeta.
Apocalipse 11: 2 “Mas deixa de parte o átrio exterior do
santuário e não o meças, porque ele foi dado aos gentios; estes, por 42 meses,
calcarão aos pés a cidade santa”.
A expressão ‘deixa de
parte o átrio exterior do santuário’ nos orienta para uma aplicação literal. Neste
caso, o medir do santuário envolverá precipuamente o juízo do povo de Deus situado
em Israel (identificação, numeração e selamento dos 144.000), conforme será
discutido no final do sexto selo, no capítulo cinco. A conversão deste grupo ao
Cristianismo se constituirá numa luz extraordinária para o mundo, conforme
lemos em Romanos 11: 15:
“Porque, se o fato de terem sido eles
rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão
vida dentre os mortos?”
Tal experiência dará força à Terceira Mensagem Angélica, iluminando a Terra
com sua glória, conforme Apocalipse 18: 1. Esta é a conexão entre os capítulos
11 e 18, aludida por White, quando a mesma compreendeu o papel de Israel dentro
das profecias para o nosso tempo.
O texto de Apocalipse 11: 2 indica que esta ação será contemporânea com o
Decreto Dominical, quando o papado romperá o acordo com Israel realizado após a
guerra do Armagedom com base na conversão dos judeus ao Cristianismo, por um
lado e respeito pelo sábado bíblico dos judeus, pelo outro. A quebra deste acordo virá pela imposição do
decreto dominical que será seguida pela invasão, sem resistência, à Terra
Santa. Esta prepotência papal trará as pragas que serão examinadas no próximo
capítulo.
Mesmo que possamos considerar nesta passagem os gentios como sendo os
ímpios do mundo inteiro que serão julgados (receberão a sentença) durante o
milênio; que eles pisarão os filhos de Deus por 42 meses, após o Decreto Dominical
destinado a revelar quem é quem no juízo dos vivos; e ser essa uma mensagem
reprise de Apocalipse 13: 3-5, que trata, especificamente, da segunda supremacia
papal, a referência à cidade santa
foca, primariamente, Jerusalém, elevada a capital de Israel em 1980, quando a
mesma deixou definitivamente de ser pisada pelos gentios. Este argumento
depreende-se de Daniel 9: 24:
“Setenta semanas
estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para
fazer cessar a transgressão...”.
O fato da santa cidade ser pisada
‘novamente’, pois que Lucas 21: 24 diz que ela deixaria de ser pisada pelos
gentios – e, em realidade, já deixou, implica no domínio temporário da velha
Jerusalém pelo rei do Norte, como foi considerado no contexto de Daniel 11: 45, no primeiro
capítulo.
Segue Apocalipse 11: 3:
“Darei
às minhas duas testemunhas que profetizem por 1260 dias, vestidas de pano de
saco”.
“As duas
testemunhas representam as Escrituras: Velho e Novo Testamento. Ambos são
importantes testemunhas quanto à origem e perpetuidade da Lei de Deus”. (25) Ver, também, João 5: 39.
Vestidas de pano de saco significa permanecer em estado de obscuridade por
causa das perseguições religiosas, repetindo o que aconteceu na Idade Média.
Apocalipse 11: 4:
“São estas a duas oliveiras e os dois
candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra”.
Este verso confirma a ideia das
duas testemunhas serem a Palavra de Deus – os Seus santos mandamentos. As
oliveiras produzem as azeitonas que geram o azeite que, posto no candeeiro,
ilumina os caminhos do homem, conforme o Salmo 119: 105.
Apocalipse 11: 5:
“Se alguém pretende causar-lhes dano,
sai fogo de sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretende causar-lhes
dano, certamente deve morrer”.
Com base em Apocalipse 22: 19:
“Se alguém tirar qualquer coisa das
palavras do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida, da
cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”, o castigo
previsto no verso cinco se aplicará a todos aqueles que, por sua influência levarem
os homens a considerar levianamente as Escrituras e a santa Lei. Isto porque:
“Elas
têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que
profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em
sangue, bem como para ferir a Terra com toda a sorte de flagelos, tantas vezes
quantas quiserem”. Apocalipse 11: 6.
Este versículo declara que o cumprimento extraordinário da Palavra profética
de Deus, como foi nos dias do profeta Elias e de Moisés, se repetirá tantas
vezes quantas forem necessárias. Como aconteceu no passado, tudo o que se tem
profetizado, acontecerá! Não podemos interferir!
Diz o Apocalipse 11: 7:
“Quando tiverem,
então, concluído o testemunho que devem dar a besta que surge do abismo
pelejará contra elas, e as vencerá e as matará”.
Após testemunhar vestidas de pano de saco por mil duzentos e sessenta dias
literais após o Decreto Dominical, o encerramento do testemunho da Palavra de
Deus se dará ao final deste período da segunda supremacia papal (Apocalipse 11:
3) mediante a edição do Decreto de Morte contra os filhos de Deus. Cumprir-se-á
então Mateus 24: 14:
“E será pregado este evangelho do
reino a todo o mundo para testemunho a todas as nações. Então virá o fim”.
Apocalipse 17 sugere o fato de que, quando os reis da Terra se unirem para
legislar e proclamar o decreto universal de morte contra o povo de Deus,
Satanás reinará sobre eles – durante uma hora profética, ou seja, 15 dias, como
o oitavo rei. Ver Apocalipse 17: 12, 13 e 11. Esta forma mais arrojada do poder
satânico intentará destruir, por decreto, a Palavra de Deus, os seus Mandamentos.
E as palavras: os matará – traduzem o fato da não mais validade da Lei de Deus,
na Terra, nesta hora profética.
Quanto à besta que surge do abismo,
no início do tempo de angústia de Jacó – temos no Espírito de Profecia:
“O tempo de angústia como nunca houve
está prestes a manifestar-se sobre nós... Os espíritos diabólicos sairão aos
reis da terra e ao mundo inteiro, para segurá-los no engano, e forçá-los a se
unirem a Satanás... Como ato culminante no grande drama do engano, o
próprio Satanás personificará Cristo... alega ter mudado o sábado para o
domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou.
Declara que aqueles que persistem em santificar o sétimo dia estão blasfemando
do seu nome pela recusa de ouvirem seus anjos a eles enviados com a luz da
verdade. Os ensinos deste falso Cristo não estão de acordo com as Escrituras.
Sua bênção é pronunciada sobre os adoradores da besta e de sua imagem, a mesma
classe sobre a qual a Bíblia declara que a ira de Deus, sem mistura, será
derramada... Apenas os que forem
diligentes estudantes das Escrituras e receberem o amor da verdade, estarão ao
abrigo dos poderosos enganos que dominam o mundo”. (26).
Apocalipse 11: 8: “O seu cadáver ficará estendido na praça da grande
cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor
foi crucificado”.
A França e a Revolução Francesa têm sido identificadas como a besta da
presente passagem devido à maneira como fizeram guerra contra a religião e a
Bíblia, no passado. A nação francesa e a Revolução Francesa, no entanto, não
são mais do que uma sombra da situação do mundo ao final da sua História:
“A disseminação
mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – Tudo propende
a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que
convulsionou a França”, diz White em (27).
Assim como a corrupção de Sodoma e a
incredulidade do Egito havia se estendido por toda a sociedade e preparado o
caminho para o confronto entre Cristo e Satanás naqueles dias, uma sociedade
ímpia e incrédula atual permitirá a Satanás declarar guerra à Palavra e à Lei
de Deus e mesmo a formalização de um Decreto semelhante ao acontecido na
Revolução Francesa, ordenando a supressão dos Dez Mandamentos, o que poderia
ser entendido como a crucifixão do Senhor, na forma de Sua Palavra.
Apocalipse 11: 9 “Então, muitos dentre os povos, tribos,
línguas e nações contemplarão o cadáver das duas testemunhas, por três dias e
meio (agora literais), e não permitem
que esses cadáveres sejam sepultados”.
O mundo, extasiado, observa a guerra contra a Bíblia e à Lei de Deus e não
consegue falar de outra coisa, por três dias e meio literais. A reação dos
ímpios que se imaginam no controle da situação é a seguinte:
“Os que habitam sobre a terra se
alegram por causa deles, realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros,
porquanto esses dois profetas (o Antigo e o Novo Testamento e/ou as duas
tábuas de pedra mediante os quais são julgados os homens) atormentaram os que habitam sobre a Terra”. Apocalipse 11: 10. Parêntese
acrescentado
Os ímpios tentam desta forma,
aliviar as suas consciências, entregando-se à folia. “Mentes e corações sacrílegos pensaram que eram suficientemente
poderosos para mudar os tempos e as leis de Jeová; porém, seguros nos arquivos
do céu, na arca de Deus, acham-se os dez mandamentos originais, escritos
sobre as duas tábuas de pedra. Nenhum potentado da Terra possui poder para
tirá-las do seu esconderijo sagrado debaixo do propiciatório”. (28).
Em Apocalipse 11: 11-12 lemos: “Mas,
depois de três dias e meio, um espírito de vida, vindo da parte de Deus, neles
penetrou, e eles se ergueram sobre os pés, e àqueles que os viram sobreveio
grande medo; e as duas testemunhas ouviram grande voz vinda do céu,
dizendo-lhes: Subi para aqui. E subiram ao céu numa nuvem, e os seus inimigos
as contemplaram”.
“A substituição da
lei de Deus pela dos homens, a exaltação por autoridade meramente humana, do
domingo, posto em lugar do sábado bíblico, é o derradeiro ato do drama. Quando
essa substituição se tornar universal, Deus se revelará. Ele se erguerá em Sua
majestade para sacudir terrivelmente a Terra”. (29).
White liga ainda Apocalipse 11: 11-12 com Apocalipse 11: 19: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que
se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram
relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada”, e acrescenta:
“A glória da cidade
celestial emana de suas portas abertas. Aparece então de encontro do céu uma
mão segurando as duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. Diz o
profeta: Os céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o juiz. A mão abre
as tábuas, e se veem os preceitos do decálogo, como que traçados com pena de
fogo. As palavras são tão claras que todos as podem ler. Se desperta a memória, varrem-se de
todas as mentes as trevas da superstição e heresia, e os dez preceitos divinos,
breves, compreensivos e autorizados, apresentam-se à vista de todos os
habitantes da Terra.” (30).
Se
quisermos situar esses três dias e meio no flux final da História, precisamos,
primeiramente, recordar que a profetisa uniu os capítulos 11 e 18 à queda de Babilônia,
a ocorrer durante os últimos quinze dias literais deste mundo. Em segundo
lugar, lemos no Espírito de Profecia:
“Como a Páscoa, a Festa dos
Tabernáculos era comemorativa e também típica... indicava, no futuro, o grande
dia da colheita final, em que o Senhor da seara enviará os seus ceifeiros para
ajuntar o joio em feixes para o fogo, e colher o trigo para o Seu celeiro.
Naquele tempo os ímpios serão todos destruídos”. (31)
A festa dos Tabernáculos, iniciada
no dia 15 do sétimo mês (Levítico 23: 34), com uma duração de sete dias, vinha
sempre na sequência de outras duas festas: a das Trombetas, no primeiro dia do
sétimo mês (Levítico 23: 24) e a da expiação, no dia 10 deste mês (Levítico 23:
27). Não é de admirar que as festas do outono, fossem três e ocorressem em
quinze dias, pois que, profeticamente, se encontram alinhadas com os quinze
dias da queda de Babilônia, isto é, os últimos quinze dias deste mundo. Como a
festa dos Tabernáculos deve coincidir com a queda final de Babilônia (colheita
final), podemos representá-las conforme a Tabela 4.
Tabela nº 4 – Relação das festas de outono em Israel
com os últimos dias
|
Festas de Outono em Israel:
Festas de outono em Israel
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Festa das Trombetas
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Festa da Expiação (juízo)
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Festa dos Tabernáculos
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1º dia do 7º mês
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10º dia do 7º mês
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15º ao 21º dia do 7º mês
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Relação das festas com os últimos 15 dias
da História.
|
Feito está: Libertação pela voz de Deus
do decreto de morte.
|
A lei é vista no céu dez dias após o ‘Feito Está’ do
Senhor Jesus
|
Silêncio no céu por cerca de ½ hora (sete dias da colheita
final)
|
Como a supressão da Lei de Deus pelo homem dura três dias e meio, parece
lógico que esses três dias e meio terminem imediatamente antes do aparecimento
da Lei original no céu, justamente no dia da expiação ou do juízo, quando a sua
validade será reivindicada. Logo os três dias e meio deverão iniciar oito dias
e meio antes do início da Festa dos Tabernáculos, indo até o dia do juízo,
cinco dias antes da véspera da grande consumação.
Nesta ocasião, “Os inimigos da Lei de Deus, desde o ministro até o menor dentre eles,
têm nova concepção da verdade e do dever. Demasiado tarde veem que o sábado do
quarto mandamento é o selo do Deus vivo. Tarde demais veem a verdadeira
natureza de seu sábado espúrio e o fundamento arenoso sobre os quais estiveram
a construir”. (32)
“Naquela
hora, houve grande terremoto, e ruiu a décima parte da cidade, e morreram,
neste terremoto, sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram sobremodo
aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu. Passou o segundo ai. Eis que, sem
demora, vem o terceiro ai”. Apocalipse 11: 13-14.
Logo após a ascensão das
Testemunhas, um terremoto derruba a décima parte da cidade que, segundo Apocalipse
17: 18 é, inquestionavelmente, Roma. A décima parte, provavelmente seja o
Vaticano, sede do papado. Sete mil é um número relativamente pequeno de pessoas
mortas, mas o suficiente para levar os sobreviventes a reconhecer a soberania
de Deus, cujas testemunhas tinham desprezado. Cai Babilônia, conforme Apocalipse
18: 21-24:
“Então, um anjo forte levantou uma
pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo:
assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais
será achada. E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flauta e de
clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em
ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também
jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo e de noiva jamais em ti
se ouvirá, pois os teus mercadores foram os grandes da Terra, porque todas as
nações foram seduzidas pela tua feitiçaria. E nela se achou sangue de profetas,
de santos e de todos os que foram mortos sobre a Terra”.
O segundo ai encerra-se com estes
juízos sobre o Vaticano enquanto que o terceiro, sob os eventos descritos na
sétima trombeta, os quais culminarão de imediato com a morte de todos os
ímpios, como segue:
“O
sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do
mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos
dos séculos. E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu
trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus,
dizendo: Graças Te damos Senhor Deus Todo-Poderoso, que és e que eras, porque
assumiste o Teu grande poder e passaste a reinar. Na verdade as nações se
enfureceram; chegou, porém a Tua ira, e o tempo determinado para serem julgados
os mortos, para se dar o galardão aos Teus servos, os profetas, aos santos que
temem ao Teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a Terra”. Apocalipse 11: 15-18.
Capítulo 4 – As sete últimas pragas
Uma
visão panorâmica do último ano da Terra
4.1: Introdução
O capítulo 15 de Apocalipse introduz
o tema das sete últimas pragas. João vê outro grande sinal dos tempos,
chamado por ele de “sete anjos tendo os
sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus” (verso1). Na verdade temos aqui uma previsão da
retirada da proteção divina de sobre os ímpios. O que sucedeu ao Comunismo e ao
Islã, na guerra do Armagedom circunscrita ao Oriente Médio, agora se expandirá
sobre a besta e o falso profeta, na banda ocidental.
Diz o Espírito de Profecia: “Deus não
fica em relação ao pecador como executor da sentença contra a transgressão, mas
deixa entregues a si mesmos os que rejeitam Sua misericórdia, para colherem
aquilo que semearam”. O Grande Conflito, 36ª Ed., 1988, p. 36.
Esta ação que terá lugar após o fechamento da porta da graça levará à justa
punição os adoradores da besta e da sua imagem, a qual será seguida pela morte
deles, na segunda vinda de Cristo (II Tess. 2: 8).
“Vi
então que Jesus não abandonaria o lugar Santíssimo sem que cada caso fosse
decidido ou para a salvação ou para a destruição; e que a ira de Deus não
poderia manifestar-se sem que Jesus concluísse Sua obra no lugar santíssimo...
mas quando nosso Sumo Sacerdote concluir Sua obra no santuário, Ele se
levantará, envergará as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas
serão derramadas... vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até
que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as
sete últimas pragas”. Primeiros Escritos, p.36.
Apocalipse 15: 2-4 “Vi como que um mar de vidro (ler Apocalipse
4: 1-6), mesclado de fogo (avermelhado), e os vencedores da besta, da sua imagem e
do número do seu nome (os que deram ouvidos às três mensagens angélicas), que se achavam em pé no mar de vidro,
tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o
cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor
Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das
nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome (Apocalipse 14: 7), ó Senhor? Pois só Tu és santo; por isso,
todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça
se fizeram manifestos”.
Estes versículos constituem um
parêntese que foi apresentado ao profeta João antes da queda das pragas, assegurando-lhe
que os santos não seriam tragados no dilúvio desses flagelos. Após este
esclarecimento sobre o triunfo final do povo de Deus, ele segue com a visão das
pragas.
