domingo, 4 de fevereiro de 2018

O Senhor das nações

Voltando novamente ao tempo de Nabucodonosor, com o passar dos anos ele imaginou que seria o último rei de Babilônia e, talvez até insuflado pelos seus conselheiros, acabou não se conformando com a ideia de que seu reino, a cabeça de ouro da estátua do seu sonho, deveria de pronto passar.
Depois de refletir por mais de dez anos sobre esta questão, chegou à conclusão de que deveria ser ele e não Deus, quem deveria resolver este assunto. Afinal, ele era o imperador do mundo, estava no controle da História e resolveu demonstrar isso, fazendo, a título de protesto, uma réplica da imagem do sonho que Deus lhe dera, mas com uma diferença fundamental:
            “Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia” - Daniel 3: 1.
Podemos agora imaginar melhor o tamanho da estátua de diferentes metais: cerca de 30 metros de altura por cerca de três metros de largura. Certamente que a imagem da besta (como Nabucodonosor ficou conhecido mais tarde quando foi transformado em um animal), era apenas revestida de ouro. Por meio dessa imagem, o rei procurou demonstrar o seu objetivo de assegurar a continuidade do império babilônico, mesmo que fosse pela força, erguendo, resoluto, a imagem construída no seu governo, na Província de Babilônia, no Campo de Dura.
Agora começamos a compreender melhor a origem da expressão imagem da besta que encontramos em Apocalipse 13. Lá, também, ela significa um poder político alternativo ao plano estabelecido por Deus, ou seja, uma tentativa humana de se estabelecer uma Nova Era na Terra no lugar do reino eterno profetizado.
Prosseguindo no texto de Daniel 3, temos:
“Então, o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado. Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam de pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. Nisto, o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: no momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da arpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda a sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente. Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério e de toda a sorte de música, se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado”. Daniel 3: 2-7. 
A data exata deste ato que misturou a política com a religião, no campo de Dura, em uma aberta confrontação com o plano de Deus, não foi registrada. Provavelmente tenha ocorrido em 594 a. C. quando Zedequias, o último monarca de Israel, fora intimado a comparecer em Babilônia, segundo o registro de Jeremias 51: 59:
“Palavra que mandou Jeremias, o profeta, a Seraías, filho de Nerias, filho de Maaséias, indo este com Zedequias, rei de Judá, à Babilônia, no ano quarto do seu reinado. Seraías era o camareiro-mor”.
Esta reunião dos dirigentes mundiais em Babilônia é um tipo do quadro mundial que vem sendo arquitetado no mundo hoje, visando dar expressão à profecia de Apocalipse 16: 13-14:
“Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso”.
Como vemos, a vontade de Nabucodonosor, insuflada pelo maligno, visando viabilizar uma NOM, se identifica perfeitamente com a movimentação satânica dos nossos dias, porque Satanás não se conforma que o seu reino - a Babilônia espiritual de hoje, deva também passar. Este é, segundo cremos, o paralelismo de Daniel 3 com a História do nosso tempo.
E quando Nabucodonosor proclamou, por meio de sua imagem toda de ouro, que seu reino seria eterno, apenas três pessoas, com base na fé, confrontaram o autocrático monarca: nós não iremos nos inclinar ante esta perspectiva meramente humana de uma Nova Ordem Mundial. Não podemos contrariar o que Deus estabeleceu para a História e nem ir contra o que Ele estabeleceu em Êxodo 20: 4-5:
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor teu Deus...”
Seguindo com a descrição daquela antiga confrontação, lemos em Daniel 3: 8-18:
“... no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeus; disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente! Tu, ó rei, baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda a sorte de música se prostraria e adoraria a imagem de ouro; e qualquer que não se prostrasse e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Há uns homens judeus que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abde-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste”.
