sábado, 3 de fevereiro de 2018

O retorno de Jesus e as duas ceias

A Segunda Vinda de Jesus é a esperança dos séculos. Enoque, o sétimo depois de Adão foi o primeiro a visioná-la, como segue:
“Eis que veio o Senhor entre as suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convicto todos os ímpios...” - Judas 14 e 15.
O piedoso Jó, cujo livro talvez preceda o tempo de Moisés, já revelava uma fé inabalável na ressurreição dos justos, por ocasião da Segunda Vinda de Jesus. Eis sua crença:
“Porque eu sei que meu Redentor vive, e por fim Se levantará sobre a Terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro em mim” - Jó 19: 25-27. 
Este glorioso texto não permite espaço para uma interpretação da Segunda Vinda do Senhor Jesus que não seja literal e intimamente relacionada com a ressurreição de todos os justos.
No cerimonial levítico as doutrinas oriundas da obra do sumo sacerdote, no Santíssimo, apontavam para o retorno de Jesus, que haverá de ocorrer entre a conclusão do juízo investigativo e o milênio celestial.
Hoje temos no Novo Testamento mais de trezentas passagens fazendo referência literal a este majestoso evento. Destacamos entre elas, a promessa de Jesus, declarada em João 14: 2-3:
Vou preparar-vos lugar... e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também”.
João está dizendo que Jesus subiu ao céu e voltará para nos levar para lá.
Estas palavras tocam o coração do remanescente sincero porque ele vive “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a Si mesmo Se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniquidade e purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras”. Tito 2: 13-14.
Quando ainda no Monte das Oliveiras, os discípulos perguntaram a Jesus sobre a destruição do templo, da cidade de Jerusalém e sobre o sinal da Sua vinda, eles relacionaram estes eventos com o fim deste mundo conforme Mateus 24: 3b:
“Dize-nos quando sucederão estas coisas (a destruição do templo e da cidade), e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século”?
A resposta de Jesus à primeira pergunta foi relacionada com dois cercos sobre Jerusalém, considerados em Lucas 21: 20-24.
 Nessa passagem Lucas, com base em fatos históricos, declarou as palavras de Jesus direcionadas exclusivamente aos judeus de Sua época, com orientações seguras para que os cristãos se retirassem da cidade e fugissem para os montes, porque aqueles dias seriam de vingança e todos os judeus que permanecessem em Jerusalém, e até mesmo na Judeia, seriam mortos ou levados cativos para todas as nações.
Como aquela destruição de Jerusalém, no ano 70, foi também relacionada por Jesus com a destruição final do mundo, no contexto de Mateus 24, estejamos certos de que o fim de nossa Era virá cercado por eventos sobrenaturais na Terra Santa para despertar a atenção dos enganados que se encontram em Babilônia, conforme vimos na descrição das trombetas, no desenvolvimento do último capítulo do nosso primeiro livro da série sobre o juízo.
A seguir virão os sete últimos flagelos que culminarão na queda da grande meretriz, conforme tratamos em Apocalipse 15 a 18.
Na sequência, o Apocalipse 19 apresenta o quadro literal do retorno de Jesus, descrevendo duas ceias previstas para a ocasião. Estas ceias deverão merecer a nossa mais compenetrada atenção, uma vez que participaremos em uma delas.
A ceia do Cordeiro, que se seguirá à queda de Babilônia, é um assunto bem conhecido, mas acreditamos que será proveitoso recordá-la.
Ela se dará no céu, logo após a ascensão de Jesus com os remidos, seus convidados, após a Sua Segunda Vinda, que será extraordinariamente fulgurante e que, provavelmente, a veremos sem provar a morte porque, segundo as profecias da Bíblia, estamos já no final da última geração da Terra.
Muitas pessoas, no entanto, não acreditam em milagres e, por isso asseveram que o retorno de Jesus não poderá ser literal. Dizem que isso é mera ilusão de fundamentalistas, assim chamados os que interpretam a Bíblia literalmente, afirmando ser impossível o céu abrir-se para que todos vejam o evento ao mesmo tempo.