Ap. 15: 5-7 “Depois destas coisas (do esclarecimento do triunfo do povo de Deus) olhei, e abriu-se no céu o santuário do
tabernáculo do testemunho (santuário em forma de tenda onde se acham os dez
mandamentos, transparecendo que a contenda é contra os que quebram os santos
mandamentos), e os sete anjos que tinham
os sete flagelos saíram do santuário, vestidos de linho puro e resplandecente,
e cingidos ao peito com cintas de ouro. Então um dos quatro seres viventes deu
aos sete anjos sete taças de ouro, cheios da ‘cólera’ de Deus, que vive pelos
séculos dos séculos”.
Apocalipse 15: 8 “O santuário se encheu de fumaça, procedente
da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário,
enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos”.
Este verso é inserido para nos situar no tempo da ocorrência das sete
pragas: fim da intercessão de Jesus no juízo dos vivos – Apocalipse 22: 11.
4.2 As cinco primeiras pragas
Apocalipse 16: 1 “Ouvi, vindo do santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: ide
e derramai pela Terra as sete taças da cólera de Deus”. Esta era a voz de
Cristo (Apocalipse 1: 10).
4.2.1 - A Primeira Praga (Apocalipse 16: 2)
“Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela
Terra e, aos homens portadores da marca da besta e aos adoradores de sua imagem
sobrevieram úlceras malignas e perniciosas”.
Para sabermos melhor a
forma de operação dessa primeira praga precisamos ir a Jó 2: 6-7:
“Disse o Senhor a
Satanás, eis que Jó está em teu poder; mas poupa-lhe a vida. Então, saiu
Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó com ‘tumores malignos’, desde a
planta dos pés até o alto da cabeça”.
Vemos aqui que num caso como o da primeira praga, Deus tem o
controle da situação e Satanás o controle da execução do mal. (Ver I João 4:
8).
Como este flagelo deverá cair sobre
os portadores da marca da besta (Apocalipse 14: 10), terá lugar após a pregação
da terceira mensagem angélica e será sem mistura de misericórdia. Como cairá
sobre os adoradores da sua imagem, ela somente será autorizada após o
estabelecimento da imagem da besta (união da Igreja com o Estado (EUA) para
decretar a observância do domingo, que é a marca da besta).
A severidade desta praga pode ser
avaliada pelos lamentos de Jó, no capítulo 3 de seu livro. Esta praga, sem
função salvadora, destina-se também a desmascarar o ‘poder de cura’ da besta,
que não funcionará aqui.
4.2.2 – A Segunda Praga (Apocalipse 16: 3)
“Derramou
o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu
todo o ser vivente que havia no mar”.
Como o mar é uma via muito utilizada para o comércio internacional – ver Apocalipse
18: 9-19 – um bloqueio na mesma trará um caos nas relações internacionais e um
golpe fatal na empáfia humana que não cansa de se vangloriar de solucionar
todos os problemas com base apenas na sua alta tecnologia.
4.2.3 - A Terceira Praga (Apocalipse 16:4)
“Derramou
o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas; e se tornaram em sangue”.
Assim como as pragas do Egito eram
dolorosamente literais e destinavam-se a demonstrar quão falsas eram as
pretensões da falsa religião do Egito, esta praga visa demonstrar como são
falsas as pretensões da Nova Ordem Mundial que pretenderá governar a Terra, sem
o reconhecimento dos preceitos da divindade – mormente após o Decreto
Dominical. Podemos imaginar os
transtornos provenientes da falta de água doce para suprir as necessidades
diárias para banho, irrigação e sobre tudo para beber.
“Vi
que nosso pão e nossa água serão certos nesse tempo e que não teremos falta de
água nem padeceremos fome, pois Deus é capaz de estender para nós uma mesa no
deserto”. (33)
Esta praga sobre os ímpios foi tão
severa que um anjo aparece para justificar a Deus, como segue:
Apocalipse 16: 5-7
“Então vi o anjo das águas dizendo: Tu és
justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste todas estas coisas;
porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens
dado a beber; são dignos disso. Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó
Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos.”
Este ato, aparentemente direto da
parte de Deus, levará os homens a perceberem que têm estado a lutar contra
Deus, mas não se arrependerão, blasfemando no decorrer da quarta praga.
4.2.4 – A quarta praga (Apocalipse 16: 8-9)
“O
quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol e foi-lhe dado (permitido) queimar os homens com fogo. Com efeito, os
homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem
autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para lhe darem glória.”
Sabemos que são os sistemas de água
deste planeta juntamente com o sol que definem e regulam o sistema do meio
ambiente por meio da evaporação e das chuvas de resfriamento. Quando o oceano
(segunda praga) e os rios forem afetados, conforme vimos na terceira praga, somando-se
aos flagelos da terceira trombeta, grandes secas e fortes calores serão os
resultados inevitáveis. Então o planeta aparecerá como uma terra árida e
desolada. Estas, fome e seca, jamais vistas, foram profetizadas pelo profeta
Joel:
Joel 1: 15-20 “Ah! Que dia! Porque o dia do Senhor está perto e vem como assolação do
Todo-Poderoso. Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos?
E, da casa de nosso Deus, a alegria e o regozijo? A semente mirrou debaixo dos
seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns, derribados, porque se
perdeu o cereal. Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo
inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.
A Ti, ó Senhor, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama
abrasou todas as árvores do campo. Também todos os animais do campo bramam
suspirando por Ti; porque os rios se secaram, e o fogo devorou os pastos do
deserto.”
Nesta altura valerá à pena
perguntar: onde estará o desenvolvimento sustentável tão proclamado no meio
científico apostatado? E, após o intenso calor da quarta praga Deus manda a
ausência de luz e calor:
4.2.5 – A quinta praga (Apocalipse 16: 10-11)
“Derramou
o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e
os homens remordiam as línguas por causa da dor que sentiam, e blasfemaram o
Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se
arrependeram de suas obras”.
A besta aqui aludida é aquela que
ferida à espada, reviveu – Apocalipse 13: 3, e que aparece novamente, agora à
frente da Nova Ordem Mundial, a ser estabelecida para solucionar os problemas
da Terra, independentemente de Deus.
Como sofriam ainda pela angústia da
primeira praga, percebemos que as pragas não serão necessária e imediatamente
fatais, sendo sucessivas e chegando a exercer as suas ações simultaneamente.
O objetivo básico de Satanás, com estas primeiras cinco pragas, seria a
destruição do povo remanescente de Deus. Como, porém, o dano, em realidade,
cairá apenas sobre os ímpios e o planeta, Satanás, para alcançar o seu
objetivo, induzirá os maus a realizarem um decreto de morte, que se desenvolverá
ao longo das duas últimas pragas, como veremos. Assim, as primeiras cinco
pragas servirão para definir, perante o Universo, dois grupos fundamentais:
O dos ímpios, que recebem as pragas
e buscam, então, matar os santos;
O dos santos, livres das pragas
(Salmo 91: 5-10), mas que desafiam a morte pela mão dos ímpios.
Diferentemente das cinco primeiras pragas que são localizadas, as duas
últimas apresentam um caráter universal.
4.3 – As duas últimas pragas
4.3.1 – A sexta praga (Apocalipse 16: 12)
“Derramou
o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates cujas águas secaram para que se
preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.”
Quem são estes reis? Apocalipse 16:
15-16 responde: “(Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda
as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha). Então, os
ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
O Armagedom, apesar de ter
primariamente um desdobramento político militar em um lugar bem definido - no
vale de Megido, próximo de Jerusalém, entre as nações do Norte europeu e do
Oriente contra Israel, conforme descrito em Ezequiel 38 e 39 e apresentado no
segundo capítulo, terá aqui um significado espiritual, de maior amplitude, mas
envolvendo novamente as forças do bem e as do mal – o que é de particular interesse
para todo o mundo cristão.
Voltando ao verso12, Como a
Babilônia mística é simbólica e se encontra no mundo inteiro (sistema falso de
religião), o Eufrates deverá também ser simbólico e universal. Nesta altura do
tempo profético, o Eufrates não poderá representar as águas (povos) sobre as
quais se encontra a Babilônia mística (Apocalipse 17: 1 e 15) porque Babilônia
ainda manobra as massas e os reis da terra para alcançar os seus intentos.
Sabemos, entretanto, que uma fonte de água a jorrar foi utilizada por Jesus
como um símbolo do Espírito Santo (João 4: 14). Como as populações que apoiam a
Babilônia não recebem mais do Espírito Santo porque lhes foi retirado no início
das pragas, a secagem do Eufrates leva-os a blasfemar contra Deus por três
vezes, enveredando-se cada vez mais nas trevas do pecado e arbitrando, por fim,
um decreto de morte para os justos – Apocalipse 13: 15. Este detalhe é
importante porque uma das razões das pragas é demonstrar ao Universo o alcance
destrutivo de Satanás, quando livre das restrições de Deus.
Enquanto isso Jesus prepara-se para
intervir na última batalha e libertar seus filhos. A ação de preparo para esta
guerra espiritual que visa a morte dos filhos de Deus desenvolve-se ao longo da
sexta praga, como segue:
Ap. 16: 13 “Então vi sair da boca do dragão, da boca da
besta e do falso profeta três espíritos imundos (demoníacos) semelhantes a rãs”.
A besta, o falso profeta e
o dragão representam o papado, o protestantismo apóstata (Apocalipse 13: 11-17)
e o espiritismo. Este último inclui todo o sistema pagão, conforme Testemunho
para Ministros, p. 39. (34): “Reis,
legisladores e governadores têm colocado sobre si o estigma do anticristo, e
são representados pelo dragão que sai a guerrear contra os santos e contra os
que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus”.
O fato de serem semelhantes a rãs
provavelmente faça alusão ao caráter repulsivo dos três espíritos imundos, que
agem secretamente, sem serem vistos, como o coaxar de rãs em dias de chuva.
Ap. 16: 14 “Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se
dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do
grande dia do Deus Todo poderoso”.
Os sinais incluem
manifestações sobrenaturais de várias espécies que Satanás operará por meio dos
agentes humanos para conseguir unir o mundo contra aqueles que se constituem na
única barreira ao seu domínio indisputável sobre a Terra.
“Os espíritos diabólicos sairão aos reis
da Terra e ao mundo inteiro, para segurá-los no engano, e forçá-los a se unirem
a Satanás em sua última luta contra o Governo do céu. Mediante estes agentes,
serão enganados tanto governantes como súditos...” (35).
Satanás e seus anjos falsificarão a glória de Deus,
farão milagres de exibição, sinais e prodígios que trará o mundo num fanático
fervor religioso, visando cessar toda a oposição.
Ap. 16: 15 “Eis que venho como vem o ladrão. Bem aventurado o que vigia e guarda
as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha”. O Senhor
Jesus virá de surpresa apenas para aqueles que não vigiam (I Tess. 5:1-5). Os
santos deverão permanecer firmes na fé e caráter, inteiramente leais a Deus.
Devem mesmo aumentar o seu estado de alerta à medida que Satanás intensifica as
suas fraudes.
Apocalipse 16: 16 “Então se ajuntaram no lugar que em hebraico
se chama Armagedom”.
4.3.2 – A sétima praga (Apocalipse 16: 17)
“Então
derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar e saiu grande voz do santuário, do
lado do trono, dizendo: Feito está”!
“Deus
permite que as forças do mal cheguem ao ponto de aparente sucesso no seu
sinistro desígnio de erradicar o povo de Deus. Ao chegar o momento apontado
para o decreto de morte, e os ímpios precipitarem-se com gritos de triunfo para
aniquilar os santos, a voz de Deus é ouvida, dizendo: Feito está! Esta declaração põe fim ao tempo de angústia
de Jacó, livra os santos (que são então glorificados - Dan 12: 2) e introduz o sétimo flagelo”. (36)
Apocalipse 16: 18-19 “E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e
ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a
Terra; tal foi o terremoto forte e grande. E a grande cidade (Babilônia
mística dos últimos dias) se dividiu em
três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande
Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de Sua ira”.
Vemos aqui que o terremoto literal foi também figurativo, pois abalou a
Babilônia espiritual, levando-a a ruína e à destruição total, após o
desaparecimento da união interesseira que nela prevalecia. Apocalipse 16:
20-21: “Toda a ilha fugiu, e os montes
não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com
pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da chuva de
pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo
grande”.
O peso correspondente a um talento é
de aproximadamente 30 quilos. Amaldiçoando a Deus pela terceira vez, os ímpios
revelam o seu total desprezo por Ele, mesmo no meio dos Seus mais penosos
juízos.
Capítulo 5. Os sete selos
Uma visão panorâmica do juízo (1844) até a Segunda Vinda de Jesus
5.1 - Introdução
Vamos recuar no tempo até a altura da segunda
visão do Apocalipse. Nela, a abertura dos sete selos abrange os capítulos
de 4 a 7 e o primeiro verso do capítulo 8. Os capítulos 4 e 5 constituem uma
representação ampliada de Dan 7: 9-14 – Anexo 5, página 120, onde os versos 10
e 26 dizem explicitamente tratar-se do Tribunal de Deus. No capítulo seis, a
visão continua com o mesmo assunto, mas numa nova fase da ação: os selos do
livro (Apocalipse 5: 1-5), começam a ser abertos. Como o juízo investigativo
começa em 1844 (Dan. 8: 14), esta visão se reporta, necessariamente a esta data
específica e segue até a segunda vinda de Jesus (Apocalipse 8: 1) – o sétimo
selo.
Não é de se estranhar que o Apocalipse quatro introduza a
cena, dizendo: “sobe para aqui, e te
mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (das sete
cartas ‘Apocalipse 2 e 3’ que chegam até à igreja de Laodiceia, cujo
significado é ‘povo do juízo ou povo julgado’). De acordo com Apocalipse 1: 19
estamos entrando na última parte das revelações de Deus: “Escreve, pois, as coisas que viste (o verbo, no passado, aponta
para a visão de Cristo glorificado, visto por João no primeiro capítulo); e as que são (O verbo, no presente, fala
das sete igrejas, estabelecidas nos capítulos dois e três, conforme Apocalipse
1: 11) e as que hão de acontecer depois
destas (o verbo, no futuro, se reporta ao tempo do fim).
Vamos, portanto, tratar aqui da abertura dos sete selos - capítulo 6,
dando-lhe uma aplicação futura, conforme sugere o seguinte texto:
“Pensei no dia em
que os ‘juízos de Deus’ cairão sobre
o mundo; quando as negras e horríveis trevas envolverem os céus como um saco de
silício (citado em Apocalipse 6: 12, no sexto selo)... Minha imaginação prevê o que será este momento quando a poderosa
voz do Senhor ordenar a Seus anjos: ‘Ide e derramai sobre a Terra’ (citado
em Apocalipse 16: 1, na primeira praga)...”.
A seguir White acrescenta:
“Apocalipse 6 e 7 (os sete selos)
estão cheios de significado. Terríveis são os juízos
revelados de Deus. Os sete anjos diante de Deus receberam sua comissão. A eles
foram dadas sete trombetas. O Senhor sairá para castigar aos habitantes da
Terra...Quando as pragas de Deus caírem sobre a Terra, cairá granizo sobre os
ímpios, do peso de um talento...”(37).
É evidente, nesta citação, que a profetisa uniu as pragas às trombetas e
aos selos e lhes deu um marco de tempo final. Não é nosso interesse
desconsiderar a aplicação histórica desenvolvida por Urias Smith e defendida
pela própria senhora White no livro ‘O Conflito dos Séculos’. Estamos apenas
dando uma segunda aplicação, também com base na Bíblia e no Espírito de
Profecia.
Quanto à significação dos selos, Ellen White lança luz sobre a mesma: “Sua (dos líderes judeus) decisão (de crucificar a Cristo) foi registrada no livro que João viu na mão
daquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Esta
decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia
em que o livro há de ser aberto pelo Leão da tribo de Judá”. (PJ, 240) (38). Parênteses acrescentados.
Fica, mais uma vez claro que estamos tratando
do juízo de Deus.
Que informações e que arquivos estão
nos livros do céu? White, explicando Apocalipse 5: 1-3 diz:
“Ali na sua mão aberta jazia o livro,
o pergaminho da história das providências de Deus, a história profética das nações e da igreja. Ali continha as
expressões divinas, Sua autoridade, Seus mandamentos, Suas leis, o conselho
completo e simbólico do Eterno e a história de todos os poderes que governam as
nações. Em linguagem simbólica continha nesse pergaminho a ‘influência’ de cada
nação, língua e povo desde o princípio da História desse mundo até seu fim” (39).
Portanto não só o registro de palavras, pensamentos e ações, mas também a
influência de cada pessoa será examinada. Logo o juízo é bem detalhado e
concerne a todos os crentes, conforme II Cor 5: 10, começando por Abel, o
primeiro justo morto, indo até o último ser humano vivo a ser julgado.
