Todas as
profecias de Apocalipse 13 já estão se cumprindo. O
plano do dragão já está visivelmente estruturado para alcançar seus objetivos finais.
É neste contexto que podemos apreciar melhor o Apocalipse 14, pois o mesmo foi introduzido para dar o fechamento às mensagens iniciadas nos capítulos 12 e 13, fazendo inclusive a ligação das trombetas, que dão origem aos primeiros flagelos citados em Apocalipse 9 a 11, com as sete últimas pragas, descritas nos capítulos 15 e 16.
Este capítulo, portanto, é essencial para entendermos parte substancial dos últimos sete anos da História da humanidade, como veremos.
A estrutura de Apocalipse 14 permite destacar três pontos básicos:
1. A função dos 144.000 judeus no juízo dos vivos.
A estrutura de Apocalipse 14 permite destacar três pontos básicos:
1. A função dos 144.000 judeus no juízo dos vivos.
ü Este primeiro ponto é tratado em Apocalipse 14: 1-5, onde é projetada a figura dos 144.000 selados de Israel. Comecemos por Apocalipse 14: 1:
"Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele 144.000, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome do Seu Pai".
Este grupo, reunido no monte Sião com o Cordeiro, está em flagrante contraste com os transgressores da Lei de Deus que se acham reunidos com a besta e defendem sua marca: o domingo como dia de adoração.
Este grupo de judeus devidamente contados e numerados em Jerusalém diz respeito ao primeiro grupo de resgatados vivos para o Senhor e que serão mantidos no livro da vida.
Temos forte razão para crer que eles foram o motivo da alegria que verificamos em Sofonias 3: 14-15:
"Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele 144.000, tendo na fronte escrito o Seu nome e o nome do Seu Pai".
Este grupo, reunido no monte Sião com o Cordeiro, está em flagrante contraste com os transgressores da Lei de Deus que se acham reunidos com a besta e defendem sua marca: o domingo como dia de adoração.
Este grupo de judeus devidamente contados e numerados em Jerusalém diz respeito ao primeiro grupo de resgatados vivos para o Senhor e que serão mantidos no livro da vida.
Temos forte razão para crer que eles foram o motivo da alegria que verificamos em Sofonias 3: 14-15:
“Canta, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel;
regozija-te e, de todo o coração, exulta ó filha de Jerusalém. O Senhor afastou
as sentenças que eram contra ti e lançou fora o teu inimigo. O Rei de Israel, o
Senhor, está no meio de ti; tu já não verás mal algum”.
Somente na
altura histórica deste primeiro ponto, ainda futuro, em que o Senhor dos Exércitos já terá feito justiça aos soberbos da confederação de Gogue que buscará destruir Israel que as primícias dos salvos serão mantidas sob
a Sua proteção.
Verifiquemos o contraste desta introdução do capítulo 14 com o final de
Apocalipse 13.
Em Apocalipse 13: 17 o sinal ou selo da besta significa a observância do domingo como dia oficial de adoração, revelando identidade com o papado, por parte de seus seguidores.
O texto de Apocalipse 14: 1, ao contrário, revela a estreita relação de obediência aos Dez Mandamentos originais com a conversão dos judeus remanescentes em Israel ao Cristianismo, conforme Apocalipse 12: 17.
Neste sentido, trazer o nome do Cordeiro na fronte revela perfeita unidade com Ele.
Estas são as bandeiras dos exércitos ora em formação para a batalha final.
O texto de Apocalipse 14: 1, ao contrário, revela a estreita relação de obediência aos Dez Mandamentos originais com a conversão dos judeus remanescentes em Israel ao Cristianismo, conforme Apocalipse 12: 17.
Neste sentido, trazer o nome do Cordeiro na fronte revela perfeita unidade com Ele.
Estas são as bandeiras dos exércitos ora em formação para a batalha final.
Quanto ao objetivo, este selamento precoce em relação ao das nações visa estimular a saída dos justos que ainda se encontram na grande Babilônia, o que deverá ser operacionalizado com o apoio do ramo triunfante da Igreja de Laodiceia, o ramo não oficial.
Este
primeiro grupo de resgatados vivos confirmados no livro da vida, portanto, se
constituirá em um poderoso sermão que ecoará do Monte Sião para garantir uma farta colheita de salvos
entre as nações.
