O livro do Apocalipse é uma revelação específica do juízo do Deus Altíssimo e foca, primordialmente, o período do julgamento dos vivos, aportando declarações muito relevantes sobre os últimos sete anos da História da humanidade.
Trata-se de uma investigação que se processa no céu, muito semelhante ao que acontece em um tribunal da Terra, começando pelo ajuntamento de provas tanto a favor como contra o réu, sendo exatamente como diz Salomão:
“Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” - Eclesiastes 12: 14.
Diferente, contudo, do que acontece em uma corte de justiça terrestre, no juízo celestial nunca haverá a condenação de um inocente nem a absolvição de um culpado pelo simples fato de que “Deus conhece o segredo dos corações” - Salmo 44: 21.
A norma de justiça pela qual seremos julgados tem dez artigos mas, apesar de enxuta, permitirá uma avaliação extremamente detalhada, merecendo a seguinte exortação de Tiago 2: 12:
“Falai de tal maneira, e de tal maneira procedei, como aqueles que hão de ser julgados pela Lei da liberdade”.
Não dispomos sobre os vereditos dos processos concluídos mas, ao nos aproximar do rigoroso julgamento dos vivos precisamos ressaltar, com tristeza, o pleno cumprimento profético de Jesus quanto à cegueira do mensageiro de Laodiceia, bem como a necessidade urgente que temos dos remédios preconizados por Ele, como o colírio do Espírito Santo, para que possamos enxergar melhor este juízo, ver a nossa verdadeira condição espiritual e mudar a nossa sorte.
Em termos de estrutura, o livro do Apocalipse apresenta dois cenários proféticos bem definidos, com onze capítulos cada um. O que nem sempre se observa, porém, é o fato de que as suas mensagens são apresentadas na ordem cronológica, quando, então, poderão expressar unidade e coerência.
O enredo do livro parte da implantação do julgamento individual dos mortos, converge para os detalhes sobre os sete últimos segmentos vividos pelo povo de Deus e prossegue com revelações que alcançam a eternidade futura.
Enquanto durar o processo de julgamento dos mortos, o segmento do cavalo branco, que representa o primeiro período da última igreja estará em curso, pois o seu segundo segmento só terá início com o julgamento das primícias dentre os vivos, situadas em Israel. A primeira fase de Laodiceia, portanto, ainda continua, mas vem se diluindo em termos de qualidade, apresentando um sucesso relativo quanto à manutenção dos fundamentos da Palavra de Deus, os quais foram bem estabelecidos pelos pioneiros. Devido a sua fragilidade na difusão da Palavra por todas as nações, a Igreja de Laodiceia deverá receber o reforço proveniente da renovação do concerto de Deus com Abraão, após o início do julgamento dos vivos, cada vez mais próximo.
Os eventos finais serão muito rápidos porque a última geração, a nossa, presenciará todas as sete etapas, uma vez que o segundo selo ainda não foi aberto e que, a partir dele, os selos restantes corresponderão aos sete últimos anos da História terrestre.
Assim, segundo nos informa a pré-ciência divina, antes que o juízo das nações tenha curso, a missão da primeira fase de Laodiceia deverá ser reforçada pelo testemunho das primícias dos salvos, definidas a partir do assinalamento dos 144.000 hebreus que estarão entre os sobreviventes de Jerusalém. Essa pequena amostra de salvos emergirá, portanto, no segundo período, o do cavalo vermelho, para servir de referência às nações, visando obter um melhor resultado no período do cavalo preto, quando deverá ocorrer uma forte sacudidura no povo de Deus, com o objetivo de separar os salvos dos perdidos, nos quatro cantos da Terra.
Este terceiro período será de tal turbulência, que muitos acreditarão, equivocadamente, que o navio de Laodiceia naufragará antes de chegar ao seu destino de glória.
Isto porque a parte majoritária da Igreja de Laodiceia mergulhará no período do cavalo amarelo, quando continuará revelando criminosa indiferença com relação às almas pelas quais Cristo morreu.
Enquanto, sob a égide do Espírito Santo, a invisível Igreja Triunfante, também reconhecida como Igreja dos Mártires, conduzirá a pregação do Evangelho Eterno até o fechamento da porta da graça, quando os selados de Laodiceia alcançarão o período da Igreja Vitoriosa, que verá o céu enrolar-se como um pergaminho na altura da abertura do sexto selo,
Isto porque a parte majoritária da Igreja de Laodiceia mergulhará no período do cavalo amarelo, quando continuará revelando criminosa indiferença com relação às almas pelas quais Cristo morreu.
