“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos de seus lugares. Os reis da Terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” - Apocalipse 6: 12-17.
O tempo de ocorrência deste selo será junto com a sétima praga, que estará ligada com o último ato da queda de Babilônia, conforme Apocalipse 16: 17-20:
'“Então derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do Santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande... Toda ilha fugiu e os montes não foram achados”.
Referindo-se a esse tempo, após o livramento do decreto de morte, Mateus 24: 29-30 complementa:
“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados”.
Isaías 13: 9-11 explica as razões de Deus:
“... Castigarei o mundo por causa da sua maldade, e os perversos por causa da sua iniquidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos”.
Se o quinto selo se aplica ao martírio futuro dos justos, alinhado com o alto clamor do anjo de Apocalipse 18: 1-4, é natural que o sexto selo se estenda à frente destes acontecimentos, se relacionando com a Segunda Vinda de Jesus. Quase todo o mundo reconhece que praticamente tudo relacionado com o sexto selo tem a ver com o futuro.
O enunciado deste selo encerra-se com uma pergunta: Quem poderá subsistir aos flagelos dos últimos dias? Para respondê-la, João abre o parêntese de Apocalipse 7. Sua explicação envolve fatos anteriores, o que não significa que estejamos voltando no tempo.
A resposta trata da descrição de dois grupos de sobreviventes pertencentes à Igreja vitoriosa:
• Um grupo menor, constituído pelos cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos de Israel (doze mil de cada tribo) e
• Uma multidão inumerável de todas as nações, que vem da grande tribulação.
Apesar da existência destes dois grupos ser bem definida em Apocalipse 7, tem havido dúvidas sobre esta questão, talvez porque a nação de Israel só tenha renascido em 1948.
Atualmente, se não houvesse a possibilidade de uma aplicação direta, poderíamos continuar ‘interpretando’ os fatos contidos no parêntese explicativo de Apocalipse 7 como se tratando de símbolos, o que evidentemente contraria as regras de hermenêutica ou seja, de interpretação da Bíblia, as quais asseguram que só devemos considerar como simbólico apenas aquilo que não tem nenhum sentido literal. E no caso do que é simbólico deve-se interpretar com base na própria Bíblia.
Este capítulo está tratando de diferenciar dois grupos: um de judeus e outro de gentios, não fazendo sentido dizer que os 144.000 sejam também gentios, ou judeus espirituais.
Se eles estivessem incluídos na multidão inumerável, porque então se faria a sua particularização? Por outro lado o pequeno grupo dos cento e quarenta e quatro mil apresenta características geográficas peculiares que confirmam a hipótese de serem israelenses:
“Olhei e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele os cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai”. Apocalipse 14: 1.
O fato dos 144.000 apresentar na fronte o nome do Cordeiro tem dificultado relacioná-los com o atual Israel, que reconhece apenas o Pai como Deus. Quando, porém, consideramos que este pequeno grupo estará incluso somente entre os que escaparão das guerras futuras contra Israel, e que permanecerão em Jerusalém agradecidos pela intervenção de Jesus, esta dificuldade é removida e o texto passa a fazer sentido.
Segundo os textos sagrados, será sob a pressão de seus terríveis inimigos, que virão do Oriente e do Norte, que a parte ainda não convertida deste pequeno remanescente da nação judaica se converterá às Escrituras do Novo Testamento.
Não estamos tratando, portanto, da nação israelita atual, mas de um remanescente dela, inscrito ou selado entre os que permanecerão vivos em Jerusalém e que nela sobreviverão pelo poder de Deus.
O profeta Zacarias, falando desta restauração espiritual dos filhos de Israel, condição indispensável para o seu selamento, apresenta uma série de fatos encadeados.
No capítulo doze diz, primeiramente, que Jerusalém será sitiada e que contra ela se ajuntarão todas as nações da Terra. E o verso quatro acrescenta:
“Naquele Dia Deus porá os chefes de Judá como braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor” Zacarias 12: 4.
