sábado, 3 de fevereiro de 2018

As sete últimas pragas

            Apocalipse 15: 1 introduz o tema dos sete últimos juízos:
“Depois disso vi no céu outro sinal misterioso, grande e espantoso. Eram sete anjos com sete pragas, que são as últimas, pois são o fim da ira de Deus”. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Grifo suprido.
Este já é o terceiro grande sinal dos tempos que apareceu no céu e foi visto pelo profeta, o qual lhe foi dado para anunciar o fechamento da porta da salvação para a humanidade, e para dar sequência aos dois primeiros sinais vistos anteriormente, na primeira visão do segundo alinhamento, os quais destacam o povo de Deus em sua peleja contra o dragão vermelho, em um tempo em que havia ainda esperança para todos.
O profeta usa as palavras ‘depois disso’ para nos situar no tempo profético. 
Em início de maio de 2018 estamos provavelmente nos aproximando perigosamente da véspera do juízo dos vivos, cujos primeiros resultados foram citados em Apocalipse 14: 19-20 para fazer a ligação com os eventos que acabaram de ser anunciados.
Veremos que no cenário de Apocalipse 15 verificar-se-á a total retirada da proteção divina de sobre os ímpios impenitentes, conforme aconteceu no Oriente. O destino do Comunismo ateu e do Islã, na guerra do Armagedom, que será mais circunscrita ao Oriente Médio, representará apenas uma amostra das baixas que sobrevirão à besta, ao falso profeta e aos seus seguidores, concentrados agora na banda ocidental do planeta. Atenção, igreja, estas informações são preocupantes! 
Neste terceiro e último sinal do tempo profético o ímpio será deixado sob a influência exclusiva do Maligno e completamente incapaz para solucionar os seus próprios problemas. 
Será, então, que os adoradores da besta e da sua imagem, receberão a justa punição pelos seus erros, conforme foram prevenidos na visão anterior, sofrendo a morte em massa, na Segunda Vinda de Cristo, da forma como foi registrado em II Tessalonicenses 2: 8 e 12:
“Então o perverso aparecerá, e o Senhor Jesus, quando vier, o matará com um sopro e o destruirá com sua gloriosa presença... O resultado disso é que serão condenados todos os que não creem na verdade, mas têm prazer no pecado”. Bíblia de Estudo Plenitude para Jovens-Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
Dando sequência à definição do marco temporal de Apocalipse 15: 1, os versículos seguintes confirmam que os que serão selados no juízo dos vivos, entre as nações, gozarão da mesma proteção dada às primícias dos santos situadas em Israel.
Uma multidão inumerável de remidos entre as nações expressará sua gratidão pelos atos de justiça praticados na guerra do Armagedom, porque eles produziram bons resultados em livrá-los da mornidão, do segundo dilúvio de flagelos e, consequentemente, da morte iminente e da morte eterna.
Eis o testemunho da grande multidão agradecida por ter sido prevenida antes da queda das pragas:
Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome, ó Senhor? Pois só Tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos” - Apocalipse 15: 2-4.
Somente depois de João ter sido esclarecido sobre este sucesso futuro da colheita da Terra, da mesma forma que ele viu o sucesso dos 144.000 remidos em Israel, é que ele segue com a visão das pragas:
Depois destas coisas olhei, e abriu-se no céu o Santuário do tabernáculo do testemunho (referência ao lugar celestial onde se encontram os Dez Mandamentos, transparecendo que a contenda agora é contra os que quebram os santos mandamentos de Deus), e os sete anjos que tinham os sete flagelos saíram do Santuário, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos ao peito com cintas de ouro. Então um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheios da ‘cólera’ de Deus, que vive pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 15: 5-7. Parênteses acrescentados.
Em Apocalipse 15: 8 lemos ainda que “O Santuário se encheu de fumaça, procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no Santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos”.
Este verso foi inserido no contexto do último grande ‘sinal’ para assinalar que o tempo de ocorrência das sete pragas será posterior à intercessão de Jesus no juízo dos vivos. Nesta ocasião Ele recitará o enunciado de Apocalipse 22: 11:
Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”.
Encerrando o Seu julgamento, Jesus Se levantará, autorizando a queda dos últimos juízos sobre o resto da humanidade pecadora que se diz cristã, mas não é, conforme Apocalipse 16: 1:
“Ouvi, vindo do Santuário, uma grande voz, dizendo aos sete anjos: ide e derramai pela Terra as sete taças da cólera de Deus”.