Será, então que todas as igrejas visíveis receberão a sentença que hoje fazem questão de mascarar: "vomitar-te-ei"!
Esta é a sentença correspondente ao período do cavalo amarelo a qual, numa linguagem mais compreensível, significa que chegará o ponto em que Jesus não mais poderá oferecer a Deus as orações do joio, proferidas nestas igrejas formalmente constituídas. Nem mesmo as suas expressões de amor poderão ser consideradas.
Jesus não poderá aprovar, de forma alguma, o seu ensino da Palavra, o seu trabalho espiritual e nem apresentar mais ao Pai, os seus cultos religiosos com o pedido de que lhes seja concedido graça.
Enquanto, porém, o joio se apressa em consolidar o período do cavalo amarelo que, sem missão definida conduzirá seus seguidores para a morte eterna, nascerá a Igreja Invisível do trigo, triunfante e em perfeita sintonia com os 144.000 de Jerusalém.Enquanto, sob a égide do Espírito Santo, a invisível Igreja Triunfante, também reconhecida como Igreja dos Mártires, conduzirá a pregação do Evangelho Eterno até o fechamento da porta da graça, quando os selados de Laodiceia alcançarão o período da Igreja Vitoriosa, que verá o céu enrolar-se como um pergaminho na altura da abertura do sexto selo,
Estes dois segmentos da Igreja de Laodiceia (a do cavalo amarelo e a dos mártires) deverão passar pelo tempo de angústia propriamente dito, com prazo literal de um ano, conforme Apocalipse 18: 8.
Durante este derradeiro ‘dia profético’ cairão às sete últimas pragas sobre os ímpios, atingindo os líderes descredenciados, em primeiro lugar, por terem permanecido mudos diante dos terríveis desafios que ameaçarão a Igreja de Deus.
Fustigados pelas pragas os líderes das igrejas corruptas programarão um decreto de morte, que ainda será estabelecido contra os guardadores da Lei de Deus, conforme Apocalipse 13: 15 e 17: 12. Não fosse pela intervenção divina não sobraria um justo sequer nesta ocasião.
O estresse do decreto de morte, contudo, será a última provação dos justos, antes de sua glorificação. Este curto período de quinze dias concluirá seu processo de purificação, sem que nenhum justo seja morto.
Finalmente, os filhos do Altíssimo serão glorificados, conforme Daniel 12: 3, ao ouvir o (Feito está!) do Senhor no trovão que dará início a sétima praga, de acordo com Apocalipse 16: 17.
Em meio deste que será o maior terremoto de todos os tempos virá, também, a queda fulminante da carreira macabra da grande meretriz e de suas filhas.
Uma Igreja gloriosa subsistirá à crise final, sendo constituída por dois grupos: o dos 144.000 selados em Israel, com suas famílias, uma vez que, como vimos, a glória do Senhor retorna para Jerusalém, conforme Ezequiel 43: 2; e o grupo da Igreja Triunfante que, graças ao desempenho dos últimos mártires, formará uma população inumerável procedente das outras nações, conforme foram definidos em Apocalipse 7.
Estes serão os dois protagonistas dos últimos eventos que verão o céu se enrolar como um pergaminho, na primeira ressurreição e, com os justos de todas as eras, seguirão jubilosos para a ceia do Cordeiro.
Depois de um estágio de mil anos na casa do Pai, os salvos voltarão para a Terra renovada onde passarão a eternidade com Cristo.
Quanto ao julgamento do remanescente, informações detalhadas continuam sendo coligidas pelos anjos relatores de tal sorte que muitos poderão receber a sentença final e irrevogável antes mesmo de morrer. E o mais emocionante é que, dependendo da sentença, muitos serão trasladados vivos, sem provar a morte.
Nesta vertente individual, a luz é direcionada para a avaliação espiritual de cada pessoa viva. Precisamos verificar até onde as críticas severas feitas ao anjo da Igreja de Laodiceia, nas fases dos cavalos preto e amarelo, poderão interferir na definição da Igreja Triunfante deste período que precede as últimas sete pragas.