A nacionalidade destas primícias é confirmada por meio da passagem paralela de Apocalipse 7: 4:
A nacionalidade destas primícias é confirmada por meio da passagem paralela de Apocalipse 7: 4:
“Então, ouvi o número dos que foram selados, que
era 144.000, de todas as tribos dos filhos de Israel”.
O fato
de Apocalipse 7: 5-8 citar nominalmente as doze tribos de Israel, substituindo,
inclusive, a tribo de Dã, chamada em Gênesis 49: 17 de serpente
junto ao caminho e que desde o tempo dos Juízes foi caracterizada como entregue
aos ídolos e a tribo de Efraim da qual se diz que será destruída totalmente,
em Isaías 17: 3, e em inúmeras outras passagens, pelas tribos de José e de
Levi, assegura a hipótese da literalidade de Apocalipse 7: 4.
Observamos que José não
aparece nas relações anteriores porque recebera duas tribos que foram
atribuídas aos seus dois filhos: Efraim e Manassés, que ocuparam o seu lugar,
após sua morte. Com a saída, porém, de Efraim que se entregara aos ídolos, sendo
considerado como um pão que não foi virado, em Oseias 7: 8, isto é, que chegou à
independência política em 1948, mas não chegou a se converter espiritualmente a
Jesus, a tribo de José retornou em seu lugar, conforme profetizado em Ezequiel
37: 19:
“... eis que tomarei a vara de José, que esteve
na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei
à vara de Judá, e farei delas uma só vara, e se tornarão apenas uma na Minha
mão”.
Esse
verso explica, perfeitamente, porque José entrou no lugar de Efraim na lista de
Apocalipse 7.
A tribo
de Levi, por outro lado, não consta nas listas anteriores dos filhos de Jacó
porque aquelas listas tratavam da distribuição das terras de Canaã, sendo que,
naquela ocasião, Levi não recebeu herança como as demais tribos, vivendo dos
dízimos oferecidos no templo. Agora, porém, com a exclusão da tribo de Dã, ela ocupou o seu legítimo espaço nesta lista definitiva dos herdeiros
israelitas do reino do céu.
Outra
boa razão pela qual não devemos descartar a nação dos hebreus como sendo a
distinguida no texto de Apocalipse 14: 1 é a sua existência na Palestina, onde goza do
mais alto padrão de vida do Oriente Médio, quiçá do mundo.
A nação
israelita ainda não se converteu ao Cristianismo, é verdade, mas a promessa é
para o seu remanescente cristão que cresce de forma silenciosa, há décadas, em
Israel, aceitando a integralidade do Novo Testamento e vivendo de acordo com a
fé de Jesus, conforme Sofonias 3: 13:
"Os restantes de Israel não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá que os espante".
"Os restantes de Israel não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá que os espante".
Devido a estas características é que eles trazem o nome de Deus e o de Jesus na fronte. Pertencer a Deus é refletir plenamente o caráter de Jesus. Não obstante serem
os últimos a aceitarem-No como Deus e Senhor, serão os primeiros a serem
selados para servir de exemplo aos demais cristãos de todas as nações.
Devido à
estratégica importância deste grupo para o encerramento da obra de Deus, o
apóstolo João ouviu um cântico extraordinariamente potente e harmonioso, vindo
do céu, relacionado especificamente com o mesmo. Vamos ao seu conteúdo:
“Ouvi uma voz do céu como voz de muitas águas,
como voz de grande trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando
tangem a sua harpa. Entoavam novo cântico diante do trono, diante dos quatro
seres viventes e dos anciãos. E ninguém pode aprender o cântico, senão os cento
e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra. São estes os que não se macularam
com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde
quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e
para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula”. Apocalipse 14: 2-5.
O texto
é claro: qualquer condescendência com a besta e sua imagem será um ato de
contaminação inaceitável para Deus, que se encontra no Seu trono. Infelizmente não podemos isentar nenhuma das igrejas
cristãs deste tipo de contaminação.
A castidade literal, seja do homem como da mulher, não faz sentido aqui. O seu significado refere-se apenas às primícias dos salvos que serão os primeiros a não ter qualquer ligação com as transgressões de Babilônia e de suas filhas neste tempo em que todas elas tornar-se-ão em agentes de Satanás, e exercerão um esforço substancial para erradicar os santos da Terra, como foi profetizado em Apocalipse 13: 15.