Esta grande voz, pela sua semelhança com Apocalipse 1: 10, deve ser a voz de Cristo, que foi ouvida pelo profeta ao Ele sair do Santuário.
A primeira praga
“Saiu, pois, o primeiro anjo e derramou a sua taça pela Terra e, aos homens portadores da marca da besta e aos adoradores de sua imagem sobrevieram úlceras malignas e perniciosas” - Apocalipse 16: 2.
A referência à besta nos revela que o drama já foi transportado para o lado ocidental do planeta, caindo sobre a besta e sobre os portadores do seu sinal.
Para sabermos melhor a forma de ocorrência dessa primeira praga precisamos ir a Jó 2: 6-7:
Disse o Senhor a Satanás, eis que Jó está em teu poder; mas poupa-lhe a vida. Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó com ‘tumores malignos’, desde a planta dos pés até o alto da cabeça”.
Aqui, num caso como o da primeira praga, Deus demonstra ter o controle da situação, sendo Satanás o responsável pela execução do mal.
Como este flagelo deverá cair sobre os portadores da marca da besta, referida em Apocalipse 14: 9-10, terá seu lugar logo após a pregação da terceira mensagem angélica que previne sobre este flagelo que será sem mistura de misericórdia. Como cairá sobre os adoradores da sua imagem, ela somente será autorizada após o estabelecimento da imagem da besta, concretizada pela união da Igreja com o Estado, nos EUA.          
Quando, pois, ouvirmos falar desta praga se disseminando, poderemos ter certeza do fechamento da porta da graça e que estará faltando apenas um ano para nos encontrarmos com Cristo, uma vez que lemos em Apocalipse 18: 8:
“Por isso em um só dia sobrevirão os seus flagelos (as sete últimas pragas, trazendo) morte, pranto e fome; e (a besta) será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus que a julgou” – Parênteses incluídos.
Como não pode estar se tratando de um dia de 24 horas, só resta a opção do dia simbólico que, no caso, corresponderia a um ano.   
A severidade desta praga poderá ser melhor avaliada se imaginarmos como alguém bonito, inteligente e sedutor deverá sentir-se quando ver o seu corpo coberto por chagas malignas, dolorosas e incuráveis. Sim, porque aqui não funcionará o falso ‘poder de cura’ da besta e do falso profeta, multiplicado durante o alto clamor do terceiro anjo.
No caso de Jó, os seus lamentos no capítulo 3 de seu livro, incluem a sua maldição ao dia do seu nascimento, preferindo a morte. E, ainda pior do que aconteceu com Jó, esta praga não terá função salvadora porque a porta da graça já estará fechada. Acordem líderes religiosos que não estão prevenindo os seus rebanhos. 
           A segunda praga
Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo o ser vivente que havia no mar” - Apocalipse 16: 3.
Como o Oceano Pacífico é uma via muito utilizada para o comércio internacional – ver Apocalipse 18: 9-19 – um bloqueio do mesmo traria um caos no comércio internacional e um golpe fatal na empáfia humana que se vangloria de solucionar todos os problemas com base na sua alta tecnologia.
Neste momento ficará provado que a Nova Ordem Mundial, sem Cristo, é desordem e levará o mundo globalizado, dirigido pela besta e pelo falso profeta, ao caos mais absoluto.
Imaginemos alguém que habite próximo deste mar ao vê-lo repleto de animais marinhos mortos, boiando sobre as águas, apodrecendo e exalando mau odor, sem ter quem remova tal entulho. E ter ainda que admitir que foi o seu zelo pelo meio ambiente que provocou toda a tragédia.
A terceira praga
“Derramou o terceiro a sua taça nos rios e nas fontes das águas; e se tornaram em sangue” - Apocalipse 16:4.
Assim como as pragas do Egito foram dolorosamente literais e destinaram-se a demonstrar quão inócuas eram as pretensões da falsa religião do Egito, esta praga também visará demonstrar como eram falsas as pretensões da Nova Ordem Mundial que pretendia governar a Terra sem o reconhecimento dos preceitos de Jeová, mormente após a união da Igreja com o Estado.
