segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O julgamento individual

Introdução
Nem sempre reconhecemos que estamos no centro de um conflito cósmico e sob à influência de duas forças antagônicas: uma ardilosa, que se empenha para levar as pessoas à morte eterna, o que ocorre somente sob a permissão da outra força, que é poderosa para ajudar e livrar dos laços deste engano, mas somente àqueles que desejarem viver pela fé. As duas forças buscam condicionar as decisões humanas e suas escolhas. A primeira, de forma mais natural, sem requerer muito esforço da parte humana, enquanto que a outra precisa ser estimulada constantemente através da íntima comunhão com Deus.
Romanos 7 e 8 revelam que a opção pela vida eterna vai além de uma mera consciência a respeito da obra do Messias, dependendo, também, de uma rendição determinada à influência do Espírito Santo que nos inspira a desenvolver um caráter semelhante ao de Jesus. Essa influência mental visa eliminar as tendências hereditárias e adquiridas da natureza carnal que se impõe quase que naturalmente.
Neste jogo de influências somos livres para proporcionar alegrias ao nosso coração, sem esquecer, no entanto, que prestaremos contas de nossas ações, perante o tribunal divino, quando haveremos de receber um veredito sem apelação, de acordo com a nossa conduta.
Não obstante a salvação ser unicamente pela graça, estando ao alcance de todos, necessitamos considerar que o juízo celestial visa verificar, mediante anotações fidedignas de testemunhas angélicas, quem respondeu positivamente ao convite da graça, optando pelo bem e saindo-se vencedor. Aquele que vencer terá o seu nome confirmado no livro da vida eterna.
À luz desta realidade, deveríamos rever nossa condição espiritual,“porque, se vivermos deliberadamente em pecados, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifícios pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” – Hebreus 10: 26-27.
“Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: a Mim pertence a vingança; Eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o Seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10: 28-31.
Se alguém recusa deixar-se instruir pelo Espírito Santo ou, se após ter sido esclarecido, não quiser obedecer, cairá, inapelavelmente sob um julgamento próprio, como foi o caso de Moisés: Depois de ter falado com Deus que estava na sarça ardente e estar a caminho do Egito, quase perdeu a vida por negligenciar a circuncisão de seu filho, conforme o registro de Êxodo 4: 24-26.
Mais tarde, com base em sua própria experiência, ele advertiu as tribos que quiseram habitar nas colinas de Gileade quanto ao grave perigo de desconsiderar o mandamento de Deus. Alertou ele:
“Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor; e sabei que o vosso pecado vos há de achar” Números 32: 23.
Para ilustrar essa sentença, nos reportaremos a uma breve ocorrência na América.

Um repórter saiu de casa para fazer uma reportagem em uma cidade vizinha e, logo nos primeiros quarteirões, atendeu a um pedido de carona. Parou seu carro de bom grado para que o estranho entrasse. O curioso é que aquele cidadão entrou sem dizer uma só palavra. Aquele jornalista, acostumado com todo o tipo de pessoas, procurou quebrar o gelo, desenvolvendo uma conversa com aquela estranha criatura.

Falou das agitações na política, da degeneração na religião, e de futebol, mas o homem permaneceu quieto, sem nada responder. Seria surdo-mudo este homem, pensou o jornalista? A verdade é que a situação começou a ficar tensa e se agravou ainda mais quando o ‘carona’ sacou de uma faquinha afiada e pontuda.

Logo a seguir, sacou, também, de dentro da camisa, de uma varinha, começando a golpeá-la com a faca.

O sujeito parecia hábil no manejo da faquinha e, logo, tinha nas mãos uma vara artisticamente trabalhada.

Fez, então, menção para descer e o jornalista rapidamente parou o carro, dando oportunidade para o estranho evadir-se, o que ele fez sem sequer agradecer.

Aliviado, o jornalista foi fazer sua reportagem e, dias mais tarde, quando voltava pelo mesmo caminho, viu um aglomerado de pessoas e, como bom jornalista, procurou saber do que se tratava.

Deparou-se, então, com um grupo horrorizado, que se encontrava diante do casal da mercearia, recentemente assaltado e morto à punhaladas. Ninguém sabia nada sobre o agressor. A única pista que encontraram, entre os mortos, foi uma varinha talhada à mão, que nada significava para eles.

Quando o jornalista reconheceu aquela varinha teve um calafrio, pois lembrou-se do sujeito que a talhou na sua frente. Procurou a polícia, contou o que sabia e logo encontraram o suposto criminoso. Instaurou-se o tribunal, onde aquele homem começou a defender-se com calma e dissimulação, respondendo, com segurança, a todas as perguntas.
O juiz, os jurados e, mesmo o promotor público, pareciam estar inclinados a acreditar na inocência do réu quando, pela sala do júri entrou o jornalista, trazendo a varinha oculta em sua mão. Foi parar na frente do seu ‘carona’ e colocou a varinha diante dos seus olhos. Aquele homem, que estava tão seguro, mudou de cor, começou a suar e a tremer e, naquele momento, todos perceberam que ele era o assassino. Aquele homem, naquele momento, encontrou-se com o seu pecado, nos lembrando da sentença de Números 32: 23:
“Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor e sabei que o vosso pecado vos há de achar”.
Por mais que sabiamente consigamos encobrir os nossos pecados, mais cedo ou mais tarde eles aparecerão, quando passarmos pelo tribunal do céu.  
A passagem registrada no Salmo 44: 21 é igualmente importante para nos lembrar desta solene condição:
“Porventura, não o teria atinado Deus, Ele que conhece os segredos dos corações”?
O juízo de Deus é algo extremamente real e decisivo para o futuro de nossas almas e será muito semelhante ao que aconteceu naquele tribunal americano. Apesar de não pensarmos muito nele, é um ponto central no processo de nossa redenção ou perdição eterna.
Paulo em Romanos 2: 16 nos informa que o nosso julgamento será feito com base no que se encontra registrado na Palavra de Deus:
“... no dia em que Deus, por meio de Jesus Cristo, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o Meu evangelho”.
Passaremos agora a uma ilustração de um quadro vivo para nos familiarizarmos um pouco mais com este julgamento que em breve, fatalmente, teremos que enfrentar.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário