sábado, 3 de fevereiro de 2018

Módulo 2 - Sinais do fim do tempo do fim

Sinais no mundo político
          Transcorridos mais de duzentos anos de História relativa ao tempo do fim, podemos ainda ver no cenário político os mesmos protagonistas existentes em 1798, mas com as modificações previstas na Palavra de Deus. O papado, ferido mortalmente no tempo das guerras napoleônicas, voltou à cena política conforme foi profetizado em Apocalipse 13: 3:
          “Então vi uma de suas cabeças golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou, seguindo a besta”.
          Este verso faz alusão à restauração extraordinária do poder papal, iniciada no Tratado de Latrão, em 1929, quando foram devolvidos aos papas a área do Vaticano e o título monárquico, perdidos em 1798.
          O Comunismo, em ascensão exponencial no início do último período profético (1798), chamado tempo do fim, vem se esgotando politicamente e, de forma mais acelerada a partir da queda do muro de Berlim, em 1989. Apesar de ter representado a sexta cabeça do dragão de Apocalipse 12: 3, não há nenhuma indicação para o seu retorno político mundial e, assim, sobrevive, atualmente, muito orgulhoso, embora bastante desprestigiado.
          O Capitalismo americano, inexpressivo no início do tempo do fim, se encontra suficientemente transformado em um império mundial capaz de dar cumprimento às últimas profecias da Bíblia, que com ele estão relacionadas.
          Enquanto que estes poderes políticos mundiais atuam e interagem, quer seja aberta ou secretamente, e seguem muito atentos uns contra os outros, como supostos rivais, ignoram o verdadeiro protagonista do final da História: os judeus, distinguidos pelo profeta Daniel como a grande estrela guia para a Segunda Vinda de Jesus.
          O relativamente recente estabelecimento do Novo Estado Judeu, que logo se transformou em uma significativa potência entre as nações, foi a grande novidade no cenário político mundial.
          Apesar de reduzido numericamente em termos de habitantes, este país vem impressionando pela sua cultura, política e economia, ocupando com desenvoltura o espaço que lhe foi designado como balizador do final do tempo do fim.
          Assim como todos os grandes impérios mundiais passaram, permanecendo o inexpressivo povo judeu, atualmente, ao lado do gigantesco império mundial que se levanta, encontra-se o minúsculo Israel que, embora ainda tenha que ser reduzido dramaticamente, pelas guerras que se avizinham, será a única nação que permanecerá para sempre.
          Permanecerão também com ele todos os que seguirem o exemplo do seu remanescente que ainda se caracterizará como os que guardam os mandamentos de Deus entregues no Sinai, e têm o testemunho de Jesus. Vamos, portanto, abrir os sinais políticos desta segunda parte, destacando esta base geográfica estabelecida por Deus para guiar seu povo entre as nações.
         
          Israel, o pivô das profecias
            Como ossos secos saídos das sepulturas das nações e arrasados pelo genocídio de mais de seis milhões, na II Guerra Mundial, os judeus foram trazidos ao cenário político das nações, independentemente de suas próprias forças.
            Graças a manobras políticas de Osvaldo Euclides de Souza Aranha, que chefiou a delegação brasileira que atuou na recém-criada Organização das Nações Unidas – ONU e que presidiu a sua II Assembleia Geral, em dezembro de 1947, foi votado o Plano de Partilha da Palestina que decidiu o estabelecimento da nação israelita para o dia 14 de maio de 1948.
            Assim começou o milagre do retorno político dos judeus, nos moldes como foi profetizado em Isaías 66: 7-8:  
            “Antes que estivesse de parto, deu à luz. Antes que lhe viessem às dores, nasceu-lhe um menino. Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem às dores, deu à luz seus filhos”.
           
          O estabelecimento do pivô
            Assim, como um menino prematuro e de parto sobrenatural, a comunidade judaica retornou para Sião, a Terra Prometida, agora dentro de uma superfície geográfica chamada Palestina.
            Poucos, além dos envolvidos na reestruturação do país, acreditavam no destino de glória reservado para Jerusalém. Mas, nem mesmo os dignitários do novo Governo compreenderam perfeitamente os desígnios de Deus relacionados com as dores de parto, ainda futuras, que induzirão ao renascimento espiritual da nação, fato esse que até agora ainda não se concretizou.
Mas o que mais impressionava naquele momento histórico para o mundo inteiro e, particularmente para os judeus, era o parto político, no prazo estipulado, após uma série de providências divinas, que foram necessárias à remoção dos sérios obstáculos que impediam o estabelecimento deste pivô das profecias. 
Não podemos, portanto, dissociar o milagre do parto prematuro de Israel da expulsão dos turcos otomanos da Palestina, depois de uma ocupação de 400 anos, ainda que o mesmo tenha ocorrido há tempos, no final da I Guerra Mundial.
Coube ao ministro das relações exteriores da Inglaterra, Arthur James Balfour, fazer o documento de partilha denominado Declaração de Balfour, para dividir o território palestino em duas partes, a menor delas destinada ao povo hebreu.
Datada de 02/11/1917, a Declaração de Balfour foi, inicialmente, apenas uma carta de intenções do Governo britânico para facilitar o restabelecimento do Lar Nacional Judeu no seu lugar de origem, caso a Inglaterra conseguisse derrotar o Império Otomano que dominava há séculos a região.
Deus, certamente providenciou a desocupação turca, mas devido às fortes pressões árabes, foi somente em fins de 1947, após o genocídio dos judeus, que a ONU votou a implantação da Declaração de Balfour, dando cumprimento parcial ao incondicional pacto de Deus com Abraão, lavrado em Gênesis 17: 7-8:
 “Estabelecerei a minha aliança entre Mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o Teu Deus, e da tua descendência. Dar-Te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus”.
Dizemos cumprimento parcial porque será apenas o renascimento espiritual, ainda futuro, que, certamente, transformará Israel no pivô da História, nos últimos dias. O país já está estabelecido e os sinais indicadores das dores de parto, mencionadas por Jesus em Mateus 24, já vem se cumprindo, desde o seu estabelecimento político, como veremos ainda neste módulo.
            Detalhes do renascimento espiritual profetizado
Retornando os judeus à terra de seus pais, deram cumprimento a outra esplêndida profecia, ainda mais antiga e cheia de glória, que diz:
“De ti farei uma grande nação, e Te abençoarei, e Te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção; abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da Terra” - Gênesis 12: 2-3.
A passagem de Isaías 66: 8 como vimos, declarada há setecentos anos antes de Cristo, já assegurava a reorganização política de Israel na Palestina, num único dia, não sendo, portanto, essa ocupação israelense casuística, mas resultante de uma manobra de longo prazo, totalmente orientada por Deus.
O cumprimento da parte principal desta profecia, no entanto, ainda não alcançou seu apogeu.
            A atual presença marcante de Israel no Oriente Médio já comprova o triunfo da verdade profética, desmascarando seus tradicionais oponentes. O renascimento espiritual da nação, no entanto, será ainda muito mais glorioso. Há, contudo, detalhes que precisam ser esclarecidos, como o endurecimento do coração dos judeus que foi causado pelas perseguições atrozes que sofreram ao longo de dois milênios.
            A nação foi re-estabelecida sob reprimenda, exatamente como foi profetizado por Ezequiel, sem mérito algum da parte dos judeus:
            “Dize, portanto, à casa de Israel: Assim Diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que Eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo Meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. Vindicarei a santidade do Meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; as nações saberão que Eu sou o Senhor, diz o Senhor Deus, quando Eu vindicar a Minha santidade no meio delas” -  Ezequiel 36: 22-23.
            Assim, já estabelecidos politicamente, a maioria dos judeus nem desconfia que a nação ainda deva passar pela restauração espiritual, isto é, pela conversão ao Cristianismo, fato este inaceitável pela liderança política da nação. Esta, contudo, é a soberana vontade de Deus, expressa, inequivocamente, em Ezequiel 36: 25:
            “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei”          
            Sobrevirá, ainda, no devido tempo, o doloroso parto espiritual, que dará à luz ao remanescente cristão de Israel, que será usado como instrumento divino para a libertação de milhões de cristãos que ainda se encontram dispersos na Babilônia das nações.
            Infelizmente, devido ao endurecimento que veio a Israel, será necessário que toda a liderança política da nação, incluindo seu glorioso exército, seja sacrificada para dar cumprimento a mais este impressionante sinal profético.
        
          Somente tarde demais o atual comando israelense perceberá que os desígnios da Onipotência com relação a transformar o povo judeu em luz para as nações dizem respeito apenas ao remanescente cristão, que será valorosamente defendido para ser o pivô das profecias. Estas serão as dores de parto para o renascimento espiritual da nação, que será reestruturada com base no remanescente cristão que foi impedido providencialmente de se alistar no exército..
            Não podemos deixar de considerar, ainda, vários outros sinais referidos por Jesus, em Mateus 24, para destacar o espaço espiritual futuro reservado para o moderno Estado Judeu; A parábola da figueira é, certamente, o mais importante deles.
            A parábola da figueira
            “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a Terra, porém as Minhas palavras não passarão” -  Mateus 24: 32-35.
            Poucos têm percebido que esta parabólica renovação dos ramos de Israel, como nação, foi dada por Jesus como uma referência para definir o começo, o meio e o fim da última geração da humanidade. Será a partir do discernimento desta placa profética, já solidamente estabelecida, que todas estas coisas, ou seja, o cumprimento dos demais sinais apresentados por Jesus em Mateus 24 deverão encontrar a sua fundamentação. Dito de outra forma, o discernimento desta profecia pode revelar o tempo que falta para a véspera da grande consumação do último século da História Universal, o que será demonstrado ainda neste módulo.
            Assim, ao proferir essa parábola, usando o verbo aprender no imperativo, Jesus alertava para os sinais apresentados em Mateus 24 cuidadosamente indexados à consumação do último século. 

