A ESTRUTURA DO JUÍZO
O livro do Apocalipse apresenta dois cenários proféticos bem definidos, com onze capítulos cada um. O primeiro cenário contém uma revelação de Jesus Cristo sobre a implantação e funcionamento do tribunal no céu, que deve funcionar até o fechamento da porta da graça. Este cenário encontra-se estruturado sobre um livro selado com sete selos; o livro reúne o nome de todos os crentes que um dia buscaram a redenção eterna e cada selo confina uma das sete fases pelas quais passa a Igreja de Laodiceia sob a ótica do julgamento divino. O livro trata dos crentes de todos os tempos, mortos e vivos; Os selos se restringem ao derradeiro povo escolhido, de acordo com os resultados de sua missão.
Enquanto a abertura do primeiro selo, em 1844, registra as vitórias do evangelho, a partir do início do juízo dos mortos, o último selo refere-se à Segunda Vinda de Jesus, a qual é detalhada na sétima trombeta. As seis primeiras trombetas também destacadas no sétimo selo, se referem ao início do juízo dos vivos, em conexão com a abertura do segundo selo, ainda futura. Entre a sexta e a sétima trombetas, isto é, entre o assinalamento das primícias dos salvos em Israel e o fim do mundo, tem o registro de 7 trovões, que servem para balizar os principais eventos que terão lugar a partir do decreto dominical, devendo cobrir os últimos 3,5 anos da História da Humanidade.
Esta é a ordem cronológica designada por Deus para os selos, as trombetas e os trovões. Estas três sessões são sintetizadas em Apocalipse 11: 1-2: … “mede o altar (o aspecto institucional) e os que nele habitam (os indivíduos, começando pelos primeiros salvos, em Israel), mas deixa de parte o átrio exterior (os gentios são reservados para um julgamento posterior)”. .
O juízo celestial se processa a partir de informações que são coletadas na Terra, por meio de anjos que fazem anotações precisas e levam para os arquivos do céu. Eles atuam através das consciências humanas. As instituições são avaliadas por meio dos atos de sua liderança.
O processo do ajuntamento das provas, tanto a favor como contra o réu é muito semelhante ao que acontece em um tribunal da Terra, mas bem mais completo, sendo como diz Salomão: “Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” - Eclesiastes 12: 14.
O grau de detalhe neste tribunal, portanto, torna o resultado de sua apuração diferente do que acontece em uma corte de justiça terrestre. No juízo celestial nunca haverá a condenação de um inocente nem a absolvição de um culpado pelo fato de que “Deus conhece o segredo dos corações”, conforme o Salmo 44: 21.
O JUÍZO INSTITUIÇÕES
1. O julgamento individual começa pelos mortos e deve permanecer enquanto durar a missão do cavalo branco, citado no primeiro selo, cujo objetivo é preparar as nações para serem julgadas no período do cavalo preto, cujo cavaleiro porta uma balança na mão, capaz de pesar os pensamentos e os desígnios do coração.
Esta primeira fase da Igreja de Laodiceia, a mais longa, apresenta um sucesso absoluto quanto ao restabelecimento das normas e regulamentos que foram contaminadas ao longo dos séculos. Esta depuração ficou muito bem documentada ao longo dos primeiros 70 anos de Laodiceia (1844-1915).
Quanto, porém à difusão destas orientações que trata de esclarecer a Palavra de Deus, o sucesso é relativo devido ao afastamento progressivo dos princípios que foram estabelecidos pelos pioneiros sob divina orientação.
A degeneração progressiva da liderança da última Igreja é retratada na própria mensagem à Laodiceia, em Apocalipse 3: 15-17, quando Deus passa a considerá-la como “miserável, pobre, cega e nua”. A igreja que se manteve unida nos primeiros setenta anos, começa aos poucos a se desintegrar como um corpo sadio que passa à forma de um esqueleto. É osso para todo lado! Mas, nem mesmo em face da gravíssima repreensão procedente de Jesus, e das consequências observadas, a instituição muda de rumo, e os desvios praticados vão se acumulando à medida que o juízo dos vivos se aproxima. Tal situação é insustentável aos olhos de Deus que a programou para vencer, exigindo uma mudança de estratégia com base na renovação do antigo concerto que fora estabelecido com o povo de Israel, o qual é reestruturado politicamente também pelo poder de Deus, em 1948.