Assim, o caso de todos os que já entraram para o serviço de Deus – estando
inscritos no livro da vida, será revisto e aqueles que tiverem pecados não
perdoados serão riscados deste livro de Deus (Ex. 33: 32). O livro selado com
sete selos parece, portanto, ser o livro da vida em fase de atualização, onde
nomes são confirmados e nomes são rejeitados. Outros livros também são abertos
(Dan 7: 10 e Apocalipse 20: 12), os quais incluem os pecados cometidos, bem
como as boas ações praticadas pelos indivíduos em fase de verificação. O livro
dos pecados chama-se Contas Correntes do Céu (40); o das boas ações, Memorial,
conforme Malaquias 3: 16.
Desta forma, cada aspecto de Apocalipse 4, 5 e 6 pertence ao grande juízo
do homem, julgado, então, pelas anotações contidas nos livros.
“Como no caso das sete igrejas, as
cenas reveladas quando os selos são abertos podem ser encaradas como tendo
tanto uma aplicação específica (de juízo), como geral. As cenas podem ser vistas como particularmente
significativas de fases sucessivas na história da igreja na Terra” (41).
A abertura dos selos verifica-se após a instauração do juízo (capítulos 4 e
5). Este fato demarca o referencial de tempo para a abertura dos sete selos em
sua aplicação geral, de acordo com o seu lugar no tempo profético (Apocalipse
4: 1) – devendo tratar das fases proféticas da Igreja Remanescente - Laodiceia,
a ‘Igreja do Juízo’ ou do povo que está sendo julgado.
5.2 - A abertura dos sete selos (Ap. 6: 1-17 e Ap. 8: 1)
5.2.1 O Primeiro Selo (Ap. 6: 1-2)
“Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres
viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: vem! Vi, então, e eis um cavalo
branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu
vencendo e para vencer”.
Se nos perguntássemos sobre o significado de um cavalo, nesta profecia,
Zacarias 10: 3 nos ajuda:
“O Senhor dos Exércitos tomará a Seu
cuidado o rebanho, a casa de Judá (o povo de Israel em primeiro plano, e a Igreja Remanescente, numa versão adaptada), e os fará como o seu majestoso cavalo na
peleja”.
Enquanto que o cavalo branco representa o povo de Deus, o arco (e a flecha)
é o equipamento necessário para o caçador (de almas). Este ginete se manifesta
equipado para o evangelismo. Está comprometido com o trabalho missionário. O
fato de haver colocado uma coroa demonstra que ele está a serviço do Rei dos
reis e de toda a família real do céu. A declaração que ele saiu vencendo e para
vencer ensina que está comprometido numa grande campanha para ganhar aos
perdidos. Podemos, aqui, imaginar o verdadeiro remanescente ocupado em um
esforço mundial para dar a mensagem presente, começando pela dos três anjos.
Ver Apocalipse 10: 11 e Apocalipse 14: 6-12.
Os selos, de acordo com Urias Smith, estavam alicerçados nesta mesma
interpretação bíblica do simbolismo. Todavia, ele supunha que o marco de tempo
pertencia aos primeiros séculos da igreja cristã, o que não estamos
questionando aqui.
Numa interpretação atual, vivemos, todavia, ainda no tempo do primeiro
selo. O povo remanescente goza ainda de liberdade e continua vencendo e para
vencer. O rádio, a internet e a TV ‘voam pelo meio do céu’, pregando o evangelho
eterno a todo o mundo (Mat. 24: 14). A cor branca do cavalo, no primeiro selo,
sugere a pureza dos primeiros remanescentes que foram provados e justificados
no grande desapontamento de 1844. O primeiro selo revela, portanto, o remanescente
ainda gozando de total liberdade, especialmente nos Estados Unidos da América –
seu Quartel General. De lá ele tem levado a mensagem evangélica dos três anjos
a todo o mundo, em meio à paz, liberdade e prosperidade, por mais de um século
e meio. Mas esta bênção logo lhe será tirada, o que nos levará ao segundo selo.
5.2.2 - O segundo selo (Ap. 6:3-4)
“Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo: Vem!
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da
Terra para que os homens se matassem uns aos outros; também lhe foi dada uma
grande espada”.
A paz, gozada por tanto tempo pela Igreja Remanescente, tem sido garantida
pela Constituição americana, a qual tem protegido a separação da Igreja do
Estado. Mas quando houver uma união da Igreja com o Estado, neste País, para
que esta nação possa legislar sobre religião, o povo remanescente sentirá a
grande espada, isto porque deverá escolher obedecer às leis de Deus e não as leis
dos homens. É um triste comentário o de que voltem a se matar uns aos outros, e
pior, com ‘base’ nas Escrituras, conforme Rom. 13: 1-4:
“Todo o homem
esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não
proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De
modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que
resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para
temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a
autoridade? Faze o bem e terás o louvor dela, visto que a autoridade é ministro
de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem
motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar
o que pratica o mal”.
A lei específica que deverá começar este cenário do fim do tempo será uma lei dominical federal nos Estados Unidos da
América, dando cumprimento a Apocalipse
13: 11, quando esta besta semelhante ao cordeiro ‘falar’ como dragão. “O ‘falar’ da nação é a ação das suas
autoridades legislativas e judiciárias” (42). A seguir, apresentaremos a
relação entre o primeiro e o segundo selos, na Tabela 5.
Tabela nº 5: A ordem e a relação entre o primeiro e o segundo selos
|
1º selo (Cavalo Branco)
|
2º selo (Cavalo Vermelho)
|
|
Tempo: 1844
|
Tempo: Lei Dominical Nacional
futura (EUA)
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Aplicação Específica: Juízo dos
mortos
|
Aplicação Específica: Juízo dos
vivos
|
|
Fase: Evangelismo ao mundo com
paz e liberdade
|
Fase: A paz religiosa é retirada
da Terra
|
5.2.3 O terceiro selo (Ap. 6: 5-6)
“Quando
abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e
eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma, como
que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um
denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o
vinho”.
Se a cor branca do primeiro cavalo sugere a pureza da fé (Isa. 1: 18); um
cavalo preto, pelo contrário, deverá significar a sua corrupção.
O terceiro selo tem sido usualmente aplicado pelos guardadores do sábado à
apostasia do terceiro e quarto séculos, e isto não contestamos. Acaso este
terceiro selo teria, realmente, uma aplicação de fim do tempo? - Escutemos a
providência inspirada:
“O
mesmo espírito é visto hoje, o qual
está representado em Apocalipse 6: 6-8 (terceiro e quarto selos). A História voltará a se repetir. Aquilo
que tem sido voltará a ser outra vez. Este espírito trabalha para confundir e
para perturbar. A desunião será vista em cada nação, tribo, língua e povo, e
aqueles que não têm tido o espírito para seguir a luz que Deus tem dado através
dos seus oráculos viventes, por meio
de suas agências determinadas, serão confundidos. Seus juízos revelarão a
debilidade. A desordem, contenda e confusão serão vistas na igreja” (43).
Em meio ao processo de apostasia futura
da igreja será difícil determinar quem é fiel e quem tem caído. O ‘trigo’ e o
‘joio’ crescem juntos. É perigoso arrancar o joio porque pode arrancar o trigo
com ele. Não é necessário que o povo de Deus execute a tarefa da separação. O
Senhor mesmo a fará por meio dos acontecimentos vindouros. Os pecadores de Sião
serão ‘sacudidos’. Esta sacudidura
tomará lugar quando a perseguição se intensificar pela pregação da Terceira
Mensagem Angélica:
“Vi então o terceiro anjo. Apocalipse
14: 9-11. Disse meu anjo acompanhante: terrível é a sua obra. Tremenda a sua
missão. Ele é o anjo que deve separar o
trigo do joio, e selar, ou atar, o trigo para o celeiro celestial. Estas
coisas devem absorver toda a mente, a atenção toda”. Primeiro Escritos, p.
118 in Eventos Finais, p. 14.
A sacudidura virá, portanto, por
causa da pregação da Terceira Mensagem Angélica pelas agências determinadas por
Deus, o que será contestado pela maioria acomodada de Laodiceia, causando a
separação do joio do trigo.
“Perguntei
a significação da sacudidura que eu vira, e foi-me mostrado que era determinada
pelo testemunho direto contido no conselho da Testemunha Verdadeira à Igreja de
Laodiceia. Isto produzirá efeito no coração daquele que receber, e o levará a empunhar
o estandarte e a proclamar a verdade direta. Alguns não suportarão este testemunho. Levantar-se-ão contra ele (o
que prega a verdade), e isto é o que
determinará a sacudidura entre o povo de Deus”. Primeiros Escritos, p. 270.
Se o ‘cavalo’ simbólico representa uma igreja, no sentido de ser uma
unidade organizada, composta de instituições, estrutura financeira, com
liderança e trabalhadores assalariados parece evidente que esta estrutura vai
continuar operando sob seu presente nome, sem endossar os mandamentos dos
homens, que negam as leis de Deus com respeito ao sétimo dia de repouso. Hoje
nos encontramos no tempo de ter de ‘esperar para ver o que acontecerá’. Tudo
continuará igual como sempre foi para todos aqueles que estiverem prontos para
receber a marca da besta, mesmo que de forma velada. A pergunta então vem a ser
esta: Quem permanecerá fiel à Lei de Deus?
O símbolo de uma balança pode estar caracterizando justamente o julgamento
dos vivos dentro da igreja, antes do fechamento da porta da graça e após a
legalização do Decreto Dominical, quando a Igreja e o Estado se unirem
(primeiro, nos EUA e depois, pelo resto do mundo cristão).
Depois deste decreto a maior parte dos cuidados da igreja provavelmente
será com relação aos assuntos seculares, seguindo-se uma escassez de
espiritualidade (os preços dos cereais mencionados por João são cerca de 10
vezes superiores aos preços normais). Os pesos da balança são empregados no
processo de vender os grãos que significam o ‘pão de vida’, ou seja, a ‘venda’
da verdade. Esta é outra declaração que confirma o conceito de apostasia
corporativa. Escutemos a pena inspirada quanto aos acontecimentos futuros:
“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé
na mensagem do terceiro anjo... abandona sua posição, passando para as fileiras
do adversário... homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam
já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas.
Tornam–se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os
observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por
sua fé, esses apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para
representá-los falsamente, e os acusar por meio de falsos boatos e insinuações,
incitando os governantes contra eles”. (44). Grifo acrescentado.
A voz que anuncia o alto custo do
trigo e da cevada também ordena que o azeite e o vinho não sejam inutilmente
danificados. Estes eram dois líquidos comumente usados como alimento no mundo
antigo. Alguns os têm interpretado como símbolos de fé e amor, atributos a ser
preservados pelos chamados, escolhidos e fiéis em face do materialismo que
deverá dominar a igreja neste período de perseguição. Concerne, portanto, a
todos aqueles que derem ouvidos ao conselho da Testemunha Fiel e Verdadeira à Igreja
de Laodiceia.
5.2.4 O quarto selo (Ap. 6: 7-8)
“Quando
o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente, dizendo: Vem!
E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado morte; e
o inferno o estava seguindo, e foi-lhe dado autoridade sobre a quarta parte da
Terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da
Terra.”
O quarto selo descreve o final do
‘breve tempo de angústia’ que virá imediatamente antes das pragas. Um cavalo
pálido, enfermo, com a cor do medo e da morte, estaria incapacitado. A igreja,
ao cair na apostasia ‘forçada’, ou ‘induzida’ se unindo com as demais para
garantir sua autopreservação nesta altura dos acontecimentos, já não poderá
mais exercer a tarefa designada para ela.
Este é o tempo referido por Jesus em Mateus 24: 9-15:
“Então sereis atribulados e vos
matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Neste tempo,
muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão
muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a
iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar
até o fim, esse será salvo”.
A morte e o inferno são aqui
personificados e representados: um como o cavalo com seu cavaleiro, e o outro,
como alguém no ato de segui-lo. Em Apocalipse 3: 16-17 na Bíblia na Linguagem
de Hoje lemos: “Mas porque são apenas
mornos, nem frio nem quentes, vou logo vomitá-los. Vocês dizem: ‘somos ricos,
estamos muito bem e temos tudo o que precisamos’. Mas não sabem que são
miseráveis e desgraçados! Vocês são pobres, nus e ‘cegos’”.
Parece evidente que os fiéis serão
perseguidos dentro da igreja, sofrendo e gemendo por causa das abominações que
serão praticadas no meio dela (Ezequiel 9: 4). A série: espada, fome, morte (ou
pestilência, no original) e animais, podem representar as formas de perseguição
sofridas pelos filhos de Deus, como uma reprise da era medieval. O
recrudescimento desta situação produzirá fome, que resultará na ruína da saúde,
trazendo pestilência e morte, com maior exposição ao ataque dos animais
ferozes. Impressiona a rapidez com que essas coisas acontecerão, envolvendo a
quarta parte da Terra – o mundo cristão, por suposto. Mas este tempo será muito
breve! (Apocalipse 10: 6).
Contudo, “Por este tempo o ouro será
separado da escória, na igreja. A verdadeira piedade distinguir-se-á então
claramente daquela que consiste na aparência. Muitas estrelas cujo brilho temos
admirado então se apagarão transformando-se em trevas. A palha, como nuvem será
levada pelo vento, mesmo de lugares onde só vemos ricos campos de trigo.”
Serviço Cristão, 49.
Sim, neste tempo, surgirá um remanescente triunfante, vencedor, pois,
finalmente,
“Deus estará cirandando Seu povo.
Terá uma igreja pura e santa. Não podemos ler o coração dos homens. O Senhor, porém, tem provido meios para
manter Sua igreja”. I T, 98.
Nunca deveremos esquecer que:
“A igreja débil e defeituosa,
precisando ser repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra
ao qual Cristo confere Sua suprema consideração”. Eventos Finais, p. 39.
A pregação do evangelho será realizada com sério risco de morte e poucos
serão os heróis da fé. Contudo, a comissão dada ao povo remanescente, para
transmitir a terceira mensagem angélica soará ainda e será ouvida no Alto
Clamor do Terceiro Anjo.
“Aquele, porém, que perseverar até o
fim, esse será salvo.” Mateus 24: 13.
5.2.5 O quinto selo (Ap. 6: 9-11)
“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as
almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa
do testemunho que sustentavam. Clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó
Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue, dos
que habitam sobre a Terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura
branca, e lhes disseram que repousassem ainda ‘por pouco tempo’, até que também
se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que ‘iam ser mortos’
como igualmente eles foram”.
O altar apresentado no quadro
profético é provavelmente reminiscência do altar de bronze do santuário
hebraico, podendo-se considerar os mártires como os sacrifícios apresentados a
Deus. Como o sangue das vítimas era derramado na base do altar (Levítico 4: 7)
e a vida da carne está no sangue (Levítico 17: 11), as almas daqueles que se
oferecem em martírio podem ser consideradas como estando debaixo do altar.
Parece que a simbolização do quinto selo foi apresentada para encorajar
aqueles que enfrentarão martírio e morte, no futuro, como garantia de que a
despeito do aparente triunfo do inimigo, a vindicação viria por fim. Ver II
Testemunhos Seletos, p. 151.
Qualquer esforço no sentido de
interpretar estas ‘almas’ como sendo espíritos desencarnados de mártires
falecidos faz violência às regras de interpretação das profecias simbólicas.
Não foi dada a João uma visão do céu como ele realmente é. Não existem ali
cavalos montados por guerreiros nem Jesus aparece ali na forma de um cordeiro
sangrando. Semelhantemente, não existem almas jazendo debaixo dum altar no céu.
A cena toda foi uma representação pictórica e simbólica destinada a ensinar a
lição espiritual acima descrita.
A profetisa proporciona o lugar ou marco
de tempo para este selo, da seguinte maneira: “Quando foi aberto o quinto selo João, o Revelador, viu em visão
debaixo do altar a companhia dos que haviam sido mortos por causa da Palavra de
Deus e do testemunho de Jesus Cristo. Depois desta visão seguiram as
cenas descritas no capítulo 18 de Apocalipse, onde se chama os fiéis e aos
sinceros para que saiam de Babilônia” (45).
O quinto selo se refere a dois
grupos de mártires: passados, que clamam no verso 10 e o dos que ainda serão
martirizados no futuro (Ap. 6: 11), durante a segunda supremacia papal. Depois
que eles forem mortos então a mensagem de Ap. 18 do Alto Clamor (mensagem de advertência do Terceiro Anjo, contra a
besta e o seu sinal), será proclamada com grande poder. A declaração (45)
situa, portanto, a abertura do quinto selo antes e durante o Alto Clamor. Estas penas de morte não
são o mesmo que o Decreto Universal de Morte que ocorre sob a sexta praga, e do
qual o povo de Deus é libertado, sob a sétima praga, pela voz de Deus, conforme
vimos no capítulo anterior.
