sábado, 3 de fevereiro de 2018

O milênio e a eternidade

         Aquele que cear comigo, na Terra, disse Jesus, por meio de cuidadosos estudos das Escrituras, também ceará comigo no céu, na ceia do Cordeiro, e lá permanecerá por mil anos até retornar ao planeta Terra onde desfrutará de delícias eternas.
          Que promessa maravilhosa. 
          Este milênio referido por seis vezes em Apocalipse 20 vem na sequência do juízo dos vivos, do julgamento da Igreja, da grande meretriz e mesmo da Segunda Vinda de Jesus registrada no Apocalipse 19.
          Sua conexão com o que acontecia no Santuário terrestre é oportuna para desfazer mal entendidos sobre este importante tema. 
           A cerimônia que fazia alusão ao milênio era realizada na parte do santíssimo, por ocasião da remoção simbólica dos pecados que haviam contaminado o santuário durante o ano.
          A remoção só acontecia após a morte do bode expiatório que representava a morte de Jesus e da aspersão de seu sangue sobre o altar. A expiação estava concluída mas não a cerimônia. Agora vem a parte que nos interessa. 
         O sumo sacerdote orava sobre a cabeça de um segundo bode, chamado emissário, que era enviado para morrer no deserto de acordo com as orientações dadas a Moisés:
“Do sangue aspergirá, com o dedo, sete vezes sobre o altar, e o purificará, e o santificará das impurezas dos filhos de Israel. Havendo, pois, acabado de fazer expiação pelo Santuário, pela tenda da congregação e pelo altar, então fará chegar o bode vivo. Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e o porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso” -  Levítico 16: 19-22.
A morte do segundo bode não tinha poder de salvação porque, em conformidade com Hebreus 9: 22 “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados”. Ele apenas tipificava Satanás, o grande tentador, que induz o povo de Deus ao pecado e que, por isso, era levado vivo ao deserto, carregando simbolicamente todos os pecados do povo de Deus verdadeiramente penitente; e lá deveria permanecer até a sua morte.
Da mesma forma de como acontecia no santuário terrestre, Jesus, pelo Seu próprio sangue, remove do Santuário celestial os pecados do Seu povo e, ao encerrar Seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que na execução do juízo deverá receber a pena capital, morrendo no fogo após o milênio.
Assim, aquele cerimonial da purificação do Santuário em Israel era uma lição ilustrada da realidade celestial, visando ensinar-nos coisas que não podemos enxergar.
Vejamos como o apóstolo Paulo relaciona estes dois serviços em Hebreus 9: 11, 12, 23 e 24:
“Quando, porém, veio Cristo como Sumo Sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e o mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção... Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios (de animais), mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em Santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”.
Com estes antecedentes em mente, entendendo que assim como o deserto estava para o bode emissário, esta Terra esvaziada após a trasladação dos justos para o céu, estará para Satanás, concentremos a atenção em Apocalipse 20, que trata, exclusivamente, do milênio celestial.
O início do milênio
“Então vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente” - Apocalipse 20: 1.
As palavras: ‘então vi’ situa o início do milênio no tempo, uma vez que elas são ditas após os eventos salientados em Apocalipse 19: 11-16, quando Cristo retorna como Rei dos reis e Senhor dos senhores. O anjo descendo com a chave na mão significa que o céu tem total controle sobre os eventos futuros, quando o dragão não poderá evitar de ser lançado no abismo. Como Satanás é um ente espiritual, a corrente será apenas um símbolo de sua prisão, conforme é salientado em Apocalipse 20: 2-3:
         “  Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o, e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disso é necessário que ele seja solto por pouco tempo”.
Satanás é tratado aqui como um perigoso bandido, devendo aguardar encarcerado, o momento da sua execução. A sua prisão é simbolizada pelo abismo caótico em que se tornará a Terra, após as sete últimas pragas: disforme, vazia e sem luz, voltando às condições que havia no princípio da criação, conforme Gênesis 1: 1-2:
“No princípio, criou Deus os céus e a Terra. A Terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo...”.
O esvaziamento da Terra trará o fim das atividades satânicas, causando sua prisão circunstancial. Este fato é esclarecido pela afirmação que mostra o propósito do seu confinamento:
“... para que não mais enganasse as nações” (Apocalipse 20:3).