Ao contrário das igrejas, Israel parte de ossos secos espalhados por diversos países e se transforma em um poderoso exército, a exemplo do que foi profetizado em Ezequiel 37. Mas a liderança do Novo Estado Judeu também falhou, deixando de cumprir sua missão espiritual no prazo dos 70 anos que lhe foi designado em Mateus 24: 32-35. E para que a nação pudesse receber a unção do Espírito para cumprir sua missão, se fez necessário prorrogar o seu tempo, conforme Salmo 90: 10. Neste tempo, já em transcurso, a introdução da fase do cavalo vermelho, na Terra Santa, se concretizará. O objetivo divino para a introdução deste cavalo é demonstrar ao mundo a nação israelita como uma nação de propriedade exclusiva de Deus.
Coube ao profeta Jeremias 30: 12-13 colocar no ponto a atual situação da nação: “o mal de Israel é incurável e para a sua ferida não tem remédio”. A única maneira de reverter este quadro é substituir a liderança político-religiosa da nação por outra sujeita à orientação divina. Assim, o Senhor permitirá que Israel se torne vulnerável a uma sucessão de exércitos que, mesmo derrotados serão capazes de derramar muito sangue hebreu, o qual é prefigurado pela cor vermelha do segundo cavalo.
Por meio da dor e grande sofrimento a nação será parcialmente destruída, restando em Jerusalém o remanescente fiel a Cristo, que deverá ainda ser preparado para servir de referência no juízo das nações. As primícias dos salvos serão seladas com base na aceitação do Novo Testamento e na mudança de conceitos a respeito do Messias. Este será seu ponto de prova, quando, então, passarão a revelar confiança em Jesus, que os sustenta pelo Seu Espírito.
Estas serão as dores de parto necessárias para o nascimento de um novo mundo, a começar por Israel. Por meio deste recurso as nações serão iluminadas, podendo seus habitantes enxergar melhor a sua condição em face do juízo que se aproxima e fazer a conversão. E será desta maneira que uma multidão inumerável espalhada pelo mundo terá a oportunidade de mudar a sua sorte.
Desta forma, quando a missão do cavalo branco for reforçada pelo testemunho das primícias dos salvos, em Jerusalém, ele dará o seu lugar para a fase do cavalo preto que terá a grave missão de separar o joio do trigo no âmbito da igreja mundial.
Este insight do julgamento de Israel, portanto, visa demonstrar às nações, de forma simplificada, o padrão de qualidade exigido pelo céu para a aprovação no tribunal de cima: obediência aos mandamentos de Deus expressos na Torá e fé inabalável no Filho de Jeová.
Assim, esta pequena amostra de salvos será exposta com Cristo, no monte Sião, visando obter um melhor resultado no período do cavalo preto.
Estimulados pela vitória das premissas, os demais crentes se manifestarão entre as nações, pregando contra as falsas doutrinas defendidas pelos poderes constituídos. Sua mensagem é suficiente para sacudir a Igreja de Laodiceia, separando os salvos dos perdidos nos quatro cantos da Terra.
Os eventos finais serão muito rápidos. A última geração, a nossa, deverá presenciar todas as etapas confinadas nos sete selos, uma vez que o segundo selo ainda não foi aberto e que, a partir dele, os selos restantes serão abertos ao longo dos últimos sete anos da História da Humanidade.
O início do terceiro selo se dará a partir do decreto dominical, já no meio da última semana de anos deste mundo, provocando tamanha turbulência, que muitos pensarão, equivocadamente, que o navio de Laodiceia não chegará ao porto seguro. Este período passará tão rápido que nem será percebido, mas deixará separados o joio do trigo, seguindo a maior parte da igreja de Laodiceia para o período do cavalo amarelo quando manifestará criminosa indiferença com relação às almas pelas quais Cristo morreu.
Será, somente então que as igrejas institucionalizadas receberão a sentença que hoje fazem questão de mascarar: vomitar-te-ei da minha boca!
Esta expressão, numa linguagem mais compreensível significa a chegada do tempo em que Jesus não mais poderá oferecer a Deus as orações proferidas nestas igrejas formalmente constituídas. Nem mesmo as suas expressões de amor poderão ser consideradas.
Jesus não poderá aprovar, de forma alguma, o seu ensino da Palavra, o seu trabalho espiritual e nem apresentar mais ao Pai, os seus cultos religiosos com o pedido de que lhes seja concedido graça.