E será sob a pressão extraordinária desta circunstância peculiar que os sobreviventes destas lutas experimentarão um segundo Pentecostes, o da chuva serôdia, descrita em Zacarias 12: 10:
“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para Aquele a quem transpassaram; pranteá-Lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por Ele como se chora pelo primogênito. ”
E Zacarias 13:1, complementa:
“Naquele Dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza”.
Lembramos que será neste despertar espiritual incidente sobre aqueles que restarem da casa de Israel, que se dará a segunda aplicação da profecia de Daniel 9: 24 quando este povo escolhido fará, finalmente, cessar a transgressão, demonstrando ao mundo que é possível viver sem pecado, o que Laodiceia não vem conseguindo comprovar, devido às concessões que tem feito à Babilônia mística do nosso tempo.
A conversão de Israel, no entanto, somente se concretizará após os dramáticos combates contra seus vizinhos que, de forma alguma poderão ser minimizados, conforme descrito em Zacarias 13: 8-9.
O custo, em vidas humanas, será altíssimo, como explicita Daniel 11: 41:
“Entrará (o Rei do Norte ou a besta) também na terra gloriosa, e muitos sucumbirão...”.
Inicialmente não sucumbirão diretamente pelas mãos do rei do Norte, mas em decorrência de suas astutas estratégias junto à América do Norte, à Europa Ocidental e ao mundo árabe, fomentando a separação do Novo Estado Palestino do território israelense.
Contudo, não demorará muito para que o rei do Norte comande a sua própria investida contra Jerusalém, conforme Daniel 11: 44-45.
Precisamos, no entanto, esclarecer a forma de como este pequeno grupo, a ser protegido pelos anjos, já vem sendo e ainda será preparado para o selamento futuro.
Isaías, falando dos 144.000 residuais em Israel, após os confrontos com seus inimigos mais próximos, se refere ao momento de sua conversão a Cristo, como segue:
“Naquele Dia a glória de Israel será apoucada, e a gordura de sua carne desaparecerá. Será, quando o segador ajunta a cana do trigo e com o braço sega as espigas, como quem colhe espigas, como quem colhe espigas no vale de Refaim. Mas ainda ficarão alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira; duas ou três azeitonas na ponta do ramo mais alto, e quatro ou cinco nos ramos mais exteriores de uma árvore frutífera, diz o Senhor Deus de Israel. Naquele dia olhará o homem para o seu Criador, e os seus olhos atentarão para o Santo de Israel”. Isaías 17: 4-7:
Será neste tempo de angústia e destruição que se dará o selamento das primícias dos salvos. Logo em seguida os ventos da batalha do Armagedom serão soltos, tendo Jesus à frente de Seu povo.
Precisamos apenas esclarecer que este pequeno grupo, a ser protegido pelos anjos, no futuro próximo, já vem sendo preparado para o selamento.
Há décadas, um grupo de judeus cristãos vem crescendo em Israel, crentes em toda a plenitude do Evangelho eterno, e no Senhor Jesus como o seu Messias e Salvador.
Este grupo particular acha-se inserido entre os judeus nascidos em Israel, antes de 1948, e inclui os seus descendentes, os quais são chamados de SABRAS. Eles falam apenas o hebraico e nunca participaram de nenhuma igreja cristã, isto é, não se macularam com mulheres, no simbolismo bíblico. Isto porque é de notório saber que todas as igrejas cristãs estão contaminadas com o vinho de Babilônia.
A informação extraoficial que dispomos é a de que já em 1989 havia dois mil e quinhentos judeus cristãos pertencentes a esse grupo.