O sangue dos mártires servirá como semente, agora para a colheita final. E
assim será preparado o caminho para o Alto Clamor que contribuirá para tirar os
filhos de Deus de Babilônia. Diz o Espírito de Profecia:
“Muitos serão encarcerados, muitos
fugirão das cidades e vilas para salvar a vida, e muitos serão mártires por amor a Cristo,
colocando-se em defesa da verdade”. (46).
Assim os primeiros cinco selos
proporcionam uma vista panorâmica da Igreja Remanescente a partir de 1844 até
ao Alto Clamor que irá até ao fim do tempo de graça.
Onde e como se ajustam os cinco primeiros selos com relação às pragas? O
quinto selo supre esta informação. Os mártires fazem uma súplica: “Até quando Senhor não julga e nem vinga o
nosso sangue”? (Ap. 6: 10) Este é um clamor de vingança! Cristo não os
vinga até vestir Suas ‘vestiduras de vingança’ no fim do tempo da graça:
“Vi, então que
Jesus não abandonaria o lugar Santíssimo sem que cada caso fosse decidido e
Jesus concluísse Sua obra no lugar Santíssimo, depusesse seus atavios
sacerdotais e se vestisse com vestes de vingança! Ele se levantará, envergará
as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas serão derramadas” (47).
Com efeito, “Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como
de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar. Derramou o terceiro a sua
taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. Então, ouvi o
anjo das águas dizendo: Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; Porquanto derramaram sangue de santos e de
profetas também sangue lhes tens dado a
beber; são dignos disso”. (Ap. 16: 3-6).
Fica claro que as
sete pragas se encaixarão entre o quinto e sétimo selos conforme tabela 6, a
seguir:
Tabela nº 6– Sequência e relação entre os selos
e as pragas
|
I SELO
|
II SELO
|
III SELO
|
IV SELO
|
V SELO
|
VI SELO
|
VII SELO
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Inicia em1844 até ao Decreto Dominical
|
Dec. Dom. primeiro nos EUA, depois, mundial
|
Apostasia
dentro da igreja de Deus (Sacudidura)
|
Angústia
(perseguição e morte)
|
Alto Clamor
Apocalipse 18:4
|
Fechamento da porta da graça. Queda das sete pragas
|
Segunda Vinda:
silêncio no céu cerca de ½ hora
|
|
Liberdade para pregar o evangelho
|
Início da 2ª supremacia papal, retirando a liberdade de pregação
|
Intensifica-se a perseguição. Pesado foste e achado em falta
|
Franqueada a morte do remanescente fiel
|
Mártires clamam por
vingança
|
Juízos de Deus sobre os ímpios, exterminando-os a todos
|
Festa dos tabernáculos ou das colheitas
|
5.2.6 O sexto selo (Ap. 6: 12-17)
“Vi
quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se
tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu
caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair
os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola.
Então, todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares. Os reis da terra,
os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre
se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e
aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no
trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o Grande Dia da ira deles; e quem é
que pode suster-se?”
O sexto selo tem lugar por ocasião da
sétima praga, sendo o último ato da queda de Babilônia. Devemos entender que o
tempo do fim não só começa com um terremoto (aplicação histórica do sexto selo)
como também termina com outro terremoto, relacionado com as pragas e a sétima trombeta,
conforme podemos ver a seguir, na Tabela 7:
Tabela nº 7 – Relação entre o 6º selo,
a 7ª praga e a 7ª trombeta
|
6º SELO
|
7ª PRAGA
|
7ª TROMBETA
|
|
E houve um grande
TERREMOTO (Ap. 6: 12-13)
|
E houve um grande
TERREMOTO (Ap. 16: 18)
|
E houve um grande
TERREMOTO (Ap. 11: 13)
|
|
Sinais no sol, na lua e nas estrelas.
|
Sinais no sol, na lua e nas estrelas. (Joel 3: 15-16)
|
Sinais no sol, na lua e nas estrelas. (Mateus 24: 29-30)
|
Não é só o terremoto, mas os sinais no sol, na lua e nas estrelas que
iniciam e ‘concluem’ o tempo do fim. Em Ap. 6: 12-13 temos uma explicação
histórica e atualizada do sexto selo; Em Ap. 16: 18 e Joel 3: 15-16 temos a
explicação da sétima praga e em Ap. 11:
13 e Mateus 24: 29-30 observamos a explicação sobre a sétima trombeta.
Diz White: “As potestades do céu
serão abaladas com a voz de Deus. Então o sol, a lua e as estrelas se moverão
em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus” (48).
Verifica-se que um estudo do sexto
selo, segundo se relaciona com os acontecimentos que têm a ver com o tempo do
fim e a segunda vinda de Jesus não destrói a ‘unidade’ das aplicações
anteriores. White já havia escrito:
“Em
cada época há novo desenvolvimento da verdade, uma mensagem de Deus para essa
geração. As velhas verdades são todas essenciais; a nova verdade não é
independente da antiga, mas um desdobramento dela. Só compreendendo as velhas
verdades é que podemos entender as novas”.
(49)
É um fato que desde 1798 estamos
vivendo ‘os tempos do fim’ e é também um fato que White diz que a história se repetirá, dando
assim aos selos 3, 4, 5 e 6 uma aplicação futura.
Se o quinto selo se aplica ao
martírio futuro e ao Alto Clamor do anjo de Ap. 18, é natural que o sexto selo,
que segue ao quinto, se estenda àqueles acontecimentos, se relacionando com a segunda
vinda de Jesus. Quase todo o mundo reconhece que praticamente tudo relacionado
com o sexto selo tem a ver com o futuro.
Vimos que o enunciado do sexto selo
encerra-se com uma pergunta: Quem poderá subsistir aos flagelos dos últimos
dias? Para respondê-la, João desenvolve o tema do capítulo sete de Apocalipse.
Sua resposta envolve a descrição de dois grupos distintos de sobreviventes:
a)
Os cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos
filhos de Israel (doze mil de cada tribo) e
b)
A multidão inumerável de todas as nações, tribos, povos e
línguas que vêm da grande tribulação.
Quanto ao primeiro grupo, diz White: “existe
diferenças de opinião a respeito de precisamente quem da última geração dos
santos constituirão os 144.000... o seguinte conselho pode ser apropriado: Não
é Sua vontade (de Deus) que entrem em conflito sobre questões que
não ajudarão espiritualmente, tais como quem fará parte dos 144.000. Isto os
que são eleitos de Deus saberão sem dúvida dentro de um certo
período de tempo”. Material Suplementar de EGW, sobre o capítulo 14: 1-4 in
Comentários Sobre Apocalipse p. 139.
Nossa hipótese é de que White sabia que
este grupo identificado, numerado e selado, conforme Apocalipse 7: 4-8, seria encontrado
futuramente na Palestina. Se não houvesse a possibilidade atual de uma
aplicação direta, poderíamos continuar ‘interpretando’ os fatos apresentados como
se tratando de símbolos, o que não parece ser o caso. Este pequeno grupo
apresenta características peculiares que confirmam a hipótese formulada:
Ap. 14: 1: “Olhei e eis o Cordeiro em
pé sobre o monte Sião, e com Ele os cento e quarenta e quatro mil, tendo
na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai.” Eles estão com o
Cordeiro, no monte Sião, que fica primariamente em Israel e são cristãos, pois
apresentam o nome de Jesus (Seu caráter) inscrito sobre eles. Sendo que são
cristãos judeus, vivendo em Israel, precisamos esclarecer a forma de como eles
foram, estão sendo, ou ainda serão forjados para o selamento.
O profeta Zacarias, falando da restauração espiritual dos filhos de Israel
– condição indispensável para o seu selamento apresenta uma série de fatos.
Diz, inicialmente, no capítulo 12, verso 3, que Jerusalém será sitiada e que
contra ela se ajuntarão todas as nações da Terra. O verso 4 acrescenta:
“Naquele dia Deus
porá os chefes de Judá como braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha
entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em
redor”.
E será sob a pressão extraordinária desta circunstância peculiar que eles
experimentarão um segundo Pentecostes, conforme Zacarias 12: 10 e 11:
“E sobre a casa de
Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de
súplicas; olharão para Aquele a quem transpassaram; pranteá-lO-ão como quem
pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora pelo primogênito.
Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom,
no vale de Megido (Armagedom).”Zacarias 13:1, complementa: “Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os
habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza.”
A dramaticidade deste despertamento espiritual não poderá ser minimizada,
pois que:
“Em toda a terra (de Israel) diz o Senhor, dois terços dela serão
eliminados e perecerão; mas a terceira parte restará nela. Farei passar a
terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a
provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi:
é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus.” Zacarias 13: 8-9. O custo, em
vidas humanas, como percebemos, será altíssimo, conforme Daniel 11: 41.
Parênteses supridos.
Apocalipse 14: 2-3 segue com as características dos 144.000 selados em
Israel:
“Ouvi uma voz do céu como voz de
muitas águas, como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de
harpistas quando tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono,
diante dos quatro seres viventes e dos anciãos. E ninguém pode aprender o
cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra”.
White (no Grande Conflito, CPB, 36ª Ed., 1988, páginas 648 e 649), comenta:
“No mar cristalino
diante do trono, naquele mar como de vidro misturado com fogo – tão
resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que
‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal e do número do seu
nome’ Ap. 15:2. Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, ‘tendo harpas de Deus’,
estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e
ouve-se, como o som de muitas águas, e de grande trovão, ‘uma voz de harpistas,
que tocavam as suas harpas’. E cantavam um ‘cântico novo diante do trono –
cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o
hino de Moisés (livramento do mar vermelho, Êxodo 15) e do Cordeiro (livramento do Armagedom). Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pôde aprender
aquele canto, pois é o de sua experiência – nunca ninguém teve experiência
semelhante. ‘Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá.’ Estes,
tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o
Cordeiro.” Apocalipse 14: 1-5; 15: 3.
Cremos que não podemos retirar
esta experiência dos judeus cristãos de Israel.
Apocalipse 14: 4-5 “São estes os que
não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do
Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro. E
não se achou mentira em sua boca; não têm mácula”.
Em Israel cresce um grupo de
judeus cristãos que aceita o Novo Testamento em sua plenitude e o Senhor Jesus,
como o seu Messias e Salvador. Trata-se de judeus nascidos em Israel, chamado
de os SABRAS. Falam apenas o hebraico e nunca participaram de nenhuma igreja
cristã – não se macularam com mulheres. A informação que temos é a de que em
1989 já havia dois mil e quinhentos judeus cristãos pertencentes a esse grupo.
Maiores detalhes sobre os SABRAS podemos encontrar neste link: http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=578&p=0
Sofonias 3:11-13 apresenta sua versão inspirada deste grupo:
“Naquele dia, não te envergonharás de
nenhuma de tuas obras, com que te rebelaste contra Mim; então tirarei do meio
de ti os que exultam na soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no Meu santo
Monte. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o
nome do Senhor. Os restantes de Israel
(cento e quarenta e quatro mil)
não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará
língua enganosa, porque serão
apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante.” E no verso 20: “Naquele tempo, Eu vos farei voltar, e vos
recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos
da terra, quando eu vos mudar a sorte diante dos vossos
olhos, diz o Senhor”. Parênteses e grifo acrescentados.
Ezequiel 20: 34-38 e 40-42: também fala deste juízo (selamento) dos filhos
de Israel: “Tirar-vos-ei dentre os povos,
e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, com
braço estendido e derramado furor. Levar-vos-ei ao deserto dos povos, e ali entrarei
em juízo convosco face a face.
Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei
em juízo convosco, diz o Senhor Deus. Far-vos-ei passar debaixo do Meu
cajado, e vos sujeitarei à disciplina da aliança; separarei dentre vós os
rebeldes e os que transgrediram contra Mim... Porque no Meu santo monte, no
monte alto de Israel, diz o Senhor Deus, ali toda a casa de Israel Me
servirá, toda, naquela terra; ali Me agradarei deles, ali vos requererei as
vossas ofertas e as primícias de vossas dádivas, com todas as vossas coisas
santas. Agradar-Me-ei de vós como de aroma suave, quando Eu vos tirar dentre os
povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado
em vós perante as nações. Sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu vos der
entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a Minha mão, jurei dar
a vossos pais”.
Joel 2: 32, profetizando sobre eventos contemporâneos ao selamento, diz: “E acontecerá que todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo; porque no
monte Sião e em Jerusalém estarão os
que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” –
Sai dela povo Meu! Apocalipse 18: 4.
Podemos perceber que há muitos outros sobreviventes além dos cento e
quarenta e quatro mil residentes em Israel. Apocalipse 7: 9-10 fala sobre eles:
“Depois destas coisas, vi, e eis
grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos
e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de
vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao
nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.”
Os versos 13 e 14 identificam o grupo:
“Um dos anciãos tomou a palavra,
dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram?
Respondi-lhe: meu Senhor, Tu o sabes. Ele, então, me disse: são estes os que vêm
da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do
Cordeiro.”
A senhora White, em O Grande Conflito, 16ª Edição, p. 649, dando
continuidade ao tema dos cento e quarenta e quatro mil dos filhos de Israel,
comenta esta grande multidão, que passa pela mesma experiência:
“Estes são os que vieram da grande tribulação
(Apocalipse 7: 14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde
que houve nação; suportaram a aflição do tempo de angústia de Jacó;
permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus.
Mas foram livres, pois ‘lavaram seus vestidos, e os branquearam no sangue do
Cordeiro’. ‘Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis’ diante
de Deus. ‘Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite
no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua
sombra.’ Apocalipse 7:15. Viram a
Terra devastada pela fome e pestilência, o sol com poder para abrasar os homens
com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede.
Mas ‘nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma
cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e
lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus
olhos toda a lágrima”. Apocalipse 7: 16 e 17.
Esta multidão não é, portanto, a dos salvos de todas as
épocas. Se, finalmente, nos perguntarmos: Estamos vivendo hoje sob o primeiro ou
sob o sexto selo? Se o estudante da Bíblia não pode aceitar uma aplicação ao
tempo do fim: referente aos sete selos, deverá ficar com a aplicação do sexto
selo para a época da história correspondente a 1798. E se está convencido de
que existe também uma aplicação futura, apoiada por Ellen White e que é um ‘novo desenrolar da verdade’ para esta
geração, entenderá que estamos vivendo sob o primeiro selo até que chegue a Lei
Dominical nos EUA e a Lei Dominical Universal, promovida pela Nova Ordem
Mundial, destinada a tirar a paz da Terra.
“Tem-me
sido feito a pergunta: ‘Pensa que o Senhor tem qualquer nova luz para nós como
um povo’? Respondo que Ele tem luz para nós que é nova, e, todavia é preciosa
luz antiga que há de brilhar da
Palavra da verdade. Possuímos apenas os vislumbres (ideia vaga) dos raios da luz que nos há de vir ainda. Não estamos fazendo o máximo com a luz que
o Senhor já nos tem concedido, e assim deixamos de receber acréscimos de luz;
não andamos na luz que já foi derramada sobre nós.” Mensagens Escolhida, Volume
I, ps. 401 e 402.
5.2.7 O sétimo selo (Ap. 8: 1)
“Quando
o Cordeiro abriu o sétimo selo, ouve silêncio no céu cerca de meia hora”.
White relaciona o sexto e o sétimo
selos em um parágrafo descritivo:
“Surge logo no Oriente uma pequena
nuvem negra... O sinal do Filho do homem... Os justos clamam a tremer: ‘Quem
poderá subsistir’? (final do sexto
selo, Ap.. 6: 17)... E há um tempo de
terrível silêncio (sétimo selo, Ap. 8: 1).
Ouve-se, então, a voz de Jesus, dizendo: ‘A minha graça te basta’. O Rei dos
reis desce sobre a nuvem, envolto em fogo chamejante. Os céus enrolam-se como
um pergaminho... E a Terra treme diante dele, e todas as montanhas e ilhas se
movem de seu lugar” (50).
Capítulo 6 – As duas ceias
Vamos concluir a Parte I analisando
duas Ceias que se acham relacionadas com a Segunda Vinda de Jesus, e que foram
registradas no capítulo 19 do Apocalipse.
Elas ocorrerão mais ou menos ao
mesmo tempo, mas não no mesmo lugar. Os personagens, o ambiente e o cardápio
também serão diferentes. Hoje devemos escolher em qual delas participaremos,
pois não poderemos participar das duas.
A primeira delas, a Ceia do
Cordeiro se dará no céu logo após a segunda vinda de Jesus, o qual virá buscar
seus convidados. Nesta ceia nem todos os convidados participarão porque muitos
são os chamados, mas poucos os escolhidos. Na segunda ceia chamada a grande
Ceia de Deus, todos os convidados estarão presentes.
Antes, porém, da segunda vinda de
Jesus e das duas Ceias, o capítulo 19 apresenta um festivo coro celestial.
Trata-se de um louvor a Deus pelo julgamento da grande meretriz, tratado no Capítulo
17 e pela vingança de Seus santos, registrada no capítulo 18. White situa o
coro no tempo:
“O entoar deste
cântico de louvor a Deus segue-se imediatamente
após a finalização do sétimo flagelo”.
