quinta-feira, 8 de março de 2018

O Tribunal de Deus

Paulo R. F. Franz




Resultado de imagem para de tudo o que se tem ouvido a suma é Neste livro de fé estudaremos as profecias sobre o juízo de Deus mencionado em Daniel 7: 9-10, que foi iniciado em 1844, conforme Daniel 8: 14 e 9: 24-27, e que concluirá um ano antes da Segunda vinda de Jesus, de acordo com Apocalipse 18: 8.
         Este julgamento é tão essencial para nós que foi considerado pelo sábio Salomão como sendo a “suma de tudo”. Ele ainda justificou sua contundente posição, dizendo: “porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas”.
Salomão, o homem mais sábio que a Terra já conheceu, certamente conhecia a história do pecado, como ela iniciou com uma crise no céu e que será discutida no mesmo lugar, onde tudo começou.
Até a rebelião luciferiana, na indefinida eternidade passada, os efeitos da maldade eram totalmente desconhecidos das criaturas divinas, apesar de a possibilidade do mal sempre ter feito parte do livre arbítrio assegurado pelo Criador, que já contava com o risco potencial da transgressão de Seus mandamentos porque não podia ser diferente, uma vez que desejava que as Suas criaturas fossem livres para obedecê-lo ou não.
A ética divina sempre fora autenticada pela força do amor, expressa na obediência natural de Suas criaturas com base na Lei da Liberdade, referida em Tiago 2: 12.
E tudo transcorria maravilhosamente bem porque a felicidade sobejava por todo o esplêndido Universo. Mas, apesar de tudo, chegou o dia de Lúcifer, o querubim cobridor, o mais alto dignitário dentre as criaturas celestes, desejar exercer o seu direito de escolha, provocando a primeira emergência no governo do céu que, apesar de se revelar desastrosa, não pôde ser evitada por causa da exigência da perfeição.
Não temos uma desculpa para o pecado de Lúcifer porque ele era perfeito em seus caminhos, desde o dia em que foi criado, conforme Ezequiel 28: 15.
O regente dos coros celestiais era tão perfeito que almejou as prerrogativas da Divindade, aliciando, discretamente, uma grande multidão de anjos a seu favor.
O confronto entre o certo e o errado se tornou inevitável, mas Deus, contudo, tomou as providências necessárias para contornar a grave emergência, em suspensão desde o começo da criação.
A destruição dos rebeldes seria a solução mais fácil, mas, se assim fosse feito, restariam sequelas indesejáveis nas criaturas divinas que permaneceram fieis ao Criador, podendo passar a servi-lo mais por temor do que por amor, o que seria inadmissível para o Senhor do Universo.
O mal insurgente precisava ser demonstrado para deixar bem claro as consequências de um governo contrário aos princípios estabelecidos por Deus. Por isso Lúcifer e seus seguidores tiveram a oportunidade para desenvolver seus planos.
O planeta Terra, já existente, foi organizado de forma perfeita para assegurar a felicidade completa para o homem, em vias de ser criado. Deus precisava desta opção para servir de campo de demonstração para o vastíssimo Universo.
O homem, no entanto, não precisava cair nas tentações do inimigo de Deus e perder suas prerrogativas. Se ele houvesse se mantido fiel, a Bíblia teria apenas dois capítulos e a família de Adão, com todos os seus descendentes, teria a sua eternidade e domínio preservados. Um novo laboratório seria logo providenciado, e assim indefinidamente, até que Lúcifer, agora transformado em Satanás, lograsse desenvolver o seu papel devastador.
O homem, todavia pecou, perdeu sua soberania e ainda deveria morrer, conforme a condição que lhe havia sido expressamente estabelecida. Mas a providência divina não foi tomada de surpresa, já previa a nova emergência, agora no planeta Terra e um plano para contornar o problema foi logo colocado em execução, com base no amor de Deus.
Um cordeiro teve de ser sacrificado por Adão para conscientizá-lo de que se tratava de um símbolo do Filho do Altíssimo que assumira, voluntariamente, o papel de Redentor da humanidade, e que devia, por isso, morrer na cruz para pagar o preço da redenção dos pecadores arrependidos, e assim trazê-los de volta ao paraíso perdido.
Foi então que surgiu a necessidade de se montar um tribunal, conforme registrado em Daniel 7: 9-10 e desenvolvido nos capítulos de Apocalipse 4, 5 e 20, principalmente, a fim de julgar e atribuir aos transgressores a recompensa merecida, de acordo com as suas obras.
Enquanto que os considerados justos farão jus às glórias da eternidade futura, Satanás, seus anjos e os ímpios rebeldes perecerão e jamais subsistirão, conforme Ezequiel 28: 16 e 19, resgatando-se, desta forma e para sempre, a felicidade absoluta do Universo. 
O tratamento deste tema, o mais essencial de todos, será feito sob o enfoque exclusivo das sagradas Escrituras e dedicado àqueles que suspiram por uma vida superior onde, segundo Naum 1: 9, o mal não se levantará outra vez. 

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