O profeta Daniel estava com mais
de setenta anos quando recebeu a sua primeira visão. O reino de Babilônia já se
encontrava em declínio, no curso do primeiro ano de Belsazar, o seu último
monarca. Ciro já era manchete entre os medos e persas e Daniel sabia que ele
seria o libertador do seu povo, pois que fora citado, nominalmente nas
profecias, há mais de cem anos de seu tempo, como segue:
“Assim diz o Senhor ao Seu ungido (Messias), a Ciro, a
quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face; e descingir
os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, que não se fecharão” - Isaías
45: 1. Parêntese acrescentado;
Foi neste contexto prévio à libertação de
Israel do cativeiro babilônico que Daniel teve a sua primeira visão, vendo três
bestas selvagens e uma estranha, com dez chifres, subindo do mar agitado por
ventos fortes e, logo fez um resumo desta experiência que teve dormindo, da
forma como segue:
“No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia, teve Daniel um sonho e
visões ante seus olhos, quando estava no seu leito; escreveu logo o sonho e
relatou a suma de todas as coisas. Falou Daniel e disse: Eu estava olhando,
durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o
mar grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe
arrancadas às asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e
lhe foi dada mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal,
semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca,
entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: levanta-te, devora muita
carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um
leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal
quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas
visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo
forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços,
e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que
apareceram antes dele e tinha dez chifres. Estando eu a observar os chifres,
eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros
chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem,
e uma boca que falava com insolência”. Daniel 7: 1-8.
O nosso desafio, neste momento,
deve limitar-se a entender o significado destes símbolos, o que nos é
facilitado pelo próprio Daniel. Podemos, ainda, recorrer a outras passagens das
Escrituras, para ampliar a nossa compreensão. A figura do grande mar batido por
fortes ventos, por exemplo, se bem que tenha sido apresentada ao profeta como
um pano de fundo da primeira parte, ela detém o seu próprio significado.
O profeta Isaías, no passado, já
havia relacionado esta figura com a passagem das nações pagãs, como a palha
levada pelo vento, em comparação com a estabilidade temporal do povo de Deus.
Vejamos as suas próprias palavras:
“Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do
rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas. Rugirão as nações,
como rugem as muitas águas, mas Deus as repreenderá e fugirão para longe; serão
afugentadas como as palhas dos montes diante do vento, e como pó levado pelo
tufão. Ao amanhecer eis que há pavor, e antes que amanheça o dia, já não
existem. Este é o quinhão daqueles que nos despojam, e a sorte daqueles que nos
saqueiam”. Isaías 17: 12-14.
O apóstolo João, em Apocalipse
17: 15 deu este mesmo significado para as águas, como segue:
“As águas que viste... são povos, multidões, nações e línguas”.
E o profeta Jeremias, tratando dos ventos que espalhariam os habitantes de
Elão, uma das províncias de Babilônia, diz o que os mesmos representam para
Deus: “o brasume da Minha ira, diz o
Senhor... a espada” contra os opressores do Seu povo. Jeremias 49: 35-37.
A partir destes antecedentes
podemos esperar estar tratando em Daniel 7 da sucessão de reinos e nações, por
meio de grandes guerras de conquista, envolvendo a confrontação de grandes
exércitos pagãos, os quais sempre proporcionavam algum tipo de consequência
danosa, mas relativamente passageira, para o povo de Deus.
O Senhor podia usar nações pagãs
como parte de Seu plano redentor mas, enquanto estes opressores passavam, os
filhos de Deus, mesmo que em minoria, permaneciam, temporalmente, até que
chegasse o dia em que estariam livres para sempre, porque, nesta visão do
profeta, a obra de Deus prosseguiu, sem interrupção... “Até que veio o Ancião de Dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo;
e veio o tempo em que os santos possuíram o reino”. Daniel 7: 22.
A sequência do estudo e da
própria História confirmará nossa dedução. Passemos, pois, ao significado dos
quatro animais. A interpretação é dada pelo próprio Daniel:
“Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão
da Terra”. Daniel 7: 17.
Observemos que a palavra rei,
neste capítulo, se alterna com a palavra reino, como em Daniel 7: 23:
“O quarto animal será um quarto reino na Terra...”.