E enquanto o joio se apressa em consolidar o período do cavalo amarelo, que seguirá sem missão definida para o encontro com as sete últimas pragas, a Igreja triunfante, sob a égide do Espírito Santo conduzirá a pregação do Evangelho eterno até o fechamento da porta da graça, quando todos os selados alcançarão o período vitorioso. E assim a igreja invisível do trigo triunfa na forma de pequenos grupos, em perfeita harmonia com os 144.000 de Jerusalém, como se fossem milhões de pequenas franquias de Israel. Este penúltimo segmento de Laodiceia, no entanto, deverá passar pelo tempo de angústia propriamente dito, mas sem ser atingido diretamente pelas pragas que terão um ano para o seu cumprimento, conforme Apocalipse 18: 8.
Durante este derradeiro ‘dia profético’ as pragas cairão sobre os ímpios, atingindo os líderes descredenciados em primeiro lugar, por permanecerem mudos diante dos terríveis desafios que ameaçam a humanidade.
No início do último mês, haverá ainda um decreto de morte, que será estabelecido contra os guardadores da Lei de Deus, conforme Apocalipse 13: 15 e 17: 12. Não fosse pela intervenção divina não sobraria um justo sequer.
O estresse causado pelo decreto de morte será a última provação dos justos, antes de sua glorificação. Este curto período de quinze dias concluirá seu processo de purificação, sem que nenhum crente seja morto.
Finalmente, os filhos do Altíssimo serão glorificados, conforme Daniel 12: 3, ao ouvir o (Feito está!) do Senhor no trovão que dará início a sétima praga, de acordo com Apocalipse 16: 17.
Em meio deste que será o maior terremoto de todos os tempos termina a carreira macabra da grande meretriz e de suas filhas, começando o da Igreja gloriosa que será capaz de subsistir à crise dos últimos quinze dias na forma de dois grupos: o dos 144.000 selados em Israel, com suas famílias. A volta da glória do Senhor para Jerusalém, conforme Ezequiel 43: 2 deverá se expandir por toda a Terra, conforme abaixo:
“E eis que do caminho do Oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a Terra resplandeceu por causa da Sua glória”.
Desta forma será formado o segundo grupo, constituído pelas famílias da Igreja triunfante que constituirão a população inumerável citada em Apocalipse 7.
Estes serão os dois protagonistas que verão o céu como um pergaminho que se enrola; verão a primeira ressurreição e, após serem transformados seguirão jubilosos com os justos de todas as eras, para a ceia do Cordeiro.
Depois de um estágio de mil anos na casa do Pai, os salvos voltarão para a Terra renovada onde passarão a eternidade com Cristo.
O JUÍZO DOS INDIVÍDUOS
Quanto ao julgamento individual informações detalhadas continuam sendo coligidas pelos anjos relatores de tal sorte que muitos poderão receber a sentença final e irrevogável antes mesmo de morrer. E o mais emocionante é que, dependendo da sentença, muitíssimos serão trasladados vivos, sem provar a morte. Estes, como as primícias, serão os remanescentes dos remanescentes, devendo passar ainda por duras provas, visando a sua purificação para à pátria celestial.
Neste momento faz-se necessário verificar-se até onde as críticas severas feitas ao anjo da Igreja de Laodiceia, principalmente nas fases dos cavalos preto e amarelo, poderão interferir na definição individual, neste período que precede as últimas sete pragas. A questão que se impõe é a de que, dentro do veredito corporativo, qual deverá ser a posição de cada indivíduo? Como reagirá quando algum líder morno insinuar que Cristo vai limpar nossos pecados quando aqui chegar, ou que Jesus já fez o que era necessário por nós e que, ao final, Ele completará o que nos falta, com a Sua justiça? Como reagirá quando o ministro de Laodiceia pregar que ninguém tem a condição de ser santo como Cristo foi? Precisamos ficar atentos a esta regressão para a apostasia e perguntar-lhes, francamente, pelo endosso das Escrituras.
O justo compreenderá que é por causa de uma geração de mensageiros liberais, quiçá interesseiros, na busca de acalmar as próprias consciências pecaminosas, ou na busca de sucesso, que o sono das virgens loucas vem sendo embalado. Esta contemporização com o pecado vem reduzindo as chances de salvação e o número dos defensores da verdade, degradando a situação espiritual das igrejas a ponto de merecerem ouvir da pessoa mais amorosa do Universo: “vou logo vomitá-los”!