Nabucodonosor se enfureceu diante do ocorrido, apesar de lembrar que aqueles hebreus sabiam das visões de sua mente, as quais indicavam que o seu reino não seria eterno, e que iria se levantar outro reino inferior ao seu! Ele protestou porque a atitude deles desfazia da sua autoridade diante das nações! Por isso preferiu desfazer-se daqueles que representavam a última resistência ao seu reino eterno, mandando executá-loss.
“... e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava. Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo ardente. Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus e suas outras roupas e foram lançados na fornalha sobremodo acesa. Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa”.   Daniel 3: 19-23
Acender a fornalha sete vezes mais do que costumava deve significar, certamente, elevar ao máximo a sua capacidade para queimar. E agora, interroga Nabucodonosor: quem está no controle? Será que Deus poderá livrá-los de minhas mãos?
Esta demonstração de poder tem muito a nos dizer, porque nos antecipa o que deverá acontecer nos nossos dias: quem não se enquadrar nas instruções da NOM e que não renderem homenagem à imagem da besta atual, tal qual está sendo programada, serão considerados como inimigos da lei e da ordem, proscritos e proibidos de comprar e vender. Muitos serão lançados na prisão, ultrajados, maltratados e, finalmente, condenados à morte.
Esta perseguição vai se repetir porque a NOM intentará novamente contra os mandamentos de Deus prescritos em Êxodo 20, o que resultará em prisão e morte dos dissidentes, conforme Apocalipse 13: 14-15:
Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executarem, diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, aquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
A terra aqui referida é a da América do Norte. Os protestantes carismáticos farão muitas proezas em nome do ‘Espírito Santo’, em honra à besta. Haverá muitos sinais de grande poder em suas assembleias. Eles estimularão o estado Norte-americano para fazer uma imagem da besta, isto é, adotar os mesmos princípios da inquisição, no seu território, por meio de arbitrárias medidas legislativas.
Neste tempo de tribulação muitos cristãos procederão, certamente, como Zedequias e seu camareiro que, ao que tudo indica, se prostraram diante da imagem do rei; muitos dirão que Deus não pode estar no controle e sim a NOM, e reverenciá-la-ão. Julgarão que se Deus estivesse no controle, não padeceriam fome nem seriam lançados no cárcere. Se Deus estivesse no controle impediria que fossem condenados à morte. Considerarão a NOM como uma alternativa viável e a seguirão. Por temor à fome, à prisão e à morte, milhares de cristãos sairão do seu caminho estreito para se unir à NOM sob a liderança da besta. 
O bispo romano nem sequer admite a Segunda Vinda literal de Cristo, numa tentativa psicológica de defender a sua posição de ‘substituto do Filho de Deus’. Irado, ele chama de fundamentalistas aqueles que conhecem a Palavra, e está buscando enquadrá-los no mesmo grupo dos terroristas internacionais, destinados à extinção.

A pretensão do papado sempre foi a de estabelecer um reino alternativo ao de Cristo. Um reino que una a política com a religião para controlar tudo o que há no mundo, inclusive as consciências dos homens, exatamente como aconteceu na Idade Média, fazendo questão de ignorar a Pedra que virá do céu para dar fim ao seu efêmero poder terreno.
Outras igrejas, desorientadas, garantem que haverá um rapto secreto para o céu enquanto transcorrerão mil anos de paz aqui na Terra, para que os ímpios se regenerem.
Iludidas pelas alterações da Palavra, promovidas pelos agentes do dragão, na Idade Média, elas ensinam que Cristo vai levá-las secretamente para o céu, antes da tribulação. Assim pensando, elas deixam de se preparar para enfrentar a grande crise que se avizinha. E quando chegar o tempo de angústia que foi profetizado, muitos cristãos que creem no rapto secreto serão tomados de surpresa e dirão: Nós não sabíamos que iríamos passar pela tribulação. Nosso pastor falou que estaríamos no céu. Esse desengano será terrível para aqueles que delegaram a terceiros o plano de sua salvação.