           Pelas características desta parábola percebemos que Jesus também chamava a atenção para as características internas de outra profecia anteriormente apresentada pelo profeta Oseias. 
            “Achei a Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram. Quanto a Efraim... ainda que venham a criar seus filhos, Eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem. Ai deles quando deles me apartar” - Oseias 9: 10-12.  
            O profeta Oseias ao considerar a destruição de todos os filhos de Efraim, traz a aplicação de sua profecia para o nosso futuro e, neste sentido, os estruturadores da nova nação israelita, datada de 1948, passam a ser, automaticamente, as primícias da figueira nova. Isso significa que essa profecia começou a ter seu cumprimento em 1947/48, quando o mundo inteiro teve a oportunidade de comprovar a fantástica renovação do antigo concerto de El Shaddai com o pai Abraão, celebrado nos primórdios dos tempos bíblicos.
            Poucos têm dúvidas de que os fundadores da nação miraculosamente ressuscitada, foram honrados por Deus por meio das vitórias militares que obtiveram desde a primeira ocupação até ao seu estabelecimento definitivo. O objetivo divino, porém, certamente vai muito além desta série de vitórias políticas. O sonho de Deus é o de que o rebrotar de Sua figueira alcance a nova vida espiritual para a qual foi estabelecida, para que, por meio dela, pudesse abençoar a todas as nações da Terra, pela última vez.
            Assim, apenas a primeira parte do plano divino foi cumprida, quando os judeus voltaram para a sua terra, recebendo uma geração inteira para testemunhar do impressionante cumprimento profético que tiveram a felicidade de vivenciar.
            Contudo, dando efetiva comprovação ao texto de Oseias, os judeus que retornaram para a Palestina foram capazes de constituir uma economia pujante e um poderoso exército, mas não glorificaram a Deus, pois, como nação, continuam a viver como se o Messias não tivesse existido. Por ignorar a Pedra angular de sua salvação, a nação passou a depender apenas de sua própria força para manter a posição que lhe foi graciosamente conferida.
            Os líderes judeus não valorizaram justamente Aquele que verdadeiramente os retirou das sepulturas dos povos onde haviam permanecido por quase 2000 anos na condição de verdadeiros ossos secos. Não O honraram por meio do seu testemunho, apesar do milagre da ressurreição coletiva, mencionada em Ezequiel 37, pela qual passaram.
            E, ainda pior, deram cumprimento à profecia de Oseias, indo, incontestavelmente, para Baal-Peor, um símbolo da apostasia do Israel do passado, registrado em Números 25 e que se renovou no presente, uma vez que, para a grande maioria dos judeus que habitam hoje na Palestina, a fé religiosa não é mais determinante em suas vidas: 83% deles estão cada vez mais secularizados. As estatísticas informam que apenas 17% se identificam como sionistas religiosos. E, destes, a parcela de cristãos certamente não chega a ser significativa. O que poucos sabem é que foi por causa desta insignificante minoria que Deus não mandou nem mandará fechar a madre que os trouxe à luz política, como relata Isaías 66: 9:
            “Acaso farei Eu abrir a madre, e não farei nascer (espiritualmente)? Diz o Senhor; acaso Eu que faço nascer (politicamente), fecharei a madre? Diz o teu Deus”. Parênteses meus.
            O profeta Isaías está indicando que Deus não permitirá que a situação de Israel venha a se degradar a ponto da nação retornar ao que era antes de 1948, devendo ainda cumprir os santos desígnios para os quais foi restabelecida.
            Pelo profeta Zacarias o Senhor adiantou como Ele via a última geração de Seu povo, o que se pode comprovar, perfeitamente, nos dias de hoje:
            “Assim Diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo (cajado), por causa da sua muita idade. As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão”. Zacarias 8: 4-5. Parêntese suprido.
            Oseias, referindo-se a Efraim, uma das tribos de Israel do Norte, deu seu complementar testemunho:
            “... também as cãs já se espalham sobre ele, e ele não o sabe”. Oseias 7: 8-9.
            Efraim, em 14/05/2018 comemora o septuagésimo aniversário de sua instalação na Palestina, estando, segundo o Antigo Testamento, na idade dos cabelos brancos. Mas, ainda, sem reconhecer as profecias do Novo Testamento, ignora que esteja no declínio de sua última geração, pesando, ainda, sobre eles as palavras de Deus:
            “Ai deles quando deles me afastar”.
            Mas, apesar da transformação espiritual da nação ainda não ter ocorrido, a sua idade e o seu desconhecimento quanto às profecias de Jesus se constituem numa variável de grande significação para quem acompanha os sinais dos tempos.
            Considerando que, pela Bíblia, “os dias de nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado” – Salmo 90: 10, imaginamos que algo em torno de dez anos seja o limitado quinhão de tempo reservado para Israel, estando, ainda à frente, a pior fase de sua existência.
            E o que mais preocupa é que o que é válido para Israel, é também válido para o restante da humanidade.
            Lamentamos que seja a dor, o único meio que reste a Deus para levar a nação escolhida ao seu parto espiritual. Infelizmente será como foi profetizado em Mateus 24: 9-13:
            “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que permanecer até o fim, esse será salvo”.
            A nação, como um todo, compreenderá, tarde demais, o resultado de seu trágico desvio para Baal-Peor. Porém nem tudo estará perdido, pois a profecia aponta para um remanescente fiel que se arrependerá para que Israel possa cumprir seu papel de pivô das profecias, levando  ao despertamento das virgens de Laodiceia e, finalmente, ao encontro físico com o seu glorioso Messias.
          Seu desconhecimento do Novo Testamento, no entanto, não lhe permite ver que as suas dores de parto se aproximam vertiginosamente e que serão muito mais fortes do que poderiam imaginar.
O parto espiritual, contudo, concernirá apenas a uma minoria dentre os sobreviventes, pois que “muitos sucumbirão” – Daniel 11: 41, nas guerras que se avizinham.
            Cada vez mais isolado da comunidade internacional, Israel vem consolidando outra profecia, desta vez anunciada pelo controvertido profeta Balaão:   
Só entre as nações
          “Pois do cume das penhas vejo a Israel e dos outeiros o contemplo; eis que é povo que habita só e não será reputado entre as nações” - Números 23: 9.  
          É impressionante como Israel vem sendo isolado, a olhos vistos, pela comunidade internacional. O papado, à frente da Nova Ordem Mundial, coordenada pelo Ocidente, já investiu, por meio de pressões políticas, para aprovar o desmembramento do Novo Estado Palestino do território israelense. Este fato, já sacramentado oficialmente pela ONU certamente será um dos indutores às últimas guerras contra o legítimo povo de Deus.
          Satanás está irado contra a única nação da Terra que polariza a atenção de todas as demais e, apesar de estar cada vez mais sozinha, será ainda usada por Deus como a portadora de luz para o mundo.
          As nações não aceitam Jerusalém como a capital espiritual da Terra, mas todos os sobreviventes a reconhecerão como a capital do Universo, conforme Apocalipse 21: 2.
       Breve Israel não poderá contar com ninguém além de Jesus Cristo, o seu Messias vindouro. Infelizmente somente poucos judeus dos que escaparem dos futuros combates O reconhecerão como seu Deus e Libertador. Vejamos mais essa impressionante profecia relacionada com a chegada das dores do parto espiritual de Israel:

Sob fortes pressões          
“Quando estiveres em angústia e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias e te voltares para o Senhor, teu Deus, e Lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus não Te desamparará, porquanto é Deus misericordioso, nem Te destruirá, nem Se esquecerá da aliança que jurou a teus pais” - Deuteronômio 4: 30-31.
Essas palavras são dirigidas ao último remanescente de Israel. Mas, mesmo sob altíssima pressão, os líderes da nação não percebem que o desprezo por Jesus está levando a nação para um novo holocausto, o das dores de parto que ainda trarão à luz o remanescente fiel profetizado.
Estes, segundo os antigos profetas, serão os próximos passos que testemunharemos. 
Enquanto todos os estadistas do tempo presente estão atentos às notícias de Israel, a Igreja de Laodiceia parece sonolenta diante destes portentosos sinais. Os judeus são muito poucos para influírem tanto, dizem. Serão, mesmo?
           Reduzidos em número
            “O Senhor vos espalhará entre os povos, e restareis poucos em número entre as gentes aonde o Senhor vos conduzirá” - Deuteronômio 4: 27.
            Esta redução numérica é mais um sinal parcialmente cumprido, pois, segundo a Internet, existe pouco mais de 13 milhões de judeus no mundo. Isto surpreende em face da antiguidade deste povo milenar, mas não em face da profecia. A China, por exemplo, do mesmo tronco noético, apresenta 1.368.462.000 de habitantes.
            Mas, por incrível que pareça, espalhado como foram, por dois milênios, os descendentes dos filhos de Jacó conseguiram manter sua identidade nacional e aparecem, surpreendentemente, no foco das nações, com pouco mais de 6 milhões de judeus, conforme o Google. Não obstante isso, segundo a presciência divina, o número dos remanescentes judeus selados para a salvação será ainda bem mais reduzido, conforme Apocalipse 7: 4:
            “Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel”. 
            Este número, mesmo que acompanhado de seus respectivos familiares, representa muito pouco para qualquer nação do mundo. Mas, com Cristo à frente, eles prevalecerão contra o maior exército de todos os tempos, quantificado em 200 milhões de combatentes.
          