A questão que se impõe é a de que, dentro do veredito corporativo, qual deverá ser a posição individual? Como deverão reagir se algum líder morno insinuar que Cristo vai limpar nossos pecados quando aqui chegar, ou que Jesus já fez o que era necessário por nós e que, ao final, Ele completará o que nos falta, com a Sua justiça? Como reagir se o ministro de Laodiceia pregar que ninguém tem a condição de ser santo como Cristo foi? Precisamos ficar atentos a esta regressão para a apostasia e perguntar-lhes, francamente, pelo endosso das Escrituras.
Precisamos compreender que é por causa de uma geração de mensageiros liberais, quiçá interesseiros, na busca de acalmar as próprias consciências pecaminosas, ou na busca de sucesso, que o sono das virgens loucas vem sendo embalado.
Esta contemporização com o pecado vem reduzindo o número dos defensores da verdade, degradando a situação espiritual das igrejas a ponto de merecer ouvir da pessoa mais amorosa do Universo: “vou logo vomitá-los”!
Não podemos olvidar esta sentença nem mesmo mascará-la por meio de falsas traduções da Bíblia!
Felizmente esta mensagem referente a sacudidura da Igreja de Laodiceia chegou ao nosso conhecimento, antes de sua ocorrência.
Não podemos continuar indiferentes aos apelos de nosso verdadeiro Mestre, deixando de levar a sério as Suas recomendações. Se Deus está disposto a nos conceder o Seu Espírito para alcançarmos a reforma e o reavivamento, precisamos rever as nossas convicções para realizar as mudanças necessárias, individualmente.
Deus nos considera responsáveis na mesma proporção em que a luz da verdade nos é trazidas à compreensão.
Não podemos mais continuar indiferentes às recriminações divinas sobre a nossa pouca valorização às promessas de Jesus; sobre a nossa falta de fé que leve à obediência, sobre a falta de amor ao próximo bem como a falta do conhecimento de toda a verdade. Não podemos continuar negando a séria acusação de mundanismo, de incredulidade e de apostasia que nos é endereçada!
Temos problemas com o nosso estilo de vida; fazemos pouco caso da saúde do corpo que é o templo do Espírito Santo; acompanhamos religiosamente as modas; não vacilamos em usar joias e pinturas; praticamos diversões impróprias e nos descuidamos com a observância dos mandamentos de Deus. Fazemos realmente muito pouco além de nos preocupar com os empreendimentos comuns e seculares.
Precisamos reconhecer a autoridade do Evangelho eterno, estudar seriamente as profecias, e viver à exemplo da experiência da Igreja Primitiva naqueles dez dias antes do Pentecostes.
Não estamos falando de profetizar coisas novas, apenas rever as antigas profecias da Bíblia, de forma objetiva e sem a interferência de ideias pré concebidas que foram introduzidas na Palavra de Deus e mesmo na liderança da igreja.
Esta questão é preocupante porque ninguém se prepara para algo que no fundo não espera, não acredita ou que desconhece completamente.
Não devemos aceitar passivamente a imposição da mentira. O maligno está nos levando, juntamente com a nossa família, para o seu arraial e sem nenhuma reação de nossa parte.
Sem querer prejulgar aqueles que já temos admirado pelo esforço dispendido no processo de evangelização, precisamos reconhecer que os métodos utilizados têm sido pouco convincentes para mudar a nossa prática do dia a dia, o que é indesculpável aos olhos de Deus.
Uma geração com mais de sete bilhões de pessoas, se encontra na dependência de uma mensagem profética poderosa que foi disponibilizada nas revelações do Apocalipse e que a Igreja, não obstante a sua grande responsabilidade, cochila tanto no estudo como na pregação aberta da mesma.
É tempo de reação para revigorar a fé, para o abandono das falsas doutrinas que foram infiltradas principalmente no período medieval, para que possamos voltar a dizer como o salmista:
“Bem aventurado o povo cujo Deus é o Senhor” - Salmo 144: 15.
“Sede santos como Eu sou santo”, comanda Jesus. Abandone a vida que te faz pecar, é o preito do céu para aquele que sonha ir para lá. Por séculos os cristãos acreditaram que a salvação vem pela fé em Cristo. Mas Jesus nos está dando uma nova dimensão para os últimos dias: com Seu auxílio poderemos viver em harmonia com todos os princípios da verdade.
Os nossos defeitos de caráter podem e devem ser corrigidos antes de Seu retorno em glória e majestade.
