Como na sequência
dos eventos proféticos, um poder geralmente é destronado por outro que lhe
ocupa o lugar, precisamos encontrar o autor da queda do papado, que procurou preencher
o seu espaço, assumindo um poder proeminente, a partir de então. E quem golpeou
o papado causando-lhe uma ferida mortal, foi o ateísmo da Revolução Francesa,
tendo à sua frente o imperador Napoleão Bonaparte.
Apesar da França,
como nação, ter se ‘afastado’ do ateísmo, o mesmo foi exportado para a antiga
União Soviética, para a China e para um grande número de países. Se não fosse
pelos exércitos fortes dos Estados Unidos e da Europa, estaríamos,
provavelmente, sob a égide do Comunismo - poder totalitário e anticristão,
reconhecido pela profecia e bem descriminado, a seguir:
Daniel 11: 36: “O rei fará segundo a sua vontade e se levantará e se engrandecerá
sobre todo deus; contra o Deus dos deuses, falará coisas incríveis, e será
próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado
será feito”.
Em 1798 o imperador
francês Napoleão Bonaparte fere o papado, a quinta cabeça perseguidora do
povo de Deus, depois de Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma Imperial,
assumindo o ateísmo militante ou Comunismo a posição da sexta cabeça do dragão de
Apocalipse 12: 3; menospreza e ridiculariza o Cristianismo, matando na
guilhotina os líderes religiosos de todas as denominações cristãs existentes na
França, apropriando-se de suas terras e instituições.
Daniel 11: 37: “Não terá respeito aos deuses de seus
pais, nem ao desejo de mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se
engrandecerá”.
O Comunismo ateu chegou
a conquistar mais da metade da superfície do globo. Liderou com um poder
impressionante, ameaçando a todo o mundo livre. Após a segunda Guerra Mundial,
deu origem à guerra fria. Perseguiu os cristãos, onde se encontrassem. E, para
se engrandecer sobre Deus, chegava a fazer capachos desenhados com o rosto do
Senhor Jesus. Neste regime ateu o casamento religioso foi descartado,
prevalecendo contratos civis facilmente revogáveis, a despeito do desejo das
mulheres, alastrando-se o vício e a prostituição. O Comunismo ateu de fato não
respeitava deus nenhum.
Daniel 11: 38: “Mas em lugar dos deuses honrará o deus
das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram honrará com ouro, com
prata, com pedras preciosas e coisas agradáveis”.
A expansão
comunista foi sempre idealizada com base em movimentos de guerrilha
(fortalezas). Desta forma o Comunismo ameaçou todas as forças armadas, buscando
o domínio mundial. Seu deus, o Estado (o próprio sistema comunista reconhece o
Estado como sendo o seu deus), realmente se constituiu em uma completa novidade
em termos de Divindade. Ao Estado pertencem os recursos das nações
conquistadas.
Daniel 11: 39: “Com auxílio de um deus estranho agirá
contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem multiplicar-lhes–á a
honra, fá-los-á reinar sobre muitos e lhes repartirá a terra por prêmio”.
Com o auxílio do poder do Estado – o
deus dos ateus, os líderes comunistas dos movimentos incipientes eram sempre
honrados com apoio militar. Isto visava desestabilizar as poderosas fortalezas
dos países democráticos, para viabilizar a invasão Marxista. Esta operação
sempre foi realizada por meio de guerrilhas custeadas pelo sistema comunista
central, via União Soviética, principalmente. A terra, que passava então a ser
propriedade do Estado, era entregue como um prêmio aos líderes do movimento
dominador.
Mergulhados já
fundo nas últimas décadas, podemos vislumbrar no palco da História os supostos
quatro protagonistas do fim: O papado ou rei do Norte, ferido mortalmente pelo
Comunismo em 1798, mas com a ferida mortal, citada em Apocalipse 13: 3, em avançado
processo de cicatrização. O Comunismo ateu, também ferido mortalmente na
revanche do Vaticano que, coligado com o Capitalismo americano, conseguiu
revidar este segundo protagonista, cerca de duzentos anos mais tarde, em 1989.
