domingo, 4 de fevereiro de 2018

O Senhor, justiça nossa

Na transição do domínio mundial encontramos a cidade de Babilônia sob nova administração. Dario assumiu o governo provisório da cidade enquanto Ciro, seu sobrinho, como rei das nações, continuava comandando outras batalhas, visando a consolidação do novo império.
Na transição atual do reino da Babilônia espiritual, uma Nova Ordem Mundial provisória vem sendo estabelecida, enquanto Jesus Cristo, representado por Ciro, se prepara para o governo definitivo.
Dario, inteirado das incomparáveis qualidades de Daniel e do seu papel na queda de Babilônia, apressou-se em utilizá-lo na coordenação do seu governo, conforme Daniel 6: 1-3:
“Pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte sátrapas, que estivessem por todo o reino; e sobre eles, três presidentes, dos quais Daniel era um, aos quais estes sátrapas dessem conta, para que o rei não sofresse dano. Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava em estabelecê-lo sobre todo o reino”.
Esta condição favorável ao profeta de Deus excitou o ciúme e a inveja dos demais líderes do novo governo que buscaram destruí-lo, mesmo que sem causa.
“Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na Lei do seu Deus”. Daniel 6: 4-5.
Na transição da Babilônia mística para o sétimo milênio, no céu, os ímpios terão também inveja dos justos e da repercussão mundial de sua obediência aos mandamentos de Deus. E, para eliminá-los, buscarão motivação na sua fidelidade à Lei do Senhor. Afinal, o apocalipse fala dos justos nos seguintes termos:
“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” Apocalipse 14: 12.
           Na sequência dos eventos da passagem da Babilônia antiga, a estratégia dos novos líderes mundiais estribou-se na mentira e no engano:
“Então, estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram: Ó rei Dario, vive eternamente! Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei estabeleça um decreto e faça firme o interdito que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. Agora, pois, ó rei, sanciona o interdito e assina a escritura, para que não seja mudada, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. Por esta causa, o rei Dario assinou a escritura e o interdito”. Daniel 6: 6-9.

O rei Dario, pensando que aquela ideia seria oportuna para um bom começo da nova administração, não se deu conta que estava sendo enganado e envolvido numa trama para assinar um decreto de morte contra o melhor súdito do seu reino.
Um decreto semelhante, com base nas mesmas mentiras, será proclamado no futuro próximo, conforme o prognóstico de Apocalipse 13: 15:
“... e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
Este golpe final contra os justos será tramado no Conselho da ONU, quando o mesmo, acrescido de mais cinco países para se adaptar à NOM, e sob a influência direta da Igreja mãe, editará um decreto de morte aos dissidentes. Mas, o novo governo do mundo será destruído tão logo seja oficializado, devido à intervenção divina, que livrará os justos da mesma forma como fez no caso da fornalha ardente. A duração da NOM se reduzirá à uma hora profética que, traduzida em termos literais representa apenas quinze dias de História, que será o tempo previsto para a aplicação do fatídico decreto. Estes eventos transitórios se encontram registrados em Apocalipse 17: 12-14:
“Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, por uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fieis que se acham com Ele”. 
         Esta vitória final dos eleitos de Deus foi tipificada em Daniel 6: 10-24, pelo profeta de Deus, como segue:
            “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas para o lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. Então aqueles homens foram juntos, e, tendo achado a Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus, se apresentaram ao rei, e, a respeito do interdito real, lhe disseram: não assinaste um interdito que, por espaço de trinta dias, todo homem que fizesse petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, segundo a lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar. Então, responderam e disseram ao rei: Esse Daniel, que é dos exilados de Judá, não fez caso de ti, ó rei, nem do interdito que assinaste; antes, três vezes ao dia, faz a sua oração. Tendo o rei ouvido estas coisas, ficou muito penalizado e determinou consigo mesmo livrar a Daniel; e, até ao pôr do sol, se empenhou por salvá-lo. Então, aqueles homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum interdito ou decreto que o rei sancione se pode mudar. Então o rei mandou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. Disse o rei a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre. Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova; selou-a o rei com o seu próprio anel e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel. Então, o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em jejum e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música; e fugiu dele o sono. Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Dar-se-á o caso que teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões? Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive eternamente! O meu Deus enviou o Seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dEle; também contra ti, ó rei, não cometi delito algum. Então, o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus. Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos.
Esta é mais uma advertência aos seguidores da Babilônia mística de nossos dias que se encontram preparando o seu banquete espiritual, conforme lemos em Apocalipse 17: 1-2:
“Veio um dos sete anjos que tem as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com que se prostituíram os reis da Terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na Terra”.
A transição para a eternidade se dará também por meio da intervenção divina, como segue:
“Então, derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar, e saiu grande voz do Santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está! E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra, tal foi o terremoto, forte e grande. E a grande cidade se dividiu em três partes, e caíram as cidades das nações. E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor da Sua ira”. Apocalipse 16: 17-19
Sendo a queda de Babilônia certa e inapelável, cabe aos cristãos retardatários que ainda se encontram no meio dela, acatar o conselho misericordioso que lhes vêm do céu:
“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” Apocalipse 18: 4.
Esta primeira parte do livro de Daniel, a histórica, encerra-se com um apelo semelhante ao do apóstolo João, mas que foi realizado pelo rei que derrubou a Babilônia antiga, sendo ainda válido para o nosso tempo:

“Então, o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas que habitam em toda a Terra: Paz vos seja multiplicada! Faço um decreto pelo qual, em todo o domínio do meu reino, os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, porque Ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o Seu reino não será destruído, e o Seu domínio não terá fim. Ele livra, e salva, e faz sinais e maravilhas no céu e na Terra; foi Ele quem livrou a Daniel do poder dos leões. Daniel, pois, prosperou no reinado de Dario e no reinado de Ciro, o persa” - Daniel 6: 25-28

PARTE PROFÉTICA

Introdução

A segunda parte do livro de Daniel foi reunida nos seis últimos capítulos e é composta de quatro visões que o profeta recebeu já na sua velhice. Estas visões lhe foram dadas quando ele estudava as profecias a fim de compreender melhor os tempos da libertação do seu povo, Israel, do cativeiro babilônico.

Da mesma forma que os eventos históricos, as visões do profeta foram dadas em ordem cronológica, só que tratando de um escopo bem mais vasto do que o contido nas preocupações do profeta, pois se referiam ao surgimento e queda de muitos reinos, incluindo, finalmente, a libertação definitiva do povo de Daniel, que passa a ser, atualmente, o foco de nossas considerações.

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