Assim sendo, a visão de Daniel
parece reprisar o sonho de Nabucodonosor no qual a estratificação da imagem de
diferentes metais, no capítulo 2, apresentou quatro reinos que se sucediam.
Daniel 2: 37-38 diz, inclusive,
que o primeiro reino é Babilônia, a cabeça de ouro.
Daniel 7 não identifica o
primeiro reino mas o representa como um leão com asas de águia, que perde as
asas, ficando de pé como um homem. Seria o leão, o rei dos animais, um símbolo
homólogo à cabeça de ouro, o rei dos minerais?
A resposta é positiva porque em
Jeremias 50: 44, Babilônia, ao atacar Judá, é considerada como:
“O leãozinho que sobe da floresta Jordânia contra o rebanho que está no
pasto verde”.
De fato, o leão dourado, facilmente encontrado
no sítio arqueológico de Babilônia, é reconhecido como um símbolo indiscutível
deste antigo império.
Quanto ao fato do leão ser alado,
vejamos como Habacuque 1: 8, um profeta contemporâneo de Daniel, se refere aos
cavaleiros babilônicos:
“chegam de longe e voam como águia que se precipita a devorar”.
Assim, percebemos que a inclusão
do símbolo da águia, a rainha das aves, associada à majestade do leão é,
também, apropriado para caracterizar os esplendores de Babilônia, a cabeça de
ouro da estátua do capítulo 2.
O fato das asas serem arrancadas
do leão, que é posto em pé como homem sugere a humilhação sofrida pelo rei
Nabucodonosor, na sua experiência relatada em Daniel 4, quando ele foi
transformado numa besta posta ao relento. Contudo, ele foi recolocado em pé, no
comando do seu reino, após reconhecer, definitivamente, que Deus é o único que
está no controle de todas as coisas.
O fato de que “lhe foi dada mente de homem”, pode se
referir à reversão do seu quadro clínico, pois que, em sua queda, fora-lhe dado
“coração de animal”, conforme Daniel
4: 16.
A perda das asas de águia podem
também traduzir a derrocada vertiginosa do império, após a morte do grande rei.
Os três últimos monarcas foram de mal a pior porque voltaram a governar com a
sabedoria humana e não com a sabedoria divina. Não valorizaram a experiência
acumulada pelo velho monarca e nem mesmo respeitaram os utensílios sagrados
trazidos do templo de Deus.
O próximo animal, na sequência,
segundo a analogia com o capítulo 2, deve representar os medos e persas, pois
que este império foi o que sucedeu o babilônico. E, neste sentido, a primazia
dos persas foi bem representada pelo lado mais alto do urso que trazia três
costelas na boca. Estas costelas não foram definidas pelo profeta, mas devem
representar além da conquista de Babilônia, a conquista precedente de outros
dois reinos pelos exércitos de Ciro: o Egito e a Lídia.
Quanto ao leopardo alado, ele é
um excelente símbolo para Alexandre, o Grande, que, por meio de ataques rápidos
e inesperados, alcançou dominar o Império Medo-Persa em apenas cinco anos,
morrendo de malária, sete anos mais tarde, com a idade de trinta e dois anos.
As quatro cabeças do leopardo representam, certamente, a divisão da Grécia em
quatro reinos, após a morte súbita de Alexandre, o seu primeiro rei. Detalhes
complementares serão supridos nas próximas visões do profeta.
O quarto animal, terrível,
espantoso, e sobremodo forte, com dentes de ferro e unhas de bronze (verso 19)
foi o que mais chamou a atenção de Daniel; especialmente pela evolução dos dez
chifres na cabeça, dos quais três foram removidos para dar lugar a um chifre
pequeno, com olhos de homem e uma boca que falava com insolência. Este estranho
animal só pode representar o Império Romano, caracterizado em Daniel 2 pelas
pernas de ferro da imagem, “pois o ferro
tudo quebra e esmiúça” - Dan 2: 40.
A explicação dos dez chifres é apresentada nos
versículos 24 e 25:
“... correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino e depois
deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá três
reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e
cuidará em mudar os tempos e a Lei e os santos lhe serão entregues nas mãos,
por um tempo, dois tempos e metade de um tempo”.
