Voltando novamente ao tempo de Nabucodonosor,
com o passar dos anos ele imaginou que seria o último rei de Babilônia e,
talvez até insuflado pelos seus conselheiros, acabou não se conformando com a
ideia de que seu reino, a cabeça de ouro da estátua do seu sonho, deveria de
pronto passar.
Depois de refletir por mais de
dez anos sobre esta questão, chegou à conclusão de que deveria ser ele e não
Deus, quem deveria resolver este assunto. Afinal, ele era o imperador do mundo,
estava no controle da História e resolveu demonstrar isso, fazendo, a título de
protesto, uma réplica da imagem do sonho que Deus lhe dera, mas com uma
diferença fundamental:
“Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que
tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de
Dura, na província de Babilônia” - Daniel 3: 1.
Podemos agora imaginar melhor o
tamanho da estátua de diferentes metais: cerca de 30 metros de altura por cerca
de três metros de largura. Certamente que a imagem da besta (como Nabucodonosor
ficou conhecido mais tarde quando foi transformado em um animal), era apenas
revestida de ouro. Por meio dessa imagem, o rei procurou demonstrar o seu
objetivo de assegurar a continuidade do império babilônico, mesmo que fosse
pela força, erguendo, resoluto, a imagem construída no seu governo, na
Província de Babilônia, no Campo de Dura.
Agora começamos a compreender
melhor a origem da expressão imagem da besta que encontramos em Apocalipse 13.
Lá, também, ela significa um poder político alternativo ao plano estabelecido
por Deus, ou seja, uma tentativa humana de se estabelecer uma Nova Era na Terra
no lugar do reino eterno profetizado.
Prosseguindo no texto de Daniel 3,
temos:
“Então, o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os
governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e
todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei
Nabucodonosor tinha levantado. Então se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os
governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e
todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei
Nabucodonosor tinha levantado; e estavam de pé diante da imagem que
Nabucodonosor tinha levantado. Nisto, o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se
a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: no momento em que
ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da arpa, da cítara, do saltério, da
gaita de foles e de toda a sorte de música, vos prostrareis e adorareis a
imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. Qualquer que se não prostrar e
não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente.
Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa,
da cítara, do saltério e de toda a sorte de música, se prostraram os povos,
nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei
Nabucodonosor tinha levantado”. Daniel 3: 2-7.
A data exata deste ato que
misturou a política com a religião, no campo de Dura, em uma aberta
confrontação com o plano de Deus, não foi registrada. Provavelmente tenha
ocorrido em 594 a. C. quando Zedequias, o último monarca de Israel, fora
intimado a comparecer em Babilônia, segundo o registro de Jeremias 51: 59:
“Palavra que mandou Jeremias, o profeta, a Seraías, filho de Nerias, filho
de Maaséias, indo este com Zedequias, rei de Judá, à Babilônia, no ano quarto
do seu reinado. Seraías era o camareiro-mor”.
Esta reunião dos dirigentes
mundiais em Babilônia é um tipo do quadro mundial que vem sendo arquitetado no
mundo hoje, visando dar expressão à profecia de Apocalipse 16: 13-14:
“Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso
profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de
demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o
fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo-Poderoso”.
Como vemos, a vontade de
Nabucodonosor, insuflada pelo maligno, visando viabilizar uma NOM, se
identifica perfeitamente com a movimentação satânica dos nossos dias, porque
Satanás não se conforma que o seu reino - a Babilônia espiritual de hoje, deva
também passar. Este é, segundo cremos, o paralelismo de Daniel 3 com a História
do nosso tempo.
E quando Nabucodonosor proclamou,
por meio de sua imagem toda de ouro, que seu reino seria eterno, apenas três
pessoas, com base na fé, confrontaram o autocrático monarca: nós não iremos nos
inclinar ante esta perspectiva meramente humana de uma Nova Ordem Mundial. Não
podemos contrariar o que Deus estabeleceu para a História e nem ir contra o que
Ele estabeleceu em Êxodo 20: 4-5:
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em
cima nos céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as
adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor teu Deus...”
Seguindo com a descrição daquela antiga
confrontação, lemos em Daniel 3: 8-18:
“... no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os
judeus; disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente! Tu, ó rei,
baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do
pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda a sorte
de música se prostraria e adoraria a imagem de ouro; e qualquer que não se prostrasse
e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Há uns homens judeus
que tu constituíste sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque,
Mesaque e Abde-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses
não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste”.
