Sinais
no mundo político
Transcorridos mais de duzentos anos de História
relativa ao tempo do fim, podemos ainda ver no cenário político os mesmos
protagonistas existentes em 1798, mas com as modificações previstas na Palavra
de Deus. O papado, ferido mortalmente no tempo das guerras napoleônicas, voltou
à cena política conforme foi profetizado em Apocalipse 13: 3:
“Então vi uma de suas cabeças golpeada de morte, mas essa ferida mortal
foi curada; e toda a Terra se maravilhou, seguindo a besta”.
Este verso faz alusão à restauração
extraordinária do poder papal, iniciada no Tratado de Latrão, em 1929, quando
foram devolvidos aos papas a área do Vaticano e o título monárquico, perdidos
em 1798.
O Comunismo, em ascensão exponencial
no início do último período profético (1798), chamado tempo do fim, vem se
esgotando politicamente e, de forma mais acelerada a partir da queda do muro de
Berlim, em 1989. Apesar de ter representado a sexta cabeça do dragão de
Apocalipse 12: 3, não há nenhuma indicação para o seu retorno político mundial
e, assim, sobrevive, atualmente, muito orgulhoso, embora bastante
desprestigiado.
O Capitalismo americano, inexpressivo
no início do tempo do fim, se encontra suficientemente transformado em um
império mundial capaz de dar cumprimento às últimas profecias da Bíblia, que
com ele estão relacionadas.
Enquanto que estes poderes políticos
mundiais atuam e interagem, quer seja aberta ou secretamente, e seguem muito
atentos uns contra os outros, como supostos rivais, ignoram o verdadeiro
protagonista do final da História: os judeus, distinguidos pelo profeta Daniel
como a grande estrela guia para a Segunda Vinda de Jesus.
O relativamente recente
estabelecimento do Novo Estado Judeu, que logo se transformou em uma
significativa potência entre as nações, foi a grande novidade no cenário
político mundial.
Apesar de reduzido numericamente em
termos de habitantes, este país vem impressionando pela sua cultura, política e
economia, ocupando com desenvoltura o espaço que lhe foi designado como balizador do final do tempo do fim.
Assim como todos os grandes impérios
mundiais passaram, permanecendo o inexpressivo povo judeu, atualmente, ao lado
do gigantesco império mundial que se levanta, encontra-se o minúsculo Israel
que, embora ainda tenha que ser reduzido dramaticamente, pelas guerras que se
avizinham, será a única nação que permanecerá para sempre.
Permanecerão também com ele todos os
que seguirem o exemplo do seu remanescente que ainda se caracterizará como os que guardam os
mandamentos de Deus entregues no Sinai, e têm o testemunho de Jesus. Vamos, portanto,
abrir os sinais políticos desta segunda parte, destacando esta base geográfica estabelecida por Deus para guiar seu povo entre as nações.
Israel, o pivô das profecias
Como ossos secos saídos das sepulturas das
nações e arrasados pelo genocídio de mais de seis milhões, na II Guerra Mundial, os judeus foram trazidos ao cenário político das nações,
independentemente de suas próprias forças.
Graças a manobras políticas de
Osvaldo Euclides de Souza Aranha, que chefiou a delegação brasileira que atuou
na recém-criada Organização das Nações Unidas – ONU e que presidiu a sua II
Assembleia Geral, em dezembro de 1947, foi votado o Plano de Partilha da
Palestina que decidiu o estabelecimento da nação israelita para o dia 14 de maio
de 1948.
Assim começou o milagre do retorno político dos judeus, nos moldes como foi
profetizado em Isaías 66: 7-8:
“Antes
que estivesse de parto, deu à luz. Antes que lhe viessem às dores, nasceu-lhe
um menino. Quem jamais ouviu tal coisa?
Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce
uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem às dores, deu à luz
seus filhos”.
O estabelecimento do pivô
Assim, como um menino prematuro e de parto
sobrenatural, a comunidade judaica retornou para Sião, a Terra Prometida, agora dentro
de uma superfície geográfica chamada Palestina.
Poucos, além dos envolvidos na
reestruturação do país, acreditavam no destino de glória reservado para
Jerusalém. Mas, nem mesmo os dignitários do novo Governo compreenderam perfeitamente
os desígnios de Deus relacionados com as dores de parto, ainda futuras, que induzirão ao renascimento espiritual da nação, fato esse que
até agora ainda não se concretizou.
Mas o
que mais impressionava naquele momento histórico para o mundo inteiro e, particularmente para os judeus, era o
parto político, no prazo estipulado, após uma série de
providências divinas, que foram necessárias à remoção dos sérios obstáculos que impediam o estabelecimento deste pivô das profecias.
Não
podemos, portanto, dissociar o milagre do parto prematuro de Israel da expulsão dos turcos
otomanos da Palestina, depois de uma ocupação de 400 anos, ainda que o mesmo
tenha ocorrido há tempos, no final da I Guerra Mundial.
Coube ao
ministro das relações exteriores da Inglaterra, Arthur James Balfour, fazer o documento de partilha denominado Declaração de Balfour, para dividir o
território palestino em duas partes, a menor delas destinada ao povo hebreu.
Datada
de 02/11/1917, a Declaração de Balfour foi, inicialmente, apenas uma carta de
intenções do Governo britânico para facilitar o restabelecimento do Lar
Nacional Judeu no seu lugar de origem, caso a Inglaterra conseguisse derrotar o
Império Otomano que dominava há séculos a região.
Deus,
certamente providenciou a desocupação turca, mas devido às fortes pressões
árabes, foi somente em fins de 1947, após o genocídio dos judeus, que a ONU
votou a implantação da Declaração de Balfour, dando cumprimento parcial ao
incondicional pacto de Deus com Abraão, lavrado em Gênesis 17: 7-8:
“Estabelecerei a minha aliança entre Mim e ti e
a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o
Teu Deus, e da tua descendência. Dar-Te-ei e à tua descendência a terra das
tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu
Deus”.
Dizemos
cumprimento parcial porque será apenas o renascimento espiritual, ainda
futuro, que, certamente, transformará Israel no pivô da História, nos últimos dias. O
país já está estabelecido e os sinais indicadores das dores de parto,
mencionadas por Jesus em Mateus 24, já vem se cumprindo, desde o seu
estabelecimento político, como veremos ainda neste módulo.
Detalhes do renascimento espiritual profetizado
Retornando
os judeus à terra de seus pais, deram cumprimento a outra esplêndida profecia,
ainda mais antiga e cheia de glória, que diz:
“De ti farei uma grande nação, e Te abençoarei,
e Te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção; abençoarei os que te abençoarem, e
amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da
Terra” - Gênesis 12:
2-3.
A
passagem de Isaías 66: 8 como vimos, declarada há setecentos anos antes de
Cristo, já assegurava a reorganização política de Israel na Palestina, num
único dia, não sendo, portanto, essa ocupação israelense casuística, mas
resultante de uma manobra de longo prazo, totalmente orientada por Deus.
O
cumprimento da parte principal desta profecia, no entanto, ainda não alcançou seu apogeu.
A atual presença marcante de Israel
no Oriente Médio já comprova o triunfo da verdade profética, desmascarando seus tradicionais oponentes. O renascimento espiritual da nação, no entanto, será ainda muito mais glorioso. Há, contudo, detalhes que precisam ser esclarecidos, como o endurecimento do coração dos judeus que foi causado pelas perseguições atrozes que sofreram ao longo de dois milênios.
A nação foi re-estabelecida sob reprimenda, exatamente como foi profetizado por Ezequiel, sem mérito algum da parte dos judeus:
“Dize,
portanto, à casa de Israel: Assim Diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que
Eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo Meu santo nome, que profanastes entre
as nações para onde fostes. Vindicarei a santidade do Meu grande nome, que foi
profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão
que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando Eu vindicar a Minha santidade no
meio delas” - Ezequiel 36: 22-23.
Assim, já estabelecidos politicamente, a
maioria dos judeus nem desconfia que a nação ainda deva passar pela restauração
espiritual, isto é, pela conversão ao Cristianismo, fato este inaceitável pela liderança política da nação. Esta, contudo, é a soberana vontade de Deus, expressa,
inequivocamente, em Ezequiel 36: 25:
“Então,
aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas
imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei”.
Sobrevirá, ainda, no devido tempo, o doloroso parto espiritual, que dará à luz ao remanescente cristão de Israel, que será usado como instrumento
divino para a libertação de milhões de cristãos que ainda se encontram
dispersos na Babilônia das nações.
Infelizmente, devido ao endurecimento que veio a Israel, será necessário que toda a liderança política da nação, incluindo seu glorioso exército, seja sacrificada para dar cumprimento a mais este impressionante sinal
profético.
Somente tarde demais o atual comando israelense perceberá que os desígnios da Onipotência com relação a transformar o povo judeu em luz para as nações dizem respeito apenas ao remanescente cristão, que será valorosamente defendido para ser o pivô das profecias. Estas serão as dores de parto para o renascimento espiritual da nação, que será reestruturada com base no remanescente cristão que foi impedido providencialmente de se alistar no exército..
Somente tarde demais o atual comando israelense perceberá que os desígnios da Onipotência com relação a transformar o povo judeu em luz para as nações dizem respeito apenas ao remanescente cristão, que será valorosamente defendido para ser o pivô das profecias. Estas serão as dores de parto para o renascimento espiritual da nação, que será reestruturada com base no remanescente cristão que foi impedido providencialmente de se alistar no exército..
Não podemos deixar de considerar,
ainda, vários outros sinais referidos por Jesus, em Mateus 24, para destacar o
espaço espiritual futuro reservado para o moderno Estado Judeu; A parábola da
figueira é, certamente, o mais importante deles.
A parábola da figueira
“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando
já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o
verão. Assim também vós, quando
virdes todas estas coisas, sabei que
está próximo, às portas. Em verdade
vos digo que não passará esta geração
sem que tudo aconteça. Passará o céu e a Terra, porém as Minhas palavras
não passarão” - Mateus 24: 32-35.
Poucos têm percebido que esta parabólica renovação dos ramos de
Israel, como nação, foi dada por Jesus como uma referência para definir o
começo, o meio e o fim da última geração da humanidade. Será a partir do
discernimento desta placa profética, já solidamente estabelecida, que todas estas
coisas, ou seja, o cumprimento dos demais sinais apresentados por Jesus em
Mateus 24 deverão encontrar a sua fundamentação. Dito de outra forma, o discernimento desta profecia pode revelar o tempo que falta para a véspera da grande consumação do
último século da História Universal, o que será demonstrado ainda neste módulo.
Assim, ao proferir essa parábola,
usando o verbo aprender no imperativo, Jesus alertava para os sinais apresentados em Mateus 24 cuidadosamente indexados à consumação do último
século.
Pelas características desta parábola percebemos que Jesus também chamava a atenção para as características internas de outra profecia anteriormente apresentada pelo profeta Oseias.
Pelas características desta parábola percebemos que Jesus também chamava a atenção para as características internas de outra profecia anteriormente apresentada pelo profeta Oseias.
“Achei
a Israel como uvas no deserto, vi a
vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para
Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis
como aquilo que amaram. Quanto a Efraim... ainda que venham a criar seus
filhos, Eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem. Ai deles quando
deles me apartar” - Oseias 9: 10-12.
O profeta Oseias ao considerar a
destruição de todos os filhos de Efraim, traz a aplicação de sua profecia para o nosso
futuro e, neste sentido, os estruturadores da nova nação israelita, datada de 1948, passam a ser, automaticamente, as primícias da figueira nova. Isso significa que essa profecia começou a ter seu cumprimento em 1947/48, quando o mundo
inteiro teve a oportunidade de comprovar a fantástica renovação do antigo
concerto de El Shaddai com o pai Abraão, celebrado nos primórdios dos tempos bíblicos.
Poucos têm dúvidas de que os
fundadores da nação miraculosamente ressuscitada, foram honrados por Deus por
meio das vitórias militares que obtiveram desde a primeira ocupação até ao seu
estabelecimento definitivo. O objetivo divino, porém, certamente vai muito além
desta série de vitórias políticas. O sonho de Deus é o de que o rebrotar de Sua
figueira alcance a nova vida espiritual para a qual foi estabelecida, para
que, por meio dela, pudesse abençoar a todas as nações da Terra, pela
última vez.
