domingo, 4 de fevereiro de 2018

No fim do tempo do fim

Voltemos, agora, ao começo das últimas décadas, iniciado em 1989, para entender o cumprimento de Daniel 11: 40:
“No tempo do fim (mais especificamente no fim do tempo do fim, porque estamos cinco versículos à frente do início do tempo do fim, citado em Daniel 11: 35), o rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte arremeterá contra ele com carros, cavaleiros, e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará”.   Parêntese acrescentado.
Já vimos no início do capítulo onze, que o rei do Norte foi caracterizado como o rei da Síria, porque ficava ao Norte de Jerusalém. E o rei do Sul era o Egito, que ficava na outra extremidade. Israel, no meio, ficava sempre sob o fogo cruzado destes dois reinos remanescentes do decadente Império Grego, em disputa.
Quando, porém, a Síria foi subvertida por Roma Imperial, esta passou a ocupar o vazio deixado pelo reino do Norte. E, com a fragmentação do Império Romano em 476 d. C. o cetro dos césares acabou caindo nas mãos do papado que, a partir de 538 d. C. passou a assumir, naturalmente, a ‘posição’ do rei do Norte. E é nesta ambicionada posição de líder mundial da Igreja cristã, melhor representada no Ocidente, que ele vem reassumindo o seu antigo posto, conforme referido em Daniel 11: 40.
E, portanto, neste novo ponto da História temos novamente o rei do Norte (apenas outro título da besta, assim como o barro dos pés da estátua de Daniel 2 ou a prostituta, de Apocalipse 17), em ação. Quem combateu contra ele foi, segundo a profecia, o rei do Sul - facilmente reconhecido, historicamente, como o líder da Revolução Francesa, a qual deu origem ao Comunismo ateu, que passou a desmoronar a partir da queda do muro de Berlim, em 1989. Só resta saber apenas como é que o Comunismo ateu vem a conectar-se com o Egito, o antigo reino do Sul.
Como Daniel 11: 35 faz alusão à ferida de morte causada ao papado em 1798, pela França, e este tema reaparece em Apocalipse 11: 6-8, o seu conteúdo no Apocalipse pode nos ajudar a entender a conexão que estamos estabelecendo. Vamos aos seus termos:
Elas (as duas testemunhas ou os dois Testamentos da Palavra de Deus) têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de praga, quantas vezes quiserem. E quando acabarem o seu testemunho, a besta que surge do abismo lhes fará guerra, e as vencerá e as matará, e jazerá o seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado”. Parêntese acrescentado.
A profecia da Palavra de Deus, que tem poder até para interferir no clima, como aconteceu nos dias do rei Acabe, foi jogada por terra pelo ateísmo da Revolução Francesa. A França foi considerada como um poder ateu que subiu do abismo, matando todos os líderes religiosos, sem distinção de credo.
A grande cidade onde Jesus foi crucificado não se chama Sodoma nem Egito. O termo ‘espiritualmente’ aponta para as principais características da França sob o imperador Napoleão: a prostituição típica de Sodoma e o ateísmo do faraó do Egito, demonstrado antes da partida do povo hebreu que lá se encontrava escravizado. Assim, o Apocalipse evoca a característica de descrença do Egito para fazer a ligação com a ideologia do Comunismo ateu surgida na Revolução Francesa, a qual decretou a queima das Bíblias, crucificando, por assim dizer, o Senhor Jesus, na forma de Sua Palavra, pois que, com efeito, João diz: “o verbo se fez carne e habitou entre nós...” João 1: 14.
O texto de Daniel 11: 40 trata, portanto, de uma revanche do papado, dando sequência lógica ao que ocorreu em Daniel 11: 35. O rei do Norte, associado com os Estados Unidos, revidou o Ateísmo militante, fazendo ruir o Império Soviético, o carro chefe do Comunismo ateu. Eles se odeiam porque são rivais em disputa pelos mesmos territórios sendo, até nisto, muito semelhantes.
Enquanto isso Laodiceia se apressa em levar o evangelho eterno, no contexto de Apocalipse 14: 6, a todo o mundo. Vem, contudo, perdendo velocidade na difusão dos últimos eventos proféticos. Este desdobramento da profecia do tempo do fim, relacionado com a queda da cortina de ferro, em 1989, por exemplo, foi ignorado.
Mais surpreendente ainda foi ver o Protestantismo europeu que migrou para os EUA, um país constituído providencialmente por Deus para proteger a Igreja cristã que estava sendo terrivelmente perseguida na Europa, se aliando com seu antigo opressor.
Este fato é, também, de profundo significado uma vez que o país da liberdade religiosa, na qualidade de nação protestante por excelência, nesta aliança, devolve ao papado parte importante do prestígio internacional perdido, e este passa novamente a lidar com grande autoridade para reestabelecer o seu poder perseguidor profetizado.
A nação americana, seguramente, em virtude de seus interesses políticos e econômicos cairá ainda mais, a ponto de falar como dragão (Apocalipse 13: 11), que a espera pacientemente sobre as areias do mar (Apocalipse 12: 17; 18 e 9), a fim de curar, definitivamente, a besta de Apocalipse 13: 1, o papado.   

Ao tempo em que Jesus segue admoestando Israel espiritual, para retirá-lo da profética mornidão, citada em Apocalipse 3: 15-17, o Comunismo ateu ainda respira e interage ativamente com os seus dois rivais: o Protestantismo apostatado e o papado. Apesar de muito atento, com um olho em cada um de seus rivais ocidentais, o Comunismo, agora associado com o Islamismo, ignora o seu verdadeiro e futuro algoz: Os judeus, distinguidos por Daniel como o grande referencial para o encerramento da História. Eis um ponto difícil de aceitar que, para entendê-lo, precisamos desdobrar os fatos futuros com base na presciência divina. 

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