Vamos,
neste módulo, examinar o cumprimento de três sinais que, devido à longa data de
sua ocorrência nós os incluímos no quadro geral dos antecedentes do tempo do fim. Lembramos, todavia que estes primeiros sinalizadores, ocorridos no início deste tempo terminal certamente serão
repetidos para demarcar também o seu final, na altura real do sexto selo, conforme previsto em Apocalipse 6: 12-17.
Antecedentes do fim do
tempo
Analisando as últimas profecias, a
partir de Daniel 11: 35, aonde a expressão ‘até
ao tempo do fim’ conduziu a história das perseguições medievais para o que
aconteceu em 1798, chegamos ao fim de um longo período profético de 1260 anos de domínio papal.
A partir de então, em virtude da
inauguração do tempo do fim, acima mencionado, foi dado um significativo
impulso ao movimento mundial das missões evangelísticas, visando preparar o caminho para o Segundo Advento de
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Quando o imperador francês Napoleão
Bonaparte feriu de morte o papado, o qual representava a quinta cabeça
perseguidora do povo de Deus, depois de Babilônia, Medo-Persa, Grécia e Roma
Imperial, o ateísmo militante originado na Revolução Francesa deu formação ao
Comunismo ateu, que passou a assumir a sexta cabeça do dragão vermelho mencionado em Apocalipse 12: 3.
Este movimento cresceu e se
consolidou por meio de guerrilhas, menosprezando e perseguindo o
Cristianismo, matando seus líderes e apropriando-se de suas instituições, em
quase a metade do planeta.
Desta forma foi redefinido o
grande conflito entre o bem e o mal no início do tempo do fim. E, para chamar a
atenção ao início deste último e relativamente longo período profético, que já
conta com 220 anos, ocorreram os três inusitados sinais que serão descritos
a seguir:
O terremoto de Lisboa
“Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto... e o céu recolheu-se
como um pergaminho que se enrola...” - Apocalipse 6: 12-14.
Quando ocorreu o grande e terrível
terremoto de Lisboa, em 1755, 43 anos antes do início do tempo do fim previsto
nas Escrituras, este evento foi logo relacionado com a abertura do sexto selo,
devido às ligações objetivas do mesmo com o retorno do Senhor Jesus.
Só que o início do tempo do fim
chegou em 1798, articulado com a queda do papado, mas o recolhimento do céu
como um pergaminho que se enrola, previsto na abertura do sexto selo, não se
concretizou.
Esta primeira interpretação aplicada
à abertura do sexto selo foi muito oportuna para dar o início das grandes
transformações sociais que, finalmente abriram o caminho para a difusão do
maior evento a ocorrer na História da Humanidade, e que precisaria de um tempo
relativamente longo para ser suficientemente divulgado.
Estas transformações das quais
estamos falando referem-se à Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, ao Iluminismo
europeu, e ao Capitalismo americano, principalmente.
Pela extraordinária magnitude do
terremoto de Lisboa, hoje estimada entre 8,7 a 9,0, na Escala Richter, foi distinguido corretamente como um prenúncio do final dos tempos.
Apesar de hoje haver muitos sismos
semelhantes, essa magnitude, à época, foi tal que sequer havia sismógrafos
adaptados para o seu registro.
E além de tudo foi seguido pelo maior maremoto já ocorrido no Oceano Atlântico,
com ondas que chegaram aos 30 metros de altura.
Com o seu epicentro na cidade de
Lisboa, este grande tremor expandiu-se por quase toda a Europa, alcançando,
também a África e a América. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais,
na Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda, abrangendo uma
extensão de mais de dez milhões de quilômetros quadrados. Estima-se que, apenas
em Lisboa, 90 mil pessoas tenham perdido a vida naquele dia fatal.
O escurecimento do sol
“Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias e ninguém se salvaria; mas,
por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias... Mas, naqueles
dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá e a lua não dará sua
claridade” - Marcos 13: 20 e
24.
O cumprimento deste segundo presságio
também foi considerado como anunciador do tempo do fim e do advento de Cristo, tanto pela época de sua ocorrência como por envolver sinais sem precedentes nos
astros. E, como tais ocorrências são também referidas no sexto selo, foram logo
relacionadas com ele, principalmente porque elas aparecem, também, no discurso
de Jesus no Monte das Oliveiras, quando Ele se refere a grande tribulação como
nunca houve, muitas vezes interpretada, equivocadamente, como referindo-se ao
longo período da tribulação medieval que seria abreviado.
Quando, pois, aconteceu o famoso e
até hoje inexplicável fenômeno do ‘dia escuro’ de 19 de maio de 1780, apenas 18
anos antes do início do tempo do fim, quando as perseguições papais já haviam
cessado completamente, este fato foi automaticamente atrelado não só ao início
do tempo do fim como à proximidade da volta de Jesus.
Este fenômeno sobrenatural, bem como o
seu precedente, foram interpretados logicamente como autênticos marcadores da
aproximação do tempo do fim, mas não devem continuar sendo ligados diretamente
ao sexto selo, que hoje sabemos tratar-se de um evento específico dos dias finais,
literalmente falando.
O evento do dia escuro que aconteceu
no Leste dos Estados Unidos, sem que houvesse nenhum tipo de eclipse, foi,
contudo, um grande alento para os conhecedores das profecias. E tão densas
foram as trevas que as lamparinas foram acesas ao meio dia, quando a estranha
escuridão cobriu todo o céu e atmosfera visíveis da Nova Inglaterra.
Ao verem as intensas trevas daquele
dia, muitos acreditaram que a hora do juízo havia chegado porque nenhuma razão
satisfatória explicava o aspecto sobrenatural do fenômeno. As trevas da noite
foram ainda mais aterrorizadoras, nada se enxergando, não obstante ser quase
lua cheia.
E porque Cristo ordenara a Seu povo
que atentasse aos sinais de Seu advento e se regozijasse ao contemplar os
indícios do seu vindouro Rei, assim aconteceu.
A queda de estrelas
“As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada
por vento forte, deixa cair os seus figos verdes” - Apocalipse 6: 13.
Em resposta a este último dos sinais
que foram prometidos pelo Salvador como indícios do tempo para o Seu segundo
advento, uma impressionante chuva meteórica foi vista por toda a América do
Norte, no dia 13 de novembro de 1833, sendo a mais intensa e maravilhosa
exibição de estrelas cadentes já registrada.
Desde as duas horas até pleno dia um
fulgurante jogo de luzes se manteve em todo o firmamento. Outra vez, as pessoas
se convenceram de que era chegado o dia do juízo. O que para alguns era um
espetáculo de rara beleza para outros era motivo de alarme e terror.
Se estes sinais não tivessem sido
programados para sinalizar o final do tempo do fim, diríamos que já estivessem
obsoletos. Mas eles deverão se repetir, muito em breve, próximo do aparecimento
glorioso do Senhor Jesus, quando o céu se recolherá como um pergaminho quando
se enrola.
Seu cumprimento antecipado, alertando para o início do tempo do fim, todavia, se constituiu, para o crente, numa certeza de sua
ocorrência futura, por ocasião da Segunda Vinda de Jesus, como foi realmente
tratado no sexto selo.
Além destes, dezenas de outros sinais
estão ocorrendo em nossos dias, para alertar a humanidade de que o céu já se
encontra à nossa espera.
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