Estes dez reis que se levantaram
de Roma imperial foram os que deram origem à divisão da Europa Ocidental em dez
países. Como esta partilha foi concluída em 476 d. C. o chifre pequeno além de
romano, só poderia se levantar após esta data. O fato de Daniel 7: 21 dizer que
ele “Fazia guerra contra os santos e
prevalecia contra eles” e que dominaria por 1260 anos literais, aponta inquestionavelmente
para o papado, cujo poder universal foi estabelecido em 538 d. C. e prevaleceu
até 1798 d. C. Neste período, segundo os historiadores mais conservadores, o
papado levou à morte mais de 50 milhões de cristãos, cujo único crime foi a sua
fidelidade às Escrituras. A principal razão para tamanha perseguição foi a simples
rejeição dos dogmas pagãos que foram sendo introduzidos na Igreja cristã,
dentre os quais salientamos o domingo como dia de adoração, introduzido pelo
imperador Constantino em 321 e a Trindade divina, introduzida no Concílio de
Constantinopla, em 381.
Assim, este reino se diferenciou
dos demais devido ao seu caráter ‘religioso’.
Em nome da fé conseguiu abater
três nações já estabelecidas na Europa: os Hérulos, em 493 d. C.; os Vândalos,
em 534 d. C. e os Ostrogodos, em 538 d. C. porque não compartilhavam com suas
ideias a respeito da divindade de Jesus Cristo.
Quanto às “palavras contra o Altíssimo” elas se referem ao fato deste poder,
dito religioso, considerar-se um substituto de Deus na Terra, defendendo,
inclusive, o direito de perdoar pecados, o que é uma prerrogativa exclusiva de
Deus.
A segunda parte da visão de
Daniel 7 é introduzida pelos versos de 9 a 14. Nela constatamos uma mudança
radical de cenário. As bestas selvagens, representantes de nações pagãs em
disputa na Terra, deram lugar a paz, a ordem e a solenidade do Santuário
celestial, como segue:
“Continuei olhando, até que foram postos uns tronos e o Ancião de Dias Se
assentou; Sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça como a pura
lã; o Seu trono era chamas de fogo, cujas rodas eram fogo ardente. Um rio de
fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares O serviam, e miríades
de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os
livros”. Daniel 7:9-10.
Além da extraordinária presença
de Deus, o Pai, ocupando o trono do Universo, sobressaía também, no amplo e
iluminado espaço, as incontáveis criaturas que ali se encontravam para
servi-Lo.
O livro de Apocalipse 5: 11,
descrevendo a mesma cena, fala de “milhões
de milhões de anjos”. Esta segunda parte da profecia foca, portanto, o
momento da instalação do tribunal de Deus, para julgar todos aqueles cujas
provas se encontram registradas nos livros que foram abertos.
Na Verdade
Presente nº 8 trataremos de todos os importantes e esclarecedores detalhes da obra
divina que vem se desenvolvendo nesse tribunal.
Mas, só o fato destes registros
precisos e completos serem mantidos no céu para testemunhar sobre a nossa
conduta deveria se constituir numa solene reflexão para todos.
É certo que o sacrifício de Jesus
na cruz foi suficiente para nos assegurar a vitória. Ficou faltando, porém,
verificar-se quem, de nossa parte, aceitou o sacrifício da cruz. Isto porque,
para a redenção eterna, não basta reconhecer o Homem do calvário; é preciso,
também, viver pela fé.
Assim, concluída a instalação do
tribunal, antes de prosseguir na cena, Daniel retorna para o tema do verso 8,
para adiantar os resultados do juízo sobre as nações e sobre o chifre pequeno
que tinha olhos de homem e uma boca que falava com insolência:
“Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o
chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo
desfeito e entregue para ser queimado. Quanto aos outros animais, foi-lhe
tirado o domínio; todavia, foi-lhe dada prolongação de vida por um prazo e um
tempo. Daniel 7: 11-12.
O profeta deixa claro que o
domínio dos imperadores é-lhes dado por um poder superior (Daniel 7: 6b), sendo-lhes
retirado pelo mesmo poder, após o prazo que lhes foi designado.