Podemos imaginar os transtornos provenientes da falta de água doce para suprir as necessidades diárias para banho, irrigação e sobre tudo para beber. Imaginemos alguém abrindo a torneira para remover o suor e perceber que a água está vermelha, com vivo cheiro de sangue? Como mitigar a sede com água de tal natureza?
Esta praga sobre os ímpios será tão severa que um anjo apareceu a João para justificar o ato divino, da forma como segue:
Então vi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgaste todas estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso. Ouvi do altar que se dizia: Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos.” Apocalipse 16: 5-7
Este ato, aparentemente direto da parte do Senhor dos Exércitos, ao tempo que vinga o sangue derramado pelos justos no tempo de angústia prévio, levará os homens a perceber que estiveram a lutar contra Deus. Porém eles não se arrependerão, pois ainda blasfemam no decorrer da quarta praga.
A quarta praga
O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol e foi-lhe dado (permitido) queimar os homens com fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem autoridade sobre estes flagelos, e nem se arrependeram para Lhe darem glória” - Apocalipse 16: 8-9.
Como o ciclo hidrológico do planeta é quem define e regula a temperatura ambiental por meio da evaporação e das chuvas de resfriamento, os desequilíbrios ambientais provocados pela interferência insana dos homens trará um calor tão causticante, capaz de, por assim dizer, derreter os miolos.
O fenômeno do aquecimento global vem sendo ainda agravado por vários fatores decorrentes da intervenção humana, como o desmatamento das florestas tropicais, ao degelo nas calotas polares e, sobretudo à poluição ambiental, motivando até mesmo o aquecimento das correntes submarinas.
Como o seu tratamento não depende somente de uma simples determinação política, mas, também de muitos estudos de elevado grau de complexidade e, sobretudo, de enormes volumes de recursos financeiros, julgamos mais demagógicas do que sinceras as palavras papais, no seu discurso na Casa Branca em 2015: 
“A ameaça climática é um problema que não podemos deixar para as gerações futuras... Estamos em um momento crítico. Estamos a tempo de fazer a mudança de que necessitamos, de criar um novo mundo sustentável.”
O problema da sustentabilidade ambiental é crônico e tenderá a aumentar após as primeiras pragas afetarem o Oceano e os rios trazendo, como resultado, grandes secas e a elevação da temperatura média do ar.
Neste tempo o planeta estará ainda sob o impacto do desgaste ecológico proveniente dos incêndios florestais e demais desgastes decorrentes das guerras localizadas, como a do Armagedom, profetizada para ocorrer no Oriente Médio. 
Que será das manadas de animais sem uma sombra capaz de amenizar os efeitos do clima?
Joel 1: 15-20 narra parte das consequências inevitáveis destes transtornos que sobrevirão:
Ah! Que dia! Porque o dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso. Acaso, não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E, da casa de nosso Deus, a alegria e o regozijo? A semente mirrou debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns, derribados, porque se perdeu o cereal. Como geme o gado! As manadas de bois estão sobremodo inquietas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo. A Ti, ó Senhor, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo. Também todos os animais do campo bramam suspirando por Ti; porque os rios se secaram, e o fogo devorou os pastos do deserto.”
Não conseguimos sequer imaginar como a liderança da Nova Era estaria defendendo o desenvolvimento sustentável tão levianamente proclamado e acolhido no falso meio científico apostatado? E, após o intenso calor da quarta praga Deus enviará, ainda, sobre o reduto da besta, a ausência de luz, conforme Apocalipse 16: 10-11:
A quinta praga
“Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta, cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam as línguas por causa da dor que sentiam, e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras”.
A besta aqui aludida é aquela que ferida à espada, reviveu, conforme Apocalipse 13: 3 e que estará à frente da Nova Ordem Mundial, a ser estabelecida sob a falsa premissa de solucionar todos os problemas da humanidade, independente da obediência aos mandamentos de Deus.
Como sofriam ainda devido a angústia da primeira praga, percebemos que as pragas não serão necessária e imediatamente fatais, sendo sucessivas, chegando a exercer as suas ações simultaneamente sobre o mesmo indivíduo. Imaginemos alguém morando nas imediações do Vaticano observar que, além de tudo isso, presenciar pessoas tateando nas trevas como se fossem cegas.    