          Revistas as condições do pivô, precisamos concentrar nossa atenção em dois outros agentes políticos engajados no processo de transição para o sétimo milênio que ainda não começou.
O que os estadistas continuam ignorando é que esta transição não se dará com base nos méritos de suas articulações políticas, nem por meio das instituições religiosas, mas de acordo com os desígnios de Deus, pré-anunciados na Bíblia.
E, deste ponto de vista, a união da Política com a Religião, reconstituindo o quadro político-religioso da Idade Média faz parte da realidade futura que passaremos a analisar.
 A união e a queda de Babilônia
           Nas últimas décadas temos presenciado a luta entre o Catolicismo, o Oriente comunista e o Ocidente Protestante, visando estabelecer a hegemonia no planeta Terra. Mais recentemente, no entanto, temos assistido a notável virada em relação à união do catolicismo com o Capitalismo americano.
Esta aproximação da Casa Branca com o Vaticano é outra profecia surpreendente, uma vez que a íntima ligação entre esses portentosos poderes era considerada impossível, há poucas décadas. O mundo foi surpreendido com a instalação inesperada da Embaixada Americana no Vaticano, no primeiro mandato do presidente Ronald Reagam, em 1984.
Abriram-se, então, as comportas para uma ação profícua entre estes dois antigos inimigos mortais, contra um inimigo comum, o comunismo. Desta feita cresceu a influência dos Estados Unidos na Europa Oriental, visando fins políticos universais e, por outro lado, foi promovido o avanço do Catolicismo na América do Norte, estreitando o profundo abismo que havia entre protestantes e católicos, acelerando a cura da ferida mortal sofrida pelo papado em 1798.
          Impressiona os detalhes desta profecia revelada em Apocalipse 13: 12, assegurando  que os EUA, a segunda besta deste capítulo, exerceria “toda a autoridade da primeira besta, (do papado) na sua presença” – Parêntese meu.
          A atual união do império capitalista com o papado representa um dos mais extraordinários sinais relacionados com o término do sexto milênio e sua transição para o sétimo, o qual será passado no céu, onde a morte não poderá penetrar.
Atualmente festeja-se, de forma escancarada, a sólida união entre estes dois outrora rivais.
Mais notório ainda é ver como estes dois velhos inimigos planetários se articularam com o Espiritismo, para estabelecer, em conjunto, uma Nova Ordem Mundial. conforme citado em Apocalipse 16: 13-14:
            “Então vi sair da boca do dragão (espiritismo), da boca da besta (do papado) e da boca do falso profeta (Protestantismo apostatado) três espíritos imundos semelhantes a rãs, porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso”.
            Estes versos evidenciam que é um espírito demoníaco que os une por meio da doutrina comum da imortalidade da alma. Finalmente, porém, serão divididos por Deus, conforme Apocalipse 16: 19:
            “E a grande cidade se dividiu em três partes (porque estava unida), e caíram as cidades das nações. E, lembrou-se Deus da grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de Sua ira”.
           O teólogo NODA, J. in Religiões: O Movimento Nova Era - mimeografado, nos informa como vem se organizando esta trindade humana:
“O movimento Nova Era se compõe de milhares de milhares de organizações estendendo-se pelo mundo como uma rede. O seu objetivo principal e o segredo de sua ‘unidade na diversidade’, é a instituição de uma Nova Ordem Mundial a qual deverá ser caracterizada pela ‘consciência de grupo’ e pelo espírito de cooperação”.
Observamos que Deus vem permitindo que esta frágil união se estabeleça. O ajuntamento de vinte e sete nações para a guerra do Golfo Pérsico, em 1991 e de cerca de quarenta nações para a luta contra o Iraque, em 1995, deu muito crédito às Nações Unidas. Todos os países passaram a acreditar nesta Instituição e neste novo caminho a ser percorrido.
A união do mundo também vem se verificando no âmbito das grandes corporações: poucas empresas multinacionais manipulam hoje a parte essencial dos recursos do planeta. 1% dos homens mais ricos detém mais de 75% de renda mundial.
A associação do papado com os Estados Unidos teve como consequência, a derrocada do antigo Império Soviético, livrando o mundo da guerra fria e alavancando o prestígio internacional do papado. Atualmente, quase todas as religiões do mundo estão se unindo em torno do Vaticano.
Todos estes fatos apontam na direção de uma Nova Era que será oficializada neste mundo, ainda que por brevíssimo tempo.
          Como a Babilônia dos últimos dias, citada em Apocalipse 16: 13 é mística, ela estará unida por meio de “espíritos imundos semelhantes a rãs”, sob o controle do Espiritismo.
          Precisamos, portanto, entender como é que o Espiritismo vem unindo e controlando o movimento da Nova Ordem Mundial.  Este é o tema da próxima seção.
                 A concepção mediúnica da NOM
             Segundo NODA, J. in Religiões: O Movimento Nova Era - Mimeografado, a NOM vem sendo estruturada por meio de muitos livros ditados por espíritos diabólicos e que têm orientado o mundo no sentido desta união. Vejamos um pequeno trecho de NODA:
          “Alice Bailey, uma inglesa que emigrou para os Estados Unidos, estabeleceu o verdadeiro alicerce para o movimento ‘Nova Era’. É conhecida como sua sumo sacerdotisa. Como médium espírita, recebia mensagens de um chamado mestre da sabedoria, o tibetano Djawal Khul. Estas mensagens que este demônio lhe transmitia, através da escrita automática, foram publicadas em numerosos livros, como doutrina secreta, e constituíram o ‘plano’, que, até hoje, para o movimento ‘Nova Era’, é determinado e obrigatório”.          
          Apocalipse 18: 1-2 e também o versículo 21 informam sobre a queda espiritual deste movimento místico:
          “Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Então clamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo o gênero de ave imunda e detestável... então, um anjo forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca, jamais será achada”.
          Jesus quando esteve na Terra, expulsou muitos espíritos imundos, chamados por Ele de demônios! A ave imunda acima referida, também representa Satanás e seus anjos, conforme pode ser observado na parábola do semeador, a seguir:
          “Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram... a que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhe do coração a Palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos”. Lucas 8: 5 e 12.
          O texto está tratando da semeadura da Palavra de Deus que muitos a escutam até que vem o diabo e os desencaminham. O fato das aves estar fazendo o papel do demônio nos confirma que as três partes de Babilônia (Apocalipse 16: 13) serão dominadas pelo Espiritismo. Um Espiritismo refinado, todavia, pregado pelas teorias excêntricas da ‘Nova Era’, o qual vem levando cativo o mundo.
          Muitos filmes completam este quadro, ilustrando as manifestações espiritualistas por meio de duendes, fadas, e jogos onde os personagens morrem e ressuscitam imediatamente. Tudo muito bonito e atraente.
Precisamos compreender bem a falsa doutrina da imortalidade da alma, defendida por Babilônia, porque suas três partes estarão unidas pelo cimento do Espiritismo. Tanto as religiões orientais, como o papado e a maioria das igrejas protestantes pensam da mesma forma. Assim é que, por este ângulo, o mundo estará unido tendo esta teoria em comum, não obstante a Bíblia dizer, explicitamente, que “toda a alma que pecar, essa morrerá” – Ezequiel 18: 4 e 20.
A teoria do ‘fogo eterno’, resultante da ideia da imortalidade da alma não combina com um Deus de amor (I João 4: 8). O fogo somente é eterno em seus efeitos porque uma vez queimado, o tudo se transforma em nada.
Passagens como a de Apocalipse 14: 11 e outras similares apresentam um viés do tradutor que, acreditando na primeira mentira de Satanás, no Éden, quando disse a Eva: “É certo que não morrereis” – Gênesis 3: 4, fez questão de introduzi-lo nas Escrituras.
O maligno apenas acrescentou a palavra ‘não’ ao texto original, para viabilizar uma mentira descarada que até hoje surte o seu desastroso efeito.
            O Espiritismo afirma ainda que os homens são semideuses não decaídos e que cada mente julgará a si mesma. Que o verdadeiro conhecimento coloca o homem acima da Lei e que todos os pecados cometidos são inocentes.
          Multidões estão sendo levadas a crer que o desejo é a lei mais elevada, que libertinagem é liberdade e que o homem é apenas responsável por si mesmo.
            Com tais ensinos dados no começo da vida quando os impulsos são os mais fortes, e mais urgentes às necessidades de restrição própria e pureza, onde ficará a salvaguarda da virtude?
Alice Bailey, uma das principais sacerdotisas da Nova Era, cuja Organização Boa Vontade Mundial faz parte do Conselho Consultivo da ONU, declarou:
“Dentro da ONU está o germe e a semente de um grande grupo internacional de meditação e reflexão - um grupo de pensadores bem informados, em cujas mãos está o destino da humanidade. Eles estão sob o controle de muitos discípulos do ‘quarto raio’ ... e seu foco é o plano da intuição búdica - o plano que comanda toda a atividade hierárquica”. 
Este movimento espírita se propõe administrar o destino da humanidade, apesar de se manter em total mistério para evitar de ser combatido antes do tempo. Vejamos a definição deste quarto raio, que encontramos na Internet:     
O Quarto Raio abrange a Chama Branca da Pureza, a Chama da Ressurreição, O Plano Imaculado e a Chama da Ascensão. O Chohan (diretor) do Quarto Raio, que erigiu o Foco da Purificação e da Chama da Ascensão, é o Mestre Ascensionado Serapis Bey. Sob Sua proteção está a atual Chama da Ascensão em Luxor, Egito, para onde foi transferida por Ele e outros devotados seguidores, antes que o Continente Atlântida submergisse nas águas do oceano”. Parêntese meu.
“O amado Serapis Bey atua na dispensação deste raio em seu templo etéreo sobre Luxor, no Egito. É um Espírito Guardião que está prestando assistência à Terra; era um sacerdote do templo da ascensão da Atlântida. Alguns irmãos de confiança substituíram o mestre Serapis Bey enquanto ele permanecia em níveis sutis entre encarnações, ou quando ele estava encarnado noutros países”.
Quando estas e outras ações semelhantes vierem a público certamente os pilares do mundo serão sacudidos pelo Espiritismo, levando os habitantes da terra à segunda e última plenitude dos tempos proféticos.  
As três partes de Babilônia, ‘unidas na diversidade’ e associadas com a política ainda alcançarão formar uma monarquia mundial que vem sendo orientada por demônios. Enquanto que essa complexa estrutura da sétima cabeça do dragão terá como ponto comum, a falsa doutrina da imortalidade da alma, o livro de Malaquias 4: 1-3, refuta este argumento, informando que o destino eterno dos seres humanos apresenta apenas duas alternativas: cinzas ou a mais incontida alegria.
Outro ponto de união de Babilônia está na marca da besta, citada no Apocalipse 13: 17-18 e que ainda será imposta ao remanescente fiel. Tratar-se-á da imposição da observância do domingo (Sunday ou dia do sol) tido pelos antigos pagãos como dia de adoração, em rebelião contra o dia estabelecido por Deus como seu sinal, conforme Êxodo 20: 8-11 e 31: 17-18!
Estas colocações parecem muito simples porque Deus não quer que ninguém tropece em coisas complicadas na hora de fazer a sua decisão para a vida ou para a morte!
O Senhor estabeleceu o sábado, o sétimo dia da semana, para comemorar a criação, devendo o mesmo lembrar-nos que servimos ao verdadeiro Deus!  Assim, aquele que não guardar o sétimo dia, estará em rebelião contra o Deus Criador.
E se ficar em Babilônia, pertencerá à NOM, tendo que passar por terríveis consequências como as das sete pragas, como já a Verdade Presente nº 4.
           Babilônia, a grande, a Torre de Babel moderna vem sendo edificada com sucesso e já vai muito alta. Quase todo o mundo será enganado pelo que é ensinado por ela.
Os evangélicos em geral precisam fazer um estudo mais aprofundado da Bíblia, a qual lhes revelará o verdadeiro caráter do papado, uma instituição que segue, originalmente, as doutrinas defendidas pelos magos da antiga Babilônia, que dela fugiram para Roma após a invasão da Medo-Pérsia, e acabaram absorvendo o Cristianismo, com o apoio da política, prevalecendo assim por 1260 anos, conforme o tempo que lhe foi determinado.
A grande ‘vantagem’ da Babilônia mística com relação aos seus seguidores é que ela prega sobre a salvação sem a exigência do abandono dos pecados. Se bem que somos imperfeitos, não podemos nos conformar com o erro.
Precisamos, mesmo na Igreja cristã remanescente, tomar cuidado com esta teologia, porque muitos estão ensinando que não é possível erradicar o pecado e, com esse senso, terminarão em Babilônia, com certeza.
Muitos seguem o papado porque ele corresponde perfeitamente às necessidades de quase todas as pessoas. Ele é adaptado a duas classes que abarcam quase todo o mundo: os que querem salvar-se por seus méritos e os que querem salvar-se em seus pecados. Este é o segredo do seu poder.
Afinal, qual é a definição bíblica de pecado? É a transgressão da Lei. Mas a nova teologia, que na verdade é mais velha que o nosso mundo pois que se originou com Lúcifer, no céu, ensina que Deus vai nos salvar assim como estamos, porque é impossível vencer, ganhar a vitória sobre o mal e sobre o pecado.
E todas as pessoas que pensam dessa forma vão terminar em Babilônia! Todos os que creem na imortalidade da alma, que observam o primeiro dia da semana no lugar do sétimo, como dia de adoração obrigatório e insistem em continuar a fazê-lo, vão terminar em Babilônia!
A Babilônia eclesiástica julga poder salvar-se pelos próprios méritos, da mesma forma como pensavam os construtores da antiga Torre de Babel. Tal Torre, marco referencial da Babilônia mística de nossos dias, foi planejada para ser tão grande que, uma vez dentro dela, sequer Deus poderia destruir seus ocupantes, mesmo no caso de um novo dilúvio!        
Assim vem a NOM construindo a sua torre gigantesca com base na mesma ideia, de que o homem pode salvar-se pelos seus próprios esforços, pelo desenvolvimento sustentável, sem precisar corrigir os seus pecados. E pensam colocá-la no lugar da verdadeira NOM que será estabelecida por um Deus que diz que temos que vencer o pecado, de um Deus que diz que não podemos nos salvar pelos nossos próprios méritos.
Será que Deus está vendo o que se passa nos bastidores deste mundo? Sim, Deus vê como o mundo está se unindo! Como o mundo está atrás da salvação pelos seus próprios meios, e buscando alcançar os céus, sem abandonar os seus pecados. Deus vê como o mundo se rebela contra Ele. Percebe como, finalmente, vai se estabelecer uma lei que exaltará o domingo, um dia de guarda instituído pelo homem do pecado. Ele está vendo tudo isso e deixando que os homens continuem construindo a sua NOM, até o ponto em que interferirá como interferiu na antiga torre de Babel, citada em Gênesis 11.
Assim, a luta do dragão contra o remanescente, referida em Apocalipse 12: 17, contextualizada em Apocalipse 13: 11-18 e detalhada em Apocalipse 16 a 18, se desenvolverá por meio de três protagonistas ‘religiosos’ que, finalmente, se unirão com a política para dirigir uma monarquia mundial, tendo como chefe supremo, o papa.
Hoje podemos ver esta poderosa estrutura sendo cuidadosamente erguida sob a inspiração direta do dragão identificado em Apocalipse 12: 9. Ela vem sendo idealizada no âmbito das Nações Unidas, que assumirá a sétima e última cabeça mundial perseguidora do povo de Deus.
NODA, J. in Religiões: O Movimento Nova Era - Mimeografado, introduz um pouco da justificativa para a origem mediúnica deste movimento mundial:
            “Tudo começou por causa da decadência do mundo ocidental. A visão materialista do Universo e a negação da fé cristã histórica deixaram na sociedade um vazio existencial, pronto a ser preenchido por qualquer ideia que enfatizasse o lado espiritual e o lado místico da vida”.
E ele continua, na mesma página:
“As raízes do movimento ‘Nova Era’ originaram-se em Nova Iorque, em 1875, com a fundação da Sociedade Teosófica, pela russa Helena Petrovna Blavatsky. Depois de ter viajado pelo Oriente e estudado o hinduísmo e o budismo, fundou um movimento de amplitude mundial. Ela alega ter recebido revelações de mestres elevados que, segundo ela, como seres altamente evoluídos, controlam a vida dos homens. Na sua concepção, eles estão interessados a levar os seres humanos a um estado de evolução cósmica: O homem veio da ameba, mas ele está destinado a ser Deus”.
Shirley MacLaine que, segundo NODA, é a defensora deste movimento, disse:
“Cada pessoa é um universo; se você se conhece, você conhece tudo”. E ainda, segundo a mesma fonte: “Theodore Roszak diz que nós temos que despertar o deus que dorme na raiz do nosso ser”. 
Vemos, assim, a imagem embrionária da sétima cabeça do dragão que, por determinação mediúnica, começou a ser estruturada em sigilo e assim permaneceu por cem anos, até 1975, por determinação espírita, quando passou a respirar mais livremente, isto é, a ser motivo de ensino nas grandes universidades do mundo. Nós tivemos o primeiro contato com essa teoria numa Universidade do sul da França, em 1979.
Hoje, sob a alegação de lutar contra o terrorismo internacional e de ser um instrumento político para sair da crise mundial, propondo o estabelecimento de um longo período de paz e de prosperidade para a humanidade, firma-se cada vez mais a Nova Ordem Mundial. A sua intenção não declarada, contudo, será, segundo as profecias da Bíblia, a de destruir o remanescente de Deus, conforme Apocalipse 12: 17, e dominar o mundo por meio da tecnologia, imaginando reverter a marcha inexorável do cumprimento profético.
Mas Apocalipse 16:19 diz que será justamente quando a grande Babilônia estiver unida que Deus a dividirá.

Sinais no mundo religioso
                        Os sinais da breve volta de Jesus que se manifestam no mundo religioso são extremamente numerosos e mesmo impressionantes. Como muitos deles serão vistos em outras seções, veremos a seguir apenas aqueles que se relacionam, indiretamente, com Mateus 24: 4-5, que diz:
            “Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em Meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”.      
            Estes versos previnem contra o sério risco de sermos enganados por falsos cristos, o que será tratado mais adiante.
            No contexto destes dois versos de Mateus 24, todavia, podemos incluir a má tradução de certos textos da Bíblia, destinados a defender teorias pré-concebidas no sentido de influenciar a nossa consciência moral, de modo a nos desviar de ouvir a voz de Deus que, somente por meio da Palavra correta, poderá nos mostrar o caminho certo a ser trilhado.
            Esta influência tem danificado a nossa percepção de verdades bíblicas importantes, limitando, assim, a obra dos “espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação”, conforme foram estabelecidos em Hebreus 1: 14.
            Estamos falando de uma luta invisível que se trava na mente de cada cristão, visando dificultar-lhe a construção do seu edifício espiritual. Cabe-nos, no entanto corrigir as eventuais imperfeições de traduções mal elaboradas para que possamos experimentar a alegria de um estilo de vida decorrente da verdade completa.
            A atuação dos anjos celestiais foi programada para facilitar nossa reprogramação mental, a qual precisa ser regravada de forma permanente em nossa consciência e no nosso coração para que as promessas de felicidade que desfrutamos na Terra possam se concretizar na eternidade.
             Se, todavia, confundirmos a atmosfera de graça nutridora de nossa vida espiritual, com práticas culturais pagãs que foram infiltradas discretamente na Bíblia de moldes a contaminar o evangelho eterno, e que hoje são defendidas como dogmas cristãos, certamente deixaremos de operar a reforma necessária e o despertamento espiritual que tanto necessitamos.
                        Temos a real possibilidade de participarmos, sem provar a morte, do grupo de trasladação para o céu e, para não sermos enganados, vejamos com atenção alguns destes impressionantes sinais do mundo religioso que Deus reservou para os últimos dias, com a mente aberta para a verdade.
            Comecemos nos conscientizando dos riscos que corremos apenas por pertencermos à última igreja cristã.
           A Laodiceia vomitada
            “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente. Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, vomitar-te-ei da Minha boca; pois dizes: estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” - Apocalipse 3: 15 -17.
          Esta profecia trata de uma séria repreensão, proveniente diretamente de Jesus, a respeito da situação muito duvidosa na qual se encontra a Sua última igreja, devendo, por isso ser vomitada em um determinado momento, ainda futuro, de sua existência.
          Ela certamente está amadurecendo para a ceifa e não podemos questionar tal testemunho sobre esta Igreja que busca fielmente cumprir os seus deveres, mas que não tem conseguido enxergar a sua verdadeira condição espiritual.
          Amenizar o peso desta censura, colocando “estou a ponto de vomitar-te”, como vem ocorrendo nas traduções mais recentes da Bíblia, não modifica a sua essência, apenas apresenta o quadro atual, sem impedir que finalmente seja vomitada. Assim, esta distorção do texto original não impede que a Igreja se encaminhe para uma situação insustentável diante dos olhos de Deus.
          Que o nosso coração seja sensível aos apelos que lhe são direcionados, para que a Testemunha fiel e verdadeira nos conceda o colírio do Espírito Santo, o único que poderá nos abrir os olhos da fé e nos fazer entender a razão da mornidão que poderá ser verificada por aqueles que são sinceros observadores da verdade.
          Não se trata da falta de conhecimento sobre a doutrina da salvação pela graça por meio da fé. Sabemos que a salvação é exclusivamente pela graça e este dom nos foi provido na cruz. Não podemos acrescentar nada por meio de nossos méritos, pois se trata de um conceito que nos vem da Igreja Primitiva e como tal não se pode alterar.
          A questão das boas obras não faz parte deste plano; apenas decorre dele, podendo, contudo, limitar a nossa salvação; por isso, esta questão precisa ser bem avaliada.
          O fato de conhecermos o conceito primitivo da salvação, que não pode ser mudado, não modifica a nossa situação diante de Deus.
          Não obstante Cristo ter ido além da cruz para nos salvar, enviando-nos Seu Santo Espírito para abrir a nossa compreensão para toda a verdade, Ele precisa ainda nos repreender com severidade, nos recriminando por não estar comprando o colírio do Espírito Santo para poder colocar as Suas recomendações em prática.
          Como não temos nenhuma pressão ostensiva contra a nossa acariciada natureza carnal que, não obstante ter sido sensibilizada pelo caráter amorável de Jesus, ainda continua gostando de andar segundo a natureza do velho homem, negligenciamos com facilidade dar uma resposta adequada àquilo que por nós já foi feito na cruz.
          O sangue de Cristo não mais nos constrange como antes e por isso somos chamados de mornos porque não praticamos aquilo que pensamos conhecer e nem correspondemos de verdade ao amor eterno que nos redimiu.
          Ensaiamos toda a sorte de recursos em busca do despertamento espiritual, mas somente para voltar a mesma forma morna anterior, porque uma obstrução no canal da bênção nos impede de executar a reforma de vida que reconhecemos como absolutamente necessária.
          Precisamos mergulhar fundo nas Escrituras para identificar os desvios para os quais fomos induzidos, voltar ao caminho verdadeiro que consistirá em uma mudança radical das ideias e teorias preconcebidas, que hoje nos impedem de desenvolver a nossa fé e de praticar os hábitos requeridos e a obediência humilde e irrestrita à autêntica Palavra de Deus.
          Precisamos nos ajustar ao ministério dos anjos celestes, “todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação” - Hebreus 1: 14, os quais devem atuar em nosso coração através do estudo da Palavra com sentida oração.
          Mas para isso precisamos de genuína sinceridade para descobrir o que tem levado o nosso querido Salvador a nos chamar de ‘cegos’, diante da tamanha luz que nos foi disponibilizada.
          Acreditamos que o caminho seja considerarmos que toda a verdade da Palavra de Deus se ache ligada verso por verso, em perfeita harmonia como os elos de uma corrente. Desta forma estaremos na posse da chave que o céu nos proporciona para desmistificar os erros aos quais estamos sendo induzidos, podendo, assim, se o desejarmos, passar a viver pela fé.
          Sabemos que será muito mais fácil contestar orgulhosamente estes argumentos do que investigar acuradamente o sentido das informações que estão sendo prestadas. 
          Jesus não nos chama de hipócritas como se estivéssemos nos fingindo de cristãos, mas, diz que não sabemos da nossa condição. Diz que as sutilezas do engano seriam de tal monta que se possível enganariam os próprios escolhidos, conforme o texto de Mateus 24: 24.
            Não obstante temos pensado que apenas melhorando a nossa conduta, com relação ao que éramos antes de nossa ‘conversão’, seria suficiente para alcançarmos o céu. Nosso estágio de santificação atual, no entanto, representa apenas uma dose mínima da reforma que necessitamos, e tem nos vacinado contra a obtenção de um verdadeiro caráter cristão digno de habitar com os heróis da fé de todos os tempos.
          Estamos respirando uma atmosfera espiritual contaminada e causadora de boa parte da mornidão que nos acomete porque nos faz sentir espiritualmente confortáveis, principalmente quando nos comparamos com a vida espiritual dos nossos irmãos.
          Nos iludimos sutilmente pensando que a nossa fé e amor são suficientes, que somos guiados pelo Espírito e que os complementos necessários para um caráter semelhante ao de Jesus serão recebidos por ocasião do Seu retorno. Buscamos assim, de forma insensata, atenuar a censura que nos foi feita por Aquele que não pode errar.
          Não negamos a nossa fraqueza espiritual mas abafamos a nossa consciência moral, admitindo a impossibilidade para atendê-la completamente e sair da mornidão que tão bem nos caracteriza.
          Nosso coração egoísta se acomodou, pensando que já foi justificado, que a salvação é apenas pela graça e que, portanto, estamos no direito de continuar dormindo.
          O nosso problema é que rejeitamos a ideia de viver pela fé, num mundo tão cheio de oportunidades. Somos mornos porque interrompemos o nosso processo de santificação entendendo que o mesmo esteja concluído quando, nem mesmo é certo que tenha começado.
          Por amor aos prazeres do mundo e a sua glória fazemos questão de ignorar os apelos de quem amorosamente nos adverte, nos assegurando que, se não houver um processo contínuo e determinado de santificação até alcançarmos a perfeição do caráter de nosso Mestre, não poderemos obter os vestidos brancos confeccionados pelo céu, dos quais necessitamos para com Cristo habitar.
          Evitamos reconhecer o fato de que quem não morre para si mesmo, conforme Mateus 16: 24-25, não se qualifica para herdar a vida eterna.
          Esquecemos com facilidade que seremos avaliados pelo tribunal celeste, onde não haverá erros de interpretação; que lá seremos julgados pelas nossas obras que, apesar de não poder nos salvar, poderão motivar a nossa perdição.
          Ignoramos que, segundo Aquele que morreu por nós, corremos o risco de perder a nossa coroa e que esta será a consequência mais profunda de nossos problemas espirituais.
          Se a repreensão à Laodiceia não procedesse de Jesus, poderíamos até continuar justificando nosso desamor, nossa falta de engajamento na obra de Deus e os desmantelos da nossa fé.
         O sequestro da fé
          Para explicar a mornidão crônica do Cristianismo vamos citar uma importante sentença redigida por Paulo e direcionada, igualmente, para a última igreja:
          “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência...” - I Timóteo 4: 1-2.
          Esta passagem complementa a de Apocalipse 3: 15-17, vista no capítulo anterior, porque nos previne contra espíritos enganadores e ensinos de demônios, que estariam atuando na igreja para desviar os justos da fé verdadeira. Não poderemos mais alegar inocência quanto ao conhecimento desta dura realidade.
          O texto chama a atenção para os enganos que levariam à deserção da fé legítima devido a ação de anjos maus que estariam ensinando coisas erradas, por meio de pessoas mentirosas e de consciência cauterizada.
           Trata-se de uma verdadeira contrafação da obra dos anjos que foram comissionados para atuar à favor de nossa redenção, conforme Hebreus 1: 14, ensinando o evangelho eterno por meio de pessoas sinceras em busca da salvação.
          Percebemos, assim, o conflito dos séculos estabelecidos na mente humana, tendo, de um lado a associação bem clara de anjos maus com pessoas hipócritas, dotadas de um perfil bem diferente dos membros da Igreja de Laodiceia, pois que estas não sabem do seu verdadeiro estado. Devemos ter em conta que, mesmo numa análise superficial desta revelação vê-se o seu forte vínculo com a mornidão da igreja dos últimos tempos.
          Precisamos, portanto, verificar como isso poderia estar acontecendo, pois tudo indica que estes anjos maus estariam agindo nas mentes de pessoas influentes para a perdição, da mesma forma como agem os anjos bons nas mentes dos verdadeiros filhos de Deus.
           Já vimos que é o Espírito Santo que influi em nossa mente através da Palavra inspirada, tendo os anjos bons a Seu serviço. Até aqui não há nenhum mistério. Partindo deste princípio, não seria mera especulação relacionar a mornidão espiritual dos membros de Laodiceia com a contrafação do maligno, agindo por meio de traduções tendenciosas da Bíblia, feitas justamente por pessoas com intensões secretas, sem o comprometimento com a verdade, no sentido de sequestrar a fé do cristão verdadeiro, visando seus próprios interesses.  
          Não temos dúvidas de que todos os textos originais da Bíblia foram inspirados, conforme 2 Timóteo 3: 16:
          “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça...”.
          Mas, afinal, o que sabemos das traduções? Apenas temos ouvido as explicações de que o Senhor tem cuidado de preservar também as traduções.
          Acreditamos nisso porque, afinal, se as traduções não fossem preservadas, de que serviriam os textos originais? Mas, afinal, quanto às traduções, o que dizem as Escrituras? Temos, em 2 Pedro 1: 20-21 uma séria advertência:
          “Antes de tudo, entendam isto: nenhuma profecia da Escritura deve ser interpretada por um indivíduo em particular; porque nunca uma profecia procedeu como resultado da vontade humana - pelo contrário, pessoas movidas pelo Espírito Santo anunciaram a mensagem da parte de Deus”. NT Judaico.
          Este verso adverte que, antes de tudo, se tenha cuidado com interpretações provenientes de um único tradutor, o qual poderia eventualmente modificar os termos originais e, desta forma, estar entrando em contradição com o conjunto dos textos sagrados, e que, por isso, devemos comparar a sua obra com outras traduções e com outras passagens correlatas, para avaliar sua credibilidade.
          Em outras palavras, o texto nos informa que as traduções não são necessariamente inspiradas, havendo mesmo um sério risco de apresentarem distorções para justificar teorias pré-concebidas, que poderiam ser identificadas pelo exame da coerência entre as demais porções da Bíblia.
          O Senhor está nos revelando que pessoas de mente cauterizada poderiam mudar o sentido de alguns textos, segundo o seu próprio entendimento, mas sem a capacidade para mudar todos os textos correlatos, deixando, assim, os vestígios de seus erros. É aqui que podemos encontrar a atuação de Deus para, a um só tempo, preservar a autenticidade das Escrituras, bem como de sua tradução, em benefício dos que verdadeiramente estão interessados na salvação. 
          Pensando nessa possibilidade e na saudável recomendação de se consultar mais de uma versão da Bíblia, nos veio à mente alguns desvios de tradução que já são bem conhecidos. Vejamos, como exemplo, a falta de uma vírgula no texto de Lucas 23: 43, na versão Revista e Atualizada que assim se expressa:
          “Jesus Lhe respondeu: Em verdade Te digo que hoje estarás Comigo no paraíso”.
          Esta tradução, referente ao arrependido ladrão que foi crucificado com Jesus, contraria até mesmo o pensamento do próprio ladrão exposto no verso anterior: “quando vieres no Teu reino”.      
          Traduzida sem vírgula, esta passagem induz à teoria dos mortos justificados irem imediatamente para o céu, o que entra em contradição com outras passagens, dentre as quais, citamos aquela pronunciada três dias depois pelo próprio Jesus, quando Ele, ressurreto, recomendou à Maria:
          “Não Me detenhas; porque ainda não subi para o Meu Pai, mas vai ter com Meus irmãos, e dize-lhes: Subo para Meu Pai, para Meu Deus e vosso Deus” - João 20: 17.
          Observa-se aqui que Jesus, ainda no domingo da ressurreição, não havia subido para o céu, deixando claro que as palavras ditas anteriormente ao ladrão na cruz tinham sido mal traduzidas.
          Isso aconteceu para que não tivéssemos dúvidas a respeito dessa questão. Aquele ladrão morreu e foi sepultado, como Jesus foi. E, como tal ele se encontra, aguardando a ressurreição dos mortos como conclui o credo católico:
          “... Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna, amém”.
          Ora, se Paulo em I Tessalonicenses 4: 16 afirma que os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, por ocasião da volta de Jesus, em glória e majestade, a teoria de Dimas, o bom ladrão, ir imediatamente para o céu, veiculada na tradução de João Ferreira de Almeida não se harmoniza com o restante da Palavra de Deus e nem mesmo com o credo católico! Ademais, a situação dos mortos é claramente revelada em Eclesiastes 9: 5 e 10b, como segue:
          “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tão pouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento... porque no além para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.
          Assim, para ficar coerente com as demais Escrituras, a passagem de Lucas 23: 43, honestamente traduzida para o português, precisaria receber uma vírgula, ficando da seguinte forma:
          “Jesus lhe respondeu: Em verdade Te digo hoje, estarás Comigo no paraíso”.
          Felizmente essa forma correta da tradução, já vem sendo adotada por várias versões modernas da Bíblia, desfazendo naturalmente, o mal entendido provocado pela tradução do padre João.
          Desta forma, para evitarmos ser induzidos a uma falsa interpretação, que nos levaria à formulação de uma falsa doutrina, precisamos, antes de tudo, estar atentos aos possíveis desvios dos tradutores.
          Nesta verificação devemos considerar que as Escrituras foram inspiradas tanto por partes como em seu conjunto e, como tal, devem apresentar harmonia entre os seus 40 autores.                        
          Outro exemplo de desvio bem conhecido da versão Revista e Atualizada diz respeito às consequências do fogo eterno, relacionadas com a teoria da imortalidade da alma, explicitamente contestada em Ezequiel 18: 4 e 20:
          “Eis que todas as almas são Minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é Minha; a alma que pecar, essa morrerá... A alma que pecar, essa morrerá” ...
          A repetição proposital do verso quatro, no verso vinte, visa dar ênfase ao fato de que a alma, na Bíblia, representa apenas um ser vivo, nada mais. Contudo, com base na falsa premissa da sua imortalidade, alguns tradutores tiveram que incluir nas Escrituras o terrível viés do tormento eterno, ou seja, que uma pessoa condenada ao fogo, nele deva permanecer para sempre devido à imortalidade da alma, o que não seria justo, nem amoroso da parte de Deus.
          Essa falsa interpretação tem perturbado a mente de muitos sinceros filhos de Deus, por passar-lhes um deformado senso do caráter divino.
          Nem mesmo Satanás ficará para sempre no fogo, senão vejamos o que dele se fala:
          “Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; Eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e Te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto, e jamais subsistirás - Ezequiel 28: 18-19.
          Faz-se necessário, portanto, que todos os textos bíblicos que falem do fogo eterno sejam compatibilizados com estes, e corrigidos.
          Com relação à profecia de Laodiceia ser vomitada, o seu texto original em Apocalipse 3: 16 é o seguinte:
          “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”.
         Um judicioso e influente irmão, não acreditando que sua amada igreja pudesse um dia ser vomitada, confessou-me ter mudado o texto para “... estou a ponto de vomitar-te”. 
             Esta tradução distorce, completamente, o que Cristo realmente disse!
             Felizmente esta distorção só aparece a partir da versão Revista e Atualizada, onde esta mudança foi introduzida, em anos recentes. Mas, apesar de se tratar de um erro de tradução de apenas poucas décadas, já é defendido por muitos como tendo sido extraído do texto original.                  
             Partindo destes breves antecedentes julgamos imperioso comparar as diferentes versões da Bíblia para verificar a hipótese de outras possíveis e importantes contradições, motivadas por tradutores não comprometidos com a verdade que, agindo sem censura, passaram a contaminar a Palavra de Deus a partir, principalmente, do segundo e terceiro séculos do Cristianismo.
          Acreditamos que a conivência pacífica com estas antigas distorções esteja condicionando o sequestro da fé e a mornidão crônica na Igreja de Laodiceia, comprometendo, de um lado, o despertamento espiritual tão necessário aos santos dos últimos dias, e de outro, a reforma de vida, condicionada à correção das falsas traduções da Bíblia.
           Dada à importância deste tema e, evitando nos alongar mais do que convém, resolvemos dar continuidade ao mesmo em um opúsculo a ser editado oportunamente.
          Sugerimos aos que quiserem seguir adiante nesta trilha, numa investigação particular, que levem sempre em consideração a admoestação sagrada de que “toda a Escritura é inspirada por Deus” – 2 Timóteo 3: 16 e, como tal, deve apresentar-se como uma cadeia perfeita, prendendo-se um elo ao outro, explicando-se mutuamente e sem a menor contradição.
          Onde for encontrado um ponto incongruente este deverá ser examinado até remover a dúvida, à luz de versões paralelas e mesmo de textos correlatos dentro da mesma versão. A coerência entre os diferentes textos das Escrituras bem pode ter sido uma forma provida por Deus para expurgar os erros e preservar a sua originalidade.
          A grande fraqueza de Laodiceia tem sido ficar mais dependente de homens do que de Deus. Os membros desta igreja vêm desonrando a Deus por não reconhecer Sua suficiência, cobiçando comodamente a influência humana.
          Foi assim que Israel se enfraqueceu. O povo desejou ser como as nações do mundo, de modo que insistiu para ter um rei. Preferiram ser inspirados por um homem, ao qual podiam ver, em lugar de ser guiados pelo poder divino que até então os havia conduzido e lhes dado à vitória nas batalhas.
          Fizeram sua escolha, e o resultado foi observado na destruição de Jerusalém e na dispersão da nação.
          Não podemos repousar nossa confiança em homem algum, não importa quão preparado e elevado seja, a menos que ele mantenha firme a base de sua confiança em Deus, e coerência absoluta com o conjunto de Sua Palavra.
          Sendo que a história sempre se repete para aqueles que não conhecem a história, devemos buscar a reforma e a renovação espiritual de forma responsável, conforme nos é apresentada em Efésios 5: 18b-20:
          “Enchei-vos do Espírito, entretendo-vos com salmos, com hinos e cânticos espirituais, cantando e celebrando de todo o coração os louvores do Senhor; dando continuamente graças por tudo a Deus o Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus”.
          Estes versos nos ensinam que o Poder celestial se amplia no clima gracioso que se forma pela presença do Espírito para aqueles que se preocupam em criar tais condições, visando respirar essa atmosfera vivificante e renovadora do viver saudável e da comunicação com o céu.
           Estes haverão de desenvolver o caráter até a estatura completa de homens e mulheres em Cristo Jesus, da mesma forma como crescem e se desenvolvem aqueles que respiram o ar que refrigera a vida física.
          Ora, se o Espírito Santo é o Poder que nos foi prometido pelo alto, para nos afastar das coisas desta terra e eliminar nossas inclinações para o pecado, é coerente imaginar que o maligno esteja envidando as suas mais audaciosas energias para bloquear o efeito da estratégica divina no coração do ser humano, conforme citado no início deste capítulo. (1 Timóteo 4: 1-2.)
          Estamos formulando esta hipótese porque constatamos que o Espírito tão necessário para alcançarmos a vida plena em Cristo não vem atuando na medida do necessário para modificar nossa aparente indiferença com relação à vida eterna.
      A questão que estamos levantando é a de que se o Espírito Santo, misericordiosamente providenciado para encher a nossa alma com o desejo de santidade, de salvação e para gravar as palavras de Deus em nossa mente até ao ponto de nos convencer do pecado, da justiça provida na cruz, e do juízo que teremos de enfrentar quando formos avaliados em breve, no juízo dos vivos, por que, então, não nos regozijamos mais com este dom fundamental e não oramos mais por Ele?
          Se este é o meio estabelecido pelo céu para iluminar a nossa trilha para que não erremos o caminho da vida, por que, então, após nos batizarmos não passamos a sentir fome e sede por Ele, como seria de se esperar? 
          Devemos pesquisar o que estaria bloqueando a preciosa dádiva que tanto necessitamos e que o Nosso Pai celeste prometeu nos conceder, com abundância, a fim de que alcancemos a renovação de nossa vida espiritual.
          Uma boa hipótese a ser testada seria a de verificar se a nossa reforma não teria mais sucesso se começasse por uma reorganização mental alicerçada na oração, no louvor e no testemunho, totalmente isenta das contradições proporcionadas pelas traduções humanas. Se essa hipótese viesse a ser confirmada, teríamos um resultado interessante: quem não estiver disposto a efetuar as mudanças requeridas pelo céu, continuaria morno até ser vomitado. Os demais seriam enriquecidos pela chuva serôdia do Espírito de Deus.
             Falsas teorias acerca de Deus
           “E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam” - 1 Timóteo 6: 20.
           O quadro espiritual que nos leva à segunda plenitude dos tempos, não é o de um mundo convertido, mas de uma humanidade correndo para atingir o seu ponto mais degradante.
          Os próprios fundamentos da sociedade estão sendo desarraigados e a vida se tornando falsa e artificial.
          Desgostosos com fábulas e falsidades, e procurando abafar o pensamento, muitos volvem à incredulidade e ao materialismo.
          E é neste clima em que a verdade, a honra, a integridade e a compaixão estão em baixa, que teorias sem a sustentação da Palavra de Deus aproveitam para invadir o campo da teologia. Tal é o que diz Romanos 1: 21-22:
           “Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos”. 
           Dentre essas teorias enganosas se destaca o Panteísmo, acolhido por grande parte das criaturas racionais. Trata-se de um sistema filosófico que identifica a Divindade com o mundo e, segundo o qual, Deus é o conjunto de tudo quanto existe.
          Esta teoria espiritualista de um Deus impessoal, difundido principalmente através da natureza, remove a necessidade da expiação e faz do homem seu próprio salvador. Removendo Deus de Sua soberania, a criatura põe sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, é destituído de qualquer valor.
          O homem fica assim sem barreiras que o proteja contra o pecado. Rejeitadas as restrições da Palavra de Deus e do Seu Espírito, tais pessoas não imaginam a que profundezas poderão cair. Por isso não podemos aceitar nem defender teorias deste tipo que não tenham a devida fundamentação bíblica.
          No início do Século XXI cresce, também, o Gnosticismo, cuja etimologia está ligada à palavra sabedoria. O homem moderno busca relativizar tudo e pretende ter o conhecimento das ideias religiosas por meio da razão. O gnóstico se reconhece como um religioso mais elevado por não admitir a salvação pela fé, nem mesmo pelas obras e sim pelo seu próprio discernimento. Em face do esfriamento da fé e do amor, bem como da comercialização da verdade espiritual, esta falsa doutrina vem se alastrando e se convertendo noutra importante adversária do verdadeiro Cristianismo.
          Não podemos, porém, aceitar meras teorias especulativas como fatos científicos e nem admitir que a Palavra de Deus deva ser provada pelos ensinos desta falsamente chamada ciência.
          O Criador e suas obras estão além da compreensão das mentes limitadas que, por não poderem explicar a realidade espiritual pelas leis naturais, consideram a historicidade bíblica não digna de confiança.
          Os que duvidam da Bíblia, facilmente põe em dúvida a existência de Deus, atribuindo à natureza o poder infinito. Desta forma muitos são ludibriados e desviados da fé. A palavra de Deus, no entanto, nos previne contra este tipo de apostasia, como vimos em I Timóteo 6: 20.
          A deturpação das Escrituras
          Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo cócegas nos ouvidos” - 2 Timóteo 4: 3.
          Estamos vivendo neste tempo do descarte da sã doutrina, o que se pode comprovar pela existência de milhares de denominações cristãs.
          Dentre as manobras bem sucedidas do dragão vermelho, que foi definido em Apocalipse 12: 9, está a criação de uma Nova Era com base no Espiritismo.
          Trata-se de uma teoria conspiratória global, na qual um grupo poderoso e secreto planeja dominar e escravizar a humanidade por meio de um governo mundial único. Seu objetivo é derrubar governos e erradicar religiões, unificando as nações numa Nova Ordem Mundial com base em uma moeda única e numa religião universal falsa.
          Instrumentalidades satânicas estão trabalhando para as Nações Unidas, a principal organização mundial patrocinadora deste programa.
          Trata-se da construção de uma Torre de Babel, a qual já se encontra muito elevada e que só Deus poderá derrubá-la, o que fará muito em breve.
          O apóstolo Pedro trata de como devemos esperar o Senhor, vivendo vida reta e estudando as Escrituras e nos adverte contra uma falsa orientação muito recorrente no meio cristão atual, de que opiniões divergentes a respeito da verdade não trarão consequências para a salvação; de que basta ter fé e viver uma vida muito melhor do que antes de conhecer a Palavra de Deus.
          Este é um dos enganos mais bem sucedidos do maligno, porque ele sabe que somente a verdade, recebida no coração por amor à mesma, é que santifica a alma de quem a recebe.
          Não podemos deixar a nossa salvação na dependência de terceiros. Devemos dar o tempo devido para aprender as questões mais difíceis, orando para que possamos olhar todos na mesma direção.
          A unidade em Cristo implica em unidade doutrinária; do contrário estaremos nos nivelando com Babilônia. Observemos a seguinte colocação de Pedro, se referindo a Paulo:         
“Ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” - 2 Pedro 3: 16.
          Portanto, quando houver pontos de vista diferentes concernentes à Palavra de Deus, devemos aprofundar os estudos e a oração para dirimir as dúvidas. Fiquemos atentos porque o diabo está plantando joios em nosso meio, para roubar o nosso alimento, tirar a nossa força e o nosso poder espiritual que só se fortalece através da unidade, conforme o salmo 133.
          É tempo de termos uma luz plena não somente sobre os sinais dos tempos, como dos assuntos mais complexos da Bíblia. Nenhuma igreja poderá prosseguir no caminho da santificação, a menos que seus membros estejam fervorosamente na busca da verdade, como se estivessem na busca de tesouros escondidos.

 Sinais no mundo social

          Devido à mornidão espiritual da igreja, às falsas teorias que porfiam pela predominância e à incrível multiplicação dos meios de dispersão intelectual e de comunicação, os sinais sociais profetizados para o nosso presente são de um mundo francamente paganizado.
          E dentre os sinais mais notórios da última geração da Terra, destaca-se a descrença na Segunda Vinda literal de Jesus, em Sua gloriosa majestade.
          Mesmo dentre aqueles que acreditam nesta bendita esperança, a maioria vive como se ela nunca fosse acontecer. Se os primeiros sinais do tempo do fim foram marcados na Bíblia para serem vistos na natureza e nos astros, os últimos poderão também ser observados nas pessoas que vivem ao nosso redor, como poderemos observar a partir do próximo capítulo.
          
                      Características humanas, nos últimos dias
          
                           O escárnio dos despreparados
          “... tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” - 2 Pedro 3: 3-4.     
          Estes dois versos apresentam seis pontos diferentes que merecem destaque. Inicialmente, salientam o conselho para tê-los em conta. Que além de não ignorá-los ou esquecer sua mensagem, deveríamos considerá-los do ponto de vista prático. 
          O segundo ponto é: “antes de tudo”. Este termo destina-se a reforçar ainda mais a importância do seu conteúdo. Não só ter em consideração o que o texto apresenta, mas fazer isso com prioridade.
          O terceiro ponto a ser destacado é o de que os destinatários desta declaração estariam, especificamente, vivendo nos últimos dias, se constituindo, portanto, em um sinal evidente do tempo do fim.
          E o que é que devemos tomar em consideração, antes de qualquer coisa, no tempo do fim? É o fato de que “Virão escarnecedores”.
          Neste quarto ponto Pedro nos adverte sobre os zombadores da Palavra e das profecias que apareceriam em nosso meio, conforme os sinais no mundo religioso vistos anteriormente no item b.
          O quinto ponto fala da natureza destes escarnecedores:
          “... andando segundo as suas próprias paixões”.
          Trata-se, portanto, de pessoas aparentemente religiosas, mas descomprometidas com a verdade; são carnais pois que, segundo a definição de I Coríntios 3: 1-3 elas foram batizadas mas andam segunda a carne, permanecendo criancinhas em Cristo, sem o devido discernimento espiritual.
          E sobre o que estariam mofando ou fazendo troça? Este é o sexto ponto e o centro da mensagem desta seção: estariam dizendo “onde está a promessa da Sua vinda?”
          Esta interrogação indica que nos dias do retorno literal de Jesus, enquanto alguns estariam atentos sobre a iminência do mesmo, a maioria estaria ridicularizando, não dando crédito e buscando tirar a importância desta pregação, disseminando a dúvida e questionando: onde está a promessa da Sua vinda? Isto é, de onde saiu está ideia maluca? Não se pode interpretar estas passagens literalmente! Outros ainda dizem: não estamos autorizados a tratar deste assunto, porque o dia e a hora da volta de Jesus ninguém sabe.
          Deveras, a abordagem deste tema tem causado muita contradição.
          E, realmente, apesar da proclamação da Segunda Vinda de Jesus ser estimulada pela Bíblia, observamos severa oposição de muitos dentre os crentes e descrentes. No fundo, estas pessoas não desejam ouvir sobre a iminência da vinda do seu Senhor, porque tremem pela possível exposição de seus pecados ocultos. Muitos não se limitam a não querer ouvir os argumentos da Bíblia como também ridicularizam aos que se interessam pelas promessas do seu Salvador.
          O que mais impressiona é que parte importante deste grupo se encontra entre os mais prestigiados pregadores da fé cristã.
          Dentre os que ensinam a religião até o papa atual desdenha do retorno de Jesus em glória e majestade. Seus clérigos bem como a grande maioria dos pastores evangélicos escarnecem, abertamente, desta promessa gloriosa, citada cerca de 2000 vezes na Bíblia. Não se conformam de apenas escarnecer, mas, ainda, chamam de fundamentalistas aos que seguem a Palavra de Deus literalmente, assim como ela se encontra nas Escrituras.
          Ser fundamentalista não é a questão. O problema maior é que para os escarnecedores mais ostensivos, os fundamentalistas religiosos, apesar de desarmados, são tidos na conta de pessoas tão perigosas quanto os fundamentalistas políticos, isto é, quanto aos terroristas. Fundamentalista é, portanto, o termo moderno inventado para substituir a palavra herege, que foi usada no passado para perseguir e matar os filhos de Deus.
A carta apostólica que demarcará a contagem regressiva dos últimos três anos e meio da Terra, nos quais grassará terríveis perseguições contra os fundamentalistas já tem título: ‘Dies Domini’ ou dia do Senhor, exaltando o domingo como dia de adoração. Foi redigida pelo papa emérito Bento XVI e publicada em 1998 por João Paulo II. E é neste clima de arrogante descrença que surge o nosso segundo sinal social.
          Indiferença com relação à Segunda Vinda de Jesus
          “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem às dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas” - I Tess. 5: 1-5.           
          O apóstolo Paulo está fazendo referência a duas classes de pessoas que facilmente encontramos em nossos dias: uma formada pelos que atendem à admoestação do Salvador e são exaltados pelo céu como filhos da luz e outra, para a qual o aparecimento do Senhor há de ser uma esmagadora surpresa, cujos participantes ‘de modo nenhum escaparão’.
          Diante destas considerações, repassemos um verso do profeta Amós apenas para fazer um teste:
          “Certamente o Senhor não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” - Amós 3: 7.
          O que significam essas palavras? Que a Segunda Vinda de Jesus, pela sua importância, certamente teria um lugar preferencial nesta lista dos eventos revelados! E, por conseguinte, ela, também, deve estar claramente indicada na Bíblia, mesmo sem revelar o dia e a hora! E nós perguntamos: quem já encontrou claramente indicada, estas passagens nas Escrituras? Ou será que ainda estamos perguntando incredulamente e, talvez, com escárnio ou medo, onde está a promessa de Sua Vinda?
          Graças a essa revisão de sinais que estamos realizando já encontramos algumas mensagens que satisfazem essa questão com relativa precisão e não temos nenhuma razão para não estarmos convictos delas! Temos percebido tratar-se de mensagens santificadas, cheias de amor e encorajamento, destinadas a iluminar a senda dos fieis, quando estiverem na sua hora mais difícil.
             Reconhecemos, contudo, ser raro encontrarmos pessoas com ideias claras sobre estes faróis do tempo profético. Elas geralmente se conformam com ideias vagas como o ‘venho sem demora’ de Jesus, citado em Apocalipse 10: 6, sem demonstrar interesse em descobrir o que o Senhor quis dizer com estas palavras indeterminadas para os indiferentes. Ora, se a questão é essa dentro dos arraiais da Igreja remanescente, como estaria a situação no meio dos incrédulos?          
             Lúcifer conhece bem as profecias e busca camuflá-las o melhor que pode para desviar a nossa atenção das mesmas; por meio de seus atalaias ele proclama: ‘Paz, paz!’ quando Deus não está falado de paz. Além de se recusarem a entrar no reino do céu, esses obreiros fraudulentos buscam embaraçar os que querem entrar, alimentando a dúvida. Dizem não se oporem a Segunda Vinda de Jesus, mas, unicamente à marcação de datas, enquanto Paulo afirma que o céu não oferece nenhuma garantia para os que fazem questão de ignorar a verdade. Para distrair e tapear os incrédulos, o diabo oferece um falso ministério social, sobre o qual trataremos a seguir.
          A síndrome das falsas curas
          “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” - I Pero 5: 8.
          Satanás desceu com grande poder e muitos estão sendo enganados por suas falsas operações de cura. Os que rejeitam os mandamentos de Cristo e Sua justiça aceitarão este sofisma que está inundando o mundo por meio de homens que, sob a influência maligna, estão seduzindo as massas, fingindo operar milagres.
          Espíritos maus acham-se ativamente empenhados na busca de controlar a mente dos seres humanos. Mas nós não precisamos ser enganados. No âmbito deste sinal, Satanás faz com que as pessoas fiquem doentes, e depois, de repente, remove delas o seu poder satânico, sendo, então consideradas como curadas. Estas obras de cura, aparentemente miraculosas, estão levando muitos cristãos sinceros à prova.
          Mas se aquelas pessoas por meio das quais as curas são realizadas acham-se dispostas, por causa destas manifestações, a desculpar sua negligência quanto à observância da Lei de Deus, continuando em desobediência, não se segue que possuam o grande poder de Deus. Ao contrário, fica claro tratar-se do poder operador de milagres do grande enganador. Isto porque o diabo é o principal transgressor da Lei moral.
          Somos advertidos que nos últimos dias ele trabalhará com sinais e prodígios da mentira e continuará com esses prodígios até ao fim do tempo de graça.
          Vejamos mais essa advertência, em Apocalipse 13: 14:
          “Seduz os que habitam sobre a Terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a Terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu”.       
          Este falso poder de cura somente prevalecerá até ao fechamento da porta da graça, pois, quando cair a primeira praga, a das úlceras malignas, este falso poder perseguidor, semelhante ao da besta medieval, será desmascarado porque Satanás nada poderá fazer para curar tais úlceras malignas. O Senhor começará as pragas por meio de feridas incuráveis e dolorosas para desmascarar estes charlatões que desviaram as suas vítimas da salvação.
           A síndrome dos tóxicos
          “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam os teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus Te pedirá conta” - Eclesiastes 11: 9.   
          Dentre os problemas sociais crônicos dos últimos dias se destaca a a busca por prazeres, ligada à delinquência juvenil que se alastra como uma lepra, sem que ninguém possa fazer alguma coisa para impedi-la. Por trás dela se encontram a impunidade e um formidável laboratório de Satanás: o das drogas.
          A antiga serpente tem levado muitos jovens por um caminho descendente até que percam a sensibilidade da consciência, ficando, também, sem o temor de Deus. Sujeitos a vícios cada vez mais escravizadores, exercem cada vez menos domínio próprio, enquadrando-se aos poucos nas características citadas por Paulo em Romanos 1: 28-31:
          “Como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus, Ele os entregou aos seus maus pensamentos, para que façam o que não devem. Estão cheios de perversidade, maldade, avareza, vícios, ciúmes, crimes, lutas, mentiras e malícia. Difamam e fazem mal uns aos outros. Odeiam a Deus e são atrevidos, orgulhosos e vaidosos. Inventam muitas maneiras de fazer o mal, desobedecem aos pais, são imorais, não cumprem a palavra, são malvados e não têm pena dos outros”. NTLH.
          Quando os jovens são convidados a beber socialmente, Satanás, aos poucos, leva-os das bebidas leves para as mais fortes, conduzindo-os, também, do fumo à maconha e desta, à cocaína e ao crack..., passando-os, rapidamente, de um a outro estágio de aviltamento, alavancando o crime e a prostituição.
          O maligno parece determinado a colocar sob sua sujeição toda a raça humana, por quem Cristo pagou um preço infinito para restaurar nela a imagem moral de Deus. Como, porém, a oferta de Jesus para a remissão dos pecados exige paciência para ser totalmente alcançada, a maioria da juventude corre desenfreada atrás de vantagens imediatas que acabam proporcionando uma sociedade incrédula e violenta.
          Faríamos bem em considerar o sábio conselho de Eclesiastes 11: 9, já citado, evitando ouvir muito das impiedades e crimes que existem. Mediante influências como estas, a sociedade vem se desmoralizando e as sementes da anarquia e da impiedade, sendo defendidas e alastradas. Devemos devotar nosso tempo em adquirir capacidade para o serviço de Deus. Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e toda a faculdade de nosso ser deve ser consagrada a objetivos dignos.
       A concentração da riqueza
          “Atendei, agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas, e as vossas roupagens, comidas de traça; o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugem, e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos e que por vós foi retido com fraude está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a Terra; tendes vivido nos prazeres; tendes engordado o vosso coração, em dia de matança. Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência” - Tiago 5: 1-6.
          A descida para a segunda e última plenitude dos tempos vem sendo destravada pela ganância implacável e ambição desmedida, as quais vêm dando origem a uma desconfiança universal.
          A ideia da dignidade e dos direitos humanos vêm sendo postos de lado como se fossem uma fábula. O direito das pessoas do povo comum vem sendo subordinado à ambição daqueles que se encontram na busca do luxo e do poder proporcionado pela concentração da riqueza.
          Esta anomalia social, favorecida pela impunidade, tem alcançado proporções que não conhecem limites, superando a própria predição bíblica, roubando as oportunidades para a educação das camadas mais pobres da população.
          Muitos dos desassistidos têm se rebelado contra Deus, se entregando também às paixões terrestres e à busca fácil de subir na vida.
          A procura do poder, da comodidade e da condescendência própria, tem provocado muitos escândalos, envolvendo políticos corruptos e pessoas aparentemente idôneas, mas que enchem as páginas dos noticiários policiais
          Verdadeiras fortunas de procedência desonesta são empregadas para proteger o tráfico, o vício e toda a sorte de crimes, de modo a universalizar o mal.
          Somas gigantescas de recursos financeiros são enviadas para Bancos situados no exterior, de onde muitas vezes nunca chegam a ser retiradas. É como se lá ficassem cobertas pela ferrugem, como diz a Palavra de Deus.
          Propriedades acumuladas egoisticamente é o fruto desta opressão que se processa em detrimento da saúde e do bem estar de muitos dos filhos de Deus. Os ricos, no entanto, indiferentes ao clamor dos ceifeiros dão sentido às palavras de Isaías 56: 12:
          “Vinde, dizem eles, trarei vinho, e nos encharcaremos de bebida forte; o dia de amanhã será como este e ainda maior e mais famoso”.
          Em decorrência dos atos destes maus servos que comem e bebem com seus iguais, unindo-se com o mundo na busca do prazer, muitos são condenados à miséria e à clandestinidade.  Mas a palavra de Deus, lá do céu os adverte, dizendo que “lhes sobrevirá repentina destruição e de nenhum modo escaparão”!  1 Tessalonicenses 5: 3.
          Precisamos entender que “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” - Lucas 12: 15 b.
          A riqueza em si não é um mal. O problema é quando ela se transforma em um ídolo, tomando o lugar de Deus.
         A degeneração dos princípios
          “Lembre-se disto: Nos últimos dias haverá tempos difíceis. Porque os homens serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos pais, e não terão respeito à religião. Não terão amor para com os outros, e serão duros, caluniadores, sem domínio próprio, violentos, e inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos, e cheios de orgulho. Amarão mais os prazeres do que a Deus. Terão a forma exterior de nossa religião, mas rejeitarão o seu verdadeiro poder” - 2 Timóteo 3: 1-5.  
          O cumprimento desta profecia, no mundo cristão, é muito difícil de esconder. A degeneração da sociedade talvez seja uma das variáveis mais fáceis de ser verificada porque se encontra estampada em todos os jornais produzidos pela mídia, tanto local, como nacional e mundial. Satanás não só leva as pessoas à miséria como também se deleita em divulgar seus crimes, de todas as formas possíveis, no sentido de estimular a prática do mal.
          O que mais impressiona é o fato de nossos filhos estarem incluídos nesta vergonhosa fotografia bíblica.
 Sinais no mundo econômico
               A última crise
          O profeta Sofonias identifica a chegada de um sinal econômico inconfundível, de nível mundial, e que já vem assolando a humanidade.
            A evolução deste sinal ainda servirá de pretexto para a tentativa de destruir o povo de Deus situado na Palestina, o qual terá de enfrentar a mais sangrenta batalha de todos os tempos.
            Mas será por meio desta série de eventos dramáticos na Terra Santa que virá o despertamento do remanescente de Israel para que o mesmo recupere o espaço perdido como líder espiritual da Terra.
            Comecemos a considerar este sinal, profetizado há milênios e que já está em curso há dezesseis anos.
          
         A queda das torres gêmeas
            “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo e nele clama até o homem poderoso. Aquele Dia é dia de indignação, dia de angústia, e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridão e negrume, dias de nuvens e densas trevas, dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas- Sofonias 1: 14-16.      
            O Dia do Senhor, neste contexto, envolve um pequeno período profético no qual Deus estaria atuando mais diretamente nos negócios do homem moderno, permitindo que o mundo seja conduzido para o seu grande final.
            O sinal que nos situa nos últimos elos da corrente do tempo profético e que sinaliza para o que poderemos esperar ainda em nossa geração foi indicado no versículo dezesseis. Trata-se do alvoroço e desolação que foram traduzidos como segue:
          “... aquele Dia, que muito se apressa... é dia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas”.
          Ora, este conteúdo genérico do Velho Testamento pode ser facilmente distinguido na derrubada das duas torres gêmeas do World Trade Center, consideradas, até suas quedas, as mais altas e indestrutíveis do mundo.
          Não obstante a sua condição de total segurança, terroristas do grupo Al Qaeda, criado em 1980 para lutar contra a influência ocidental sobre o mundo árabe, lograram pô-las abaixo no lendário dia 11 de setembro de 2001, arriando com elas o maior centro financeiro do planeta, situado em Nova Iorque.
          O ataque ao Pentágono, nesta mesma operação de guerra contra as torres altas, certamente foi incluído para dar o sentido exato às palavras do profeta Sofonias que se referem também ao ataque às duas cidades mais fortes e melhor vigiadas da Terra: Washington e Nova Iorque.
          Esta ação terrorista foi assumida como sendo uma contestação do mundo árabe contra as seguidas intervenções ocidentais no Oriente. 
          Um terceiro aspecto importante para os que estudam os sinais dos tempos foi o emprego da palavra trombeta, traduzindo o pensamento de uma declaração de guerra, como foi realmente considerada pela corte americana.
          E, no contexto de que se apressa para o fim do mundo, esta palavra evoca, também, as trombetas do Apocalipse, programadas para demarcar o início da contagem regressiva dos últimos sete anos da História.
          Acreditamos ser difícil encontrar uma ocasião mais ajustada para o cumprimento desta profecia. Tudo indica ser este um elemento fundamental na composição do quebra-cabeça profético, e decisivo para o desdobramento das últimas profecias que ainda encaminharão as nações do mundo para o vale de Josafá, conforme examinaremos na próxima seção.
           Os desdobramentos da Última crise
          “Levantem-se as nações, e sigam para o vale de Josafá, porque ali me assentarei, para julgar todas as nações em redor” - Joel 3: 12.
           O profeta Joel está se referindo à primeira fase do juízo dos vivos que contempla, inicialmente, o Oriente Médio, mas que se expandirá por todos os países que se envolverão neste conflito, conforme citado em Joel 3: 1:
             “Eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do Meu povo, e da Minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a Minha terra entre si”.  
          Os Estados Unidos da América já se encarregaram de levar a crise americana para o seu segundo estágio, quando rebateram o ataque sofrido contra Nova Iorque e Washington, invadindo o Estado Islâmico do Afeganistão, em 7 de outubro de 2001, dando curso as ações que, finalmente, levarão ao julgamento de toda a banda oriental do planeta.
          O Emirado Islâmico do Afeganistão é um país soberano do centro da Ásia, limitado pela China, Paquistão, Irã, entre outros, sendo comandado desde 1996 pelo grupo terrorista Talibã. A ação militar americana e de suas forças aliadas foram justificadas porque os afegãos deram guarida a Osama Bin Laden, o mentor do grupo Al Qaeda e reconhecido herói dos Talibãs.
          Assim, o cenário inicial da última crise recebeu a inclusão das forças da OTAN caçando e prendendo suspeitos de atividades terroristas, no Afeganistão, e enviando-os para a base Guantánamo, em Cuba.
          Osama Bin Laden acabou sendo morto, mas o problema não foi solucionado porque a ação da política antiterrorista comandada pelos EUA não chegou a ser definitiva. O grupo Talibã teve suas atividades interrompidas pela intervenção estrangeira mas, com a retirada das tropas invasoras o terrorismo em geral acabou saindo fortalecido. Os Talibãs retomaram o controle de boa parte do território Afegão, decididos a implantar a lei sharia ou islâmica, também no Paquistão. Isso sem falar no estremecimento político gerado contra o Ocidente, em toda a vizinhança do Afeganistão. 
          Em 2002, um ano depois da queda das Torres Gêmeas, surgiu o grupo Boko Haram, cujo nome significa: a educação não islâmica é pecado.
          Esta foi outra organização antiocidental, cujo objetivo foi à implantação da lei sharia na Nigéria. Este grupo terrorista se aliou com o grupo gihadista Estado Islâmico, surgido em 2013 como dissidência ou talvez como uma franquia do Al Qaeda, visando à criação de outro Emirado Islâmico, agora no Iraque, onde a ação norte-americana também não foi definitiva, e na Síria, que atravessa uma dramática guerra civil, com centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados.
          O objetivo final do Estado Islâmico é fomentar uma guerra santa contra Israel, um aliado incondicional dos americanos e que, neste tempo terminal, ainda será convertido num grande centro difusor de espiritualidade para o mundo cristão.
          A importância deste último grupo terrorista é tão preocupante que mais de sessenta nações já se cadastraram para lutar contra ele, inclusive Israel que apoia por meio do seu eficiente sistema de informações. Não obstante os sucessivos ataques sofridos, o EI avança aproveitando-se da desordem presente no Iraque, após a retirada das tropas americanas, e na Síria, aonde diversos grupos terroristas, alguns deles sob a tutela da América do Norte, já vêm, há meses, arrasando o país.
          Desta forma, a crise política Norte Americana, aflorada em 2001, declarada econômica e de caráter mundial em 2008/2009 vem se alastrando, sem nenhuma perspectiva de solução.
          O jornal Correio Braziliense de 16/11/2014, Caderno de Economia, p. 13, tratando do último encontro do G20 (reunião dos representantes dos países ricos e dos emergentes, os quais respondem por 85% da economia global), ocorrido em Brisbane, no litoral da Austrália, informou que será preciso injetar US$ 2 trilhões na economia global nos próximos cinco anos, na tentativa de recuperar pelo menos dois pontos do PIB mundial.
          E no encontro informal do BRICS, que ocorreu na manhã do dia 15/11/14, antes da cúpula do G20 se reunir, a então presidente brasileira Dilma Rousseff admitiu, textualmente que, “ao chegar ao final de 2014, vemos frustradas nossas expectativas de recuperação da economia mundial”. 
          Os economistas brasileiros confessam que nunca, como agora, o Brasil teve um problema tão grave de falta de esperança, sem ver sinais de recuperação.
          O governo Dilma que se mostrava totalmente incapaz de executar um plano para restaurar a economia do país, acabou sendo deposto em 2016; Impressiona a rapidez com que a deterioração atinge os mais diferentes setores da sociedade.
          Enquanto a inflação sai do controle, a recessão avassala, as taxas de desemprego aumentam com velocidade, os juros se mantêm elevados e a trajetória do crescimento da dívida pública deixa de ser sustentável, alcançando mais de 170 bilhões de reais.
          O país parou, literalmente e, enquanto o governo interino de Michel Temer se preocupa em estancar a crise, dois ministros de Estado caíram por corrupção, o presidente da Câmara dos Deputados perdeu seu cargo e foi preso pelo mesmo motivo, e o presidente do Senado Federal que se encontrava em situação cada vez mais crítica para manter-se no poder, acabou destituído.               
          O Brasil, certamente, não é o país mais ressentido pelo pesado efeito desta crise profetizada por Sofonias, sem que estadista algum possa fazer alguma coisa para amenizá-la.
          Os desgastes desta perigosa conjuntura econômica mundial vêm tomando posse dos elementos políticos, dos religiosos, dos sociais e até mesmo dos ecológicos, fortalecendo os planos previstos para a consolidação da Nova Ordem Mundial, visando reunir as nações para uma solução concertada de todos os problemas.
          Mas o que os estadistas imaginam como solução globalizada ainda detonará, irremediavelmente, a bomba relógio que vem sendo armada pelo Ocidente no porão do Oriente Médio, desde quando a ONU decretou a criação do Novo Estado Palestino, em Israel.
          Dos graves conflitos que decorrerão da guerra santa há muito profetizada, Israel sairá arrasado, mas vencedor. A sua vitória, no entanto, funcionará como o sonido de uma trombetas de guerra que atrairá os aliados dos países derrotados, os quais formarão uma confederação de nações provenientes do Oriente e do Norte da Europa para o vale de Josafá, onde se travará a grande batalha do Armagedom. Apesar de circunscrita ao Oriente Médio, os reflexos desta guerra se propagarão inevitavelmente para a banda ocidental do Planeta, culminando na queda das sete últimas pragas, referidas em Apocalipse 15 e 16.
          Esta placa profética, portanto, já praticamente estabelecida revela ao mundo, o último indicador profetizado para despertar o povo de Deus.
          Laodiceia, no entanto, continua na madorna espiritual e parece que só despertará, parcialmente, quando ouvir o troar do Senhor proveniente do monte de Sião, quando será muito difícil concluir a pregação do evangelho pelos meios convencionais.
          A última igreja sabe que a vinda do Senhor Jesus não é uma fábula, mas não consegue retirar os seus fiéis da lassidão em que se encontram, enquanto aguardam o noivo que virá do céu para levar os justos para a eternidade.
          O tempo da vinda do Messias, porém, já não será apropriado para a reforma de vida e nem para o reavivamento espiritual, pois Jesus já estará trazendo o galardão para dar àqueles que honraram a sua fé, apresentando um caráter semelhante ao Seu.
          A transformação final profetizada não visará corrigir defeitos de conduta, mas revestir os corpos físicos dos vitoriosos com o toque da imortalidade, como descrito em I Coríntios 15: 53:
          “Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade”.  
          Não sejamos dispersivos nesta hora em que mais de 85% da última geração já foi transcorrida.  Há um condicionamento natural de dispersão nos encantamentos da música profana, nos recursos dos computadores, celulares e nos programas excitantes da televisão. O maligno sabe que podemos nos viciar nestes entretenimentos e, por meio deles está buscando o domínio de nossa mente, e da mente de nossos filhos, principalmente.
          Quanto à leitura, todo aquele que pretende ser um seguidor de Cristo, nestes momentos terminais da História, deverá se interessar apenas pelo que é de valor real e eterno. A Palavra de Deus contém os princípios divinos, as promessas celestiais, as provisões justas e todos os outros ingredientes para a vitória final.
          Os primeiros sinais referidos por Jesus no Monte das Oliveiras já se cumpriram, como veremos no próximo capítulo. É chegado o tempo para presenciarmos a restauração de todas as coisas pelas quais Jesus deu a Sua vida.
          Mas, para a obtenção de nossos objetivos eternos, em Cristo Jesus, não podemos ser dominados pelo apetite e nem pela paixão, mas, pelo contrário, devemos estar dispostos ao sacrifício da renúncia, a exemplo do que Jesus fez por nós, e carregar a nossa cruz.
          Estejamos cientes de que não há maneiras fáceis para vencer o mal. É tempo de preparo porque os acontecimentos que ainda faltam se cumprirão em um lapso muito curto de tempo.     
          Deus já está retirando Suas restrições da Terra e logo haverá os morticínios em massa que foram profetizados para demarcar o julgamento do Oriente, e que servirão de alerta para o Ocidente cristão, o qual também será julgado, em tempo recorde, antes do fechamento da porta da graça.
          “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério, e que Ele envie o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca de seus profetas desde a antiguidade”. Atos 3: 19-21.

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