A castidade literal, seja do homem como da mulher, não faz sentido aqui. O seu significado refere-se apenas às primícias dos salvos que serão os primeiros a não ter qualquer ligação com as transgressões de Babilônia e de suas filhas neste tempo em que todas elas tornar-se-ão em agentes de Satanás, e exercerão um esforço substancial para erradicar os santos da Terra, como foi profetizado em Apocalipse 13: 15.
O grupo
dos primeiros remidos apresentará notória distinção por serem os únicos
capazes de entender aquele cântico, relacionado com a sua experiência peculiar.
Afinal,
nada impede que uma minoria de judeus radicados em Jerusalém se converta a
Cristo, passe por um novo Pentecostes e seja selada como as primícias dos
salvos, isto é, que seja julgada e aprovada primeiro, se transformando em um
manancial de bênçãos para muitos que não tiveram a mesma oportunidade para
aprender o que é a verdade ou que a aprenderam de forma destorcida.
E assim
sendo, a mão de Deus ainda se achará estendida para salvar os arrependidos
entre as nações, enquanto que a porta da graça estará se fechando para os que
em Israel não quiserem entrar.
Redimidas,
portanto, dentre os homens, pela graça de Deus, as primícias conseguirão
subjugar todos os defeitos de caráter, apresentando-se imaculadas com o
Cordeiro, no monte de Sião.
Sua
castidade espiritual em relação a Cristo é a mesma do casamento, descrita em
Hebreus 13: 4:
“Digno de honra entre todos seja o matrimônio;
bem como o leito sem mácula”.
E, desta
forma, Apocalipse 14 coloca em destaque o triunfo absoluto das primícias dos
salvos, emoldurando-as, sobre o monte Sião, com o Cordeiro, como referência
aos justos de todas as nações, já que os pastores das igrejas falharam em seu labor.
Para
entendermos melhor o quadro das primícias precisamos ir ao seu contexto
original quando elas eram relacionadas com os primeiros frutos oferecidos a Deus pelos antigos israelitas, conforme Levítico 23: 10::
“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando
entrardes na terra que vos dou e segardes a sua messe, então trareis um molho
das primícias da vossa messe ao sacerdote” .
Essa era
uma tipologia dos 144.000 pois assim como os termos molho das primícias representava uma pequena amostra da grande colheita que se seguiria, os
144.000 servirão para assegurar uma grande colheita que será realizada após a união da Igreja com o Estado, conforme Apocalipse 7:
9-17:
“Depois destas coisas (do selamento dos 144.000 de Israel) vi, e eis grande multidão que ninguém podia
enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e
diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos... Um
dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes que se vestem de vestiduras
brancas, quem são e de onde vieram...? Ele então me disse: São estes os que vieram da grande tribulação...”. Apocalipse 7: 9-17 – Grifo e
parêntese acrescentados.
Estas
primícias da inumerável colheita final, portano, serão erguidas como um
referencial dos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.
Elas testemunharão do plano da salvação para os demais crentes que se encontram
entre as diferentes nações da Terra, de acordo com a fundamentação das palavras
proféticas de Isaías 60: 1-3 que, se referindo ao Israel deste tempo terminal,
dizem:
“Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e
a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a Terra, e a
escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a Sua glória
se vê sobre ti. As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o
resplendor que te nasceu”.
2. O segundo ponto sobre o juízo dos
vivos - As três mensagens angélicas
ü Será no exato contexto desta profecia de Isaías 60,
que a profecia de Apocalipse 14: 6-11 abrir-se-á para as demais nações, no
sentido de adverti-las sobre o juízo iminente, sobre a queda definitiva de Babilônia, que engana os povos, e sobre a terrível consequência que
advirá para os que persistirem no erro, a exemplo do que terá acontecido com os opositores de Israel por ocasião do selamento das primícias dos salvos. Este é o segundo ponto.
ü Após o selamento das primícias,
em Israel, a ser realizado três anos e meio antes da união da Igreja com o
Estado no Ocidente, o restante de Apocalipse 14 acha-se dividido em seis
mensagens que são apresentadas por seis anjos diferentes.