A partir de então o Comunismo ateu vem buscando fortalecer sua aliança com o
Islamismo, para recuperar o domínio universal, inicialmente postulado. Todavia
vem perdendo espaço para o Protestantismo americano, o terceiro poder que se
desenvolve (aliado com o papado) a passos largos para ocupar o seu papel como segundo
protagonista na liderança mundial.
Estes três poderes
seguem até aos dias de hoje (meados de 2016) discutindo, fazendo alianças e
ameaças, enquanto pensam sobre qual dos três, finalmente, conseguirá usurpar o
lugar que está reservado para a Pedra (Jesus Cristo) de Daniel 2: 44-45, já
mencionada em 1.1.
O quarto
protagonista do tempo do fim é a Igreja de Laodiceia que significa,
etimologicamente, Igreja do tempo do juízo ou do povo julgado, a qual foi
chamada para revelar as profecias, antecipando o verdadeiro desfecho da
História. Seu difícil papel, além de pregar o evangelho eterno, é o de
desenganar estes três poderes mundiais, chamados biblicamente, em Apocalipse
16: 13 de: a besta, o dragão e o falso profeta.
A função da Igreja
inclui, também, prevenir as pessoas iludidas com estes poderes políticos e
religiosos, preparando-as para o juízo de Deus que vem se processando próximo
de Sua Segunda Vinda, conforme anunciado em Apocalipse 14: 6-7:
“Vi
outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos
que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo,
dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do
Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das
águas”.
A Igreja de
Laodiceia, a última citada no Apocalipse, reconhecida como o último estágio do
Israel espiritual, expande sua estrutura para a gigantesca obra, pregando o
evangelho eterno nos quatro cantos do globo terrestre.
Para
esta tarefa de pregar um evangelho sem alterações, a última Igreja deveria
estar muito atenta às artimanhas do dragão vermelho, apresentando características
diferenciadas, com relação, principalmente, aos Dez Mandamentos de Deus. O seu
teste diante de Deus deveria passar por três provas fundamentais: resiliência
na luta contra o mal, obediência estrita aos Dez Mandamentos e uma fé
semelhante a do seu Salvador. Estas características foram resumidas em
Apocalipse 14: 12, como segue:
“Aqui está a perseverança dos santos, os que
guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”.
Estas
provas de fidelidade serão mais exigidas no futuro, depois que a besta (um
poder religioso mundial que, unido com a política) se levantará para perseguirá
os filhos de Deus, como o fez na Idade Média. Seu estratagema será o mesmo,
impondo dogmas de sua própria autoria e taxando os justos que seguem a Bíblia como
fundamentalistas, o nome que foi cunhado para corresponder aos hereges da Era
Medieval.
Este novo
período profético começará pelos EUA, reconhecido biblicamente como o falso
profeta porque o Protestantismo americano em vez de defender os interesses de
Deus passou a defender os interesses da besta, e ainda será considerado como a
sua própria imagem.
A tarefa
da pregação do evangelho eterno nesta
hora crucial, não será optativa. Os entendidos nas profecias deverão estar
preparados para dar seu testemunho, mesmo com o risco da própria vida. A sua
mensagem vai separá-los, completamente, dos mornos de Laodiceia, que a Bíblia
passará a identificar como joios, ou ervas daninhas que foram plantadas por
Satanás na seara de Deus e que serão identificadas e desarraigadas ao
contestarem a obra do trigo, no alto clamor do terceiro anjo, quando ele
anunciará com destemor que:
“Se alguém adora a besta e a sua imagem e
recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da
cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de Sua ira, e será
atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do
Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm
descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem
e quem quer que receba a marca do seu nome”. Apocalipse 14: 9-11.
Nenhum comentário:
Postar um comentário