domingo, 4 de fevereiro de 2018

A primeira supremacia papal

Vamos agora para a parte final de Daniel onze. Sigamos, pois, a partir do verso trinta e um, que trata da ascensão do papado em 538 d. C. e nos leva até sua queda em 1798, descrita no verso 35, quando demarca, segundo a Bíblia, o começo do tempo do fim, o qual realmente nos interessa.
“Dele (do Império Romano) sairão forças que profanarão o Santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício costumado, estabelecendo a abominação desoladora”. Daniel 11: 31. Parêntese acrescentado.
Com o surgimento da abominação desoladora por meio de Roma eclesiástica ou papal, trazendo perseguição e morte aos legítimos filhos de Deus, o sacrifício costumado ou contínuo foi ‘removido’ do Santuário celestial e o paganismo foi absorvido e exaltado. Roma mística intentou contra as verdades básicas do Cristianismo, removendo, inclusive, a obra intercessora de Jesus Cristo (o que era tipificado pelo sacrifício contínuo do santuário hebreu) do lugar Santo, colocando o paganismo: santos e imagens, no seu lugar.
Foi oficializada a “santa missa” com o propósito de fazer na Terra o que já estava sendo feito no céu: a intercessão pelo povo de Deus; só que agora, através de santos e de sacerdotes, que passaram a administrar a obra de Jesus e do Seu Espírito, violando a ligação mais sublime que é a do homem diante do seu Salvador.
Daniel 11: 32: “Aos violadores da aliança ele com lisonjas perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo”.
A lisonja, louvor interesseiro e afetado, como, por exemplo, a canonização da mãe do imperador Constantino, utilizada por Roma eclesiástica, em seus primórdios, foi destruindo a pureza original do Cristianismo. Aqui, no entanto, há uma referência aos que resistiram às inúmeras inovações pagãs introduzidas no Cristianismo e se mantiveram firmes em sua fé, como os Valdenses, os Albigenses, entre outros conhecedores da Palavra de Deus da Época Medieval, os quais, não obstante as ferrenhas perseguições, tornaram-se fortes e ativos. Estes homens espalharam a mensagem bíblica na sua integridade. Disfarçados de vendedores, levavam Bíblias e extratos das mesmas, escondidos nos casacos e os distribuíam nas casas onde vendiam as suas mercadorias.
Daniel 11: 33: “Os entendidos entre o povo ensinarão a muitos; todavia cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo, por algum tempo”.
Este texto fala das perseguições no período da Inquisição papal, quando os cristãos eram amargamente execrados como hereges e destruídos. Além de serem maltratados e torturados, seus bens eram confiscados, mas isso seria por “algum tempo” porque, segundo Daniel 11: 34:
“Ao caírem eles, serão ajudados com pequeno socorro; mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas”.
Temos aqui uma referência a um pequeno socorro advindo do movimento da Reforma Protestante, surgida em decorrência do esforço desta minoria fiel. Esta Reforma, porém, acabou apresentando as mesmas limitações do papado e se degenerando na multiplicação de suas instituições.
            Daniel 11: 35: “Alguns dos entendidos cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado”.

Entre os entendidos podemos encontrar homens como Tyndale, Knox, Wycliffe, Huss, Jerônimo, Lutero, Wesley e muitos outros como os valdenses e os huguenotes, já citados. A expressão “até ao tempo do fim” conduz a história das perseguições medievais para o acontecido em 1798 - a ferida mortal sofrida pelo papado, prevista por João em Apocalipse 13: 3. Temos aqui, portanto, o fim de um tempo profético, definido em Daniel 7: 25 e Apocalipse 12: 6 e 14 em mil duzentos e sessenta anos, a partir do qual os filhos de Deus deveriam adquirir poder para pregar o evangelho a todo o mundo em preparação para a Segunda Vinda de Jesus. 

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