Assim, as primeiras cinco pragas servirão para colocar em destaque perante o Universo, dois grupos de pessoas:
O dos ímpios, que recebem as pragas e buscam, então, matar os santos; e o dos santos, livres das pragas (Salmo 91: 5-10), mas que se encontram a desafiar a morte pela mão dos ímpios.
Estas primeiras cinco pragas, portanto, atingirão os ímpios e o planeta, mas terão pouco efeito sobre o povo remanescente de Deus.
Diferentemente das cinco primeiras pragas que serão localizadas, as duas últimas serão universais porque Satanás induzirá os líderes sob seu controle a realizarem um decreto de morte destinado a eliminar todos os justos, como veremos a seguir:
A sexta praga
“Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates cujas águas secaram para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.” Apocalipse 16: 12.
Quem são estes reis que vêm do Oriente? Certamente não poderão ser as hordas de Gogue, citadas em Ezequiel 38 e 39 porque aquelas já foram destruídas ao longo dos toques das seis primeiras trombetas. A resposta para esta pergunta encontra-se logo a seguir, em Apocalipse 16: 15-16:
“Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha. Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
Como vemos, é Jesus que vem do Oriente, da mesma direção de onde Ele veio pela primeira vez, conforme Lucas 1: 78-79:
“Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz”.
Assim é que o confronto político militar ocorrido no vale de Megido, entre o ateísmo militante/Islamismo e os filhos de Israel, conforme descrito em Ezequiel 38 e 39 será reeditado, em nova dimensão, significando agora um dia de batalha ainda de maior amplitude, só que de ordem espiritual, envolvendo por um lado, os cristãos autênticos, que estarão sob um decreto de morte, e por outro lado, as forças vivas do mal reunidas para destruí-los.
Mas, da mesma forma como aconteceu no monte de Sião, acontecerá agora na escala mundial, pois Jesus se manifestará de surpresa, conforme Apocalipse 17: 14:
“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fieis que se acham com ele”.  
Voltando ao versículo 12, lembramos que a Babilônia em questão é a mística, encontrada no mundo inteiro como um sistema falso de religião, constituída, no presente, pelos mundanos e cristãos apostatados. Estarão todos unidos em rebelião contra Deus.
O Eufrates, neste contexto, também deverá ser considerado como um símbolo universal. A sua secagem estará certamente relacionada com a confusão generalizada entre os ímpios, da mesma forma como aconteceu na antiga Torre de Babel, que resultou em grande divisão entre eles, conforme Gênese 11: 9:
“Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a Terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela”.
             Quando se dispersarem as populações que apoiam a Babilônia atual, terá secado as suas águas, isto é, estará sem o prestígio anterior e, também porque não estarão mais sob a influência do Espírito Santo que lhes será retirado no início das pragas. 
“Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” - João 4: 14.
Aos ímpios, contudo, sem o Espírito, restará apenas blasfemar contra Deus, o que farão por três vezes, enveredando-se cada vez mais nas trevas do pecado a ponto de arbitrarem, por fim, um decreto generalizado de morte, contra os justos, conforme foi referido em Apocalipse 13: 15.
Este detalhe é importante porque uma das razões das pragas será demonstrar para o Universo não caído o alcance destrutivo de Satanás, quando livre das restrições de Deus.     
A organização para este afrontamento espiritual que visará à morte dos justos será programado ao longo dessa sexta praga, da forma como segue:
“Então vi sair da boca do dragão, da boca da besta e do falso profeta três espíritos imundos (demoníacos) semelhantes a rãs” - Apocalipse 16: 13.
A besta, o falso profeta e o dragão representam o papado, o Protestantismo apóstata (Apocalipse 13: 11-17) e o Espiritismo, como já analisamos. Este último, em um sentido amplo deverá incluir também todo o sistema mundial paganizado.
O fato de serem semelhantes a rãs provavelmente aluda ao caráter repulsivo dos três espíritos imundos por agirem secretamente, sem serem vistos, como o coaxar de rãs em dias de chuva.
Apocalipse 16: 14 “Porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo poderoso”.
Não estamos vendo hoje o mundo todo neste processo de unificação? Parece que ninguém quer ficar separado. O que tem a ver o Catolicismo com o Protestantismo, com o Ateísmo e com o Islamismo? São radicalmente distintos, mas vêm trabalhando unidos com o sumo pontífice, o Ninrode da moderna Torre da Nova Ordem Mundial.