Assim, apenas a primeira parte do plano
divino foi cumprida, quando os judeus voltaram para a sua terra, recebendo uma
geração inteira para testemunhar do impressionante cumprimento profético que
tiveram a felicidade de vivenciar.
Contudo, dando efetiva comprovação
ao texto de Oseias, os judeus que retornaram para a Palestina foram capazes de
constituir uma economia pujante e um poderoso exército, mas não glorificaram
a Deus, pois, como nação, continuam a viver como se o Messias não tivesse existido. Por ignorar a Pedra angular de sua salvação, a nação passou a depender apenas de sua própria força para manter a
posição que lhe foi graciosamente conferida.
Os líderes judeus não valorizaram justamente Aquele que verdadeiramente
os retirou das sepulturas dos povos onde haviam permanecido por quase 2000 anos
na condição de verdadeiros ossos secos. Não O honraram por meio do seu
testemunho, apesar do milagre da ressurreição coletiva, mencionada em Ezequiel
37, pela qual passaram.
E, ainda pior, deram cumprimento à profecia de Oseias, indo, incontestavelmente, para Baal-Peor, um símbolo da apostasia do Israel do
passado, registrado em Números 25 e que se renovou no presente, uma vez que, para a
grande maioria dos judeus que habitam hoje na Palestina, a fé religiosa
não é mais determinante em suas vidas: 83% deles estão cada vez mais
secularizados. As estatísticas informam que apenas 17% se identificam como
sionistas religiosos. E, destes, a parcela de cristãos certamente não chega a
ser significativa. O que poucos sabem é que foi por causa desta insignificante minoria que Deus não mandou nem mandará fechar a madre que os trouxe à luz política, como relata Isaías 66: 9:
“Acaso
farei Eu abrir a madre, e não farei nascer (espiritualmente)? Diz o Senhor;
acaso Eu que faço nascer (politicamente), fecharei a madre? Diz o teu Deus”. Parênteses meus.
O profeta Isaías está indicando que
Deus não permitirá que a situação de Israel venha a se degradar a ponto da nação retornar ao que
era antes de 1948, devendo ainda cumprir os santos desígnios para os
quais foi restabelecida.
Pelo
profeta Zacarias o Senhor adiantou como Ele via a última geração de Seu povo, o
que se pode comprovar, perfeitamente, nos dias de hoje:
“Assim
Diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e
velhas, levando cada um na mão o seu arrimo (cajado), por causa da sua muita
idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas
brincarão”. Zacarias 8: 4-5. Parêntese suprido.
Oseias, referindo-se a Efraim, uma
das tribos de Israel do Norte, deu seu complementar testemunho:
“...
também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe”. Oseias 7: 8-9.
Efraim, em 14/05/2018 comemora o septuagésimo aniversário de sua instalação na Palestina, estando, segundo o Antigo
Testamento, na idade dos cabelos brancos. Mas, ainda, sem reconhecer as
profecias do Novo Testamento, ignora que esteja no declínio de sua última geração, pesando,
ainda, sobre eles as palavras de Deus:
“Ai
deles quando deles me afastar”.
Mas, apesar da transformação
espiritual da nação ainda não ter ocorrido, a sua idade e o seu desconhecimento
quanto às profecias de Jesus se constituem numa variável de grande significação
para quem acompanha os sinais dos tempos.
Considerando que, pela Bíblia, “os dias de nossa vida sobem a setenta anos ou,
em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado”
– Salmo 90: 10, imaginamos que algo em torno de dez anos seja o limitado quinhão de tempo reservado para Israel,
estando, ainda à frente, a pior fase de sua existência.
E o que mais preocupa é que o que é
válido para Israel, é também válido para o restante da humanidade.
Lamentamos que seja a dor, o único
meio que reste a Deus para levar a nação escolhida ao seu parto espiritual.
Infelizmente será como foi profetizado em Mateus 24: 9-13:
“Então,
sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa
do Meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos
outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se
multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que
permanecer até o fim, esse será salvo”.
A nação, como um todo, compreenderá,
tarde demais, o resultado de seu trágico desvio para Baal-Peor. Porém nem tudo
estará perdido, pois a profecia aponta para um remanescente fiel que se arrependerá para que Israel possa cumprir seu papel de pivô das profecias, levando ao despertamento
das virgens de Laodiceia e, finalmente, ao encontro físico com o seu glorioso
Messias.
Seu desconhecimento do Novo
Testamento, no entanto, não lhe permite ver que as suas dores de parto se
aproximam vertiginosamente e que serão muito mais fortes do que poderiam imaginar.
O parto
espiritual, contudo, concernirá apenas a uma minoria dentre os sobreviventes,
pois que “muitos sucumbirão” – Daniel
11: 41, nas guerras que se avizinham.
Cada vez mais isolado da comunidade
internacional, Israel vem consolidando outra profecia, desta vez anunciada pelo
controvertido profeta Balaão:
Só entre as nações
“Pois
do cume das penhas vejo a Israel e dos outeiros o contemplo; eis que é povo que
habita só e não será reputado entre as
nações” - Números 23: 9.
É impressionante como Israel vem sendo isolado, a olhos vistos, pela comunidade internacional. O papado, à frente da Nova Ordem
Mundial, coordenada pelo Ocidente, já investiu, por meio de pressões políticas,
para aprovar o desmembramento do Novo Estado Palestino do território
israelense. Este fato, já sacramentado oficialmente pela ONU certamente será um dos indutores às últimas guerras contra o legítimo povo de Deus.
Satanás está irado contra a única nação da Terra que polariza a atenção de todas as demais e, apesar de estar cada vez mais sozinha, será ainda usada por Deus como a portadora de luz para o mundo.
Satanás está irado contra a única nação da Terra que polariza a atenção de todas as demais e, apesar de estar cada vez mais sozinha, será ainda usada por Deus como a portadora de luz para o mundo.
As nações não aceitam Jerusalém como a capital espiritual da Terra, mas todos os sobreviventes a reconhecerão como a capital do Universo, conforme Apocalipse 21: 2.
Breve Israel não poderá contar com ninguém além de Jesus Cristo, o seu Messias vindouro. Infelizmente somente poucos judeus dos que
escaparem dos futuros combates O reconhecerão como seu Deus e
Libertador. Vejamos mais essa impressionante profecia relacionada com a chegada
das dores do parto espiritual de Israel:
Sob fortes pressões
“Quando estiveres em angústia e todas estas
coisas te sobrevierem nos últimos dias
e te voltares para o Senhor, teu Deus, e Lhe atenderes a voz, então, o Senhor,
teu Deus não Te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem Te destruirá,
nem Se esquecerá da aliança que jurou a teus pais” - Deuteronômio 4: 30-31.
Essas palavras são dirigidas ao último remanescente de Israel. Mas, mesmo sob altíssima
pressão, os líderes da nação não percebem que o desprezo por Jesus está levando a nação para um novo holocausto, o das dores de parto que
ainda trarão à luz o remanescente fiel profetizado.
Estes,
segundo os antigos profetas, serão os próximos passos que testemunharemos.
Enquanto
todos os estadistas do tempo presente estão atentos às notícias de Israel, a
Igreja de Laodiceia parece sonolenta diante destes portentosos sinais. Os
judeus são muito poucos para influírem tanto, dizem. Serão, mesmo?
Reduzidos em número
“O
Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis
poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá” - Deuteronômio 4: 27.
Esta redução numérica é mais um
sinal parcialmente cumprido, pois, segundo a Internet, existe pouco mais de 13 milhões de judeus no mundo. Isto surpreende em face da antiguidade deste povo
milenar, mas não em face da profecia. A China, por exemplo, do mesmo tronco
noético, apresenta 1.368.462.000 de habitantes.
Mas, por incrível que pareça, espalhado como foram, por dois milênios, os descendentes dos filhos de Jacó conseguiram manter sua identidade
nacional e aparecem, surpreendentemente, no foco das nações, com pouco mais de 6 milhões de judeus, conforme o Google. Não obstante isso, segundo a presciência
divina, o número dos remanescentes judeus selados para a salvação
será ainda bem mais reduzido, conforme Apocalipse 7: 4:
“Então,
ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de
todas as tribos dos filhos de Israel”.
Este número, mesmo que acompanhado
de seus respectivos familiares, representa muito pouco para qualquer nação do
mundo. Mas, com Cristo à frente, eles prevalecerão contra o maior exército de
todos os tempos, quantificado em 200 milhões de combatentes.
Revistas as condições do pivô, precisamos concentrar nossa atenção em dois outros agentes políticos engajados no processo de transição para o sétimo milênio que ainda não começou.
O que os
estadistas continuam ignorando é que esta transição não se dará com base nos
méritos de suas articulações políticas, nem por meio das instituições
religiosas, mas de acordo com os desígnios de Deus, pré-anunciados na Bíblia.
E, deste ponto de vista, a união da Política com a Religião, reconstituindo o quadro político-religioso da Idade Média faz parte da realidade futura que passaremos a analisar.
E, deste ponto de vista, a união da Política com a Religião, reconstituindo o quadro político-religioso da Idade Média faz parte da realidade futura que passaremos a analisar.
A união e a queda de Babilônia
Nas últimas décadas temos presenciado a luta entre o Catolicismo, o
Oriente comunista e o Ocidente Protestante, visando estabelecer a hegemonia no
planeta Terra. Mais recentemente, no entanto, temos assistido a notável virada
em relação à união do catolicismo com o Capitalismo americano.
Esta aproximação da Casa Branca com o Vaticano é outra profecia surpreendente, uma vez que a íntima ligação entre esses portentosos poderes era
considerada impossível, há poucas décadas. O mundo foi surpreendido com a instalação inesperada da Embaixada Americana no Vaticano, no
primeiro mandato do presidente Ronald Reagam, em 1984.
Abriram-se,
então, as comportas para uma ação profícua entre estes dois antigos inimigos
mortais, contra um inimigo comum, o comunismo. Desta feita cresceu a influência dos Estados Unidos na
Europa Oriental, visando fins políticos universais e, por outro lado, foi promovido o avanço do Catolicismo na América do Norte, estreitando o profundo
abismo que havia entre protestantes e católicos, acelerando a cura da ferida
mortal sofrida pelo papado em 1798.
Impressiona os detalhes desta profecia revelada em Apocalipse 13: 12, assegurando que os EUA, a segunda besta deste
capítulo, exerceria “toda a autoridade da
primeira besta, (do papado) na sua
presença” – Parêntese meu.
A atual
união do império capitalista com o papado representa um dos mais extraordinários sinais relacionados com o término do
sexto milênio e sua transição para o sétimo, o qual será passado no céu, onde a
morte não poderá penetrar.
Atualmente
festeja-se, de forma escancarada, a sólida união entre estes dois outrora rivais.
Mais notório ainda é ver
como estes dois velhos inimigos planetários se articularam com o Espiritismo,
para estabelecer, em conjunto, uma Nova Ordem Mundial. conforme citado em Apocalipse 16: 13-14:
“Então
vi sair da boca do dragão (espiritismo), da boca da besta (do papado) e da boca do falso profeta (Protestantismo apostatado) três
espíritos imundos semelhantes a rãs, porque eles são espíritos de demônios,
operadores de sinais e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de
ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso”.
Estes versos evidenciam que é um espírito demoníaco que os une por meio da doutrina comum da
imortalidade da alma. Finalmente, porém, serão divididos por Deus, conforme
Apocalipse 16: 19:
“E
a grande cidade se dividiu em três partes (porque estava unida), e caíram as cidades das nações. E,
lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de
Sua ira”.
O teólogo NODA, J. in Religiões: O Movimento Nova Era -
mimeografado, nos informa como vem se organizando esta trindade humana:
“O movimento Nova Era se compõe de milhares de
milhares de organizações estendendo-se pelo mundo como uma rede. O seu objetivo
principal e o segredo de sua ‘unidade na diversidade’, é a instituição de uma
Nova Ordem Mundial a qual deverá ser caracterizada pela ‘consciência de grupo’
e pelo espírito de cooperação”.
Observamos
que Deus vem permitindo que esta frágil união se estabeleça. O ajuntamento de
vinte e sete nações para a guerra do Golfo Pérsico, em 1991 e de cerca de
quarenta nações para a luta contra o Iraque, em 1995, deu muito crédito às
Nações Unidas. Todos os países passaram a acreditar nesta Instituição e neste
novo caminho a ser percorrido.
