segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O tribunal divino em operação


Vamos, agora, pelos olhos da fé, adentrar à sala deste tribunal em funcionamento. Vamos examinar o que a Bíblia revela sobre o que ali vem se passando, desde o primeiro homem a nele comparecer que, com certeza foi Abel, o primeiro morto. Em Gênesis 4: 4 lemos a seu respeito:

“Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta”.

Jesus certamente estava ali para interceder por ele e, com certeza o nome de Abel foi confirmado no livro da vida, e seus pecados apagados do ‘contas-correntes do Céu’.

Em Gênesis 4: 5, por outro lado, lemos sobre o caso de seu irmão:

“Ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou o Senhor. Irou-se, pois, sobremaneira Caim, e descaiu-lhe o semblante”.
As Escrituras relatam a triste história de Caim, o assassino de Abel! Certamente, no tribunal de Deus, tudo devia estar contra ele, ninguém se manifestando para defendê-lo. Seu nome certamente foi o primeiro a ser apagado do livro da vida e escrito no livro da morte.
Fica para a nós o importante apelo que encontramos em Gênesis 4: 7:
“Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta, o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.
Desta forma, mas com muitas minúcias, vem se processando este fantástico tribunal nas cortes celestiais. Imaginemos, agora, que em certo momento compareça, pelos livros, o nosso jovem que morreu no acidente.
O Senhor Deus, o Pai, não julga, mas preside todo o julgamento. Verifica o Memorial daquele jovem e percebe que ele conhecia toda a verdade, participava dos cultos de adoração, dava os dízimos, fazia trabalho missionário, mas, apesar de ser um jovem promissor, o seu caso estava muito embaraçado.  No livro contas-correntes, além de outros pecados menores, constava o seu romance ilegal.
Deus, então, perguntou ao Senhor Jesus Cristo porque não havia se apresentado para defendê-lo? E, também, porque a situação daquele jovem ficou assim tão complicada?
Jesus, dizendo: Eu morri por ele, mostra as Suas mãos marcadas pelos cravos. Além disso, providenciei para que fossem incididas sobre ele as impressões do Meu Espírito a fim de motivá-lo, sensibilizando-o com relação à justiça provida na cruz para a solução do seu pecado e, também a respeito deste tribunal. Ele, porém, adiou sua reforma alegando, simplesmente, que havia tempo para o arrependimento. Que mais eu poderia fazer?
O Pai, então, pergunta aos anjos que o assistiram ao longo de toda a sua vida, anotando cada particularidade: Porque o jovem não se arrependeu? Os anjos certamente responderam que fizeram tudo o que estava ao seu alcance, interagindo, inclusive com o pastor, com os anciãos da igreja, com a esposa e até mesmo com os amigos no sentido de convencê-lo a mudar de vida; quando ele andava sozinho, muitas vezes insistimos com ele para que se batizasse e se convertesse, mas ele não chegou a tomar a decisão. Que mais poderíamos ter feito?
O Senhor Deus, com pesar, manda apagar o nome daquele jovem do livro da vida e escrevê-lo no livro da morte eterna.
Apesar de conhecer toda a verdade e de cruzar muitas e muitas vezes os átrios da igreja, aquele jovem estava perdido para sempre!
“Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor; e sabei que o vosso pecado vos há de achar.”
“Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta, o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.
Estaria encerrada aqui, a nossa estória? De forma alguma! A esposa do jovem continuou frequentando a igreja e manteve-se fiel até à morte.
Depois de muitos anos ela morre na doce expectativa de encontrar-se com o seu amado, na manhã gloriosa da ressurreição.
Ela é sepultada ao lado do esposo e, também passa pelo tribunal de Deus. Seu nome é confirmado no livro da vida e seus pecados são apagados dos livros dos pecados.
E, naquele cemitério permanecem as duas silenciosas tumbas, uma ao lado da outra.
Suas filhas continuaram firmes na igreja, como verdadeiros baluartes da causa de Deus, até a manhã da ressurreição. Foram julgadas no juízo dos vivos e aprovadas.
Diz-nos o apóstolo Paulo em I Tessalonicenses 4: 13-16:
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim, também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavras do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada à trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”.
Assim, no glorioso dia da ressurreição, entre relâmpagos e clarinadas; entre trovões e terremotos, ao som da sétima trombeta, uma daquelas sepulturas se abrirá.
Neste dia, aguardado por todos os séculos, aquela mãe piedosa sairá gloriosamente transformada e revestida da imortalidade. Ela verá Jesus nos ares com milhões de anjos que se movimentam em todas as direções e logo verá as suas duas filhas, agora transformadas, conforme lemos em I Coríntios 15: 50-55:
“Isto afirmo, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade e o que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão”?
As três se abraçarão e se confraternizarão gloriosamente numa alegria indescritível. Lembrar-se-ão, todavia, de seu esposo e pai. Estavam certas de encontrá-lo, porém verão a sua sepultura fechada. Perceberão, então, que ele não foi aprovado no tribunal que investigou a sua vida e que por certo Jesus irá explicar-lhes todos os detalhes durante o julgamento do milênio.
O que se passará com elas neste momento? Não o sabemos, mas uma coisa é certa: se houver uma nuvem de tristeza, essa será, com certeza, grandemente compensada pela esfuziante felicidade daquele encontro triunfal com Jesus.
Cremos que aqui também possamos aplicar o conteúdo de Apocalipse 21: 4, apesar de seu contexto imediato apontar para depois do milênio:
“E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”.
O fato é que elas seguirão para as cortes celestiais, na companhia dos remidos de todos os tempos, com os anjos, com Deus, o Pai, e com o Cordeiro de Deus. Agora elas começarão a entender, em sua plenitude, o que disse o apóstolo Paulo:
“... não subiu ao coração humano tudo o que Deus tem preparado para os que O amam”.
Estaria encerrada aqui a nossa estória? Ainda não! Elas participarão da Ceia do Cordeiro e do juízo dos perdidos, no céu. Compreenderão porque o seu amado esposo e pai foi reprovado no juízo investigativo, e participarão do estabelecimento de sua justa sentença.
Mil anos após, retornarão à Terra renovada, dentro da Nova Jerusalém, com Deus e com Cristo, conforme lemos em Apocalipse 21: 1-3:
“Vi novo céu e nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então vi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles”.
Ao baixar a cidade ocorrerá o que encontramos em Apocalipse 20: 5-7:
“Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos. Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto de sua prisão”.
A soltura circunstancial de Satanás, nesta ocasião, após o milênio, será provida pela segunda ressurreição, a dos perdidos, antes de serem destruídos.  Continuemos imaginando nossa estória; provavelmente entre trovões, relâmpagos e terremotos, o nosso jovem, aturdido, acordará.
Ele conhecia este assunto muito bem. Acreditava na sonhada ressurreição dos mortos. Olhará para o alto e, contudo, não verá Jesus nos ares, como aprendera em Mateus 24: 30-31, que diz:
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus”.
O jovem olhará para o lado e verá a sepultura de sua esposa que fora aberta há muitíssimos anos. Verá rostos desfigurados pelo pecado, por todos os lados e dar-se-á conta tratar-se da segunda ressurreição e se abaterá profundamente. Que não seja essa a nossa sorte!
Reconhecerá amargamente o seu erro e ver-se-á inexoravelmente perdido, não por falta de misericórdia, mas por causa da sua própria escolha e negligência!
Ele então verá uma grande movimentação de pessoas e um impressionante personagem convidando-o para participar do assalto à nova Jerusalém, pois que, de Satanás está escrito:
“E sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue (inclusão de todos os maus recém-ressuscitados), a fim de reuni-los para a peleja. O número desses é como a areia do mar. Marcharam então pela superfície da Terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo dos céus e os consumiu” - Apocalipse 20: 8-9. Parêntese acrescentado.
Ufa! Felizmente estamos aqui e ainda podemos corrigir os nossos erros para participarmos, jubilosos, da glorificação a Deus que encontramos em Judas 24 e 25:
“Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos.
Amém”.
Este insight do julgamento individual transparece, de forma simplificada, a realidade celeste em relação ao resultado individual de nossa experiência na Terra. Na próxima sessão apresentaremos as sentenças que se acham declaradas em Apocalipse 6, quando a visão do juízo focar a abertura dos sete selos, onde cada selo descortina uma fase do julgamento corporativo dos filhos de Deus. Laodiceia, de acordo com a sua etimologia, e na sequência da dispensação cristã, assume a sua posição de Igreja do povo julgado.
Neste sentido, veremos os diferentes processos pelos quais passa o derradeiro povo de Deus, sob o fogo inimigo e de acordo com os resultados de sua missão.
         A presciência divina abre os sete selos visando alertar a coletividade dos remanescentes a respeito da rapidez dos últimos acontecimentos e de sua extrema importância para os que estiverem vivendo nos dias finais da História

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