Muitos sinais vêm sendo produzido através de efeitos holográficos, que Satanás vem projetando em diferentes pontos do céu, por meio dos agentes humanos para conseguir reunir o mundo contra aqueles que se constituem na única barreira ao seu domínio sobre a Terra.
Satanás e seus anjos induzirão pessoas inteligentes a falsificar a glória de Deus, e fazerem milagres de mentira, exibindo prodígios falsos mas que trarão o mundo num fanático fervor religioso, visando cessar toda a oposição.
Somente sob a intervenção divina poderia ser desmoronado este movimento frenético, e Deus o fará da mesma forma como aconteceu com a Torre de Babel em Gênesis 11: 5-9: 

“Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; e o Senhor disse: eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo o que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da Terra; e cessaram de edificar a cidade. Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a Terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela.” 

Segue-se, portanto, a seguinte advertência de Apocalipse 16: 15:
“Eis que venho como vem o ladrão. Bem aventurado o que vigia e guarda as suas vestes, para não andar nu, e não se veja a sua vergonha”.
O Senhor Jesus virá de surpresa apenas para aqueles que não vigiam (I Tessalonicenses 5:1-5). Os santos deverão permanecer firmes na fé e caráter, inteiramente leais a Deus. Devem mesmo aumentar o seu estado de alerta e purificação na medida em que Satanás intensificar as suas fraudes.
Agora, com estes lembretes misericordiosamente antecipados, você ainda se ajuntará com estes espíritos imundos que já nem coaxam como antes, permitindo, pelo contrário, que se veja claramente a natureza dos seus planos, como na cerimônia de inauguração do túnel de São Gotardo, na Suíssa? 
Apocalipse 16: 16 “Então os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom”.
            Aqui, evidentemente, o sentido espiritual para o Armagedom é requerido. Ele só é citado porque os resultados deste dia de batalha serão semelhantes aos que ocorreram no Oriente Médio – comparar Apocalipse 19: 17-19 com Ezequiel 39: 17-20. 

              Vamos ver como este pequeno período é interrompido ao longo da sétima praga, a seguir.

A sétima praga
“Então derramou o sétimo anjo a sua taça pelo ar e saiu grande voz do Santuário, do lado do trono, dizendo: Feito está”! Apocalipse 16: 17.
Esta expressão: ‘Feito está’ conclui a demonstração para o universo não caído daquilo que os homens, sob o domínio do Maligno e sem as restrições do Espírito Santo, são capazes de fazer. Ela põe fim ao tempo de angústia de Jacó, livrando os justos da morte, quando eles serão parcialmente glorificados, dando cumprimento a Daniel 12: 3:
“Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente”.
Após esta intervenção divina vem o sétimo flagelo, propriamente dito, conforme o enunciado de Apocalipse 16: 18-21:
E sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a Terra; tal foi o terremoto forte e grande. E a grande cidade (a Babilônia mística dos últimos dias) se dividiu em três partes (os governantes, a grande meretriz e as suas filhas), e caíram as cidades das nações (na confusão mais absoluta). E lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de Sua ira. Toda a ilha fugiu, e os montes não foram achados; também desabou do céu sobre os homens grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento (30 quilos); e, por causa do flagelo da chuva de pedras, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu flagelo era sobremodo grande”. Parênteses meus.
Terminará assim o poder mundial gentio por meio das ações sobrenaturais que precederão a Pedra cortada sem auxílio de mãos, conforme Daniel 2: 44-45, a qual imporá à Nova Ordem Mundial um golpe súbito e irremediável.
           “Mas, nos dias destes reis (um império mundial dividido, unido pela religião, como ocorreu na Idade Média), o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre. Como vistes que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”. Parêntese suprido.         Reflita e pense bem pois, dependendo de sua atitude, a última praga poderá trazer sobre você pedras de gelo com cerca de 30 quilos. E pensar que tudo isso é muito pouco em comparação com a morte horrível no fogo, logo após o milênio! 
Como o poder gentio mundial terminará com um juízo tão catastrófico e súbito, um anjo foi comissionado para revelar ao profeta a razão pela qual os líderes e colaboradores da Nova Ordem Mundial serão tão severamente castigados por Deus. Este será o tema do próximo capítulo.

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