ISRAEL – UM SINAL VERMELHO NO
TEMPO PROFÉTICO
Deus, em Sua
misericórdia para com a última geração
da Terra, levantou uma nação, que se chama Israel, o seu povo do passado que por
dois mil anos andou disperso, e o reuniu na Palestina, para sinalizar o tempo que
estamos vivendo.
Vários profetas
falaram sobre este sinal vermelho do tempo profético.
Em Daniel 10:
14 o anjo Gabriel disse ao homem de Deus:
“Agora vim
para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias”.
Essa
informação não foi para Daniel, nem para os hebreus daquele tempo, sendo um
alerta para nós que vivemos no tempo referido!
Está dizendo
que devemos acompanhar o que se passa com Israel no presente para saber o que
vai acontecer no final do mundo! Isso me parece evidente!
O problema era
que até o dia 14 de maio de 1948 não existia esta nação. Mas...
Isaías 66: 7-8
diz que o seu surgimento seria providenciado e se daria em duas etapas:
“Antes
que estivesse de parto, deu à luz; antes
que lhe viessem as dores, nasceu-lhe um menino. Quem jamais ouviu tal coisa?
Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce
uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes
que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos.”
A ênfase da
repetição negritada no texto deve-se ao fato do nascimento político de Israel ter
se dado antes do parto espiritual, indicando que a reestruturação do Estado, destruído
no ano 70, ocorreria provisoriamente e que, somente mais tarde, se daria o
renascimento objetivado por Deus, isto é, a conversão da nação ao Cristianismo.
Logo não foi pelos méritos dos judeus que Israel foi reestabelecida pelas Nações
Unidas. Deus operou pacientemente desde a primeira Guerra Mundial para cumprir
a profecia.
Assim, Israel,
a figueira nova de Mateus 24: 32-35, nascida prodigiosamente em 14 de maio de
1948, recebeu uma geração para se converter e dar seu testemunho. Um período
médio que, segundo o Salmo 90: 10, corresponderia a 70 anos ou até um máximo de
80, mas, neste caso expandido, seria sob fortes provações.
Em 2018 Israel
comemorou 70 anos, sem dar nenhum sinal de conversão, restando apenas um máximo
de dez anos para o cumprimento das demais profecias, incluindo a vinda literal do
Messias.
Quando a
Bíblia se refere a dores de parto, devemos relacioná-la com Israel. Isto,
porém, não quer dizer que não possamos fazer algum tipo de aplicação, como, por
exemplo, ao fim do mundo porque, neste caso, se trata praticamente da mesma
coisa.
A liderança
política de Israel, no entanto, além de não ter se convertido, vem perseguindo
o judeu cristão radicado em Jerusalém, da mesma forma como fazia no primeiro
século de nossa era.
Mas o SENHOR
se dirige a este remanescente, dizendo:
“Ouvi a palavra do SENHOR, vós, os que a temeis:
Vossos irmãos, que vos aborrecem e que para longe vos lançam por causa do vosso
amor ao Meu nome e que dizem: mostre o SENHOR a Sua glória, para que vejamos a
vossa alegria, esses serão confundidos” - Isaías 66: 5.
A confusão dos
magistrados israelenses, certamente alimentada pelos falsos profetas que dizem:
o SENHOR não fará nem bem nem mal, trará a destruição da economia e do exército
da nação, para que, finalmente, o SENHOR possa mostrar a Sua glória ao
remanescente fiel, conforme Isaías 66: 14:
“Vós O vereis, e o vosso coração se
regozijará, e os vossos ossos revigorarão como a erva tenra; então, o poder do
SENHOR será notório aos Seus servos, e Ele se indignará contra os seus
inimigos”.
A liderança
política de Israel toma para si essas promessas que, na verdade poderiam ser
deles, no caso de sua conversão. Mas eles seguem aguardando um novo Messias. Prisioneiros
desta obstinação eles selaram a sua rejeição ao Filho de Deus, programando a reconstrução
do templo e o retorno ao seu obsoleto ritual de oferta de animais.
Deus, porém,
não se deixa escarnecer. Ao ver a rejeição do Seu Filho, na proposta da
reconstrução do templo enviou uma mensagem aos dignitários da nação, dizendo o
que Ele pensa de tamanha insanidade:
“Assim diz o SENHOR: O céu é o Meu trono, e
a Terra, o estrado dos Meus pés; que casa Me edificareis vós? E qual é o lugar
do Meu repouso? Porque a Minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a
existir, diz o SENHOR, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da
Minha palavra. O que imola um boi é como o que comete homicídio; e o que
sacrifica um cordeiro, como o que quebra o pescoço a um cão; o que oferece uma
oblação, como o que oferece sangue de porco; o que queima incenso, como o que
bendiz a um ídolo” – Isaías 66: 1-3 a.
Ora, se a
Terra é o estrado dos pés do SENHOR, como justificar a edificação de um templo,
sem motivo, para o Seu repouso, justo no lugar onde o Messias disse que não
ficaria ali pedra sobre pedra? Esta é a questão colocada pelo Altíssimo, criticando
com severidade o retorno irracional à oferta de animais. Sim, irracional porque
o sistema ritual com todas as suas leis cerimoniais tinha um objetivo principal:
anunciar o sacrifício de Cristo e ensinar o seu significado.
E logo são apresentadas
as consequências destas ações, em Isaías 66: 3 b - 4:
“Como estes escolheram os seus próprios
caminhos, e a sua alma se deleita nas suas abominações, assim Eu lhes
escolherei o infortúnio e farei vir sobre eles o que eles temem; porque clamei,
e ninguém respondeu, falei, e não escutaram; mas fizeram o que era mau perante
Mim e escolheram aquilo em que Eu não tinha prazer”.
