domingo, 4 de fevereiro de 2018

O juízo de Deus visto por meio dos objetos do Santíssimo

A descrição dos utensílios do tabernáculo começou pela construção da arca que ficava guardada no lugar Santíssimo. Vejamos o enunciado de Êxodo 25: 10-22:
            “Também Me farão uma arca de madeira de acácia; de dois côvados e meio será o seu comprimento, de um côvado e meio a largura e de um côvado e meio a altura. De ouro puro a cobrirás; por dentro e por fora a cobrirás, e farás sobre ela uma bordadura de ouro ao redor. Fundirás para ela quatro argolas de ouro, e as porás nos quatro cantos da arca: duas argolas num lado dela, e duas argolas no outro lado. Farás também varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; meterás os varais nas argolas aos lados da arca, para se levar por meio deles a arca. Os varais ficarão nas argolas da arca, não se tirarão dela. E porás na arca o Testemunho que Eu te darei. Farás também um propiciatório de ouro puro; de dois côvados e meio será o seu comprimento, e a largura de um côvado e meio. Farás dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; um querubim na extremidade de uma parte, e o outro na extremidade da outra parte: de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho, que Eu te darei. Ali virei a ti, em cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a Arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que Eu te ordenar para os filhos de Israel”.
            De igual forma como acontecia na Terra, ocorre também no céu. No lugar Santíssimo se encontra a Lei de Deus, a grande regra de justiça, pela qual a humanidade toda vem sendo e ainda será julgada. A arca que encerra as tábuas da Lei se encontra coberta pelo propiciatório. Ali também se encontra o altar de incenso (Hebreus 9: 3-4), onde Cristo, pelo Seu sangue, pleiteia em prol do pecador, como nos revela o apóstolo João:
“Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que se encontra diante do trono de Deus” - Apocalipse 8: 3.
Este texto nunca foi tão atual, pois se refere ao juízo dos vivos. A Jesus pertence a glória da redenção da raça decaída, por isso através das eras eternas, o cântico dos resgatados será:
            “Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou de nossos pecados... a Ele a glória e poder, para todo o sempre”. Apocalipse 1: 5-6.
            Agora, dentro da arca do tabernáculo do deserto havia mais dois objetos, conforme Hebreus 9: 3-4:
            “Por trás do véu se encontra o tabernáculo que se chama o Santo dos Santos, ao qual pertencia um altar de ouro para o incenso e a arca da aliança totalmente coberta de ouro, na qual estava uma urna de ouro contendo o maná, e a vara de Arão, que floresceu, e as tábuas da aliança”.
            Quanto às tábuas dos Dez Mandamentos, o que chama a atenção é o fato delas terem sido escritas pelo próprio Deus, conforme êxodo 31: 18:
            “E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas de pedras, escritas pelo dedo de Deus”.
            Apenas a Lei foi escrita pelo dedo de Deus, o que valoriza sobremaneira a sua importância. O fato de ser escrita em tábuas de pedra dá testemunho de sua perenidade.
Evidentemente seremos mais cobrados com respeito à pregação desta mensagem quando as igrejas cristãs se unirem com a política para sancionar dogmas sem fundamentação bíblica, passando a perseguir, com determinação, aqueles que têm “a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” - Apocalipse 14: 12.
Lembramos que a obediência aos Dez Mandamentos foi designada para ser um sinal eterno entre Deus e os Seus filhos, caracterizando o grupo dos salvos e é o que o distinguirá do grupo dos que têm o sinal da besta, seguindo os dogmas por ela decretados.
Como a observância da Constituição celestial que foi referida em Êxodo 20: 3-17 será exigida no julgamento do Tribunal de Deus, será bom prestarmos atenção em seu conteúdo:
“Não terás outros deuses diante de Mim;
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão.
Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.
Honra o teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias na Terra, que o Senhor, teu Deus, te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo”.
  Ao lermos este conteúdo escrito pelo dedo de Deus fica claro que os que rechaçam este sinal são pertencentes ao grupo dos perdidos, porque os mandamentos que se encontravam dentro da arca construída por Moisés são uma réplica dos mandamentos que se encontram na verdadeira arca que João viu nos céus, em Apocalipse 11: 19.