Maiores detalhes sobre os SABRAS podem ser encontrados neste link:
http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=578HYPERLI
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“http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=578&p=0”&H YPERLINK
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Para remover as dúvidas sobre a questão deste grupo dos 144.000 ser israelita, Sofonias 3: 11-13, faz referência ao mesmo usando as mesmas palavras de João e afirmando, também, que eles estariam vivendo em Israel no tempo do fim. Vejamos essas palavras de Jesus, transmitidas por meio deste profeta, que nos ajudam a entender melhor a natureza dos 144.000:
“Naquele Dia, não te envergonharás de nenhuma de tuas obras, com que te rebelaste contra Mim; então tirarei do meio de ti os que exultam na soberba, e tu nunca mais te ensoberbecerás no Meu santo Monte. Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do Senhor. Os restantes de Israel (144.000) não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante.” Parêntese e negrito, acrescentados.
E no verso vinte, segue Sofonias:
“Naquele tempo, Eu vos farei voltar, e vos recolherei; certamente, farei de vós um nome e um louvor entre todos os povos da Terra, quando Eu vos mudar a sorte diante dos vossos olhos, diz o Senhor”.
Ezequiel 20: 34-38 e 40-42: também fala destes juízos que resultarão no selamento dos filhos de Israel:
“Tirar-vos-ei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados, com mão forte, com braço estendido e derramado furor. Levar-vos-ei ao deserto dos povos, e ali entrarei em juízo convosco face a face (ver também Oseias 2: 14). Como entrei em juízo com vossos pais, no deserto da terra do Egito, assim entrarei em juízo convosco, diz o Senhor Deus. Far-vosei passar debaixo do Meu cajado, e vos sujeitarei à disciplina da aliança; separarei dentre vós os rebeldes e os que transgrediram contra Mim... Porque no Meu santo monte, no monte alto de Israel, diz o Senhor Deus, ali toda a casa de Israel Me servirá, toda, naquela terra; ali Me agradarei deles, ali vos requererei as vossas ofertas e as primícias de vossas dádivas, com todas as vossas coisas santas. Agradar-Me-ei de vós como de aroma suave, quando Eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante as nações. Sabereis que Eu sou o Senhor, quando Eu vos der entrada na terra de Israel, na terra que, levantando a Minha mão, jurei dar a vossos pais”. Parêntese e negritos acrescentados.
Joel 2: 32, profetizando sobre eventos contemporâneos a este selamento, se refere também ao segundo grupo citado em Apocalipse 7:
“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor (Jesus) será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes (população inumerável de salvos de todas as nações, citada também em Apocalipse 7), aqueles que o Senhor chamar”. Parênteses acrescentados.
Aqui também podemos perceber dois grupos de salvos vivos: os cento e quarenta e quatro mil residentes em Jerusalém e aqueles que o Senhor ainda chamará, conforme se encontra em Apocalipse 18: 4:
“Sai dela (da Babilônia espiritual) povo Meu”! Parêntese acrescentado. Depreendemos deste verso que o remanescente de Israel não será contaminado com o vinho da idolatria infiltrado de forma generalizada no primeiro mandamento da Lei de Deus – terceira pessoa da trindade- Apocalipse 7: 9-10, fazendo alusão ao primeiro grupo, detalha o segundo: “Depois destas coisas, (do selamento dos 144.000 de Israel, das primícias) vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” Parêntese e negrito acrescentados.
Os versos 13 e 14, a seguir, foram incluídos para identificar o segundo grupo:
Os versos 13 e 14, a seguir, foram incluídos para identificar o segundo grupo:
“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-lhe: meu senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: são estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”.
Esta multidão não pode ser a dos salvos de todas as épocas, pois estará viva no tempo de angústia, pois que:
“... Vêm da grande tribulação... jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum”. Apocalipse 7: 14 e 16.
Se considerarmos a hipótese de que os seis últimos selos ainda estão no futuro e que concernem apenas ao final da última geração dar-nos-emos conta de que estamos vivendo ainda sob o primeiro selo até que chegue a guerra física do Armagedom, no Oriente Médio, destinada a tirar a paz da Terra prevista no segundo selo. E que os últimos acontecimentos serão muito rápidos.
Assim, o mesmo tribunal que abre os livros, revelando o julgamento individual da humanidade de todos os tempos, descerra também os sete selos para nos antecipar as sete fases da Igreja de Laodiceia.
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