Paulo R. F. Franz
Neste
livro de fé estudaremos as profecias sobre o juízo de Deus mencionado em Daniel
7: 9-10, que foi iniciado em 1844, conforme Daniel 8: 14 e 9: 24-27, e que
concluirá um ano antes da Segunda vinda de Jesus, de acordo com Apocalipse 18:
8.
Este
julgamento é tão essencial para nós que foi considerado pelo sábio Salomão como
sendo a “suma de tudo”. Ele ainda
justificou sua contundente posição, dizendo: “porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão
escondidas”.
Salomão,
o homem mais sábio que a Terra já conheceu, certamente conhecia a história do
pecado, como ela iniciou com uma crise no céu e que será discutida no mesmo
lugar, onde tudo começou.
Até
a rebelião luciferiana, na indefinida eternidade passada, os efeitos da maldade
eram totalmente desconhecidos das criaturas divinas, apesar de a possibilidade
do mal sempre ter feito parte do livre arbítrio assegurado pelo Criador, que já
contava com o risco potencial da transgressão de Seus mandamentos porque não
podia ser diferente, uma vez que desejava que as Suas criaturas fossem livres
para obedecê-lo ou não.
A
ética divina sempre fora autenticada pela força do amor, expressa na obediência
natural de Suas criaturas com base na Lei da Liberdade, referida em Tiago 2:
12.
E
tudo transcorria maravilhosamente bem porque a felicidade sobejava por todo o
esplêndido Universo. Mas, apesar de tudo, chegou o dia de Lúcifer, o querubim
cobridor, o mais alto dignitário dentre as criaturas celestes, desejar exercer
o seu direito de escolha, provocando a primeira emergência no governo do céu
que, apesar de se revelar desastrosa, não pôde ser evitada por causa da
exigência da perfeição.
Não
temos uma desculpa para o pecado de Lúcifer porque ele era perfeito em seus
caminhos, desde o dia em que foi criado, conforme Ezequiel 28: 15.
O
regente dos coros celestiais era tão perfeito que almejou as prerrogativas da
Divindade, aliciando, discretamente, uma grande multidão de anjos a seu favor.
O
confronto entre o certo e o errado se tornou inevitável, mas Deus, contudo,
tomou as providências necessárias para contornar a grave emergência, em
suspensão desde o começo da criação.
A
destruição dos rebeldes seria a solução mais fácil, mas, se assim fosse feito,
restariam sequelas indesejáveis nas criaturas divinas que permaneceram fieis ao
Criador, podendo passar a servi-lo mais por temor do que por amor, o que seria
inadmissível para o Senhor do Universo.
O
mal insurgente precisava ser demonstrado para deixar bem claro as consequências
de um governo contrário aos princípios estabelecidos por Deus. Por isso Lúcifer
e seus seguidores tiveram a oportunidade para desenvolver seus planos.
O
planeta Terra, já existente, foi organizado de forma perfeita para assegurar a
felicidade completa para o homem, em vias de ser criado. Deus precisava desta
opção para servir de campo de demonstração para o vastíssimo Universo.
O
homem, no entanto, não precisava cair nas tentações do inimigo de Deus e perder
suas prerrogativas. Se ele houvesse se mantido fiel, a Bíblia teria apenas dois
capítulos e a família de Adão, com todos os seus descendentes, teria a sua
eternidade e domínio preservados. Um novo laboratório seria logo providenciado,
e assim indefinidamente, até que Lúcifer, agora transformado em Satanás,
lograsse desenvolver o seu papel devastador.
O
homem, todavia pecou, perdeu sua soberania e ainda deveria morrer, conforme a
condição que lhe havia sido expressamente estabelecida. Mas a providência
divina não foi tomada de surpresa, já previa a nova emergência, agora no
planeta Terra e um plano para contornar o problema foi logo colocado em
execução, com base no amor de Deus.
Um
cordeiro teve de ser sacrificado por Adão para conscientizá-lo de que se
tratava de um símbolo do Filho do Altíssimo que assumira, voluntariamente, o
papel de Redentor da humanidade, e que devia, por isso, morrer na cruz para
pagar o preço da redenção dos pecadores arrependidos, e assim trazê-los de
volta ao paraíso perdido.
Foi
então que surgiu a necessidade de se montar um tribunal, conforme registrado em
Daniel 7: 9-10 e desenvolvido nos capítulos de Apocalipse 4, 5 e 20,
principalmente, a fim de julgar e atribuir aos transgressores a recompensa
merecida, de acordo com as suas obras.
Enquanto
que os considerados justos farão jus às glórias da eternidade futura, Satanás,
seus anjos e os ímpios rebeldes perecerão e jamais subsistirão, conforme
Ezequiel 28: 16 e 19, resgatando-se, desta forma e para sempre, a felicidade
absoluta do Universo.
O
tratamento deste tema, o mais essencial de todos, será feito sob o enfoque
exclusivo das sagradas Escrituras e dedicado àqueles que suspiram por uma vida
superior onde, segundo Naum 1: 9, o mal não se levantará outra vez.
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