quinta-feira, 24 de maio de 2018


A PARÁBOLA DA FIGUEIRA
A Bíblia é um livro articulado como se fosse escrito pela mesma pessoa.  Quando encontramos textos semelhantes entre os seus diversos autores, devemos fazer a relação, uma vez que foi o mesmo Espírito que os inspirou, não havendo a possibilidade da contradição.
Jesus Cristo quando dialogou com os discípulos sobre a destruição do templo, em Mateus 24: 1-2, fez uma ampla exposição sobre os eventos finais, quando lhe fizeram uma pergunta no verso 3:
Que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?”
Jesus respondeu essa pergunta em Mateus 24: 29 -31:
Jesus disse:
Depois daqueles dias de sofrimento (como nunca houve nem haverá citado no verso 21), o sol ficará escuro, e a lua não brilhará mais, as estrelas cairão do céu, e os poderes do espaço serão abalados. Então o sinal do Filho do Homem aparecerá no céu. Todos os povos da Terra chorarão e verão o Filho do Homem descendo nas nuvens, com poder e grande glória. A grande trombeta tocará, e Ele mandará os seus anjos para os quatro cantos da Terra. E os anjos recolherão os escolhidos de Deus de um lado do mundo até o outro”.
Jesus acatou a dedução dos discípulos de que o citado ataque a Jerusalém se daria na consumação do último século e, passou a relacionar imediatamente o fato com Israel, no verso 31:
“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes todas essas coisas (mencionadas em Mateus 24), sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isso aconteça. Passará o céu e a Terra, porém as minhas palavras não passarão” – Mateus 24: 32-35. Parêntese acrescentado.
Jesus passou, então, a considerar a respeito da última geração da Terra relacionada com Jerusalém para, por meio dela, nos informar quando Ele estaria às portas.
Esta parábola foi destinada a nos ensinar sobre a proximidade da Sua vinda, quando Ele estaria às portas. Para isso, importa sabermos duas coisas fundamentais:
Confirmar o simbolismo da figueira e o quanto dura uma geração.
Para elucidar o primeiro ponto basta nos apoiar em Oséias 9: 10-12 que, referindo-se ao Israel do tempo do juízo, esclarece o significado da figueira nova:
“Achei Israel como uvas no deserto, vi a vossos pais como as primícias da figueira nova; mas eles foram para Baal-Peor, e se consagraram à vergonhosa idolatria, e se tornaram abomináveis como aquilo que amaram. Quanto a Efraim... Ainda que venham a criar seus filhos, Eu os privarei deles, para que não fique nenhum homem. Ai deles quando deles me apartar”.    
A figueira, portanto, é Israel e a renovação dos seus ramos aponta para o dia 14 de maio de 1948, data da sua inauguração. Os versos de Oséias 11-12 foram colocados para comprovar o contexto do fim aplicado ao versículo 10.
O segundo ponto é esclarecido pelo Salmo 90: 10:
“Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente e nós voamos.”   
Uma geração representa, portanto, a vida de um homem, envolvendo seus filhos e netos. Trata-se de um período médio de 70 anos, que foi dado aos pioneiros da nação. Mesmo que os pais fossem para Baal-Peor, os seus filhos e netos teriam também sua oportunidade para se converterem ao Cristianismo e darem seu testemunho às nações. Isso, porém, não aconteceu, restando, portanto, um máximo de 10 anos para a consumação de todas as coisas, indexada à grave advertência de que tudo passa rapidamente e nós voamos.
Esta conclusão é muito séria porque restam para Israel a expectativa das dores de parto, trazida por muitas guerras, gerando a destruição de tudo aquilo que foi alcançado até o presente, conforme Jeremias 30: 4-7:
“São estas as palavras que disse o SENHOR, acerca de Israel e de Judá: Assim diz o SENHOR: Ouvimos uma voz de tremor e de temor, e não de paz. Perguntai, pois, e vede, se acaso um homem tem dores de parto. Porque vejo, pois, a cada homem com as mãos na cintura, como a que está dando à luz? E porque se tornaram pálido todos os rostos? Ah! Que é grande aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela”.