Esta será uma consequência natural porque o Senhor Jesus, após o juízo, na Sua Segunda Vinda, realizará duas operações conjuntas:
a) recolherá os justos para o céu, conforme I Tessalonicenses 4: 16-17 e,
b) confinará Satanás na Terra desolada porque ele não terá a quem tentar uma vez que os ímpios que restarem vivos, serão eliminados conforme Apocalipse 19: 21:
Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram de suas carnes”.
Resumindo, os acontecimentos ligados com o início do milênio, serão:
• A volta de Jesus Cristo (Mateus 24: 30-31);
• A morte dos ímpios (II Tess. 2: 8 e Apocalipse 19: 21);
• A ressurreição dos justos (I Tess. 4: 16-17);
• O arrebatamento dos justos (I Tess. 4: 16-17 e I Coríntios 15: 51) e
• A prisão circunstancial de Satanás, conforme Apocalipse 20: 1-3.
Durante o milênio
Os acontecimentos que ocorrem durante o milênio, no céu, são descritos à partir de Apocalipse 20: 4:
Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar... e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”.
Este texto apresenta positivamente o milênio celestial, conforme a promessa de Jesus em João 14: 2-3:
“Na casa de Meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e, vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou, estejais vós também”.
Daniel profetizou este tempo como segue:
“Até que veio o Ancião de dias, e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino”. Daniel 7: 22.
No verso 27, Daniel apresenta a transferência do reino para a Terra renovada:
O reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu, serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; e o Seu reino será reino eterno; e todos os domínios O servirão e Lhe obedecerão”.
O fato de reinarem com Cristo está de acordo com o texto da sétima trombeta que diz que o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo e que chegou o tempo de serem julgados os ímpios mortos. (Apocalipse 11: 15 e 18).
Apocalipse 20: 4 indica, também, que, enquanto permanecerem no céu, pelo período de mil anos, os santos participarão do julgamento dos ímpios, esclarecendo fatos e estabelecendo sentenças. O apóstolo Paulo confirma este argumento em I Coríntios 6: 2-3:
“Ou não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois acaso indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos; quanto mais as coisas desta vida?”
Em Apocalipse 20: 5 lemos:
“O restante dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos, esta é a primeira ressurreição”.
Deste verso se depreende que os ímpios mortos não serão ressuscitados quando da Segunda Vinda de Cristo, pois diz que eles não reviveriam até que os mil anos se acabassem.
Não serão, contudo, esquecidos, mas julgados nas cortes celestiais, e ressuscitados no final do milênio para pagarem pelos pecados cometidos.
O comentário do Apóstolo João em Apocalipse 20: 6 salienta a grande vantagem dos justos:
Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos”.
A segunda morte refere-se ao caso dos ímpios mortos que voltarão à vida, só que mil anos mais tarde, na ressurreição do juízo, conforme nos é confirmado em João 5: 28-29:
“Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.
Enquanto os justos sairão imortais de suas sepulturas, e a segunda morte não os atingirá, conforme I Cor. 15: 50-55, os ímpios serão ressuscitados para receberem a justa punição e a morte eterna. Jesus, em Mateus 10: 28 assegura que Deus destruirá tanto os seus corpos como as suas almas, no inferno de fogo:
Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes Aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”.
Esta é mais uma clara indicação da mortalidade da alma. A segunda morte será, portanto, aquela que sobrevirá aos ímpios após a sua ressurreição, no término dos mil anos, de acordo com Apocalipse 21: 8:
Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”.
O fim do milênio
Como vimos no início deste capítulo, o anjo prendeu Satanás durante mil anos e agora, em Apocalipse 20: 7 lemos sobre a sua soltura:
Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto de sua prisão”.
Aqui começam os fatos relacionados com o término do milênio. Satanás, após refletir por mil anos sobre a sua culpa pelos pecados por ele induzidos, o que era ilustrado pelo bode emissário do ritual israelita que era enviado para morrer no deserto, terá sua prisão relaxada porque a ressurreição dos ímpios lhe fornecerá o material humano sobre o qual poderá exercer a sua astúcia enganadora. Ele, portanto, estará livre para organizar os ímpios ressurretos.
Em Apocalipse 21: 2 o apóstolo São João descreve a descida da cidade querida onde estarão concentrados os justos:
“E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o Seu marido”.
Contemplando a descida do céu desta imponente cidade, em toda a sua radiante glória, com seus muros de jaspe e suas ruas de ouro, muito além de tudo o que o olho mortal já contemplou, os ímpios ressurretos se espantarão e, apavorados fugirão da cena, conforme o comentário do profeta Zacarias:
“Fugireis pelo vale dos Meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azel; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então virá o Senhor meu Deus, e todos os santos com Ele. Acontecerá naquele dia que não haverá luz, mas frio e gelo”.  Zacarias 14: 5-6.
Certamente restará muito pouco tempo para Satanás realizar sua última manobra, no sentido de organizar os ímpios na tentativa de reconquistar a Terra. Sem desanimar ele buscará convencer os ímpios de que poderão tomar a cidade pela força.
            Vejamos o que diz Apocalipse 20: 8 com relação ao seu esforço final de lutar contra Deus:
“E sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-los para a peleja. O número desses é como a areia do mar”.
Os termos Gogue e Magogue são usados agora para representar as hostes dos não salvos de todas as eras e que ressuscitarão na segunda ressurreição. Seu número está além da conta.
Este é o último conflito entre Deus e os que estão em rebelião contra Ele, porque Apocalipse 20: 9 declara:
Marcharam então pela superfície da Terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; Desceu, porém, fogo dos céus e os consumiu”.
A cidade querida é a nova Jerusalém. O fato de ser circundada pelos ímpios mostra claramente que ela desceu no sítio da velha Jerusalém, onde Deus abriu um grande vale para a sua descida, conforme Zacarias 14: 4.
Apesar de sua descida não ter sido descrita no Apocalipse 20, o capítulo 21 começa com esta vívida descrição:
“Vi novo céu e nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra passaram, e o mar já não existe... Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro; e me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus”. Apocalipse 21: 1, 9 e 10
Este é, sem dúvida, o evento mais significativo do final do milênio: a descida de Cristo, dos santos e da santa cidade.
A narrativa é breve, mas a sequência dos fatos é clara quando se examina o contexto inteiro. E os ímpios serão então destruídos com fogo literal:
“O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”. Apocalipse 20: 10
Este lago de fogo é a superfície da Terra, convertida em um mar de chamas, que tanto consumirá os ímpios quanto purificará e fertilizará a Terra.
Os ímpios evidentemente ressuscitarão para serem aniquilados; sofrerão a segunda morte, esta sim, para sempre. Não existem aqui vestígios de tormento sem fim, num inferno de fogo eterno, como diz essa tradução distorcida do verso dez, porque as almas dos ímpios perecerão.
Eis que aquele dia vem ardendo como forno, diz Malaquias 4: 1.  E o verso continua: todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo”.
Em Apocalipse 20: 11, retornando alguns momentos no tempo, compreenderemos alguns detalhes muito importantes:
Vi um grande trono branco e Aquele que nele se assenta de cuja presença fugiram a Terra e o céu, e não se achou lugar para eles”.
Neste ato Cristo aparece de novo à vista de Seus inimigos. Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está o Seu trono alto e sublime. Sobre o mesmo assenta-se a figura majestosa do Filho de Deus, e em redor dele estão os súditos de Seu reino. Os muros de Jerusalém serão transparentes.
Para os ímpios, que ficarão fora da cidade, a situação é crítica conforme salienta Lucas 13: 28:
“Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque e Jacó e todos os profetas, mas vós lançados fora” - Lucas 13: 28.
João, em Apocalipse 20: 12 complementa essa cena, dizendo:
“Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então se abriram os livros. Ainda outro livro, o livro da vida foi aberto. E os mortos foram julgados segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros”.
A alusão aqui é aos ímpios que participarão da segunda ressurreição. A posição na vida não influirá neste encontro com Deus. Muitos de alta posição no mundo, escaparam, enquanto vivos, da justa punição de suas más ações. Neste final ajuste de contas com Deus não haverá evasão da justiça completa. Abrir-se-ão os livros em que se encontram todos os registros dos homens. Sentença alguma será arbitrária, tendenciosa ou injusta.   
Em Apocalipse 20: 13 lemos:
Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados um por um, segundo as suas obras”.
Estas palavras estabelecem a universalidade da segunda ressurreição, implícita no verso doze.
Ninguém poderá deixar de comparecer, pessoalmente, diante de Deus em Seu trono.
Em Apocalipse 20: 14, o apóstolo João culmina a cena, acrescentando:
“Então a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago do fogo. Esta é a segunda morte, o lago do fogo”.
A personificação da morte e do inferno aqui e o seu lançamento no lago do fogo representa simplesmente o fim da morte e da morada dos mortos. Jamais terão parte na Nova Terra; são fenômenos mortais que pertencem apenas a este mundo, em transição.
A morte, que prevaleceu por seis mil anos, é o último inimigo a ser destruído. (I Cor. 15: 26, 53-55). Finalmente, em Apocalipse 20: 15 temos a dramática conclusão:
“E, se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo”.
Somente o nome dos fiéis será retido no livro da vida. O nome daqueles que não perseveraram até o fim será apagado (Apocalipse 3: 5).
Muitos jamais tiveram seu nome escrito ali, pois o livro contém somente o nome daqueles que nalgum tempo da vida professaram fé em Cristo.
Fecha-se, assim, o parêntese que incluía o pecado, os pecadores e a morte, restando apenas a harmonia eterna na Terra que foi purificada.
          Quem decidir participar do glorioso reino de Jesus e morar no lar eterno com os justos de todas as eras precisará, hoje, compartilhar sua experiência na esperança de levar os seus amados consigo.
          Deverá difundir o convite final que recebeu ao ler o conteúdo de Apocalipse 22: 17:
         “O Espírito e a noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.
          Assim como Deus disse a Noé, na última ordem que lhe deu, pouco antes do dilúvio:
          “Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de Mim no meio desta geração”. Gênesis 7: 1.   
          Ele apela hoje para você e para todos os que derem ouvidos ao Seu apelo!
          A Igreja invisível, porém triunfante, fará o papel da arca de Noé. Quão amoroso será este apelo, e quão vasto o seu alcance!
         Quem o escutar, poderá vir! O céu estará, nesse momento sendo franqueado! É um lugar preparado para um povo decidido!
          Jesus diz em Mateus 11: 28:
          “Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei”.
          Este é um convite para todos. Sua morte, na cruz, é um convite para fazermos dele o Senhor de nossas vidas.
          Depois de aceitá-lo devemos levar este convite da graça aos que ainda se encontram em Babilônia, conforme as palavras de Isaías 1: 18-20:
          “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que vossos pecados sejam como a escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes, e Me ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas, se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do Senhor o disse”.         
          Assim, depois de oferecer o perdão tão necessário Deus espera que, sensibilizados pelo seu amor, arrependidos de verdade, confessemos e abandonemos os nossos pecados e, com arroubos de felicidade, nos engajemos em Sua obra, dizendo como disse o discípulo amado em Apocalipse 22: 20 b:
          “Amém. Vem Senhor Jesus”!
          Devemos participar da corrente da fé para os últimos dias como acontece com as caravanas de camelos que atravessam o deserto; elas avançam separadamente, mas quando um dos condutores, dos que vão à frente, vê água à distância, agita os braços proclamando: Venham! Água! E o homem seguinte faz o mesmo, e, em seguida, o outro, e assim sucessivamente, até que todos ouçam as novas. Assim deve ser o nosso caso: quem ouve as boas novas sobre a água da vida, deverá compartilhá-la.
          Jesus termina as Suas revelações no Apocalipse com a Sua última promessa:
          “Certamente venho sem demora” - Apocalipse 22: 20.
          O apóstolo João, lembrando quem sabe da última promessa de Jesus em João 14: 1-3, responde: “Amém”!
          E assim, os que alcançarem essa Terra cheia de amor e de paz jamais sentirão fome ou sede outra vez.
          Quão maravilhoso será estar na sociedade do céu, com Abraão, Isaque Jacó, e os demais piedosos de todas as eras que lá estarão.
          Se pela graça de Deus estivermos preparados para a companhia de Jesus e dos Seus santos anjos, muito em breve deporemos a cruz e receberemos a coroa da vida eterna.

           Mas o que significa este muito em breve? Para sabê-lo precisamos abordar a Verdade Presente nº 5 e examiná-la com atenção, pois ela apresenta os sinais que indicam quão perto estamos de nosso glorioso lar. 

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