domingo, 4 de fevereiro de 2018

A problemática do fim dos tempos: 1798 - 1989.

Como na sequência dos eventos proféticos, um poder geralmente é destronado por outro que lhe ocupa o lugar, precisamos encontrar o autor da queda do papado, que procurou preencher o seu espaço, assumindo um poder proeminente, a partir de então. E quem golpeou o papado causando-lhe uma ferida mortal, foi o ateísmo da Revolução Francesa, tendo à sua frente o imperador Napoleão Bonaparte.
Apesar da França, como nação, ter se ‘afastado’ do ateísmo, o mesmo foi exportado para a antiga União Soviética, para a China e para um grande número de países. Se não fosse pelos exércitos fortes dos Estados Unidos e da Europa, estaríamos, provavelmente, sob a égide do Comunismo - poder totalitário e anticristão, reconhecido pela profecia e bem descriminado, a seguir:
            Daniel 11: 36: “O rei fará segundo a sua vontade e se levantará e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses, falará coisas incríveis, e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito”.
Em 1798 o imperador francês Napoleão Bonaparte fere o papado, a quinta cabeça perseguidora do povo de Deus, depois de Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma Imperial, assumindo o ateísmo militante ou Comunismo a posição da sexta cabeça do dragão de Apocalipse 12: 3; menospreza e ridiculariza o Cristianismo, matando na guilhotina os líderes religiosos de todas as denominações cristãs existentes na França, apropriando-se de suas terras e instituições.
Daniel 11: 37: “Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao desejo de mulheres, nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá”.
O Comunismo ateu chegou a conquistar mais da metade da superfície do globo. Liderou com um poder impressionante, ameaçando a todo o mundo livre. Após a segunda Guerra Mundial, deu origem à guerra fria. Perseguiu os cristãos, onde se encontrassem. E, para se engrandecer sobre Deus, chegava a fazer capachos desenhados com o rosto do Senhor Jesus. Neste regime ateu o casamento religioso foi descartado, prevalecendo contratos civis facilmente revogáveis, a despeito do desejo das mulheres, alastrando-se o vício e a prostituição. O Comunismo ateu de fato não respeitava deus nenhum.
Daniel 11: 38: “Mas em lugar dos deuses honrará o deus das fortalezas; a um deus que seus pais não conheceram honrará com ouro, com prata, com pedras preciosas e coisas agradáveis”.
A expansão comunista foi sempre idealizada com base em movimentos de guerrilha (fortalezas). Desta forma o Comunismo ameaçou todas as forças armadas, buscando o domínio mundial. Seu deus, o Estado (o próprio sistema comunista reconhece o Estado como sendo o seu deus), realmente se constituiu em uma completa novidade em termos de Divindade. Ao Estado pertencem os recursos das nações conquistadas.
Daniel 11: 39: “Com auxílio de um deus estranho agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem multiplicar-lhes–á a honra, fá-los-á reinar sobre muitos e lhes repartirá a terra por prêmio”.
            Com o auxílio do poder do Estado – o deus dos ateus, os líderes comunistas dos movimentos incipientes eram sempre honrados com apoio militar. Isto visava desestabilizar as poderosas fortalezas dos países democráticos, para viabilizar a invasão Marxista. Esta operação sempre foi realizada por meio de guerrilhas custeadas pelo sistema comunista central, via União Soviética, principalmente. A terra, que passava então a ser propriedade do Estado, era entregue como um prêmio aos líderes do movimento dominador.
Mergulhados já fundo nas últimas décadas, podemos vislumbrar no palco da História os supostos quatro protagonistas do fim: O papado ou rei do Norte, ferido mortalmente pelo Comunismo em 1798, mas com a ferida mortal, citada em Apocalipse 13: 3, em avançado processo de cicatrização. O Comunismo ateu, também ferido mortalmente na revanche do Vaticano que, coligado com o Capitalismo americano, conseguiu revidar este segundo protagonista, cerca de duzentos anos mais tarde, em 1989. A partir de então o Comunismo ateu vem buscando fortalecer sua aliança com o Islamismo, para recuperar o domínio universal, inicialmente postulado. Todavia vem perdendo espaço para o Protestantismo americano, o terceiro poder que se desenvolve (aliado com o papado) a passos largos para ocupar o seu papel como segundo protagonista na liderança mundial.
Estes três poderes seguem até aos dias de hoje (meados de 2016) discutindo, fazendo alianças e ameaças, enquanto pensam sobre qual dos três, finalmente, conseguirá usurpar o lugar que está reservado para a Pedra (Jesus Cristo) de Daniel 2: 44-45, já mencionada em 1.1.
O quarto protagonista do tempo do fim é a Igreja de Laodiceia que significa, etimologicamente, Igreja do tempo do juízo ou do povo julgado, a qual foi chamada para revelar as profecias, antecipando o verdadeiro desfecho da História. Seu difícil papel, além de pregar o evangelho eterno, é o de desenganar estes três poderes mundiais, chamados biblicamente, em Apocalipse 16: 13 de: a besta, o dragão e o falso profeta.
A função da Igreja inclui, também, prevenir as pessoas iludidas com estes poderes políticos e religiosos, preparando-as para o juízo de Deus que vem se processando próximo de Sua Segunda Vinda, conforme anunciado em Apocalipse 14: 6-7:
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”.

              A Igreja de Laodiceia, a última citada no Apocalipse, reconhecida como o último estágio do Israel espiritual, expande sua estrutura para a gigantesca obra, pregando o evangelho eterno nos quatro cantos do globo terrestre.

              Para esta tarefa de pregar um evangelho sem alterações, a última Igreja deveria estar muito atenta às artimanhas do dragão vermelho, apresentando características diferenciadas, com relação, principalmente, aos Dez Mandamentos de Deus. O seu teste diante de Deus deveria passar por três provas fundamentais: resiliência na luta contra o mal, obediência estrita aos Dez Mandamentos e uma fé semelhante a do seu Salvador. Estas características foram resumidas em Apocalipse 14: 12, como segue:  

              “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”.
             
              Estas provas de fidelidade serão mais exigidas no futuro, depois que a besta (um poder religioso mundial que, unido com a política) se levantará para perseguirá os filhos de Deus, como o fez na Idade Média. Seu estratagema será o mesmo, impondo dogmas de sua própria autoria e taxando os justos que seguem a Bíblia como fundamentalistas, o nome que foi cunhado para corresponder aos hereges da Era Medieval.

              Este novo período profético começará pelos EUA, reconhecido biblicamente como o falso profeta porque o Protestantismo americano em vez de defender os interesses de Deus passou a defender os interesses da besta, e ainda será considerado como a sua própria imagem.

              A tarefa da pregação do evangelho eterno nesta hora crucial, não será optativa. Os entendidos nas profecias deverão estar preparados para dar seu testemunho, mesmo com o risco da própria vida. A sua mensagem vai separá-los, completamente, dos mornos de Laodiceia, que a Bíblia passará a identificar como joios, ou ervas daninhas que foram plantadas por Satanás na seara de Deus e que serão identificadas e desarraigadas ao contestarem a obra do trigo, no alto clamor do terceiro anjo, quando ele anunciará com destemor que:
              “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome”. Apocalipse 14: 9-11.

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