O problema da liderança política de Israel é que ela nunca entendeu o que este desastre significará. Ele será muito mais doloroso do que imagina, não significando, no entanto, a dissolução da nação; não significando, tampouco, o tempo de angústia como nunca houve, citado em Mateus 24: 21, que se refere às outras nações. As dores de parto virão para remover as ovelhas gordas, conforme Ezequiel 34: 16, que se apegaram somente ao Pai, negando, porém, o Filho, sem saber que negando o Filho, não têm também o Pai. E, assim, sem o amparo que imaginam serão destruídos para dar lugar ao remanescente cristão que passará então a ser guarnecido pelo Senhor dos Exércitos, conforme Jeremias 30: 11:
“Porque Eu sou contigo, diz o SENHOR, para salvar-te; por isso darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa medida, e de todo não te inocentarei”.   
O remanescente será purificado no fogo da aflição para depois servir de referência para as outra nações.
Retornando a Mateus 24, registrado para “nos fazer entender o que há de suceder a nação judaica nos últimos dias”, conforme a colocação profética de Daniel 10: 14, verificamos que já ocorreram os 5 primeiros pontos dados por Jesus em Mateus 24: 4-8, sinalizadores das dores do parto espiritual de Israel:
1.       Milhares de falsos cristos têm surgido nos últimos anos;
2.       Duas Guerras Mundiais e a guerra fria foram bem marcadas na profecia com a observação de que ainda não era o fim. Logo, não cremos que haverá uma terceira Guerra Mundial, apesar de que a guerra do Armagedom, já muito próxima, será muito mais destrutiva do que todas as guerras anteriores juntas.  
3.       Nação tem se levantado contra nação e reino contra reino em dezenas de guerras regionalizadas; Centenas de confrontações sangrentas vem ocorrendo todos os anos;
4.       A fome mundial chega a ser alarmante. Duas a cada cinco pessoas morrem de fome a cada dois anos.
5.       O número de terremotos tem crescido exponencialmente. Os 5 maiores da História ocorreram depois de 1948.
Em face dessa constatação podemos esperar que as terríveis pressões dos tradicionais inimigos de Israel não relaxará até o cumprimento cabal da profecia.
 Satanás, no entanto, tem conseguido levar as igrejas a definir uma escatologia sem Israel. E, por causa deste erro histórico e de outras teorias não respaldadas pelas Escrituras, Laodiceia foi classificada como cega e perdida, em Apocalipse 3: 16-17 (NTLH):
“... vou logo vomitá-los da minha boca. Vocês dizem: ‘somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos’. Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos”.
A maioria dos pobres membros de Laodiceia marcham para a ruína guiados por líderes que, orgulhosos, não são capazes de reconhecer seus erros e dar o sinal do perigo que se avizinha.
O sinal de Israel, no entanto, apresenta proporções tão extraordinárias que até um míope enxerga à distância, principalmente porque o plano divino com relação a Israel não é novo e vem se cumprindo através dos séculos.
Vejamos a cadeia profética escrita pelo profeta Ezequiel no cativeiro babilônico, com informações relevantes para o nosso tempo.
 “O Senhor me disse o seguinte: Homem mortal, quando os israelitas viviam na sua terra, eles a tornaram impura por causa de sua maneira de viver e de agir. O comportamento deles era tão impuro como a menstruação de uma mulher. Eu os fiz sentir a força da minha ira, por causa dos crimes de morte (inclusive do Messias) que haviam cometido na terra e por causa dos ídolos com que eles a tornaram impura. Eu os condenei pela sua maneira de viver e de agir e os espalhei por nações estrangeiras. Mas em todos os lugares aonde eles foram, só envergonharam o meu santo nome, pois as pessoas diziam: ‘esse povo é de Deus, o Senhor, mas eles tiveram de sair da terra que Ele mesmo lhes deu. Aí eu me preocupei com o Meu santo nome porque os israelitas O profanaram em todos os lugares aonde foram” - Ezequiel 36: 16-21.
Como a profecia sempre olha para o futuro do profeta que a descreve, esse texto só pode estar se referindo às ocorrências do primeiro século da Era Cristã, devido às referências ao nome de Jesus que foi desonrado antes, durante e depois da dispersão judaica e, principalmente, devido à promessa de vida nova para eles, no verso 22, com a seguinte observação:
“Por isso, dê aos israelitas esta mensagem que Eu, o Senhor Deus, tenho para eles: O que vou fazer não é por amor de vocês, israelitas, mas por amor do Meu santo nome, que vocês profanaram em todos os lugares para onde foram”.
Em Ezequiel 36: 23 – 24 Deus assegura que os levará de volta para a sua terra, como a História recente já comprovou e, finalmente, purificará um pequeno remanescente fiel que restaria em Jerusalém, dando Suas razões para isto:
“Quando eu mostrar às nações a santidade do Meu grande nome – o nome que vocês profanaram no meio delas -, aí elas ficarão sabendo que Eu sou o Senhor. Sou Eu, o Senhor Deus, quem está falando. Usarei vocês para mostrar às nações que Eu sou santo. Eu os tirarei de todas as nações e países e os trarei de volta para a sua terra”.