Não podemos nos enganar: de Deus não se zomba. Nada aquém de uma conduta irrepreensível nos recomendará ao céu. A promessa do Espírito Santo, que há de preparar os justos para a eternidade, é só para os vencedores!
Já vai alta à noite e já desponta o dia. Nenhum membro da futura Igreja Triunfante conviverá com ideias falsas a respeito dos dons que o levará à vitória. Não devemos perder tempo, deixando de nos adaptar para a trasladação, porque neste caminho não haverá atalhos. O estudo aprofundado das profecias nos será requerido, porque elas foram outorgadas para esta hora crucial. Esta é a razão deste debate franco e inevitável!
Devemos associar com a graça divina, o esforço diligente, pois se não pudermos remediar nossos defeitos, certamente pereceremos.
Não estamos sugerindo a formação de novas organizações, nem dizendo que já não é seguro permanecer no seio das igrejas.
Mas Jesus alerta que há um problema se agravando, e que se não for corrigido, segundo os métodos preconizados por Ele, que exigem renúncia e humildade, mudança de ideias e de teorias, será decretada a falência espiritual para a grande maioria!
Nesta hora terminal não bastará termos uma religião. Far-se-á necessário tomarmos uma posição na luta que se avizinha. A nossa tentação será ficar do lado mais confortável e assim o faremos, a menos que conheçamos profundamente os desígnios de Jeová.
Não basta dizer que amamos a verdade, precisamos estar do lado dela e defendê-la com determinação. Se compararmos a nossa conduta com os ensinos práticos de Jesus, veremos que precisamos comprar mais do ouro refinado da fé verdadeira e do amor fraternal; precisamos dos vestidos brancos de um caráter imaculado e purificado pelo sangue de nosso querido Redentor e, principalmente, do colírio do Espírito Santo para que não só venhamos a ver como também assumir toda a verdade!
Precisamos do claro discernimento das questões espirituais e dos Dez Mandamentos, sem colocar nenhum ídolo diante de Deus.
Não poderemos prosseguir ignorando nossa verdadeira condição, quando Jesus está dizendo: “não sabes que (com relação à Verdade Presente relacionada com a transição para a eternidade) és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” - Apocalipse 3: 17. Parêntese acrescentado. “Sê, pois zeloso e arrepende-te”, diz Ele em Apocalipse 3: 19.
Lembremo-nos de que estas palavras que nos são endereçadas não são provenientes de um simples mortal.
Mesmo que muitos as rejeitem, procuremos viver em harmonia com os preceitos de Deus que, afinal, nem mesmo pesados são.
O maligno não tem a força toda que aparenta; nós é que somos frouxos por não confiar em Deus de todo o coração. Não adianta fazermos reformas estruturais e paliativas; A reforma verdadeira considera uma mudança de vida no sentido de uma entrega total a Jesus. Não podemos nos conformar com o relaxamento das doutrinas, com o nivelamento às normas do mundo, com o desconhecimento das profecias, fatos estes que vêm promovendo a mornidão espiritual que hoje testemunhamos.
A postura para este tempo de espera pelo regresso do Senhor não significa uma modificação da vida antiga, mas uma profunda transformação de nossa natureza, trocando o homem carnal pelo espiritual.
A busca de acalmar a nossa consciência tem nos levado a negar, mesmo que sutilmente, que Cristo tenha a natureza humana. Se Ele fosse diferente de nós não poderia ser o nosso substituto e exemplo.
Submetidos, conscienciosamente à influência do Seu Espírito, a partir de nossa conversão, devemos assumir um caráter semelhante ao dele.
Mesmo que se o nosso desafio seja consolidar uma condição espiritual igual à de Adão antes da queda, basta, para isso, obtermos o perdão para todos os pecados eventualmente praticados, confessados e abandonados.
A partir de então, com a consciência purgada das obras mortas, estaremos aptos a vencer como Cristo, o segundo Adão, venceu. E isto nos será seguramente cobrado no juízo de Deus.
Rejeitemos a generalizada sutileza de que tudo o que precisamos é ter fé em Cristo Jesus. Quem acreditar apenas nesta palavra estará certamente construindo sobre a areia. Precisamos, com toda a diligência, estudar o primeiro capítulo da segunda carta de Pedro para agregar, por meio da fé, os demais atributos que nos são ali recomendados.
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