Voltemos, agora, ao começo das últimas décadas, iniciado em
1989, para entender o cumprimento de Daniel 11: 40:
“No tempo do fim (mais especificamente no fim do
tempo do fim, porque estamos cinco versículos à frente do início do tempo do
fim, citado em Daniel 11: 35), o rei do
Sul lutará com ele, e o rei do Norte arremeterá contra ele com carros,
cavaleiros, e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e
passará”. Parêntese acrescentado.
Já vimos no início
do capítulo onze, que o rei do Norte foi caracterizado como o rei da Síria,
porque ficava ao Norte de Jerusalém. E o rei do Sul era o Egito, que ficava na
outra extremidade. Israel, no meio, ficava sempre sob o fogo cruzado destes
dois reinos remanescentes do decadente Império Grego, em disputa.
Quando, porém, a
Síria foi subvertida por Roma Imperial, esta passou a ocupar o vazio deixado
pelo reino do Norte. E, com a fragmentação do Império Romano em 476 d. C. o
cetro dos césares acabou caindo nas mãos do papado que, a partir de 538 d. C.
passou a assumir, naturalmente, a ‘posição’ do rei do Norte. E é nesta
ambicionada posição de líder mundial da Igreja cristã, melhor representada no
Ocidente, que ele vem reassumindo o seu antigo posto, conforme referido em
Daniel 11: 40.
E, portanto, neste
novo ponto da História temos novamente o rei do Norte (apenas outro título da
besta, assim como o barro dos pés da estátua de Daniel 2 ou a prostituta, de
Apocalipse 17), em ação. Quem combateu contra ele foi, segundo a profecia, o
rei do Sul - facilmente reconhecido, historicamente, como o líder da Revolução
Francesa, a qual deu origem ao Comunismo ateu, que passou a desmoronar a partir
da queda do muro de Berlim, em 1989. Só resta saber apenas como é que o
Comunismo ateu vem a conectar-se com o Egito, o antigo reino do Sul.
Como Daniel 11: 35 faz
alusão à ferida de morte causada ao papado em 1798, pela França, e este tema
reaparece em Apocalipse 11: 6-8, o seu conteúdo no Apocalipse pode nos ajudar a
entender a conexão que estamos estabelecendo. Vamos aos seus termos:
“Elas (as duas testemunhas ou os dois
Testamentos da Palavra de Deus) têm poder
para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia e têm poder
sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a
sorte de praga, quantas vezes quiserem. E quando acabarem o seu testemunho, a
besta que surge do abismo lhes fará guerra, e as vencerá e as matará, e jazerá
o seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama
Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado”. Parêntese
acrescentado.
A profecia da
Palavra de Deus, que tem poder até para interferir no clima, como aconteceu nos
dias do rei Acabe, foi jogada por terra pelo ateísmo da Revolução Francesa. A
França foi considerada como um poder ateu que subiu do abismo, matando todos os
líderes religiosos, sem distinção de credo.
A grande cidade
onde Jesus foi crucificado não se chama Sodoma nem Egito. O termo
‘espiritualmente’ aponta para as principais características da França sob o
imperador Napoleão: a prostituição típica de Sodoma e o ateísmo do faraó do
Egito, demonstrado antes da partida do povo hebreu que lá se encontrava
escravizado. Assim, o Apocalipse evoca a característica de descrença do Egito
para fazer a ligação com a ideologia do Comunismo ateu surgida na Revolução
Francesa, a qual decretou a queima das Bíblias, crucificando, por assim dizer,
o Senhor Jesus, na forma de Sua Palavra, pois que, com efeito, João diz: “o verbo se fez carne e habitou entre nós...”
João 1: 14.
O texto de Daniel
11: 40 trata, portanto, de uma revanche do papado, dando sequência lógica ao
que ocorreu em Daniel 11: 35. O rei do Norte, associado com os Estados Unidos,
revidou o Ateísmo militante, fazendo ruir o Império Soviético, o carro chefe do
Comunismo ateu. Eles se odeiam porque são rivais em disputa pelos mesmos
territórios sendo, até nisto, muito semelhantes.
Enquanto isso Laodiceia
se apressa em levar o evangelho eterno, no contexto de Apocalipse 14: 6, a todo
o mundo. Vem, contudo, perdendo velocidade na difusão dos últimos eventos
proféticos. Este desdobramento da profecia do tempo do fim, relacionado com a
queda da cortina de ferro, em 1989, por exemplo, foi ignorado.
Mais surpreendente
ainda foi ver o Protestantismo europeu que migrou para os EUA, um país
constituído providencialmente por Deus para proteger a Igreja cristã que estava
sendo terrivelmente perseguida na Europa, se aliando com seu antigo opressor.
Este fato é,
também, de profundo significado uma vez que o país da liberdade religiosa, na
qualidade de nação protestante por excelência, nesta aliança, devolve ao papado
parte importante do prestígio internacional perdido, e este passa novamente a
lidar com grande autoridade para reestabelecer o seu poder perseguidor
profetizado.
A nação americana,
seguramente, em virtude de seus interesses políticos e econômicos cairá ainda
mais, a ponto de falar como dragão (Apocalipse 13: 11), que a espera
pacientemente sobre as areias do mar (Apocalipse 12: 17; 18 e 9), a fim de
curar, definitivamente, a besta de Apocalipse 13: 1, o papado.
Ao tempo em que
Jesus segue admoestando Israel espiritual, para retirá-lo da profética mornidão,
citada em Apocalipse 3: 15-17, o Comunismo ateu ainda respira e interage
ativamente com os seus dois rivais: o Protestantismo apostatado e o papado.
Apesar de muito atento, com um olho em cada um de seus rivais ocidentais, o
Comunismo, agora associado com o Islamismo, ignora o seu verdadeiro e futuro
algoz: Os judeus, distinguidos por Daniel
como o grande referencial para o encerramento da História. Eis um ponto difícil
de aceitar que, para entendê-lo, precisamos desdobrar os fatos futuros com base
na presciência divina.
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