Os mandamentos certamente continuam os mesmos, “porque Eu, o Senhor, não mudo...” diz Malaquias 3: 6:
É no lugar Santíssimo, onde se desenvolve o juízo de Deus, que encontramos as principais dificuldades para as igrejas cristãs. Babilônia está confusa quanto ao tema das duas mil e trezentas tardes e manhãs de Daniel 8: 14, o qual demarca, com precisão, o começo do juízo investigativo – relacionado com a purificação do Santuário celestial; não entende o juízo propriamente dito (em suas três fases: investigativa, após 1844; comprobatória, que dimensionará as culpas e dará as sentenças para os perdidos, durante o milênio; e a fase executiva, no fogo, após o milênio), não obstante as mais de mil passagens a respeito; e, acreditem! Não reconhecem a integralidade da Constituição Celestial que prevalecerá no dia do seu próprio julgamento: o Decálogo, citado em Êxodo 20 e repetido em Deuteronômio 5.
Todas as igrejas, todas elas, sem exceção, vêm passando por alto a grave admoestação de Tiago 2: 10-12 que diz:
“Pois qualquer que guarda toda a Lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Portanto, aquele que disse: Não adulterarás também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém matas vens a ser transgressor da Lei. Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela Lei da liberdade”.
E o que era a vara de Arão? Um simples bastão seco, como um cabo de vassoura! Se pegarmos um cabo de vassoura e o plantarmos, será que ele brotará e dará flores? Claro que não, porque este bastão está morto! O fato de o cajado estar vivo encerra uma importante lição: Ele reviveu pelo poder de Deus. Isto aconteceu devido a um milagre externo. Se Deus não lhe tivesse dado vida ele jamais floresceria. E de onde se tira um bastão? De uma árvore. E o que representa uma árvore, na Bíblia? Em Salmos 1: 3, lemos:
            “Bem aventurado o homem... ele é como a árvore plantada junta a corrente de águas que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido”.
            Em João 15: 5 lemos, mais especificamente: “Eu sou a videira, vós os ramos”.
            Satanás também tem os seus ramos, conforme Malaquias 4: 1:
            “Pois eis que vem o dia, e arde como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem perversidade, serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará raiz nem ramo”.
Quem é a raiz? Satanás! Quem são os ramos? Os anjos caídos e os ímpios!           Aquela vara de Arão que florescera, pelo poder de Deus, fala, por um lado, que não temos imortalidade natural da alma, conforme lemos em Ezequiel 18: 4:
Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá”.
            Por outro lado, a única chance dos ramos terem vida é em Cristo, conforme João 15: 6-8:
            “Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora à semelhança do ramo e secará; e o apanham, lançam ao fogo e o queimam. Se permanecerdes em Mim e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado Meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis Meus discípulos”.
            Como podemos dar frutos? Primeiro, precisamos florescer, como a vara de Arão, pelo poder de Deus. O novo nascimento precisa ser uma realidade em nossa vida, pois sem ele, como poderemos estar ligados a Cristo? Precisamos passar pelos sete Espíritos de Cristo, conforme Isaías 11: 2 que, o que implicará na reforma necessária e, finalmente, no reavivamento espiritual. Quem tem ouvidos, que ouça!
Havia, também, na arca o pote de maná, que nos desperta para a reforma da saúde. Muitos falam que não importa o que comemos, pois que a oração santifica. Mas Deus mandou colocar na arca um pote de maná, daquele que alimentou o Seu povo no deserto, por quarenta anos, até que entrassem na terra prometida.

O que representa, hoje, o maná? Jesus Cristo é o pão da vida que desceu do céu, já o vimos em João 6: 35. Mas, aqui, particularmente, tem um sentido literal. O povo de Israel, no deserto, acostumado com as comidas pesadas do Egito, não queria comer aquele pão fraco, por ele chamado fastidioso. Queria as carnes do Egito. Eles saíram do Egito, mas o Egito não havia saído deles. A reforma da saúde como condição para o reavivamento é o tema que será tratado no próximo capítulo.

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