Compreendido o contexto, vamos
examinar agora, um pouco mais este coro, que se divide em duas partes, as quais
recebem cada uma delas, uma resposta também cantada. A primeira parte atribui
honra e justiça a Deus por ter punido Babilônia, nestes termos:
“Depois destas
coisas (julgamento e queda de Babilônia, já referidos), ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia!
A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus, porquanto verdadeiros e
justos são os Seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a Terra
com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos Seus servos. Segunda
vez disseram: Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos”.
Apocalipse 19: 1-3. Parênteses acrescentados.
A salvação, neste caso, foi das
mãos da Babilônia mística que se embriagava com o sangue dos santos, conforme
Apocalipse 17: 6:
“Então, vi a mulher embriagada com
o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus; e, quando a vi,
admirei-me com grande espanto”.
Ela também comandou um decreto de
morte contra os santos do Altíssimo:
“E lhe foi dado
comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse como ainda
fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”. Apocalipse 13: 15.
E, finalmente, foi punida como
mereceu, conforme já anunciado em Apocalipse 18: 18 – 20:
“Então, vendo a fumaceira do seu
incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? Lançaram pó sobre a
cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se
enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência,
porque, em uma só hora (quinze dias), foi
devastada! Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas,
porque Deus contra ela julgou a vossa causa”. Parênteses acrescentados.
Assim, os três primeiros versos de Apocalipse 19, surgem como uma
consequência deste enunciado. E, a seguir a revelação apresenta uma resposta
positiva à primeira parte do coro, conforme Ap. 19: 4:
“os vinte e quatro
anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha
sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia”!
Na sequência, uma voz do trono, provavelmente
de Jesus Cristo, convoca todos os súditos leais do Universo para um
reconhecimento em coro desta solene verdade, dando forma à segunda parte do
coro celestial:
“Saiu uma voz do
trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O
temeis, os pequenos e os grandes”. Apocalipse 19: 5.
Como resposta, o Universo inteiro
une-se na aclamação dos direitos de soberania universal de Deus:
“Então, ouvi uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e
como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o
Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, pois são chegadas
as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou...”Apocalipse
19: 6-7.
A alegria, aqui, é uma experiência íntima do
coração; e a exultação, é a expressão externa que resulta da emoção da alegria
interna. Ela vem de corações transbordantes de felicidade por Cristo estar
agora reinando como rei. A esposa do Cordeiro é a cidade santa, a nova
Jerusalém:
“Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte
de Deus, ataviada como noiva adornada para o Seu esposo”. Apocalipse 21: 2.
Os redimidos, ainda na Terra
talvez nem avaliem o tamanho da festa que lhes está preparada. Serão então recolhidos
para se juntarem aos demais servos que já estão no céu, para participarem
juntos da impressionante Ceia do Cordeiro. E deles se diz no verso 9:
“Então, me falou o anjo: Escreve: bem-aventurados
aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas
as verdadeiras palavras de Deus”.
Recapitulando, ‘todos os Seus servos’, da Terra
e do céu, participam das bodas da Ceia do Cordeiro, como vimos no verso 5. Não
haverá problemas de espaço, de cor, de ideologia nem de recursos
financeiros.
Trata-se “de uma numerosa multidão – verso 6. Os justos são como a areia do
mar. O Senhor Jesus não patrocina fracassos. E o ambiente desta ceia é o da
mais viva e permanente alegria; louvores gloriosos e aleluias jubilosas são
ouvidos e há uma exultação sem par:
“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória”, verso 7.
Finalmente Apocalipse 19: 8-9 dá
a razão de tanto júbilo:
“pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro.
Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o
anjo: Escreve: Bem - aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do
Cordeiro. E acrescentou: são estas as verdadeiras palavras de Deus”.
Não há palavras mais positivas
para realçar a Ceia das bodas do Cordeiro como as de Isaías 51: 11:
“Assim
voltarão os resgatados do Senhor (de toda a Terra) e virão a Sião (celestial)
com júbilo, e perpétua alegria lhes coroará a cabeça; o regozijo e a alegria os
alcançarão, e deles fugirão a dor e o gemido”.
O ideal seria encerrar por aqui.
Mas há uma grande pergunta que não pode deixar de ser feita: será que nos
assentaremos com o Senhor Jesus Cristo, naquele grande dia? Ou optaremos pela segunda
ceia? Apesar do seu aspecto lúgubre, trágico e tétrico, a segunda ceia é
extremamente real e nós precisamos examiná-la para nos precavermos de nela não
participarmos. Nós a encontramos em Ap. 19: 17:
“Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando
a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande Ceia
de Deus”.
A grande Ceia de Deus será na
Terra. Ezequiel 39: 17-20, falando do pós Armagedom, nos adiante um vislumbre
dela:
“Tu, pois, ó filho do homem, assim diz o Senhor Deus: Dize às aves de
toda espécie e a todos os animais do campo: ajuntai-vos e vinde, ajuntai-vos de
toda a parte para o meu sacrifício, que eu oferecerei por vós, sacrifício
grande nos montes de Israel; e comereis carnes e bebereis sangue. Comereis a
carne dos poderosos e bebereis o sangue dos príncipes da Terra, dos carneiros,
dos cordeiros, dos bodes e dos novilhos, todos engordados em Basã. Do meu
sacrifício, que oferecerei por vós, comereis a gordura até vos fartardes e
bebereis o sangue até vos embriagardes. À minha mesa, vós vos fartareis de
cavalos e de cavaleiros, de valentes e de todos os homens de guerra, diz o
Senhor Deus”.
Nesta Ceia, quem são os convidados? São as
aves! Qual é o ambiente? Será o mais trágico e triste possível. Quem
participará da ceia das aves? Diz-nos a versão de Apocalipse 19: 17-21:
“Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando
a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande Ceia
de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carne de
poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres,
quer escravos, tanto pequenos como grandes. E vi a besta e os reis da Terra,
com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava
montado no cavalo e contra o seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com
ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu
aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os
dois foram lançados vivos para dentro do lago de fogo que arde com enxofre (sexta
trombeta – Apocalipse 9: 18). Os
restantes foram mortos com a espada que saía da boca dAquele que estava montado
no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes”.
O sexto selo (Apocalipse 6: 15-17)
dá mais detalhes desta obra dantesca:
“Os reis da Terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e
todo escravo e todo o livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos
montes e disseram aos montes e aos rochedos: caí sobre nós e escondei-nos da
face dAquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o
grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se”?
Não poderemos participar das duas
ceias. Elas serão muito diferentes. Uma será com Cristo, no céu; a outra, com
as aves, na Terra. Devemos agora fazer nossa escolha. Não é negócio fazermos
parte da segunda ceia, das virgens loucas, dos mornos de Laodiceia. Nossa
escolha, entretanto, não poderá ser por medo porque:
“No amor não existe medo, antes o perfeito amor lança fora o medo”- I
João 4: 18.
O mais maravilhoso é, justamente
isto: que não precisamos ter medo. Os dois grupos são inumeráveis. Há um lugar
para você em qualquer um deles.
Escutemos a voz de Jesus em Apocalipse
3: 20:
“Eis que
estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em
sua casa e cearei com ele e ele Comigo”.
Que possamos todos, enquanto estivermos
aqui, repetir, de coração, as palavras de Isaías 61: 10:
“Regozijar-me-ei
muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes
de salvação, e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna com
turbante, como noiva que se enfeita com suas joias”.
Anexos
Anexo 1 – Daniel 11: 1-30
O império
Medo-Persa (Daniel 11:1-2)
Em Daniel 11:1 Gabriel, montando guarda
no império dos Medos e Persas, anima Dario, o medo: “E eu, no primeiro ano de Dario, o medo, me levantei para fortalecê-lo e
animá-lo”.
No segundo verso o mesmo Gabriel
faz referência à profecia do capítulo 11, propriamente dita: “Agora eu te declararei a VERDADE...” e
começa, citando quatro reis sucessores de Ciro, o persa:
“Eis que ainda três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto será
cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, tornado forte, por suas
riquezas, empregará tudo contra o reino da Grécia”. Neste ponto, a História
é levada até Xerxes (o Assuero do livro de Ester). Realmente, depois de Ciro,
que reinou de 539 a 530 aC, a História registra quatro reis até Assuero. O
primeiro foi Cambises, filho de Ciro (530 aC a 522 aC); o segundo foi o chamado
falso Esmerdis, que governou apenas um ano, em 522 aC; o terceiro foi Dario
Histapes, o Grande, de 522 aC a 486 aC. Este, a exemplo de Ciro, também fez um
decreto liberando os judeus para retornarem à Jerusalém. Nesta ocasião, só não
voltou para a sua terra o judeu que não quis. Os que ficaram no exílio sofreram
o decreto de morte que é narrado no livro de Ester.
Depois disto, Dario montou um
grande exército para conquistar os gregos, em 490 aC, sendo, contudo derrotado
inesperadamente na batalha de Maraton. Após sua morte, ocorrida quatro anos
mais tarde, foi substituído por Xerxes que reina de 486 aC à 464 aC. Xerxes
reúne um extraordinário exército formado por 40 nações para retomar a luta
contra a Grécia. Ele, no entanto, é igualmente derrotado pelos gregos, em 479 aC,
na batalha de Platoa. Daí em diante a Medo-Persa nunca mais se levantou contra
os gregos, vivendo um longo período de paz até 331 aC. Neste ano, Alexandre, o
Grande, rei da Grécia contra atacou, com sucesso os Medos e Persas no reinado
de Dario III, implantando o terceiro império mundial previsto nas profecias de
Daniel.
O conquistador grego (Daniel 11: 3-4)
Daniel 11: 3 “Depois se levantará um rei, poderoso, que
reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver”.
A palavra ”depois” leva a História para cerca de 150 anos à frente, quando
Alexandre, levantando-se na Macedônia, estabelece seu notável império,
reconhecido pelas suas conquistas e Artes. De 331 aC a 323 aC ele estende o seu
reino do Egito ao Mar Cáspio, fazendo o que bem entendia. Estava no ápice de
sua carreira quando vem o desfecho do verso 4:
Daniel 11: 4 “Mas, no auge, o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro
ventos do céu; mas não para a sua posteridade nem tão pouco segundo o poder com
que reinou, porque o seu reino será arrancado e passará a outros, fora dos seus
descendentes”.
Alexandre, o grande, morre aos 32 anos,
vitimado pela febre amarela, deixando um filho sem idade para governar. Assume,
então, o trono da Grécia, os quatro generais que o auxiliavam e que acabaram
dividindo o reino entre si.
O filho de Alexandre foi
assassinado, enquanto que os quatro generais: Aristarco, Celeuco, Ptolomeu e
Cassandro começaram uma lutar pelo domínio absoluto, enfraquecendo-se
mutuamente. Sobraram apenas dois: Ptolomeu, que ficou com a parte Sul e
Celeuco, que ficou com o Norte.
Observação: A interpretação
de Norte e Sul deve ser orientada pela posição geográfica em relação a Israel e
não deverá ultrapassar os limites dos impérios mundiais da época. O Egito
representava o limite mais ao sul dos impérios persa, grego e romano, enquanto
que a Síria representava o extremo norte.
3. Guerras do império grego (Daniel 11: 5-15)
3.1. Guerras do sul contra o norte
(Daniel 11: 5-8)
Daniel 11: 5 “O rei do Sul será forte, como também um de seus príncipes; este será
mais forte do que ele, e reinará e será grande o seu domínio”.
Embora o rei do Egito fosse
inicialmente mais forte e procurasse conservar o seu domínio, que incluía a
Palestina, o príncipe Celeuco, da Síria, estendeu o seu domínio até a fronteira
com a Índia, sobrepujando-o.
Daniel 11: 6: “Mas, ao cabo de anos, eles se aliarão um
com o outro; a filha do rei do Sul casará com o rei do Norte, para restabelecer
a concórdia; ela, porém, não conservará a força do seu braço, ele não
permanecerá, porque ela será entregue e bem assim os que a trouxeram, e seu
pai, e o que a tomou por sua naqueles tempos”.
Depois de trinta e cinco anos da
morte de Celeuco, foi tentada uma aliança entre os reinos do Norte e o do Sul.
A filha do rei do Sul, Berenice, casou-se com o neto do rei do Norte, Antíoco.
O fundamento político desse casamento era que Berenice, descendente de
Ptolomeu, esperava a concórdia entre os dois reinos, fazendo do filho dela com
Antíoco o legítimo herdeiro de tudo, voltando a ser como no tempo de Alexandre.
Entretanto, a mulher legítima de Antíoco, Laodice, envenenou-o e assassinou o
filho de Berenice, fazendo com que a aliança desaparecesse e os dois reinos se
separassem.
Daniel 11: 7 “Mas, de um renovo da linhagem dela um se levantará em seu lugar, e
avançará contra o exército do rei do Norte e entrará na sua fortaleza, agirá
contra eles e prevalecerá”.
Da linhagem de Berenice, um filho
de Ptolomeu II, irmão dela, em 246 aC invadiu a Síria, avançando do Sul contra
o rei do Norte, vencendo-o.
Daniel 11: 8: “Também aos seus deuses com a multidão de
suas imagens fundidas, com os seus objetos preciosos de prata e ouro, levará
como despojo para o Egito; por alguns anos ele deixará em paz o rei do Norte”.
O descendente de Ptolomeu, que
ficou com o reino do Egito, (e aqui fica claro que o Egito é o reino do Sul),
era idólatra, e quando voltou do Norte, trouxe consigo os ídolos da Síria,
restabelecendo a idolatria no Egito, esquecendo-se, por alguns anos, do rei
vencido.
3.2. Guerras do norte contra o
sul (Daniel 11: 9-15)
Daniel 11: 9-10 “Mas depois este avançará contra o reino do
rei do Sul, e tornará para a sua terra. Os seus filhos farão guerra, e reunirão
numerosas forças; um deles virá apressadamente, arrasará tudo e passará
adiante; e, voltando à guerra, levá-la-á até as fortalezas do rei do Sul”.
Havendo Ptolomeu esquecido de
guarnecer suas fronteiras, o rei do Norte, agora mais forte após vários anos de
preparo, invade o Sul. Tratava-se de Antíoco Epifânio, outro descendente de
Celeuco que, conseguindo reunir um grande exército, marchou até as fortalezas
do Egito.
Daniel 11: 11: “Então este se exasperará e pelejará contra
ele, contra o rei do Norte; este porá em campo grande multidão, mas a sua
multidão será entregue nas mãos daquele”.
Em 217 aC, os dois reinos (do
Norte e do Sul) colocaram 70.000 soldados em luta, na batalha de Ráfia,
resultando na derrota do reino do Norte, que foi então anexado por Ptolomeu IV.
Daniel 11: 12“A multidão será levada, e o coração dele se exaltará; ele derrubará
miríades, porém não prevalecerá”.
Ptolomeu IV, de caráter exaltado,
confiado nos méritos da vitória não se preocupou com um novo ataque do rei do
Norte, que se preparou mais uma vez, para retomar as regiões perdidas.
Daniel 11: 13“Porque o rei do Norte tornará, e colocará em campo multidão maior do
que a primeira, e, ao cabo de tempos, isto é, de anos, virá às pressas com
grande exército e abundantes provisões”.
Percebemos neste verso, o
obstinado desejo de domínio do rei do Norte, que tentando mais uma vez, coloca
mais soldados em luta, do que havia posto em Ráfia. E, neste ínterim,
aproveitando-se da morte de Ptolomeu IV, que deixou um filho de cinco anos no
trono, conseguiu invadir o Egito e derrotar o rei do Sul, tomando inclusive a
Palestina, conforme o verso 15.
Daniel 11: 15“O rei do Norte virá, levantará baluartes, e tomará cidades
fortificadas; os braços do Sul não poderão resistir, nem o seu povo escolhido,
pois não haverá força para resistir”.
Observação: Enquanto as
guerras continuavam entre o rei do Norte e o rei do Sul, no Oeste crescia,
silenciosamente, o Império Romano. Enquanto os gregos se enfraqueciam os
romanos se fortaleciam.
Nesta ocasião, Antíoco Epifânio,
vencendo finalmente o Sul, tentou helenizar os judeus, os quais conservavam
ainda os seus costumes, os seus sábados e a sua cultura. O inimigo, na
tentativa de acabar com o que restava do povo de Deus, entrou no templo de
Jerusalém, oferecendo um porco em holocausto, forçando os judeus a fazerem o
mesmo em seus altares. Os judeus, desesperados, fizeram nesta época, um acordo
com Roma, que veio em seu auxílio. Os judeus conseguiram reunir um pequeno
exército e promover uma revolta para expulsar Epifânio, contando com o apoio do
imperador Pompeu, que avançava com o império romano.
4-O Império Romano (Daniel 16 a 30)
Tratando já do império romano,
diz o verso 16:
“O que, pois, vier
contra ele, fará o que bem quiser, e ninguém poderá resistir a ele; estará na
terra gloriosa, e tudo estará em suas mãos”.
Isso ocorreu em 161AC, quando
Roma, aproveitando-se do esgotamento do império grego e do pedido de ajuda de
Israel, domina o que restara da Síria, ocupando, a partir de então, historicamente,
o reino do Norte. Roma, imperceptivelmente, foi também anexando a Palestina à
sua jurisdição, o que se concretizou, de fato, cem anos mais tarde. A Palestina
torna-se, efetivamente, território romano, e os judeus passaram a orar e
aguardar pelo Messias político que os libertaria.
No ano 51 aC, com a morte de
Ptolomeu XI, que deixou dois filhos: Ptolomeu XII e Cleópatra, Roma
aproveitou-se da ocasião para colocar o Egito sob seu domínio. O Egito reúne
todo o seu exército para a luta e busca negociar com Roma, propondo um acordo
com Júlio Cesar, então imperador romano. Seu intuito era o de unir o Egito com
Roma por meio de um casamento, conforme o verso 17:
Daniel 11: 17 “Resolverá vir com a força de todo o seu reino, e entrará em acordo com
ele, e lhe dará uma jovem em casamento, para destruir o seu reino; isso, porém,
não vingará, nem será para sua vantagem”.
Júlio César aceitou a proposta de
casamento com Cleópatra, a herdeira do Egito e, depois de conquistá-la, volta
para Roma, mas não antes de outras conquistas territoriais:
Daniel 11: 18-19: “Depois se voltará para as terras do mar, e
tomará muitas; mas um príncipe fará cessar-lhe o opróbrio, e ainda fará recair
o opróbrio sobre aquele. Então voltará para as fortalezas de sua própria terra;
mas tropeçará e cairá, e não será achado”.
O verso 19 apresenta Júlio César
voltando glorioso à Roma e sendo recebido com festa. Havia, porém, uma
conspiração entre os seus senadores que o assassinaram. Após sua morte, a
História aponta uma disputa entre dois homens fortes de Roma: Marco Antônio e
César Augusto. Cleópatra, pensando que Marco Antônio sairia vencedor, tentou
conquistá-lo, chegando a casar-se com ele e colocando seu reino contra César
Augusto. Este, no entanto,conquistou o exército, na ausência de Marco Antônio,
ficando com o reino de Roma. Derrotado pelo seu oponente, Marco Antônio
suicida-se quando de seu retorno para o Egito. Cleópatra, desesperada
suicida-se, também, após uma frustrada aproximação a César Augusto, que governa
Roma de 44 aC até 14 dC. O verso 20 faz alusão à morte de Júlio César e à
Ascensão de César Augusto:
“Levantar-se-á,
depois, em lugar dele, um que fará passar um exator pela terra mais gloriosa do
seu reino; mas em poucos dias será destruído, e isso sem ira nem batalha”.
Foi no império de César Augusto
que saiu o decreto obrigando todo cidadão a vir a sua cidade para o
recenseamento (Lucas 2:1). Neste período Maria e José foram a Belém, onde Jesus
nasceu.
Daniel 11: 21“Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado
a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com intrigas”.
César Augusto não gostava do
filho – Tibério César, que era filho apenas de Lívia, sua esposa. Tibério
César, por isso, foi considerado indigno para a sucessão – um homem vil. Mas
acabou sendo o imperador, por manobras de sua mãe. Tibério César colocou na
Palestina um procurador chamado Pôncio Pilatos que foi quem assinou o termo de
crucifixão de Jesus em 31 dC, conforme o verso seguinte:
Daniel 11: 22: “As forças inundantes serão arrancadas de diante dele; serão
quebrantadas, como também o Príncipe da Aliança”. Esta é uma evidente
alusão à crucifixão de Jesus Cristo, distinguindo com clareza o tempo profético
assinalado. Os versículos seguintes, pela lógica, deverão corresponder a fatos
ocorridos na Igreja Primitiva, haja vista a necessidade da continuidade da
História. Lembremo-nos que a profecia é apenas a antecipação da História graças
à pré-ciência de Deus.
Daniel 11: 23: “Apesar da aliança com ele, usará de engano,
subirá e se tornará forte com pouca gente”. Este verso deve estar fazendo
uma alusão à relativa decepção com respeito ao cristianismo, que não obstante a
aliança estabelecida com Cristo aceitou a introdução lenta e gradual da
apostasia, mormente após a morte de todos os apóstolos do Senhor Jesus. O verso
também deve fazer alusão a Constantino que eleva o cristianismo das catacumbas
para os palácios.
Daniel 11: 24-25: “Virá também caladamente aos lugares mais
férteis da província, e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os pais de seus
pais; repartirá entre eles a presa, os despojos e os bens; e maquinará os seus
projetos contra as fortalezas, mas por certo tempo. Suscitará a sua força e seu
ânimo contra o rei do Sul à frente de grande exército; o rei do Sul sairá à
batalha com grande e poderoso exército, mas não prevalecerá, porque maquinarão
projetos contra ele”.
Enquanto o verso 24 fala de uma
possível dispersão da igreja primitiva, o verso 25 aponta para a ocorrência de
disputas entre os bispos de Roma e o do Egito (Sul).É bem provável que se
refira aí ao combate às três tribos arianas (nações que defendiam os pontos de
vista de Ários, bispo de Alexandria,o qual afirmava ser Jesus Cristo apenas
homem e não Deus). As tribos arianas foram destruídas completamente,
alinhando-se, Daniel 11: 25 com Daniel 7: 8: “Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro
pequeno (papado), diante do qual três
dos primeiros chifres (três nações arianas), foram arrancadas (destruídas)”.
A última tribo ariana, (os Hérulos), caiu em 538. O resultado destes
combates deu condições ao estabelecimento definitivo do papado.
Daniel 11: 26: “Os que comerem os seus manjares o
destruirão, e o exército dele será arrasado, e muitos cairão
transpassados".
Temos aqui mais uma alusão à
queda do Arianismo, o que facilitou aos Bispos de Roma consolidar seu poder
religioso e político.
Daniel 11: 27: “Também estes dois reis se empenham em fazer
o mal, e a uma só mesa falarão mentiras; porém isso não prosperará, porque o
fim virá no tempo determinado”.
Este verso encontra uma melhor
aplicação no que se refere ao aumento do poder dos bispos romanos e a
diminuição do poder político dos imperadores de Roma pagã, cujo final foi aqui
previsto.
Daniel 11: 28 “Então tornará para a sua terra com grande
riqueza; o seu coração será contra a santa aliança, fará o que lhe aprouver, e
tornará para a sua terra”.
A partir do ano 330 dC Roma
começa a cair. E numa tentativa de sobrevivência Constantino reúne muitos
recursos e investe em Constantinopla que passa a ser a capital do império. Em
Roma, o caminho fica aberto para os bispos que organizam a hierarquia da
igreja.
Daniel 11: 29: “No tempo determinado tornará a avançar contra o Sul; mas não será
nesta última vez como foi na primeira"...
A saída de Constantino de Roma
redundou no desaparecimento do Império Romano, em 476 dC, passando o cetro do
poder para os papas que estabeleceram, a partir de então, a Primeira Supremacia
Papal (538 dC a 1798 dC).
Daniel 11: 30 “porque virão contra ele navios de Quitim,
que lhe causarão tristeza; voltará e se indignará contra a santa aliança, e
fará o que lhe aprouver; e, tendo voltado, atenderá aos que tiverem desamparado
a santa aliança”.
A expressão profética “navios de
Quitim” faz referência às nações bárbaras que penetraram o império romano,
dividindo-o em dez reinos - uns mais fortes, outros mais fracos, que nunca mais
se uniriam novamente. (um reino dividido, conforme Daniel 2). Diz, ainda, que
Roma agiria contra a santa aliança.
Do versículo 31 em diante
espera-se, pois, que se faça alguma alusão ao papado e às perseguições da Idade
Média e é isto o que realmente acontece, conforme o exposto a partir da página 11.
Anexo nº 2 – Dispersão (diáspora) do povo judeu
1.
“Após 1.200 anos de
existência, tanto espiritual como politicamente movimentada e atribulada, o
Estado e o templo de Israel foram destruídos pelos romanos no ano 70 A.D. A
população de Jerusalém foi em parte morta, em parte submetida à escravidão e em
parte levada a abandonar o País. O centro oficial e a nacionalidade do povo
judeu se dissolveram.
2.
Durante quase 2.000
anos, o povo de Israel espalhado pelo mundo, foi vítima de um processo sempre
revivido de perseguição religiosa e destruição regional. Assim, o imperador
Adriano (117-148 aD), declarou ilegal a religião judaica e principalmente a
guarda do sábado. Paralelamente, o helenismo, que mais e mais se propagava no
Império Romano, começou a agir de maneira dissolvente sobre a cultura religiosa
e as tradições do povo na Dispersão. A volta à Jerusalém e mesmo a visita à
cidade, foram proibidas aos judeus sob pena de morte naquela época.
3.
Comunidades
judaicas maiores e menores existiam naquele tempo na Espanha, África, Egito,
Oriente Médio, Grécia, Itália e Sul da França. De Roma, grupos isolados de
comerciantes e artesões judeus rumaram para o Norte até as províncias romanas
além dos Alpes à procura de uma nova pátria.
4.
Outros há muito
tempo radicados na Espanha, não tiveram atritos nem com os segmentos pagãos,
nem com os arianos da população. Somente depois que o rei visigodo Ricardo I
abraçou a fé católica, é que os judeus da Espanha passaram a viver também sob a
sombra da perseguição.
Pouco antes da
vitória dos muçulmanos, no ano 681 dC, após o 12º Concílio Eclesiástico em
Toledo, os direitos dos cidadãos judeus foram limitados através do decreto
baixado pelo arcebispo Juliano. No final do século VII, tiveram seus bens
confiscados, foram submetidos à escravidão e sua fé religiosa foi proibida.
No ano de 711,
quando os muçulmanos conquistaram o sul da Espanha, iniciou-se para os judeus
que lá habitavam uma era de paz e reconstrução. Durante os 600 anos que se
seguiram, os até então perseguidos, gozaram de um florescimento econômico e
cultural como jamais haviam tido. Moisés Maimônides e outros representantes do
judaísmo brilham até hoje através da história cultural da humanidade.
Também no norte da
Espanha os reinados menores não ousavam recusar uma certa tolerância à minoria
judaica. Assim, em contraste com o que ocorreu na França, Inglaterra, Alemanha
e Áustria, a Península Ibérica tornou-se para os judeus dispersos, durante
alguns séculos, um reduto de paz, conforto e construtividade.
5.
Somente quando o norte
da Espanha, sob o reinado de Afonso de Castilha, tornou-se politicamente
dependente do papa Inocêncio, surgiu uma mudança radical na situação. Em maio
de 1.205 dC, o papa ameaçou o rei Afonso de excomunhão, caso este continuasse a
admitir em sua corte funcionários judeus. Uma de suas cartas, endereçada ao
Conde Never, diz: “Como Caim, assassino de seu irmão, assim também os judeus
são condenados a vaguear como fugitivos e vagabundos pela face da Terra e seu
semblante deve ser coberto de vergonha. Eles não devem, de maneira alguma, ser
protegidos por príncipes cristãos – ao contrário, deverão ser condenados à
servidão”. Os judeus que habitavam no norte da Espanha viram aproximar-se dias
negros. Eles foram, pouco a pouco, excluídos do convívio com o povo. Assim
começou, no norte da Espanha – e, mais tarde, após a expulsão do Islã, também
no sul – uma época de humilhações, revogação de direitos e expropriação
desenfreada para a população judia. Ela terminou em 1492, com a expulsão geral
dos judeus do novamente unido reino da Espanha, depois de que uma parte deles
se havia tornado vítima da inquisição. Também os judeus espanhóis passaram a
procurar uma nova pátria.
6.
Entre os séculos XI
e XIII retumbou na Europa Central e Sudoeste, um movimento que tangia à loucura
coletiva e inundou os países com sentimentos os mais ‘sagrados’ e, ao mesmo
tempo, com desenfreadas crueldades: As Cruzadas. O objetivo e a atração desta
aventura religiosa era a libertação da Palestina e do túmulo de Jesus Cristo em
Jerusalém das mãos dos muçulmanos. Um fervor irresistível tomou conta de todas
as classes dos países e reinados do Velho Continente. Lado a lado com piedosos
peregrinos, seguiam ‘desperados’ (bandidos) ávidos por ouro, místicos
fanáticos, românticos sedentos de aventura, para a Terra Santa, convictos de se
terem tornados soldados de Cristo. Logo após o início da Primeira Cruzada,
desenvolveu-se ao mesmo tempo uma decidida sede de luta contra todos os que não
se achavam recolhidos no porto seguro da fé católica, em primeiro lugar contra
os judeus estabelecidos na Europa Central. Sete Cruzadas, distribuídas por 200
anos, foram suficientes para arrasar com as comunidades judaicas que se achavam
no caminho da ‘guerra santa’, através de assaltos, roubos e assassinatos.
Somente poucos dos que haviam reconstruído seu lar, no decorrer de décadas em
países europeus, foi possível escapar. Incontáveis famílias cometeram suicídio.
Seu desespero superou a esperança e a
fé.
Não cabe aqui a
questão de quem teve a culpa destes terríveis 200 anos de tormentos judaicos,
nem queremos diagnosticar a origem da confusão espiritual e da degeneração
moral e religiosa da cristandade que perseguia os judeus. Não eram grupos
isolados os que foram tomados pela sede de perseguição. Era a grande maioria de
uma sociedade cheia de ódio, que procurava na desforra o sentido de sua
existência.
No grandioso século XIII, o
século do imperador Frederico II em Palermo – do verdadeiro e santo cristão
Francisco de Assis, do genial poeta Dante, do puro buscador de Deus Tomás de
Aquino, do surgimento das ciências naturais, da aparição das mais ricas e belas
catedrais- naquele século os judeus da Europa viviam em condições de humilhação
indescritível de corpo e alma. Excluídos da comunidade de seus povos
anfitriões, forçados a usar o sinal amarelo da vergonha e ignomínia em suas
vestes, muitos perderam o seu amor-próprio e entraram em decadência interior e
exterior. O orgulhoso espírito de Israel estava desmoronando. O Papa Inocêncio
III acreditava firmemente que os judeus fossem uma raça maldita, a qual teria
de sofrer individual e coletivamente por terem rejeitado Cristo e sua salvação.
Se bem que ele proibiu formalmente agredir os judeus fisicamente ou
convertê-los à força, eles foram obrigados a viver uma existência de párias
7.
Já na época da
Primeira Cruzada, grassava uma terrível epidemia de peste desde Flandres até à
Boemia, enquanto Lorena era flagelada por uma calamidade de fome. 25 milhões de
pessoas morreram: um quarto da população europeia. Logo se espalhou o boato de
que os judeus haviam causado tudo isto e o ódio aos judeus cresceu até ao auge.
Foram expropriados, perseguidos e assassinados, onde quer que fossem
encontrados. Tiveram de padecer excessos terríveis. O Papa, o rei e as
autoridades civis procuravam em vão apaziguar as massas espumejantes de ódio. A
carnificina contra os judeus só terminou quando a peste se acalmou.
8.
A Renascença na
Europa festejou o ressurgimento cultural e econômico sob exclusão hermética da
população judaica. Na Alemanha e Áustria ainda eram suficientes as menores
provocações para criar insurreições e carnificinas contra os judeus.
9.
Quando o século da
Reforma se iniciou, as parcas comunidades judaicas sobreviventes acariciaram
esperanças de uma melhora de sua situação. Martinho Lutero, no início de sua
carreira, em sua intenção de espalhar pelo mundo os verdadeiros ensinos
cristãos, procurou reprimir o ódio generalizado contra os judeus, ao escrever:
“Nossos tolos, os papas, os bispos, os sofistas e os monges comportaram-se até
hoje de uma maneira tal contra os judeus, que aquele que era bom cristão teria
preferido ser judeu. E caso eu mesmo tivesse sido um judeu e tivesse visto
tamanhos idiotas e asnos que dirigiam e ensinavam o Cristianismo – eu teria
preferido ser um porco a ser um cristão, pois aqueles trataram os judeus como
cães e não como seres humanos”.
Mais para o final
de sua vida, porém, Lutero alterou sua posição em relação à questão dos judeus
para um crasso oposto: em seu folheto “Com referência aos Judeus e Suas
Mentiras”, uniu-se àqueles que culpavam os judeus dos crimes mais hediondos.
Ele aconselhava os príncipes simpáticos à causa dele a combater “estes
parasitas” com a máxima rigidez. Não é de admirar que as igrejas protestantes,
após a morte de Lutero, não mais combateram a popular antipatia contra os
judeus. Apesar de terem pleno acesso ao Novo Testamento, esqueciam-se de que as
últimas palavras de Cristo na Cruz foram um pedido ao Pai Celestial de que
perdoasse Seu povo, pois eles não sabiam o que faziam.