A obra destes
anjos deverá, ainda, ser potencializada pela do sétimo anjo que se destaca nos
primeiros versos de Apocalipse 18 para atualizar a mensagem do
segundo anjo, trazendo-a para o contexto específico do juízo dos vivos.
As três primeiras mensagens, que fazem parte deste segundo ponto, são
bem conhecidas porque anunciam o juízo de Deus desde que ele começou pelos mortos, em 1844, sendo, por isso, pregadas há décadas pela
Igreja de Laodiceia. Elas deverão, contudo, ser repetidas com
determinação, pelos membros fieis da última Igreja, da mesma forma como já aconteceu no passado, “aos
que se assentam sobre a terra, e a cada nação, tribo, língua e povo”, conforme
o registro de Apocalipse 10: 11.
Sigamos, pois,
as mensagens dos três primeiros anjos de Apocalipse 14:
A primeira mensagem
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um
evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação,
e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe
glória, pois é chegada a hora de Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a
terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apocalipse 14: 6-7.
A mensagem deste anjo, destacada após o
selamento das primícias, destina-se a advertir os cristãos vivos (os mortos não
temem, não glorificam nem adoram), situados entre as nações. A sua aplicação
mais específica para o assinalamento dos que serão trasladados vivos para o céu
é atestada também pelo contexto do restante do capítulo, como veremos no terceiro ponto.
A segunda mensagem
“Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia
que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição”. Apocalipse 14: 8.
Apesar de a Babilônia espiritual ter começado a cair em 1844, quando iniciou o juízo dos mortos porque grande parte da verdade bíblica já havia sido difundida, devidamente restaurada, ela continuou dando a beber do vinho de suas falsas doutrinas tanto aos reis como aos súditos, inclusive à todas as Igrejas que militam em Laodiceia.
Atualmente todas as denominações bebem do vinho de Babilônia. A sua queda definitiva, portanto, ainda está no
futuro, como veremos na mensagem do sétimo anjo, mencionado em Apocalipse 18:
1-4 para redefinir a queda de Babilônia e dar força ao alto clamor do
terceiro anjo, cuja mensagem relatamos a seguir:
A terceira mensagem
“Seguiu-se
a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta
e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também este
beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua
ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na
presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos,
e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da
sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” - Apocalipse 14: 9-11.
Esta, talvez seja a mais grave advertência da Bíblia e ainda ganhará maior expressão na voz do sétimo anjo, como veremos. Sua função será destinada a separar o joio do trigo, dividindo a igreja de Laodiceia do período do cavalo preto em duas: uma institucionalizada, a do cavalo amarelo, e a outra, invisível, a da Igreja Triunfante, também chamada Igreja dos Mártires, conforme foi apresentado na Verdade Presente nº 2.
Este apelo divino, direto e destemido, se expandirá após o Decreto Dominical até se transformar em um alto clamor por toda a Terra, para retirar de Babilônia o restante dos salvos.
Esta tarefa
requererá muita coragem porque muitos dos servos de Deus perecerão no período situado
após a união da Igreja com o Estado, que proporcionará à igreja oficial da Nova
Ordem Mundial o poder de perseguição.
Será nestes 2,5 anos que precedem o fechamento da porta da graça que a besta alcançará o clímax de sua carreira criminal, conforme Apocalipse 17: 6:
Será nestes 2,5 anos que precedem o fechamento da porta da graça que a besta alcançará o clímax de sua carreira criminal, conforme Apocalipse 17: 6:
“Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue
das testemunhas de Jesus; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto”.
Os agentes escolhidos por Deus
para participar da propagação da mensagem do terceiro anjo terão três características absolutamente necessárias, as quais foram destacadas no texto de Apocalipse 14:
12
“Aqui
está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de
Jesus”.
Devido a pesada missão de lutar contra a besta, contra o falso profeta e contra
o dragão ser-lhes-á exigido resiliência, obediência irrestrita à
Palavra de Deus e uma fé semelhante a de Jesus.
Com referência aos justos que tombarão neste combate final, João ouviu
uma voz de conforto vinda do céu, que dizia:
“Escreve:
Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor, para que
descansem de suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” - Apocalipse 14: 13.
