segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O primeiro selo


“Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer” - Apocalipse 6: 1-2.

Para sabermos o significado de um cavalo, na profecia, precisamos do apoio de Zacarias 10: 3 que, tratando de assuntos específicos deste tempo profético, diz:

“O Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho, a casa de Judá, e fará desta o Seu cavalo de glória na batalha”.  

Se parafrasearmos este verso com relação ao primeiro selo, substituindo a casa de Judá pela Igreja de Laodiceia, obteremos para o cavalo branco, a primeira fase do julgamento da Igreja remanescente.

A cor branca do cavalo representa o caráter sem mancha do povo de Deus ao tempo do início do juízo, pois que este procedeu da Igreja de Filadélfia, reconhecida por Jesus como a igreja do amor fraternal, a única das sete igrejas que não teve repreensões, conforme pode ser verificado em Apocalipse 3: 7-13. O cavaleiro do primeiro selo se manifestou equipado para dar início ao último movimento de evangelização do mundo, recebendo a coroa da salvação das mãos do Cordeiro que se encontra no céu abrindo os selos (portanto esse cavaleiro não é o Cordeiro), para compartilhá-la entre as nações.
A declaração de que ele saiu vencendo e para vencer ensina que esta obra envolve uma grande e vitoriosa campanha missionária e que Deus fará de Laodiceia o seu cavalo de glória na batalha.
Podemos, assim, imaginar o sólido começo da Igreja do tempo do juízo, que ainda se encontra militando em seu esforço mundial da pregação do Evangelho eterno, conforme é referido em Apocalipse 10: 11:
“É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.  
Essa missão de Laodiceia também foi referida no segundo alinhamento profético, em Apocalipse 14: 6-7, que diz:
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”.  
Salientamos que estes selos, de acordo com alguns intérpretes, apesar de estarem alicerçados nesta mesma forma de interpretação, são considerados a partir do primeiro século do Cristianismo, o que julgamos inexato por duas razões básicas: as informações do Apocalipse são rigorosamente sequenciais, sendo a afirmação de Apocalipse 4: 1 extremamente clara em dizer que se trata de eventos posteriores às igrejas – “depois destas coisas”, como vimos e, em segundo lugar, porque a historicidade daqueles períodos da Igreja Cristã como um todo, já foi relatada nas mensagens às sete igrejas.
Assim, numa leitura atualizada e tendo em consideração a sequência lógica das revelações, vivemos ainda no tempo do primeiro selo, enquanto que na teoria tradicional, o sexto selo já teria se cumprido há mais de cem anos, restando, apenas a expectativa do sétimo selo, o que não estamos contestando, em função de algumas evidências do passado. Somente consideramos que o povo julgado goza ainda de liberdade para pregar e continua “vencendo e para vencer”. O rádio, a internet, a TV e a página impressa ainda dão cobertura a esta mensagem do primeiro anjo, ‘voando pelo meio do céu’, conforme Apocalipse 14: 6, contribuindo para levar o evangelho eterno a todo o mundo, conforme profetizado em Mateus 24: 14 que diz:
“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim”.
Dado a amplitude desta obra que parte do início do juízo (dos mortos), devendo permanecer até que a pregação do Evangelho alcance o mundo todo, a duração deste selo é bem maior do que o somatório do tempo dedicado a todos os demais (relacionados com a apuração do juízo dos vivos), daí dizer-se que os últimos eventos serão rápidos.
Dentro deste período correspondente ao primeiro selo ocorreu a providencial independência do Estado de Israel, em 1947/48, que rebrotou, como uma figueira nova, daquela que foi amaldiçoada por não dar frutos. Tal evento deveria demarcar o início da última geração da Terra e, no devido tempo, iluminá-la após a abertura do segundo selo.
O Novo Estado Judeu, segundo a profecia, desviar-se-ia para Baal-Peor (para o secularismo) após sua instalação política, conforme Isaías 66: 7-9.
Durante este período de apostasia, teriam cumprimento os sinais indicadores do princípio das dores para o seu renascimento espiritual, este sim, indexado ao segundo selo e ao novo mundo que está prestes a nascer.
Como todos os fatos históricos e sinais prévios, anunciadores da abertura do segundo selo, já se cumpriram, podemos constatar que já estamos muito próximos da abertura deste segundo selo.  
O primeiro selo revela, portanto, a primeira fase da igreja de Laodiceia na sua arrancada missionária e que ainda se encontra gozando de total liberdade para a conquista de almas para a eternidade; usufruindo, ainda, desta bênção da primeira fase, nos encontramos, em 2018, na grande expectativa da abertura do segundo selo.                                                           

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