Nabucodonosor se enfureceu diante
do ocorrido, apesar de lembrar que aqueles hebreus sabiam das visões de sua
mente, as quais indicavam que o seu reino não seria eterno, e que iria se
levantar outro reino inferior ao seu! Ele protestou porque a atitude deles
desfazia da sua autoridade diante das nações! Por isso preferiu desfazer-se
daqueles que representavam a última resistência ao seu reino eterno, mandando
executá-loss.
“... e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e
Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se
costumava. Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército que
atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo
ardente. Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e
chapéus e suas outras roupas e foram lançados na fornalha sobremodo acesa.
Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as
chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego. Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram
atados dentro da fornalha sobremaneira acesa”.
Daniel 3: 19-23
Acender a fornalha sete vezes
mais do que costumava deve significar, certamente, elevar ao máximo a sua
capacidade para queimar. E agora, interroga Nabucodonosor: quem está no
controle? Será que Deus poderá livrá-los de minhas mãos?
Esta demonstração de poder tem
muito a nos dizer, porque nos antecipa o que deverá acontecer nos nossos dias:
quem não se enquadrar nas instruções da NOM e que não renderem homenagem à
imagem da besta atual, tal qual está sendo programada, serão considerados como
inimigos da lei e da ordem, proscritos e proibidos de comprar e vender. Muitos
serão lançados na prisão, ultrajados, maltratados e, finalmente, condenados à
morte.
Esta perseguição vai se repetir
porque a NOM intentará novamente contra os mandamentos de Deus prescritos em
Êxodo 20, o que resultará em prisão e morte dos dissidentes, conforme
Apocalipse 13: 14-15:
“Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi
dado executarem, diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que
façam uma imagem à besta, aquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi
dado comunicar fôlego à imagem da besta para que não só a imagem falasse, como
ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta”.
A terra aqui referida é a da
América do Norte. Os protestantes carismáticos farão muitas proezas em nome do
‘Espírito Santo’, em honra à besta. Haverá muitos sinais de grande poder em
suas assembleias. Eles estimularão o estado Norte-americano para fazer uma
imagem da besta, isto é, adotar os mesmos princípios da inquisição, no seu
território, por meio de arbitrárias medidas legislativas.
Neste tempo de tribulação muitos
cristãos procederão, certamente, como Zedequias e seu camareiro que, ao que
tudo indica, se prostraram diante da imagem do rei; muitos dirão que Deus não
pode estar no controle e sim a NOM, e reverenciá-la-ão. Julgarão que se Deus
estivesse no controle, não padeceriam fome nem seriam lançados no cárcere. Se
Deus estivesse no controle impediria que fossem condenados à morte.
Considerarão a NOM como uma alternativa viável e a seguirão. Por temor à fome,
à prisão e à morte, milhares de cristãos sairão do seu caminho estreito para se
unir à NOM sob a liderança da besta.
O bispo romano nem sequer admite
a Segunda Vinda literal de Cristo, numa tentativa psicológica de defender a sua
posição de ‘substituto do Filho de Deus’.
Irado, ele chama de fundamentalistas aqueles que conhecem a Palavra, e está
buscando enquadrá-los no mesmo grupo dos terroristas internacionais, destinados
à extinção.
A pretensão do papado sempre foi
a de estabelecer um reino alternativo ao de Cristo. Um reino que una a política
com a religião para controlar tudo o que há no mundo, inclusive as consciências
dos homens, exatamente como aconteceu na Idade Média, fazendo questão de
ignorar a Pedra que virá do céu para dar fim ao seu efêmero poder terreno.
Outras igrejas, desorientadas,
garantem que haverá um rapto secreto para o céu enquanto transcorrerão mil anos
de paz aqui na Terra, para que os ímpios se regenerem.
Iludidas pelas alterações da
Palavra, promovidas pelos agentes do dragão, na Idade Média, elas ensinam que Cristo
vai levá-las secretamente para o céu, antes da tribulação. Assim pensando, elas
deixam de se preparar para enfrentar a grande crise que se avizinha. E quando
chegar o tempo de angústia que foi profetizado, muitos cristãos que creem no
rapto secreto serão tomados de surpresa e dirão: Nós não sabíamos que iríamos
passar pela tribulação. Nosso pastor falou que estaríamos no céu. Esse
desengano será terrível para aqueles que delegaram a terceiros o plano de sua
salvação.
E nós, em grande medida, seremos parcialmente
responsáveis porque não estamos denunciando estes conceitos falsos da Palavra,
não estamos alertando o mundo sobre o fato de que será Jesus Cristo quem irá
estabelecer o seu reino neste mundo, depois da grande tribulação! Devemos
informar às pessoas que se elas se unirem a Cristo, estarão no Seu reino. Caso
se unam à NOM e aos princípios que ela representa, serão destruídas bem mais
cedo do que possam imaginar. Precisarão definir em qual das duas NOM se
incluirão: Na verdadeira ou na falsa? Na de Cristo ou na dos homens?
Esta é a única decisão que
precisarão fazer: Quem aceitará Cristo e quem confiará nos homens. Quanto ao
resultado final para os que aceitarem o plano de Cristo, será o mesmo do
livramento da fornalha pelo poder de Deus!
Não devemos confiar
demasiadamente no poder das nações, mas orar pelo nosso discernimento
espiritual, permitindo que Deus mude o que nós temos dificuldade para mudar.
Não há uma vida mais feliz do que aquela que coloca Deus em primeiro lugar.
Coloquemos nossas vidas unicamente sob o controle de Jesus. Não devemos ir um
passo além do que Deus permite. Oremos para que Deus nos revele Seu plano para
a nossa vida e nos enquadremos dentro dele. Porque somente quando estivermos
sob o controle de Cristo teremos perfeito controle sobre nossas vidas.
Estamos vivendo o fim de uma era,
não sob a luz da ciência, mas sob a luz da profecia. E se houve tempo em que
deveríamos colocar nossas vidas sob o controle de Jesus, esse tempo é hoje!
Porque se Ele foi capaz de moldar a História, não terá nenhum problema para
conduzir nossas próprias vidas. Se Deus pode resolver os problemas universais,
que dificuldade teria para resolver os pequenos problemas que possamos ter?
E, assim pensando, enquanto a
fornalha aquece, permaneçamos tranquilos, sem nenhum temor ou angústia porque
sabemos quem está no controle.
É, porém, difícil imaginarmos que
poderemos ser condenados injustamente à morte pela mão do ímpio. Mas precisamos
aprender a confiar em Deus! Precisamos orar uns pelos outros. Os hebreus,
amigos de Daniel, com certeza devem ter pensado nas palavras de Isaías 43: 2b:
“Quando passares pelo fogo, não te queimarás nem a chama arderá em ti”.
Nós temos que manter o pensamento
positivo, certos de que se morrermos o Senhor nos ressuscitará como ressuscitou
Seu Filho!
Não temos dúvidas de que no tempo
de angústia como nunca houve muitos terão medo! Contudo, se Deus está no
controle, não precisaremos temer o que o homem possa nos fazer. Devemos pensar
que se formos mortos Deus poderá nos ressuscitar. E se faltar comida, ele
poderá nos alimentar como fez com Israel no deserto.
Nabucodonosor disse: vou eliminar
esse grupinho e resolver de vez esse problema! Vou eliminar esse remanescente
que não reconhece minha autoridade e nega a eternidade do meu reino! Que não
reconhece que eu sou o rei e, que, fora de mim não há mais ninguém. Que não
reconhece que eu estou no controle! Pois vou destruí-los e, assim, minha
soberania será completa! E aqueceu o forno. Porém o rei que pensava estar no
controle, logo mudou de ideia:
“Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse
aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo?
Responderam ao rei: É verdade, ó rei. Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo
quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o
aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses. Então, se chegou
Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. Ajuntaram-se os sátrapas, os
prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve
poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da
sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre
eles. Falou Nabucodonosor e disse:
Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o Seu
anjo e livrou os Seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a
palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a
qualquer outro Deus, senão ao seu Deus. Portanto, faço um decreto pelo qual
todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque,
Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo;
porque não há outro Deus que possa livrar como este. Então o rei fez prosperar
a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província de Babilônia”. Dan. 3: 24-30.
Esta experiência nos indica que
só colocando nossa confiança totalmente em Deus é que poderemos subsistir no
tempo de angústia, sabendo que depois das provas quanto à fidelidade e
adoração, e mesmo depois da libertação do decreto de morte pelo poder de Deus,
todo o atual povo de Deus será glorificado, conforme Daniel 12: 3.
A conclusão de Nabucodonosor foi
que ninguém em todo o seu reino deveria dizer blasfêmias contra o Deus dos
hebreus que, além de sábio e onisciente é poderoso para livrar, exercendo Sua
autoridade até mesmo sobre os monarcas de todas as nações.
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