A união
do mundo também vem se verificando no âmbito das grandes corporações: poucas
empresas multinacionais manipulam hoje a parte essencial dos recursos do
planeta. 1% dos homens mais ricos detém mais de 75% de renda mundial.
A associação
do papado com os Estados Unidos teve como consequência, a derrocada do antigo
Império Soviético, livrando o mundo da guerra fria e alavancando o prestígio
internacional do papado. Atualmente, quase todas as religiões do mundo estão se
unindo em torno do Vaticano.
Todos
estes fatos apontam na direção de uma Nova Era que será oficializada neste
mundo, ainda que por brevíssimo tempo.
Como a Babilônia dos últimos dias,
citada em Apocalipse 16: 13 é mística, ela estará unida por meio de “espíritos imundos semelhantes a rãs”,
sob o controle do Espiritismo.
Precisamos, portanto, entender como é
que o Espiritismo vem unindo e controlando o movimento da Nova Ordem
Mundial. Este é o tema da próxima seção.
A concepção mediúnica
da NOM
Segundo
NODA, J. in Religiões: O Movimento Nova Era - Mimeografado, a NOM vem
sendo estruturada por meio de muitos livros ditados por espíritos diabólicos e
que têm orientado o mundo no sentido desta união. Vejamos um pequeno trecho de
NODA:
“Alice Bailey, uma inglesa que emigrou para os Estados Unidos,
estabeleceu o verdadeiro alicerce para o movimento ‘Nova Era’. É conhecida como
sua sumo sacerdotisa. Como médium espírita, recebia mensagens de um chamado
mestre da sabedoria, o tibetano Djawal Khul. Estas mensagens que este demônio
lhe transmitia, através da escrita automática, foram publicadas em numerosos
livros, como doutrina secreta, e constituíram o ‘plano’, que, até hoje, para o
movimento ‘Nova Era’, é determinado e obrigatório”.
Apocalipse 18: 1-2 e também o
versículo 21 informam sobre a queda espiritual deste movimento místico:
“Depois
destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a
Terra se iluminou com a sua glória. Então clamou com potente voz, dizendo: Caiu,
caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie
de espírito imundo e esconderijo de todo o gênero de ave imunda e detestável...
então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a
para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a
grande cidade, e nunca, jamais será achada”.
Jesus quando esteve na Terra,
expulsou muitos espíritos imundos, chamados por Ele de demônios! A ave imunda
acima referida, também representa Satanás e seus anjos, conforme pode ser
observado na parábola do semeador, a seguir:
“Eis
que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho;
foi pisada, e as aves do céu a comeram... a que caiu à beira do caminho são os
que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhe do coração a Palavra, para
não suceder que, crendo, sejam salvos”. Lucas 8: 5 e 12.
O texto está tratando da semeadura da
Palavra de Deus que muitos a escutam até que vem o diabo e os desencaminham. O
fato das aves estar fazendo o papel do demônio nos confirma que as três partes
de Babilônia (Apocalipse 16: 13) serão dominadas pelo Espiritismo. Um
Espiritismo refinado, todavia, pregado pelas teorias excêntricas da ‘Nova Era’,
o qual vem levando cativo o mundo.
Muitos filmes completam este quadro,
ilustrando as manifestações espiritualistas por meio de duendes, fadas, e jogos
onde os personagens morrem e ressuscitam imediatamente. Tudo muito bonito e
atraente.
Precisamos
compreender bem a falsa doutrina da imortalidade da alma, defendida por
Babilônia, porque suas três partes estarão unidas pelo cimento do Espiritismo.
Tanto as religiões orientais, como o papado e a maioria das igrejas
protestantes pensam da mesma forma. Assim é que, por este ângulo, o mundo
estará unido tendo esta teoria em comum, não obstante a Bíblia dizer,
explicitamente, que “toda a alma que
pecar, essa morrerá” – Ezequiel 18: 4 e 20.
A teoria
do ‘fogo eterno’, resultante da ideia da imortalidade da alma não combina com
um Deus de amor (I João 4: 8). O fogo somente é eterno em seus efeitos porque
uma vez queimado, o tudo se transforma em nada.
Passagens
como a de Apocalipse 14: 11 e outras similares apresentam um viés do tradutor
que, acreditando na primeira mentira de Satanás, no Éden, quando disse a Eva: “É certo que não morrereis” – Gênesis 3:
4, fez questão de introduzi-lo nas
Escrituras.
O
maligno apenas acrescentou a palavra ‘não’ ao texto original, para viabilizar uma
mentira descarada que até hoje surte o seu desastroso efeito.
O Espiritismo afirma ainda que os
homens são semideuses não decaídos e que cada mente julgará a si mesma. Que o
verdadeiro conhecimento coloca o homem acima da Lei e que todos os pecados
cometidos são inocentes.
Multidões estão sendo levadas a crer
que o desejo é a lei mais elevada, que libertinagem é liberdade e que o homem é
apenas responsável por si mesmo.
Com tais ensinos dados no começo da
vida quando os impulsos são os mais fortes, e mais urgentes às necessidades de
restrição própria e pureza, onde ficará a salvaguarda da virtude?
Alice
Bailey, uma das principais sacerdotisas da Nova Era, cuja Organização Boa
Vontade Mundial faz parte do Conselho Consultivo da ONU, declarou:
“Dentro da ONU está o germe e a semente de um
grande grupo internacional de meditação e reflexão - um grupo de pensadores bem
informados, em cujas mãos está o destino da humanidade. Eles estão sob o
controle de muitos discípulos do ‘quarto raio’ ... e seu foco é o plano da
intuição búdica - o plano que comanda toda a atividade hierárquica”.
Este
movimento espírita se propõe administrar o destino da humanidade, apesar de se
manter em total mistério para evitar de ser combatido antes do tempo. Vejamos a
definição deste quarto raio, que encontramos na Internet:
“O Quarto Raio abrange a Chama Branca da Pureza,
a Chama da Ressurreição, O Plano Imaculado e a Chama da Ascensão. O Chohan (diretor) do
Quarto Raio, que erigiu o Foco da Purificação e da Chama da Ascensão, é o
Mestre Ascensionado Serapis Bey. Sob Sua proteção está a atual Chama da
Ascensão em Luxor, Egito, para onde foi transferida por Ele e outros devotados
seguidores, antes que o Continente Atlântida submergisse nas águas do oceano”.
Parêntese meu.
“O amado Serapis Bey atua na dispensação deste
raio em seu templo etéreo sobre Luxor, no Egito. É um Espírito Guardião que
está prestando assistência à Terra; era um sacerdote do templo da ascensão da
Atlântida. Alguns irmãos de confiança substituíram o mestre Serapis Bey enquanto
ele permanecia em níveis sutis entre encarnações, ou quando ele estava
encarnado noutros países”.
Quando
estas e outras ações semelhantes vierem a público certamente os pilares do
mundo serão sacudidos pelo Espiritismo, levando os habitantes da terra à
segunda e última plenitude dos tempos proféticos.
As três
partes de Babilônia, ‘unidas na
diversidade’ e associadas com a política ainda alcançarão formar uma
monarquia mundial que vem sendo orientada por demônios. Enquanto que essa complexa estrutura
da sétima cabeça do dragão terá como ponto comum, a falsa doutrina da
imortalidade da alma, o livro de Malaquias 4: 1-3, refuta este argumento,
informando que o destino eterno dos seres humanos apresenta apenas duas
alternativas: cinzas ou a mais incontida alegria.
Outro
ponto de união de Babilônia está na marca da besta, citada no Apocalipse 13:
17-18 e que ainda será imposta ao remanescente fiel. Tratar-se-á da imposição
da observância do domingo (Sunday ou dia do sol) tido pelos antigos pagãos como
dia de adoração, em rebelião contra o dia estabelecido por Deus como seu sinal,
conforme Êxodo 20: 8-11 e 31: 17-18!
Estas
colocações parecem muito simples porque Deus não quer que ninguém tropece em
coisas complicadas na hora de fazer a sua decisão para a vida ou para a morte!
O Senhor
estabeleceu o sábado, o sétimo dia da semana, para comemorar a criação, devendo
o mesmo lembrar-nos que servimos ao verdadeiro Deus! Assim, aquele que não guardar o sétimo dia,
estará em rebelião contra o Deus Criador.
E se
ficar em Babilônia, pertencerá à NOM, tendo que passar por terríveis consequências
como as das sete pragas, como já a Verdade Presente nº 4.
Babilônia, a grande, a Torre de
Babel moderna vem sendo edificada com sucesso e já vai muito alta. Quase todo o
mundo será enganado pelo que é ensinado por ela.
Os
evangélicos em geral precisam fazer um estudo mais aprofundado da Bíblia, a
qual lhes revelará o verdadeiro caráter do papado, uma instituição que segue,
originalmente, as doutrinas defendidas pelos magos da antiga Babilônia, que
dela fugiram para Roma após a invasão da Medo-Pérsia, e acabaram absorvendo o
Cristianismo, com o apoio da política, prevalecendo assim por 1260
anos, conforme o tempo que lhe foi determinado.
A grande
‘vantagem’ da Babilônia mística com relação aos seus seguidores é que ela prega
sobre a salvação sem a exigência do abandono dos pecados. Se bem que somos
imperfeitos, não podemos nos conformar com o erro.
Precisamos,
mesmo na Igreja cristã remanescente, tomar cuidado com esta teologia, porque
muitos estão ensinando que não é possível erradicar o pecado e, com esse senso,
terminarão em Babilônia, com certeza.
Muitos
seguem o papado porque ele corresponde perfeitamente às necessidades de quase
todas as pessoas. Ele é adaptado a duas classes que abarcam quase todo o mundo:
os que querem salvar-se por seus méritos e os que querem salvar-se em seus
pecados. Este é o segredo do seu poder.
Afinal, qual é a definição bíblica de pecado? É a transgressão da Lei. Mas a nova
teologia, que na verdade é mais velha que o nosso mundo pois que se originou com
Lúcifer, no céu, ensina que Deus vai nos salvar assim como estamos, porque é
impossível vencer, ganhar a vitória sobre o mal e sobre o pecado.
E todas
as pessoas que pensam dessa forma vão terminar em Babilônia! Todos os que creem na
imortalidade da alma, que observam o primeiro dia da semana no lugar do sétimo, como dia de adoração
obrigatório e insistem em continuar a fazê-lo, vão terminar em Babilônia!
A
Babilônia eclesiástica julga poder salvar-se pelos próprios méritos, da mesma
forma como pensavam os construtores da antiga Torre de Babel. Tal Torre, marco referencial da
Babilônia mística de nossos dias, foi planejada para ser tão grande que, uma
vez dentro dela, sequer Deus poderia destruir seus ocupantes, mesmo no caso de
um novo dilúvio!
Assim
vem a NOM construindo a sua torre gigantesca com base na mesma ideia,
de que o homem pode salvar-se pelos seus próprios esforços, pelo
desenvolvimento sustentável, sem precisar corrigir os seus pecados. E pensam colocá-la
no lugar da verdadeira NOM que será estabelecida por um Deus que diz que temos
que vencer o pecado, de um Deus que diz que não podemos nos salvar pelos nossos
próprios méritos.
Será que
Deus está vendo o que se passa nos bastidores deste mundo? Sim, Deus vê como o
mundo está se unindo! Como o mundo está atrás da salvação pelos seus próprios
meios, e buscando alcançar os céus, sem abandonar os seus pecados. Deus vê como
o mundo se rebela contra Ele. Percebe como, finalmente, vai se estabelecer uma
lei que exaltará o domingo, um dia de guarda instituído pelo homem do pecado.
Ele está vendo tudo isso e deixando que os homens continuem construindo a sua
NOM, até o ponto em que interferirá como interferiu na antiga torre de Babel,
citada em Gênesis 11.
Assim, a
luta do dragão contra o remanescente, referida em Apocalipse 12: 17,
contextualizada em Apocalipse 13: 11-18 e detalhada em Apocalipse 16 a 18, se
desenvolverá por meio de três protagonistas ‘religiosos’ que, finalmente, se
unirão com a política para dirigir uma monarquia mundial, tendo como chefe supremo,
o papa.