Estas limitações, no entanto, revelam mais do que descrença na Palavra de Deus, incluindo a falta de cultura geral, pois o enrolamento do céu, na verdade, não vai acontecer. O céu atmosférico é azulado devido ao éter, ao Nitrogênio que existe no ar.
Quando Jesus entrar, glorioso, com todos os anjos, neste espaço, à noite, como sugere o texto de Mateus 25: 6: “Mas, à meia noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao Seu encontro”! logicamente teremos a impressão de que o céu estará se abrindo, como um pergaminho, exatamente como apareceu na visão que João registrou,
Quanto a todos verem Jesus voltando, ao mesmo tempo, também não há problemas maiores, uma vez que o dicionário Aurélio, sem nenhum cunho religioso, afirma que a constelação de Órion é o único ponto do céu que pode ser visto em toda a Terra ao mesmo tempo.
Ora, se Cristo vier pela constelação de Órion estará desfeita a outra impossibilidade humana!
Contudo, as pessoas incrédulas continuam inventando toda sorte de objeções para se firmarem na mentira. Por isso, da ceia do Cordeiro nem todos os convidados participarão porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.
Na segunda ceia, chamada ceia de Deus, pelo contrário, todos os convidados estarão presentes.
Estas duas ceias ocorrerão mais ou menos ao mesmo tempo, mas não no mesmo lugar. Os personagens, o ambiente e o cardápio também serão diferentes.
E hoje devemos escolher em qual delas participaremos, pois não poderemos participar das duas.
Nas vésperas da Segunda Vinda de Jesus e, por conseguinte, destas duas ceias, Apocalipse 19 registra uma festiva celebração no céu, devido à feliz expectativa do retorno do Senhor.
Não poderemos assisti-la, mas podemos entender que se trata de um cântico de louvor a Deus pela condenação da grande meretriz, julgada e condenada em Apocalipse 17 e pela vingança dos santos que foram mortos pela mesma, de acordo com Apocalipse 18.
O sétimo flagelo traz a queda da grande meretriz. Ela e a besta escarlate, na verdade se confundem porque uma não pode se manifestar sem a outra. Isto porque as populações da Terra só se transformam em uma besta perseguidora dos filhos de Deus apenas quando são gineteadas oficialmente pela meretriz, a partir do momento em que ela consegue retirar o seu poder temporal dos governantes das populações da Terra.
Compreendido o contexto, vamos examinar agora, um pouco mais de perto este coro, que se divide em duas partes, as quais recebem cada uma delas, uma resposta que também é cantada.
Trata-se de um coral de milhões de vozes, onde se destaca um solo e um conjunto de vinte e oito vozes. A primeira parte atribui honra e justiça a Deus por ter punido a meretriz. Procuremos imaginá-lo pela fé:
            “Depois destas coisas (julgamento e destruição radical da grande meretriz), ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão (aqui o coro está com sua força total), dizendo”: “Aleluia! A salvação, a glória e o poder são de nosso Deus, porquanto verdadeiros e justos são os Seus juízos, pois julgou a grande meretriz que corrompia a Terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue de Seus servos”.
“Segunda vez disseram: Aleluia! E a sua fumaça sobe pelos séculos dos séculos” - Apocalipse 19: 1-3. Parênteses acrescentados.
De acordo com esta profecia o céu inteiro estará acompanhando os últimos momentos deste mundo e feliz com os resultados finais. João também dá seu testemunho da incrível mudança de valores que ainda estão por ocorrer aqui na Terra:
“Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara à grande cidade? Lançaram pó sobre as suas cabeças e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai! Da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa de sua opulência, porque em uma só hora (quinze dias literais) foi devastada. Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus contra ela julgou a vossa causa”. Apocalipse 18: 18-20.
A salvação cantada por milhões de vozes, portanto, será uma referência ao livramento das mãos da grande meretriz que, em nossos dias, ainda se embriagará com o sangue dos santos.