Todos nós cristãos deveremos
passar também pelo crivo deste juízo de Deus, conforme II Coríntios 5: 10:
“Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo,
para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”.
Assim, a condenação do chifre pequeno deveria
nos servir como uma advertência.
O chifre pequeno foi condenado
porque tinha olhos de homem, o que significa um símbolo da filosofia que se
estriba na sabedoria humana. Deste ponto de vista o papado está mais para ser
um filósofo do que um humilde seguidor das Escrituras, sendo condenado por
desacatar a sabedoria divina, introduzindo imagens no culto, o batismo por
aspersão em crianças, a doutrina do purgatório, entre muitas outras doutrinas,
sem a devida fundamentação bíblica.
No verso 27, a
transitoriedade tanto dos reinos pagãos como deste reino religioso, representado
pelo chifre pequeno, é novamente contrastada com a estabilidade futura dos
filhos de Deus:
“O reino e o domínio, e a majestade dos reinos
debaixo de todo o céu, serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino
será reino eterno, e todos os domínios O servirão e Lhe obedecerão”.
Voltando à visão celestial, na
altura de Daniel 7: 13-15, temos a conclusão desta impressionante visão,
colocando em destaque o glorioso destino do Filho do Homem, o qual é
contrastado com a sorte que terá o chifre pequeno, Seu pretenso substituto:
“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as
nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o
fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os
povos, nações, e homens de todas as línguas O servissem; o Seu domínio é
domínio eterno, que não passará, e o Seu reino jamais será destruído. Quanto a
mim, Daniel, o meu espírito foi alarmado dentro de mim, e as visões da minha
cabeça me perturbaram” - Daniel 7: 13-15.
Verificamos aqui a movimentação
de Jesus Cristo, do lugar Santo em direção à corte celestial estabelecida no
Santíssimo, a fim de exercer a função de juiz, conforme encontramos no
Evangelho de São João 5: 22:
“E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento”.
Esta é a razão do Filho se
dirigir à presença do Pai. No livro da vida, que Ele apanha das mãos do Pai
(Apocalipse 5: 1 e 8), estão registrados os nomes de todos os que um dia
participaram de Sua obra na Terra, os quais são os potenciais herdeiros do Seu
reino. Neste passo das Escrituras, Jesus Cristo se dirige ao lugar Santíssimo
para verificar quem permaneceu fiel, a fim de colocá-lo na lista definitiva dos
que receberão o galardão por ocasião de Seu retorno à Terra, conforme cita
Apocalipse 22: 12:
“Eis que venho sem demora, e Comigo está o
galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras”.
O apóstolo João também ficou
perturbado porque compreendeu a transcendental importância desta cena, e ante a
expectativa criada pela mesma, chorou convulsivamente, conforme encontramos em
Apocalipse 5: 4-5:
“... e eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro,
nem mesmo de olhar para ele. Todavia um dos anciãos me disse: Não chores; eis
que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os
seus sete selos”.
Como nosso caso ainda não foi
concluído, deveríamos dar atenção às palavras que encontramos em Atos 17:
30-31:
“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém,
notifica aos homens que todos em toda a parte se arrependam; porquanto
estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça por meio de um varão
que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”.
Concluída a impressiva visão, o
profeta Daniel se dirigiu ao anjo que estava mais próximo, pedindo-lhe uma
explicação de tudo aquilo que acabara de ver, como segue:
“Cheguei-me a um dos que estavam perto e lhe pedi a verdade a cerca de tudo
isto. Assim, ele me disse e me fez saber a interpretação das coisas”. Daniel 7: 16.
Logo, a interpretação que estamos
examinando é fiel, pois que procede do alto.
O anjo, após fazer referência ao
passamento dos impérios mundiais, expõe pela terceira vez as bênçãos reservadas
para os filhos de Deus que forem aprovados:
“Mas os santos do Altíssimo
receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade”
- verso 18.
Apesar de ter recebido a
interpretação de sua visão, nem tudo ficou claro para o profeta, uma vez que a sua
preocupação era quanto à restauração de Israel, no curto prazo. No verso 28 ele
conclui o capítulo, dizendo:
“Aqui terminou o assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito
me perturbaram, e o meu rosto se empalideceu; mas guardei estas coisas no
coração”.
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