Hoje
podemos ver esta poderosa estrutura sendo cuidadosamente erguida sob a
inspiração direta do dragão identificado em Apocalipse 12: 9. Ela vem sendo
idealizada no âmbito das Nações Unidas, que assumirá a sétima e última cabeça
mundial perseguidora do povo de Deus.
NODA, J.
in Religiões: O Movimento Nova Era - Mimeografado, introduz um pouco da
justificativa para a origem mediúnica deste movimento mundial:
“Tudo começou por causa da decadência do
mundo ocidental. A visão materialista do Universo e a negação da fé cristã
histórica deixaram na sociedade um vazio existencial, pronto a ser preenchido
por qualquer ideia que enfatizasse o lado espiritual e o lado místico da vida”.
E ele
continua, na mesma página:
“As raízes do movimento ‘Nova Era’ originaram-se
em Nova Iorque, em 1875, com a fundação da Sociedade Teosófica, pela russa
Helena Petrovna Blavatsky. Depois de ter viajado pelo Oriente e estudado o
hinduísmo e o budismo, fundou um movimento de amplitude mundial. Ela alega ter
recebido revelações de mestres elevados que, segundo ela, como seres altamente
evoluídos, controlam a vida dos homens. Na sua concepção, eles estão
interessados a levar os seres humanos a um estado de evolução cósmica: O homem
veio da ameba, mas ele está destinado a ser Deus”.
Shirley
MacLaine que, segundo NODA, é a defensora deste movimento, disse:
“Cada pessoa é um universo; se você se conhece,
você conhece tudo”. E
ainda, segundo a mesma fonte: “Theodore
Roszak diz que nós temos que despertar o deus que dorme na raiz do nosso ser”.
Vemos,
assim, a imagem embrionária da sétima cabeça do dragão que, por determinação
mediúnica, começou a ser estruturada em sigilo e assim permaneceu por cem anos,
até 1975, por determinação espírita, quando passou a respirar mais livremente,
isto é, a ser motivo de ensino nas grandes universidades do mundo. Nós tivemos
o primeiro contato com essa teoria numa Universidade do sul da França, em 1979.
Hoje,
sob a alegação de lutar contra o terrorismo internacional e de ser um
instrumento político para sair da crise mundial, propondo o estabelecimento de
um longo período de paz e de prosperidade para a humanidade, firma-se cada vez
mais a Nova Ordem Mundial. A sua intenção não declarada, contudo, será, segundo
as profecias da Bíblia, a de destruir o remanescente de Deus, conforme
Apocalipse 12: 17, e dominar o mundo por meio da tecnologia, imaginando
reverter a marcha inexorável do cumprimento profético.
Mas
Apocalipse 16:19 diz que será justamente quando a grande Babilônia estiver
unida que Deus a dividirá.
Sinais
no mundo religioso
Os
sinais da breve volta de Jesus que se manifestam no mundo religioso são
extremamente numerosos e mesmo impressionantes. Como muitos deles serão vistos em
outras seções, veremos a seguir apenas aqueles que se relacionam,
indiretamente, com Mateus 24: 4-5, que diz:
“Vede
que ninguém vos engane. Porque virão
muitos em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”.
Estes versos previnem contra o sério
risco de sermos enganados por falsos cristos, o que será tratado mais adiante.
No contexto destes dois versos de
Mateus 24, todavia, podemos incluir a má tradução de certos textos da Bíblia, destinados
a defender teorias pré-concebidas no sentido de influenciar a nossa consciência
moral, de modo a nos desviar de ouvir a voz de Deus que, somente por meio da
Palavra correta, poderá nos mostrar o caminho certo a ser trilhado.
Esta influência tem danificado a
nossa percepção de verdades bíblicas importantes, limitando, assim, a obra dos
“espíritos ministradores, enviados para
serviço a favor dos que hão de herdar a salvação”, conforme foram estabelecidos
em Hebreus 1: 14.
Estamos falando de uma luta
invisível que se trava na mente de cada cristão, visando dificultar-lhe a
construção do seu edifício espiritual. Cabe-nos, no entanto corrigir as
eventuais imperfeições de traduções mal elaboradas para que possamos
experimentar a alegria de um estilo de vida decorrente da verdade completa.
A atuação dos anjos celestiais foi
programada para facilitar nossa reprogramação mental, a qual precisa ser
regravada de forma permanente em nossa consciência e no nosso coração para que
as promessas de felicidade que desfrutamos na Terra possam se concretizar na
eternidade.
Se, todavia, confundirmos a atmosfera de graça
nutridora de nossa vida espiritual, com práticas culturais pagãs que foram
infiltradas discretamente na Bíblia de moldes a contaminar o evangelho eterno,
e que hoje são defendidas como dogmas cristãos, certamente deixaremos de operar
a reforma necessária e o despertamento espiritual que tanto necessitamos.
Temos a real
possibilidade de participarmos, sem provar a morte, do grupo de trasladação
para o céu e, para não sermos enganados, vejamos com atenção alguns destes
impressionantes sinais do mundo religioso que Deus reservou para os últimos
dias, com a mente aberta para a verdade.
Comecemos nos conscientizando dos
riscos que corremos apenas por pertencermos à última igreja cristã.
A Laodiceia vomitada
“Conheço
as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente.
Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, vomitar-te-ei da Minha boca;
pois dizes: estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes
que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” - Apocalipse 3: 15 -17.
Esta profecia trata de uma séria
repreensão, proveniente diretamente de Jesus, a respeito da situação muito
duvidosa na qual se encontra a Sua última igreja, devendo, por isso ser vomitada
em um determinado momento, ainda futuro, de sua existência.
Ela certamente está amadurecendo para a ceifa e não podemos questionar tal testemunho
sobre esta Igreja que busca fielmente cumprir os seus deveres, mas que não tem
conseguido enxergar a sua verdadeira condição espiritual.
Amenizar o peso desta censura, colocando “estou a ponto de vomitar-te”, como vem
ocorrendo nas traduções mais recentes da Bíblia, não modifica a sua essência, apenas apresenta o quadro atual, sem impedir que finalmente seja vomitada. Assim, esta distorção do texto original não impede que a Igreja se encaminhe para uma situação
insustentável diante dos olhos de Deus.
Que o nosso coração seja sensível aos
apelos que lhe são direcionados, para que a Testemunha fiel e verdadeira nos
conceda o colírio do Espírito Santo, o único que
poderá nos abrir os olhos da fé e nos fazer entender a razão da mornidão que
poderá ser verificada por aqueles que são sinceros observadores da verdade.
Não se trata da falta de conhecimento
sobre a doutrina da salvação pela graça por meio da fé. Sabemos que a salvação
é exclusivamente pela graça e este dom nos foi provido na cruz. Não podemos
acrescentar nada por meio de nossos méritos, pois se trata de um conceito que
nos vem da Igreja Primitiva e como tal não se pode alterar.
A questão das boas obras não faz
parte deste plano; apenas decorre dele, podendo, contudo, limitar a nossa
salvação; por isso, esta questão precisa ser bem avaliada.
O fato de conhecermos o conceito
primitivo da salvação, que não pode ser mudado, não modifica a nossa situação
diante de Deus.
Não obstante Cristo ter ido além da
cruz para nos salvar, enviando-nos Seu Santo Espírito para abrir a nossa
compreensão para toda a verdade, Ele precisa ainda nos repreender com
severidade, nos recriminando por não estar comprando o colírio do Espírito Santo para poder colocar as Suas recomendações em prática.
Como não temos nenhuma pressão ostensiva
contra a nossa acariciada natureza carnal que, não obstante ter sido
sensibilizada pelo caráter amorável de Jesus, ainda continua gostando de andar
segundo a natureza do velho homem, negligenciamos com facilidade dar uma
resposta adequada àquilo que por nós já foi feito na cruz.
O sangue de Cristo não
mais nos constrange como antes e por isso somos chamados de mornos porque não praticamos aquilo que
pensamos conhecer e nem correspondemos de verdade ao amor eterno que nos
redimiu.
Ensaiamos toda a sorte de recursos em
busca do despertamento espiritual, mas somente para voltar a mesma forma morna
anterior, porque uma obstrução no canal da bênção nos impede de executar a reforma de vida
que reconhecemos como absolutamente necessária.
Precisamos mergulhar fundo nas
Escrituras para identificar os desvios para os quais fomos induzidos, voltar ao
caminho verdadeiro que consistirá em uma mudança radical das ideias e teorias
preconcebidas, que hoje nos impedem de desenvolver a nossa fé e de praticar os
hábitos requeridos e a obediência humilde e irrestrita à autêntica Palavra de
Deus.
Precisamos nos ajustar ao ministério
dos anjos celestes, “todos eles espíritos
ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação”
- Hebreus 1: 14, os quais devem atuar em nosso coração através do estudo da
Palavra com sentida oração.
Mas para isso precisamos de genuína
sinceridade para descobrir o que tem levado o nosso querido Salvador a nos
chamar de ‘cegos’, diante da tamanha luz que nos foi disponibilizada.
Acreditamos que o caminho seja considerarmos
que toda a verdade da Palavra de Deus se ache ligada verso por verso, em
perfeita harmonia como os elos de uma corrente. Desta forma estaremos na posse
da chave que o céu nos proporciona para desmistificar os erros aos quais
estamos sendo induzidos, podendo, assim, se o desejarmos, passar a viver pela
fé.
Sabemos que será muito mais fácil
contestar orgulhosamente estes argumentos do que investigar acuradamente o
sentido das informações que estão sendo prestadas.
Jesus não nos chama de hipócritas
como se estivéssemos nos fingindo de cristãos, mas, diz que não sabemos da
nossa condição. Diz que as sutilezas do engano seriam de tal monta que se
possível enganariam os próprios escolhidos, conforme o texto de Mateus 24: 24.
Não obstante temos pensado que apenas
melhorando a nossa conduta, com relação ao que éramos antes de nossa
‘conversão’, seria suficiente para alcançarmos o céu. Nosso estágio de
santificação atual, no entanto, representa apenas uma dose mínima da reforma
que necessitamos, e tem nos vacinado contra a obtenção de um verdadeiro caráter
cristão digno de habitar com os heróis da fé de todos os tempos.
Estamos respirando uma atmosfera
espiritual contaminada e causadora de boa parte da mornidão que nos acomete
porque nos faz sentir espiritualmente confortáveis, principalmente quando nos comparamos
com a vida espiritual dos nossos irmãos.
Nos iludimos sutilmente pensando que
a nossa fé e amor são suficientes, que somos guiados pelo Espírito e que os
complementos necessários para um caráter semelhante ao de Jesus serão recebidos
por ocasião do Seu retorno. Buscamos assim, de forma insensata, atenuar a
censura que nos foi feita por Aquele que não pode errar.
Não negamos a nossa fraqueza
espiritual mas abafamos a nossa consciência moral, admitindo a impossibilidade
para atendê-la completamente e sair da mornidão que tão bem nos caracteriza.
Nosso coração egoísta se acomodou,
pensando que já foi justificado, que a salvação é apenas pela graça e que,
portanto, estamos no direito de continuar dormindo.
O nosso problema é que rejeitamos a
ideia de viver pela fé, num mundo tão cheio de oportunidades. Somos mornos
porque interrompemos o nosso processo de santificação entendendo que o mesmo
esteja concluído quando, nem mesmo é certo que tenha começado.
Por amor aos prazeres do mundo e a
sua glória fazemos questão de ignorar os apelos de quem amorosamente nos
adverte, nos assegurando que, se não houver um processo contínuo e determinado
de santificação até alcançarmos a perfeição do caráter de nosso Mestre, não
poderemos obter os vestidos brancos confeccionados pelo céu, dos quais
necessitamos para com Cristo habitar.
Evitamos reconhecer o fato de que
quem não morre para si mesmo, conforme Mateus 16: 24-25, não se qualifica para
herdar a vida eterna.
Esquecemos com facilidade que seremos
avaliados pelo tribunal celeste, onde não haverá erros de interpretação; que lá
seremos julgados pelas nossas obras que, apesar de não poder nos salvar,
poderão motivar a nossa perdição.
Ignoramos que, segundo Aquele que
morreu por nós, corremos o risco de perder a nossa coroa e que esta será a
consequência mais profunda de nossos problemas espirituais.
Se a repreensão à Laodiceia não
procedesse de Jesus, poderíamos até continuar justificando nosso desamor, nossa
falta de engajamento na obra de Deus e os desmantelos da nossa fé.