Vemos Jesus preocupado em usar Israel para alavancar o resultado da pregação do Evangelho entre as nações; a sua liderança política atual, no entanto, não percebe que foi o mesmo Jesus que seus antepassados crucificaram que os tirou da sepultura espiritual em que se encontravam e que os levou para a sua terra, visando recuperá-los. E, por causa disto, ainda continuam profanando o nome santo do seu Libertador, justificando assim a necessidade das dores de parto para o nascimento espiritual da nação, o que implicará na morte dos incrédulos. Esta será a única alternativa para que a bênção de Ezequiel 36: 25-27, a seguir, possa alcançar os remanescentes fieis:
 “Borrifarei água limpa sobre vocês e os purificarei de todos os seus ídolos e de todas as coisas nojentas que vocês têm feito. Eu vos darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo. Tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração bondoso, obediente. Porei o Meu Espírito dentro de vocês e farei com que obedeçam às minhas leis e cumpram todos os mandamentos que lhes dei”.
Nos versos 28 ao 32 o profeta frisa mais uma vez que eles não têm do que se orgulhar por terem voltado para a sua própria terra, pois que esta foi uma doação divina, visando o bem de todas as nações. 
“Aí vocês viverão na terra que dei aos seus antepassados. Vocês serão o meu povo e Eu serei o seu Deus. Eu os livrarei de todas as coisas que os tornam impuros. Darei ordens para que haja bastante trigo, e assim não haverá mais tempo de fome no meio de vocês. Aumentarei a produção de frutas e das plantações de cereais, de sorte que não haverá mais épocas de fome que façam vocês passarem vergonha no meio das outras nações. Vocês lembrarão da sua má conduta e das maldades que cometeram e ficarão aborrecidos com vocês mesmos por causa de seus pecados e maldades. Povo de Israel, quero que saibam que Eu não estou fazendo tudo isso por amor de vocês. Quero que vocês sintam como é vergonhoso e desonroso aquilo que estão fazendo. Eu, o Senhor Deus, estou falando.”
E, a partir desta purificação que beneficiará apenas o remanescente, haverá ainda tempo para a reconstrução do reino tombado de Israel, conforme os versos 33 ao 36:
“O Senhor diz: No dia em que Eu os purificar de todos os seus pecados, deixarei que construam de novo as suas cidades arrasadas e vivam nelas. Todos os que passavam pelas lavouras de vocês viam que estavam abandonadas e que o capim havia crescido; mas eu deixarei que vocês façam plantações de novo. Todos dirão isso a respeito desta terra: ‘ela era um deserto, mas agora ficou igual ao jardim do Éden.’ Falarão também a respeito das cidades que foram roubadas, destruídas e arrasadas e que naquele tempo estarão cercadas por muralhas e habitadas. Então as nações vizinhas que sobrarem ficarão sabendo que Eu, o Senhor, construí de novo as cidades destruídas e fiz novas plantações nas terras abandonadas. Eu, o Senhor, disse que ia fazer isso e farei.
Finalmente a profecia de Ezequiel 36 termina tratando da restauração do que foi destruído nas guerras e com o retorno de muitos judeus messiânicos para Jerusalém.
“O Senhor diz: -- Mais uma vez deixarei que os israelitas peçam a minha ajuda. Deixarei que cresçam em número como se fossem um rebanho de ovelhas. As cidades que agora estão arrasadas ficarão tão cheias de gente como Jerusalém ficava cheia de ovelhas que eram oferecidas em sacrifício num dia de festa. Aí eles ficarão sabendo que Eu sou o Senhor.”      
Estes sinais apresentam proporções tão extraordinárias que só não são reconhecidos pelos cegos de Laodiceia, cujos líderes pagarão muito caro pela sua mudez diante dos fatos.
Porque assim como vem acontecendo com a liderança política de Israel, vem acontecendo com os líderes religiosos da última geração. Devido à aspectos culturais e preconceituosos, a grande maioria continua apresentando fortes restrições para aceitar Jerusalém como a capital espiritual da Terra.
Além de ignorar os aspectos proféticos que já se cumpriram, resistem em aceitar os prognósticos de consagração futura previstos para os escapados das guerras vindouras, os quais foram destinados para iluminar a Terra com a glória de Deus.

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