O apóstolo João surpreendeu-se (Apocalipse 17: 6) porque ele já conhecia esta mulher e o seu potencial destrutivo que no seu tempo ainda estava por ocorrer na Idade Média, quando milhões de filhos de Deus padeceram na fogueira, por afogamento, e por toda a sorte inimaginável de terríveis torturas. E agora ele se espanta ao vê-la levantar-se novamente.
Portanto não será seguro pertencermos a este movimento religioso e nem naqueles que lhe prestam homenagem, os quais se caracterizam pela transgressão dos mandamentos de Deus, por acreditar na imortalidade da alma e por defender a tese de que não temos condições para vencer o pecado.
Assim, os três primeiros versos de Apocalipse 19 surgem dando sequência direta aos capítulos 17 e 18.
A seguir, a revelação nos apresenta, em Apocalipse 19: 4, a resposta que foi dada à primeira parte deste coro, por meio de um conjunto de vinte e quatro pessoas e mais quatro querubins:
“Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha assentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia”!      
Em seguida, uma voz do trono convoca todos os súditos leais do Universo para um reconhecimento também em coro desta solene verdade, dando forma à segunda parte do coro celestial:
“Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes”.  Apocalipse 19: 5
Como resposta, o Universo inteiro une-se na aclamação dos direitos de soberania universal de Jesus Cristo:
          “Então ouvi uma voz, como de numerosa multidão, como de muitas águas e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-Lhe a glória, pois são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou...” - Apocalipse 19: 6-7.
           A alegria é uma experiência íntima do coração e a exultação, a sua expressão externa. Elas brotam de corações transbordantes de felicidade por Cristo estar agora reinando. 
           A esposa do Cordeiro é a cidade santa, a nova Jerusalém quando, finalmente, estiver abarcando os salvos de todas as eras, conforme Apocalipse 21: 2:
          “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o Seu esposo”.
          3.1 – A ceia do Cordeiro
          Os redimidos que ainda se encontram vivos, nesta Terra corrompida, nem avaliam o tamanho desta festa que lhes está sendo preparada! Se tivessem uma ideia da enorme expectativa dos seres celestiais quanto à conclusão dos tempos, certamente viveriam bem mais empolgados, porque serão recolhidos, juntamente com os ressuscitados, para se unirem aos demais servos que já se encontram no céu, quando, então, participarão da impressionante ceia do Cordeiro.
          Quanto aos convidados para essa ceia, deles se diz no verso nove:
          “Então, me falou o anjo: Escreve: bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus”.
          Recapitulando, ‘todos os Seus servos’, da Terra e do céu, participam das bodas da ceia do Cordeiro, como vimos em Apocalipse 19: 5. Não haverá problemas de espaço, de cor, de ideologia nem de recursos financeiros. 
          Trata-se “de uma numerosa multidão” – verso 6. Os justos serão como a areia do mar, demonstrando que o Senhor Jesus não patrocina fracassos.
          E o ambiente desta ceia será o da mais viva e permanente alegria, com louvores gloriosos e aleluias jubilosas a todo o momento, por meio de uma exultação sem precedentes.
          “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória”, diz o versículo 7.
          Finalmente Apocalipse 19: 8-9 dá a razão de tanto júbilo:
          “Pois lhes foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve: Bem - aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: são estas as verdadeiras palavras de Deus”.
          Não há palavras mais positivas para realçar a ceia das bodas do Cordeiro do que as de Isaías 51: 11:
          “Assim voltarão os resgatados do Senhor (de toda a Terra) e virão a Sião (celestial) com júbilo, e perpétua alegria lhes coroará a cabeça; o regozijo e a alegria os alcançarão, e deles fugirão a dor e o gemido”. Parênteses providos.
          Se algum contrato com o mundo está levando-nos ao descuido com relação a este glorioso destino, fiquemos alerta porque estaremos fazendo um péssimo negócio. Que as nossas algemas do pecado sejam quebradas e venhamos logo para a luz! Para a gloriosa luz que vem do Senhor!
          O ideal seria encerrar por aqui. Mas há perguntas que não podemos deixar de responder: será que nos assentaremos todos, com o Senhor Jesus Cristo, naquele glorioso dia? Ou optaremos pela segunda ceia?
           A ceia de Deus  
       Apesar do seu aspecto tenebroso e triste, esta segunda ceia é igualmente real e precisamos examiná-la para nos precavermos de nela não participar. Nós encontramos o seu relato em Apocalipse 19: 17:
          “Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus”.
          A grande ceia de Deus será, portanto, a céu aberto, por toda a extensão da Terra, e dela participarão todos os que saíram derrotados do Armagedom espiritual.
        Não devemos confundi-la com aquela ceia das aves ocorrida previamente, no Oriente Médio, a qual pode ser considerada como uma amostra bem representativa desta ceia universal. Aquela, no entanto, será bem localizada, envolvendo apenas um terço dos homens e foi descrita pelo profeta Ezequiel, como segue:
          “Tu, pois, ó filho do homem, Assim Diz o Senhor Deus: Dize às aves de toda espécie e a todos os animais do campo: ajuntai-vos e vinde, ajuntai-vos de toda a parte para o Meu sacrifício, que Eu oferecerei por vós, sacrifício grande nos montes de Israel; e comereis carnes e bebereis sangue. Comereis a carne dos poderosos e bebereis o sangue dos príncipes da Terra, dos carneiros, dos cordeiros, dos bodes e dos novilhos, todos engordados em Basã. Do Meu sacrifício, que oferecerei por vós, comereis a gordura até vos fartardes e bebereis o sangue até vos embriagardes. À Minha mesa, vós vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valentes e de todos os homens de guerra, diz o Senhor Deus” - Ezequiel 39: 17-20.
          Nesta ceia, quem são os convidados? São as aves! Como será o ambiente? O mais trágico possível. Quem participará da ceia das aves? Os ímpios, todos os homens de guerra que participarão da batalha do Armagedom ainda a ser travada no Oriente Médio. Serão literalmente comido pelas aves porque não haverá quem os sepulte!
          Mas a grande ceia de Deus, registrada por João no contexto imediato da sétima praga, será ainda de maior extensão.          
          Vejamos algumas novidades que as Escrituras apresentam com respeito a esta segunda ceia das aves:
          “Então, vi um anjo posto em pé no sol, e clamou com grande voz, falando a todas as aves que voam pelo meio do céu: Vinde, reuni-vos para a grande ceia de Deus, para que comais carnes de reis, carnes de comandantes, carne de poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carnes de todos, quer livres, quer escravos, tanto pequenos como grandes. E vi a besta e os reis da Terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra Aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército. Mas a besta foi aprisionada, e com ela o falso profeta que, com os sinais feitos diante dela, seduziu aqueles que receberam a marca da besta e eram os adoradores da sua imagem. Os dois foram lançados vivos para dentro do lago de fogo que arde com enxofre. Os restantes foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves se fartaram das suas carnes” - Apocalipse 19: 17-21.
         Quando diz que os restantes serão mortos, significa que nesta etapa não haverá sobreviventes. Serão todos mortos pela Palavra (Hebreus 4: 12 e II Tessalonicenses 2: 8).
          A referência aqui não é mais aos terríveis inimigos de Israel, mas à besta, ao falso profeta e seus seguidores, na Segunda Vinda de Cristo! Nesta oportunidade não adiantará esconder-se em cavernas, como diz o enunciado de sexto selo, em Apocalipse 6: 15-17.
          Não poderemos participar das duas ceias, porque uma será com Cristo, no céu e a outra com as aves, na Terra. E como numa comeremos e na outra seremos comidos, devemos agora fazer a nossa escolha. Não é negócio fazermos parte da segunda ceia, das virgens loucas, dos mornos de Laodiceia! Nossa escolha, entretanto, não poderá ser por medo, porque “no amor não existe medo, antes o perfeito amor lança fora o medo” - I João 4: 18.
          E, o mais maravilhoso é justamente isto: não precisamos ter medo. Os dois grupos são inumeráveis. Há lugar disponível em qualquer um deles. Escutemos a voz de Jesus, em Apocalipse 3: 20, que nos é dirigida nesse momento: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele Comigo”.

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