“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma, como que voz no meio dos quatro seres viventes, dizendo: Uma medida de trigo por um denário (esta medida representava um quilo do produto pelo salário de um dia de trabalho); três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” - Apocalipse 6: 5-6. Parêntese meu.
Depois do selamento dos 144.000 em Israel, o segredo de sua espantosa vitória será relacionado com a guarda dos mandamentos originais de Deus, sem a interferência dos dogmas romanos, presente em todas as igrejas militantes. E será relacionado também, com a fé de Jesus praticada por eles, conforme Apocalipse 14: 12.
Estes sinais de vitória serão percebidos em todos os cantos do planeta como uma promessa de salvação aos que se decidirem a seguir o exemplo das primícias.
Será desta forma que o mundo será preparado para receber a mensagem da Igreja Triunfante com um maior grau de consciência, no grande julgamento dos vivos, durante o período do cavalo preto.
Se a cor branca do primeiro cavalo sugere a pureza da fé, conforme Isaías 1: 18, um cavalo preto, pelo contrário, significará a sua corrupção.
A balança na mão de cavaleiro é um símbolo evidente do juízo de Deus.
Atualmente, antes do processo de agravamento da crise futura das igrejas em geral, é difícil determinar quem é fiel e quem tem caído. O ‘trigo’ e o ‘joio’ continuam crescendo juntos, em todas as igrejas. Não será conveniente arrancar o joio porque poderá arrancar-se o trigo com ele.
Nem mesmo será necessário que o povo de Deus execute essa tarefa. O Senhor mesmo a fará por meio dos acontecimentos vindouros.
Os joios serão ‘peneirados’ no juízo dos vivos, na medida em que a sacudidura se caracterizar pela perseguição do trigo, devido a sua pregação da terceira mensagem angélica denunciando, corajosamente, a Nova Ordem Mundial. Os mornos farão de tudo para evitar que o texto de Apocalipse 14: 9-11 seja propagado, temendo a perseguição.
Eis o conteúdo desta mensagem que irá separar o joio do trigo: “... Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de Sua ira, e será atormentado com fogo e
enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro...”
O céu identificará o trigo dentro das diferentes denominações cristãs, e mesmo fora delas, naqueles que, pela fé, se erguerem para denunciar, sob a égide do Espírito Santo, os pecados da grande Babilônia.
Por interferir no direito à liberdade de consciência, obrigando as pessoas a seguirem orientações confusas e sem a comprovação das Escrituras, toda a NOM será identificada com o joio e será denunciada pelas agências levantadas por Deus para proclamar a última advertência ao mundo, nos termos de Apocalipse 14: 9-11.
Será, portanto, esta denúncia contra os poderes das trevas e suas falsas doutrinas, que levará à traumática separação, dividindo o mundo cristão em dois grupos: o das igrejas do joio, que será representada no quarto selo, e o da invisível igreja do trigo, correspondente à parte triunfante da Igreja de Laodiceia.
As primeiras, rebeldes aos Dez Mandamentos, perseguirão os filhos de Deus, sendo, por isso, vomitadas, apesar de continuarem com o seu ritual no templo, todavia sem esperança de salvação; e a segunda, formada pelos grãos bons que estarão sendo marcados e recolhidos para o celeiro celestial.
Como o ‘cavalo’ simbólico representa um grupo religioso bem definido, tudo indica que as instituições atuais continuarão organizadas, operando normalmente, como aconteceu com o Israel, no primeiro século.
O conflito será deflagrado pelos mornos de Laodiceia, na tentativa de evitar que se desmascare a besta, o dragão e o falso profeta e não acorde os que cochilam nas igrejas secularizadas e no mundo em geral.
Devemos apenas aguardar o andamento dos acontecimentos. Certamente tudo continuará igual como sempre foi para aqueles que estiverem prontos para defender os interesses da besta, mesmo que de forma dissimulada. A grande questão será: Quem permanecerá fiel a Deus? Ser fiel, neste tempo, irá muito além dos compromissos nas igrejas. Representará o exemplo de uma vida totalmente transformada disposta a se submeter ao teste previsto em Mateus 10: 22:
“Sereis odiados por todos por causa do Meu nome; aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”.
Os preços do pão da vida, neste momento dramático da História, estarão bem mais caros que o normal. Quem hoje vacila para pagar o preço da verdade, em todos os seus fundamentos, certamente não o fará quando este estiver dez vezes mais elevado.
E assim, a balança que está na mão do cavaleiro do cavalo preto estará pesando a consciência dos que se acham justos entre as nações, sem definir, necessariamente, os contornos físicos de uma igreja legalmente constituída.
Neste tempo, muito próximo ao fechamento da porta da graça, segundo a profecia, as igrejas se unirão com o Estado, primeiro nos EUA e depois, pelo resto do mundo cristão, para dificultar a obra final da pregação do evangelho.
Quando, pois, a livre América legislar sobre assuntos de fé, estará dando início à contagem regressiva para este cenário de conclusão do tempo, indicado na profecia de Apocalipse 13: 11, como veremos no segundo alinhamento, confirmando o prenúncio de que a besta, criada semelhante ao cordeiro, ainda ‘falará como dragão’, conforme veremos no sexto capítulo deste documento.
Quando os princípios da besta escarlate forem obrigados por lei, a maior parte dos cuidados das igrejas militantes, então sob o juízo divino, será com relação aos assuntos seculares, seguindo-se a crescente escassez de espiritualidade, simbolizada pelos elevados preços dos cereais, conforme mencionado por João.
Esta situação explicará boa parte da futura apostasia corporativa das igrejas cristãs.
A voz de Deus, que anuncia o alto custo do trigo e da cevada, também ordena que o azeite e o vinho não sejam danificados. Estes eram os dois líquidos mais preciosos comumente usados como alimento no mundo antigo e que alguns os têm interpretado como os símbolos da fé e do amor.
Tratam-se dos atributos que deverão ser preservados sob a influência do Espírito Santo, pelos chamados, escolhidos e fiéis, em contradição com o materialismo que deverá predominar nas igrejas militantes deste período de provação. Estes atributos identificarão aqueles que darão ouvidos ao conselho da Testemunha Fiel e Verdadeira à Igreja de Laodiceia, que encontramos em Apocalipse 3: 18:
“Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres (desenvolvimento da fé e do amor), vestiduras brancas para te vestires (obtenção do caráter e da fé de Jesus), a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos (azeite do Espírito para a compreensão exata de toda a verdade, isenta dos erros infiltrados principalmente pelo papado medieval), a fim de que vejas”.
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