E nós, em grande medida, seremos parcialmente responsáveis porque não estamos denunciando estes conceitos falsos da Palavra, não estamos alertando o mundo sobre o fato de que será Jesus Cristo quem irá estabelecer o seu reino neste mundo, depois da grande tribulação! Devemos informar às pessoas que se elas se unirem a Cristo, estarão no Seu reino. Caso se unam à NOM e aos princípios que ela representa, serão destruídas bem mais cedo do que possam imaginar. Precisarão definir em qual das duas NOM se incluirão: Na verdadeira ou na falsa? Na de Cristo ou na dos homens?
Esta é a única decisão que precisarão fazer: Quem aceitará Cristo e quem confiará nos homens. Quanto ao resultado final para os que aceitarem o plano de Cristo, será o mesmo do livramento da fornalha pelo poder de Deus! 
Não devemos confiar demasiadamente no poder das nações, mas orar pelo nosso discernimento espiritual, permitindo que Deus mude o que nós temos dificuldade para mudar. Não há uma vida mais feliz do que aquela que coloca Deus em primeiro lugar. Coloquemos nossas vidas unicamente sob o controle de Jesus. Não devemos ir um passo além do que Deus permite. Oremos para que Deus nos revele Seu plano para a nossa vida e nos enquadremos dentro dele. Porque somente quando estivermos sob o controle de Cristo teremos perfeito controle sobre nossas vidas.
Estamos vivendo o fim de uma era, não sob a luz da ciência, mas sob a luz da profecia. E se houve tempo em que deveríamos colocar nossas vidas sob o controle de Jesus, esse tempo é hoje! Porque se Ele foi capaz de moldar a História, não terá nenhum problema para conduzir nossas próprias vidas. Se Deus pode resolver os problemas universais, que dificuldade teria para resolver os pequenos problemas que possamos ter?
E, assim pensando, enquanto a fornalha aquece, permaneçamos tranquilos, sem nenhum temor ou angústia porque sabemos quem está no controle.
É, porém, difícil imaginarmos que poderemos ser condenados injustamente à morte pela mão do ímpio. Mas precisamos aprender a confiar em Deus! Precisamos orar uns pelos outros. Os hebreus, amigos de Daniel, com certeza devem ter pensado nas palavras de Isaías 43: 2b:
“Quando passares pelo fogo, não te queimarás nem a chama arderá em ti”.
Nós temos que manter o pensamento positivo, certos de que se morrermos o Senhor nos ressuscitará como ressuscitou Seu Filho!
Não temos dúvidas de que no tempo de angústia como nunca houve muitos terão medo! Contudo, se Deus está no controle, não precisaremos temer o que o homem possa nos fazer. Devemos pensar que se formos mortos Deus poderá nos ressuscitar. E se faltar comida, ele poderá nos alimentar como fez com Israel no deserto.
Nabucodonosor disse: vou eliminar esse grupinho e resolver de vez esse problema! Vou eliminar esse remanescente que não reconhece minha autoridade e nega a eternidade do meu reino! Que não reconhece que eu sou o rei e, que, fora de mim não há mais ninguém. Que não reconhece que eu estou no controle! Pois vou destruí-los e, assim, minha soberania será completa! E aqueceu o forno. Porém o rei que pensava estar no controle, logo mudou de ideia:
“Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses. Então, se chegou Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles. Falou Nabucodonosor e disse:  Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro Deus, senão ao seu Deus. Portanto, faço um decreto pelo qual todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro Deus que possa livrar como este. Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província de Babilônia”. Dan. 3: 24-30.
Esta experiência nos indica que só colocando nossa confiança totalmente em Deus é que poderemos subsistir no tempo de angústia, sabendo que depois das provas quanto à fidelidade e adoração, e mesmo depois da libertação do decreto de morte pelo poder de Deus, todo o atual povo de Deus será glorificado, conforme Daniel 12: 3.
A conclusão de Nabucodonosor foi que ninguém em todo o seu reino deveria dizer blasfêmias contra o Deus dos hebreus que, além de sábio e onisciente é poderoso para livrar, exercendo Sua autoridade até mesmo sobre os monarcas de todas as nações.  

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