No entanto, a
Alemanha do Século XVI – vista globalmente – tolerou os judeus que ali viviam
intimidados e praticamente sem direitos. Permitia se lhes trabalhar e
sobreviver. Em comparação com os outros países da Europa Ocidental, eles ali se
encontravam em situação privilegiada.
Os Guetos
10.
O temor dos judeus,
que com o passar dos séculos se transformou em asco e ódio cego, levou a
sociedade europeia da Idade Média e do Renascimento – XII ao XVI séculos – a
instituição dos guetos. Não se permitia aos judeus morar junto à burguesia cristã.
Nos confins mais
afastados de suas florescentes cidades, indicou-se aos filhos de Abraão um
restrito espaço de sobrevivência, separados por altas muralhas. Em casas
carentes de espaço, pobres em luz solar e entre vielas estreitas e
anti-higiênicas, era-lhes permitido viver uma vida precária, isolados de
qualquer desenvolvimento cultural. Obrigavam-nos a costurar em suas miseráveis
vestimentas a estrela de David amarela, como sinal de sua periculosidade
física, moral e de sua degradação.
11.
A autoconfiança
milenar do povo judeu sofreu muito sob os efeitos desse desprezo humano. A
Europa cristã transformou os judeus em caricatura e os julgava com repugnância
e com um orgulho sem piedade. A antipatia pelos judeus tornou-se natural entre
os povos europeus. A cruz, símbolo do perdão e da reconciliação, foi renegada
ou falsificada. Sob este signo, cristãos se tornaram escarnecedores e judeus
escarnecidos. O abismo entre o amor de um Deus misericordioso e o ódio dos
homens incompreensivos e fanáticos tornou-se imenso. Os guetos eram incendiados
e destruídos, seus habitantes, se não haviam sido queimados, eram chacinados e
morriam aos milhares, rezando perplexos, estupefatos ou em mudo desespero.
Estes “pogroms” (perseguições) são testemunhas de uma história, de cuja
responsabilidade nenhum dos países europeus pode eximir-se. O ódio externo aos
judeus percorreu o Velho Continente como convulsões de um doente, vítima de
epilepsia. Seja no pesadelo russo sob o reinado dos Czares Alexandre I,
Alexandre III e Nicolau II, seja na Europa do Sul ou na Itália do Norte ou
Central, seja na Boêmia, Áustria ou França, seja em países católicos ou
protestantes nos séculos XVII e XVIII, ricos em desenvolvimento artístico e
cultural: para o povo judeu a Europa não
oferecia uma existência digna de um ser humano. Mesmo na França, quando
finalmente se instalou o liberalismo político, e Napoleão procurou incutir na
mente europeia a emancipação dos judeus, como exemplo do progresso político e
cultural, houve logo recaídas que comprovam a fragilidade da recém-conquistada
igualdade de cidadania dos judeus. Podia-se avaliar quão profundamente o ante
semitismo, gerado pelo preconceito contra os concidadãos, dominava as mentes.
Até mesmo espíritos iluminados como os de Goethe não foram poupados por esta
calamidade.
12.
Após um Século XIX
precariamente liberal, o Século XX viveu o maior extermínio em massa de judeus,
jamais visto em tão pouco tempo, sob o regime de Hitler. Este poderá ser
superado apenas por uma liquidação total, última e oficialmente proclamada, do
Estado de Israel, que a maioria dos países árabes vizinhos, adeptos do Islã,
planeja levar a cabo como uma guerra religiosa contra o povo judeu, ali e em
toda a Terra.
Enquanto cicatrizam
as feridas de 2.000 anos de perseguição e dispersão do povo judeu, vemos
tumultos e confusões, como nunca antes os houve desafiarem a humanidade inteira
com a questão da sobrevivência. Nesta época a comunidade israelita mundial
encontra-se em alternativa semelhante à do início da Era Comum (era de Cristo).
Tanto o tronco de um moderno Estado independente de Israel, como também a
extraordinária ramificação de comunidades judaicas, que se expandem por toda a
Terra, vivem na expectativa do acontecimento mais decisivo de todos os tempos.
Os liberais, voltados
para o mundo, acreditam na próxima e irrevogável vitória do desenvolvimento
tecnológico. Confiam no progresso e em suas bênçãos e creem – através desta
imagem positiva – em uma filosofia futurista para nosso planeta, em uma
fantástica evolução das possibilidades humanas, que nos conduziria à redenção
de todas as limitações terrenas.
Outros mais conservadores e
religiosos, iniciados na Bíblia, esparsos em todos os continentes, creem na
vinda do Messias e no advento do prometido reino messiânico, de caráter
transcendental.
Os representantes tanto de uma
como de outra esperança, contudo, confiam em que o problema mundial dos judeus
encontrará sua ditosa solução antes do final do século XX.
A comunidade
Adventista do Sétimo Dia, que segue plenariamente a Sagrada Escritura, convida
seus amigos, tanto do Israel tradicional como do espiritual, a examinar sem
preconceitos a Bíblia, em seus testemunhos messiânicos e em suas profecias. Sob
a proteção do Espírito divino e sob o efeito de sérias orações, a verdade sobre
Israel iluminará transparentemente a todo filho de Deus que a busca
sinceramente. A história milenar da redenção da humanidade – e a história, a
ela estreitamente relacionada, do povo hebreu (criado por Deus para este fim),
desembocarão simultaneamente na Eternidade.
O reino de Deus será edificado com a participação de homens
redimidos desta Terra. Escolhidos para a vida eterna, todos os povos e raças
serão unidos em Seu esplendor. A história temporal de Israel chega assim a seu
fim. A eternidade a acolhe. O amor de Deus conduz a amplidões incomensuráveis.
A recompensa do sacrifício é a plenitude da Vida Eterna.”
(Fonte: Instituto da Herança Judaica, Cx. Postal
5806850 – Itapecerica da Serra/SP.)
Anexo 3 – A restauração de Israel
no livro de Ezequiel
Em
Ezequiel 34: 1-10 os pastores de Israel são recriminados por não apascentarem
as ovelhas do Senhor. Apesar desta mensagem se aplicar aos pastores da igreja
cristã em geral, a referência primária é para o Israel literal, quando
estivesse novamente em sua própria terra, após a destruição de Jerusalém no ano
70 AD.
A
partir do verso onze, segue a palavra do Senhor:
“Porque assim diz o
Senhor Deus: Eis que eu mesmo procurarei
as minhas ovelhas, e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia
em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas;
livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e
de escuridão. Tirá-las-ei dos povos, e as
congregarei dos diversos países e as introduzirei na sua terra;
apascentá-las-ei nos montes de Israel, junto às correntes, e em todos os
lugares habitados da terra. Apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes
de Israel será a sua pastagem; deitar-se-ão ali em boa pastagem, e terão pastos
pingues nos montes de Israel. Eu mesmo
apascentarei as minhas ovelhas, e as farei repousar, diz o Senhor Deus. A
perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a
enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com justiça. Quanto a vós outras, ó ovelhas
minhas, assim diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre ovelhas e ovelhas,
entre carneiros e bodes. Acaso não vos basta a boa pastagem? Haveis de pisar
aos pés o resto do vosso pasto? E não vos basta o terdes bebido as águas
claras? Haveis de turvar o resto com os vossos pés? Quanto às minhas ovelhas, elas pastam o que haveis pisado com os vossos
pés, e bebem o que haveis turvado com os vossos pés. Por isso assim lhes
diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo, julgarei entre ovelhas gordas e ovelhas
magras. Visto que com o lado e com o ombro dais empurrões, e com os chifres
impelis as fracas até as espalhardes fora, eu livrarei as minhas ovelhas, para
que já não sirvam de rapina; e julgarei
entre ovelhas e ovelhas. Suscitarei para elas um só pastor e ele as
apascentará; o meu servo Davi é que as
apascentará; ele lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, lhes serei por Deus, e o
meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse. Farei com
elas aliança de paz, e acabarei com as bestas-feras da terra; seguras habitarão
no deserto, e dormirão nos bosques. Delas e dos lugares ao redor do meu outeiro
eu farei bênção; farei descer a chuva ao seu tempo, serão chuvas de bênção. As
árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão
que eu sou o Senhor, quando eu quebrar as varas do seu jugo e as livrar das
mãos dos que as escravizavam. Já não
servirão de rapina aos gentios, e as feras da terra nunca mais as comerão;
e habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante. Levantar-lhes- ei
plantação memorável, e nunca mais serão consumidas pela fome na terra, nem mais levarão sobre si o opróbrio dos
gentios. Saberão, porém, que eu, o Senhor seu Deus, estou com elas, e que elas são o meu povo, a casa de Israel,
diz o Senhor Deus. Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens
sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus”.
A restauração de Israel na sua
terra -
Ezequiel 36: 1-15
“Tu,
ó filho do homem, profetiza aos montes de Israel, e dize: Montes de Israel,
ouvi a palavra do Senhor.
Assim
diz o Senhor Deus: visto que diz o inimigo contra vós outros: Bem feito! e também: os eternos lugares altos
são nossa herança; portanto, profetiza, e dize: Assim diz o Senhor Deus: visto
que vos assolaram e procuraram abocar-vos de todos os lados, para que fosseis possessão do resto das
nações e andais arrastados por lábios paroleiros, e pela infâmia do povo,
portanto, ouvi,ó montes de Israel a palavra do Senhor Deus: Assim diz o Senhor
Deus aos montes e aos outeiros, às correntes e aos vales, aos lugares desertos
e desolados, e às cidades desamparadas, que se tornaram rapina e escárnio para
o resto das nações circunvizinhas. Portanto, assim diz o Senhor Deus:
certamente no fogo do meu zelo falei contra o resto das nações, e contra todo o
Edom, que se apropriaram da minha terra, com alegria de todo o coração, e com
menosprezo de alma, para despovoá-la e saqueá-la.
Portanto,
profetiza contra a terra de Israel, e dize aos montes e aos outeiros, às
correntes e aos vales: Assim diz o Senhor Deus: Eis que falei no meu zelo e no
meu furor, porque levastes sobre vós o opróbrio das nações. Portanto, assim diz
o Senhor Deus: Levantando eu a minha mão
jurei que as nações que estão ao redor de vós, levem o seu opróbrio sobre
si mesmas.
Mas
vós, ó montes de Israel, vós produzireis os vossos ramos, e dareis o vosso
fruto para o meu povo de Israel, o qual está prestes a vir.
Porque
eis que eu estou convosco; voltar-me-ei para vós outros, e sereis lavrados e
semeados.
Multiplicarei
homens sobre vós, a toda a casa de Israel, sim, toda; as cidades serão
habitadas, e os lugares devastados serão edificados.
Multiplicarei
homens e animais sobre vós; eles se multiplicarão e serão fecundos; fá-los-ei
habitar-vos como dantes, e vos tratarei
melhor do que outrora; e sabereis que eu sou o Senhor.
Farei
andar sobre vós homens, o meu povo de Israel; eles vos possuirão, e sereis a
sua herança, e jamais os desfilhareis.
Assim
diz o Senhor Deus: visto que te dizem: tu és terra que devora os homens, e és
terra que desfilha o seu povo; por isso tu não devorarás mais os homens, nem
desfilharás mais o teu povo, diz o Senhor Deus.
Não
te permitirei jamais que ouças a ignomínia dos gentios; não mais levarás sobre
ti o opróbrio dos povos, nem mais farás tropeçar o teu povo, diz o Senhor Deus.
A restauração espiritual do povo – Ezequiel 36: 16 a 38
Veio
a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, quando os da casa de Israel
habitavam na sua terra, eles a contaminaram com os seus caminhos e as suas
ações; como a imundícia de uma mulher em sua menstruação, tal era o seu caminho
perante mim.
Derramei,
pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra,
e por causa dos seus ídolos com que a contaminaram.
Espalhei-os entre as nações, e foram
derramados pelas terras; segundo os seus caminhos, e segundo os seus feitos, eu
os julguei.
Em
chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois deles se
dizia: são estes o povo do Senhor, porém tiveram de sair da terra dele.
Mas
tive compaixão do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as nações
para onde foi.
Dize,
portanto, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que
eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre
as nações para onde fostes.
Vindicarei
a santidade do meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual
profanaste no meio delas; as nações saberão que eu sou o Senhor, diz o Senhor
Deus, quando eu vindicar a minha santidade perante eles.
Tomar-vos-ei
de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra.
Então aspergirei água pura sobre vós, e
ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos
vos purificarei.
Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro
em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de
carne.
Porei
dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus
estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis.
Habitareis na terra
que eu dei a vossos pais; vós sereis o
meu povo, e eu serei o vosso Deus.
Livrar-vos-ei de
todas as vossas imundícias; farei vir o trigo, e o multiplicarei, e não trarei
fome sobre vós.
Multiplicarei o
fruto das árvores e a novidade do campo, para que jamais recebais o opróbrio da
fome entre as nações.
Então vos lembrareis
dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos, que não foram bons; tereis nojo
de vós mesmos por causa das vossas iniquidades e das vossas abominações.
Não é por amor de
vós, fique bem entendido, que eu faço isto, diz o Senhor Deus. Envergonhai-vos,
e confundi-vos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel.
Assim diz o Senhor
Deus: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniquidades, então farei que sejam habitadas as cidades
e sejam edificados os lugares desertos.
Lavrar-se-á a terra
deserta, em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passavam.
Dir-se-á: esta
terra desolada ficou como jardim do Éden; as
cidades desertas, desoladas e em ruínas, estão fortificadas e habitadas.
Então as nações que
tiverem restado ao redor de vós saberão que eu, o Senhor, reedifiquei as
cidades destruídas, e plantei o que estava desolado. Eu, o Senhor, o disse, e o farei.
Assim diz o Senhor
Deus: ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel, que
lhe multiplique eu os homens como rebanho.
Como o rebanho dos
santos, o rebanho de Jerusalém nas suas festas fixas, assim as cidades desertas
se encherão de rebanhos de homens; e saberão que eu sou o Senhor.
Após anunciar a restauração da
nação, o Senhor agora ilustra o método de sua realização.
A visão do vale
dos ossos secos –
Ezequiel 37: 1-10
“Veio
sobre mim a mão do Senhor; ele me levou pelo Espírito e me deixou no meio de um
vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui
numerosos na superfície do vale, e estavam sequíssimos.
Então
me perguntou: filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos? Respondi:
Senhor Deus, tu o sabes.
Disse-me
ele: profetiza a estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do
Senhor.
Assim
diz o Senhor Deus a estes ossos : eis que farei entrar o espírito em vós, e
vivereis.
Porei
tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele, e
porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o Senhor.
Então
profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído,
um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu
osso.
Olhei,
e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes e se estendeu a pele
sobre eles; mas não havia sobre eles o espírito.
Então
ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe:
Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre
estes mortos, para que vivam.
Profetizei
como ele me ordenara, e o espírito entrou neles e viveram e se colocaram em pé,
um exército sobremodo numeroso.
A explicação da
visão – Ezequiel 37: 11-14
Então
me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel (na ocasião da restauração). Eis que dizem: os nossos ossos se secaram,
e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados.
Portanto
profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que abrirei as vossas
sepulturas (as
nações onde eles habitavam), e vos
farei sair delas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
Sabereis que eu sou o Senhor (começo da sua conversão), quando eu abrir as vossas sepulturas e vos
fizer sair delas, ó povo meu.
Porei em vós o meu Espírito, e
vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então sabereis que eu, o Senhor, disse isto, e o fiz, diz o Senhor.
O sinal das duas
varas (Judá e as dez tribos)
– Ezequiel 37: 15-28
Veio a mim a
palavra do Senhor, dizendo: Tu, pois, ó filho do homem, toma um pedaço de pau,
e escreve nele: Para Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros; depois
toma outro pedaço de pau e escreve nele: Para José, vara de Efraim, e para toda
a casa de Israel, seus companheiros.
Ajunta-os
um ao outro, faze deles um só pau,
para que se tornem apenas um na tua mão.
Quando
te falarem os filhos do teu povo, dizendo: Não nos revelarás o que significam
estas coisas?
Tu
lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus: Eis que tomarei a vara de José, que esteve
na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei
à vara de Judá, e farei delas uma só vara, e se tornarão apenas uma na minha
mão.
Os
pedaços de pau em que houveres escrito estarão na tua mão, perante eles.
Dize-lhes,
pois: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre
as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os
levarei para a sua própria terra.
Farei deles uma só nação na terra, nos
montes de Israel, e um só rei será rei de todos eles. Nunca mais serão duas
nações; nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos.
Nunca
mais se contaminarão com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com
qualquer de suas transgressões; livrá-los-ei de todas as suas apostasias em que
pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
O
meu servo Davi reinará sobre eles; todos eles terão um só pastor, andarão nos
meus juízos, guardarão os meus estatutos e os observarão.
Habitarão
na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos pais habitaram; habitarão
nela, eles e seus filhos e os filhos de seus filhos (a última geração), para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente. Parêntese
acrescentado.
Farei
com eles aliança de paz; será aliança
perpétua. Estabelecê-los-ei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.
O
meu tabernáculo estará com eles; eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
As
nações saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando o meu
santuário estiver para sempre no meio deles.
Anexo 4 –
Considerações sobre o livro de Joel
O quadro profético anunciado por
Joel é o do final dos tempos, e deverá ser aplicado após o ajuntamento dos
judeus na Palestina. Assim sugerem as perguntas feitas aos velhos e a todos os
habitantes da terra de Israel no começo do livro:
“Aconteceu isto em
vossos dias? Ou nos dias de vossos pais”? Joel 1: 2.
Esta introdução à profecia, a ser
apresentada pelo profeta Joel, indica fatos inusitados que serão coordenados
por Deus, no último tempo. Trata-se, como veremos, de um solene e último alerta
de juízo feito à nova nação de Israel, surgida em 1948 pela vontade de Deus.
Vamos logo comprovar esta hipótese.
A profecia começa com uma série
de calamidades produzidas por gafanhotos, que é apresentada no verso quatro e explicada no verso seis, como segue:
“O que deixou o
gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador
comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto
destruidor... Porque veio um povo contra
a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e
têm os queixais de uma leoa”.
Esta desolação será causada por exércitos
invasores. Seus dentes (as suas armas) devoram e esmagam qualquer coisa que
encontre pelo caminho; as terríveis consequências deixadas pelos invasores são
descritas a seguir:
“Fez da minha vide (Israel)
uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por
terra; os seus sarmentos se fizeram brancos. Lamenta com a virgem que pelo
marido de sua mocidade está cingida de saco. Cortada está da casa do Senhor a
oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do Senhor estão
enlutados. O campo está assolado, e a terra de luto; porque o cereal está
destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam. Envergonhai-vos, lavradores,
uivai, vinhateiros, sobre o trigo e sobre a cevada; porque pereceu a messe do
campo. A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e
a macieira; todas árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os
filhos dos homens. Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes; uivai,
ministros do altar; vinde, ministros de meu Deus; passai a noite vestidos de
sacos; porque da casa de vosso Deus foram cortadas a oferta de manjares e a
libação. Joel 1: 7-13.
Podemos ver no texto o povo de Israel
que foi reunido por Deus em sua própria terra. Apesar de ter prosperado e se tornado
poderoso após 1948, conforme a promessa de Deus, não O glorificou. Os líderes
políticos da nação, indiferentes às providências divinas, seguem demonstrando
grande confiança em sua própria força. E, como aconteceu muitas vezes no
passado, ignoram novamente as admoestações exaradas em Deuteronômio 28: 38-47:
“Lançarás muita
semente ao campo; porém colherás pouco, porque o gafanhoto o consumirá... Todas estas maldições virão sobre ti, e
te perseguirão, e te alcançarão, até que sejas destruído; porquanto não ouviste
a voz do Senhor teu Deus, para guardares os seus mandamentos, e os seus
estatutos, que te ordenou. Serão no teu meio por sinal e por maravilha, como também entre a tua descendência para
sempre. Porquanto não serviste ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de
coração, não obstante a abundância de tudo”.
Ao Israel do presente vem faltando
a consciência de que a restauração final prometida pelos profetas somente virá
depois deles se arrependerem e aceitarem Cristo como seu Senhor. Quando os
líderes menosprezam os judeus cristãos, como acontece atualmente em Israel,
eles dão as costas para Deus, removendo a proteção divina. Será em decorrência
deste fato ainda inadmissível pelos judeus da diáspora, que estas futuras
invasões sucessivas de quatro nações árabes sobrevirão. E, apesar da profecia
anunciar a vitória de Israel, essas nações produzirão graves estragos à economia
da nação.
No verso quatorze, após a desolação advinda pela
falta da proteção de Deus, vem uma exortação para que o povo se arrependa:
“Promulgai um santo
jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores
desta terra, para a casa do Senhor Deus, e clamai ao Senhor”.
No verso quinze, a seguir, o
termo dia do Senhor define o
contexto profético para os últimos dias, conforme a hipótese formulada no
começo de nossas considerações.
“Ah! Que dia!
Porque o dia do Senhor está perto, e
vem como assolação do todo
poderoso”.
Os versos de dezesseis a vinte reafirmam
as consequências destas sucessivas invasões em Israel:
“Acaso não está
destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E da casa do nosso Deus a
alegria e o regozijo? A semente mirrou debaixo de seus torrões, os celeiros
foram assolados, os armazéns derribados, porque se perdeu o cereal. Como geme o
gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto;
também os rebanhos de ovelhas estão perecendo. A ti, ó Senhor, clamo porque o
fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do
campo. Também todos os animais do campo bramam suspirantes por ti; porque os
rios se secaram, e o fogo devorou os pastos do deserto”.
No capítulo dois, os dez
primeiros versos confirmam que a praga progressiva dos gafanhotos é apenas uma alegoria
de exércitos invasores, onde a cabeça do gafanhoto lembra a miniatura de uma
cabeça de cavalo. Temos aqui outra
descrição do dia do Senhor ainda mais terrível que a anterior:
“Tocai a trombeta em Sião, e dai voz de rebate
no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do Senhor vem, já está próximo: dia
de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre
os montes, assim se difunde um povo
grande e poderoso (duzentos
milhões), qual desde o tempo antigo nunca
houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. À
frente dele vai fogo devorador, atrás, chama que abrasa: diante dele a terra é
como jardim do Éden, mas atrás dele um deserto assolado. Nada lhe escapa. A sua
aparência é como de cavalos; e como cavaleiros assim corre. Estrondeando como
carros (ver paralelo na quinta trombeta, Apocalipse 9: 9) , vêm, saltando pelos cumes dos montes,
crepitando como chamas de fogo que devoram o restolho, como um povo poderoso,
posto em ordem de combate. Diante dele tremem os povos; todos os rostos
empalidecem. Correm como valentes, como homens de guerra sobem muros; e cada um
vai no seu caminho, e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos
outros; cada um segue o seu rumo; arremetem contra lanças, e não se detêm no
seu caminho. Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem à casas; pelas
janelas entram como ladrão. Diante deles treme a terra e os céus se abalam; o
sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram seu resplendor”. Parênteses
acrescentados.
O verso onze declara que é o
Senhor que trará este exército contra o Seu povo para discipliná-lo por causa
dos seus pecados:
“O Senhor levanta a
sua voz diante do Seu exército;
porque muitíssimo grande é o Seu
arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o dia do Senhor, e mui terrível! Quem o
poderá suportar”? O
mesmo se diz em Ezequiel 39: 2:
“Far-te-ei que te
volvas, e te conduzirei, far-te-ei subir das bandas do norte, e te trarei aos
montes de Israel”.
Diante
desta segunda calamidade iminente, a única resposta eficiente será clamar pelo
Deus todo-poderoso, conforme sugerem os versos de Joel 2: 12-17:
“Ainda assim, agora
mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com
jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes,
e convertei-vos ao Senhor vosso
Deus; porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande
em benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se não se voltará e não se
arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação
para o Senhor vosso Deus? Tocai a trombeta
em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene. Congregai o
povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que
mamam, saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento. Chorem os
sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu
povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações
façam escárnio dele. Porque hão de dizer entre os povos: onde está o seu Deus”?
Esta
segunda desolação anunciada só poderá ser evitada mediante um arrependimento
humilde e completo. E, nos últimos versos do capítulo dois vem, finalmente, o
livramento do remanescente de Israel, que se arrepende:
“Então o Senhor se mostrou zeloso
de Sua terra, compadeceu-se do Seu povo e, respondendo, lhe disse: eis que vos
envio o cereal, e o vinho, e o óleo, e deles sereis fartos, e não vos entregarei mais ao opróbrio
entre as nações. Mas o exército que vem
do Norte, eu o removerei para longe de vós, lançá-lo-ei em uma terra seca e
deserta; lançarei a sua vanguarda para o mar oriental (Mar
Morto), e a sua retaguarda para o mar
ocidental (Mar Mediterrâneo); subirá
o seu mau cheiro, e subirá a sua podridão; porque agiu poderosamente. Não
temas, ó terra, regozija-te e alegra-te; porque o Senhor faz grandes coisas.
Não temas, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o
arvoredo dará o seu fruto, a figueira e a vide produzirão com vigor.
Alegrai-vos, pois, filhos de Sião; regozijai-vos no Senhor vosso Deus, porque
Ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva
temporã e a serôdia. As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão
de vinho e de óleo. Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo
gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. Comereis
abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que se
houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado.
Sabereis que estou no meio de Israel, e que eu sou o Senhor vosso Deus, e não
há outro; e o meu povo jamais será envergonhado”.
Nos versos vinte e oito
e vinte nove, depois destes juízos e livramentos, Deus promete o derramamento
do Espírito Santo sobre o remanescente fiel:
“E
acontecerá depois que derramarei o Meu espírito sobre toda a carne; vossos
filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens
terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o Meu Espírito
naqueles dias”.
Finalmente, o capítulo
dois de Joel apresenta os sinais que precederão o dia do Senhor:
“Mostrarei
prodígios no céu e na terra; sangue, fogo, e colunas de fumo. O sol se
converterá em trevas, e a lua em sangue, antes
que venha o grande e terrível dia do
Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será
salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim
como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar”.
O capítulo três, após
indicar a restauração espiritual sobre o remanescente de Israel convertido ao
Cristianismo, Joel passa da alegoria da colheita dos cereais e vinho para o julgamento
e destruição das nações gentias que se encontram no vale da decisão:
“Eis
que naqueles dias, e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de
Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e
ali entrarei em juízo contra elas por causa do Meu povo, e da Minha herança,
Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a Minha terra
entre si. Lançaram sorte sobre o Meu povo e deram meninos por meretrizes, e
venderam meninas por vinho, que beberam. Que tendes vós comigo, Tiro e Sidon e
todas as regiões da Filístia? É isto vingança que quereis contra Mim? Se assim Me
quereis vingar, farei, sem demora, cair sobre a vossa cabeça a vossa vingança.
Visto que levaste a Minha prata e o Meu ouro, e as Minhas joias preciosas
metestes nos vossos templos, e vendestes os filhos de Judá e os filhos de
Jerusalém aos filhos dos gregos, para os apartar para longe dos seus termos,
eis que Eu os suscitarei do lugar para onde os vendestes, e farei cair a vossa
vingança sobre a vossa própria cabeça. Venderei vossos filhos e vossas filhas
aos filhos de Judá, e estes aos sabeus, a uma nação remota, porque o Senhor o
disse. Proclamai isto entre as nações, apregoai guerra santa; suscitai os
valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. Forjai espadas das
vossas relhas de arado e lanças de vossas podadeiras; diga o fraco: eu sou
forte. Apressai-vos, e vinde, todos os povos em redor, e congregai-vos; para
ali, ó Senhor, faze descer os teus valentes. Levantem-se as nações, e sigam
para o vale de Josafá; porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em
redor. Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar
está cheio, os seus compartimentos transbordam; porquanto a sua malícia é
grande. Multidões, multidões no vale da decisão! O sol e a lua se escurecem e
as estrelas retiram seu resplendor. O Senhor brama de Sião, e se fará ouvir de
Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio, e a
fortaleza dos filhos de Israel. Sabereis assim que Eu sou o Senhor vosso Deus,
que habito em Sião, Meu santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não
passarão mais por ela”. Joel
3: 1-7.
O livro termina falando
das bênçãos finais após a restauração: “E
há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão
leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; sairá uma fonte da casa
do Senhor, e regará o vale de Sitim. O Egito se tornará uma desolação, e Edom
se fará um deserto abandonado por causa da violência que fizeram aos filhos de
Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente. Judá, porém, será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em
geração. Eu expiarei o sangue dos que não foram expiados; porque o Senhor
habitará em Sião”. Joel 3: 18-21.
Este período de glória
terrena para Israel será pequeno, mas desabrochará na eternidade, por ocasião da
segunda vinda de Jesus.
Anexo
nº 5
A Tabela nº 8 visa comprovar que
os capítulos 4 e 5 do Apocalipse representam uma versão expandida de Daniel 7: 9,
10, 13 e 14. Os versos 10 e 26 de Daniel
7 falam explicitamente do juízo.
Tabela nº 8 – Comparações entre Daniel.
7: 9, 10, 13 e 14 e Apocalipse 4 e 5.
|
COMPARAÇÕES ENTRE
DANIEL 7: 9, 10, 13 e 14 e APOCALIPSE 4 e 5
|
|||
|
A CENA
|
DANIEL 7
(versos)
|
APOC. 4
(versos)
|
APO 5
(versos)
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Uma cena celestial
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9; 10; 13;14
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1 – 11
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1 – 14
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Foram postos uns tronos
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9
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2 – 6
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1 e 6-11
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O Pai se assenta no trono
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9
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2 – 3
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1 e 7
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A glória do trono
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9 e 10
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3, 5 e 6
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-
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A glória do Pai
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9
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3
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-
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Milhares de milhares de anjos
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10
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-
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11
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Jesus vindo ao Pai
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13
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-
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5 e 7
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Os livros (selos) se
abriram
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10
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-
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9
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A glória é dada a Cristo
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14
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11
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13
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Cristo recebe o reino
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14
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-
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9 e 12
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Os salvos servem a Cristo
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14
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-
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10 e 13
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Tronos são postos para o
julgamento
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9
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4-10
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8 – 14
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White confirma que Apocalipse 5: 1-3 trata
do juízo: “Sua (dos líderes judeus) decisão (de crucificar a Cristo) foi registrada no livro que João viu na
mão dAquele que estava sentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Esta
decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia
em que o livro há de ser desselado pelo Leão da Tribo de
Judá.” Parênteses acrescentados.
Bibliografia:
(1) Mensagens Escolhidas, Volume III
p. 426.
(2) O Desejado de Todas as Nações, p. 733.
(3) Testemunhos Seletos, Volume III, p.14.
(4) O Grande Conflito, 30ªEd. 1985, p.646/647.
(5) id p. 649/650.
(6) O Grande Conflito, versão condensada – primeira edição, p.383.
(7) Comentários Sobre Apocalipse – SALT - Instituto
Adventista de Ensino, São Paulo, 1984, Vol. 3, p. 491.
(8) Id. p. 492.
(9) (10) (11) Id. p. 491.
(12) (13) Id. p. 492.
(14) Review & Herald, sept.25, 1883
(15)
(16) O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p.642-646.
(17) O
Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p.441.
(18)
Eventos Finais, p. 15
(19)
O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p 584.
(20)
id, p. 645
(21) Testemunhos
Seletos III, ps. 355 e 356.
(22)
Ms 4, 1888 in Comentário Sobre Apocalipse III – IAE, São Paulo, 1984 –
p. 494.
(23)
O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985 – Capítulo 15.
(24) Carta nº 158, de 10/o5/1906 – Escrita ao Dr.
Kress e sua esposa com o seguinte cabeçalho: Apo 11 e 18 oferecem uma imagem das
coisas que irão ocorrer nas cidades in Eventos Finais p.84.
(25)
O Grande Conflito, 30ª Ed.1985, p.265.
(26) O
Grande Conflito, 30ª Ed1985, p. 628/629/630.
(27)
Educação, p. 228
(28)
ST, 28/02/1878 in Comentários Sobre Apocalipse III – IAE, São Paulo, 1984 – p.
495.
(29) Testemunhos
Seletos, Volume III, p.142 e 143.
(30)
O Grande Conflito, 30ª Ed, 1985, p. 645.
(31)
Patriarcas e Profetas, páginas 540/541.
(32)
O Grande Conflito – 30ª Edição, 1985 p.645.
(33)
Primeiros Escritos – O Dever em Face do Tempo de Angústia, p.56.
(34)
Testemunhos para Ministros, p.39.
(35) O Grande Conflito, 30ª Ed. p.629.
(36)
Comentários Sobre o Apocalipse, Volume III, p. 289. SALT -IAE – 1984.
(37)
Meditações Matinais Maranata, O Senhor Vem, p. 282. MS. 59, 1895
(38) Comentários
sobre Apocalipse, Volume II, p.119.
(39)
Manuscrito, Volume 9, p. 667.
40)
Testemunhos Seletos, Volume II, p.518. (Juízo )
(41)
Comentários sobre Apocalipse, Volume II, p.120.
(42)
O Grande Conflito, 30ª Ed. 1985, p. 441.
(43)
Manuscrito, Tomo 4, p.223. Carta 65, 1898, em Inglês.
(44)
O Grande Conflito, 30ª Ed.1985. p. 614
(45)
Meditações Matinais Maranata, O Senhor Vem, p. 197.
(46)
Mensagens Escolhidas, Volume III, p. 454.
(47)
Primeiros Escritos, p.36.
(48)
Primeiros Escritos, p. 41.
(49)
Parábolas de Jesus, p. 127.
(50)
O Grande Conflito, 30ª Ed.1985, p. 646-647.
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