O sequestro da fé
Para explicar a mornidão crônica do
Cristianismo vamos citar uma importante sentença redigida por Paulo e
direcionada, igualmente, para a última igreja:
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão
da fé, por obedecerem a espíritos
enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras
e que têm cauterizada a própria consciência...” - I Timóteo 4: 1-2.
Esta passagem complementa a de
Apocalipse 3: 15-17, vista no capítulo anterior, porque nos previne contra
espíritos enganadores e ensinos de demônios, que estariam atuando na igreja
para desviar os justos da fé verdadeira. Não poderemos mais alegar inocência
quanto ao conhecimento desta dura realidade.
O texto chama a atenção para os
enganos que levariam à deserção da fé legítima devido a ação de anjos maus que
estariam ensinando coisas erradas, por meio de pessoas mentirosas e de
consciência cauterizada.
Trata-se de uma verdadeira
contrafação da obra dos anjos que foram comissionados para atuar à favor de
nossa redenção, conforme Hebreus 1: 14, ensinando o evangelho eterno por meio
de pessoas sinceras em busca da salvação.
Percebemos, assim, o conflito dos
séculos estabelecidos na mente humana, tendo, de um lado a associação bem clara
de anjos maus com pessoas hipócritas, dotadas de um perfil bem diferente dos
membros da Igreja de Laodiceia, pois que estas não sabem do seu verdadeiro estado.
Devemos ter em conta que, mesmo numa análise superficial desta revelação vê-se
o seu forte vínculo com a mornidão da igreja dos últimos tempos.
Precisamos, portanto, verificar como
isso poderia estar acontecendo, pois tudo indica que estes anjos maus estariam
agindo nas mentes de pessoas influentes para a perdição, da mesma forma como
agem os anjos bons nas mentes dos verdadeiros filhos de Deus.
Já vimos que é o Espírito Santo que
influi em nossa mente através da Palavra inspirada, tendo os anjos bons a Seu
serviço. Até aqui não há nenhum mistério. Partindo deste princípio, não seria
mera especulação relacionar a mornidão espiritual dos membros de Laodiceia com a
contrafação do maligno, agindo por meio de traduções tendenciosas da Bíblia,
feitas justamente por pessoas com intensões secretas, sem o comprometimento com
a verdade, no sentido de sequestrar a fé do cristão verdadeiro, visando seus
próprios interesses.
Não temos dúvidas de que todos os
textos originais da Bíblia foram inspirados, conforme 2 Timóteo 3: 16:
“Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a
repreensão, para a correção, para a educação na justiça...”.
Mas, afinal, o que sabemos das
traduções? Apenas temos ouvido as explicações de que o Senhor tem cuidado de
preservar também as traduções.
Acreditamos nisso porque, afinal, se
as traduções não fossem preservadas, de que serviriam os textos originais? Mas,
afinal, quanto às traduções, o que dizem as Escrituras? Temos, em 2 Pedro 1:
20-21 uma séria advertência:
“Antes de tudo, entendam
isto: nenhuma profecia da Escritura deve ser interpretada por um indivíduo em
particular; porque nunca uma profecia procedeu como resultado da vontade humana
- pelo contrário, pessoas movidas pelo Espírito Santo anunciaram a mensagem da
parte de Deus”. NT Judaico.
Este verso adverte que, antes de tudo, se tenha cuidado com
interpretações provenientes de um único tradutor, o qual poderia eventualmente
modificar os termos originais e, desta forma, estar entrando em contradição com
o conjunto dos textos sagrados, e que, por isso, devemos comparar a sua obra
com outras traduções e com outras passagens correlatas, para avaliar sua
credibilidade.
Em outras palavras, o texto nos
informa que as traduções não são necessariamente inspiradas, havendo mesmo um
sério risco de apresentarem distorções para justificar teorias pré-concebidas,
que poderiam ser identificadas pelo exame da coerência entre as demais porções
da Bíblia.
O Senhor está nos revelando que
pessoas de mente cauterizada poderiam mudar o sentido de alguns textos, segundo
o seu próprio entendimento, mas sem a capacidade para mudar todos os textos
correlatos, deixando, assim, os vestígios de seus erros. É aqui que podemos
encontrar a atuação de Deus para, a um só tempo, preservar a autenticidade das
Escrituras, bem como de sua tradução, em benefício dos que verdadeiramente
estão interessados na salvação.
Pensando nessa possibilidade e na
saudável recomendação de se consultar mais de uma versão da Bíblia, nos veio à
mente alguns desvios de tradução que já são bem conhecidos. Vejamos, como
exemplo, a falta de uma vírgula no texto de Lucas 23: 43, na versão Revista e
Atualizada que assim se expressa:
“Jesus Lhe respondeu: Em verdade Te digo que hoje estarás Comigo no
paraíso”.
Esta tradução, referente ao
arrependido ladrão que foi crucificado com Jesus, contraria até mesmo o
pensamento do próprio ladrão exposto no verso anterior: “quando vieres no Teu reino”.
Traduzida sem vírgula, esta passagem induz à
teoria dos mortos justificados irem imediatamente para o céu, o que entra em
contradição com outras passagens, dentre as quais, citamos aquela pronunciada
três dias depois pelo próprio Jesus, quando Ele, ressurreto, recomendou à
Maria:
“Não Me detenhas; porque ainda não subi para o Meu Pai, mas vai ter com
Meus irmãos, e dize-lhes: Subo para Meu Pai, para Meu Deus e vosso Deus” - João 20: 17.
Observa-se aqui que Jesus, ainda no
domingo da ressurreição, não havia subido para o céu, deixando claro que as
palavras ditas anteriormente ao ladrão na cruz tinham sido mal traduzidas.
Isso aconteceu para que não
tivéssemos dúvidas a respeito dessa questão. Aquele ladrão morreu e foi
sepultado, como Jesus foi. E, como tal ele se encontra, aguardando a
ressurreição dos mortos como conclui o credo católico:
“... Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos
santos, na remissão dos pecados, na
ressurreição da carne e na vida eterna, amém”.
Ora, se Paulo em I Tessalonicenses 4:
16 afirma que os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, por ocasião da volta
de Jesus, em glória e majestade, a teoria de Dimas, o bom ladrão, ir
imediatamente para o céu, veiculada na tradução de João Ferreira de Almeida não
se harmoniza com o restante da Palavra de Deus e nem mesmo com o credo
católico! Ademais, a situação dos mortos é claramente revelada em Eclesiastes
9: 5 e 10b, como segue:
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa
nenhuma, nem tão pouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no
esquecimento... porque no além para onde tu vais, não há obra, nem projetos,
nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.
Assim, para ficar coerente com as
demais Escrituras, a passagem de Lucas 23: 43, honestamente traduzida para o
português, precisaria receber uma vírgula, ficando da seguinte forma:
“Jesus lhe respondeu: Em verdade Te digo hoje, estarás Comigo no
paraíso”.
Felizmente essa forma correta da
tradução, já vem sendo adotada por várias versões modernas da Bíblia,
desfazendo naturalmente, o mal entendido provocado pela tradução do padre João.
Desta forma, para evitarmos ser
induzidos a uma falsa interpretação, que nos levaria à formulação de uma falsa
doutrina, precisamos, antes de tudo, estar atentos aos possíveis desvios dos
tradutores.
Nesta verificação devemos considerar
que as Escrituras foram inspiradas tanto por partes como em seu conjunto e, como
tal, devem apresentar harmonia entre os seus 40 autores.
Outro exemplo de desvio bem conhecido
da versão Revista e Atualizada diz respeito às consequências do fogo eterno,
relacionadas com a teoria da imortalidade da alma, explicitamente contestada em
Ezequiel 18: 4 e 20:
“Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do
filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá... A alma que pecar, essa morrerá” ...
A repetição proposital do verso
quatro, no verso vinte, visa dar ênfase ao fato de que a alma, na Bíblia,
representa apenas um ser vivo, nada mais. Contudo, com base na falsa premissa
da sua imortalidade, alguns tradutores tiveram que incluir nas Escrituras o
terrível viés do tormento eterno, ou seja, que uma pessoa condenada ao fogo,
nele deva permanecer para sempre devido à imortalidade da alma, o que não seria
justo, nem amoroso da parte de Deus.
Essa falsa interpretação tem
perturbado a mente de muitos sinceros filhos de Deus, por passar-lhes um
deformado senso do caráter divino.
Nem mesmo Satanás ficará para sempre
no fogo, senão vejamos o que dele se fala:
“Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio
profanaste os teus santuários; Eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e Te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te
contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti;
vens a ser objeto de espanto, e jamais
subsistirás” -
Ezequiel 28: 18-19.
Faz-se necessário, portanto, que
todos os textos bíblicos que falem do fogo eterno sejam compatibilizados com
estes, e corrigidos.
Com relação à profecia de Laodiceia
ser vomitada, o seu texto original em Apocalipse 3: 16 é o seguinte:
“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da
minha boca”.
Um judicioso e influente irmão, não
acreditando que sua amada igreja pudesse um dia ser vomitada, confessou-me ter
mudado o texto para “... estou a ponto de
vomitar-te”.
Esta tradução
distorce, completamente, o que Cristo realmente disse!
Felizmente esta distorção só
aparece a partir da versão Revista e Atualizada, onde esta mudança foi
introduzida, em anos recentes. Mas, apesar de se tratar de um erro de tradução
de apenas poucas décadas, já é defendido por muitos como tendo sido extraído do
texto original.
Partindo destes breves
antecedentes julgamos imperioso comparar as diferentes versões da Bíblia para
verificar a hipótese de outras possíveis e importantes contradições, motivadas
por tradutores não comprometidos com a verdade que, agindo sem censura,
passaram a contaminar a Palavra de Deus a partir, principalmente, do segundo e
terceiro séculos do Cristianismo.
Acreditamos que a
conivência pacífica com estas antigas distorções esteja condicionando o
sequestro da fé e a mornidão crônica na Igreja de Laodiceia, comprometendo, de
um lado, o despertamento espiritual tão necessário aos santos dos últimos dias,
e de outro, a reforma de vida, condicionada à correção das falsas traduções da
Bíblia.
Dada à
importância deste tema e, evitando nos alongar mais do que convém, resolvemos
dar continuidade ao mesmo em um opúsculo a ser editado oportunamente.
Sugerimos aos que quiserem seguir
adiante nesta trilha, numa investigação particular, que levem sempre em
consideração a admoestação sagrada de que “toda
a Escritura é inspirada por Deus” – 2 Timóteo 3: 16 e, como tal, deve
apresentar-se como uma cadeia perfeita, prendendo-se um elo ao outro,
explicando-se mutuamente e sem a menor contradição.
Onde for encontrado um ponto
incongruente este deverá ser examinado até remover a dúvida, à luz de versões
paralelas e mesmo de textos correlatos dentro da mesma versão. A coerência
entre os diferentes textos das Escrituras bem pode ter sido uma forma provida
por Deus para expurgar os erros e preservar a sua originalidade.
A grande fraqueza de Laodiceia tem
sido ficar mais dependente de homens do que de Deus. Os membros desta igreja
vêm desonrando a Deus por não reconhecer Sua suficiência, cobiçando comodamente
a influência humana.
Foi assim que Israel se enfraqueceu.
O povo desejou ser como as nações do mundo, de modo que insistiu para ter um
rei. Preferiram ser inspirados por um homem, ao qual podiam ver, em lugar de
ser guiados pelo poder divino que até então os havia conduzido e lhes dado à
vitória nas batalhas.
Fizeram sua escolha, e o resultado
foi observado na destruição de Jerusalém e na dispersão da nação.
Não podemos repousar nossa confiança
em homem algum, não importa quão preparado e elevado seja, a menos que ele
mantenha firme a base de sua confiança em Deus, e coerência absoluta com o
conjunto de Sua Palavra.
Sendo que a história sempre se repete
para aqueles que não conhecem a história, devemos buscar a reforma e a
renovação espiritual de forma responsável, conforme nos é apresentada em
Efésios 5: 18b-20:
“Enchei-vos do Espírito,
entretendo-vos com salmos, com hinos e cânticos espirituais, cantando e
celebrando de todo o coração os louvores do Senhor; dando continuamente graças
por tudo a Deus o Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns
aos outros no temor de Deus”.
Estes versos nos ensinam que o Poder
celestial se amplia no clima gracioso que se forma pela presença do Espírito
para aqueles que se preocupam em criar tais condições, visando respirar essa
atmosfera vivificante e renovadora do viver saudável e da comunicação com o
céu.
Estes haverão de desenvolver o
caráter até a estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus, da mesma
forma como crescem e se desenvolvem aqueles que respiram o ar que refrigera a
vida física.
Ora, se o Espírito Santo é o Poder
que nos foi prometido pelo alto, para nos afastar das coisas desta terra e
eliminar nossas inclinações para o pecado, é coerente imaginar que o maligno
esteja envidando as suas mais audaciosas energias para bloquear o efeito da estratégica divina no coração do ser
humano, conforme citado no início deste capítulo. (1 Timóteo 4: 1-2.)
Estamos formulando esta hipótese
porque constatamos que o Espírito tão necessário para alcançarmos a vida plena
em Cristo não vem atuando na medida do necessário para modificar nossa aparente
indiferença com relação à vida eterna.
A questão que estamos levantando é a
de que se o Espírito Santo, misericordiosamente providenciado para encher a
nossa alma com o desejo de santidade, de salvação e para gravar as palavras de
Deus em nossa mente até ao ponto de nos convencer do pecado, da justiça provida
na cruz, e do juízo que teremos de enfrentar quando formos avaliados em breve,
no juízo dos vivos, por que, então, não nos regozijamos mais com este dom
fundamental e não oramos mais por Ele?
Se este é o meio estabelecido pelo
céu para iluminar a nossa trilha para que não erremos o caminho da vida, por
que, então, após nos batizarmos não passamos a sentir fome e sede por Ele, como
seria de se esperar?
Devemos pesquisar o que estaria
bloqueando a preciosa dádiva que tanto necessitamos e que o Nosso Pai celeste
prometeu nos conceder, com abundância, a fim de que alcancemos a renovação de
nossa vida espiritual.
Uma boa hipótese a ser testada seria
a de verificar se a nossa reforma não teria mais sucesso se começasse por uma
reorganização mental alicerçada na oração, no louvor e no testemunho,
totalmente isenta das contradições proporcionadas pelas traduções humanas. Se
essa hipótese viesse a ser confirmada, teríamos um resultado interessante: quem
não estiver disposto a efetuar as mudanças requeridas pelo céu, continuaria
morno até ser vomitado. Os demais seriam enriquecidos pela chuva serôdia do
Espírito de Deus.
Falsas teorias acerca de Deus
“E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado,
evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como
falsamente lhe chamam” - 1
Timóteo 6: 20.
O quadro espiritual que nos leva à
segunda plenitude dos tempos, não é o de um mundo convertido, mas de uma
humanidade correndo para atingir o seu ponto mais degradante.
Os próprios fundamentos da sociedade
estão sendo desarraigados e a vida se tornando falsa e artificial.
Desgostosos com fábulas e falsidades,
e procurando abafar o pensamento, muitos volvem à incredulidade e ao
materialismo.
E é neste clima em que a verdade, a
honra, a integridade e a compaixão estão em baixa, que teorias sem a
sustentação da Palavra de Deus aproveitam para invadir o campo da teologia. Tal
é o que diz Romanos 1: 21-22:
“Porquanto,
tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças;
antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo lhes o
coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”.
Dentre essas teorias enganosas se
destaca o Panteísmo, acolhido por grande parte das criaturas racionais.
Trata-se de um sistema filosófico que identifica a Divindade com o mundo e,
segundo o qual, Deus é o conjunto de tudo quanto existe.
Esta teoria espiritualista de um Deus
impessoal, difundido principalmente através da natureza, remove a necessidade
da expiação e faz do homem seu próprio salvador. Removendo Deus de Sua
soberania, a criatura põe sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, é
destituído de qualquer valor.
O homem fica assim sem barreiras que
o proteja contra o pecado. Rejeitadas as restrições da Palavra de Deus e do Seu
Espírito, tais pessoas não imaginam a que profundezas poderão cair. Por isso
não podemos aceitar nem defender teorias deste tipo que não tenham a devida fundamentação
bíblica.
No início do Século XXI cresce,
também, o Gnosticismo, cuja etimologia está ligada à palavra sabedoria. O homem
moderno busca relativizar tudo e pretende ter o conhecimento das ideias
religiosas por meio da razão. O gnóstico se reconhece como um religioso mais
elevado por não admitir a salvação pela fé, nem mesmo pelas obras e sim pelo
seu próprio discernimento. Em face do esfriamento da fé e do amor, bem como da
comercialização da verdade espiritual, esta falsa doutrina vem se alastrando e
se convertendo noutra importante adversária do verdadeiro Cristianismo.
Não podemos, porém, aceitar meras
teorias especulativas como fatos científicos e nem admitir que a Palavra de
Deus deva ser provada pelos ensinos desta falsamente chamada ciência.
O Criador e suas obras estão além da
compreensão das mentes limitadas que, por não poderem explicar a realidade
espiritual pelas leis naturais, consideram a historicidade bíblica não digna de
confiança.
Os que duvidam da Bíblia, facilmente
põe em dúvida a existência de Deus, atribuindo à natureza o poder infinito.
Desta forma muitos são ludibriados e desviados da fé. A palavra de Deus, no
entanto, nos previne contra este tipo de apostasia, como vimos em I Timóteo 6:
20.
A deturpação das Escrituras
“Pois
haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão
de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo cócegas nos
ouvidos” - 2 Timóteo 4: 3.
Estamos vivendo neste tempo do
descarte da sã doutrina, o que se pode comprovar pela existência de milhares de
denominações cristãs.
Dentre as manobras bem sucedidas do
dragão vermelho, que foi definido em Apocalipse 12: 9, está a criação de uma
Nova Era com base no Espiritismo.
Trata-se de uma teoria conspiratória
global, na qual um grupo poderoso e secreto planeja dominar e escravizar a
humanidade por meio de um governo mundial único. Seu objetivo é derrubar
governos e erradicar religiões, unificando as nações numa Nova Ordem Mundial
com base em uma moeda única e numa religião universal falsa.
Instrumentalidades satânicas estão
trabalhando para as Nações Unidas, a principal organização mundial
patrocinadora deste programa.
Trata-se da construção de uma Torre
de Babel, a qual já se encontra muito elevada e que só Deus poderá derrubá-la,
o que fará muito em breve.
O apóstolo Pedro trata de como
devemos esperar o Senhor, vivendo vida reta e estudando as Escrituras e nos
adverte contra uma falsa orientação muito recorrente no meio cristão atual, de
que opiniões divergentes a respeito da verdade não trarão consequências para a
salvação; de que basta ter fé e viver uma vida muito melhor do que antes de
conhecer a Palavra de Deus.
Este é um dos enganos mais bem
sucedidos do maligno, porque ele sabe que somente a verdade, recebida no
coração por amor à mesma, é que santifica a alma de quem a recebe.
Não podemos deixar a nossa salvação
na dependência de terceiros. Devemos dar o tempo devido para aprender as
questões mais difíceis, orando para que possamos olhar todos na mesma direção.
A unidade em Cristo implica em
unidade doutrinária; do contrário estaremos nos nivelando com Babilônia.
Observemos a seguinte colocação de Pedro, se referindo a Paulo:
“Ao falar acerca destes assuntos, como, de fato,
costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis
de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as
demais Escrituras, para a própria destruição deles” - 2 Pedro 3: 16.
Portanto, quando houver pontos de
vista diferentes concernentes à Palavra de Deus, devemos aprofundar os estudos
e a oração para dirimir as dúvidas. Fiquemos atentos porque o diabo está
plantando joios em nosso meio, para roubar o nosso alimento, tirar a nossa
força e o nosso poder espiritual que só se fortalece através da unidade,
conforme o salmo 133.
É tempo de termos uma luz plena não
somente sobre os sinais dos tempos, como dos assuntos mais complexos da Bíblia.
Nenhuma igreja poderá prosseguir no caminho da santificação, a menos que seus
membros estejam fervorosamente na busca da verdade, como se estivessem na busca
de tesouros escondidos.
Sinais
no mundo social
Devido à mornidão espiritual da
igreja, às falsas teorias que porfiam pela predominância e à incrível
multiplicação dos meios de dispersão intelectual e de comunicação, os sinais
sociais profetizados para o nosso presente são de um mundo francamente
paganizado.
E dentre os sinais mais notórios da
última geração da Terra, destaca-se a descrença na Segunda Vinda literal de
Jesus, em Sua gloriosa majestade.
Mesmo dentre aqueles que acreditam
nesta bendita esperança, a maioria vive como se ela nunca fosse acontecer. Se
os primeiros sinais do tempo do fim foram marcados na Bíblia para serem vistos na
natureza e nos astros, os últimos poderão também ser observados nas pessoas que
vivem ao nosso redor, como poderemos observar a partir do próximo capítulo.
Características humanas, nos
últimos dias
O escárnio dos despreparados
“... tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com seus escárnios, andando
segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?
Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o
princípio da criação” - 2 Pedro
3: 3-4.
Estes dois versos apresentam seis
pontos diferentes que merecem destaque. Inicialmente, salientam o conselho para
tê-los em conta. Que além de não ignorá-los ou esquecer sua mensagem,
deveríamos considerá-los do ponto de vista prático.
O segundo ponto é: “antes de tudo”. Este termo destina-se a
reforçar ainda mais a importância do seu conteúdo. Não só ter em consideração o
que o texto apresenta, mas fazer isso com prioridade.
O terceiro ponto a ser destacado é o
de que os destinatários desta declaração estariam, especificamente, vivendo nos
últimos dias, se constituindo, portanto, em um sinal evidente do tempo do fim.
E o que é que devemos tomar em
consideração, antes de qualquer coisa, no tempo do fim? É o fato de que “Virão escarnecedores”.
Neste quarto ponto Pedro nos adverte
sobre os zombadores da Palavra e das profecias que apareceriam em nosso meio,
conforme os sinais no mundo religioso vistos anteriormente no item b.
O quinto ponto fala da natureza
destes escarnecedores:
“...
andando segundo as suas próprias paixões”.
Trata-se, portanto, de pessoas
aparentemente religiosas, mas descomprometidas com a verdade; são carnais pois
que, segundo a definição de I Coríntios 3: 1-3 elas foram batizadas mas andam
segunda a carne, permanecendo criancinhas em Cristo, sem o devido discernimento
espiritual.
E sobre o que estariam mofando ou
fazendo troça? Este é o sexto ponto e o centro da mensagem desta seção:
estariam dizendo “onde está a promessa da
Sua vinda?”
Esta interrogação indica que nos dias
do retorno literal de Jesus, enquanto alguns estariam atentos sobre a iminência
do mesmo, a maioria estaria ridicularizando, não dando crédito e buscando tirar
a importância desta pregação, disseminando a dúvida e questionando: onde está a promessa da Sua vinda? Isto
é, de onde saiu está ideia maluca? Não se pode interpretar estas passagens
literalmente! Outros ainda dizem: não estamos autorizados a tratar deste
assunto, porque o dia e a hora da volta de Jesus ninguém sabe.
Deveras, a abordagem deste tema tem
causado muita contradição.
E, realmente, apesar da proclamação
da Segunda Vinda de Jesus ser estimulada pela Bíblia, observamos severa
oposição de muitos dentre os crentes e descrentes. No fundo, estas pessoas não
desejam ouvir sobre a iminência da vinda do seu Senhor, porque tremem pela
possível exposição de seus pecados ocultos. Muitos não se limitam a não querer
ouvir os argumentos da Bíblia como também ridicularizam aos que se interessam
pelas promessas do seu Salvador.
O que mais impressiona é que parte
importante deste grupo se encontra entre os mais prestigiados pregadores da fé
cristã.
Dentre os que ensinam a religião até
o papa atual desdenha do retorno de Jesus em glória e majestade. Seus clérigos
bem como a grande maioria dos pastores evangélicos escarnecem, abertamente,
desta promessa gloriosa, citada cerca de 2000 vezes na Bíblia. Não se conformam
de apenas escarnecer, mas, ainda, chamam de fundamentalistas aos que seguem a
Palavra de Deus literalmente, assim como ela se encontra nas Escrituras.
Ser fundamentalista não é a questão.