Os justos não poderão esquecer essa sentença nem mesmo mascará-la por meio de falsas traduções da Bíblia!
Felizmente a mensagem da sacudidura de Laodiceia chega ao nosso conhecimento, enquanto há tempo para a reforma de nosso coração degenerado.
Não podemos continuar indiferentes aos apelos de nosso verdadeiro Mestre, sem levar a sério as Suas recomendações. Se Deus está disposto a nos conceder o Seu Espírito para alcançarmos a reforma e o reavivamento, precisamos rever as nossas convicções para realizar as mudanças necessárias, individualmente, independente do que se passa nos templos que se corromperam em atenção às exigências da Nova Ordem Mundial.
Deus nos considera responsáveis na mesma proporção em que a luz da verdade nos é trazida à compreensão.
Não podemos mais continuar indiferentes às recriminações divinas sobre a nossa pouca valorização às promessas de Jesus; sobre a nossa falta de fé que leve à obediência, sobre a falta de amor ao próximo bem como a falta do conhecimento de toda a verdade! Não podemos continuar negando a séria acusação de mundanismo, de incredulidade e de apostasia que nos é endereçada!
Temos problemas com o nosso estilo de vida; fazemos pouco caso da saúde do corpo que é o templo do Espírito Santo; acompanhamos religiosamente as modas; não vacilamos em usar joias e pinturas; praticamos diversões impróprias e nos descuidamos com a observância dos mandamentos de Deus. Fazemos realmente muito pouco além de nos preocupar com os empreendimentos comuns e seculares.
Precisamos reconhecer a autoridade do Evangelho eterno, estudar seriamente as profecias, e reviver a experiência da Igreja primitiva como ela era dez dias antes do Pentecostes, para alcançarmos uma experiência semelhante ao nível dos pequenos grupos familiares.
Não estamos falando de profetizar coisas novas, apenas rever as antigas profecias da Bíblia, de forma objetiva e sem a interferência de ideias pré-concebidas que foram introduzidas na Palavra de Deus.
Esta questão é preocupante porque ninguém se prepara para algo que no fundo não espera, não acredita ou que desconhece completamente.
Não devemos aceitar passivamente a imposição da mentira, por mais cômoda que ela seja. O maligno está nos levando, juntamente com a nossa família, para o seu arraial e sem nenhuma reação de nossa parte.
Sem querer prejulgar aqueles que já temos admirado pelo esforço dispendido no processo de evangelização, precisamos reconhecer que os seus métodos atuais têm sido pouco convincentes para mudar a nossa prática do dia a dia, o que é indesculpável aos olhos de um Deus santo que espera de nós nada menos que santidade.
Há uma geração com mais de sete bilhões de pessoas no vale da decisão, vivendo na dependência de uma mensagem profética poderosa que foi disponibilizada nas revelações do Apocalipse e que a Igreja, não obstante a sua grande responsabilidade, cochila tanto no estudo como na pregação.
É tempo de reação individual para o revigoramento da fé, para o abandono das falsas doutrinas que foram infiltradas principalmente no período medieval. Então poderemos dizer como o salmista:
“Bem aventurado o povo cujo Deus é o Senhor” - Salmo 144: 15.
“Sede santos como Eu sou santo”, diz o nosso comandante.
Abandone a vida que te faz pecar, é o preito do céu para aquele que sonha ir para lá. Por séculos os cristãos acreditaram que a salvação vem pela fé em Cristo. Mas a hora é vinda para vivermos, auxiliados por Jesus, em harmonia com todos os preceitos de Sua vontade.
Os nossos defeitos de caráter podem e devem ser corrigidos antes de Seu retorno em glória e majestade.
Não podemos nos enganar: de Deus não se zomba. Nada aquém de uma conduta irrepreensível nos recomenda para o céu. A promessa do Espírito Santo, que há de preparar os justos para a eternidade, é só para os vencedores!
Já vai alta à noite e já desponta o dia. Nenhum membro da futura Igreja triunfante, vitoriosa e gloriosa conviverá com ideias falsas a respeito dos dons que levam à vitória. Não devemos perder tempo, deixando de nos adaptar para a trasladação, porque neste caminho não há atalhos. O estudo aprofundado das profecias nos é requerido, porque elas foram outorgadas para esta hora crucial. Esta é a razão de nosso debate franco e inevitável!
Devemos associar com a graça divina, o esforço diligente, pois se não pudermos remediar nossos defeitos, certamente não alcançaremos a vitória.
Não estamos sugerindo a formação de novas organizações, nem dizendo que já não é seguro permanecer no seio das igrejas.
Mas Jesus nos alerta que há um problema se agravando, e que se não for corrigido, segundo os métodos preconizados pelo céu, que exigem renúncia e humildade, mudança de ideias e de teorias, será decretada a falência espiritual da maioria!
Nesta hora terminal não bastará termos uma religião. Far-se-á necessário tomarmos uma posição na luta que se avizinha. A nossa tentação será ficar do lado mais confortável e assim o faremos a menos que conheçamos profundamente os desígnios de Jeová.
Não basta dizer que amamos a verdade, precisamos estar do lado dela e defendê-la com determinação. Se compararmos a nossa conduta com a vida prática de Jesus e de seus discípulos, veremos que precisamos comprar mais do ouro refinado da fé verdadeira e do amor fraternal; precisamos mais dos vestidos brancos de um caráter imaculado e purificado pelo sangue de nosso querido Redentor e, principalmente, mais do colírio do Espírito Santo para que não só venhamos a ver nossa condição como também assumir as rédeas de nossa própria vida!
Precisamos do claro discernimento nas questões espirituais e dos Dez Mandamentos, em particular, sem colocar nenhum ídolo diante de nossos olhos. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. I Timóteo 2: 5.
Não poderemos prosseguir ignorando nossa verdadeira condição, quando Jesus está dizendo: “não sabes que (com relação à nossa transição para a eternidade) és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” - Apocalipse 3: 17.
“Sê, pois zeloso e arrepende-te”, diz Ele em Apocalipse 3: 19.
Lembremo-nos de que estas palavras que nos são endereçadas não são provenientes de um simples mortal.
Mesmo que muitos as rejeitem, procuremos viver em harmonia com os preceitos de Deus que, afinal, nem mesmo pesados são.
O maligno não tem a força toda que aparenta; nós é que somos frouxos por não confiar em Deus de todo o coração. Não adianta fazermos reformas estruturais e paliativas nas igrejas; A reforma verdadeira consiste numa mudança de vida no sentido de uma entrega total a Jesus. Não podemos nos conformar com o relaxamento das doutrinas, com o nivelamento às normas do mundo, com o desconhecimento das profecias, fatos estes que vêm promovendo a mornidão espiritual que hoje testemunhamos.
A postura para este tempo de espera pelo regresso do Senhor não significa uma modificação da vida antiga, mas uma profunda transformação de nossa natureza, trocando o homem carnal pelo espiritual.
A busca de acalmar a nossa consciência tem nos levado a negar, mesmo que sutilmente, que Cristo tenha a natureza humana. Se Ele fosse diferente de nós não poderia ser o nosso substituto e exemplo.
Submetidos, conscienciosamente à influência do Seu Espírito, a partir de nossa conversão, devemos assumir um caráter semelhante ao dele. Mesmo que o nosso desafio seja o de consolidar uma condição espiritual igual à de Adão antes da queda, bastando, para isso, obtermos o perdão para todos os pecados eventualmente praticados, confessados e abandonados. A partir de então, com a consciência purgada das obras mortas, estaremos aptos a vencer como Cristo, o segundo Adão, venceu. E isto nos será seguramente cobrado no juízo de Deus.
Rejeitemos a generalizada sutileza de que tudo o que precisamos é ter fé em Cristo Jesus. Quem acreditar apenas nesta palavra estará certamente construindo sobre a areia. Precisamos, com toda a diligência, associar com a nossa fé a virtude, o conhecimento, o domínio próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade e o amor - II Pedro 1: 5-7.
Finalmente devemos sofrer com a nossa liberdade de escolha, optando pelo que é justo e não pelo que diz o nosso coração corrupto. A paz que vem do Senhor para nos confortar em todos os pontos em que somos vulneráveis não está livre dos suspiros de um coração egoísta. Devemos nos resignar com as transformações necessárias para que outros se curem por meio do nosso exemplo.
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