Na transição do domínio mundial
encontramos a cidade de Babilônia sob nova administração. Dario assumiu o
governo provisório da cidade enquanto Ciro, seu sobrinho, como rei das nações,
continuava comandando outras batalhas, visando a consolidação do novo império.
Na transição atual do reino da
Babilônia espiritual, uma Nova Ordem Mundial provisória vem sendo estabelecida,
enquanto Jesus Cristo, representado por Ciro, se prepara para o governo
definitivo.
Dario, inteirado das
incomparáveis qualidades de Daniel e do seu papel na queda de Babilônia,
apressou-se em utilizá-lo na coordenação do seu governo, conforme Daniel 6:
1-3:
“Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que
estivessem por todo o reino; e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel
era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse
dano. Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque
nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o
reino”.
Esta condição favorável ao
profeta de Deus excitou o ciúme e a inveja dos demais líderes do novo governo
que buscaram destruí-lo, mesmo que sem causa.
“Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a
Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque
ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Disseram, pois, estes
homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a
procurarmos contra ele na Lei do seu Deus”. Daniel 6: 4-5.
Na transição da Babilônia mística
para o sétimo milênio, no céu, os ímpios terão também inveja dos justos e da
repercussão mundial de sua obediência aos mandamentos de Deus. E, para
eliminá-los, buscarão motivação na sua fidelidade à Lei do Senhor. Afinal, o
apocalipse fala dos justos nos seguintes termos:
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus
e a fé de Jesus” Apocalipse 14: 12.
Na sequência dos eventos da passagem da
Babilônia antiga, a estratégia dos novos líderes mundiais estribou-se na
mentira e no engano:
“Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó
rei Dario, vive eternamente! Todos os presidentes do reino, os prefeitos e
sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um
decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias,
fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja
lançado na cova dos leões. Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a
escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que
se não pode revogar. Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o
interdito”. Daniel 6: 6-9.
O rei Dario, pensando que aquela
ideia seria oportuna para um bom começo da nova administração, não se deu conta
que estava sendo enganado e envolvido numa trama para assinar um decreto de
morte contra o melhor súdito do seu reino.
Um decreto semelhante, com base
nas mesmas mentiras, será proclamado no futuro próximo, conforme o prognóstico
de Apocalipse 13: 15:
“... e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a
imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da
besta”.
Este golpe final contra os justos
será tramado no Conselho da ONU, quando o mesmo, acrescido de mais cinco países
para se adaptar à NOM, e sob a influência direta da Igreja mãe, editará um
decreto de morte aos dissidentes. Mas, o novo governo do mundo será destruído
tão logo seja oficializado, devido à intervenção divina, que livrará os justos
da mesma forma como fez no caso da fornalha ardente. A duração da NOM se
reduzirá à uma hora profética que, traduzida em termos literais representa
apenas quinze dias de História, que será o tempo previsto para a aplicação do
fatídico decreto. Estes eventos transitórios se encontram registrados em
Apocalipse 17: 12-14:
“Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino,
mas recebem autoridade como reis, com a besta, por uma hora. Têm estes um só pensamento
e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. Pelejarão eles contra o
Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos
reis; vencerão também os chamados, eleitos e fieis que se acham com Ele”.
Esta vitória final dos eleitos de
Deus foi tipificada em Daniel 6: 10-24, pelo profeta de Deus, como segue:
“Daniel, pois, quando soube que a escritura
estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia
janelas abertas para o lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de
joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.
Então aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a
suplicar, diante do seu Deus, se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito
real, lhe disseram: não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias,
todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti,
ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é
certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. Então,
responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não fez
caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes ao dia,
faz a sua oração. Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e
determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr do sol, se empenhou por
salvá-lo. Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó
rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei
sancione se pode mudar. Então o rei mandou que trouxessem a Daniel e o
lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu
continuamente serves, que Ele te livre. Foi trazida uma pedra e posta sobre a
boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes,
para que nada se mudasse a respeito de Daniel. Então, o rei se dirigiu para o
seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença
instrumentos de música; e fugiu dele o sono. Pela manhã, ao romper do dia,
levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. Chegando-se ele à cova,
chamou por Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-á o caso que teu Deus, a
quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? Então, Daniel
falou ao rei: Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o Seu anjo e fechou a
boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim
inocência diante dEle; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. Então,
o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar Daniel da cova; assim, foi tirado
Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus. Ordenou
o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram
lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não
tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões se apoderaram deles, e lhes
esmigalharam todos os ossos.
Esta é mais uma advertência aos
seguidores da Babilônia mística de nossos dias que se encontram preparando o
seu banquete espiritual, conforme lemos em Apocalipse 17: 1-2:
“Veio um dos sete anjos que tem as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem,
mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas
águas, com que se prostituíram os reis da Terra; e, com o vinho de sua
devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na Terra”.
A transição para a eternidade se
dará também por meio da intervenção divina, como segue:
“Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do Santuário,
do lado do trono, dizendo: Feito está!
E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como
nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra, tal foi o terremoto, forte
e grande. E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das
nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do
furor da Sua ira”. Apocalipse 16:
17-19
Sendo a queda de Babilônia certa
e inapelável, cabe aos cristãos retardatários que ainda se encontram no meio
dela, acatar o conselho misericordioso que lhes vêm do céu:
“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo Meu, para não
serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” Apocalipse 18: 4.
Esta primeira parte do livro de
Daniel, a histórica, encerra-se com um apelo semelhante ao do apóstolo João,
mas que foi realizado pelo rei que derrubou a Babilônia antiga, sendo ainda
válido para o nosso tempo:
“Então, o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas
que habitam em toda a Terra: Paz vos seja multiplicada! Faço um decreto pelo
qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus
de Daniel, porque Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino
não será destruído, e o Seu domínio não terá fim. Ele livra, e salva, e faz
sinais e maravilhas no céu e na Terra; foi Ele quem livrou a Daniel do poder
dos leões. Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o
persa” - Daniel 6: 25-28.
PARTE PROFÉTICA
Introdução
A segunda parte do livro de
Daniel foi reunida nos seis últimos capítulos e é composta de quatro visões que
o profeta recebeu já na sua velhice. Estas visões lhe foram dadas quando ele
estudava as profecias a fim de compreender melhor os tempos da libertação do
seu povo, Israel, do cativeiro babilônico.
Da mesma forma que os eventos
históricos, as visões do profeta foram dadas em ordem cronológica, só que
tratando de um escopo bem mais vasto do que o contido nas preocupações do
profeta, pois se referiam ao surgimento e queda de muitos reinos, incluindo,
finalmente, a libertação definitiva do povo de Daniel, que passa a ser,
atualmente, o foco de nossas considerações.
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