sábado, 3 de fevereiro de 2018

Modulo 1 – Os sinais do início do tempo do fim

Vamos, neste módulo, examinar o cumprimento de três sinais que, devido à longa data de sua ocorrência nós os incluímos no quadro geral dos antecedentes do tempo do fim. Lembramos, todavia que estes primeiros sinalizadores, ocorridos no início deste tempo terminal certamente serão repetidos para demarcar também o seu final, na altura real do sexto selo, conforme previsto em Apocalipse 6: 12-17.
          Antecedentes do fim do tempo
           
          Analisando as últimas profecias, a partir de Daniel 11: 35, aonde a expressão ‘até ao tempo do fim’ conduziu a história das perseguições medievais para o que aconteceu em 1798, chegamos ao fim de um longo período profético de 1260 anos de domínio papal.
         A partir de então, em virtude da inauguração do tempo do fim, acima mencionado, foi dado um significativo impulso ao movimento mundial das missões evangelísticas, visando preparar o caminho para o Segundo Advento de Nosso Senhor Jesus Cristo.
          Quando o imperador francês Napoleão Bonaparte feriu de morte o papado, o qual representava a quinta cabeça perseguidora do povo de Deus, depois de Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma Imperial, o ateísmo militante originado na Revolução Francesa deu formação ao Comunismo ateu, que passou a assumir a sexta cabeça do dragão vermelho mencionado em Apocalipse 12: 3.
         Este movimento cresceu e se consolidou por meio de guerrilhas, menosprezando e perseguindo o Cristianismo, matando seus líderes e apropriando-se de suas instituições, em quase a metade do planeta.
          Desta forma foi redefinido o grande conflito entre o bem e o mal no início do tempo do fim. E, para chamar a atenção ao início deste último e relativamente longo período profético, que já conta com 220 anos, ocorreram os três inusitados sinais que serão descritos a seguir:
          O terremoto de Lisboa
          “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto... e o céu recolheu-se como um pergaminho que se enrola...” - Apocalipse 6: 12-14.
          Quando ocorreu o grande e terrível terremoto de Lisboa, em 1755, 43 anos antes do início do tempo do fim previsto nas Escrituras, este evento foi logo relacionado com a abertura do sexto selo, devido às ligações objetivas do mesmo com o retorno do Senhor Jesus.         
          Só que o início do tempo do fim chegou em 1798, articulado com a queda do papado, mas o recolhimento do céu como um pergaminho que se enrola, previsto na abertura do sexto selo, não se concretizou.
          Esta primeira interpretação aplicada à abertura do sexto selo foi muito oportuna para dar o início das grandes transformações sociais que, finalmente abriram o caminho para a difusão do maior evento a ocorrer na História da Humanidade, e que precisaria de um tempo relativamente longo para ser suficientemente divulgado.
          Estas transformações das quais estamos falando referem-se à Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, ao Iluminismo europeu, e ao Capitalismo americano, principalmente.
          Pela extraordinária magnitude do terremoto de Lisboa, hoje estimada entre 8,7 a 9,0, na Escala Richter, foi distinguido corretamente como um prenúncio do final dos tempos.
          Apesar de hoje haver muitos sismos semelhantes, essa magnitude, à época, foi tal que sequer havia sismógrafos adaptados para o seu registro.
          E além de tudo foi seguido pelo maior maremoto já ocorrido no Oceano Atlântico, com ondas que chegaram aos 30 metros de altura.
          Com o seu epicentro na cidade de Lisboa, este grande tremor expandiu-se por quase toda a Europa, alcançando, também a África e a América. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda, abrangendo uma extensão de mais de dez milhões de quilômetros quadrados. Estima-se que, apenas em Lisboa, 90 mil pessoas tenham perdido a vida naquele dia fatal.
           O escurecimento do sol
          “Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias... Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá e a lua não dará sua claridade” - Marcos 13: 20 e 24.    
          O cumprimento deste segundo presságio também foi considerado como anunciador do tempo do fim e do advento de Cristo, tanto pela época de sua ocorrência como por envolver sinais sem precedentes nos astros. E, como tais ocorrências são também referidas no sexto selo, foram logo relacionadas com ele, principalmente porque elas aparecem, também, no discurso de Jesus no Monte das Oliveiras, quando Ele se refere a grande tribulação como nunca houve, muitas vezes interpretada, equivocadamente, como referindo-se ao longo período da tribulação medieval que seria abreviado.
          Quando, pois, aconteceu o famoso e até hoje inexplicável fenômeno do ‘dia escuro’ de 19 de maio de 1780, apenas 18 anos antes do início do tempo do fim, quando as perseguições papais já haviam cessado completamente, este fato foi automaticamente atrelado não só ao início do tempo do fim como à proximidade  da volta de Jesus.
         Este fenômeno sobrenatural, bem como o seu precedente, foram interpretados logicamente como autênticos marcadores da aproximação do tempo do fim, mas não devem continuar sendo ligados diretamente ao sexto selo, que hoje sabemos tratar-se de um evento específico dos dias finais, literalmente falando.
          O evento do dia escuro que aconteceu no Leste dos Estados Unidos, sem que houvesse nenhum tipo de eclipse, foi, contudo, um grande alento para os conhecedores das profecias. E tão densas foram as trevas que as lamparinas foram acesas ao meio dia, quando a estranha escuridão cobriu todo o céu e atmosfera visíveis da Nova Inglaterra.
          Ao verem as intensas trevas daquele dia, muitos acreditaram que a hora do juízo havia chegado porque nenhuma razão satisfatória explicava o aspecto sobrenatural do fenômeno. As trevas da noite foram ainda mais aterrorizadoras, nada se enxergando, não obstante ser quase lua cheia.
          E porque Cristo ordenara a Seu povo que atentasse aos sinais de Seu advento e se regozijasse ao contemplar os indícios do seu vindouro Rei, assim aconteceu.
          A queda de estrelas
          “As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes” - Apocalipse 6: 13.
          Em resposta a este último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indícios do tempo para o Seu segundo advento, uma impressionante chuva meteórica foi vista por toda a América do Norte, no dia 13 de novembro de 1833, sendo a mais intensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes já registrada.
          Desde as duas horas até pleno dia um fulgurante jogo de luzes se manteve em todo o firmamento. Outra vez, as pessoas se convenceram de que era chegado o dia do juízo. O que para alguns era um espetáculo de rara beleza para outros era motivo de alarme e terror.
          Se estes sinais não tivessem sido programados para sinalizar o final do tempo do fim, diríamos que já estivessem obsoletos. Mas eles deverão se repetir, muito em breve, próximo do aparecimento glorioso do Senhor Jesus, quando o céu se recolherá como um pergaminho quando se enrola.
          Seu cumprimento antecipado, alertando para o início do tempo do fim, todavia, se constituiu, para o crente, numa certeza de sua ocorrência futura, por ocasião da Segunda Vinda de Jesus, como foi realmente tratado no sexto selo.
          Além destes, dezenas de outros sinais estão ocorrendo em nossos dias, para alertar a humanidade de que o céu já se encontra à nossa espera. 

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