Devido a tais
insanidades virá o infortúnio da nação. Mas não será geral porque a restauração
espiritual de Israel faz parte do processo de restauração de todas as coisas. Um
remanescente fiel será poupado, conforme sugere Isaías 66: 9:
“Acaso,
farei Eu abrir a madre e não farei nascer? -, diz o SENHOR; acaso, Eu que faço
nascer fecharei a madre?
A nação
Israelita veio à luz e se transformou numa potência mundial, o que todos nós
sabemos. Mas não foi para isso que Deus retirou os ossos secos dos seus filhos das
catacumbas das nações e os levou para a Palestina. O sonho de Deus para Israel visava
transformá-la em uma bênção espiritual para todas as famílias da Terra, como
sempre foi o Seu objetivo.
Mas, como a
liderança política de Israel se desviou para o secularismo e acabaram os 70
anos disponibilizados para a sua conversão, o que mais Deus poderia fazer?
Voltar atrás? Essa é a questão implícita no verso 9. E a decisão divina é a de
que o Seu plano para a redenção do mundo deveria prosseguir, mesmo que Israel
tivesse que passar pelas dores de parto, a fim de dar lugar ao remanescente
cristão que veio crescendo silenciosamente no seu ventre.
Jerusalém,
portanto, subsistirá aos confrontos com as nações inimigas, as quais
desaparecerão, mas não antes de causarem muito pranto pelo sangue que
derramarão. Sim, as dores para o parto espiritual serão bem maiores do que se
imagina, porque restarão poucos a serem consolados pelo Senhor, conforme Isaías
66: 10-11:
“Regozijai-vos juntamente com Jerusalém e
alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; exultai com ela, todos os que
por ela pranteastes, para que mameis e vos farteis dos peitos das suas
consolações; para que sugueis e vos deleiteis com a abundância da sua glória”.
Que glória
abundante seria essa, diante de tanto infortúnio? O texto inspirado responde:
“Porque assim diz o SENHOR: Eis que
estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória das nações, como uma
torrente que transborda; então, mamareis, nos braços vos trarão e sobre o
joelho vos acalentarão. Como alguém a quem sua mãe consola, assim Eu vos
consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados” – Isaías 66: 12-13.
Será desta
forma que as primeiras guerras que logo virão darão lugar a uma nação
verdadeiramente cristã, que guarda os mandamentos de Deus, e que será erguida para
servir de estandarte para o Cristianismo entre as nações. Judá será forte
espiritualmente, e rica com os despojos das nações vencidas, porém sem exércitos
para defendê-los.
Atrás dos seus
despojos virá uma confederação de muitas nações inimigas, do Oriente e do Norte
da Europa, as quais formarão uma cavalaria de 200 milhões de combatentes para
subvertê-la e apropriar-se de seus recursos. Este é o plano definitivo de
Satanás: acabar com os judeus para evitar que cumpram os desígnios do Altíssimo
e ainda ficar com seus bens.
Mas o
remanescente, apesar de desarmado, com o Senhor dos Exércitos à sua frente sairá
vencedor, cumprindo-se, então, Isaías 66: 15-18:
“Porque eis que o SENHOR virá em fogo, e os
seus carros, como um torvelinho, para tornar a Sua ira em furor e a Sua
repreensão, em chamas de fogo, porque com fogo e com a Sua espada entrará o
SENHOR em juízo com toda a carne; e serão muitos os mortos da parte do SENHOR.
Os que se santificam e se purificam para entrarem nos jardins após a deusa que
está no meio, que comem carne de porco, coisas abomináveis e rato serão
consumidos, diz o SENHOR. Porque conheço as suas obras e seus pensamentos e
venho para ajuntar todas as nações e línguas; elas virão e contemplarão a Minha
glória”.
Ao assentar o
pó deste incrível vendaval, emergirá dos escombros uma nação totalmente cristã com
um estandarte dos mandamentos de Deus e da fé de Jesus.
Finalmente
Isaías 66: 19-21 revela porque Israel é o grande sinal do tempo profético,
levantado como um estandarte antes que venha o fim:
“Porei entre elas (as nações) um sinal (Israel), e alguns dos que foram salvos enviarei às nações, a Társis, Pul e Lude
que atiram com o arco, a Tubal e Javã, até as terras do mar mais remotas, que
jamais ouviram falar de Mim, nem viram a Minha glória; eles anunciarão entre as nações a Minha glória. Trarão todos os
vossos irmãos dentre todas as nações, por oferta ao Senhor, sobre cavalos, em
liteiras, e sobre mulas, dromedários, ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o
Senhor; como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas de manjares, em
vasos puros, à casa do SENHOR. Também deles tomarei a alguns para sacerdotes e
para levitas, diz o SENHOR – Isaías 66: 19-21
Desta forma
será concluída a pregação do Evangelho a todo o mundo durante o curto período do
juízo das outras nações, que virá logo a seguir, conforme foi caracterizado
pelo selo do cavalo preto. Na sequência imediata virão as sete últimas pragas e
o fim deste mundo.
Finalmente,
dando um salto de mil anos, a profecia conclui, dizendo:
“Porque, como os novos céus e a nova Terra,
que hei de fazer, estarão diante de Mim, diz o SENHOR, assim há de estar a
vossa posteridade e o vosso nome. E será que de uma lua nova à outra, e de um
sábado à outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o SENHOR. Eles
sairão e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra Mim; porque o
seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles serão um horror para
toda a carne” – Isaías 66: 22-24
O texto narra
o início da adoração na nova Terra, no tempo em que ainda se poderá ver os vestígios
da destruição final do mal; O versículo 24 fala do inferno, conforme Marcos 9:
44 e 48, mas com uma tradução destorcida com base na imortalidade da alma.
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