3. O terceiro ponto sobre o juízo dos vivos - A vitória das primícias e a execução dos ímpios como estímulo à
colheita das nações
ü Encerrando a primeira visão do segundo
alinhamento profético do livro do Apocalipse, o apóstolo João destaca a vitória
sobrenatural das primícias e a destruição dos seus oponentes na guerra do
Armagedom, como alento e garantia de salvação para todos aqueles que
desejarem permanecer fiéis entre as nações, não obstante as suas
insignificantes chances de vitória. Este é o
terceiro ponto.
Após os
três primeiros anjos, relacionados com o segundo ponto discutido em Apocalipse
14, este capítulo conclui suas mensagens enfatizando, de um lado, o selamento das primícias e
do outro, a execução dos ímpios que as afrontarão na guerra do Armagedom.
Esta
execução dos primeiros ímpios do calendário profético, ainda futura, está
relacionada com “o dia da vingança do
nosso Deus; a consolar todos os que choram, e a pôr sobre os que em Sião estão
de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez de pranto, veste de
louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de
justiça, plantados pelo Senhor para a Sua glória” - Isaías 61: 2 b-3.
Como foi visto no livro sobre o julgamento de Israel, as primícias terão de enfrentar um exército de 200 milhões de combatentes, ainda sentindo as dores do seu parto espiritual, isto é, a perda do exército e de sua liderança política que tombarão honradamente no duro exercício de lhes defender. Será, então, que virá a vingança do Senhor Jesus sobre os seus inimigos, visando trocar as suas dores em alegria e as cinzas do seu luto em uma coroa de glória.
Será assim que, após a guerra do Armagedom, a vitória sobrenatural do mais fraco, dará cumprimento à gloriosa promessa divina, destacada em Isaías 61: 9 b:
Será assim que, após a guerra do Armagedom, a vitória sobrenatural do mais fraco, dará cumprimento à gloriosa promessa divina, destacada em Isaías 61: 9 b:
“Todos os que os virem reconhecerão que eles são
um povo abençoado pelo Senhor”.
Este terceiro ponto destina-se a servir de referência para os
habitantes do mundo cristão que se dividirão em apenas dois grupos: o da
esmagadora maioria que seguirá a besta, revelando seu caráter, e o dos que se
decidirão seguir a Deus, identificando-se com as Suas primícias, apesar de
todos os riscos que terão de correr.
Como o
conflito do dragão contra o remanescente das nações será totalmente
desproporcional, a parte final da mensagem de Apocalipse 14 foi provida para
que ninguém, situado no Ocidente, tema as forças do mal porque a vitória estará
garantida pelo Cordeiro, da mesma forma como foi assegurada na guerra do
Armagedom.
Este
misericordioso plano de Deus, que visa concluir a pregação do Evangelho em todo
o mundo antes do fechamento da porta da graça, é ainda pouco conhecido pelos
herdeiros das promessas, devido à questões culturais a respeito do concerto de Deus com Israel.
A obra
destes três últimos anjos do Apocalipse 14 será articulada diretamente por Jesus, que surgirá, como no passado, sobre uma nuvem, conforme o texto de
Apocalipse 14: 14:
“Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado
sobre a nuvem um semelhante a Filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro
e na mão uma foice afiada”.
A foice
na mão de Jesus indica a colheita das primícias, ou seja o assinalamento dos
primeiros remidos que se encontram na terra de Israel, conforme a mensagem do quarto anjo, mencionado em Apocalipse 14: 15-16:
A quarta mensagem
A quarta mensagem
“Outro anjo saiu do Santuário, gritando em
grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e
ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra (de Israel)
já amadureceu. E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou sua foice sobre
a terra, e a terra foi ceifada” - Parêntese suprido.
Esta primeira ceifa anunciada confirma a inscrição dos primeiros justos vivos no
livro da vida do Cordeiro, os quais serão muito em breve levados, sem provar a
morte, para o celeiro do céu. Este molho das primícias são como um prenúncio de vitória para a colheita do trigo que se encontra na seara das nações, conforme veremos a seguir, na última parte do capítulo 14.
A destruição dos ímpios na guerra do Armagedom é representada pelo esmagamento
das uvas amadurecidas, já incluindo, portanto, a sua execução, conforme se depreende das palavras de Jesus em Mateus 13: 30:
“... no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai
primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no
Meu celeiro”.