O problema maior é que para os escarnecedores mais ostensivos, os
fundamentalistas religiosos, apesar de desarmados, são tidos na conta de
pessoas tão perigosas quanto os fundamentalistas políticos, isto é, quanto aos
terroristas. Fundamentalista é, portanto, o termo moderno inventado para
substituir a palavra herege, que foi usada no passado para perseguir e matar os
filhos de Deus.
A carta
apostólica que demarcará a contagem regressiva dos últimos três anos e meio da
Terra, nos quais grassará terríveis perseguições contra os fundamentalistas já
tem título: ‘Dies Domini’ ou dia do Senhor, exaltando o domingo como dia de
adoração. Foi redigida pelo papa emérito Bento XVI e publicada em 1998 por João
Paulo II. E é neste clima de arrogante descrença que surge o nosso segundo
sinal social.
Indiferença com relação à
Segunda Vinda de Jesus
“Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que
eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do
Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis
que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem às dores de parto à que está
para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão
vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do
dia; nós não somos da noite, nem das trevas” - I Tess. 5: 1-5.
O apóstolo Paulo está fazendo
referência a duas classes de pessoas que facilmente encontramos em nossos dias:
uma formada pelos que atendem à admoestação do Salvador e são exaltados pelo
céu como filhos da luz e outra, para a qual o aparecimento do Senhor há de ser
uma esmagadora surpresa, cujos participantes ‘de modo nenhum escaparão’.
Diante destas considerações,
repassemos um verso do profeta Amós apenas para fazer um teste:
“Certamente o Senhor não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu
segredo aos Seus servos, os profetas” - Amós 3: 7.
O que significam essas palavras? Que
a Segunda Vinda de Jesus, pela sua importância, certamente teria um lugar
preferencial nesta lista dos eventos revelados! E, por conseguinte, ela,
também, deve estar claramente indicada na Bíblia, mesmo sem revelar o dia e a
hora! E nós perguntamos: quem já encontrou claramente indicada, estas passagens
nas Escrituras? Ou será que ainda estamos perguntando incredulamente e, talvez,
com escárnio ou medo, onde está a
promessa de Sua Vinda?
Graças a essa revisão de sinais que
estamos realizando já encontramos algumas mensagens que satisfazem essa questão
com relativa precisão e não temos nenhuma razão para não estarmos convictos
delas! Temos percebido tratar-se de mensagens santificadas, cheias de amor e
encorajamento, destinadas a iluminar a senda dos fieis, quando estiverem na sua
hora mais difícil.
Reconhecemos, contudo, ser raro
encontrarmos pessoas com ideias claras sobre estes faróis do tempo profético.
Elas geralmente se conformam com ideias vagas como o ‘venho sem demora’ de Jesus, citado em Apocalipse 10: 6, sem
demonstrar interesse em descobrir o que o Senhor quis dizer com estas palavras
indeterminadas para os indiferentes. Ora, se a questão é essa dentro dos arraiais
da Igreja remanescente, como estaria a situação no meio dos incrédulos?
Lúcifer conhece bem as profecias e
busca camuflá-las o melhor que pode para desviar a nossa atenção das mesmas;
por meio de seus atalaias ele proclama: ‘Paz, paz!’ quando Deus não está falado
de paz. Além de se recusarem a entrar no reino do céu, esses obreiros
fraudulentos buscam embaraçar os que querem entrar, alimentando a dúvida. Dizem
não se oporem a Segunda Vinda de Jesus, mas, unicamente à marcação de datas,
enquanto Paulo afirma que o céu não oferece nenhuma garantia para os que fazem
questão de ignorar a verdade. Para distrair e tapear os incrédulos, o diabo
oferece um falso ministério social, sobre o qual trataremos a seguir.
A síndrome das falsas curas
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor,
como leão que ruge procurando alguém para devorar” - I Pero 5: 8.
Satanás desceu com grande poder e
muitos estão sendo enganados por suas falsas operações de cura. Os que rejeitam
os mandamentos de Cristo e Sua justiça aceitarão este sofisma que está
inundando o mundo por meio de homens que, sob a influência maligna, estão
seduzindo as massas, fingindo operar milagres.
Espíritos maus acham-se ativamente
empenhados na busca de controlar a mente dos seres humanos. Mas nós não
precisamos ser enganados. No âmbito deste sinal, Satanás faz com que as pessoas
fiquem doentes, e depois, de repente, remove delas o seu poder satânico, sendo,
então consideradas como curadas. Estas obras de cura, aparentemente
miraculosas, estão levando muitos cristãos sinceros à prova.
Mas se aquelas pessoas por meio das
quais as curas são realizadas acham-se dispostas, por causa destas
manifestações, a desculpar sua negligência quanto à observância da Lei de Deus,
continuando em desobediência, não se segue que possuam o grande poder de Deus.
Ao contrário, fica claro tratar-se do poder operador de milagres do grande
enganador. Isto porque o diabo é o principal transgressor da Lei moral.
Somos advertidos que nos últimos dias
ele trabalhará com sinais e prodígios da mentira e continuará com esses
prodígios até ao fim do tempo de graça.
Vejamos mais essa advertência, em
Apocalipse 13: 14:
“Seduz os que habitam sobre a Terra por
causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que
habitam sobre a Terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à
espada, sobreviveu”.
Este falso poder de cura somente
prevalecerá até ao fechamento da porta da graça, pois, quando cair a primeira
praga, a das úlceras malignas, este falso poder perseguidor, semelhante ao da
besta medieval, será desmascarado porque Satanás nada poderá fazer para curar
tais úlceras malignas. O Senhor começará as pragas por meio de feridas
incuráveis e dolorosas para desmascarar estes charlatões que desviaram as suas
vítimas da salvação.
A síndrome dos tóxicos
“Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias
da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam os
teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus Te pedirá conta” - Eclesiastes 11: 9.
Dentre os problemas sociais crônicos
dos últimos dias se destaca a a busca por prazeres, ligada à delinquência
juvenil que se alastra como uma lepra, sem que ninguém possa fazer alguma coisa
para impedi-la. Por trás dela se encontram a impunidade e um formidável
laboratório de Satanás: o das drogas.
A antiga serpente tem levado muitos
jovens por um caminho descendente até que percam a sensibilidade da
consciência, ficando, também, sem o temor de Deus. Sujeitos a vícios cada vez
mais escravizadores, exercem cada vez menos domínio próprio, enquadrando-se aos
poucos nas características citadas por Paulo em Romanos 1: 28-31:
“Como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus,
Ele os entregou aos seus maus pensamentos, para que façam o que não devem.
Estão cheios de perversidade, maldade, avareza, vícios, ciúmes, crimes, lutas,
mentiras e malícia. Difamam e fazem mal uns aos outros. Odeiam a Deus e são
atrevidos, orgulhosos e vaidosos. Inventam muitas maneiras de fazer o mal,
desobedecem aos pais, são imorais, não cumprem a palavra, são malvados e não
têm pena dos outros”. NTLH.
Quando os jovens são convidados a
beber socialmente, Satanás, aos poucos, leva-os das bebidas leves para as mais
fortes, conduzindo-os, também, do fumo à maconha e desta, à cocaína e ao
crack..., passando-os, rapidamente, de um a outro estágio de aviltamento,
alavancando o crime e a prostituição.
O maligno parece determinado a
colocar sob sua sujeição toda a raça humana, por quem Cristo pagou um preço
infinito para restaurar nela a imagem moral de Deus. Como, porém, a oferta de
Jesus para a remissão dos pecados exige paciência para ser totalmente
alcançada, a maioria da juventude corre desenfreada atrás de vantagens
imediatas que acabam proporcionando uma sociedade incrédula e violenta.
Faríamos bem em considerar o sábio
conselho de Eclesiastes 11: 9, já citado, evitando ouvir muito das impiedades e
crimes que existem. Mediante influências como estas, a sociedade vem se
desmoralizando e as sementes da anarquia e da impiedade, sendo defendidas e
alastradas. Devemos devotar nosso tempo em adquirir capacidade para o serviço
de Deus. Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e toda a faculdade de nosso
ser deve ser consagrada a objetivos dignos.
A concentração da riqueza
“Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas
desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as
vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos
de ferrugem, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há
de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos
trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude
está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor
dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a Terra; tendes vivido nos
prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança. Tendes condenado
e matado o justo, sem que ele vos faça resistência” - Tiago 5: 1-6.
A descida para a segunda e última
plenitude dos tempos vem sendo destravada pela ganância implacável e ambição
desmedida, as quais vêm dando origem a uma desconfiança universal.
A ideia da dignidade e dos direitos
humanos vêm sendo postos de lado como se fossem uma fábula. O direito das
pessoas do povo comum vem sendo subordinado à ambição daqueles que se encontram
na busca do luxo e do poder proporcionado pela concentração da riqueza.
Esta anomalia social, favorecida pela
impunidade, tem alcançado proporções que não conhecem limites, superando a
própria predição bíblica, roubando as oportunidades para a educação das camadas
mais pobres da população.
Muitos dos desassistidos têm se
rebelado contra Deus, se entregando também às paixões terrestres e à busca
fácil de subir na vida.
A procura do poder, da comodidade e
da condescendência própria, tem provocado muitos escândalos, envolvendo
políticos corruptos e pessoas aparentemente idôneas, mas que enchem as páginas
dos noticiários policiais
Verdadeiras fortunas de procedência
desonesta são empregadas para proteger o tráfico, o vício e toda a sorte de
crimes, de modo a universalizar o mal.
Somas gigantescas de recursos
financeiros são enviadas para Bancos situados no exterior, de onde muitas vezes
nunca chegam a ser retiradas. É como se lá ficassem cobertas pela ferrugem,
como diz a Palavra de Deus.
Propriedades acumuladas
egoisticamente é o fruto desta opressão que se processa em detrimento da saúde
e do bem estar de muitos dos filhos de Deus. Os ricos, no entanto, indiferentes
ao clamor dos ceifeiros dão sentido às palavras de Isaías 56: 12:
“Vinde, dizem eles, trarei vinho, e nos encharcaremos de bebida forte; o
dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso”.
Em decorrência dos atos destes maus
servos que comem e bebem com seus iguais, unindo-se com o mundo na busca do
prazer, muitos são condenados à miséria e à clandestinidade. Mas a palavra de Deus, lá do céu os adverte,
dizendo que “lhes sobrevirá repentina
destruição e de nenhum modo escaparão”! 1 Tessalonicenses 5: 3.
Precisamos entender que “a vida de um homem não consiste na
abundância dos bens que ele possui” - Lucas 12: 15 b.
A riqueza em si não é um mal. O
problema é quando ela se transforma em um ídolo, tomando o lugar de Deus.
A degeneração dos princípios
“Lembre-se disto: Nos últimos dias haverá tempos difíceis. Porque os
homens serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos,
desobedientes aos pais, e não terão respeito à religião. Não terão amor para
com os outros, e serão duros, caluniadores, sem domínio próprio, violentos, e
inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos, e cheios de orgulho. Amarão mais
os prazeres do que a Deus. Terão a forma
exterior de nossa religião, mas rejeitarão o seu verdadeiro poder” - 2 Timóteo 3: 1-5.
O cumprimento desta
profecia, no mundo cristão, é muito difícil de esconder. A degeneração da
sociedade talvez seja uma das variáveis mais fáceis de ser verificada porque se
encontra estampada em todos os jornais produzidos pela mídia, tanto local, como
nacional e mundial. Satanás não só leva as pessoas à miséria como também se deleita
em divulgar seus crimes, de todas as formas possíveis, no sentido de estimular
a prática do mal.
O que mais impressiona é
o fato de nossos filhos estarem incluídos nesta vergonhosa fotografia bíblica.
Sinais no mundo econômico
A última
crise
O
profeta Sofonias identifica a chegada de um sinal econômico inconfundível, de
nível mundial, e que já vem assolando a humanidade.
A evolução deste sinal ainda servirá
de pretexto para a tentativa de destruir o povo de Deus situado na Palestina, o
qual terá de enfrentar a mais sangrenta batalha de todos os tempos.
Mas será por meio desta série de
eventos dramáticos na Terra Santa que virá o despertamento do remanescente de
Israel para que o mesmo recupere o espaço perdido como líder espiritual da
Terra.
Comecemos a considerar este sinal,
profetizado há milênios e que já está em curso há dezesseis anos.
A queda das torres gêmeas
“Está
perto o grande Dia do Senhor; está perto
e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo e nele clama até o
homem poderoso. Aquele Dia é dia de indignação, dia de angústia, e dia de
alvoroço e desolação, dia de escuridão e negrume, dias de nuvens e densas
trevas, dia de trombeta e de rebate
contra as cidades fortes e contra as torres altas” - Sofonias 1: 14-16.
O Dia do Senhor, neste contexto,
envolve um pequeno período profético no qual Deus estaria atuando mais
diretamente nos negócios do homem moderno, permitindo que o mundo seja
conduzido para o seu grande final.
O sinal que nos situa nos últimos
elos da corrente do tempo profético e que sinaliza para o que poderemos esperar
ainda em nossa geração foi indicado no versículo dezesseis. Trata-se do
alvoroço e desolação que foram traduzidos como segue:
“... aquele Dia, que muito se
apressa... é dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra
as torres altas”.
Ora, este conteúdo genérico do Velho
Testamento pode ser facilmente distinguido na derrubada das duas torres gêmeas
do World Trade Center, consideradas, até suas quedas, as mais altas e
indestrutíveis do mundo.
Não obstante a sua condição de total
segurança, terroristas do grupo Al Qaeda, criado em 1980 para lutar contra a
influência ocidental sobre o mundo árabe, lograram pô-las abaixo no lendário
dia 11 de setembro de 2001, arriando com elas o maior centro financeiro do
planeta, situado em Nova Iorque.
O ataque ao Pentágono, nesta mesma
operação de guerra contra as torres altas, certamente foi incluído para dar o
sentido exato às palavras do profeta Sofonias que se referem também ao ataque
às duas cidades mais fortes e melhor vigiadas da Terra: Washington e Nova
Iorque.
Esta ação terrorista foi assumida
como sendo uma contestação do mundo árabe contra as seguidas intervenções
ocidentais no Oriente.
Um terceiro aspecto importante para
os que estudam os sinais dos tempos foi o emprego da palavra trombeta,
traduzindo o pensamento de uma declaração de guerra, como foi realmente
considerada pela corte americana.
E, no contexto de que se apressa para
o fim do mundo, esta palavra evoca, também, as trombetas do Apocalipse,
programadas para demarcar o início da contagem regressiva dos últimos sete anos
da História.
Acreditamos ser difícil encontrar uma
ocasião mais ajustada para o cumprimento desta profecia. Tudo indica ser este
um elemento fundamental na composição do quebra-cabeça profético, e decisivo
para o desdobramento das últimas profecias que ainda encaminharão as nações do
mundo para o vale de Josafá, conforme examinaremos na próxima seção.
Os desdobramentos da Última crise
“Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá, porque ali me
assentarei, para julgar todas as nações em redor” - Joel 3: 12.
O profeta Joel está se referindo à
primeira fase do juízo dos vivos que contempla, inicialmente, o Oriente Médio,
mas que se expandirá por todos os países que se envolverão neste conflito,
conforme citado em Joel 3: 1:
“Eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá
e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de
Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do Meu povo, e da Minha
herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a Minha
terra entre si”.
Os Estados Unidos da América já se
encarregaram de levar a crise americana para o seu segundo estágio, quando
rebateram o ataque sofrido contra Nova Iorque e Washington, invadindo o Estado
Islâmico do Afeganistão, em 7 de outubro de 2001, dando curso as ações que,
finalmente, levarão ao julgamento de toda a banda oriental do planeta.
O Emirado Islâmico do Afeganistão é
um país soberano do centro da Ásia, limitado pela China, Paquistão, Irã, entre
outros, sendo comandado desde 1996 pelo grupo terrorista Talibã. A ação militar
americana e de suas forças aliadas foram justificadas porque os afegãos deram
guarida a Osama Bin Laden, o mentor do grupo Al Qaeda e reconhecido herói dos
Talibãs.
Assim, o cenário inicial da última
crise recebeu a inclusão das forças da OTAN caçando e prendendo suspeitos de
atividades terroristas, no Afeganistão, e enviando-os para a base Guantánamo,
em Cuba.
Osama Bin Laden acabou sendo morto,
mas o problema não foi solucionado porque a ação da política antiterrorista
comandada pelos EUA não chegou a ser definitiva. O grupo Talibã teve suas
atividades interrompidas pela intervenção estrangeira mas, com a retirada das
tropas invasoras o terrorismo em geral acabou saindo fortalecido. Os Talibãs
retomaram o controle de boa parte do território Afegão, decididos a implantar a
lei sharia ou islâmica, também no Paquistão. Isso sem falar no estremecimento político
gerado contra o Ocidente, em toda a vizinhança do Afeganistão.
Em 2002, um ano depois da queda das
Torres Gêmeas, surgiu o grupo Boko Haram, cujo nome significa: a educação não
islâmica é pecado.
Esta foi outra organização antiocidental,
cujo objetivo foi à implantação da lei sharia na Nigéria. Este grupo terrorista
se aliou com o grupo gihadista Estado Islâmico, surgido em 2013 como
dissidência ou talvez como uma franquia do Al Qaeda, visando à criação de outro
Emirado Islâmico, agora no Iraque, onde a ação norte-americana também não foi
definitiva, e na Síria, que atravessa uma dramática guerra civil, com centenas
de milhares de mortos e milhões de refugiados.
O objetivo final do Estado Islâmico é
fomentar uma guerra santa contra Israel, um aliado incondicional dos americanos
e que, neste tempo terminal, ainda será convertido num grande centro difusor de
espiritualidade para o mundo cristão.
A importância deste último grupo
terrorista é tão preocupante que mais de sessenta nações já se cadastraram para
lutar contra ele, inclusive Israel que apoia por meio do seu eficiente sistema
de informações. Não obstante os sucessivos ataques sofridos, o EI avança
aproveitando-se da desordem presente no Iraque, após a retirada das tropas
americanas, e na Síria, aonde diversos grupos terroristas, alguns deles sob a
tutela da América do Norte, já vêm, há meses, arrasando o país.
Desta forma, a crise política Norte
Americana, aflorada em 2001, declarada econômica e de caráter mundial em
2008/2009 vem se alastrando, sem nenhuma perspectiva de solução.
O jornal Correio Braziliense de
16/11/2014, Caderno de Economia, p. 13, tratando do último encontro do G20
(reunião dos representantes dos países ricos e dos emergentes, os quais
respondem por 85% da economia global), ocorrido em Brisbane, no litoral da
Austrália, informou que será preciso injetar US$ 2 trilhões na economia global
nos próximos cinco anos, na tentativa de recuperar pelo menos dois pontos do PIB
mundial.
E no encontro informal do BRICS, que
ocorreu na manhã do dia 15/11/14, antes da cúpula do G20 se reunir, a então presidente
brasileira Dilma Rousseff admitiu, textualmente que, “ao chegar ao final de 2014, vemos
frustradas nossas expectativas de recuperação da economia mundial”.
Os economistas brasileiros confessam
que nunca, como agora, o Brasil teve um problema tão grave de falta de
esperança, sem ver sinais de recuperação.
O governo Dilma que se mostrava
totalmente incapaz de executar um plano para restaurar a economia do país,
acabou sendo deposto em 2016; Impressiona a rapidez com que a deterioração
atinge os mais diferentes setores da sociedade.
Enquanto a inflação sai do controle,
a recessão avassala, as taxas de desemprego aumentam com velocidade, os juros
se mantêm elevados e a trajetória do crescimento da dívida pública deixa de ser
sustentável, alcançando mais de 170 bilhões de reais.
O país parou, literalmente e,
enquanto o governo interino de Michel Temer se preocupa em estancar a crise,
dois ministros de Estado caíram por corrupção, o presidente da Câmara dos
Deputados perdeu seu cargo e foi preso pelo mesmo motivo, e o presidente do
Senado Federal que se encontrava em situação cada vez mais crítica para
manter-se no poder, acabou destituído.
O Brasil, certamente, não é o país
mais ressentido pelo pesado efeito desta crise profetizada por Sofonias, sem
que estadista algum possa fazer alguma coisa para amenizá-la.
Os desgastes desta perigosa
conjuntura econômica mundial vêm tomando posse dos elementos políticos, dos
religiosos, dos sociais e até mesmo dos ecológicos, fortalecendo os planos
previstos para a consolidação da Nova Ordem Mundial, visando reunir as nações
para uma solução concertada de todos os problemas.
Mas o que os estadistas imaginam como
solução globalizada ainda detonará, irremediavelmente, a bomba relógio que vem
sendo armada pelo Ocidente no porão do Oriente Médio, desde quando a ONU
decretou a criação do Novo Estado Palestino, em Israel.
Dos graves conflitos que decorrerão
da guerra santa há muito profetizada, Israel sairá arrasado, mas vencedor. A
sua vitória, no entanto, funcionará como o sonido de uma trombetas de guerra
que atrairá os aliados dos países derrotados, os quais formarão uma
confederação de nações provenientes do Oriente e do Norte da Europa para o vale
de Josafá, onde se travará a grande batalha do Armagedom. Apesar de
circunscrita ao Oriente Médio, os reflexos desta guerra se propagarão
inevitavelmente para a banda ocidental do Planeta, culminando na queda das sete
últimas pragas, referidas em Apocalipse 15 e 16.
Esta placa profética, portanto, já
praticamente estabelecida revela ao mundo, o último indicador profetizado para
despertar o povo de Deus.
Laodiceia, no entanto, continua na
madorna espiritual e parece que só despertará, parcialmente, quando ouvir o
troar do Senhor proveniente do monte de Sião, quando será muito difícil
concluir a pregação do evangelho pelos meios convencionais.
A última igreja sabe que a vinda do
Senhor Jesus não é uma fábula, mas não consegue retirar os seus fiéis da
lassidão em que se encontram, enquanto aguardam o noivo que virá do céu para
levar os justos para a eternidade.
O tempo da vinda do Messias, porém,
já não será apropriado para a reforma de vida e nem para o reavivamento
espiritual, pois Jesus já estará trazendo o galardão para dar àqueles que
honraram a sua fé, apresentando um caráter semelhante ao Seu.
A transformação final profetizada não
visará corrigir defeitos de conduta, mas revestir os corpos físicos dos
vitoriosos com o toque da imortalidade, como descrito em I Coríntios 15: 53:
“Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da
incorruptibilidade, e que o corpo
mortal se revista da imortalidade”.
Não sejamos dispersivos nesta hora em
que mais de 85% da última geração já foi transcorrida. Há um condicionamento natural de dispersão
nos encantamentos da música profana, nos recursos dos computadores, celulares e
nos programas excitantes da televisão. O maligno sabe que podemos nos viciar
nestes entretenimentos e, por meio deles está buscando o domínio de nossa
mente, e da mente de nossos filhos, principalmente.
Quanto à leitura, todo aquele que
pretende ser um seguidor de Cristo, nestes momentos terminais da História,
deverá se interessar apenas pelo que é de valor real e eterno. A Palavra de
Deus contém os princípios divinos, as promessas celestiais, as provisões justas
e todos os outros ingredientes para a vitória final.
Os primeiros sinais referidos por
Jesus no Monte das Oliveiras já se cumpriram, como veremos no próximo capítulo.
É chegado o tempo para presenciarmos a restauração de todas as coisas pelas
quais Jesus deu a Sua vida.
Mas, para a obtenção de nossos
objetivos eternos, em Cristo Jesus, não podemos ser dominados pelo apetite e
nem pela paixão, mas, pelo contrário, devemos estar dispostos ao sacrifício da
renúncia, a exemplo do que Jesus fez por nós, e carregar a nossa cruz.
Estejamos cientes de que não há
maneiras fáceis para vencer o mal. É tempo de preparo porque os acontecimentos
que ainda faltam se cumprirão em um lapso muito curto de tempo.
Deus já está retirando Suas restrições da Terra
e logo haverá os morticínios em massa que foram profetizados para demarcar o
julgamento do Oriente, e que servirão de alerta para o Ocidente cristão, o qual
também será julgado, em tempo recorde, antes do fechamento da porta da graça.
“Arrependei-vos, pois, e
convertei-vos a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério, e
que Ele envie o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário
que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou
por boca de seus profetas desde a antiguidade”. Atos 3: 19-21.
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