segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O quarto e quinto selo


“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente, dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado morte; e o inferno o estava seguindo, e foi-lhe dado autoridade sobre a quarta parte da Terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da Terra” - Apocalipse 6: 7-8.  

O quarto selo descreve o breve período de angústia que precederá ao fechamento da porta da graça e à queda das últimas sete pragas. Neste período as igrejas militantes continuarão na apostasia voluntária ou na apostasia que será induzida pela NOM, buscando se harmonizar com a igreja mãe para garantir a autopreservação.

Nesta altura dos acontecimentos, já não poderão mais exercer a tarefa que lhes foi designada, o que é indicado pela cor pálida do medo e da morte, estampada no cavalo que, neste caso, estará totalmente incapacitado.

O cavalo com seu cavaleiro representam, portanto, as igrejas apostatadas e seus líderes comprometidos com Babilônia, e o inferno, como alguém no ato de segui-los. Estes seguidores correspondem aos mornos das igrejas que, rejeitando os conselhos de Jesus, vão direto para a sepultura.
Estas igrejas continuarão sua obra na mornidão de sempre, mas sem balança (sem a missão de alertar para o juízo), apenas conduzindo seus rebanhos à morte espiritual e eterna.
Elas por fim se engajarão abertamente na perseguição dos filhos de Deus, seguindo o exemplo da igreja mãe.
Em Apocalipse 3: 16-17 na Bíblia na Linguagem de Hoje lemos a mensagem de Jesus para eles:
“Mas porque são apenas mornos, nem frios nem quentes, vou logo vomitá-los. Vocês dizem: ‘somos ricos, estamos muito bem e temos tudo o que precisamos’. Mas não sabem que são miseráveis e desgraçados! Vocês são pobres, nus e ‘cegos’”.
É provável que os fiéis sejam expulsos de suas igrejas, mas não tendo um lugar seguro para ir, deverão sofrer e gemer por causa das abominações que serão praticadas no interior dos templos, conforme podemos inferir da experiência ocorrida em Jerusalém, por ocasião do selamento dos 144.000, conforme foi registrado em Ezequiel 9: 4:
“E lhe disse: passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela”.
Comparando Jerusalém com a Igreja, ao que tudo indica chegará o tempo em que o joio dominará o barco da igreja, ao tempo em que os justos marginalizados estarão sendo selados, apesar de entregues à deriva, como visto em Mateus 10: 16-22.
O recrudescimento desta situação produzirá fome, que resultará na ruína da saúde, trazendo pestilência e morte, com maior exposição dos justos fugitivos ao ataque de animais ferozes, como acontecia na Era Medieval.
Impressiona a rapidez como essas coisas todas acontecerão. Este tempo será tão breve (Apocalipse 10: 6) quanto necessário para apartar a escória da prata e a palha do grão, agora por toda a extensão do arraial de Deus.  
Neste tempo, situado em um futuro não muito distante e já facilmente previsível, a pregação do verdadeiro evangelho será realizada com sério risco de morte e poucos serão os heróis da fé. Contudo, a comissão dada ao povo remanescente, para transmitir a terceira mensagem angélica soará e será ouvida na forma de um alto clamor por todo o mundo. Permanecerá válido o estímulo de Mateus 24: 13:
“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.”

3.1.5 - O quinto selo

“Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue, dos que habitam sobre a Terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda ‘por pouco tempo’, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que ‘iam ser mortos’ como igualmente eles foram” - Apocalipse 6: 9-11.
Este será o tempo da Igreja Triunfante, que estará disposta a pagar o preço que for necessário para defender a bandeira do Príncipe Emanuel entre as nações, em uma notável extensão à obra das primícias, conforme argumentado em Isaías 11: 11-12:
“Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo... levantará um estandarte para as nações, ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá recolherá desde os quatro confins da Terra”.
Para os Seus filhos deste tempo, Jesus faz os seguintes alertas e recomendações:
“Eis que Eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos: sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas. E acautelai-vos dos homens, porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas; por Minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. E, quando vos entregarem, não cuideis em como, ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será concedido o que haveis de dizer; visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós. Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai ao filho. Filhos haverá que se levantarão contra os progenitores, e os matarão -  Mateus 10: 16-21.
Com relação aos mortos deste período, há um clamor por vingança. Deste ponto de vista, o altar apresentado neste quadro profético refere-se ao altar de bronze do Santuário hebraico onde Jesus Cristo e, por extensão, os mártires de todos os tempos foram representados.
Como o sangue daquelas vítimas inocentes era derramado na base do altar (Levítico 4: 7) e, considerando que a vida da carne está no sangue (Levítico 17: 11), as almas ou vidas daqueles que se oferecem em martírio podem ser consideradas como estando debaixo do altar.
A simbolização do quinto selo visa encorajar aqueles que enfrentarão martírio e morte, no futuro, para que possam contar com a garantia de que, a despeito do aparente triunfo do inimigo, a justiça divina será feita, e o sacrifício deles, logo recompensado, como nos assegura Apocalipse 14: 13:
“Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”.
Estas ‘almas’ certamente não são espíritos desencarnados de mártires falecidos, pois que isso não seria compatível com as demais Escrituras. E, também, não existem almas jazendo debaixo de um altar no céu. Trata-se apenas de uma representação simbólica destinada a ensinar a lição espiritual acima descrita.
Em síntese, o quinto selo se refere a dois grupos de mártires: passados, que clamam no verso 10, e o dos que ainda serão martirizados, conforme Apocalipse 6: 11, sob a influência da grande Babilônia, representada pela união das igrejas corruptas com a política. Os últimos mártires tombarão no bom combate, pregando a advertência do terceiro anjo contra a besta e o seu sinal, como vimos no terceiro selo.
Não devemos confundir a ocorrência de mortes neste período com o decreto universal de morte que ocorrerá sob a sexta praga, pois que os justos serão libertados das consequências daquele decreto, pela voz de Deus (Feito está!) que será ouvida no início da sétima praga.
O sangue dos últimos mártires só será derramado antes do fechamento da porta da graça como estímulo aos que se encontram no vale da decisão. Porque só assim poderá ser preparado o caminho para a remoção dos filhos de Deus que ainda se encontram em Babilônia.
De acordo com o exposto, os primeiros cinco selos proporcionarão uma visão panorâmica do juízo de Deus, a partir de 1844 até ao fim do tempo de graça.
A relação do quinto selo com as pragas é evidenciada quando os mártires deste período fazem a súplica: “Até quando Senhor não julgas e nem vingas o nosso sangue”? (Ap. 6: 10).
Este clamor será atendido quando Cristo vestir Suas ‘vestiduras de vingança’ no fim do tempo de graça para a salvação, conforme dizem as segunda e terceira pragas:
“Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar. Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue. Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; Porquanto derramaram sangue de santos e de profetas também sangue Lhes tens dado a beber; são dignos disso”.  Apocalipse 16:
3-6.
Esta é uma clara indicação de que as sete últimas pragas se encaixam após o quinto selo e antes do sétimo.

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