Enquanto
que as primícias dos justos vivos apenas são contadas e numeradas previamente
pelo Cordeiro, permanecendo com Ele no monte Sião para serem recolhidas no celeiro celestial, os quinto e sexto anjos se
encarregam da execução dos ímpios, com base no que já vimos na guerra do
Armagedom, destacada no primeiro livro da série sobre o juízo de Deus: o julgamento de Israel, já publicado.
As quinta e sexta mensagens:
“Então, saiu do Santuário, que se encontra no
céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. Saiu ainda do altar
outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao
que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da
videira da terra, porque as suas uvas estão amadurecidas” - Apocalipse 14: 17-18.
Enquanto o sexto anjo traz o fogo que, segundo vimos no primeiro livro da série, será usado para a destruição dos ímpios durante as três primeiras trombetas da guerra do Armagedom, a ação do quinto anjo será a de recolher as uvas para jogá-las no lagar da cólera de Deus, conforme o registro dos versos 19 e 20, a seguir:
“Então, o anjo passou a sua foice na terra, e
vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o
lagar foi pisado fora da cidade, e
correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios” - Apocalipse 14: 19-20. Grifos supridos.
Estes
anjos estão profetizando a destruição dos primeiros ímpios que serão julgados
vivos, condenados e mortos, quando buscarem sitiar Jerusalém. Eles tombarão
fora da cidade, cobrindo uma extensa faixa de quase 300 quilômetros por onde
João viu correr água misturada com sangue como se fosse de um rio, com pelo menos
um metro e meio de profundidade, pois que chegava no freio dos cavalos.
Há quem
relacione esta distância com a extensão da Palestina, onde deverão estar
distribuídas as tropas da confederação dos exércitos que virão do Oriente e do
Norte da Europa contra Israel.
Detalhes
adicionais deste confronto podem ser observados no segundo e terceiro capítulos
do livro de Joel, da forma como foi discutido no primeiro livro da série.
Vejamos, apenas como ilustração, a contradição entre as duas colheitas
mencionadas pelos quarto e quinto anjos de Apocalipse 14 num texto paralelo de
Joel:
“Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde,
pisai, porque o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam, porquanto
a sua malícia é grande. Multidões, multidões no vale da decisão! Porque o
dia do Senhor está perto, no vale da decisão. O sol e a lua se escurecem, e as
estrelas retiram seu resplendor. O Senhor brama de Sião, e se fará ouvir de
Jerusalém, e os céus e a terra tremerão; mas o Senhor será o refúgio do Seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel.
Sabereis, assim, que Eu sou o Senhor, vosso Deus, que habito em Sião, Meu santo monte e Jerusalém será santa; estranhos não
passarão mais por ela” - Joel 3:
13-17. Grifos acrescentados.
Será
nesta ocasião, quando o Senhor se fará ouvir de Jerusalém por meio de seus
feitos gloriosos, que a máscara de Babilônia começará a cair, e a Terra será preparada para ser iluminada com a voz do sétimo anjo que se encontra
registrada em Apocalipse 18: 1- 4, a seguir:
A última mensagem
“Depois destas coisas (das intervenções do Senhor na guerra do
Armagedom e, também, do julgamento da grande meretriz, citada em Apocalipse 17), vi descer do céu outro anjo,
que tinha grande autoridade, e a Terra se iluminou com a sua glória. Então,
exclamou com potente voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia e se tornou
morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de
todo o gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do
vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da Terra.
Também os mercadores da Terra se enriqueceram à custa de sua luxúria. Ouvi
outra voz do céu dizendo: Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices
em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos.
A máscara papal cairá quando Deus se manifestar miraculosamente ao lado dos remanescentes cristãos de Israel por guardarem, em sua integralidade, os mandamentos que lhe foram confiados no Sinai.Esta ação divina potencializará os clamores do terceiro e sétimo anjos que serão dados pela Igreja Triunfante com base nas Escrituras e no Espírito de Profecia, ao redor do mundo para concluir a obra de Deus.
O apelo universal desta mensagem para o livramento das últimas pragas terá pouco tempo de validade, pois somente será possível sair da condenação de Babilônia enquanto a porta da graça estiver aberta, durante os últimos dois anos e meio de oportunidade providos para as nações após a união da Igreja com o Estado. Sim, porque o último ano será devotado aos sete flagelos, quando não mais haverá tempo para conversão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário