“Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá, porque ali me assentarei, para julgar todas as
nações em redor” - Joel 3: 12.
O profeta Joel está se referindo à
primeira fase do juízo dos vivos que contemplará, inicialmente, as nações do
Oriente Médio, mas que se expandirá por todos os países orientais que ainda
virão a se envolver neste conflito, conforme citado em Joel 3: 1:
“Eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá
e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de
Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do Meu povo, e da Minha
herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a Minha
terra entre si”.
Os Estados Unidos da América já se
encarregaram de levar a crise americana para o seu segundo estágio, quando
rebateram o ataque sofrido contra Nova Iorque e Washington, invadindo o Estado
Islâmico do Afeganistão, em 7 de outubro de 2001, dando curso inequívoco às
ações que ainda levarão ao julgamento divino da banda oriental do planeta.
O Emirado Islâmico do Afeganistão é
um país soberano situado no centro da Ásia, limitado pela China, Paquistão,
Irã, entre outros, sendo comandado desde 1996 pelo grupo terrorista Talibã. A
ação militar americana e de suas forças aliadas foram justificadas porque os
afegãos deram guarida a Osama Bin Laden, o mentor do grupo Al Qaeda e
reconhecido como herói dos Talibãs.
Assim, o cenário inicial da última
crise, iniciada na América do Norte, recebeu a inclusão das forças da
Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN, expandindo a questão até
então isolada, para caçar e prender suspeitos de atividades terroristas, no
Afeganistão, e enviá-los para a base Guantánamo, em Cuba.
Osama Bin Laden acabou sendo morto,
em uma ação ilegal, mas o problema não foi solucionado porque a ação da
política antiterrorista comandada pelos EUA não chegou a ser definitiva. O
grupo Talibã teve suas atividades interrompidas pela intervenção estrangeira
mas, com a retirada das tropas invasoras o terrorismo em geral acabou saindo
fortalecido. Os Talibãs retomaram o controle de boa parte do território Afegão,
decididos a implantar a lei sharia ou islâmica, também no Paquistão. Isso sem
falar no estremecimento político gerado contra o Ocidente, em toda a vizinhança
do Afeganistão.
Em 2002, um ano depois da queda das
Torres Gêmeas, surgiu o grupo Boko Haram, cujo nome significa: a educação não
islâmica é pecado.
Esta foi outra organização
antiocidental, cujo objetivo foi a implantação da lei sharia na Nigéria. Este
grupo terrorista se aliou com o grupo gihadista Estado Islâmico (EI), surgido
em 2013 como dissidência ou talvez como uma franquia do Al Qaeda, que assumiu o
ataque às torres gêmeas, visando à criação de outro Emirado Islâmico, agora no
Iraque, onde a ação norte-americana também não foi definitiva, e na Síria, que continua atravessando uma dramática guerra civil, com mais de quinhentos mil mortos e
milhões de refugiados.
O objetivo final do Estado Islâmico é
fomentar uma guerra santa contra Israel, um aliado incondicional dos americanos
e que, como resultado destes conflitos em que “muitos sucumbirão”, conforme Daniel 11: 41, dará sequência às
profecias do final do capítulo onze de Daniel, destinadas a conduzir o mundo
oriental para o julgamento divino.
O remanescente de Israel, no entanto, será
protegido pelos anjos de Deus e convertido no mais poderoso centro difusor de
espiritualidade que o mundo já conheceu.
A importância deste último grupo
terrorista é tão preocupante que mais de sessenta nações já se cadastraram para
lutar contra ele, inclusive Israel que apoia por meio do seu eficiente sistema
de informações. Não obstante os sucessivos ataques sofridos, o EI avança
aproveitando-se da desordem presente no Iraque, após a retirada das tropas americanas,
e na Síria, aonde diversos grupos terroristas, alguns deles sob a tutela dos
Estados Unidos, já vêm, há meses, arrasando o país.
Desta forma, a crise política Norte
Americana, aflorada em 2001, declarada econômica e de caráter mundial em
2008/2009 vem se alastrando, sem nenhuma perspectiva de solução.
O jornal Correio Braziliense de
16/11/2014, Caderno de Economia, p. 13, tratando do último encontro do G20
(reunião dos representantes dos países ricos e dos emergentes, os quais
respondem por 85% da economia global), ocorrido em Brisbane, no litoral da
Austrália, informou que será preciso injetar US$ 2 trilhões na economia global
nos próximos cinco anos, na tentativa de recuperar pelo menos dois pontos do
PIB mundial.
E no encontro informal do BRICS, que
ocorreu na manhã do dia 15/11/14, antes da cúpula do G20 se reunir, a então
presidente brasileira Dilma Rousseff admitiu, textualmente, para o mundo
inteiro ouvir que, “ao chegar ao final de
2014, vemos frustradas nossas
expectativas de recuperação da economia mundial”.
Os economistas brasileiros confessam
que nunca, como agora, o Brasil teve um problema tão grave de falta de
esperança, sem ver sinais de recuperação.
O governo Dilma que se mostrava totalmente
incapaz de executar um plano para restaurar a economia do país, acabou sendo
deposto em 2016; Impressiona a rapidez com que a deterioração atinge os mais
diferentes setores da sociedade.
Enquanto a inflação sai do controle,
a recessão avassala, as taxas de desemprego aumentam com velocidade, os juros
se mantêm elevados e a trajetória do crescimento da dívida pública deixa de ser
sustentável, alcançando mais de 170 bilhões de reais.
O país parou, literalmente e,
enquanto o governo interino se preocupa em estancar a crise, dois ministros de
Estado caíram por corrupção, o presidente da Câmara dos Deputados perdeu seu
cargo e foi preso pelo mesmo motivo, e o presidente do Senado Federal que se
encontrava em situação cada vez mais crítica para manter-se no poder, acabou
destituído.
O Brasil, certamente, não é o país
mais ressentido pelo pesado efeito desta crise profetizada por Sofonias, sem
que estadista algum possa fazer alguma coisa para amenizá-la.
Os desgastes desta perigosa conjuntura
econômica mundial vêm tomando posse dos elementos políticos, dos religiosos,
dos sociais e até mesmo dos ecológicos, fortalecendo os planos previstos para a
consolidação de uma Nova Ordem Mundial, visando reunir as nações para uma
solução concertada de todos os problemas.
Mas o que os estadistas imaginam como
solução globalizada ainda detonará, irremediavelmente, a bomba relógio que vem
sendo armada pelo Ocidente no porão do Oriente Médio, desde quando a ONU
decretou a criação do Novo Estado Palestino, em Israel.
Dos graves conflitos que decorrerão
da guerra santa há muito profetizada, Israel sairá arrasado, mas vencedor. A
sua vitória trará o toque das trombetas do Apocalipse que atrairá uma confederação de
nações do Oriente e do Norte da Europa para o vale de Josafá, onde se travará a
grande batalha do Armagedom. Apesar de circunscrita ao Oriente Médio, os
reflexos desta guerra serão notados, inevitavelmente, no Ocidente, culminando no derrame das sete últimas pragas, referidas em Apocalipse
15 e 16. Neste ponto já estaremos a cerca de um ano da Segunda Vinda de Jesus,
conforme Apocalipse 18: 8:
“Por
isso em um só dia sobrevirão os seus flagelos, morte, pranto e fome e será
consumida (a Babilônia mística) no
fogo, porque poderoso é o Senhor Deus que a julgou”. Parêntese acrescentado.
Como não pode se tratar de um dia literal de
24 horas, o contexto exige que se considere como um um dia simbólico, correspondendo a um ano.
Esta
placa profética, portanto, já praticamente estabelecida, revela ao mundo, o último
indicador profetizado para despertar o povo de Deus.
Laodiceia, no entanto, continua na
madorna espiritual e parece que só despertará, parcialmente, quando ouvir o
troar do Senhor proveniente do monte de Sião, quando será muito difícil concluir
a pregação do evangelho.
A última igreja sabe que a vinda do
Senhor Jesus não é uma fábula, mas não consegue retirar os seus fiéis da
lassidão em que se encontram, enquanto aguardam o noivo que virá do céu para
levar os justos para a eternidade.
O tempo da vinda do Messias, porém,
já não será mais apropriado para a reforma de vida e nem para o reavivamento
espiritual, pois Jesus já estará trazendo o galardão para dar àqueles que
honraram a sua fé, apresentando um caráter semelhante ao Seu.
A transformação final profetizada não
visará corrigir defeitos de conduta, mas revestir os corpos físicos dos
vitoriosos com o toque da imortalidade, como descrito em I Coríntios 15: 53:
“Porque é necessário que este corpo
corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”.
Não sejamos dispersivos nesta hora
solene em que mais de 85% da última geração já foi transcorrida. Há um condicionamento natural de dispersão
nos encantamentos da música profana, nos recursos dos computadores, celulares e
nos programas excitantes da televisão. O maligno sabe que podemos nos viciar
nestes entretenimentos e, por meio deles está buscando o domínio de nossa
mente, e da mente de nossos filhos, principalmente.
Quanto à leitura, todo aquele que
pretende ser um seguidor de Cristo deverá se interessar apenas pelo que é de
valor real e eterno. A Palavra de Deus contém os princípios divinos, as
promessas celestiais, as provisões justas e todos os outros ingredientes para a
vitória final.
Os últimos sinais já estão se
cumprindo. É chegado o tempo para presenciarmos a restauração de todas as
coisas pelas quais Jesus deu a Sua vida.
Mas, para a obtenção de nossos objetivos
eternos, em Cristo Jesus, não podemos ser dominados pelo apetite e nem pela
paixão, mas, pelo contrário, devemos estar dispostos ao sacrifício da renúncia,
a exemplo do que Jesus fez por nós, carregando a nossa cruz, deixando de fazer o que o nosso coração natural pede, para fazer a vontade de Deus.
Estejamos cientes de que não há
maneiras fáceis para vencer o mal. É tempo de preparo porque os acontecimentos
que ainda faltam se cumprirão em um lapso muito curto de tempo.
Deus já está retirando Suas restrições da Terra
e logo haverão os morticínios em massa que foram profetizados para servir de alerta para o Ocidente cristão, o qual
também será julgado antes do fechamento da porta da graça.
“Quando
começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque está
próxima a redenção de vocês”. Lucas 21: 28.
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